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ghyun GHyun .

Uma festa entre colegas, uma invocação. Um humano, um demônio. Uma ressaca, um mau humor. Dores de cabeça, discussões, bagunças, portal interdimensional, desejos, mentiras... E um demônio apaixonado por um humano.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#fantasia #comédia #exo #sekai #demônios #kaihun #taoris #7-pecados-capitais #menção-taoris
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Fio vermelho

Sehun poderia dizer que estava feliz e se sentindo livre, aliás, quem não falaria isso quando se está de férias e ficará um mês sem ver a cara do professor de Inglês que tanto odeia?

O rapaz não chega a odiar, de fato, o professor, mas isso não o impede de visualizá-lo com rabinho e chifrinhos característicos de satanás. Sehun só não gosta do jeito de dar aula do homem, o acha muito rude com os colegas, além de nunca saber o que quer: Em um dia o homem diz uma coisa e no outro, outra coisa; e isso deixa todos os alunos irritados, pois vivem atolados de trabalhos das outras disciplinas e ainda tem de aguentar tal professor.

Alguns colegas dizem que Sehun é calmo nas aulas e sempre aparenta estar de bem com a vida, pois é sempre visto com uma expressão neutra e tranquilo, enquanto a maioria dos colegas estão se descabelando, quando algum professor resolve passar algum exercício. Mas, apesar de conseguir passar tais ideias para os demais, por dentro ele não está nada calmo.

Mas não é sobre as aulas de Sehun que estamos aqui para falar, apesar de este ser o ponto que inicial que desencadeia os acontecimentos futuros de sua vida; mas, sim, sobre o que houve na festa em que fizeram em sua casa.

A turma de Letras, ou seja, a de Sehun, decidiram fazer uma festa para dar inicio às férias e escolheram a casa do colega para ser o local. Sehun não se importou, queria se divertir e tinha a vantagem de morar sozinho com seu filho; a criança poderia ficar com o padrinho, como já era de costume.

O dia de Sehun passou normal. Foi para o último dia de aula, trabalhou de tarde e foi para casa. Quando a noite chegou, Lu Han, melhor amigo de Sehun e padrinho de seu filho, foi visitá-lo e buscar a criança. Antes de ir embora, ainda o alertou sobre ter juízo na festa e não aprontar. Sehun o confortou dizendo que seria apenas uma festinha entre colegas e que não fariam nada extravagante; apesar de saber que alguns gostavam de beber muito.

Quando os colegas começaram a chegar, deram início a festa. Colocaram música, organizaram as bebidas e petiscos, jogaram e beberam. Quando a madrugada chegou, alguns mal conseguiam parar de pé, outros ainda estavam elétricos; e, eis que entre as brincadeiras, um dos rapazes lançou um desafio no ar. Alguns reclamaram, outros nem se importaram e entraram na brincadeira; Sehun fazia parte do segundo grupo e foi o que finalizou o desafio quando todos ficaram com medo. Havia um círculo de invocação desenhado com sal em seu quarto, algumas velas ao redor do desenho, e o rapaz que lançou o desafio recitou algo em outra língua que Sehun não fez questão de tentar entender. O último passo do desafio era derramar sangue no círculo, nem que fosse uma gota, e foi quando todos ficaram amedrontados de continuar.

Sehun tinha uma crença própria sobre o sobrenatural, mas não acreditava que aquela brincadeira iria funcionar. Então, quando todos recuaram, ele continuou o desafio; fez um pequeno corte na mão e deixou o sangue pingar no círculo. Todos que acreditavam ficaram apreensivos, mas nada aconteceu... pelo menos não que lembrassem.

A festa continuou e todos foram embora uma hora depois da brincadeira. Sehun estava cansado, mal conseguia se manter em pé de tão bêbado que estava, e só conseguiu chegar até a cama antes de apagar.

 

 

No dia seguinte, ao acordar, Sehun sentiu uma bela dor de cabeça, como era comum quando fica de ressaca. Tateou o chão perto da cama a procura do celular, mas encontrou o aparelho debaixo do travesseiro. Ligou a tela e resmungou quando seus olhos arderam por causa do brilho, e verificou a mensagem de Lu Han que dizia que estava indo levar seu filho.

