Os Dez Mandamentos do Seme Seguir história

nonna.ayanny Nonna Costa

Como o nome já sugere, Naruto descobre os dez mandamentos do seme numa antiga carta, perdida em sua casa... Resta saber se Sasuke cumpriu pelo menos um. Essa é a minha homenagem particular para a escritora Nana Roal, que escreveu a divertidíssima Os 10 Mandamentos do Uke e eu simplesmente rio que nem retardada sempre que leio. Segue o link da fic que me inspirou: https://fanfiction.com.br/historia/556469/Os_10_Mandamentos_do_Uke O enredo é meu, a inspiração veio da Nana e os personagens são do Tio Kishimoto. Nana Roal, querida, nunca falei com você, mas fica aqui um beijo na sua alma


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#universoalternativo #sasunaru #naruto
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O Quanto Sasuke Não É Seme

 Era dia de limpeza e Naruto odiava fazer limpeza, principalmente sozinho, isto é, meio sozinho, uma vez que Sasuke estava cuidando do resto da casa. Sasuke que era o freak da limpeza e não ele, mas fazia semanas que não limpava o quarto dos hóspedes e Sasuke lhe pedira que o fizesse, já que era seu castigo. Por ter feito bagunça na cozinha, dois dias antes, Naruto teria que cuidar daquele cômodo sozinho.

Estava terminando de trocar os lençóis para as visitas e de colocar os antigos num cesto, com as outras peças de cama que tirara da cama e do banheiro. Estava tudo empoeirado e sujo por moscas, então precisava ser lavado. Enquanto retirava uma pilha a mais de toalhas derrubou do armário, sem querer, uma caixa de papelão pequena, menor que uma de sapatos, caiu aos seus pés, espalhando o conteúdo pelo chão. Naruto arregalou os olhos e encarou a porta do quarto. Ficou em silêncio, chegou a prender a respiração, com medo de que Sasuke tivesse ouvido alguma coisa.

Tão certo quanto a morte era que Sasuke transformava-se num demônio, pior que uma mulher em TPM, em dias de limpeza, semelhante a quando ficava irritado - e ele era do tipo de demônio que não explode, simplesmente faz as pessoas sofrerem da maneira mais sádica e fria que ele tivesse conhecimento - e Naruto não queria um Sasuke irritado em dia de limpeza. Era como invocar dois demônios num corpo só.

Nada, para a própria segurança da alma e da mente de Naruto. Ele arfou, aliviado, e levou as toalhas para dentro do cesto, que em breve seria levado para a máquina de lavar, então abaixou-se para catar tudo o que caíra e a caixa. Eram fotos antigas tiradas por uma polaróide, alguns bilhetes, cartas e coisas aleatórias que adolescentes como Naruto recebiam no tempo da escola. Que nostalgia.

Agora, com 35 anos, homem feito, nem acreditava que sua vida estudantil estava há tantos anos de distância. Fotos de seus amigos, seus ex-colegas, fazendo as mais variadas peripécias, estavam se divertindo tanto dentro como fora de sala e, entre tantas, havia uma que lhe chamou mais atenção. Uma foto da turma inteira e, atrás, havia o nome de cada aluno que estivera presente nela, exceto um: Sasuke Uchiha.

Ele não estivera naquele dia, por estar doente, uma mera eventualidade da vida, nada envolvendo alguma conspiração, como muitos achavam. Naruto seguiu para os bilhetes e as cartinhas e riu de como as meninas eram ousadas ao lhe mandar seus “desejos libertinos” para ele de forma escrita. Mordeu o lábio inferior: naquela foto estava o tipo que estava predestinado a ser, o tipo forte e atlético que atraía todos os olhos de todas as garotas que existissem naquele lugar, e não mudara.

Ainda era o mesmo garanhão daquela época. Ainda era forte, um pouco menos que naquela época porque atualmente não tinha tempo para ir à academia com tanta frequência, bonito, sem sombra de dúvidas com seus cabelos loiros e seus olhos azuis, e altamente boa pinta para com todos que conversavam consigo. Não era à toa que não passava mais de uma semana sem uma namorada, ou namorado, se fosse de sua vontade naquela época.

Numa dessas cartas e bilhetes, Naruto encontrou uma pequena carta direcionada a Sasuke, datada da época em que os dois namoravam. Era de uma das amigas malucas de Sasuke, ou pelo menos achava que era amiga dele. Estranho haver uma carta para Sasuke.

“Ei, teme… Ah, desculpe, só o seu boy magia pode te chamar de teme. Eu soube que vocês dois estão se pegando loucamente e, segundo a prima de Naruto, seu boy magia é a ‘mocinha’ da relação. Um UKE. Meu Deus… Naruto Uzumaki, o maior comedor de garotas dessa escola, sendo enrabado por você, logo você. Pensando no seu bem e na forma como você deve manter seu suposto namoro, aqui vai a ajuda.”

Naruto franziu o cenho, dobrou o papel, colocou no bolso e foi logo terminar a limpeza antes que Sasuke aparecesse com ácido sulfúrico e uma faca bem amolada, para dar um fim a ele em poucos segundos.

