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[JIKOOK] Park Jimin é um jovem 1/16 demônio. Não que fosse grande coisa, tinha um pouquinho de alergia a água benta e uns parentes maldosos. Jeon Jungkook, por outro lado, era 100% humano, filho de família religiosa e correta. Ironicamente, era tão atentado que o próprio Satanás cogitou fazer um teste de paternidade. Depois de um alinhamento infeliz dos astros, ambos acabam virando uma dupla para ajudar na preparação do festival de sua escola. Para Jungkook, não havia ocasião melhor para causar. Para Jimin, é um evento que se rolasse uma confusão devido ao seu companheiro, esta definitivamente afundaria seus sonhos de formar bem. Mal sabe Jungkook que o pequeno está mais que vacinado contra capetinhas e que ser um ícone de delinquência juvenil era um sonho mais distante que pensava.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#namjin #bangtan #bangtan-boys #ikus #Devils #kookmin #yoonseok #jikook #bts
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Apresentando o Filho do Satanás


– Mamãe! Não acredito que a senhora cortou a fila preferencial de novo! Ela já é preferencial! – Minha mãe reclamou enquanto servia a mesa do café da manhã.

– E eu lá tenho paciência pra ficar esperando atrás de um monte de velho fedido e senil? – Minha vó riu com escárnio enquanto mordia revoltada um pedaço de queijo branco — como já tinha uma certa idade, não podia comer nada muito duro.

– Vovó, é necessário ter paciência com os “velhos fedidos e senis”... – Fiz aspas com os dedos, tentando acalmar a mais velha.

– Paciência é meu pau de óculos! Dawon, esse menino é um frouxo que nem você! Maldito seja o fogo no cu dos nossos ancestrais que treparam com um bando de humanos idiotas e fracotes. – Praguejou para minha mãe.

– Como se você não fosse 3/4 humana… – Resmunguei baixinho, recebendo um olhar de advertência da velha.

Deixe-me explicar melhor: essa é a casa dos Parks, uma família tipicamente de demônios. Sim, esses aí mesmo que vocês conhecem: a representação do mal, que têm uns chifrinhos e vivem de levar o caos aonde quer que forem e reclamar que anjos são um bando de bundões.

Desde minha tataravó, os meus parentes diretos com sangue demoníaco só têm casado e procriado com humanos – infelizmente não posso contar nenhuma linda história de amor sobre como isso aconteceu porque minha vó só define esses acontecimentos como “fogo no cu”, apesar de ela mesma ter casado com um humano.

Devido a isso, eu sou apenas 1/16 demônio, ou seja, quase nada. Amém. Não tenho vontade de armar barraco com as pessoas, destruir vidas ou depredar qualquer espaço público. No máximo ficava um pouquinho desconfortável dentro de igrejas. Minha mãe é quase do mesmo jeito, mas o seu ⅛ de sangue demoníaco sempre aparecia quando o supermercado estava em promoção e as pessoas lutavam pelas alfaces mais frescas, sendo subjugadas em algum ponto da briga pela fúria da minha progenitora.

Terminei de comer café da manhã tranquilamente enquanto a minha vó enchia o saco falando o quanto eu e minha mãe éramos uma desgraça pra raça dos demônios e aquele blá blá blá típico de velho tradicionalista adorador de Satanás.

– Tô indo pro colégio – Me despedi das mulheres enquanto calçava meus sapatos e colocava minha mochila nas costas.

– Vai com Deus, amorzinho! – Minha mãe respondeu cheia de carinho.

– Não ouse falar desse homem nojento! – Minha vó revidou furiosa.

--x--

Cheguei desanimado no colégio, suspirando. Eu havia faltado à aula ontem porque tive que buscar meu bisavô na delegacia após este ter sido pego no flagra roubando um conjunto de louças infantis com bichinhos da fazenda desenhados.

Era sempre assim, pelo menos metade da minha vida era dedicada a consertar as cagadas que aqueles projetos de demônios faziam pela cidade. Pelo menos minha tataravó não morava conosco, porque se minha vó e meu bisavô davam trabalho, eu não conseguia nem imaginar o que um demônio de verdade poderia fazer. E, sim, os velhos estavam todos vivos e com energia até demais.

Coisa de demônio.

Ao chegar na sala, o meu melhor amigo Taehyung me cumprimentou feliz como sempre, mas logo depois fez uma careta.

