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kalinebogard Kaline Bogard

Aburame Shino é um mago acostumado a viajar o mundo em busca de ingredientes e novos conhecimentos. Eventualmente, ao voltar da recente jornada, descobre que alguma criatura mistica atravessou a barreira que protege seu lar e invadiu seus terrenos. E isso lhe muda a vida para sempre.


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#Humor #drama #Coleira #Slave #yaoi #linguagemimpropria #lgbt #universoalternativo #naruto #kiba #shino
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A invasão

Notas da História:

* Naruto é um anime e não me pertence. Feito de fã para fãs sem fins lucrativos.

* As imagens usadas nessa fanfic não me pertencem. Foram retiradas do Google e editadas para servir de capa. Deixo os créditos aos devidos artistas.

* Obrigada a Jess que editou e colocou a coleira no Kiba! Nem morri de emoção... só entrei em coma mesmo!

* Não foi betada, revisei com cuidado. Mas erros sempre escapam.

* Feita como presente para Juliana Sampaio, pois hoje é o aniversário dela! Conheço essa mulher desde o inicio dos anos 2000, tem noção gente? Antes trocavamos cartas, porque não tinha internet ou redes sociais. E a amizade prosseguiu por todos esses longos anos! Te adoro moça, vamos marcar de tomar uma skol qualquer dia desses. Espero que goste do presente, foi feito de coração. Parabéns!

* Boa leitura.


Shino&Kiba


Shino soube que tinha algo errado assim que se aproximou de casa. Parou em frente ao portão, observando a frente da residência. Olhou tranquilamente de um lado para o outro da rua, analisando a situação.

Morava em um bairro suburbano tranquilo, que mal parecia parte de Tokyo. As construções eram de bom tamanho, antigas e resistentes, preservando o estilo característico do começo do século XIX, algo que mal se encontrava na grande metrópole. Tinha ótimos vizinhos, pessoas idosas e ocupadas demais com a própria vida para se intrometer com os outros. Havia discrição e respeito, podia-se viver em paz.

Para Shino era uma configuração excelente.

Ele precisava de sigilo e isolamento para exercer sua… profissão.

Motivo pelo qual teve que viajar e ficar longe do lar por quase um mês. Como precaução, ergueu uma barreira que impediria criaturas sobrenaturais de invadir sua casa. Ou mesmo inimigos e rivais que queriam se apossar de suas fórmulas secretas.

Sua família, o Clã Aburame, era especialista em manipular insetos e um dos grupos de magos mais poderosos da atualidade, grandes mestres no preparo de antídotos e néctares que ajudavam a aumentar o Chacra. De vez em quando precisava ir para terras distantes, até mesmo outros mundos, atrás de ingredientes e isso significava deixar seu lar sozinho, protegido com encantamentos e armadilhas para impedir e prender invasores.

Justamente por isso, soube que sua barreira foi maculada. Ela ainda estava lá, envolvendo o terreno da propriedade, mas sem a Pureza de quando foi evocada, sinal de que alguma criatura mágica conseguiu passar por ela.

Cheio de precauções, convocou um dos insetos que cultivava sob a pele e ordenou que rastreasse sinais do invasor tão logo desfez a barreira. Não tinha como saber se ainda havia alguém ali, ou mesmo que tipo de criatura atravessou sua proteção.

O pequeno animal bateu asas, analisando o ar; enquanto seu mestre reduziu o fluxo do próprio Chacra para que isso camuflasse sua presença.

Voou pela propriedade e deu a volta na residência, indo para os fundos rumo à estufa em que Shino cultivava plantas. Era uma pequena construção para quem olhava de fora, mas que por dentro se expandia graças a um contrato de magia. Dessa forma podia semear muita coisa, principalmente plantas frágeis ao calor excruciante de Tokyo naquele verão.

Analisou a estufa feita toda em vidro espelhado antirreflexo solar. A sobrancelha se ergueu um pouco, em incredulidade. Acertou em cheio ao ter precauções, pois energia desconhecida emanava fraca daquele lugar sem que o invasor tivesse o menor cuidado em escondê-la.

Abriu a porta devagar, permitindo que o inseto entrasse na frente, continuando com a tarefa de rastreamento. Seguiu lento, a passos calculados.

O interior da estufa era cinco vezes maior do que seu exterior dava a entender. Fileiras de canteiros altos demarcavam o espaço. Estantes com vasos de flores e folhagens circulavam as paredes de vidro.

A primeira vista nada havia de errado, mas Shino não se deixou enganar.

Investigou cada detalhe dos canteiros, sem perder o inseto de vista, até que ele parou de avançar e pôs-se a planar em cima de um determinado canteiro. Para surpresa de Shino, era um dos canteiros com verduras elficas. O espaço das beterrabas estava escavado e todas foram comidas! Assim como outros dos legumes nutritivos e mágicos.

E mais surpreendente ainda era o cão que dormia calmamente debaixo do canteiro, bem a vontade, aproveitando a fresca que a terra úmida logo acima oferecia.

