Décimo Sétimo Aniversário de Jimin Seguir história

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Jimin estava ansiosa pra saber qual seria sua marca de alma gêmea em seu décimo sétimo aniversário.


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Capítulo Único



Nota Inicial: Ideia a partir de um prompt do Tumblr de Soulmate!au em que a primeira palavra que sua soulmate falaria pra você aparece na sua pele no seu aniversário de 18 anos, e eu preferi mudar pra 17 pra não ficar cliché até demais. Resolvi juntar o universo de Soulmate!au que tanto amo com a tag ChimChimDay, já que gostei muito do projeto do Spirit Fanfictions, que é o site original onde publiquei a história. Meu usuário lá é o mesmo daqui. 




 Era a véspera do aniversário de 17 anos de Park Jimin, e ela não poderia estar mais ansiosa pelo dia seguinte. Todos sabiam que ao completar essa idade a pessoa recebia uma marca no fim de suas costas, podendo ser qualquer coisa, desde algum objeto significativo para os dois, até a primeira palavra que o outro lhe diria, passando por uma “mancha” distinta que sua alma gêmea teria uma igual. Jimin estava nervosa para saber sua marca, pois todos os seus amigos já tinham mais de dezessete anos — incluindo o garoto que ela gostava —, e ela queria saber se algum deles seria sua alma gêmea; chegava a suspirar pensando nisso.
Seus pais, assim como a maioria dos casais, não eram almas gêmeas. Era muito complicado conseguir encontrar sua metade complementar em um mundo com mais de 7 bilhões de pessoas. Jimin queria muito que não fosse como os outros casais e encontrasse seu complemento, queria ser feliz e amada ao lado da pessoa predestinada a ela.
Seus pais já haviam mandado-a se aquietar e dormir várias vezes, mas ela simplesmente não conseguia! Como queriam que se acalmasse no dia anterior a uma data tão importante?
Revirou-se mais uma vez na cama e olhou em seu celular: faltava um minuto para o início do dia seguinte. Ansiedade corroía seu corpo todo e toda a mínima sonolência que possa ter aparecido em algum momento da noite desapareceu por completo.
Meia-noite. Jimin correu em direção ao banheiro e logo levantou a camisa, ficando de costas para o espelho. Contorceu-se toda para tentar enxergar o fim de suas costas, e quando finalmente conseguiu, não viu nada. A garota entrou em pânico. Começou a se remexer, jogou mais luz em cima do ponto em que deveria haver sua marca, mas não encontrava-a de jeito nenhum. Após alguns minutos surtando, tentou se acalmar, dizendo a si mesma “A marca deve aparecer apenas no horário em que nasci. É, deve ser isso. E eu só nasci à tarde, não apareceria agora”.
Com isso em mente, Jimin voltou ao seu quarto e deitou-se novamente na cama, mas não conseguiu dormir por muito tempo, sucumbindo ao cansaço horas depois do sol já ter nascido.

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— Bom dia, filha! — sua mãe saudou-a ao entrar na cozinha. Jimin olhou o relógio na parede e viu que estava no início da tarde — Já viu sua marca? Tenho certeza que sim, do jeito que você tava inquieta ontem. Vamos lá, me mostre, me mostre! Ah, parece até que foi ontem que você nasceu.
— Bom dia, mãe. Bom dia, pai. Sim, mãe, já procurei minha marca, mas não achei nada. Deve aparecer apenas na hora em que nasci, então ainda tenho mais umas duas horas para ela aparecer. — Jimin tentou soar calma e indiferente para não preocupar os pais, mas por dentro estava se sentindo extremamente mal e agitada por toda a situação.
Seu pai e sua mãe se olharam, com semblantes preocupados. Ambos sabiam que o que a garota falou não era verdade, afinal, os dois já tinham passado por aquilo, mas preferiram não comentar nada para não assustar a filha.
Os minutos passaram lentamente e as horas mais ainda, e Jimin ainda tentava parecer não estar abalada, apesar de seus pais perceberem que não era verdade.
Algum tempo depois do horário do nascimento da garota, a mesma se encaminhou lentamente ao banheiro e checou suas costas. Nada ainda. Sentiu seu mundo desabar. Não sabia o que fazer. E se fosse quebrada? E se tivesse algum problema e não tivesse alma gêmea? Eram muitas perguntas na cabeça dela, e não tinha ideia a qual se firmar.
Os pais da garota resolveram levá-la à sua pediatra, mas nem a médica entendia o que poderia ter acontecido. Nunca havia escutado falar em um caso em que a pessoa não tivesse uma marca em sua aniversário de 17 anos, não sabia o que poderia ser feito, então apenas mandou-a voltar para casa e esperar para ver o que iria acontecer.

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Jimin se fechou no quarto por dias, e não quis falar com ninguém, saía apenas para comer e usar o banheiro. Isso durou até que sua mãe se cansou e obrigou-a a sair do quarto. “Isso não é o fim do mundo. Não vai adiantar nada ficar aí nesse quarto se lamuriando toda. E daí que você é diferente? A vida segue. Você ainda está viva e bem saudável!”, Jimin se lembra de sua mãe falando.
— Vai no mercado pra mim, tô precisando das coisas que tão na lista da geladeira e você tá precisando sair. — E com isso Jimin saiu de casa, achando melhor não contrariar a mais velha.
A garota comprou tudo o que lhe foi pedido, e andava distraída de volta para casa. Do nada, sentiu uma pancada em seu tronco e viu que se tratava de uma menina que havia esbarrado em si, e estava quase caindo. Jimin largou tudo no chão e foi ajudar a outra a se equilibrar, já que a mesma parecia não ter ideia do que estava acontecendo.
-Cuidado com o seu entorno, você poderia ter se machucado feio.
A garota, que Jimin percebeu se chamar “Kook” por conta de um crachá que estava usando, a olhou espantada, e a mais nova não estava entendendo nada.
Tão de repente quanto o esbarrão que haviam dado, Kook se virou de costas e levantou a barra da camisa que usava, dando a chance de Jimin ver que havia uma marca com “Cuidado” escrito na base de sua coluna.
— O que é isso? Não estou entendendo nada. Você tá bem? Ah, espera, a primeira palavra que te falei foi “Cuidado”, não foi? Por isso está me mostrando sua marca? Mas eu sou defeituosa, não tenho marca nenhuma, então não se preocupe, não devo ser sua alma gêmea. Por que não me reponde? — ela estava toda esbaforida, falando rápido e com a testa franzida. Que audácia da garota de não respondê-la!
A menina mais velha encarou os olhos de Jimin com enorme seriedade, enquanto a mais nova a mirava com confusão.
Kook apontou para os próprios lábios e em seguida fez um sinal de “não” com o dedo. E Jimin percebeu.
Kook era muda. 



Nota Final: Se não entenderam o final: a marca das duas (Jimin e Kook) era a primeira palavras que uma falaria para a outra. Jimin não tem a própria porque Kook é muda, então não teria como falar nada para ela.

29 de Setembro de 2018 às 21:41 0 Denunciar Insira 0
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