A NECROMANTE Seguir história

fabio-weiss1532572876 Fabio Weiss

Um grupo de universitários decide passar a noite de Halloween num cemitério, mas coisas terríveis acontecem quando os mortos levantam de suas tumbas.


Conto Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#necromante #terror #mortos-vivos
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A NECROMANTE

Fazia um dia maravilhoso, o sol entrava pela janela inundando o quarto com a luz dourada do amanhecer.

Com o despertador  tocando  fortemente, Ruby acorda lentamente e ainda com a visão opaca, estende a mão para a cômoda do lado direito da cama para desligar o despertador, o que faz com grande dificuldade.

Ela fica mais alguns minutos deitada, então se levanta, veste uma calça jeans descolada e uma blusa azul-marinho e desce a cozinha para tomar o café.

Após um maravilhoso café da amanhã, ela apanha seus cadernos e estojo, pega seu carro e dirige até a faculdade.

Era dia 31 de outubro, e como faziam todo ano, Ruby e seus amigos haviam combinado de ir ao cemitério, onde passariam a noite de Halloween bebendo cerveja e fumando cigarro (coisas de jovens).

Após a faculdade, Ruby foi ao supermercado fazer as compras semanais, voltou para casa, fez o jantar e depois tomou banho e vestiu-se.

Eram sete e vinte da noite, quando ouviu-se uma busina soar em frente a sua casa. Após apanhar sua bolsa ela saiu e trancou a porta.

Igor, seu amigo, o mais velho do grupo, loiro, olhos azuis e sorriso zombeteiro, abriu a janela do carro e chamou-a.

Sem dizer nada, ela dirigiu-se a porta direita no lado traseiro do carro e entrou, juntando-se a outros dois amigos que sentavam no banco traseiro; Wanda e Lian. Ao lado do banco do motorista um rapaz moreno, olhos castanhos e simpático, cumprimentou-a.

Com todos presentes e acomodados o motorista ligou o carro e seguiu estrada, parando uma meia hora depois em frente a um posto para encher o tanque do carro e comprar algumas cervejas e cigarros.

Ao som de uma banda de pop-rock, todos divertiam-se e cantavam em altas vozes, enquanto o motorista ria e fazia coro a suas vozes.

De repente, uma mulher pálida, feições encovadas, vestida com um longo vestido de seda roxo, surge na frente do carro, obrigando o motorista a parar com um tranco.

Enraivecido e xingando alto ele sai do carro e exige que a mulher se retire do caminho.

A mulher levanta as mãos e sussurra algo em uma língua desconhecida.

Ainda furioso, Igor volta para o carro e, ao olhar pelo painel, a mulher já havia desaparecido.

Sem dar muita atenção ao ocorrido, eles seguem em frente, parando num cemitério com um portão de ferro enferrujado.

No cemitério, eles se acomodam numa das fileiras de túmulos, para fumar, beber e se divertir. Ao fundo, uma lua cheia fantasmagórica brilhava intensamente, iluminando o cenário e tornando-o ainda mais assustador. Para os jovens destemidos era um lugar perfeito para se passar a noite de Halloween.

                          -  Esperei um ano por essa noite! – dizia Igor enquanto acendia o cigarro, sentado num túmulo de pedra com a estátua de um anjo na cabeceira –  É a data mais divertida de todas!

                         - Faz me lembrar do tempo que eu fugia pela janela do meu quarto para comemorar o Halloween neste exato lugar! – concordou Ruby, rindo.

                         - É mesmo! – assentiu Wanda, abrindo uma cerveja – O tempo em que vocês eram o rei e rainha da escola, odiados pelos nerds e pleibéias.

                       -  Eu tinha me esquecido deste detalhe – disse Ruby deitando-se num túmulo.

Sem prestar atenção na conversa, Lian senta-se num túmulo de mármore com uma lápide de coração na cabeceira, e abre uma cerveja.

                     - Podemos reviver estes maravilhosos tempos! – diz Igor, agarrando Ruby, que o empurra para o lado, ainda rindo.

