Meu galinho Seguir história

ichiru Matt

Bakugou resolve se afastar um pouco do seu namorado Izuku, e o abandona em meio a feira, recusando completamente qualquer contato, estava cansado da superproteção oferecida pelo mesmo. Midoriya fica preocupado, acaba encontrando Uraraka nas ruas e lhe conta o que aconteceu, ela tem uma ideia brilhante de como fazê-lo voltar.


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

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Capítulo único

   – Ei, Uraraka! – gritou um garoto de cabelos verdes e olhos da mesma cor, que corria agora pelas ruas atrás de sua amiga acastanhada. Seu semblante era de preocupação e carregava vários papéis em suas mãos, com o nome de “Procurado” e uma foto de um loiro irritado dos olhos vermelhos.

   – Ah, Deku? – A garota pronunciara o apelido do menino enquanto se perguntava o motivo da correria e dos gritos a chamando. Não lembrava nem mais o que viera fazer no comércio por causa do desespero no olhar do amigo. – Izuku, fale logo o que aconteceu! – Ela não aguentava mais esperar.

   – É o Kacchan! – falou rapidamente e entregou um dos papéis em sua mão para a menina chamada Uraraka. – Eu não consigo achar ele em lugar nenhum, tem mais de dois dias que ele sumiu! – avisou.

   – Está dizendo que aquele loiro metido te abandonou de vez? – Ela queria rir do outro, sabia das palhaçadas que Katsuki Bakugou, namorado de Izuku, poderia fazer, e uma delas era fugir do esverdeado por ele ser protetor demais, mesmo não havendo um único motivo para tal. Mas a garota optou por tentar ajudar seu amigo, afinal seu desespero era real.

   – Não diga uma coisa dessas nem de brincadeira! Eu não posso perder meu galinho... – disse enquanto abaixava a cabeça, um pouco triste pelo que fora dito, não ligava nenhum pouco para a grande movimentação na avenida ou se estariam os observando, pois estavam praticamente gritando, ele só queria o seu “Kacchan”.

   – Olha, eu vou te ajudar, venha comigo até o teatro municipal! – Rapidamente, Uraraka teve a melhor ideia de todas, de acordo com seus próprios pensamentos. Ela iria envergonhar os dois ao mesmo tempo, retirar o loiro das sombras e ainda aproveitar o resto das peças que iriam ser apresentadas hoje no grande show de talentos que aconteceria lá. A garota tinha certeza que Katsuki estaria na plateia, afinal, ele amava canções e instrumentos. Não era atoa que ele tinha uma banda para cuidar, e Izuku o acompanhava até nos ensaios, sinceramente, ela entendia o motivo do sumiço do outro.

   A menina puxou o esverdeado pelas ruas e foi escrevendo algo parecido com uma música em sua agenda, a sua criatividade estava em alta naquele dia, e estava adorando todo o conjunto para seu plano dar certo, mostrava um sorriso atrás do outro à cada palavra escrita nas pequenas folhas, que não passou despercebido pelo outro, que olhava ela o fazer com certo receio, mas ainda acompanhava ela pela multidão até o teatro.

   Por fim, ela arrancou a folha riscada com uma grande força, o que assustou Izuku levemente, entregou-lhe e mostrou um sorriso malicioso. Ela mal podia esperar para que ele lesse, e cantasse, a paródia que ela escreveu, uma vez que o esverdeado falara sobre o seu “Galinho”.

   – O que é isto? – Midoriya inquere ao visualizar a letra tão cursiva e bonita de sua amiga, mesmo aquilo feito às pressas.

   – Aprenda a letra, você irá cantar no show de talentos do teatro, e cuide, pois, você só tem mais alguns minutos, só mais três ruas e estaremos lá. – avisou, e logo voltou a andar e olhar apenas para frente, o que impediu Izuku de contestar as suas escolhas, e sem opções, lera a música escrita.

   – Você quer que eu cante isso, na frente de todo mundo? – perguntou com medo, mas já sabia a resposta da amiga.

   – Claro, “isso”, vai trazer seu amor de volta até você, eu tenho certeza! – A garota falou com tamanha determinação, o que fizera o esverdeado acreditar nela, e após o incentivo, ele já estava em chamas, lia e relia a escrita, enquanto ela guiava os dois pelas ruas, já que ele não desviava os olhos do papel rasgado. – É aqui.

   Finalmente o garoto levanta seu olhar e vê uma pequena multidão sentada nos assentos do teatro aberto, que não era tão grande, mas o suficiente para assustar qualquer iniciante, por sorte, ele não estava nem perto de cheio, mesmo com o evento prestes a começar. Eles sabiam que aquela hora, fim da tarde, os adultos estariam saindo do trabalho e indo para casa, ou seja, demoraria mais algumas horas até que o local ficasse cheio de fato, Uraraka contava com este fato, e levou os dois até a direção do local.

   Bateram na porta e um homem de cabelos azuis saiu, com um olhar responsável, ele pairou sobre Uraraka e Midoriya, e perguntou calmamente.

   – O que vieram fazer? – Ele percebera que pareceu rude demais, e resolveu se apresentar. – Meu nome é Iida Tensei, sou o responsável por cuidar dos participantes do evento de hoje, junto ao diretor Todoroki.

