Tanabata Seguir história

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Naquela noite, ele iria aproveitar ao máximo da companhia das duas pessoas mais importantes em sua vida. Tentaria se aconchegar mais a elas para que quando estivesse longe, pudesse fechar os olhos e pensar que estava como ele estava ali, ao lado das mulheres de sua vida. “Obrigado, Sarada.”


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

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Capítulo Único

— Mama, conta uma história! — pediu a pequenina, com os olhos lacrimejantes.

— Não, Sarada, já está tarde...

A garotinha se segurou nas pernas de sua mãe, impedindo-a de caminhar. Com o rosto escondido no vestido longo da mulher, ela chamou seu pai.

— Papa, conta uma história.

A progenitora da menina sabia que seu marido nunca iria fazer isso, não era da personalidade de Sasuke manter esse tipo de conversação com quem quer que fosse. Ele não iria atender ao pedido da garota.

— Ah! — a pequenina exclamou quando percebeu que nenhum de seus pais iria fazer o que ela pedia — Eu queria tanto ouvir uma historinha...

Mesmo com a voz em um tom diferente e fazendo biquinho para a mãe, a garota não conseguiu dissuadi-la de sua determinação. Em termos de rigidez, Sakura era a mais terrível. Sentindo-se derrotada, a menina foi para a cama, fazendo sua mão se sentir vitoriosa.

— Naruto oji-san me contaria uma... — ela disse antes de ser coberta pela rosada.

— Mas Naruto está longe daqui, vá dormir — a rosada respondeu — Eu e seu pai estamos cansados, precisamos descansar.

Irredutível, a menina prosseguiu com seus argumentos.

— Eu queria que Naruto fosse meu papa, ele me conta histórias.

Demônio, minha filha é um demônio, Sakura pensou. Ela mencionara Naruto apenas para falar aquilo e atiçar o pai. A rosada podia até ver os pequenos chifres saindo da cabeça repleta de cabelos negros.

A mulher sentiu uma presença atrás de si.

— Sakura.

Era seu marido. A encarnação de diabinho conseguira chamar a atenção do moreno.

— Eu irei contar uma história para ela, pode ir se deitar. — ele disse.

Ah, mas ela não ia mesmo. A rosada não perderia aquele momento por nada, afinal nunca vira Sasuke contando algo a Sarada ou coisa semelhante. Ele sempre estava viajando, seria algo inédito.

— Mama tem que ficar. — a pequena falou.

— Tudo bem, eu fico.

A cama da menina era pequena, mas cabia a família. Era só todos se organizarem direitinho. Sasuke e Sakura se deitaram lado a lado e colocaram a pequena no meio, em cima deles.

— Papa, qual vai ser a história? — curiosa, ela perguntou.

O moreno ficou calado. Estava pensando em uma história interessante que pudesse entreter a jovem. Vasculhando em sua memória, ele se lembrou de uma que sua mãe lhe contara e que o havia interessado bastante.

Tanabata Matsuri, a lenda da princesa Orihime.

— Orihime? — perguntou a menina fazendo uma careta de desgosto — Não tem outro nome não? Esse é estranho...

O Uchiha respirou fundo.

— Certo.

Com sua voz levemente rouca, o moreno começou a história.

— No Oriente, existia um palácio de um rei muito poderoso...

— Papa — a pequena o interrompeu — A gente começa esse tipo de história com “Era uma vez”!

“Era uma vez, no Oriente, um rei sábio e poderoso que morava em um enorme e suntuoso palácio. Em sua companhia vivia sua filha, a princesa Orihime, conhecida por seus trabalhos de tecelagem...”

— Orihime não! Outro nome, por favor. — a menina pediu.

— Certo.

“O poderoso soberano vivia com sua única filha, Sakura, conhecida por suas magníficas obras de tecelagem e por seu longo e brilhante cabelo cor-de-rosa. A princesa ajudava o pai a produzir mantos e diversas outras coisas para o reino. Suas mais suntuosas obras eram as nuvens.”

— Mas ela não se cansava disso? — interrompeu-o a menina.

Sasuke iria responder, mas Sakura o deteve, prosseguindo com a história com sua voz melodiosa e macia.

“Todos os dias, sem descanso, a jovem princesa trabalhava. Apesar de ser da realeza, ela tinha deveres para com o reino e seu pai, o rei. Certo dia, o soberano percebeu que sua filha estava abatida.”

Modificando sua voz para um tom mais grave, Sakura disse: “Minha adorada filha, vós pareceis estar indisposta. Esqueça suas obrigações do dia de hoje, saia e se recomponha”.

“A jovem, agradecida pelo descanso lhe dado por seu pai, decidiu andar pelo reino. Vestiu seu mais belo kimono e se arrumou para sair. O dia era o mais belo daquele ano; os pássaros compunham belas melodias ao passar da donzela as flores caiam no caminho que a jovem trilhava; e o vento lhe acariciava docemente a face.”

“A princesa de longos cabelos róseos, decidira ir para o campo ver a natureza e suas belezas, sem a presença de outros seres humanos.”

— Mas ela foi sozinha? — questionou Sarada.

— Sim, meu amor — a mulher lhe respondeu — Ela queria ver as maravilhas da natureza tendo como única companhia ela mesma.

