Você não pode falar do inferno se nunca o viveu Seguir história

yuuic Yuui C. Nowill

As ações, as palavras, as sensações; o desespero, o horror, a impossibilidade. O inferno era aquilo. E sufocava, sufocava, sufocava até sucumbir. Você sabia. Porém, não podia falar - ninguém pode falar do inferno. Somente aqueles que o viveram.


Fanfiction Jogos Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

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Bem-vindo. Isso é o inferno

Notas iniciais

Essa história foi desenvolvida para o desafio de Halloween, baseada nesta imagem criada por Moric666. Essa música deu ritmo aos dois primeiros capítulos. Cuidado com os gatilhos; preparem-se.

_______________________


1.

Você está parado na estrada. Ela é estreita, uma trilha mal formada; por suas beiradas, a grama cresce alta, curvando-se, parecendo querer engolir o caminho por ela feito.

Parecendo querer te engolir.

Não existe céu. Somente o chão e a grama. Atrás é o vazio. Você se foca à frente. Caminha alguns passos — não há lugar nenhum a chegar.

De repente, você vê uma criança.

Um garotinho de cabelos caramelos, magrinho, miúdo. Usando uma camisola branca maltrapida. Você pretende chamá-lo — sua voz não existe.

Ele se vira em sua direção.

E tudo o que existe ali é

Desespero.


2.

Foi acordando lentamente, o quarto parecendo espiralar diante de seus olhos. A cabeça estava pesada, parecendo chumbo. Piscou uma, duas vezes. O local estava em uma penumbra aconchegante, poupando seus olhos cansados da luz forte do Sol.

Levantou-se, o arrependimento invadindo suas entranhas logo em seguida. Tudo em seu corpo doía. Os ombros, os braços, as pernas...

O ânus era a pior parte.

Puxou o ar com força, suas costelas parecendo engolir seus pulmões. A memória era turva. Lembrava-se de ter chegado àquele apartamento à noite, aceitado um copo de bebida — não.

Ele foi obrigado a ingerir a bebida, o gosto amargo descendo como uma faca por sua garganta.

Depois disso, tudo foi um turbilhão. Não lembrava com precisão do que tinha acontecido. O vislumbre das marcas roxas em seu corpo não deixavam dúvidas, no entanto.

Fincou as unhas na pele clara, os olhos ardendo. O sentimento trazia o amargo ao seu paladar. Seu estômago estava revirando — queria vomitar. Se possível, vomitar sua alma fora.

Sua existência toda.

Examinou rapidamente o quarto. Nenhum sinal de vida. Era como se aquele homem sequer tivesse passado a noite ali. Revoltante, para dizer o mínimo.

Passou os dedos trêmulos pelos cabelos caramelo, esfregando o rosto com dificuldade. Estava suando; deveria ser o efeito colateral da droga que havia ingerido. Ameaçou se levantar, fazer sua rotina matinal, fingir que nada daquilo havia acontecido de verdade.

A dor veio como se fosse dividi-lo em dois. Um som agudo deixou seus lábios. Não conseguiria andar direito mesmo se quisesse.

— Droga. — Protestou. Os olhos voltaram a arder. Ele parou à beira da cama, fitando o chão, os punhos cerrados nas colchas caras e luxuosas. — Droga, droga, droga.

Seu corpo fedia. Doía. Respirou fundo, contendo as lágrimas no fundo dos olhos, esfregando-os para mantê-las ali. Com um último respirar pesado, apesar do protesto dos pulmões, das pernas, dos braços, levantou-se e foi tentar se aprontar.

Mais um pouco. Mais um pouco e tudo aquilo iria terminar.

Tinha que terminar.


3.

Você está na estrada novamente. O mato parece ainda mais alto dessa vez, inclinando-se mais na sua direção; tem quase certeza de que quer te consumir.

Não existe nada atrás. Você sabe disso, mas resolve se sabotar — não é possível que não tenha nada.

Um corpo morto é o que encontra. Era de uma mulher bonita — os mesmos cabelos caramelos da criança que viu da última vez.

Você volta a olhar para frente, tremendo. A criança está lá de novo, os olhos em completo desespero. Quer se aproximar, sente que algo está errado — suas pernas não te obedecem; quer gritar para que ela venha — a voz não existe em você.

O menino te olha com as íris carmesim arregaladas. Você percebe quando ele aperta as mãos na barra da camisola branca. Percebe as lágrimas presas aos seus olhos grandes, brilho nenhum nas íris outrora bonitas.

Nesse momento, mãos surgem por entre o mato alto. Várias e várias. Um caminho sem fim entre você e o garoto. E elas vão se aproximando dele, lentamente.

Ele berra, chorando. As mãos não param de ir em sua direção.

Você só pode assistir.


4.

— Está tudo bem? — A pergunta de Sae, a promotora, pinga mais preocupação do que uma represália. Ele deixou os ombros caírem, cansados.

— Sim. Só estou... trabalhando demais. — Respondeu por fim.

— Akechi-kun, eu quero colocá-lo atrás das grades tanto quanto você. — Sae pontuou, seu timbre o fazendo lembrar de uma pessoa querida que há muito se fora. — Mas não posso deixar que exceda seus limites.

— Eu fico agradecido pela preocupação, Sae-san. Contudo... não existe outra pessoa que possa fazer esse serviço como eu. — Sorriu, aquele sorriso plástico que usava nas entrevistas.

Que usava na presença daquele homem também.