Sehun levantou-se da cama e foi para o banheiro tomar banho para despertar e se livrar do cheiro de álcool. Ao voltar para o quarto, andou até a janela e a abriu, resmungando por causa da claridade. Virou-se para ver a bagunça que teria de arrumar e gritou; não por causa da bagunça, mas pelo susto que levou ao ver que tinha alguém, um estranho, no quarto, especificamente sentado na cadeira de sua escrivaninha.

— Pensei que você nunca fosse me notar.

Sehun ficou paralisado enquanto tentava entender o que estava acontecendo. Não conhecia aquela pessoa, não se lembrava dela na festa, e jurava que todos tinham ido embora quando se deitou para dormir. Só percebeu que o estava encarando quando o viu balançar as mãos, chamando sua atenção.

— Quem é você?

— Sério? Você me chama e não sabe quem sou? — levantou-se, e começou a se aproximar do rapaz, fazendo-o recuar até ficar encurralado contra a janela. — Vou te dar uma dica: de madrugada, você e seus amiguinhos, humanos, me invocaram.

Sehun olhou para baixo enquanto pensava no que ele queria dizer e começou a rir ao entender.

— Você quer dizer que é o Diabo? Ok, ok! Muito engraçado essa brincadeira, cara, mas a festa já acabou.

O estranho ficou irritado e prensou Sehun contra a janela, obrigando-o a se curvar para trás para não ficar tão próximo.

— Você acha que estou brincando? Você me invocou, não se lembra? Quando cheguei, ninguém se importou com a minha presença, talvez por conta do álcool, e pensaram que eu era um conhecido. Quando todos foram embora e você foi dormir, eu fiquei ali, naquela maldita cadeira, esperando você acordar!

— Ok. Mas, você é o Diabo?

— Não!

— Cara, minhas costas já estão doendo, poderia chegar pra trás? — o estranhou distanciou-se para que pudesse se levantar. — Então, se você não é o Diabo, quem é você?

— Eu sou Kai, o terceiro líder de Saligia!

Apesar da pose de importante que o estranho fez ao se apresentar, Sehun o observou da cabeça aos pés e fez cara de desinteresse.

— Desculpe, não conheço.

— Não conhece? Impossível!

— Por que impossível? Não sou obrigado a conhecer tudo!

— Mas é impossível não me conhecer! Eu sou um dos pecados de todos os humanos!

— Cara, tem certeza que você está bem? O que você está dizendo não faz sentido.

— É você quem não quer entender!

— Eu só quero que você vá embora! — respirou fundo. — Vamos fazer assim, eu prometo que não chamo a polícia se você for embora agora.

Kai se aproximou, irritado, e empurrou o rapaz contra a parede. Sehun arregalou os olhos ao ver um par de asas negras surgiram das costas do estranho e seus olhos ficarem negros.

— Você realmente acha que um bando de humanos irá conseguir me deter?

— V-vo-você... você é um... um...

— É, sou um demônio! O que você achou que chamaria com aquele símbolo? Parabéns! A invocação foi um sucesso! — seu tom era de sarcasmo. — Agora que você entendeu, eu acho, poderia dizer o que quer? — soltou o humano e passou a mão pelos cabelos. — Sabe, sou muito ocupado.

— E-eu...

— Pare de gaguejar! Só aceite logo que invocou um demônio e fale o que quer!

— Mas... eu não quero nada.

— Que?

Kai começou a andar de um lado ao outro do quarto, pasmo pelo humano dizer que não queria nada. Era impossível, em seu ponto de vista, alguém não querer nada.

— Já disse, não quero nada.

— Como assim não quer nada? Você me chamou!

— Já entendi que te chamei! — bravejou, assustando o demônio. — Desculpe se fiz você perder seu tempo! Mas eu realmente não quero nada!

— Então, por que fez a invocação?

— Por que achei... tinha certeza de que não funcionaria! O pessoal estava com medo de continuar a brincadeira e eu estava entediado de vê-los recuando!

— Então... vocês estavam brincando?

— É! Obrigado por entender isso!

— Quem é que brinca com uma coisa dessas?

— Qualquer um que esteja entediado? — encolheu-se diante o olhar irritado de Kai.

— Antigamente as pessoas tinham mais respeito! Aliás, que ano é este?

— Hã? Dois mil e dezessete.