Com tudo limpo, Sasuke disse que iria ao mercado, fazer as compras para uma viagem que eles fariam ao fim de semana para a cidade vizinha, uma “lua de mel fora de época dos dois”, pois havia meses que estavam sem tempo um para o outro de maneira mais particular por causa da correria do dia-a-dia de seus trabalhos.

A casa estava perfumada, limpa e inspirando descanso a que entrasse nela, Sasuke estava contente e, por isso, aproveitaria para comprar o jantar para os dois, o que daria mais tempo para Naruto pensar sobre aquela carta e sua “suposta ajuda”. Leu e releu com cuidado cada linha, questionando-se se realmente Sasuke recebera aquela carta. Devia ser, realmente, uma maluca para lhe mandar aquele tipo de carta.

- “É importante que conheça os Dez Mandamentos do Seme”. O que diabo… - ele releu a parte que revelava sobre o fato de Naruto ser um uke e Sasuke o seme. Encurtou o olhar e foi para o banho. - Seme? Sasuke um seme? Será mesmo…?

I - Seja como um príncipe encantado, mais alto e mais forte. Ukes adoram isso.

Quando conheceu Sasuke, ele não era mais que um super-nerd franzino, mais baixo e obviamente mais fraco do que Naruto. Não fazia outra coisa senão adquirir informação como um supercomputador, esconder-se na biblioteca e trabalhar como voluntário na limpeza da escola, entre outras atividades intelectuais e diversas para fugir dos valentões que sempre lhe tratavam como saco de pancadas. Como ele podia ser um príncipe encantado?

Um maldito mal encarado, que sempre parecia estar com raiva, ou machucado, ou pensando em alguma coisa muito negativa. Ele era um dos alunos que levava os dicionários para o castigo na detenção e foi numa dessas - afinal Naruto era um típico valentão - que o viu. Depois daquela detenção, durante o fim da tarde, quando todos tinham ido embora e Sasuke saia da biblioteca, a “gangue” a qual fazia parte o resolveu descontar o castigo recebido no rapaz. Ele lembrava bem: Sasuke apanhou calado e Naruto só olhou.

Nada de príncipe, nada de forte, nada de alto - ele era mais baixo do si -, Sasuke simplesmente era um rapaz qualquer, o qual não era visto por nenhuma mulher como atrativo. Se ele queria ser um seme, não correspondia àquela regra. Depois da surra, todos foram embora, deixaram Sasuke ali, sozinho e sangrando, sem olhar para nada que não fosse o piso do banheiro abaixo de si.

II - Quando encontrar seu uke, ignore-o. Ele virá atrás de você. Sempre.

Ignorar. Sasuke não era homem de ignorar nada, nem ninguém. Soube poucos meses depois da surra no banheiro. De alguma forma misteriosa, todos aqueles rapazes, todos aqueles valentões que o perseguiram por tantos anos na escola, justamente no 2º ano do Ensino Médio, apareceram depois das férias feridos, vítimas de um “acidente”. Pernas quebras, braços quebrados, colunas deslocadas, com próteses dentárias e, havia ainda, um que tivera o nariz quebrado e estava com uma enorme atadura na cara.

Havia uma garota que sabia a verdade, curiosamente, não porque era amiga de Sasuke, mas porque viu o que aconteceu e, por saber disso, mantivera-se quieta. Se para a polícia fora um acidente, imagine o que Sasuke poderia fazer com ela se abrisse a boca? Fora o que a menina lhe revelera e o obrigara a jurar segredo durante uma noite de sexo, que deveria ser de estudo.

No dia seguinte, Sasuke lhe apareceu, com as mãos enfaixadas, e um semblante indiferente tatuado na cara. Disse, simplesmente “Eu gosto de você e quero sair com você. Se quiser sair comigo, posso te ajudar com matemática”. Aceitou por dois motivos: o suborno com a matéria e o fato de que ele poderia ser uma possível futura vítima.

Ignorar. Sasuke não era de ignorar e não ignorou o fato de que se apaixonara perdidamente pelo o único valentão que não lhe batera sem motivo aparente. E quem diria que Naruto também acabaria se apaixonando? Ao fim do segundo ano, eram “sérios” e assumiram o namoro para muita gente.

III - Se tiver um uke, proteja-o, seja possessivo e ciumento. Eles adoram.

Este fez Naruto rir. Sasuke proteger Naruto? Era o primeiro que corria das surras e sabia se esconder em cada lugar que faria qualquer espião se invejar. Magricela, fraco e sem qualquer habilidade para atividades físicas, era Naruto o verdadeiro guardião de Sasuke. Era ele que assumia as broncas e quebrava alguns narizes para evitar que seu namorado se ferrasse novamente.

Ciúme? Sasuke não tinha, na verdade. Ele havia o conhecido sendo alvo de desejo de todas as garotas da escola e da rua - haviam se descoberto vizinhos de bairro -, era ele que recebia cartas, propostas, e até era “pego” em festas. E Sasuke? Sempre indiferente.