Por alguma razão, todos caíam. Ou... ele pensava que caíam.

Àquela altura não sabia mais de nada.

Sae suspirou em desistência, os ombros abaixando ligeiramente. Seu olhar era compreensivo — uma compreensão parcial, ele deduziu. Ela não sabia nem da metade do que estava realmente acontecendo.

Ele não podia contar tampouco.

Não ainda.

— Tenha cuidado. — Ele acenou, o sorriso fraquejando no gesto.

Porém sabia: nem todo o cuidado do mundo o tornaria livre das mãos daquele homem.

Um arrepio macabro, fúnebre correu por todo o seu corpo.

Era hora de voltar ao serviço.


5.

A reunião havia sido rápida. Nem mesmo ele havia suspeitado quando primeiro pisou naquele escritório. A noite já estava se aproximando — precisava voltar o quanto antes.

Suas esperanças morreram quando percebeu o homem mover-se atrás da cadeira luxuosa, levantando-se e ajeitando o blazer no corpo.

— Eu te dou uma carona. — Ele anunciou naquela voz imperativa. Sentiu sua espinha gelar.

— Shi–Shido-san. Não precisa se incomodar em... — Pensou em protestar. Uma desculpa qualquer. Ele ainda era um subordinado de toda forma. Vestiu o seu melhor sorriso, a máscara perfeita, prosseguindo: — Eu sou somente um subordinado. O senhor não deve–!

Akechi. — O tom era pontual quando ele virou-se na sua direção, encarando-o por baixo dos óculos de lentes amareladas. Suas íris eram miúdas e ardiam como chamas.

O fogo do inferno.

— Isso não foi um convite. — Foi o seu testemunho. As palavras voltaram à sua garganta, enterradas. Em seu estômago, a tão familiar ânsia se fez presente; sentiu as pernas fraquejarem. — Eu te dou uma carona. — Shido reiterou. — Mas antes quero passar no meu apartamento. Você não tem objeção, não é?

Um momento de silêncio, pesado como uma rocha. O ar parecia ter se tornado sólido de tanta tensão.

Mas somente ele a sentia. Estava impregnada em seus músculos, seus ossos, suas vísceras.

— Não, Shido-san. — Completou por fim, a voz em um fio, tão fraca que parecia de um morto.

— Muito bem, então. — O homem calvo aproximou-se, passando os dedos grossos por seus cabelos, deixando os fios se prenderem aos dígitos. Ele cerrou os punhos, mordendo as bochechas por dentro da boca. — Bom menino

Goro.


6.

Você tenta correr pela trilha, alcançar a criança. Antes que se desse conta, sua face encontrou o chão de terra e pedras; não sentiu dor alguma, mas o impacto foi presente.

Levantou lentamente o rosto, a vista meio embaçada devido a terra. Mas ainda conseguia ver o menino — ver tão perfeitamente que era assustador.

As mãos o agarraram. Mas não eram agarradas quaisquer.

Você assistiu, impossibilitado, a forma como elas passavam por seus braços, seus cabelos, suas pernas. Como elas o violavam, o agrediam, o esganavam.

Você tentou gritar ­— voz morta. Tentou se levantar ­— as mãos agarrando seus pés. Se debateu; em vão.

Em vão, em vão, em vão.

Ele olhou no fundo dos seus olhos, as lágrimas grossas escorrendo por seu rosto, marcando a pele clarinha — onde foram surgindo hematomas, vermelhos, roxos, miúdos, enormes. O menino abriu a boca, débil, enquanto as mãos se fechavam veemente em torno de seu pescoço. Seu murmúrio fez com que os ossos dentro de você trincassem, os músculos se desfizessem como se fossem feitos de água.

Socorro.

 

7.

Acordou de sobressalto no dia seguinte. O quarto estava novamente em penumbra; agradeceu por seus olhos não serem agredidos pela luz da manhã — seria irritação demais.

Tentou respirar fundo, porém o braço jogado sobre seu peito o impediu. Se remexeu, o corpo doendo uma vez mais — se perguntava quanto mais daquilo ele iria suportar antes de colapsar.

Fitou de soslaio o velho ao seu lado. Ressonava alto, o som enchendo todo o ambiente luxuoso. Fedia a cigarro e bebida — ele não havia parado um instante de beber enquanto...

O estômago revirou. Levou a mão aos lábios, respirando devagar para não vomitar.

O cheiro estava impregnado no seu corpo, contudo. Percebeu isso quando trouxe a mão à boca ­— ela fedia a licor. Aquela porcaria cara que ele gostava de tomar. Repudiava bebida alcóolica por conta disso.

Sentiu o braço se fechar mais ao seu redor, trazendo seu corpo para se recostar ao mais velho. A saliva desceu cortando por sua garganta, os olhos começaram a arder; o cheiro do tabaco e do álcool invadia plenamente seus sentidos agora — o estômago fez uma volta tão apertada que deveria ter se torcido como um pano velho.

Um murmúrio chegou aos seus ouvidos, o calor do bafo daquele homem acariciando seus cabelos. Sentiu seu sangue congelar dentro das veias, o coração parar de bater, os pulmões comprimirem como duas sacolas de plástico vazias.

Ele estava chamando um nome.

Era o nome da sua mãe.

Sem mais se aguentar, desvinculou-se dos braços que o prendiam e correu para o banheiro, não se dando ao luxo de fechar a porta.

E vomitou todas as entranhas de seu corpo.


8.