Em um momento todos estão se divertindo, bebendo e fumando, no outro o caos se instaura e todos olham assustados para Lian, que soltara um grito de terror e dor.

A tampa do tumulo em que Lian sentava-se, estremece e move-se para o lado. De dentro, sai uma mão apodrecida que agarra-o no tornozelo. O jovem tenta se livrar do aperto frio daquela mão, mas ela o derruba e, de dentro do túmulo sai uma mulher com o corpo putrefato e caindo aos pedaços. Ela vai para cima de Lian, mordendo-o, começa a tirar nacos de pele e carne.

Aterrorizados, os outros jovens dão alguns passos para trás. Então, detrás de Igor e o rapaz moreno ao seu lado, vem um grito de socorro. Eles viram-se, ainda mais espantados.

Ruby segurava Wanda pelo braço, puxando-a para livrá-la de dois cadáveres que a seguravam com considerável força. Mas Ruby perde a batalha, quando sua amiga é mordida por um dos mortos-vivos e puxada por mais três cadáveres que a derrubam e se banqueteiam com seu corpo.

Com crescente pânico, eles percebem que há mortos-vivos por todos os lados, caminhando, levantando de seus túmulos e criptas e os cercando.

                         -  Ruby, vá buscar o carro! – pediu Igor desesperado, pois era quem estava mais próximo da saída do cemitério – Rápido, antes que não haja mais saída!

Com os olhos arregalados de terror, ela obedece ao pedido e logo desaparece além do portão.

                     - Vamos lá Geremy! – disse Igor ao moreno encorajando-o – Ela vai nos tirar daqui.

Vendo os mortos se aproximarem eles retrocedem, mas estão cercados e não há para onde correr. A multidão de mortos-vivos aumentava a cada segundo.

Logo os mortos os alcançam e inúmeras mãos agarram e puxam Geremy para si, tornando-o uma vítima.

Com os mortos a centímetros de si e uma mão fria segurando sua camisa, Igor luta com todas as forças para manter-se vivo.

De repente, um ruído de motor se aproxima e um carro se surge derrubando o portão e invadindo o cemitério. Ele atropela vários mortos-vivos pelo caminho e pára a alguns metros dali, sem ter como continuar, cercado por cadáveres.

A porta se abre e a voz de Ruby chama por Igor, em desespero.

Igor se livra de uma mão que alcançava seu pescoço e corre até o veículo, mas tem seu caminho bloqueado por uns cinco mortos que se aproximam e o puxam. Enquanto tem seu corpo mutilado pelos dentes dos cadáveres, ele ouve os gritos de dor e desespero de Ruby, que também virava vítima dos mortos-vivos que haviam entrado no carro e puxado-a para fora, transformando-a em lanche, para a multidão de mortos-vivos.

Enquanto sente sua pele e carne sendo arrancados pelos dentes dos cadáveres, Igor vê algo em frente a entrada do cemitério. Tratava-se da mesma mulher que surgira em frente ao  carro, poucos minutos antes. Ela andava entre os mortos, como uma rainha entre os súditos, sorrindo e sussurrando palavras ininteligíveis.

Antes que ela se aproximasse, Igor sente a escuridão o envolvendo, a perda dos sentidos e, por fim, o nada, o fim de tudo, do mundo, da vida, de sua existência.

Quando o sol nascera no dia seguinte e o coveiro chegara ao cemitério, tudo parecia normal, não havia sinal algum do que ocorrera aquela noite e os jovens, vitímas dos mortos, foram dados como desaparecidos, sem ninguém jamais ter sabido do que aconteceu.


1 de Novembro de 2018 às 02:21 0 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

Fabio Weiss Escritor amador, nascido em Santa Rosa, RS. Criei meu primeiro livro chamado Mortos-vivos: O v�rus, por volta de 2016. Desde ent�o venho trabalhando com hist�rias e outros livros interligados ao primeiro. Tenho uma p�gina no Facebook com o nome Mortos-vivos: A p�gina, onde posto hist�rias in�ditas de minha autoria, al�m de not�cias de sites com esse g�nero.

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