Contar até três Seguir história

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Bruno Coutinho


Um rapaz cuja mãe e irmãos morreram aprende a contar até três devido a um segredo que o pai mantém.


Poesia Oda Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#assassino #mortes #terror #poesia #poema #contar #cães
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Contar até três

Naquele barracão

por detrás do salão

da casa do papá

tu vês


a porta selada,

lá não passa nada!

Só mesmo esses cães,

talvez...


Já tentei espreitar

mas tinha que estar

à espera na fila

por vez. 


Dizem que notavam:

Cães lá se encontravam;

era um, depois dois,

depois três!


Da ausência da mãe

chorava também;

criança, mas já

sem gaguez.


Era-me barrada

passagem, entrada

pelo pai, p'la sua

altivez!


Ficava à janela,

sem mãe à panela

na minha infantil

nitidez.


Era ver a juntar

os cães, lá a ladrar.

Eram um, depois dois,

depois três!


Saudades de quem

foi com a minha mãe:

meus manos e a sua

gravidez;


Meu pai irritou-se,

Quase que matou-se!

Perdeu a sua normal

Lucidez...


Dois manos pequenos,

dois gémeos serenos -

que dão ao pai certa

acidez,


Como os cães lá fora

a ladrar à nora,

São só um, depois dois,

depois três.


Certo dia olhei,

depressa espantei!

Meu pai a entrar com

rapidez...


Dos cães lá a ladrar

fez o silêncio a chorar

com cara de quem algo fez


Fui ver, iludido...

Tornei-me ferido

nos olhos, veio a

palidez


Os cães eram mortos

ao pé de uns corpos...

Era um, eram dois...

Eram três...





3 de Agosto de 2018 às 11:47 0 Denunciar Insira 1
Fim

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