O tilintar do pequeno sino preso à porta chegava a ser uma canção de consolo aos seus ouvidos. Mal entrou no pequeno café e foi recebido com um sorriso radiante do barista de cabelos escuros.

Sorriu de volta, pequeno, quase inexistente. Seu ato não passou despercebido — mas com ele, nada passaria.

Isso era a única coisa que Akechi sabia. E estava feliz. Uma pequena, miúda felicidade. Como se o inferno desse trégua.

O limbo.

— Aconteceu algo? — O barista murmurou, o olhar baixo. O lugar estava vazio; era costumeiro. O dono, Sojiro, não estava por alguma razão que ele desconhecia.

— Coisas do trabalho. — Suspirou, passando a mão pelos cabelos. — É um caso complicado. Lembra que eu comentei?

— Hm, verdade. — Ele meneou a cabeça, as mechas negras seguindo o movimento. — Vai querer o de sempre?

— Por favor. — Seu sorriso era genuíno agora.

Observou como o barista preparava carinhosamente sua xícara. Era atencioso em cada ato — de passar o café, a adicionar o leite, o açúcar, inclusive fazer os desenhos que ele tanto gostava com a espuma.

Em outros tempos — antes de tudo aquilo começar — Akechi pensou que eles poderiam ser algo mais. A ideia ainda estava presente, encostada em um canto escondido de seu inconsciente, como um sonho bom. Às vezes vinha visitá-lo, acalentar suas noites, como se a própria vida fosse um pesadelo.

Não era, afinal?

Piscou atônito quando reparou no coração desenhado em sua xícara. Riu de maneira nasal, um som engraçado que foi mimicado pelo barista à sua frente.

— Não zombe da minha declaração de amor, coração. — Ele brincou, piscando, os óculos grandes não fazendo esforço algum de esconder suas belas íris cinzas. E elas sempre pareciam estar banhadas em um sentimento tão gostoso.

Queria mergulhar e se afogar para sempre nelas.

— Nunca que zombaria, querido. Eu amo seus corações. — A risada nasal voltou mais uma vez. — Nossa que horror essas cantadas baratas.

— São por conta da casa. — O barista mostrou a língua, travesso.

Conversaram amenidades enquanto ele saboreava a xícara de café. Ideal, feita especialmente para o paladar dele. Os sorrisos, o momento de descontração, pareciam presentes que ele não merecia usufruir.

Infelizmente, as coisas boas são breves.

Logo trocaram despedidas, o tilintar do sino anunciando o fim do repouso.

O limbo se fora.


9.

— Eu tenho certeza que tem casos de estupro no nome dele também. — Sae era muito firme nas palavras, apesar da frustração pingar em seu tom. — Só não... tem rastro nenhum. Não tem uma testemunha.

— Foram coagidas a não denunciar. — Seu comentário morto não foi o suficiente para assustar a promotora. Sentia-se transparente.

Queria gritar que ele era uma das vítimas.

Porém, como as outras, estava de mãos atadas.

— Se conseguíssemos uma só prova... Seria o suficiente. — Sae o fitou. Os olhos escuros encontrando os seus claros. Será que ela conseguia lê-lo? Talvez não. Sua expressão tornou-se pesadora. — Akechi-kun, eu sinto–.

— Sae-san. — Seu tom fez com que ela engolisse as palavras.

Ela sabia bem que ele era o primeiro a querer aquele homem atrás das grades. Por mais difícil que pudesse parecer.

Para quem estava de fora.

— Vamos... encerrar por aqui. — Ele anuiu, observando ela ajeitar os materiais que havia coletado; todos confidenciais, entregues diretamente às mãos dela e de mais ninguém.

Informações que ele havia sacrificado muito para conseguir. E, ainda assim, insuficientes.

Retornou pesaroso à sua mesa no escritório, muitos andares acima. O que mais eles precisavam? Talvez Sae não conseguisse o mandato para prendê-lo de uma vez por contatos internos na polícia.

Algo para incriminá-lo...

Percebeu uma mensagem não lida em seu telefone, esquecido propositalmente sobre a mesa do escritório. Desbloqueou a tela, a respiração parando um momento.

Chefe [15:00]: Na minha casa, às 20h.

Engoliu em seco. Era dele. Aquele inferno de novo. Quantas vezes já fora essa semana? Cerrou os punho, fincando o dente no lábio.

Um estalo passou por sua cabeça. Era insano. Arriscado. Podia custar sua vida, principalmente se ele descobrisse.

Mas àquela altura, dentro daquele inferno, o que ele perderia se virasse o tridente para o capeta?


10.

Me espere no quarto.

Direto. Sem mais rodeios ou reboliços. Sem palavras para desviar o assunto. O lugar já estava com todas as venezianas fechadas — ele sabia que era para que nada observasse o que acontecia ali dentro, mesmo que ele morasse muito acima de qualquer olhar curioso.

Fingiu que mexia despretensiosamente no celular, atento para que a tela não fosse captada pela câmera. Ligou o gravador, colocou a maleta em uma cadeira, o celular atrás dela. Era uma ideia simples, mas que poderia virar todo o jogo.

Quando ele finalmente chegou ao quarto, Akechi colocou o melhor sorriso que podia nos lábios — era tão encantador que o velho desconfiou, erguendo as sobrancelhas.

— Algo te deixou de bom humor? — Ele comentou, ríspido e prepotente. — Você nunca pareceu tão receptivo.