— Ah, dois e... — arregalou os olhos. — Dois mil e dezessete? — correu até a janela e observou os prédios que havia por perto. — Já faz quase mil anos que fui invocado pela última vez! — bufou. — O tempo realmente passa muito rápido no mundo humano.

Sehun cruzou os braços e aproximou-se, analisando o demônio por trás. Não podia mentir, estava fascinado por suas asas. O som do portão se abrindo chamou a atenção do rapaz que, apavorado, acabou empurrando Kai contra a janela para poder olhar lá fora.

Quem visse a cena do lado de fora, poderia facilmente pensar em algo malicioso pela posição que estavam, e foi o que Lu Han pensou ao ver Sehun curvado em cima do estranho.

Sehun arregalou os olhos ao ver o amigo sorrindo e olhou para baixo, vendo que não estava em uma posição boa, e puxou o demônio para que saísse de perto da janela.

— Ei! Eu sei que sou a luxúria, mas também não precisa ser tão rude! Se quiser algo masoquista, avise antes!

Sehun fez uma cara de descrente.

— Não sei do que está falando, mas você tem que ir embora!

— Por quê?

— Olha, já deixamos bem claro que não quero nada, que a invocação foi uma brincadeira, então, por que não ir embora, hum? Você mesmo disse que é ocupado.

— Ah, as coisas podem esperar. Quem era aquele lá fora? — perguntou retornando para a janela.

— Ninguém importante! — entrou na frente do demônio. — Rápido! Você tem que ir embora!

— Oh! Você não quer que aquele humano me veja?

— Parabéns por ter entendido! — ironizou da mesma forma que o demônio havia feito mais cedo. — Agora, vai embora!

— Sabe, você está desperdiçando uma grande oportunidade de pedir algo.

— Já falei que não quero nada!

— Ok. Depois não se arrependa. — Kai abriu um portal para ir pra casa no meio do quarto, o que assustou Sehun. — Relaxa, não vai te machucar. Então, estou indo. Até mais! — piscou para o humano.

Assim que o demônio passou pelo portal e este desapareceu, Sehun suspirou e analisou a bagunça do quarto, assustando ao ver o amigo atravessar a porta.

— Quem está com você? Poderia ter me avisado que estava acompanhado, eu teria trazido o Nam-gi mais tarde. Atrapalhamos alguma coisa? Cadê ele?

Sehun levou um tempo para processar as perguntas.

— Não tem ninguém aqui.

Lu Han o encarou, descrente.

— Aham. — ironizou. — Sério, quem é ele? Eu conheço?

— Já falei que não tem ninguém aqui!

— Ele está no banheiro?

Sehun se aproximou do amigo e segurou seus ombros.

— Lu, já falei que não tem ninguém aqui!

Acompanhado de um estrondo, um portal se abriu no quarto e, assim que olharam assustados para ele, viram Kai sendo lançado para aquela dimensão. O demônio atingiu a parede e caiu no chão, logo se levantou e correu de volta para o portal, mas foi repelido.

O portal se fechou, deixando o Príncipe da Luxúria preso naquela dimensão.

2 de Novembro de 2018 às 23:37 3 Denunciar Insira 3
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Natalha Messi Natalha Messi
Oi amor, eu acompanho sua fic desde o primeiro capítulo no Spirit. Eu estou me questionando sobre mudar de plataforma e encontrei você aqui ashshs Tbm está pensando em se mudar pra cá? Beijos
4 de Novembro de 2018 às 22:42

  • GHyun . GHyun .
    Olá! ♥ Aaah fico feliz ♥ Então, estou migrando para outras plataformas (Ink e Wattpad, futuramente talvez Nyah) porque estou com uma sensação de que posso ser banida do Spirit por causa de violência (tenho 3 histórias policiais que tem cena de violência meio pesado e até mesmo I Wish entra na listinha k), então se o ban vier, já estou em outras plataformas. Se você quiser começar a seguir por aqui, fique à vontade ♥ Os capítulos irão sair todo sábado até eu conseguir finalizar a história, ai eu passo a lançar mais rápido aqui ~ 5 de Novembro de 2018 às 09:34
Natalha Messi Natalha Messi
Oi amor, eu acompanho sua fic desde o primeiro capítulo no Spirit. Eu estou me questionando sobre mudar de plataforma e encontrei você aqui ashshs Tbm está pensando em se mudar pra cá? Beijos
4 de Novembro de 2018 às 22:42
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