Aburame Shino franziu as sobrancelhas diante da ousadia. E reconheceu fácil a espécie daquele cão: um animal de porte mediano, de pelos castanhos. A criatura apresentava forma da raça chamada pelos humanos como Pastor-da-Mantiqueira. Mas na verdade, pessoas envolvidas com o sobrenatural conheciam por outro nome. Aquele cachorro era um shifter.

Abaixou-se devagar, aproveitando-se do sono pesado. Estava curioso em saber porque havia um shifter adormecido em sua estufa, usando uma estranha coleira, grande demais para o pescoço do animal.

Foi nesse momento que o cachorro abriu os olhos, de íris peculiar nada canina, descobrindo Shino no ato de lhe dar um flagra!

A reação foi imediata: o shifter latiu e saltou, atacando Shino com uma mordida certeira no pulso.

— OE! — foi tudo que o mago conseguiu dizer diante da dor que as presas afiadas causaram. Por sorte, não foi o suficiente para tirar sua concentração. E o contra-ataque veio ainda mais rápido — Esfera de Insetos!

Uma nuvem de bichinhos atendeu ao chamado, envolvendo o shifter e o soterrando por completo, de modo que ele acabou soltando o pulso de Shino. Ainda deu alguns pinotes desesperados no ar, tentando se libertar. Porém uma vez que se cai na armadilha de insetos é impossível escapar. Quanto mais se debate, mais rápido os animaizinhos sugam o Chacra.

Shino levantou-se e afastou-se dois passos, impressionado com a resistência. Segurou o pulso que sangrava e latejava, pois o estrago causado pelas presas foi além da manga do casaco e rasgou-lhe a pele.

O shifter ainda lutou por alguns segundos que de nada adiantaram. Ele sucumbiu frente ao ataque, incapaz de manter a defesa por mais tempo.

Mesmo ao vê-lo cair, Shino ainda esperou para recolher os insetos. Não queria nova ofensiva de surpresa. Precaução sábia, porém inútil. O invasor jazia no chão de terra, ofegante e inconsciente.

— Excelente — Shino resmungou, aborrecido com o problema que tinha em mãos.

Não fazia a menor ideia sobre o objetivo daquela criatura ao invadir sua casa e comer seus legumes! Pelo estrago no canteiro deduziu que fazia alguns dias que ele estava escondido ali ou isso ou era um ser muito guloso!

Bem, não era como se pudesse chamar a polícia ou algo assim. Tinham regras no mundo sobrenatural, claro. Nenhuma que parecesse se encaixar no caso atual.

O que deveria fazer? Esperar que o cachorro acordasse e voltasse a forma humana e então interrogá-lo?

Não.

Não queria dor de cabeça. Ia apenas levar aquele bicho para fora, erguer uma barreira específica contra shifters e dar o caso por encerrado. Podia plantar os vegetais de novo, bastava pedir para o pai enviar algumas sementes.

Aburame Shibi viajava o mundo oculto estudando insetos ayakashi extremamente raros. Eventualmente passaria pela terra dos elfos e poderia mandar alguns exemplares.

Resolvido.

Abaixou-se de novo na intenção de pegá-lo nos braços para realizar o plano simplista, contudo um breve olhar a coleira o paralisou. O item era sobrenatural, um tipo que aprisionava os poderes místicos. Shino já viu vários similares, durante seus estudos. E o pior: era de aço, com correia larga que envolvia grande parte do pescoço peludo. Quase um objeto de tortura.

O mago possuía muitos defeitos, conquanto crueldade não estivesse na lista.

Levaria o shifter para fora de sua casa, sim. Mas antes tiraria aquela coleira maldosa.

Segurou no aço frio com as duas mãos e concentrou o Chacra, do jeito que sabia que iria inutilizar o objeto.

Pois nem bem fez isso e a trava arredondada esquentou, pulsou e emanou uma onda de choque avermelhado que atingiu Shino e o shifter ao mesmo tempo. O animal ganiu de dor. O próprio mago gritou incapaz de evitar.

Magia elementar e ancestral percorreu cada fibra do corpo de Shino, que sentiu seus insetos sendo dizimados e evaporando diante do poder que os agrediu.

A agonia durou dois segundos, causando sofrimento o suficiente para que ele pensasse que atravessou uma eternidade imerso em dor. Então tudo acabou. O choque se finalizou em uma pequena explosão que jogou Shino para um lado e o shifter para o lado contrário.

O rapaz praticamente voou de encontro a parede de vidro, que recebeu o impacto de seu corpo e só resistiu por ter sido criada com magia. Por algum tempo Shino ofegou, lutando contra a inconsciência. A visão escurecia e voltava, sentiu gosto de sangue na boca.

Um tanto atordoado olhou na direção do shifter. O que viu fez com que recuperasse todos os sentidos no mesmo instante. O poder do golpe fez com que a forma animal se desfizesse. Caída no chão estava uma pessoa. Parecia um garoto, pelo formato das costas desnudas voltadas para Shino. A suspeita se confirmou quando o desconhecido girou sobre o próprio eixo e deitou de costas no chão, recuperando a consciência aos poucos, ofegante e gemendo de leve.