-Você é uma ameba ou o quê, Sasuke? As garotas dão em cima de mim e você não faz nada, não diz nada? Pensei que éramos namorados, cara! - reclamou, certa vez, quando haviam se reunido para “estudar”. Apenas uma desculpa para Naruto ter sua D.R.

-E você quer que eu, o quasimodo da escola, faça o quê? - ele respondeu, com aquele maldito tom sabe-tudo, enquanto buscava os livros que usariam no trabalho em sua estante. - É você, o Sir Camelot, tão desejado pelas donzelas. Eu sou só… O Sancho Pansa.

-Inferno! Pare de falar assim, porra! Fale na minha língua!

Sasuke meneou a cabeça negativamente, colocou os livros sobre sua cama, sentou-se ao lado de Naruto e pousou uma mão na nuca com poucos pelos - por causa do corte meio militar, meio moderno - para beijá-lo de uma forma como só aquele magrelo de cabelos negros levemente compridos conseguia.

-Não adianta me bajular com… - Sasuke interrompia sua fala com beijos cada vez mais carinhosos e demorados. - Com… - os beijos desciam pelo pescoço agora e Naruto já estava arfando. - Isso… Ah… - sentiu uma mão em sua virilha, em mais carícias. - Você devia fazer isso na frente delas! - resmungou, ao ser apertado. - Sério.

-Nunca farei aquilo que é só teu diante de olhos indignos e mundanos. - novamente aquele linguajar poético e chique demais para o cérebro de Naruto. - Esqueceu?

Naruto suspirou, aceitando mais daquela intimidade e quando deu por conta, ele, mais alto, mais forte, maior que Sasuke, estava no colo de seu namorado, beijando-o apaixonadamente e esfregando-se nele.

-Ce qui est à toi est qu'à toi. - sussurrou, em francês fluente, quase original, em seu ouvido enquanto as mãos trabalhavam habilmente em retirar-lhe as roupas. - O que é teu é só teu, Naruto… - se fitaram e se beijaram. - Ce que le mien est est à moi. - Naruto gemeu, assentindo. Não que entendesse francês, mas aquelas foram as primeiras frases que aprendera e falavam muito de Sasuke. - O que é meu, é meu.

Não era possessivo, ao contrário de Naruto - que só não sofria mais porque as pessoas que o procuravam tinham apenas o objetivo de lhe dar uma surra -, nem ciumento, posto que, como ele dissera, se o ex-atleta estava com ele, e não com as mais deslumbrantes garotas da escola, era porque Naruto preferia a Sasuke do que a elas e, por isso, não tinha porque ter ciúmes.

Possessivo? Ciumento? Protetor? Não. Sasuke era um maldito sabichão papa-livros poliglota extremamente orgulhoso que sabia qual era seu lugar.

IV - Transe com seu uke quantas vezes quiser, obrigue-o. Eles negam, mas cedem ao sexo.

Um passado negro dos dois. O motivo deles terem terminado e se “separado” por quase cinco anos, tempo de duração da faculdade de ambos, uma vez que periodicamente eles se encontravam para beber e comemorar os velhos tempos de escola. Sasuke era um idiota que sempre negava sexo a Naruto.

-Qual é, Sasuke? Faz duas semanas! Qual é! Eu nem sei mais o seu tamanho… - apelou logo de primeira, tentando encarar a cara de seu namorado por trás do livro de Física. Estavam no final do segundo ano e parecia que o mundo iria se acabar no dia seguinte.

Sasuke baixou discretamente o livro, revelando os óculos de leitura - trocados periodicamente a cada mês por causa das surras, eram os primeiros a quebrar -, encurtou o olhar, vendo o loiro se animar ainda mais, e negou. Naruto bufou e arrancou o livro das mãos dele, sentou em seu colo e enlaçou seu pescoço com os braços. O outro cruzou os braços de maneira desafiadora e tirou os óculos.

-Você vai amar… - Naruto sussurrou, sensual. - Meu traseiro está maior, eu estou todo mais gostoso para você. - selou os lábios dele, porém não obteve nenhuma reação do outro. - Ah não, Sasuke, eu estou com saudades… Porra.

-Não. - ele disse, seco. - Tenho provas de nível superior essa semana e uma universidade de alto nível para ingressar. Ou sai do meu colo ou vai arrumar um grande problema. - ameaçou.

-E o que você pode fazer? Me obrigar? Não tem força para isso, e vai ter, muito menos, força de vontade quando eu começar. - Naruto debochou, rebolando e lambendo os lábios. - Que grande problema seria este?

O desafio foi lançado e Sasuke o aceitou, disposto a vencer Naruto. Não transaram como planejara, teria que espancá-lo para fazê-lo descruzar os braços e as pernas e era a única coisa que Naruto não conseguia fazer: levantar um único dedo contra o homem que mais lhe respeitava e não lhe tratava como um corpo sem cérebro, mas lhe amava de todas as formas que conhecia - e em todas as línguas.

Depois das provas, como o verdadeiro idiota adolescente que era, Naruto terminou o relacionamento com Sasuke, alegando que ele não cumpria com suas “responsabilidades” de namorado, visto que não enxergava o verdadeiro significado das atitudes do ex. Quando começaram o terceiro ano, seu ex havia ingressado à universidade e a escola havia lhe dado a conclusão do Ensino Médio. Achou que nunca mais o veria e quanto mais se envolvia com outras pessoas, mais arrependido estava.