   – Eu vim inscrever meu amigo para o show de hoje, ele irá cantar uma música parodiada! – Ela disse e logo apontou para o esverdeado. – Seu nome é Izuku Midoriya, e o meu é Uraraka Ochaco, é um prazer, senhor vice-diretor!

   – Tudo bem, me acompanhem até a sala da direção, precisamos falar com o diretor antes, mas acredito que conseguirá entrar sem problema algum – disse e virou-se, pôs se a caminhar pelos corredores pequenos atrás do palco até uma porta com uma estrela no meio, indicando que era ali a sala principal. Apontou mais uma vez para a entrada e abriu a porta de madeira, levando o esverdeado e a acastanhada para dentro.

   [...]

   – Não fique nervoso Deku, esqueceu o que eles disseram? Eu posso entrar com você! – A garota tentava animar o amigo de todas as formas, enquanto ele lia mais uma vez a música que ela escreveu. Eles seriam os próximos a entrar no palco, e por sorte, tinha ainda menos pessoas do que quando entraram, eles só tinham um único alvo, então quanto menos pessoas envolvidas, melhor, apesar de que, quanto mais gente, maior a vergonha, no fim ela não ligava.

   Os dois, respiraram fundo quando ouviram a salva de palmas, que indicava a sua vez. E sem muitas cerimônias, entraram no grande palco ao céu aberto, ambos sorriam enquanto a multidão os observava atentamente. Até que Uraraka notou um olhar forte sobre eles, que incomodava fortemente, e ela pescou o olhar a na multidão sorrindo, pois era justamente Katsuki Bakugou, que se perguntava “O que diabos aqueles dois estão fazendo?”, e de repente, sentiu um arrepio, não sairia coisa boa dali.

   A melodia começou, deixou todos ali com certas dúvidas sobre o que estaria por vir, e o próprio diretor, Todoroki Shoto, entrara para acompanhar de perto a apresentação. Ele tinha deveras interesse em qualquer conteúdo profundo, ainda mais em uma música que normalmente seria dedicada às crianças, esperava o sucesso absoluto de Izuku Midoriya e já planejava o contratar para trabalhar em peças.

   – Há três noites eu não durmo olará, pois perdi o meu galinho olará, coitadinho olará, pobrezinho olará, eu perdi lá na feirinha. – O tom que o esverdeado usou, e sua profundidade, transparecendo seus sentimentos, surpreendera completamente a plateia, o que era uma música infantil, podia facilmente fazer um adulto chorar como um bebê quando lhe tiram a chupeta. As faces que Izuku fazia também ajudaram no processo de conquista do público, atendendo às expectativas do diretor, que os observava mordendo o lábio inferior para não fazer bico, enquanto seus olhos começaram a marejar, ele era uma estrela do drama na cidade, mas ninguém sabia que chegaria nesse nível.

   – Ele é branco e é loirinho olará, tem os olhos vermelhinhos olará, fica com raiva olará, abre a boca olará, e grita shi-shi-shine! – Neste momento, ainda com o público em emoção, pôde-se ver uma pessoa da plateia correr entre os assentos, se aproximando do palco, com um pouco de desespero no olhar, e o resto era raiva.

   Não muito tempo depois, o loiro conseguira subir ali e ficar de frente ao esverdeado, enquanto ele continuava a cantar, desta vez, encarando o namorado com serenidade, Midoriya nem parecia surpreso ao vê-lo ali, ficara ainda mais feliz, e deu continuidade à parte final da música.

   – Já rodei a grande avenida olará, a sua casa e as praças olará, encontrei olará, meu galinho olará, no palco do Guaíra. – disse por fim, o nome do teatro, ao olhar no fundo dos olhos vermelhos em sua frente, que parou de lhe olhar com fúria, e afrouxou o suas feições, indo direto à um abraço apertado no seu grande amor. De longe, Uraraka entregava um lenço à Shoto, pois o mesmo havia derramado muitas lágrimas com a apresentação.

   – Uraraka, eu vou contratar vocês dois, você pode ajudar nos figurinos em geral, ou ser minha assistente de lenços pessoal. – avisou o diretor após terminar de enxugar o seu grande choro.

   Já no meio do palco, ainda abraçados, estavam Bakugou e Midoriya, eles não pareciam que iriam se soltar nem tão cedo, e dessa vez, nem o próprio loiro reclamaria, aturou tudo aquilo como uma declaração em público, sabia que era importante para o namorado, e só não beijara ele ali, por motivos pessoais.

   – Kacchan, sempre será, meu pintinho amarelinho, certo? – pergunta o apertando.

   – Certo! – responde animadamente sobre uma salva de palmas da plateia e dos outros participantes.

29 de Agosto de 2018 às 02:22 1 Denunciar Insira 3
Fim

Conheça o autor

Matt Don't you know we need some time all alone? Príncipe sim, uma vez um grande lutador e agora reduzido às cinzas por ninguém mais, ninguém menos que eu. Escritor nas horas vagas. Farreiro e alcoólatra de elite. Beber sempre será a melhor opção. Correr atrás de macho? Nunca nem vi.

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OLARÁ
29 de Agosto de 2018 às 06:21
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