– O que foi que aconteceu que você tá com essa cara, Tae? – Perguntei sentando na carteira em frente a do menino.

– Ontem nos separaram em duplas pra gente ajudar a preparar o festival da escola e não me deixaram fazer com você. Eu até pedi, mas vieram com uma palhaçada de que quem faltou tem que assumir a responsabilidade e mais um monte de bosta... – Explicou com uma expressão chateada e não vou mentir dizendo que não fiquei abalado também. Nesses três anos de ensino médio eu fiz todos os trabalhos, exercícios e grupos de estudos com o menino mais alto.

– Mesmo que estejamos em duplas diferentes a gente vai se esbarrar de montão – Tentei consolar o menino. – A escola nem é tão grande assim!

– É verdade! – O loiro me deu um de seus sorrisos quadrados característicos.

– Mas eu fiquei com quem no final das contas?

– Não sei… Todo mundo aqui da sala já tem duplas. A professora falou que quem ficou sem vai se juntar com alguém de outra turma ou ano que sobrou também. Vão decidir isso depois das aulas.

– Só torço pra ficar com alguém calmo. – Suspirei já cansado só de imaginar o incômodo que ia dar, me debruçando na carteira. – A última coisa que me falta é me encrencar justo no último ano do ensino médio.

--x--

Era mais que óbvio que ninguém das pessoas que sobraram eram calmas, afinal, se fossem calmas elas não teriam sobrado — foco na palavra. Me senti idiota de ter nutrido esperanças de que algum aluno pacífico, lindo e maravilhoso como eu tivesse se ausentado por algum motivo super justificável também e ficado sem dupla. Mas não. Eu estava no meio da coletânea dos piores alunos do colégio, tão famosos que daria pra fazer um álbum de figurinha deles.

Passei os olhos pelos outros estudantes que estavam reunidos – com cara de tédio esperando a professora resolver a situação, diga-se de passagem – na expectativa de alguém melhor ter chegado e só tive uma surpresa ainda mais desagradável.

Jeon Jungkook.

Vulgo filho do Satanás. Rei da sem-noçãozisse. Menino desvirtuado. Para dar uma noção da gravidade do problema, ele era simplesmente o topo da cadeia de delinquentes do colégio e estava no primeiro ano ainda! Ele com certeza seria aquela figurinha metalizada que fica no topo da página do álbum!

A parte mais irônica é que os pais dele são absurdamente religiosos, tipo figurões da igreja e ele provavelmente vai virar um Pastor. Um Pastor! O próprio filho do Satanás, um Pastor!

Depois de vê-lo o resto dos alunos não parecia tão ruim assim, tinham até uma aurazinha de prestativos e animados… Ok, nem tanto. Mas definitivamente eram menos problemáticos.

– Ok, crianças! – Uma professora apareceu, batendo as mãos de forma fofa. Alguém poderia fazer o favor de avisar pra ela que a gente não é uma turma de jardim de infância? – Já que vocês provavelmente não se conhecem, vamos decidir as duplas por sorteio!

Ela tirou uma caixinha aparentemente de lugar nenhum e começou a perguntar nossos nomes, escrevendo com capricho e desenhando um coraçãozinho ao lado. Depois juntou tudo na caixinha e misturou com a mão de unhas feitas.

– Chung Ho e… Jung Su! – Aplaudiu a dupla, como se tentasse passar uma animação que claramente ninguém ali tinha. – Mok e… Soo Yun!

Observei as duplas começarem a se reunir, torcendo logo para que meu nome fosse sorteado e eu soubesse de uma vez o que o destino me aguardava.

– Jimin e...

Meu cu trancou. Tinham umas 20 pessoas ali… Comecei a fazer minhas preces pra não cair com o Pastor de Araque, mas já com uma sensação ruim no peito. Eu era um grande exemplo de pessoa que nasceu com o cu virado pro sol: se desse pra dar tudo de errado, daria.

– Jungkook!

Porra.

Eu sabia.

Observei o moreno alto se aproximar de mim com um sorriso claramente falso.

– Jimin, né? Vai ser tão divertido! – Disse soltando um risinho sarcástico, claramente elaborando um plano do mal naquela cabecinha maquiavélica.

Tadinho.

Alguém avisa pra ele que comigo ali.

Não ia ser nem um pouco divertido.

23 de Julho de 2018 às 19:28 0 Denunciar Insira 3
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