My Alpha Seguir história

txemin mandy

Jungkook nadou contra a correnteza de costumes que uma sociedade fechada impõe, rompendo barreiras tanto no trabalho, quanto no amor.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Sentir o cheiro da comida fervendo nas panelas é reconfortante, tanto é que, apesar de ser um alfa e, infelizmente, a sociedade impor que ômegas são quem devem cozinhar, não deixei que impedisse minha paixão de seguir carreira e formar-me em gastronomia. Enfrentei preconceitos, inclusive de minha própria família, no entanto, tive o apoio da pessoa que considero ser a mais especial em minha vida.

Park Jimin.

Ele é um alfa, assim como eu. Nos conhecemos durante o segundo ano de faculdade. Tínhamos alguns amigos em comum, mesmo que de cursos diferentes; sendo o dele psicologia e o dos outros das mais variadas áreas, diversificando entre as exatas até humanas. Nosso pequeno grupo passou a se conhecer e aos poucos, fui me aproximando de Jimin e desde o início, sabia que havia algo diferente entre nós dois, algum tipo de ligação que não tínhamos com os outros, fora o cheiro.

Já me relacionei com ômegas e até mesmo betas e, geralmente, o cheiro é o que mais atrai o alfa numa primeira impressão. E o cheiro de Jimin... Nunca havia sentindo nada igual. Sabe aquele cheiro de café recém-feito, mas com uma pitada de doce? Cheguei a sonhar com essa fragrância, o que nunca havia acontecido. Era eu me aproximar dele que sentia minhas pernas bambas e a vontade de abraçá-lo e nunca mais soltar, ainda mais conforme nossa amizade ia evoluindo.

Demorei a admitir para mim mesmo que eu estava me apaixonando pelo meu amigo que é alfa. Veja bem; como disse anteriormente, infelizmente, vivemos numa sociedade conservadora, inclusive minha família é assim, então eu não pensava muito diferente.

Quando eu finalmente admiti para mim mesmo, senti-me perdido. Afinal, como eu poderia me apaixonar por um alfa? Demorou mais certo tempo até eu contar para meu melhor amigo, que por sorte me pôs juízo e disse-me para seguir o que meu coração dizia, e enfim, declarar-me.

Você deve estar se perguntando: e Jimin?

Bom, depois de anos juntos, é claro que ficamos sabendo do que pensávamos um do outro antes de nos relacionarmos. Ele também se encontrou em uma situação um tanto parecida com a minha, mas para ele, o tempo em que perdi matutando sobre o certo e o errado, fora bem mais rápido. Tudo isso devido ao fato de que Jimin fora adotado por um casal de ômega e beta.

Entenda, betas não engravidam ômegas, o que acredito ser uma lástima.

Então para sua sorte, e minha também, sua família aceitou que ele estivesse gostando de outro alfa.

Lembro-me que quando estávamos um dia relembrando o passado, Jimin, que na época possuía os cabelos tingidos de roxo, contou-me que sabia o que eu sentia, mas que não tinha pressa em me esperar já que entendia a minha situação.

Pois bem, retornando para o pedido de namoro, foi como se um peso tivesse sido tirado de minhas costas.

A famosa sensação de sentir as borboletas no estômago ao saber que é correspondido. E o primeiro beijo... Ah, jamais irei esquecer. Fora mágico e certo, naquele momento, tive certeza absoluta que ninguém me completaria como ele.

Namoramos por um tempo escondidos e aos poucos, quando percebemos que não dava mais para esconder, começamos a contar para nossos amigos. Alguns aceitaram numa boa, outros chegaram a se afastar num primeiro momento, mas nada que o tempo não desse um jeito de consertar. Já quanto as pessoas da faculdade, estávamos tão bem juntos que simplesmente não nos importamos. Não fora fácil no início, nem um pouco. No entanto, fomos persistentes, colocando em primeiro lugar aquilo que realmente nos faz feliz.

Já as nossas famílias que foram o real problema. Na verdade, a minha fora. Custou muitas e muitas conversas, algumas brigas e não nego, meu relacionamento com Jimin ficou abalado por um tempo. Não direi que com o tempo minha família engoliu fácil o nosso relacionamento. Contudo, aos poucos foram percebendo que não nos separaríamos e também, notaram que o que sentíamos era real, sólido. Deixaram-nos em paz, apesar de continuarem tratando Jimin com indiferença.

Com os anos passando, nos formamos e decidimos começar uma vida juntos. Compramos, com nossas economias, uma casa em um bairro simples, mas já era um começo. Era o nosso cantinho.