Por Sasuke se negar a transar nas horas certas - a maioria delas -, entrara para Harvard, fazendo jus ao supernerd que era, se formara com adiantamento, recebera doutorado antes mesmo de Naruto terminar seu curso de Administração, e quando se reencontraram, já estava na segunda faculdade, na fucking Harvard de novo.

V - Nunca se afaste de seu uke. Todos os outros semes do mundo querem roubá-lo.

-Essa só pode ser uma maldita piada de mal gosto. - Sasuke passava, antes de Naruto se mudar para a nova casa, dez meses nos EUA, quando não era viajando pelo mundo por causa de sua pesquisa, e somente dois no Japão, onde os dois moravam. - Uma de muito mal gosto mesmo.

Quando Sasuke voltou, “rico e bem novim”, passando na cara de todos os seus ex-colegas de classe que o supernerd agora estava tão bem de vida que todas as mulheres o queriam, só tinha olhos para uma pessoa, uma única: seu gars passionné. A primeira coisa que fez fora comprar um apartamento, conversar com Naruto para que a velha rixa fosse findada e reatar o namoro. É claro que aceitou, pois o amava profundamente.

No entanto, era Naruto que fazia o tipo grudento, sempre indo atrás de seu namorado, querendo saber onde ele estava, com quem estava, o que fazia e por que se demorava tanto, exigiu uma cópia da chave do apartamento de Sasuke e acesso ao seu celular. Sasuke? Sorria, insinuava que ele era como dos antigos reis portugueses, que sempre queriam aquilo a mais que suas colônias não podiam oferecer. Não mudara em nada seu jeito de sabichão.

-Somos namorados, Naruto, não esposos. - rebateu, certa vez. - Você não me controla. - piscava um olho orgulhoso e lhe deixava sozinho, no apartamento.

Se admitisse que sofria com essa falta, estaria ferindo seu próprio orgulho, mas não negava amar a forma como Sasuke lhe recompensava. Claro, havia sexo, mas havia muitas outras formas de carinho e amor que ele lhe demonstrava. E ao fim de uma noite demorada de sexo, massagens e um romântico jantar com velas, os filmes favoritos de Naruto e com comida simples para os dois, Naruto ousou.

-Eu quero casar e numa mais me separar de você, Sasuke. - admitiu, aninhado sobre o corpo de seu namorado, dando beijos lentos na linha peitoral ainda que estivesse ofegante pelo orgasmo recente. - Por favor…

-Aceito. - interrompeu e lhe fitou, ao rolar por cima dele, deixando-o por baixo. - Aceito. Casamos quando eu voltar, em dois meses. - os olhos de Naruto brilharam intensamente, alimentados por lágrimas não derramadas, seu corpo tremeu violentamente de emoção e os dois se beijaram novamente.

Ainda estava lubrificado, então apenas envolveu a cintura de seu noivo com as pernas, oferecendo-se durante o beijo, e eles retomaram lentamente, selando o compromisso com aquele ato profundo de amor.

Casaram-se tal como Sasuke prometera, mas muita coisa não mudara. Ele continuara indo aos EUA e Naruto ficara no Japão. Ninguém podia controlar Sasuke, comandá-lo, nem mesmo Naruto usando todas as suas melhores artimanhas, mas isso não o tornava um egoísta, apenas… Dono da própria vida e seguindo seus próprios passos. A única coisa que exigira era que Naruto não deixasse de viver a própria vida por sua causa.

VI - Seja sempre sedutor e provocante, para que seu uke não deseje outro seme.

Uma vez eles foram a uma festa, juntos, e, por Deus, que maldade. Sasuke era bem jovem, mal tinha completado 27 anos e Naruto ainda estava para completar a mesma idade, apenas um ano de casamento e não eram nem um pouco os tais pombinhos apaixonados que muitos diziam que os recém-casados se transformavam. O loiro trabalhava para uma empresa no ramo de cafés, pagava bem, havia a pouco deixado a academia e ainda estava bonito.

Sasuke tentava conseguir tempo para dedicar ao próprio corpo e à própria saúde, mas com o pouco tempo que tinha para tal atividade, no Japão, ficava praticamente impossível qualquer resultado.

Então foram à festa e Sasuke nunca fora um exemplo de homem elegante, na verdade nunca tivera jeito para moda, era exatamente o tipo de pessoa que pegava a primeira roupa que encontrava na gaveta ou no guarda-roupa e usava. Falaram por duas semanas do paletó marrom de Sasuke e do quanto ele não parecia marido de Naruto. Até que o administrador tentou fazer alguma coisa a respeito, mas parecia que Sasuke fazia questão de nunca aprender suas lições de se vestir adequadamente.

Parecia que Sasuke tinha prazer, particularmente falando, de se vestir como um espantalho ou como um maluco, ou que quer que se vestisse de maneira errada. Fazia de propósito, para desafiar a própria vontade das pessoas e mostrarem a ele que, de fato, só fazia o que realmente queria. Teimosia definia Sasuke, mas não mais que Naruto.