Tendo sanado a dúvida da pequena, Sakura prosseguiu na narrativa.

“No meio das cerejeiras em flor, a rosada dançava. Ela seguia a melodia dos rouxinóis que a entoavam para a princesa. Em meio as belas árvores do local, um rapaz a observava. A beleza da donzela o atordoou e o enfeitiçou.”

— Ele se apaixonou?

Novamente, a mulher iria responde-la, mas seu marido impediu isso ao prosseguir com a narração.

“O jovem a olhou durante toda aquela tarde. Quando ela decidiu voltar para sua casa, ele a abordou.”

Com sua voz potente, Sasuke disse: “Oh, bela donzela que dança entre as cerejeiras e que carrega o tom de suas flores em seus cabelos, dize-me teu nome.”

A rosada, entrando na história, respondeu-o: “Assustastes-me, jovem cavaleiro, voltas amanhã que respostas dar-te-ei.”

“Voltando ao palácio, a princesa fez seu pai prometer lhe dar um tempo de descanso após cumpridas algumas obrigações. O rei acatou sua petição e deu-lhe algumas horas por dia de lazer, em que ela poderia fazer o que mais lhe aprouvesse.”

“No outro dia, a jovem voltou ao mesmo local em que encontrara o rapaz. O motivo era simples: ele havia despertado seu interesse e, por mais incrível que parecesse, em seu íntimo já despontava um sentimento desconhecido.”

— Amor! — Sarada interrompeu-a.

— Sim, é o amor.

Sasuke prosseguiu com sua voz meio rouca.

“A donzela de encontrou com o rapaz e eles souberam o nome um do outro. Durante aquela tarde, ambos se divertiram bastante, tanto que prometeram voltar a se encontrar em outros dias.”

“As horas que o pai da moça dera a ela não eram suficientes para o casal que após alguns dias, descobriu que algo a mais estava entre eles: a paixão dominava seus atos e espíritos.”

— Papa, o nome dele é Sasuke, né? — perguntou Sarada quando o moreno parou para ver se ela já estava dormindo.

— É sim. — ele respondeu, olhando para Sakura e dando a entender que era a vez de ela continuar a história.

“Após declararem o amor que sentiam, a princesa não voltou mais ao castelo. O rei, notando sua ausência, pediu para que todos fossem a sua procura. As obrigações da jovem eram muito importantes e quando ela deixou de as fazer, o reino entrou em um colapso. Faltavam nuvens no céu.”

— Espera aí, eles eram seres celestiais? — questionou a Uchiha, sentindo-se confusa.

— Sim, a princesa era uma estrela e seu pai o construtor do universo. — Sakura respondeu.

O moreno decidiu prosseguir com a narração.

“Um dos súditos do rei encontrou a princesa e a alertou da ira de seu pai. A donzela não deu ouvidos para aquele servo e continuou ao lado de Sasuke. O soberano ficou sabendo de sua negação e foi em busca da filha.”

“Ele a arrastou de volta ao palácio e fez com que ela nunca mais encontrasse o caminho para o vale das cerejeiras.”

“A jovem entrou em um estado de tristeza profunda. Suas lágrimas molhavam as nuvens e outras obras que fazia, muitas vezes inutilizando-as. O lamento da princesa foi ouvido por todo o reino e o soberano, compadecido pela dor de sua filha, voltou atrás com sua palavra.”

O moreno parou um pouco para ver se sua pequena já havia dormido.

— Continue, papa — ela instigou-o com a voz sonolenta.

“O rei viu que o amor que sua filha sentia pelo rapaz que encontrara, era genuíno e muito forte. Sem ele, ela iria definhar até morrer. O soberano, vendo que sua decisão só fazia a princesa triste e que ela podia ter consequências terríveis, permitiu que a jovem se encontrasse com o rapaz.”

“Eles, quando o rei modificou os caminhos que levavam até o local em que ele morava, agora viviam em lugares totalmente opostos. De acordo com a nova decisão do soberano, a donzela poderia ir ao encontro de seu amado somente uma vez por ano.”

“O dia de encontro dos amantes foi marcado para ser no sétimo dia do sétimo mês do ano. Mas para o amor dos dois, um dia terrestre equivale a uma eternidade celestial.”

Terminada a história, a pequena Uchiha já dormia.

Agarrada aos pais, ela estava de olhos fechados, parecia até um anjo.

Sasuke foi tentar se mover, mas não pode. Sua esposa e sua filha impediam isso, pois ambas estavam acomodadas a ele. Sakura também dormia, dentre os três, ela era a mais cansada.

O Uchiha sorriu, sua filha era excepcional. Só fizera aquele teatro e mencionara o nome de Naruto para coagí-lo a fazer isso. Mas seu principal objetivo não era necessariamente ouvir uma história, era fazer com que seus pais ficassem junto dela.

Ele sabia que viajava muito, mas era necessário.

Naquela noite, ele iria aproveitar ao máximo da companhia das duas pessoas mais importantes em sua vida. Tentaria se aconchegar mais a elas para que quando estivesse longe, pudesse fechar os olhos e pensar que estava como ele estava ali, ao lado das mulheres de sua vida.

“Obrigado, Sarada.”

8 de Julho de 2018 às 00:17 0 Denunciar Insira 0
Fim

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