A Porta Roxa Seguir história

_bmoraes13_ Beatriz Moraes

Segredos foram feitos para serem mantidos à sete chaves... Mas parece que nunca concluíam seu real objetivo... Sans apenas não conhecia essa objeção.


Fanfiction Jogos Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#undyne #undertale #toriel #sans #papyrus #alphys #alphyne
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Capítulo 1

- Sans! Acorde seu saco de ossos! - Exclamou Papyrus sacudindo o ombro do irmão mais velho.

- Hum...? - Fez ele lentamente ainda com a mente entorpecida de sono.

- Por que está dormindo?! - Ralhou. - Você sabe que deve ficar acordado e vigiar! Afinal, esse é seu trabalho! E se um humano cair aqui?

- Se um humano cair aqui, se um deles cair aqui, ele vai ser um humano apaixonado... - Respondeu bocejando, seu irmão abriu a boca para falar algo, mas fechou a mandíbula visivelmente confuso.

- Como assim? - Perguntou Papy.

- Ora, porque ele teria uma queda pelo chão! - Riu Sans posicionando as mãos em lados opostos de seu crânio preparando-se.

"3...2...1..." Contou mentalmente.

- SANS! - Gritou o irmão mais novo com os olhos quase saltando das órbitas.

- Desculpe mano, mas foi osso duro bolar essa piada...

- ARGHT! SANS! - Reclamou Papyrus. - Pare já com essas piadas estúpidas!

- Foi mal, não vou mais te abonecer!

Papyrus teve um ataque histérico enquanto tentava decidir o que fazer: Estrangular Sans ou gritar até deixa-lo surdo, Sans findou o dilema mudando de assunto:

- Afinal Papy... - Disse suspirando e tomando uma expressão entediada. - Por que veio aqui? Seu posto não fica depois de Snowdin?

- Ah sim! Já ia me esquecendo! Undyne pediu para que você aumente sua ronda!

"Ótimo!" Pensou ele pessimista, "Mais trabalho!"

- Até onde exatamente? - Perguntou torcendo para não ser muito longe.

- Então, Undyne está recebendo muitas reclamações de arruaças feitas por adolescentes na Floresta, além que ela é muito perigosa para se ficar vagueando sozinho!

- Resumindo: Vou ter que passear pela Floresta e distribuir bilhetinhos com sermões sobre vadiar pela mata?! - Sans disse cínico.

- Ah Sans! Por que você não pode levar as coisas a sério?! Quer saber? Eu não tenho tempo para isso, tenho que voltar para o meu posto, faça seu trabalho e lembre-se: Sem cochilos! - Ordenou Papyrus saindo a passos largos na direção de Snowdin.

Sans esperou seu irmão desaparecer em meio aos pinheiros cobertos de neve da trilha, então puxou um cronograma e um lápis do bolso da jaqueta azul e se pôs a analisar o papel.

- Hum... - Fez mordendo a borrachinha do lápis. - Se eu descontar uns 5 minutos de cada posto terei tempo suficiente para fazer uma rondinha pela Floresta... - Murmurou anotando e apagando coisas no papel. - 5 horas e 55 minutos em cada posto de Snowdin, Waterfall e Hotland... Isso dá 17 horas e 5 minutos... Mais a ronda na Floresta... 17 horas e 40 minutos... Somando minhas pausas para comer... Serão 18 horas de trabalho... Papyrus já vai estar dormindo quando eu voltar... - Finalizou desanimado.

Desde que se mudaram para Snowdin após a Guerra, Sans lutara para dar do bom e do melhor para Papyrus, trabalhando muito e em vários empregos para pagar as contas, mesmo que tivesse que ficar 5 horas no calor escaldante de mais de 60°C de Hotland, 5 horas no frio de quase -20°C de Snowdin e 5 horas na umidade de Waterfall que lhe causava resfriados fortíssimos. Às vezes um dos cães decidia faltar ao trabalho com alguma desculpa esfarrapada e Sans era obrigado a trabalhar algumas horas extras que resultavam sempre nas mesmas coisas: Gripes ou resfriados fortes, cansaço e sobrecarregamento de trabalho.

Mesmo assim ele sempre estava com um sorriso no rosto e mantinha tudo que sentia à sete chaves para não preocupar Papy.

Ele esfregou as órbitas para afastar o sono, puxou o capuz por sobre sua cabeça, afundou as mãos nos bolsos do casaco para aquecê-las e se pôs a andar na direção da Floresta.

~X~

- Qual era o caminho que eu deveria tomar mesmo? - Perguntou-se olhando ao redor totalmente perdido, de repente ele ouviu um barulho.