Passamos a trabalhar, Jimin conseguiu montar seu próprio consultório e eu, meu próprio restaurante e com isso, nos mudamos para um apartamento espaçoso no centro de Seul. Íamos construindo nossas vidas e juntos, decidimos oficializar no papel.

Casamos.

Não fora uma cerimônia grande, apenas alguns amigos e conhecidos e claro, a família que apesar de tudo, comparecera.

E cá estamos nós, em nossa lua de mel, num hotel com sacada de vista para o mar de Busan, minha cidade natal.

Enquanto preparo o jantar, contemplo a visão de meu esposo debruçado sobre o parapeito, olhando para o mar. Consigo ver um brilho dourado em seu dedo. Sua aliança. Os cabelos dançando conforme o vento brinca com eles e a camisa que vai até os joelhos, cobrindo parcialmente seu corpo. Os anos podem passar, porém jamais consiguirei deixar de admirá-lo e achá-lo belo. Jimin é baixo para a maioria dos alfas e possui traços delicados, apesar da postura forte e o olhar firme.

Desligo o fogão, colocando a tampa por cima das panelas, fazendo com que o barulho atraia a atenção do menor, para mim.

– Depois de comer, eu escolho o filme que iremos assistir. – Não consigo evitar de sorrir conforme ele se aproxima e ajuda-me a arrumar a mesa. Na noite anterior, escolhi um filme de terror. Mas acredite, Jimin não gostou não por conta do gênero, e sim por ser uma porcaria, devo admitir.

Jantamos em um silêncio gostoso, às vezes quebrado por um elogio seu sobre a comida. Ele sempre me pega desprevenido com algum elogio e também é ele o primeiro a experimentar algum prato novo.

Após jantar, rumamos para a pia ajeitar a louça, cantando aleatoriamente algumas canções e trocando risadas com nossas vozes nem um pouco afinadas.

Com tudo limpo e arrumado, jogamo-nos no tapete da sala, comigo deitado em cima de sua barriga enquanto sua destra procura com o controle por filmes e a canhota, acaricia minhas madeixas em um carinho gostoso. Jimin escolhe o filme e ao ver sua escolha, encaro-o com o cenho franzido em confusão.

– Desenho?

Seu olhar encontra o meu e logo sou agraciado por sua risada e duas mãos apertando minhas bochechas, ao mesmo tempo em que distribui selares por todo o meu rosto, sem sanar o riso que logo acabo acompanhando.

– Queria saber qual seria sua reação, seu bobo. – Responde divertido, fazendo com que um bico irritado ganhe forma em meus lábios. – Ah, agora meu alfa vai ficar brabo? – Pergunta e sem me dar chances para responder, beija meus lábios com certa urgência, deixando-me por alguns segundos desnorteado. Sua língua parece entrar em guerra com a minha em busca de espaço e assim que percebo que está prestes para se afastar, seguro sua nuca, juntando mais uma vezes nossas bocas num ósculo ainda mais quente e necessitado, se possível.

Levanto-me da posição em que estava, colocando uma perna de cada lado de seu corpo, sem quebrar o contato de nossas bocas unidas. Minhas mãos percorrem seus braços e tronco, até alcançarem a bainha de sua camisa, enquanto suas mãos quentes e macias, alternam entre minhas costas e a minha cintura, mantendo o aperto firme.

Em um puxão rápido, livro-me do tecido que o cobria, revelando seu peito desnudo. Afasto-me de si para contemplar o seu corpo quente e levemente suado, a pele morena arrepiada. Sem conseguir deixar de tocá-lo, passeio minhas mãos por seu corpo sabendo que seu olhar está fixo em meu rosto, até chegar à única peça de roupa que lhe resta, esta, que com sua ajuda é tirada e jogada em um canto qualquer da sala. Mordo meu lábio ao vê-lo completamente despido. Park Jimin é um pecado.

– Sabe que sou todo seu, meu esposo. – Estremeço ao escutar sua voz rouca, agitando meu ser, ansioso por um contato.

Encaro-o num olhar firme, vendo toda a luxúria, desejo e amor, sendo transmitidos e posso ver em seus belos olhos o próprio reflexo do que estou sentindo.

Encaixo meu corpo em cima do seu, aproximando ainda mais nossos corpos, deixando seu pênis já desperto perigosamente próximo a minha entrada.

Começo a distribuir selares molhados e nada castos em seu pescoço, parando por alguns segundos sentindo o cheiro que tanto me fascina. Sinto o aperto em minha cintura se intensificar conforme desço a trilha de beijos para o seu abdômen, chupando e mordiscando, além de passar minhas unhas curtas no local, uma bela obra de arte. Escuto-o soltar suspiros baixos, vendo os pelinhos de seu corpo eriçarem. É incrível saber que seu corpo reage desta forma por minha causa.