Por quase um minuto inteiro ficaram naquela situação irreal, difícil de compreender. Até que o shifter ergueu um braço trêmulo e o colocou sobre o rosto, para esconder os olhos.

— Puta que pariu, inferno — o desconhecido falou baixinho e rouco — Agora fudeu tudo.

Shino não entendeu a frase. Mas entendeu perfeitamente bem que o outro estava chorando.

Sem muita opção esperou até a mente estar em melhores condições para se levantar e ir investigar o shifter. Sabia que com o extermínio dos insetos, tanto suas defesas quanto seu poder de ataque caíram pela metade, o que lhe valeu cuidado na aproximação do shifter que invadiu sua casa.

Tão logo chegou perto o bastante a postura defensiva caiu por terra. Aquele garoto não tinha condições de levantar-se tão cedo.

Num gesto humanitário tirou o longo casaco e usou para cobrir o corpo desnudo prostrado ao solo. Quase gemeu por mover as mãos queimadas e o pulso mordido, por sorte tinha poções que curariam as injúrias com rapidez.

— Não tenha medo — suspirou — Não vou machucar você, não precisa chorar.

— Não to com medo, porra — a afirmativa foi quase um rosnado — To chorando de raiva, maldito.

Shino torceu o nariz. Aquele desconhecido era descortês!

— Eu que deveria estar com raiva. A minha casa foi invadida. Enfrente as consequências, pare de chorar e responda as minhas perguntas.

No mesmo instante foi obedecido. O outro tirou o braço do rosto e parou de chorar, ainda que os olhos estivessem marejados. Só então Shino teve uma boa visão dele. Os olhos eram exatamente iguais ao da forma shifter, com uma íris de constituição peculiar. Os cabelos castanhos lembravam muito o tom do pelo do animal, um tanto mais escuros, uniformes e bagunçados. Dois triângulos gêmeos enfeitavam o rosto jovial, marcas que sabia só serem usadas por shifters que compunham algum clã. Não se deixou enganar pela aparência de juventude. Aquela raça era longive, não era impossível que o garoto tivesse três ou quatros vezes a idade que seu corpo demonstrava.

— Eu vou matar você, maldito — a ameaça veio seguida de um rosnar e mostrar de presas afiadas que não assustou Shino. Como podia? Se o conjunto incluía os olhos lacrimejando e a ponta do nariz avermelhada.

— Claro que vai. Qual o seu nome?

— Kiba. Meu nome é Inuzuka Kiba.

— Por que invadiu minha casa? — era a última pergunta que Shino pretendia fazer antes de levar aquele garoto para dentro. Só queria ter certeza do que esperar antes de oferecer a ajuda que ele precisava no momento.

— Pra usar como abrigo — a voz fraquejou — Cheguei aqui e você não estava. Tokyo é muito quente pra minha forma animal. Por que não me deixou ir, maldito?

— Não tive nem tempo — Shino apenas reagiu, sem pensar muito. Não era de seu feito, mas não estava acostumado a ser atacado através de mordidas — Você estava me procurando?

— Sim! Por favor, não faça isso… é humilhante. A Ino me prometeu que você era legal…

Shino reconheceu o nome. Yamanaka Ino era uma das comerciantes de produtos e artefatos sobrenaturais com a qual negociava com frequência. Logo essa percepção se afastou e ele focou no pedido inicial incompreensível.

— Fazer o quê? — questionou — Não estou fazendo nada.

— Ordem! Você me deu uma ordem, maldito. Desde que ativou a coleira eu não posso desobedecer!!

Shino piscou algumas vezes, os olhos protegidos pelos óculos que não caíram nem durante a explosão anterior.

— Ordens? Ativar a coleira? — examinou a peça no pescoço do shifter.

— Essa é a Maldição da Escravidão. Aquele cara conseguiu me acertar com ela e eu fugi antes que ativasse. Tenho fugido desde então. Agora o feitiço começou a funcionar por sua culpa! Não sou cachorro mas você virou o meu dono.

Shino viu a angústia e o desespero que dominaram a face de Kiba, embora ele continuasse firme sem derramar uma lágrima sequer.

Enfrente as consequências, pare de chorar e responda as minhas perguntas.”, foi o que ele disse. Não ordenando intencionalmente, todavia as palavras soavam como um comando que foi seguido a risca…

— Céus… — Shino sussurrou ainda sem mensurar todas as implicações daquela revelação.

— Que merda, cara. Porra de merda fodida — queria extravasar a raiva e aliviar os olhos que ardiam. Mas estava proibido de chorar, graças àquele homem desconhecido. A pessoa que pensou que o ajudaria e acabou se tornando seu mestre.


Shino&Kiba


Notas finais do capítulo:

Reviews?

Serão cinco capítulos. Atualização todo domingo!

9 de Setembro de 2018 às 14:22 0 Denunciar Insira 2
Leia o próximo capítulo Casados na maldição

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