Brigavam, quase todos os dias, por causa da forma tosca de Sasuke se vestir, chegaram a cogitar o divórcio, se assim fosse preciso, mas, no fim das contas, acabavam rindo de tudo e se acertando. Naruto era o bonito e sedutor do casal, o cara de corpo atlético, que atraía os olhares de todas as pessoas, não Sasuke. Seu marido era cérebro, e somente isso.

VII - Imponha tudo para o seu uke, pois ele é incapaz de negar às suas vontades.

-Naruto, talvez você deva comer menos essas comidas instantâneas e procurar algo mais natural. - Sasuke sugerira, quando os dois passaram a viver juntos, nos EUA. - Sabe que você sente essas dores no estômago por causa do…

-Eu estou bem, Sasuke! - Naruto interrompera, cansado daquele papo.

Seu marido suspirou, olhou-o por cima das lentes de leitura e assentiu. Seguiu com seu dia como se nada houvesse e manteve-se em silêncio até que o Naruto teve uma crise de fígado durante uma importante reunião empresarial. O que ele recebeu de seu marido? O clássico olhar de “eu te avisei”, enquanto o médico lhe examinava na emergência e Sasuke assinava a papelada médica do plano.

-Naruto, não seria melhor que usasse um colete, essas águas parecem muito violentas e você pode… - outra vez, num passeio que fizeram para comemorar o casamento, os dois estavam prestes a entrar num barco. Claro que Naruto estava louco para se divertir naquela aventura ousada, então, obviamente…

-Eu vou ficar bem, sei nadar e sou forte. - ele rebateu, entrando no bote.

Não se admirou que quando abriu os olhos, depois da turbulência, estava nos braços de Sasuke, ambos estavam molhados, e alguém lhe dissera que seu marido saltara atrás de si quando um solavanco mais forte o derrubou do bote contra as pedras.

De novo aquele olhar, como se Sasuke sempre tivesse certeza de que nada de grave demais aconteceria se ele avisasse e estivesse por perto.

-Naruto… Não seria melhor você descansar um pouco antes de começar esses treinos? Você pode acabar se machucando… - outra vez ele lhe pedira de maneira branda, quando o vira se arrumar para ir ao centro de musculação da faculdade onde Sasuke trabalhava.

-Deixa de ser besta. Eu treino desde sempre. Estou acostumado, diferente de certos pesquisadores. - Naruto desdenhou e tudo o que o outro fez foi silenciar, olhar-lhe por cima das lentes e suspirar enquanto voltava ao trabalho.

Perdera uma noite ardente de sexo que seu marido preparara, envolvendo alguns jogos com brinquedos adultos e francês - o idioma favorito de Sasuke, depois do latim -, posto que ficara com o corpo completamente dolorido e incapaz de se mover. Até mesmo seu preparador lhe dissera que fora errado começar naquele dia, uma vez que estava tão esgotado. O que Sasuke fizera? Ficou chupando o pirulito que comprara para o jogo enquanto lhe encarava com aquele cortante olhar.

Em compensação, recebera massagens. Não fora das melhores, mas recebera o suficiente para ter condições de dormir abraçado ao seu marido, como gostava de fato. E pode ouvir as raras piadas de Sasuke sobre “o quanto Naruto não aguentava a pressão” ou sobre o fato de que “os anos de surra lhe deram a resistência que Naruto nunca ia ter”.

Desde então, Naruto desobedecia de propósito seu marido, só para ser salvo - às vezes nem havia a necessidade de salvamento, às vezes ele mesmo conseguia se cuidar, se resolver sozinho - e ver aquele olhar que dizia “eu te avisei e vou sempre te avisar porque eu te amo, seu babaca sem cérebro”.

VIII - Sempre diga “não” às vontades de seu uke, pois os subornos deles são os melhores.

Naruto ficou sério ao ler este mandamento. Encarou a si mesmo no espelho e ficou se questionando sobre o que fizera a sua vida inteira. Quer dizer que se Sasuke dissesse não e Naruto oferecesse seu corpo e então ele dissesse sim, ganharia transas maravilhosas? Ah testa-de-ferro filho da… Bufou, indignado.

Tudo o que Naruto queria, que não fosse perigoso demais, Sasuke dizia:

-Faça. Você não quer? - dava de ombros e continuava fazendo o que quer que fosse.

Sempre achou que era uma demonstração tranquila de confiança, mas agora vira o quão trouxa fora. Ele, que praticamente mendigava por sexo e sempre perdia todas as oportunidades que tinha por sua própria burrice, fizera jus ao título de que “atletas não têm cérebro”, posto que permitia Sasuke ceder rápido demais. Sentia-se enganado.

Fora para festas, para eventos, para passeios, chegara a experimentar drogas e ria claramente quando via casais brigarem porque um “não permitia” que o outro fizesse algo, pois Sasuke era sempre liberal demais. Em contrapartida, Naruto era difícil de ceder aos desejos de seu marido, o que era extremamente curioso. Mesmo que ele lhe desobedecesse ou sequer lhe desse ouvidos, era sempre um categórico:

-Não vai. - retrucou, cruzando os braços e virando o rosto.

