Paulo, o novo Prometeu Seguir história

B
Bruno Coutinho


As atribulações de um sem abrigo que, por meio de um rapto extraterrestre, descobre a cura para os seus problemas e sofre novos problemas com essa mesma cura.


Horror Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#semabrigo #terror #álcool #droga #et #hallowink
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Ascenção

Esta história foi desenvolvida no âmbito do desafio "Gostosuras ou Travessuras", e foi baseada nesta imagem, criada por lassedesignen, e todos os créditos da mesma devem ser atribuídos ao mesmo. Espero que gostem


*****

A casa em que Paulo vivera durante anos e até ao mês passado parecia agora outra. Parecia nova, como quando este homem entrou nela ainda criança, com todo o tempo do mundo para explorar e brincar. Até ao falecimento da sua mãe (progenitora única de Paulo) a casa fora alegre. Após a mãe perecer tudo mudou de cara. Os móveis velhos e empoeirados gritavam assassino a plenos pulmões (se é que os tinham) aos ouvidos de Paulo. Rapidamente no local destes móveis havia apenas ar, numa tempestade concentrada de pós castanhos ou brancos. Ninguém mais tinha pulmões para gritar a Paulo fosse o que fosse. Paulo apreciava uma ironia doentia ao compreender que agora, vinte anos depois de entrar na casa se encontrava a dormir na rua em frente. Quem vivia nessa casa agora era a sua anterior esposa, Laura. A esposa que lhe roubou o pouco que tinha em prol de uma vida confortável com o seu amante novo.

A sua irmã, pura e bela, de pele cor de flocos, esperou até a maioridade para celeremente sair daquele ambiente que todos consideravam tóxico (do cheiro dos fumos às discussões na mesa de jantar… Jantar que só ela sabia preparar), mas no qual poucos queriam intervir. Talvez após esse momento trágico Paulo aprendesse e não quisesse voltar a ver a orquídea escarlate que simbolizava a calma da ressaca. Contrastando com o pensamento fantasioso da pequena, Paulo enterrava-se cada vez mais nesse buraco fundo.

Hoje vivia num beco escondido com vista espiã para o que outrora lhe pertencera (a sua casa e a sua esposa). Não sabia mais o que era feito da irmã, vivia longe dela, quem sabe a continentes de distância, e a mundos de distância da mãe. Vivia no meio da rua, no chão, camuflado entre cartões e a bondade das pessoas, que passavam rotineiramente, conjurada numa almofada fofa e suja, quando não era roubada por algum outro colega de falta de profissão. Alimentava-se de pimenta injetável e deceção da vontade de a ter… Por vezes até comia um pão, quando o dinheiro dava. Mas a dieta era maioritariamente vício e vinho.

Muitas noites, quando deitado sob o manto de estrelas, via um disco negro pairando. Quando o via, fugia! Corria do sítio onde estava deitado e só parava dentro de algum estacionamento (livre da imagem mental deste OVNI), no seu jardim de rosas brancas e orquídeas de sangue. Outras vezes olhava e esperava que algo acontecesse. E acontecia… Uma luz abria-se por entre o que parecia um alçapão negro como o céu. A luz era quente e bela e acalmava o vício que já era difícil acalmar com o pouco que o dinheiro comprava. Mas de manhã, Paulo não sentia mais o conforto quente do raio do céu, e no seu lugar encontrava apenas fome. Não percebia a razão de fugir tão aflito daquele disco alienígena e daquela luz que só o fazia sentir bem, calmo e feliz, mas fugia, tinha medo, não queria ser apanhado por ela.

Noites e noites foram passando e a vontade de ficar naquela luz era maior, o apelo de querer subir nela como um escadote de luz aumentava à medida que as noites passavam e eram trocadas pelos dias. Até que uma noite, procurando um bem-estar prolongado, Paulo deixou que a luz o elevasse. Ele não sabia o que poderia encontrar do outro lado, mas sabia que não seria pior que os homens com cabeça de víbora que lhe orientava as refeições. Assim se deixou flutuar, elevar-se e ver toda a cidade envolta na névoa negra da madrugada, enquanto esperava ir para um lugar melhor. Até que a luz o levou a trespassar aquele alçapão e o engolfou facilmente.

24 de Outubro de 2018 às 15:00 2 Denunciar Insira 3
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Olá, eu sou a MRz e venho pelo Sistema de Verificação do Inkspired. Sua história está “em revisão”, porque o texto apresenta alguns erros de vírgula, que deixou o texto um pouco confuso, bem como alguns aspectos de estruturação de parágrafos, que ficou difícil acompanhar o desenvolvimento da história. Caso precise de um beta reader, o Inkspired disponibiliza um com o serviço de Autopublicação. Depois de corrigido esses erros, é só responder esse comentário para que eu faça uma nova verificação. ;)
10 de Março de 2019 às 15:35
Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá! Conte-nos como foi participar do Hallowink! Você gostou de escrever a história? Estamos felizes que, depois de tantas desventuras, o Prometeu Paulo conseguiu enfim descansar. Ele realmente merecia. Ter vivido tantas coisas num curto espaço de tempo: encontro com aliens, substância misteriosa, tráfico... Pode levar qualquer um a loucura total! Apesar da imagem ter sido bastante explorada no contexto da história, a leitura é, em grande parte, confusa. Isso se dá não só pela linguagem utilizada, como pela própria narrativa. Em alguns momentos, como no capitulo três, onde Paulo passa de um morador de rua a um homem que trabalha e tem uma moradia num piscar de olhos, sem ficar claro o trajeto que o levou até ali. Isso se dá em maior parte, pois há erros estruturais, que acaba deixando a leitura um pouco confusa. Você insere muitas informações no mesmo parágrafo dando essa sensação. Uma dica legal: narra um tópico em cada parágrafo, pontue e passe para o próximo. Sugerimos que revise a história e tente consertar esses erros, para o que o leitor não fique tão perdido ao lê-la ;) Parabéns pela história!
27 de Dezembro de 2018 às 18:49
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