É porque não sou, seu velho nojento.

— Você pensa baixo demais de mim, Shido-san. — A plasticidade em sua voz era tão grande que era impossível alguém como Shido não ter percebido. Mas era um jogo onde ambos se faziam de sonsos.

Talvez mais Shido do que ele próprio.

Ou estaria se enganando? Seria ele o único sonso desse jogo?

As mãos grossas passaram por seus cabelos, levantaram seu queixo. Shido o admirava, a expressão neutra. Percebeu quando os olhos já miúdos se encolheram ainda mais, parecendo querer perfurar sua alma — mais do que ele já havia lacerado seu corpo, diversas e diversas vezes.

Uma constante tão irritante que a náusea já se fazia presente sem nada ter começado ainda.

— Você... — Os dedos grossos acariciaram sua bochecha com uma pressão que incomodava sua pele. — É igualzinho a sua mãe.

Um estalo. Seu corpo todo se retesou, os músculos repuxando que pareciam fazer laços.

— Shido... — O tom da sua voz pingava rancor. Um rancor que não passou despercebido. E ele só se tocou do problema que aquilo era quando seu corpo foi atirado à cama, o velho subindo por ele, o olhar nunca o largando.

— O lado bom é que eu não preciso me esforçar muito pra ficar duro. — Comentou, como se estivesse falando com alguém qualquer; talvez até com ele mesmo. — E... diferentemente dela, você não engravida.

Como é?! — Ele cerrou os punhos, apoiando-se nos próprios cotovelos para poder encarar aquele homem na mesma altura; era em vão, nunca conseguiria. Mas valia a tentativa para ser intimidador, nem que fosse com palavras: — Você não ouse­–!

Antes que pudesse terminar a frase, sentiu o mundo todo rodar com o murro que recebeu no olho. Caiu novamente na cama, o corpo maior pressionar contra o seu com força. Buscou os olhos de Shido; foi um erro.

Naquele momento ele viu a própria essência do diabo.

Nunca, em todo esse tempo, viu o olhar dele tão fundo, tão rancoroso.

Era isso que significava levantar a voz para ele?

Sentiu as mãos grossas agarrarem os cabelos da sua nuca com força, trazendo sua cabeça num tranco, o nariz à centímetros do velho. O pavor foi tomando conta dele conforme percebeu as palavras se formarem:

— Você vai se arrepender por isso, garoto.

— Não! — Tentou protestar, mas foi jogado na cama, sentindo o ar sair de seus pulmões. Tinha certeza que havia tocado o estrado de tão forte que foi jogado. — Eu não quis... Eu juro... Por favor, pai.

A mão foi ao seu pescoço com força, fazendo seu cérebro chacoalhar dentro do crânio, a vista rodar. Os dedos grossos apertaram firmemente, o ar começando a faltar. Levou a mão até o pulso, mole como uma tripa, em uma vã tentativa de pará-lo.

A última coisa que ouviu antes dos dedos se apertarem mais e sua consciência esvair-se por completo foi a frase imperativa:

Nunca me chame assim.

Um lixo como você não é filho meu


11.

Você voltou à trilha. As mãos continuavam ali, impedindo sua passagem até o menino. Ele estava encolhido, chorando, a camisola suja — de terra, de sangue. 

Decidido, você as enfrenta. Elas tentam pará-lo, mas você as pisoteia, chuta, as arranca dos matos altos como se fossem folhas secas soltas dos galhos de uma árvore velha.

Finalmente, você está próximo do menino. Consegue enxergá-lo à um palmo. Bastava esticar-se e tudo acabaria — conseguiria salvá-lo. Tudo ficaria bem. Até mesmo ele, dentro do desespero, viu a esperança que banhava seus olhos.

Em um golpe de misericórdia, contudo, as mãos nasceram da própria terra, agarrando-o pelas pernas. Ele berrou, enchendo seus ouvidos, quase explodindo seus tímpanos.

As mãos surgiram aos milhares, agarrando cada pequeno pedaço de pele judiada do garoto. O mato começou a crescer, crescer, crescer, engolindo tudo, a trilha se esticando e se sacudindo como uma cobra arredia que acabou de ser apunhalada.

Em fim sua voz se fez presente, o grito que você soltou sendo a personificação da angústia e da impotência enquanto seus olhos desolados assistiam a grama espiralar e engolir a criança.

O fim foi o silêncio e a escuridão, mórbidos e fúnebres. Você não tinha como voltar lá; tudo se desfez em miséria.

Acabou


_______________________

Notas finais

Gente, o Zen Jacob foi um FOFO e me deu de presente uma história que é basicamente um spin-off dessa fanfic aqui, a Senhor do Inferno <3 Por favor, LEIAM! Acreditem quando eu digo que vai expandir muito a interpretação que tudo simbolizado aqui tem. Mas tenham ciência de que ela é TÃO MAIS GATILHO quando a própria Inferno. Cuidado ao ler! E novamente obrigada por todo o carinho, Zen!