-Não vou? - Sasuke questionou de forma retórica, e Naruto quase podia ver o sorriso de incredulidade em seus lábios. - Por que não vou?

-Aquelas suas alunas vão estar lá. - respondeu, como se de fato fosse uma resposta.

Sasuke segurou seu queixo, virou-o bruscamente para si e o encarou. Ele estava sem os óculos, o que deixava seus olhos ainda mais negros e brilhantes e seu rosto ainda mais bonito, principalmente quando as mechas negras do cabelo comprido caíam sobre sua testa e suas bochechas, emoldurando seu semblante sério.

-Of course, my dear, it’s my job. Sono i miei studenti, ragazzo sciocco. - rebateu e Naruto fez um bico, por se sentir ainda mais estúpido por ouvir Sasuke responder em dois idiomas. - Eu só vou dar uma palestra de duas horas. - falou, calmo. - Por que não vai assistir? Assim você pode marcare il territorio.

-Eu nunca entendo suas palestras e odeio quando passa na minha cara o quanto sou idiota… - retrucou, levantando-se de seu assento e indo para outro canto da sala.

Sasuke rira um pouco, aproximou-se de Naruto e circundou a cintura dele com os braços, iniciando uma série de beijos na nuca exposta.

-Para… - sussurrou, tentando se desvencilhar dele, mas sem querer, na verdade.

-Você vai para a palestra, me assiste, faz uma pergunta ao final, eu te respondo, a gente vai jantar o que você quiser e depois… - ele sussurrava, pontuando cada sentença com um beijo suave no rosto de Naruto.

-E depois…? - insistiu.

Sasuke soltou-o, foi até sua maleta, piscou um olho e foi para a porta.

-Faça uma boa pergunta na palestra que eu respondo essa sua depois. - saiu.

Claro que Naruto foi e assistiu como se fosse o primeiro da turma, fez anotações, inclusive, e fez três questionamentos. A recompensa? Naruto também era conhecido por ser trouxa, muito trouxa: um exemplar autografado do livro que Sasuke estava lançando no dia da palestra. Passou uma semana sem falar com ele por isso.

IX - Sempre declare seus sentimentos para seu uke… Fisicamente. Com muita força.

Essa era ótima, talvez a melhor de todas.

Naruto foi até seu lado do closet, abriu as portas e foi até um compartimento que havia ao fundo. Retirou dali uma caixa de madeira coberta com couro envernizado num tom bonito de vinho, retirou a chave de seu pescoço, que usava como pingente, e abriu-a. Ali estava o seu maior tesouro.

Sasuke era cérebro e jamais ignorava, um poliglota sabichão que “devorara” mais de dois mil livros desde que aprendera a ler até aqueles dias. Todas as semanas, sendo longe sendo perto de seu amado marido, envia-lhe um pequeno cartão escrito à tinta nanquim e pena, perfumado com aquela fragrância favorita de Naruto que Sasuke usava, e com versos ou pensamentos que eram sempre falando de seus sentimentos para com o loiro.

Havia diversos ali, nunca repetindo as palavras, mas sempre as intenções. Um homem da mente, é claro, jamais se expressaria através do corpo. Às vezes, enviava-lhe pequenas charadas sobre presentes escondidos em sua casa para o próprio Naruto, ou as frases eram escritas em outra língua, apenas para motivar o desafio de entender de quantos modos diferentes Sasuke podia dizer “eu te amo, Naruto”.

Raramente se abraçavam ou se beijavam, ou se tocavam em público, mas com tanto tempo de convivência, Naruto aprendera um pouco dos diversos idiomas que seu marido sabia - uma ou outra frase romântica em latim e em grego, italiano e francês também, além do clássico inglês - e os dois costumavam conversar, na frente dos amigos ou de estranhos, dessa forma particular, só deles.

Naruto amava isso. Amava e ama essa forma única de Sasuke lhe tratar, de usar todo o seu conhecimento e sua habilidade intelectual para demonstrar o que se passava em seu coração, coisa que nunca fizera e nunca fazia com ninguém. Ele limpou as lágrimas de seu rosto, só de lembrar o significado daquele pedaços pequenos de papel.

X - Surpreenda seu Uke, aja de forma inesperada, pois assim ele vai te amar mais.

-A única surpresa que eu tenho é que ele nunca foi um bom seme… - resmungou.

-É mesmo?

E Naruto mandou às favas toda a sua masculinidade ao gritar agudamente de susto ao ver seu marido de pé ao seu lado. Quanto tempo passara ali, submerso em pensamentos e lembranças, observando aquela maldita carta que só dizia que nem Naruto era um bom uke e nem Sasuke era um seme que prestasse? Aliás, Naruto se achava um ótimo uke: estava sempre disponível para o sexo, nunca queria estar longe de Sasuke, amava-o, aprendera a cozinhar as comidas que ele gostava, lhe dava carinho, entre tantas outras coisas.