– Jungkookie, eu quero te tocar. – Quase não escuto seu pedido manhoso, e ao ouvi-lo, sou eu quem tem o corpo todo arrepiado.

– Ainda não. – Sorrio sapeca, dando-lhe um beijo apressado.

Faço o mesmo caminho de antes, parando extremamente perto onde havia o cós de sua cueca. Levanto o olhar para ver sua reação: lábios pressionados e olhar em total deleite. Meu membro lateja só com essa visão totalmente entregue.

Com as mãos, acaricio seu membro quente e macio, sentindo Jimin puxar os fios de meus cabelos, antes de abrigá-lo em minha boca, escutando-o soltar um gemido arrastado. Passo a língua por toda a extensão até a glande, refazendo o caminho algumas vezes, lentamente. Ouço alguns gemidos baixos e, com isso, passo a chupá-lo, aumentando a velocidade vendo que joga sua cabeça para trás e pressiona ainda mais o aperto em minhas madeixas, agora controlando os movimentos. Depois de certo tempo, Jimin chega à seu ápice e ofegante, puxa-me para um beijo quente e molhado, passeando o músculo quente por toda a minha cavidade, sentindo seu próprio gosto.

Aos poucos, o menor deita por cima de mim e sem delongas e cerimônias, retira peça por peça de minha roupa. Ele coloca seu corpo por cima do meu e desta vez, nos beijamos com fervor, com as mãos percorrendo cada pedaço de pele, decorando e redecorando cada parte, trocando carícias e beijos ardentes, compartilhando o calor entre os corpos agora suados.

Por querer mais contato, nossos corpos ondulam entre si, havendo um encontro de ambos os membros despertos.

– Jiminnie, vamos para o quarto? – Consigo perguntar em meio aos beijos e suspiros.

Vejo-o concordar. Afastamo-nos minimamente para levantarmos e irmos de mãos dadas até o quarto, que por sorte não fica longe. Ao adentrar o cômodo, a porta fecha-se atrás de mim em um baque e logo sinto seus lábios vermelhos e macios devorando os meus.

A passos cegos, conseguimos chegar até a cama, onde deitamos e voltamos à posição anterior, com o corpo de Jimin colado sobre o meu.

Suas mãos pequenas e ágeis, que passeavam por meu corpo enquanto distribuía selares e mordidas em meu lóbulo, vão de encontro ao meu membro que lateja por atenção. Sua mão sobe e desse, ora rápido, ora devagar, o que me faz gemer de puro prazer e mordê-lo em seu ombro exposto.

Quando estou prestes a me desfazer em suas mãos, Jimin afasta-se o suficiente para alcançar a pequena cômoda ao lado da cama e pegar um potinho de dentro da gaveta e dois pacotinhos lacrados.

– Vem aqui, meu amor. – Chama-me ao retornar e sentar-se com as costas na cabeceira.

Devagar e extasiado com a espera, sento-me em seu colo. Observando cada movimento seu; desde abrir com os dentes um pacotinho e colocar a camisinha em seu membro até abrir o pote de lubrificante e colocar um dedo ali dentro para em seguida retirá-lo.

Com a mão livre, aproxima meu rosto do seu e beija-me afoitamente, sugando meu lábio inferior para me distrair conforme passa o lubrificante em meu orifício e em seguida, penetrando-o para prepará-lo. Sempre será desconfortável no início, porém sei que o prazer virá em seguida e por conta disso, procuro relaxar com seus carinhos até me acostumar com o incômodo. Quando percebe que estou pronto e começo a corresponder aos seus estímulos, Jimin retira seu dedo de dentro de mim para lubrificar seu membro e em seguida, fitar-me pedindo permissão, como sempre.

Colo ainda mais meu corpo no seu, sentando-me sobre si e sentindo aos poucos ser invadido. Como anteriormente, é incômodo, pois meu lado alfa não quer aceitar, mas também acaba se acostumando e rendendo-se ao êxtase de estar com quem amo verdadeiramente.

Escuto a respiração quente contra o meu ouvido, posso sentir seus músculos tensionados, segurando-se contra o impulso de se mover até que eu esteja pronto. Com isso, sou o primeiro que se move, subindo e descendo, arrancado gemidos altos tanto de mim, quanto de Jimin, com a diferença de que ainda sinto um pouco de dor.