16 de Outubro de 2018 às 00:14 15 Denunciar Insira 10
Leia o próximo capítulo O limbo nada mais é do que o inferno sem gritos

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Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá, tudo bem? Como foi participar do desafio? Nos conte! 😊 Nossa, que história bem trabalhada, dando várias sensações ao longo dela. Asco, ódio, dor, esperança e alivio são apenas alguns dos sentimentos trabalhados nela. Ela tem um ritmo apenas dela, ao mesmo tempo que é pesada, a história é narrada de forma tão sutil que favorece e deixa a narrativa fluída e gostosa. E por esse aspecto você conseguiu trabalhar bem os personagens, o que deixou até mesmo quem não faz parte do fandom entender. Como um pai pode ser tão maldito quanto esse Shido? Fazer algo tão nojento e vil com o próprio filho, transformar sua vida em um inferno daquela maneira, tadinho. Ainda bem que teve o final mais que merecido e o Goro um final alegre. Sobre o uso da imagem foi impecável, ainda mais narrado num ponto de vista de sonhos ou melhor pesadelos onde o protagonista estava preso vendo sua vida ruir, usando toda uma ideia metafórica para ela e sem contar total originalidade da proposta abordada. E esse final foi ótimo. Parabéns! 😍💚
27 de Dezembro de 2018 às 18:48

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Olá, equipe do Inkspired! Participar do desafio de halloween foi gratificante, eu diria. A imagem que peguei no resorteio foi o clique que estava faltando para um bom enredo, eu diria. Gosto de coisas mais vagas e que dão possibilidade de trabalhar de maneira literal ou metafórica. Logo que coloquei os olhos nela, imaginei a conexão que ela teria com traumas - e a forma como a metáfora dela dentro dos sonhos poderia ser gatilho de alguma sensação que fosse real. O primeiro rascunho, por incrível que pareça, nada tinha a ver com o resultado final desse trabalho - era para ser uma história menos pesada, focada unicamente na interpretação do sonho e na superação. Porém algo ainda faltava, algo não estava certo. Foi nesse momento que o rascunho mudou todo e eu resolvi desenvolver todo o trauma antes de puxar o gatilho da superação (que acabou sendo somente no final e de forma bem sutil, né. O início do que seria a recuperação). E, sim, apesar de ser um cenário fictício, é um cenário que infelizmente também é real para pessoas. Essa foi uma história que eu vendo agora tem um viés muito complicado, principalmente pela forma como ela se porta (apesar de ser uma problematização explícita sobre a situação e não uma romantização). Porém, dentro do fandom, existem divergências até mesmo no limite do que se pode trabalhar com problematização (sendo a relação do Goro com o Shido, pai dele, um dos mais emblemáticos em todos os ângulos que alguém tenta retratar. Algumas pessoas sequer gostam de nomear ou citar a situação, ainda que ela seja explicitamente problematizada como aqui). Agradeço imensamente a oportunidade que me concederam e a honra de ter conseguido o destaque. Foi algo muito impactante e que eu fico imensamente feliz para o fandom em si, não muito por mim (pois eu realmente acredito que esse fandom precisa de mais atenção no BR, porque tem muitas ideias boas e muitas formas de se trabalhar elas). Muito obrigada pelos pontos apontados também! Espero poder participar em breve de mais um desafio! 3 de Janeiro de 2019 às 02:44
Ellie Blue Ellie Blue
Eu to chorando, tipo, muito, muito mesmo. Eu realmente não tava preparada para isso tudo. Eu tenho uma bosta de mania de ler as histórias só pelo título, esqueço de ver a sinopse, esqueço de ler as tags e acabo assim, destruída. Como eu posso começar, aah, a sua escrita é maravilhosa, de uma forma que eu não achei que acharia por aqui, ultrapassou as expectativas, só notei agora que tem outro capítulo e não sei se vou lê-lo hoje, estou em pedaços e não sei se aguento mais uma dessas. Ao comentar isso aqui, eu digo que não é uma reclamação! Se me tocou dessa forma, porra, você conseguiu me destruir, sua escrita, é no mínimo magnífica. As sensações foram bem descritas, o nojo, o vazio, o tudo. E acho que, além do estupro, o que sempre me despedaça, em qualquer situação, o que mais me destruiu foi o fato de que Shindo era o pai dele. Eu não faço ideia do que é Persona5, saberei daqui a alguns minutos, provavelmente. Mas tenho certeza que a sua descrição em comparação à história deve estar num patamar tão elevado que não sei o que dizer. Bom, acho que é isso. Até a próxima.
28 de Outubro de 2018 às 16:36

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Ellie! Olá! Eu não posso dizer que fico FELIZ por você chorar, porque chorar nunca é bom, mas eu fico feliz por ter causado tantas emoções a você usando simplesmente palavras ;w; E... eu realmente costumo colocar todos os avisos nas tags e não fico me repetindo muito. O título é meio que o chamativo da história, por isso não te culpo por usá-lo como referência para o que ler <3 AAA MUITO OBRIGADA pelos elogios! Fico MUITO feliz que você tenha realmente gostado da minha escrita e que eu tenha superado suas expectativas. Isso, por si só, já é MUITO gratificante <3 Temos mais dois capítulos. Eu entendo que talvez o baque seja muito forte, mas acredite que eu normalmente faço finais felizes para as coisas (porque de tragédia anunciada já basta a vida). E Persona 5 é um jogo/anime, eu SUPER recomendo ver, porque ele é MUITO bom (e os personagens são todos muito amor de verdade). Eu fico MUITO feliz por todos os elogios e que você tenha gostado da história! Espero que se recupere para poder ver o resto, porque o final é docinho, eu juro! çwç Eu espero ver você em breve <3 Obrigada pelo carinho! 28 de Outubro de 2018 às 23:33
Emily C Souza Emily C Souza
Eu tô petrificada. Claro que assim que eu vi que vc tinha escrito mais de persona 5 (e do Ren e do Goro) eu corri pra ler. E agora nem sei o que sentir ou pensar. Tô CHOCADA. Isso que é terror de primeira, e um dos melhores, já que trata de terror psicológico. Tô amando e como sempre você arrasa. Ansiosa pro próximo capítulo.
27 de Outubro de 2018 às 10:07