-Você é um imbecil, teme. - ele falou depois de recuperar o fôlego. - Depois de vinte anos, eu acabo de descobrir que fui enganado! Você me enganou!

-É o quê? - Sasuke se abaixou, de cócoras, e cruzou as mãos sobre os joelhos afastados. - Te enganei?

-Sim, com seus bilhetes e suas palavras sussurradas em outros idiomas. Você é tão malditamente esperto que me enganou! Eu fui o uke perfeito e você, nem para ser meu seme serviu! - levantou-se, de supetão, e amassou a carta, para jogá-la sobre ele.

Sasuke pegou o papel, desamassou, levantou-se também e começou a lê-lo. Naruto estava certo que, desta vez, vencera seu marido num jogo intelectual. Tinha todas as provas em sua memória de que ele não era um seme, portanto, fora enganado. Não sabia bem por que estava tão irritado, só sabia que estava.

-Eu achei que ter ateado fogo nessa carta. - ele moveu-a no ar com pouco interesse. Por trás de suas lentes, fitou Naruto, com aquele olhar sabichão que tanto irritava o administrador. - Acha que porque não cumpri nove dos dez mandamentos, eu te enganei?

-Foram os dez! - relembrou, apontando para o objeto de discórdia. - Os dez!

Sasuke suspirou, revirou os olhos e se aproximou de Naruto, com um sorriso superior nos lábios e isso, por alguma razão, abalara todas as convicções do loiro.

-O último diz… “Surpreenda seu Uke, aja de forma inesperada…” - ele mostrou o papel. - O que eu fiz durante o nosso namoro e quase dez anos do nosso casamento? - questionou e Naruto arregalou os olhos.

Corar de vergonha foi inevitável.

-Agiu de forma inesperada… - resmungou, com um bico nos lábios.

Ouviu o papel ser amassado de novo e os passos de Sasuke para dentro do closet. Naruto não entendeu. Quando ele retornou, estava usando uma perigosa calça preta que assentuava os quadris - que só agora estava enxergando que eram largos - e uma camisa azul marinho de seda bem alinha ao seu corpo, blazer preto e sapatos sociais.

Quem é este e o que fez o seu marido?

Sasuke sorriu, vitorioso. O que Naruto tinha de encantador e apaixonante, tinha de idiot et retardé. Quem usava óculos era o pesquisador, mas seu marido podia muito bem se passar por um cego, de tão inattentif à la vie que era, um desatento nato.

Pelo menos ele lhe proporcionava o melhor dos prazeres: no fim, estar com a razão e fazê-lo corar de vergonha, ficando tão sexy que só conseguia pensar em uma coisa. Nada melhor do que transar com o ego inflado e com o seu marido extremamente desejoso. É… Sasuke não era um maldito sabichão à toa.

-Seja mais alto, mais forte, um príncipe encantado. - o moreno aproximou-se e só agora Naruto percebeu que seu marido era, no mínimo cinco centímetros mais alto que si. Oi? Como não percebera isso antes? E quando deixou de crescer? - Quem te manda flores, bilhetes, te liga antes de dormir para dizer que te ama, abre a porta do carro e faz chocolate quente em dia de chuva?

-Você. - ofegou, vendo seu príncipe encantado aparecer magicamente e nem pode pensar muito, pois no segundo seguinte, estava suspenso do chão pelos braços fortes de seu namorado, contornando a cintura dele com suas pernas. Sasuke musculoso?

O outro riu e jogou Naruto sobre a cama.

-Eu sempre ignorei sua lerdice, mon amour. - revelou. - Sempre ignorei o fato de que você não prestava tanta atenção em mim, mas você sempre voltava, sempre vinha atrás de mim… Assoiffé… Sedento.

Naruto engoliu em seco.

-E de quê eu iria te proteger? Só da sua própria arrogância. - sorriu. - Ensinando-te que existem muito mais coisas além do que o comum. Possessivo? Ciumento? Ninguém te tiraria de mim, porque você sempre foi meu, só estava esperando que eu fosse te tomar. - o outro assentiu convictamente. - Sexo, Naruto? Vai me dizer que quando eu te fazia esperar, não era melhor e mais intenso do que fazer todos os dias. Principalmente porque você nunca sabe quando vou te atacar. - e Naruto queria ser atacado agora, rápido.

Sasuke girou sobre os calcanhares, exibindo-se para Naruto. É, definitivamente alguma coisa muito boa acontecera para ele estar tão bem assim. Primeiro, retirou elegantemente o blazer, deixando-o sobre a poltrona, desabotoou a camisa botão a botão, de maneira provocante, e a deixou deslizar pelos ombros quando se colocou de costas, revelando um torso devidamente trabalhado e muito bonito.

Havia duas frases tatuadas sobre seus ombros, bem nas costas, onde Naruto adorava arranhar: Ce qui est à toi est qu'à toi... Ce que le mien est est à moi. Tatuagens? Desde quando… Não lembrava de seu marido ser assim tão forte, tão esbelto, tão sexy, tão…

É, não andara prestando a devida atenção ao seu marido nos últimos cinco anos. Devia ser coisa das viagens, dos trabalhos e da sua cabeça oca de atleta. Sasuke se lapidara bastante para estar assim, não é?

