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argotiumfelicis Art Lucky

A história sobre o garoto que deu seu coração a uma fada, se em troca pudesse realizar seu sonho de voar, sempre encantou Jaemin, que, quando tinha oportunidade contava para quem quisesse ouvir. Era como uma lição de vida, uma motivação para continuar, a história era quase como seu lema. Mas, o que nunca pode imaginar era que o menino era real, que um dia encontraria ele. Nunca pode imaginar que aquele, cuja a história sempre pensou ser apenas fantasia apareceria em sua sacada, o convidando para partilhar de uma aventura. • Renmin • PeterPan!au •


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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The story of a boy

Jaemin sorria alegremente fitando a tela do celular. Marcava exatas seis horas e não demoraria muito mais para que seus amigos finalmente chegassem, para que pudessem comemorar uma digna noite de halloween.

Não estava fantasiado, nem mesmo os outros estariam, a festa já tinha sido no dia anterior, dada na própria escola. Agora só queriam curtir uma noite gostosa de doces e histórias de terror.

Seu quarto já estava todo pronto, a cama tinha sido arrastada para um canto do quarto, os seis colchões estavam postos em círculo no chão e no meio destes haviam algumas tigelas com salgadinhos e doces que, em outras ocasiões, a mãe do Na nunca deixaria que comessem.

“Toc toc”, pode ouvir vindo da porta. Gritou para que entrassem, logo vendo cinco rostos conhecidos com sorrisos travessos nos lábios.

Não demorou muito para que todos estivessem jogados sobre Jaemin; meio se abraçando, meio se batendo, demonstrando o quanto se amavam.

— Hoje a noite vai ser boa — exclamou Donghyuck com um sorriso sapeca — Tenho uma história de terror que vai fazer vocês borrarem as calças.

— Nem vem, Donghyuck — Jeno falou sentando ao lado do moreno, dando um tapinha de leve no braço deste — Todo mundo sabe que você é o mais medroso entre nós.

— Verdade, Hyuck — Mark continuou, sentando do outro lado do ruivo — Aposto que não aguenta nem meia história e já vai estar tremendo de medo.

Jaemin observava tudo rindo. O amigo já estava tenso com a aproximação dos outros dois, e, para completar, Jisung e Chenle cutucaram de forma brusca as costas do pobre Lee, que soltou um grito alto e agudo, suficiente para fazer todos caírem na gargalhada.

As risadas continuaram até tarde da noite e as histórias de terror renderam mais piadas do que sustos de verdade. A felicidade do grupo era quase inexplicável. Estavam sempre juntos. Estar reunidos era como a sensação de um lar confortável.

— Minha vez de contar a história — Jaemin sorri, enfiando um punhado de balas na boca. — Não é nada de terror, mas sim sobre uma criatura mágica!

Todos o olhavam fascinados, o Na era um ótimo contador de histórias, sua imaginação era incrível, e cada palavra parecia ser escolhida com uma delicadeza descomunal, fazendo tudo ficar encantador.

E dessa vez o roteiro criado era sobre um menino que sonhava em voar, ele sonhou tanto com isso, dia e noite, que uma fada piedosa decidiu que o ajudaria, se, em troca, o menino desse seu coração para ela, abandonando completamente seu lado humano.

O sonho do garoto era tão grande que ele acabou por aceitar sem pensar nas consequências, e, sem que pudesse reverter, viveu eternamente solitário, tendo a cruel fada como dona de seu sonhador coração.

— Que menino idiota! — exclamou Jisung com certa raiva — Quem que desiste de toda vida só para poder voar?

— Às vezes nossos sonhos são as nossas maiores ganâncias, Jisung — O moreno responde com um sorriso — Mas isso não importa agora. Já está tarde. O que acham de irmos dormir?

Meio relutantes, concordaram. Mesmo que não quisessem dormir, o sono já os consumia e pouco a pouco sentiam os olhos pesarem mais.

Deitaram cada um no seu colchão, desligando as lanternas e abajures que montavam a iluminação do quarto. Um “boa noite” em uníssono foi dito, provocando mais algumas risadas juntas de bocejos.



Jaemin tinha um sono bom, sorria mesmo que não estivesse totalmente ciente do que estava acontecendo.

Sentia uma brisa suave e quente. Batia em seu rosto de forma calma; era confortável.

Confortável demais para ser só um sonho.

Aos poucos, sentiu-se despertando. Abriu os olhos devagar, sentindo ainda o ar quente bater contra sua bochecha.


A visão cansada e o escuro dificultavam para enxergar. Sentia-se quase como se fosse louco.

A brisa suave que batia em seu rosto era causada por um menino, loiro, bonito e, acima de tudo, desconhecido.

Observava-o com feições ternas, e, mesmo que fosse loucura, Jaemin tinha certeza que este estava flutuando sob seu corpo.

— Shh… — Ouviu sair dos lábios avermelhados, enquanto o dedo indicador do menino estranho pôs-se em seus lábios. — Não grite, não tenha medo, não vou fazer mal a ti.