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    AAAA EMILYYY AFDUOGHUDFOGHFUAODG Eu tô toda boba, socorro ;w; Eu confesso que foi a primeira vez que eu tento algo assim. Eu não coloquei terror, porque eu considero mais drama, apesar de entender que existe o terror ali por conta da situação e da presença do Shido! E AAAAA MEU DEUS EU DEIXEI VOCÊ PETRIFICADA ADOUFHGUADFHGUAFDHGUOAD Nossa fiquei toda sem graça ;w; E MEU DEUS MAIS UMA PRA AMAR MEU OTP OBRIGADA esses dois são puro, PURO amor uwu Apesar de aqui não ter tanto amor assim ;w; Obrigada pelo carinho Emilyyy <3 27 de Outubro de 2018 às 18:09
EM Erupio Miranda
Tá bom, Carolina, tá bom, cê pediu, Erupio deve entregar. A leitura disso é como uma montanha russa, primeira coisa a se notar é o "pesadelo" que supostamente somos induzidos em primeira pessoa, que de início é composto apenas pelo pequeno Goro (cabelos caramelo) e as "mãos", os incontáveis abusos psicológicos, físicos e sexuais, o garoto fora usado como uma "sleeve", meramente um lixo onde o Shido e os adultos miseráveis descontaram suas frustrações e ódio. Agora, sobre a transição e as sentenças breves usadas pra construção dos transtornos psicológicos do Akechi, claro com o uso da linguagem verbal isso se impõe como difícil, já que, traços que indicam desespero, agonia são únicos, porém, as sentenças curtas, ideias que começam e não terminam, continuam por orações e períodos a fio, apenas demonstrando o quão agarrado esse sentimento autodestrutivo se agarrou em nosso protagonista. E meu último ponto sobre a história: a realidade; realmente, vítimas de estupro mostram o que realmente configura um estupro, não o ato sexual não consensual, mas em si, a sensação onde um ente se impõe ao outro, o "domina", "agrilhoa" mostrando o que esse lixo de pai faz com o filho, projetando a imagem da mulher que era sua propriedade, porém "quebrou" (engravidou). Toda essa carga emocional me deixou com a goela seca e uma ânsia desgraçada, muitíssimo obrigado, minha digníssima Yuui. P.S.: agora que eu notei, a melodia e a batida da música só contribui mais pra sensação de insanidade e desespero do Goro. Caramba, realmente é necessário ver o coração de um artista para analisar sua obra.
25 de Outubro de 2018 às 16:12

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    Eu tô exatamente SEM PALAVRAS pra responder seu comentário. Desde ontem na real. Tava aqui relendo e pensando... caralho, consegui UOHADUOFGHAD Meu objetivo foi realmente criar a montanha russa. É bizarro, mas é mesmo uma catarse. Não tem como negar isso; era como eu estava me sentindo desde que tive a ideia. 90% das minhas histórias, senão 100%, são catarse. Eu não sei dizer qual foi a parte que me deu mais prazer em descrever, sadicamente falando, se foram os "sonhos" ou se foi a realidade. Os dois eram impactantes de todo modo. E, CARALHO, tu reparou na ideia das sentenças curtas e incompletas para aumentar o terror lol Eu tinha uma leve impressão de que era dessa forma que as coisas funcionavam, sabe? Por isso tentei replicar :'DDDDDD Que bom que consegui adufhguadhguao E... o ato sexual é uma violação muito grande do corpo, mas não é somente por ele. Mas toda a questão de imposição da figura que "domina" o outro. Essa imposição de poder é o que torna o ato traumático em si, além de toda a dor e etc. E, AAAAAAAA, essa comparação com a mãe dele ;w; Eu tenho 1.000% de certeza que se o Shido sentia algo por ela em algum momento, na hora que ela engravidou tudo morreu. Claro, eu gostaria de trabalhar uma outra vertente disso futuramente, talvez com um Shido não-embuste, mas são projetos para depois, né? E eu te traumatizei desde os rascunhos disso :'DDDDDDD Bom saber que os spoilers não interferiram no sentimento KKKKKKKKKK E AH eu tava DOENTE pra fazer uma história do Akechi com essa música. Ficou bom, né? Eu adoro ela. Ela é insana do mesmo modo que os pensamentos aqui são insanos. E eu AMO isso. Por isso que eu sempre digo que eu preciso de uma música KKKKKKKKKKKK SOS 26 de Outubro de 2018 às 13:21
Dani Caruso Gandra Dani Caruso Gandra
Bom!
21 de Outubro de 2018 às 07:37