-Nunca te deixei sozinho, deixei, de fato? Te abandonei? Deixe de pensar em você? Fui ausente? - Naruto negou, rapidamente, colocando-se de quatro sobre a cama para se aproximar daquele corpo incrível. - Eu nunca quis te sufocar, Naruto, o que é diferente. E sensual… - Sasuke colocou-se de frente e flexionou seus músculos ao colocar as mãos na cintura. - Quer mesmo que eu seja para todos verem?

-Não! - falou alto demais, querendo lavar todas as roupas do mundo naquele tanque maravilhoso que era a barriga de seu marido. - Nem pensar. Vai ser só para mim! Pode continuar andando feio por aí! - afirmou.

Sasuke forte, bonito, sensual e se vestindo bem, ainda por cima com certo poder aquisitivo e bem conhecido no meio social? Só se Naruto tivesse perdido o juízo para permitir que um pecado desse andasse na rua para outros e outras atacarem-no! Jamais! Que ele continuassem achando que Sasuke é um super-nerd, quatro olhos, que só casou consigo porque teve pena e que tem mais orgasmos com livros do que com Naruto.

Ele riu, com o ego inflado a um nível perigoso demais, e aproximou-se, permitindo que Naruto lhe abraçasse. Oh sim, este corpo perfeito era só do loiro e ele não o daria a mais ninguém. Parecia que uma trava havia saído de seus sentidos. Que loucura.

-Eu nunca te disse não, nem me impus, porque sempre te convenci, não é? - acariciou os fios loiros com demora, arfando baixo ao sentir os beijos suaves deixado em sua pele nua. - No fim você sempre fazia o que eu queria… - falou rouco, mal piscando ao assistir Naruto “saborear” seus músculos. Seu marido assentiu, subindo os beijos para seu peitoral.

-Seu olhar sempre me disse o que seu coração sentia. - Naruto abraçou seu pescoço e sorriu, ao terminar de beijar com adoração aquele corpo que era só seu. - E o olhar é físico, certo? - Sasuke assentiu. - Você é um maldito seme perfeito, teme.

-Dobe… - o outro sussurrou, antes de selar aquele momento com um beijo breve.

-E agora você vai embora, preparar o jantar, e me dizer que está me surpreendendo, uma vez que quero sexo e a décima regra diz… - já foi falando, com um sorriso bobo nos lábios, já acostumado com aquela forma “inesperada”.

-Que eu devo agir inesperadamente. - Sasuke interrompeu e empurrou Naruto para a cama. Subiu sobre ela e com a habilidade de quem já é experiente no assunto, despiu seu esposo antes que ele pudesse entender o que se passava.

Virou-o de quatro sobre a cama e começou a lamber e a chupar demoradamente o orifício anal de seu marido, enquanto massageava a semiereção com a mão. Ah sim, o décimo mandamento que Sasuke cumpria com afinco. Rebolou e gemeu, deliciado, afastando mais as pernas para que ele tivesse tanto acesso quanto queria a si. Naruto nunca esperaria uma resposta positiva ao seu pedido de sexo.

E enquanto gemia alto, satisfeito pelas penetrações fortes e ininterruptas, os mordiscos em suas costas e a mão que não soltava a sua, Naruto agradeceu mentalmente à amiga maluca de seu marido por ter enviado aquela carta insana. Fitou-o por cima do ombro e o beijou sofridamente ao gozar. É claro que Sasuke passaria o resto de seus dias sendo seu seme perfeito, surpreendendo-o e o fazendo amar muito mais, tal como ele lhe amava de tal forma que eram preciso de seis a oito idiomas diferentes para explicar.

Mais uma rodada, para a surpresa e felicidade de Naruto.

-Quem é o teu seme, meu uke? - ele gemeu rouco sobre seus lábios, rebolando contra sua bunda, agora que estavam na posição clássica que lhes permitia trocar carinhos.

-É você…! - respondeu, quase se engasgando com o prazer. - Sempre foi… Ah! - droga, Sasuke estava empenhado em ser um seme esta noite. - Meu seme!

-Meu uke… - riu, mas logo parou porque a vontade de gemer o nome de seu marido enquanto acelerava as estocadas era muito maior.

Depois de mais algumas rodadas e uma noite inteira de mimos e riso, Naruto pode dormir em paz, observando a carta dobrada sobre o criado-mudo, esperando Sasuke trancar toda a casa para vir para a cama.

-Valeu, amiga maluca. - sussurrou e sorriu mais ao ver seu marido entrar, só de bermuda e camisa cavada, bocejando ao mexer nos cabelos.

Naruto abriu os braços e Sasuke se aninhou ao deitar. É… Sempre lhe surpreendendo.

14 de Agosto de 2018 às 17:19 0 Denunciar Insira 6
Fim

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Nonna Costa Outros perfis onde publico minhas histórias NyahFanfiction (onde posto fanfiction do fandom Naruto) - https://fanfiction.com.br/u/533620/ Watt: https://www.wattpad.com/user/Nonna2317 Nesses perfis, vão encontrar mais histórias minhas.

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