Nossos corpos colados e bocas unidas em beijos necessitados, passam a ganhar sincronia conforme nos unimos em um só e, mais uma vez, sinto a mão de Jimin ir de encontro ao meu pênis, bombardeando-o, para que ambos tenhamos o máximo de prazer compartilhado. É incrível como os anos passam e sempre temos essa conexão inexplicável, sem sentir um vazio sequer, ou melhor dizendo, de um ômega, como tantos outros insistem em afirmar de que um alfa só pode se relacionar por completo com um ômega.

E nessa união de corpos, chegamos ao ápice quase juntos, onde meu corpo desmorona sobre o de meu marido assim que sai de dentro de mim. Permanecemos assim, abraçados um ao outro a espera de que nossas respirações normalizem, apenas escutando o bater acelerado de nossos corações, como se tivessem percorrido uma maratona.

– Jungkook-ah, e-eu... quero você. – Diz ao pé de meu ouvido, deixando meu corpo cansado em brasa, por entender o que quer, assim como eu também quero.

– Eu também q-quero Ja-Jagi. – Respondo em um tom baixo ao passo que Jimin passa a lamber meu pescoço.

Iniciamos com toques singelos, beijos quentes e longos. Sem pressa alguma ao distribuir carinhos e alguns amassos. No entanto, o quarto foi ganhando uma temperatura maior, pude sentir os toques parecerem queimar minha pele por onde passasse. Por estarmos deitados e comigo cobrindo seu corpo, parei por alguns minutos apenas para encará-lo e unir nossas mãos. Senti um arrepio percorrer todo o meu corpo ao vê-lo mirando diretamente meus olhos. Eu nunca deixarei de amá-lo e sei que ele também não. Nos casamos e ninguém terá jamais o direito de opinar em nossa relação.

Faço o mesmo que Jimin havia feito antes, pegando o potinho e a camisinha, sem quebrar o contato visual que não está apenas repleto de luxúria, mas também do mais verdadeiro sentimento que nos une. Amor.

Desta vez, além de prepará-lo, não precisamos de preliminares antes de nos unirmos novamente. Nos amamos naquele quarto de hotel como se fosse a nossa primeira vez. Apenas eu e ele. Escutá-lo chamando por meu nome enquanto aproximávamos mais uma vez naquela noite, do nosso ápice, será para sempre um de meus sons favoritos.

Não precisamos ser perfeitos para nos completarmos, apenas basta termos um ao outro. E eu não poderia estar mais realizado e feliz em toda a minha vida.

– Te amo, Jeon Park Jimin.

– Também amo você, Park Jeon Jungkook.

*

Um cheiro gostoso de café me invade e a primeira reação que tenho é abraçar o corpo quentinho colado ao meu. Depois de fazermos amor, sei que soa muito clichê, contundo não deixa de ser verdade, tomamos um banho gostoso antes de embarcarmos no sono. Estou com minha cabeça deitada em seu peito, escutando seu coração tranquilo e nossas pernas estão entrelaçadas num emaranhado de cobertas e lençóis.

Desprendo-me de seu abraço para me debruçar em cima de seu corpo e enchê-lo de beijos, ganhando alguns resmungos, fazendo-me rir gostosamente ao vê-lo abrir preguiçosamente um olho de cada vez.

– Bom dia, senhor Jeon, o que me diz de irmos rapidamente à praia antes do café da manhã? – Questiono ao ter sua atenção voltada para mim.

– Ah, senhor Park, vamos ficar mais uns minutinhos assim, está tão bom. – Resmunga puxando-me contra si, arrancado uma risada de ambos.

Com um pouco de relutância, convenço-o a levantar e colocar roupas confortáveis para um passeio na beira do mar. Nada mais romântico em uma lua de mel do que ver o sol nascendo em uma praia belíssima.

Assim que chegamos ao nosso destino, de mãos entrelaçadas caminhamos sentindo a brisa misturando nossos cheiros. Vez ou outra, eu parava para pegar uma concha que uma onda trazia, mas o mais gostoso antes de ver o sol nascendo, foi sentir a areia fofa acariciando os pés enquanto trocávamos olhares apaixonados, relembrando todos os momentos em que tivemos juntos e tudo o que construímos até chegarmos aqui.

– Olhe, hyung! – Aponto para o horizonte e abraçados, observamos em paz ao ver o céu se colorindo conforme os primeiros raios de sol tendem a aparecer.

– Faremos isso mais vezes, Guk. – Sinto um selar em meu queixo, aperto-o ainda mais em meus braços. – E quando voltarmos, te ajudo a preparar o nosso café. – Não consigo segurar um sorriso que sinto que vai de orelha a orelha e sentir meu peito se encher de alegria. E isso é apenas o início.

1 de Julho de 2018 às 00:04 0 Denunciar Insira 2
Fim

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