LiNest LiNest
Ok, OK... MEU DEUS EU TO SEM AR! Primeiro, ALGUÉM ME DÁ UMA ARMA QUE EU TENHO QUE ASSASSINAR UM FDP! MANO EU TO COM TANTO ÓDIO DO SHIDO QUE QUERO JOGAR P5 DE NOVO SÓ PRA ESPANCAR ESSE FDP NO PALÁCIO DELE NOVAMENTE, QUE DESGRAÇA DE PERSONAGEM VIU! Segundo, POR QUE VC É TÃO INCRIVELMENTE TALENTOSA YUUI? AAAAAAAAA COMO ADORO SUA ESCRITA! Não, sério, vc é incrivel, eu literalmente fiquei sem ar enquanto lia e, mesmo agoniada, me peguei incapaz de parar de ler, toda a tensão é tão horrivelmente palpavel que dá pra cortar com uma katana lol a forma como vc descreve o desespero do Akechi é tão sublime, tão belamente feito, tipo eu já sabia que iamos ter um alto grau de desgracensa já que vi a tag incesto, mas WOW isso aqui superou minhas expectativas de forma assustadora, tipo eu imaginei que o Shido seria escroto, mas eu ainda me assustei e senti o baque do soco que ele deu no Akechi ali pelo final, foi tão.... urgh sabe? Toda a situação é "urgh" na verdade e me dói, me machuca de verdade ver o Akechi sofrendo tanto assim, precisando passar por situações horrorosas pra colocar esse fdp na cadeia. AFF SHIDO ESSE BASTARDO! Tmb adorei a alternância entre o "pesadelo" e a realidade, a foto das mãos foi muito bem transportada para a fic, coerente com a situação e uma ótima analogia, é incrivel como gradativamente o pesadelo se torna mais e mais tenebroso porque é como se estivesse em sintonia com a realidade, o final onde o mato começa a crescer e o pequeno Goro é arrancado daquele que o tenta salvar (que presumo ser o próprio Akechi) é apenas maginifico ok? Eu quase chorei lol o desespero define muito bem essa fic, inclusive terror tmb, o que é legal porque afinal essa é uma fic para um desafio de Halloween. AMEI a aparição do Ren, embora ela seja envolta de melancolia, MAS EU TENHO FÉ QUE VAI TER AKECHU NO FINAL! E SHIDO NA CADEIA! (ou morto, tmb é uma ótima opção) Adorei a Sae aqui, como ela tenta ser uma presença benéfica na vida do Akechi e tenta cuidar dele, mas o Goro só... ele só não consegue aceitar, o que é muito canon e dói porque eu adoro a relação dele com a Sae D: acho que ela vai se culpar muito quando, ou se descobrir o que o Goro passou. Agora vamos para alguns pontos que preciso criticar: bom, tem alguns errinhos ortograficos, nada que uma boa revisada não ajude. Tmb acho que vc encerra as frases antes da hora, colocando o "ponto final" onde uma "virgula" perfeitamente se encaixa, isso pode dar a sensação de "pressa" na narrativa e confundir de vez em quando por conta da quebra abrupta, mas isso não torna a leitura ruim. Enfim, é isso, nais uma fic tua para que eu imprime porque novamente vc escreveu uma obra prima! Ansiosa demais para os próximos capitulos e para ver o Shido se foder. Parabéns pelo ótimo trabalho <3
17 de Outubro de 2018 às 16:32