Caminhou lenta e penosamente com o vento gelado tentando lhe arranhar o rosto com dedos póstumos, logo Sans chegou a uma pequena clareira onde alguns jovens estavam num círculo, pareciam divertir-se com algo que o esqueleto não conseguia ver.

- Ah, vamos lá! Você consegue fazer mais que isso! - Gritava um jovem coelho de agasalho listrado de vermelho e branco para algo no meio do circulo.

- Ataque pelas costas! - Um ratinho cinza com um gorro verde limão aconselhou.

- Pendure ele numa árvore! - Gritou um cachorro branco com um cachecol marrom.

- Pendurem! Pendurem! - Um coro se ergueu quando os jovens pegavam um saco de dormir amarelo com listras laranjas e o arremessavam para o alto para tentar prendê-lo em um galho razoavelmente alto de um pinheiro próximo.

Sans estreitou as órbitas, o saco de dormir era esquisito, o objeto quicou no galho e caiu no chão com um gemido abafado.

O esqueleto percebeu horrorizado de que não se tratava de um saco de dormir, mas sim uma criança totalmente enrolada em um agasalho enorme.

Seu olho e mão direita faiscaram azuis carregando-se com magia.

- Hey! - Gritou bem alto. - Deixem ele em paz!

Os jovens se viraram, um deles, o coelho, aproximou-se do esqueleto, apesar de ser vários anos mais velho que ele, Sans era muito menor, quase 30 centímetros de diferença.

- Olha só cambada! - Anunciou sorrindo com malícia. - Hoje vamos pendurar dois malas sem alça nos pinheiros! - Os jovens riram e se aproximaram encurralando Sans contra um tronco.

- Escutem aqui... - Disse ele. - Não quero ferir vocês!

- Oh... Não quer ferir a gente? - Zombou o ratinho. - Que fofo!

Os jovens atacaram.

Sans fez um escudo de ossos quando eles desferiram chutes, socos e pontapés em sua direção, com um movimento os ossos explodiram, atirando os jovens para trás.

- Vão embora e não voltem mais! - Mandou estalando os dedos fazendo três enormes Gaster Blasters surgirem atrás de si.

- A-acho que minha mãe tá me chamando! - Disse o cão que saiu correndo.

- A-a minha também! - Disse o ratinho saindo logo atrás do amigo.

- Covardes! - Acusou o coelho.

- Pelo contrário! Os covardes aqui são vocês! 3 contra 1 é roubo! - Disse Sans.

- Não tenho medo de você! - Disse ele.

- Mas deveria... - Um Blaster atirou a centímetros dos pés dele, o coelho congelou com uma expressão assustada. - Você tem 3 segundos para cair fora! - Anunciou. - 1...

Ele nem precisou falar o número seguinte, pois o rapaz saiu correndo pálido como se tivesse visto um fantasma.

- Heh... - Sorriu fazendo os Blasters sumirem enquanto ia socorrer o garoto amarrado. - Você está bem? - Perguntou enquanto desfazia os nós que o prendiam na roupa.

- Sim... - Disse a criança tímida. - Obrigado.

- De nada... Qual seu nome?

- Monster Kid...

- Bem Monster Kid, quando aqueles valentões voltarem, o que duvido muito, você deve enfrentá-los, cão que ladra não morde. - Disse o ajudando a levantar, de repente ele tonteou e se segurou na criança.

- V-Você está bem, tio? - Perguntou o menino preocupado.

- Sim, sim... - Disse sorrindo. - Acho que exagerei um pouco...

- Exagerou? Aquilo foi incrível! - Gritou a criança entusiasmada com os olhos brilhando.

- Que bom que te agradei... - Disse fazendo um cafuné na cabeça dele. - Você deveria voltar para casa, seus pais devem estar preocupados. - Aconselhou.

- Verdade, obrigado senhor! - Agradeceu a criança.

- De nada, me chame de Sans...

- Obrigado, tchau senhor Sans! - Despediu-se e saiu correndo em disparada logo depois.

Sans sorriu vendo a manchinha amarela que era Monster Kid sumir em meio à brancura da neve.

Muito cansado, ele deixou-se cair contra um paredão ali perto e encolheu-se para manter-se aquecido.

"Eu sei que prometi para Paps que não ia cochilar... Mas eu... Realmente... Estou..." Sans não chegou a terminar a frase, sua cabeça tombou contra as costelas quando ele mergulhou em sono profundo.

3 de Novembro de 2018 às 15:18 0 Denunciar Insira 0
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