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— É com a Sakura-chan? — ele insistiu — Não vai me dizer que vocês brigaram... — Não, Naruto — o moreno resolveu se manifestar — Nós não brigamos. Com o cenho franzido e as sobrancelhas unidas, o loiro ficou calado. O Uchiha conhecia bem aquela expressão. Seu amigo sempre a fazia quando começava a pensar com mais afinco em alguma coisa, seja ela qual for. Naruto e a palavra pensar em um mesmo pensamento não é algo comum; desses momentos só saíam conclusões e ideias desnecessárias e absurdas. — Kami-sama... — ele começou, arregalando os olhos e fazendo uma expressão de espanto — A Sakura-chan tá grávida! Ele havia falado. Só pensamentos fora do comum. — Não. — rebateu. — Oras, então o que é?


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

#casamento #ssmonth2018 #ssmonth #naruto #sakusasu #sasusaku
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Capítulo Único

“Vá, seja feliz e a faça feliz.”

18:00

Uchiha Sasuke, um homem adulto e bem resolvido estava agora passando por sérios problemas internos. Problemas estes que envolviam suas emoções a pouco tempo descobertas, se é que anos possam ser considerados pouco tempo.

Na noite anterior um acontecimento inesperado o ajudara a tomar uma decisão em sua vida. O mais importante contrato que iria propor a alguém: o matrimônio.

O que o impelira a ir por este rumo? A visita de alguém que ele nunca esperaria receber: ele conversou consigo mesmo.

Em todos os anos de sua vida, nunca havia chegado ao ponto de conversar com seu eu e até discutir com ele. Qualquer um o acharia doido ao ouvir o que se passara durante a noite do dia anterior. Ele iria contar a alguém? Não mesmo.

A única coisa daquele momento estranho que ele iria compartilhar com alguém seria a questão do casamento. E com quem seria? Com sua ex-namorada e futura esposa Haruno Sakura. Antes de dizer a ela, talvez falasse com seu amigo ou com seu irmão, mas preferia que fosse ela a primeira pessoa que soubesse disso.

18:07

Desde que tomara esta decisão, o tempo deixara de passar como o de costume.

De forma dolorosamente lenta, as horas, os minutos e os segundos passavam no relógio de sua sala, de seu pulso e de sua vida. Esperar o horário de ir à casa de Sakura é, neste momento, um de seus maiores desafios.

Respirou fundo. Devia se acalmar, seu nervosismo de nada adiantaria, só faria com que sua cabeça doesse. Pensamentos sobre como aconteceria a ocasião lhe tomavam a mente, na maioria deles ele errava alguma coisa ou algo saia totalmente fora do planejado. Era um desastre.

Determinado a tentar relaxar, o Uchiha saiu de sua sala e foi em busca de algo para beber.

18:09

Olhou o relógio e constatou o que já sabia: o tempo realmente estava meio maluco.

Por que não pedia a sua secretária particular para que lhe trouxesse um chá ou um café? Bem, se ele fizesse isso, seu objetivo de procrastinar e descontrair não se realizaria.

Procrastinar, tá aí uma coisa que ele não costumava fazer. Em suas palestras na empresa, comumente dizia que o ato de procrastinar levava ao declínio do rendimento e da qualidade do que se produzia; logo essa era uma das ações a serem absolutamente evitadas no local.

Como a vida é irônica: ele, o grande Uchiha Sasuke, que falava de coragem, empenho e garra, estava diante uma máquina esperando uma bebida energética sair e, como pensou, perdendo tempo.

Teme! Que milagre você por aqui — uma voz estridente soou na sala.

— Hm.

Desviando os olhos de seu café que acabara de sair, o moreno visualizou seu demônio pessoal: Naruto Uzumaki, um amigo de longa data.

— Are, vejo que está de mau humor — ele continuou — O que tá rolando?

Por mais inconveniente que o loiro fosse, naquele momento ele era extremamente bem-vindo, pois sempre que conversava com Naruto, Sasuke perdia a noção do tempo.

18:20

— É com a Sakura-chan? — ele insistiu — Não vai me dizer que vocês brigaram...

— Não, Naruto — o moreno resolveu se manifestar — Nós não brigamos.

Com o cenho franzido e as sobrancelhas unidas, o loiro ficou calado.

O Uchiha conhecia bem aquela expressão. Seu amigo sempre a fazia quando começava a pensar com mais afinco em alguma coisa, seja ela qual for. Naruto e a palavra pensar em um mesmo pensamento não é algo comum; desses momentos só saíam conclusões e ideias desnecessárias e absurdas.

— Kami-sama... — ele começou, arregalando os olhos e fazendo uma expressão de espanto — A Sakura-chan tá grávida!

Ele havia falado. Só pensamentos fora do comum.

— Não. — rebateu.

— Oras, então o que é?

18:30

Olhou seu relógio de pulso.

Sentindo-se frustrado em relação a um de seus objetivos, Sasuke contou ao amigo:

— Irei pedir a mão da Sakura em casamento.

Instantes de silêncio se seguiram após aquela declaração. O Uchiha estranhou a falta de diálogo e moveu seus orbes a seu amigo: grossas lágrimas desciam por seu rosto.

— Já não era sem tempo, Sasuke. — disse ele ao perceber o olhar do moreno sobre si.

— Calado, dobe.