Nem que Jaemin quisesse ele poderia gritar, não conseguia, era fascinante demais, quase como se estivesse dentro de uma das inúmeras histórias fantásticas que já tinha criado. Não tinha palavras para que escapassem de sua garganta.

— Vamos ali para fora, receio que seus amigos não queiram ser acordados — risonho, o loiro ficou de pé, estendendo a mão para o dono do quarto. E o Na seguiu-o para sacada, sem conseguir entender direito porque o fazia. Apenas, seu coração mandava confiar no garoto bonito com vestes verdes, que mais pareciam uma bela fantasia de halloween.

— Quem é você? — perguntou depois de recuperar as palavras — Ou o que é você?

O garoto desconhecido sentou-se sobre a barra de proteção da sacada, sorrindo animadamente para Jaemin. O sorriso em seus lábios era bonito, chamava atenção do Na, que o olhava ainda mais curioso. Tantas perguntas se passavam pela sua cabeça, mas não conseguia raciocinar direito para respondê-las por si só. Aquele garoto tão estranho conseguia atrair todos os pensamentos de Jaemin para si.

— Achei que você fosse mais rápido do que isso. Realmente não consegue ver nada de familiar em mim? — o loiro perguntou. Embora a fala parecesse meio triste, com um sentido de “você realmente não me conhece?”, o sorriso continuava em seus lábios — Você sempre conta a minha história para os outros quando tem oportunidade. Achei que iria me reconhecer logo de cara.

Então, Jaemin franziu o cenho, focando-se em encontrar a resposta para a pergunta feita pelo garoto. Todas pareciam absurdas, mas ao mesmo tempo algumas também pareciam fazer sentido.

— Espera, mas… como? Isso é possível? Eu achei que era só uma história que tinha surgido na minha mente. Sempre fui bastante criativo para histórias assim, sabe? — Jaemin ainda não conseguia acreditar. Fazia sentido, mas ao mesmo tempo não; sentia como se fosse mais um de seus sonhos malucos, ao mesmo tempo em que se sentia mais acordado do que nunca. Por ter recém acordado, o sono ainda estava presente, então seu raciocínio estava bem mais lento do que o normal — Você realmente está aqui? Como posso ter certeza de que não estou apenas sonhando?

— Bem, eu estou falando com você. Eu posso tocar você — dito isso, o garoto tocou suavemente o rosto de Jaemin, como forma de validar o que dizia —, posso beliscar você — Jaemin soltou um “ai” baixinho ao ter a bochecha apertada com força pelo outro — e assim você pode ver que não é um sonho. Eu belisquei você, mas continuo aqui — sorriu, vendo a expressão surpresa e confusa de Jaemin.

Ele era real e estava ali em sua frente. O garoto, cuja história já havia contado tantas vezes e para as mais diferentes pessoas, estava bem ali, falando consigo. Por mais que ainda estivesse um pouco assustado, Jaemin também estava contente. O conto do menino que havia entregado seu coração em troca de poder realizar seu sonho de voar era uma de suas maiores paixões, tal como um de seus maiores exemplos. Saber que tudo aquilo não era apenas um mito, mas sim a narração de um fato, o deixava ainda mais empolgado.

— Então todas aquelas coisas aconteceram mesmo? A Terra do Nunca, sereias, piratas, fadas… tudo aquilo existe? — os olhos do Na brilhavam como os de uma criança ao perguntar tão animadamente.

— Sim, existem! Tudo aquilo é real! — como uma forma de validar ao menos uma das coisas que dizia, o garoto jogou-se para trás, mas logo pôs-se a voar ao redor de Jaemin, mostrando que estava tudo bem — Você quer ver, Jaemin?

— Como você sabe o meu nome? Não lembro de ter falado — passado o pequeno susto por ver o menino se jogar, Jaemin perguntou, com um sorriso que começava a se formar em seu rosto.

— Assim como você conhece a minha história, eu também conheço a sua — tocou-lhe os cabelos escuros, fazendo uma pequena carícia ali — A diferença é que eu sei o seu verdadeiro nome, enquanto você me conhecia apenas por um pseudônimo.

— E qual o seu nome, então?

— Dependendo da região, sou conhecido por nomes diferentes. Peter Pan é o mais famoso, eu diria, mas, para você, eu sou Huang Renjun — estendeu a mão, que prontamente foi apertada. O contato da mão grande, porém macia, de Jaemin com a sua semelhante fez com que um arrepio passasse pelo seu corpo — Mas você não respondeu a minha pergunta. Quer vir conhecer a Terra do Nunca comigo, Jaemin?

Não bastou mais que um segundo para que Jaemin respondesse, segurando com mais firmeza a mão do garoto que agora se encontrava agachado em cima da barra de proteção da sacada. Com um grande e brilhante sorriso formado em seus lábios, disse a ele:

— Sim, eu quero!

29 de Novembro de 2018 às 12:19 0 Denunciar Insira Seguir história
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