Halloween Town Seguir história

senhorasolo Elane Santiago

Ei crianças, venham ver! Algo estranho vai acontecer. E quem nos acompanhar, com certeza vai se assustar. É o Halloween! É o Halloween! Halloween! Halloween! Halloween! Halloween! Esse é o lugar onde os monstros vão te pegar... #DoçurasOuTravessuras


Conto Para maiores de 18 apenas.

#vampiros #bruxas #monstros #jack-skellington #doçuras-ou-travessuras #halloween-town #rei-do-horror
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Capítulo Único

“Aterrorizante” não parecia a palavra correta para descrever aquela cidade amaldiçoada, cheia de criaturas, vampiros, lobisomens, bruxas, mortos-vivos, entidades e monstros, que viviam para um único propósito: fazer de cada Halloween o pior de todos!

Eu atravessei a ponte de pedra, sob a maior lua cheia que eu já tinha visto. Três crianças malditas me perseguiam. Suas risadas infantis causavam arrepios em todos os pelos do meu corpo. Diziam que queriam brincar comigo, mas que tipo de criança brinca com facas apontadas para você e quer pregar estacas em sua cabeça ou te amarrar na linha do trem?

Estava aterrorizada! Gritava com cada coisa que via. Minha garganta ardia como o inferno e minhas forças estavam se acabando. Eu tentava me esconder, mas meus pés descalços sangravam; minha mão direita também, e por conta disso, deixava uma trilha de sangue por onde passava. Deram-me uma pancada na cabeça, o sangue escorria pelos meus cabelos cacheados e sujava meu rosto.

O cheiro de sangue humano atraiu as bestas. Os vampiros acordaram, mas ainda não saíram de seus castelos... Era fim de tarde e ainda havia sol. Minhas veias estavam a salvo, mas por pouco tempo.

A boneca de vodu foi a única que ainda me lançou um olhar doce e que tentou me ajudar. Eu não tive medo dela, mas estava no inferno e nada ali era confiável de verdade. Então fugi!

Precisava voltar ao bosque, encontrar a porta certa e fugir daquele lugar horrível. No entanto, ele estava no lado oposto para onde eu ia. Estava com medo...

As crianças ainda me perseguiam, e agora toda a cidade. Meu coração estava quase saindo pela boca, a perda de sangue e o cansaço me deixavam mais lenta. Sentia-me enjoada, tonta, minhas mãos tremiam tanto... Estava ficando febril, mas não podia desistir! Correria até que minhas forças se acabassem.

— Só queremos brincar!

— Peguem-na!

— Capturem a humana!

— Carne fresca para o jantar!

— Vamos te pegar!

— Socorro!

As bruxas voavam sobre a minha cabeça em suas vassouras, atiravam coisas em mim e tentavam me pegar, mas eu me abaixava, me esquivava. Sobreviver! Era a única palavra que me movia. Precisava resistir!

Risadas maléficas, uivos, gritos, rosnados. O sol se pôs e os vampiros juntaram-se ao resto da cidade. Todos eles, empenhados em me torturar, me matar, me comer...

— Socorro! — gritava inutilmente. Ninguém viria para me salvar. Estava por conta própria.

Avistei um castelo. Era o fim da linha para mim, eu sabia. Já estava praticamente morta, só faltava eles me pegarem definitivamente.

Empurrei as portas de ferro, descobri-as abertas. As de madeira do castelo também estavam. Todas as portas estavam, fui vendo a medida que subia em direção a torre. Não havia razão para trancarem suas portas, percebi. Todos eram monstros. A quem temeriam?

A torre não era o melhor lugar para ir. Eu sabia. Mas para onde eu iria? Estava no território deles, longe demais do bosque.

Na escada, agarraram meu pé. Lutei para me desvencilhar. Chutei-os com toda a força que me restava e continuei subindo.

Cheguei enfim ao final da torre e tranquei-me ali. Estava exausta. Enfim havia parado, porém meu corpo era adrenalina pura. Forçavam a porta...

Estava escuro, contudo, procurei ao redor por algo para que pudesse usar como arma. Foi quando me dei conta de que não estava sozinha.

— É isto que está procurando? — um braço esquelético me oferecia um machado.

Com um grito, saltei para longe dele.

A luz da Super Lua entrava pela janela atrás de mim. Na minha frente, um esqueleto saiu da escuridão e veio para a luz. A visão dele era terrível! O rei do horror!

Matar-me-ia com aquele machado! Porém, ele o largou ao chão e com suas pernas longas aproximou-se cada vez mais de mim. Não havia para onde fugir. Era o meu fim.

Abriu a sua boca enorme num sorriso assustador. Estava a ponto de desfalecer. Morreria de susto antes que pudessem me tocar.

— Este não é o seu lugar, mocinha — ele disse. — Desista logo.

— Nunca! — urrei.

Louca, pulei da janela. Enquanto caía, vi sua cabeça, que ele literalmente tirou e colocou para fora da janela. Os segundos passaram rápido, a torre não era tão alta. Foi quando notei que...

2 de Novembro de 2018 às 18:20 0 Denunciar Insira 2
Fim

Conheça o autor

Elane Santiago Não sei como vim parar aqui. Só queria viajar na TARDIS ao lado do 8º Doutor, conquistar Westeros com meu sabre de luz, me juntar aos Vingadores depois de ter reunido todas as esferas do dragão e conhecido os Beatles. Mas virei uma escritora fracassada viciada em café.

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