  • LiNest LiNest
    P.s: eu esqueci de dizer, mas quando vc disse na fic que o momento do Akechi no LeBlanc é o limbo dele EU APENAS ABRACEI MEU CELULAR E SEGUREI O CHORO OK? MELHOR MOMENTO DO CAPI! 17 de Outubro de 2018 às 16:36
  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    OK, CALMA, VAMOS DEVAGAR QUE EU ESTOU EMOTIVA (tô emotiva desde que escrevi essa história, na real. Foi uma forma horrível de vazar esses sentimentos ruins ;w; COITADO DO AKECHI USEI ELE DE JUDAS PRA MALHAR KKKKKKKK). E MANO EU FICO FELIZ DE OUVIR ISSO significa que eu consegui MESMO pegar a personalidade do Shido. Apesar de eu não ter trabalhado ela com profundidade (porque não era hora e nem momento para isso). EU VOTO TU DAR UNS SOCÃOS NELE NO PALÁCIO DELE Ó KKKKKKKKKKK E... AI MEU DEUS OBRIGADA Ç_______Ç Eu me esforço pra melhorar sempre, na real OTL Eu estou usando os desafios para tentar mudar, ter outras ideias, trabalhar de outras formas! É bom saber que de algum modo eu tenho conseguido <3 Tô muito feliz que você tenha gostado! E, AAAAAA, esse clima de agonia foi a primeira coisa que eu senti com as mãos quando as vi. Pensei em fazer algo fofo (como SEMPRE), mas foi me baixando uma revolta e eu pensei "AH NÃO, VOU AVACALHAR KKKKKKKKKKK". No fim, eu sou uma Drama Queen. É que eu ainda não achei meu high ground em Persona pra fazer esse drama fluir bem. Eu tô me aproveitando as coisas fofinhas primeiro KKKKKKKKK. E, ah, eu tô tentando "copiar" o Zen em algumas descrições, porque eu sempre falei pra ele que eu acho ele um escritor SUPER FODA pela forma como ele torna coisas que são aparentemente "grotescas" (ele odeia essa palavra, mas eu não sei definir melhor) em coisas BELAS. E eu acho LINDO. Sério, ele cria poesia com umas palavras de sonoridade duvidosa e eu fico "MEU DEUS ME DEIXA SER ELE QUANDO CRESCER" ;w; Mas eu não sei fazer essas coisas direito, tô aprendendo KKKKKKK E, ah, a tag de incesto+estupro e as outras fode essa história até o fim. Eu achei gatilhos o suficiente somente esses dois. Isso porque é em um AU, imagina se fosse no canon?! Nem quero KKKKKKKK No canon ainda tem o Loki pra piorar a situação (tenho ALTOS headcanons do Akechi e o Loki, mas ainda haverá o momento deles, assim espero). SHIDO EMBUSTE 2018 só isso KKKKKK E essa parte do "pesadelo" é importante! Ela é o elemento chave da história toda, apesar do foco maior ser no primeiro capítulo. Eu também gosto bastante dela, fiz umas poesias muito bonitas ;w; Até eu fiquei tocada revisando. E... esse "você" nos sonhos... eu não vou comentar para evitar spoiler qqqqq MAS É IMPORTANTE! E eu fiquei meio assim, porque ela é drama, mas não necessariamente tem a ver com Halloween enquanto data... mais ou menos. Se você fizer um BOP IT (não googleia isso prfv) dá pra se dizer que tem, mas QQQQQQQQQQQQ BOP IT. E Akeshu tem sim <3 Isso pode ter certeza! PORÉM NÃO DIREI MAIS NADA KKKKKKK. Eu vou olhar esses errinhos. Eu revisei a primeira parte somente uma vez ;w; Vou continuar revisando ela até o fim do evento. Os pontos eu usei em demasia de maneira proposital, tentando buscar um impacto no leitor, deixá-lo "ser ar" (no sentido de prender demais a respiração. Ou respirar em jorros). AI SFDUOGHUAODHGA EU FICO TODA SEM GRAÇA TU FALANDO QUE IMPRIME MINHAS FANFICS UOHGOUSHFS Obrigada MESMO pelo carinho eu fico muito sem jeito OTL E aguardemos a queda do Shido, hihi. e, AH O LIMBO. O LIMBO É MUITO IMPORTANTE. Eu não sei qual das três partes eu gosto mais ;3; Mas no final eu vou deixar uma nota com algumas considerações sobre a ideia desse projeto (inclusive, pensei em abrir um blog aqui no Ink somente para falar de processo criativo, talvez? Ok que eu divago horrores e isso ia ser ruim, mas sei lá KKKKKKKKK). E NÃO CHORA, NÃO AINDA, ACHO QUE É MELHOR CHORAR NO FINAL, CONFIA Q 18 de Outubro de 2018 às 03:15
Zen Jacob Zen Jacob
AAAAAAAA MINHA GAROTAAAA <3 <3 <3 Primeiro: foi uma honra poder ler isso em primeira mão - e acho que só assim pra sobreviver a esse ambiente tenso que você criou, se tivesse que esperar pelas quartas... Enfim. Já falei, mas repito: adorei as metáforas que você criou nesse inferno espiritual do Akechi. Inclusive, relendo agora, me lembrou bastante uns momentos tensos que o protagonista de Duma Key (Stephen King) passam, ou seja, tá aí mais uma razão pra adorar. Com essa construção do cenário dá até pra sentir na ponta da língua a atmosfera ruim desse lugar, o quanto ela exerce uma pressão negativa que afunda o pobre Akechi. Incesto vertical é um dos tabus que eu mais considero incômodos, e acho que nesse início você coloca muito bem a situação desesperadora e abusiva que o Akechi está vivendo. Não ficou romantizado, muito menos ambíguo - é abuso, é estupro, não tem como definir de outra forma. Impressionante perceber também que enquanto você lê sobre o Akechi com o Shido ou sobre o Akechi no inferno, você prende o fôlego sem nem sentir - quando o Ren aparece chega a aliviar a pressão que pairava nos pulmões, e aí sim você tem uma trégua pra respirar. Como sempre, hime, maravilhosa! Agora é aguardar pelas quartas pra poder reler essa maravilha até o final. xoxo
15 de Outubro de 2018 às 20:07

  • Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
    AAAAAAAA MEU MESTREEEE <3 Eu quem agradeço por você ter se disposto a ler e opinar! Eu fico sempre muito feliz de contar com seu apoio <3 E eu confesso que eu me esforcei bastante pra deixar esse ambiente desse modo (quem me dera tivesse estômago pra ter feito isso com a dark fantasy! Não tive na época ç_ç). Eu meio que usei isso de escape pra frustração que eu estava sentindo com uma série de coisas... E esse inferno espiritual é um conceito que eu particularmente acredito (a mente reflete o que se vive na realidade. E é passageiro). E, MINHA NOSSA, nem me compara com o mestre OHADUOFGHA O SK é outro nível, cara. Eu fico toda mole você falando assim da ambientação lahdfugaoh Eu me esforcei mesmo pra tentar deixar ela dessa forma. Eu gosto de coisas fofinhas, não sei fazer drama sem parecer exagerado (eu acho). Mas vamos tentando! E, nossa, incesto vertical é NOJENTO. Eu descobri essa palavra sem querer; pra mim era tudo incesto, até eu descobri que tem essas diferenças. Urgh. Que bom que consegui passar da forma como esperava! Eu queria que o desespero do Akechi fosse tocável ç_ç E o Renren sempre sendo a salvação (mentira KKKKKK). Ficou bom saber que aquele momento realmente pareceu o "Limbo", porque na real, o Limbo ainda é o inferno, mas com um momento de sossego. Ou seja: o Akechi AINDA estava no inferno, mas em um momento menos tenso do inferno. E AAAAAA MUITO OBRIGADA POR RELER <3 Tô louca pra ver a sua agora! Não esqueça de me mostrar também, por favor! xoxo 15 de Outubro de 2018 às 23:13
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