— Agora me prometa que irá cuidar direitinho da Sakura-chan! — de choroso e emotivo o loiro passou a raivoso e, simultaneamente, feliz.

Naruto era um cara estranho. Será que alguma vez na vida fizera um exame psicológico? É bem provável que não.

— Não é isso o que eu tenho feito por anos?

— Ah, sim. — ele parou para pensar — Vai falar pra ela hoje?

— É o que pretendo fazer quando sair daqui.

— E por qual motivo está aqui perdendo tempo comigo? Vá até ela e a faça feliz, oras! — disse ele — E diga a Sakura-chan que eu a parabenizo por aguentar essa sua cara de bunda pensante!

...

A conversa com Naruto havia sido produtiva, pois a animação e o fogo do loiro passaram a ele e o incentivaram a seguir em frente.

Desde que se levantara pela manhã, havia notado que o dia estava diferente. Ele sentia um gosto salgado na boca e uma sensação que não conseguia definir o que era.

Aquilo o inquietava.

Esse sentimento estranho foi o que o deixou mais receoso em relação ao que planejava. Era algo que se assemelhava ao medo e... Bem, ele não sabia dizer ao certo, só conseguia falar que não era algo bom.

Seus pensamentos iam dessa sensação ao que faria quando chegasse a casa de Sakura. No caminho para a residência de sua amada, decidiu comprar flores e acabou se lembrando de uma reação inesperada da rosada quando ele lhe presenteou com o que comprava agora: ela lhe dissera que flores só deviam ser dadas aos mortos. Apesar de ter sido uma reação negativa, ela aceitara o agrado.

As rosas eram algo indispensável à ocasião. Seu pedido não poderia ser feito sem elas.

Compradas as flores, ele seguiu viagem e, como estava apressado, não tardou a chegar em seu destino.

Sakura morava em uma casa pequena e simples em um bairro tranquilo nos arredores de Tóquio. A casa com cercas brancas e arranjos florais por todos os cantos denotavam a delicadeza e o cuidado que a dona da residência tinha.

Para pegá-la de surpresa, abriu a porta da frente com sua chave.

Como passava muito tempo na casa da namorada, ela havia feito uma cópia de sua chave para ele. Da forma mais silenciosa que conseguiu, abriu a porta e entrou no local.

Tudo estava no mais completo silêncio.

Os aparelhos eletrônicos da sala estavam desligados e a garota não estava ali. Sasuke foi à cozinha, passou pelo corredor e não a encontrou. Como sua residência era de pequeno porte, o único local que faltava era o quarto da rosada.

Ela devia ter feito uma faxina, pois seus objetos e móveis estavam todos em seus locais específicos. Não havia nada fora do lugar.

A porta do quarto estava aberta e ao se aproximar dela, ele pode ouvir a voz melodiosa e doce de sua futura esposa. A jovem estava no banho, cantando uma canção suave.

Aproveitando a situação, Sasuke retirou algumas flores do buquê, espalhando suas pétalas pelo quarto em uma espécie de caminho que ia do banheiro à cama.

A rosada geralmente tomava banhos demorados, o que o ajudou bastante na organização do ambiente para o que planejava.

A iluminação do quarto foi feita apenas com velas que o moreno colocava em pontos nos quais considerava melhor a posição, deixando o local com um toque romântico. O perfume das rosas espalhadas pelo chão se alastrou pelo cômodo e, quando a porta do banheiro foi aberta, se misturou ao cheiro de flores de cerejeira.

Vestida com sua roupa de dormir, Sakura se encontrava a frente do namorado. Sua expressão era de confusão e estranheza, mas logo passou para uma de compreensão quando viu o moreno pegar algo em seu paletó que com a luz das velas brilhou intensamente.

— Haruno — chamou-a como chamara diversas vezes em sua adolescência — Nunca pensei que um dia pudesse me prestar a isso, mas o mundo dá voltas, certo?

O rapaz estava visivelmente desconfortável naquela situação.

— Em todos esses anos em que ficamos juntos, você foi a melhor coisa que me aconteceu — aos poucos as bochechas do moreno iam adotando um leve tom de vermelho — Nossa, isso é muito clichê.

Com o anel em uma das mãos, o Uchiha fechou os olhos e se concentrou para continuar. Porém, enquanto mantinha as pálpebras abaixadas, sentiu a mão fina e delicada de Sakura abrir a sua e retirar a aliança.

— Sasuke-kun.

Com o chamado da rosada, ele reabriu os olhos.

— Eu aceito — disse ela, pegando o anel e colocando-o em seu dedo.

O moreno sorriu de uma forma que não sorria desde que sua família havia se reunido pela última vez. Com seus braços fortes circundou a cintura de Sakura e a apertou em um abraço de gratidão e satisfação. Ela era a pessoa que mais o compreendia em toda a face da Terra.

Ao abraça-la, a sensação ruim que sentia desde que acordara se dissipara.

Ali, ele sentia que nada podia estragar aquele momento e que, Kami-sama o livrasse, ele perdesse aquela sua joia rara, faria de tudo para reavê-la, podendo até mesmo ir contra as leis da Física.

Com apenas duas palavras, aquela criatura dócil e, como ele descobrira recentemente, perigosa acabara com a inquietude que dominava seu coração. 

3 de Julho de 2018 às 14:30 0 Denunciar Insira 1
Fim

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