Eu posso fazer isso o dia todo Seguir história

lolly laura f

"Jimin me tirava de enrascadas algumas vezes, mas não trabalhávamos muito juntos para não misturar as coisas, embora ele sempre estivesse lá para mim, apesar das nossas brigas e desentendimentos. A última delas gerou um conflito digno de filme, cuja qual separou nossos amigos em dois times rivais. Caramba, não gosto nem de lembrar. Vai, pode suspirar e arregalar os olhos. Até digo em voz interior, apenas para você, leitor, se quiser. Aham, Park Jimin, meu excelentíssimo namorado, é o tão dito Capitão América. E se já não bastasse o jeito que me deixa louco com sua personalidade forte, ele ainda conhece outras mil maneiras de me tirar do sério. Não que isso seja ruim."


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Muito já ouvi dizerem que quando se está à beira da morte, toda a sua vida passa diante dos seus olhos. É como olhar para trás e ver todos os seus erros, suas falhas, suas conquistas, suas vitórias, e acertar as contas antes de ir lá para cima. Ou para baixo, não sei. É comum encontrar por aí paradas poéticas dessa ocasião em específico, como se Shakespeare tivesse escrito em sua lápide.

O quê? Shakespeare? O que estou dizendo? Quer dizer, será que ele teve uma lápide? Quem era ele, mesmo?

Foco, Jungkook. Termine a narrativa, poxa.

Ah, sim. Continuando, a vida passa diante dos olhos e blá blá blá. Fico feliz em trazer a verdade a você, caro jovem desocupado que está lendo isso aqui como se fosse te levar a algum lugar. Contar a história não me levou, de qualquer jeito, mas se é o que quer, vai descendo. Não, gente, não há nada de interessante em estar morrendo. Não tem isso de palavras bonitas, rir na cara da desgraça, mandar dizer a fulano que o ama e que está em paz. Pelo menos para mim. Espero que não estejam arriscando suas vidas por aí como eu, crianças. Espera, eu já não fiz um comercial desses para as escolas?

Jeon Jungkook, vinte e seis anos com carinha de dezenove, atualmente contratado do governo. Isso de atualmente é muito atualmente mesmo, não se confundam, pois no segundo seguinte posso estar agindo por mim mesmo. Acontece de vez em quando, sabe, perder o foco, mas tudo sob controle. Insira aqui um emoji de joinha.

Devido à minha ocupação, para não dizer emprego, pois ninguém me paga, não tenho salário fixo e carteira assinada — o que é uma merda, sinceramente. Quem vai contratar um camarada de bolsos vazios e só histórias para contar? “Ah, salvei o mundo… pera, deixa eu ver… três vezes só nesse mês. Conta?”. Não que eu precise de emprego, afinal, além de ter minha própria multinacional, eu sou rico — e, de bônus, ainda vem a coisa toda da quase morte. Eu sou o cara com experiências de quase morte diárias, com certeza deveria estar em um grupo de apoio. “Fulano é dependente químico, siclano caiu da escada. Quer compartilhar sua história?” Pausa para suspiro dramático. “Meu nome é Jeon Jungkook e eu sou o Homem de Ferro.”

Pera, só mais uma interrupção, juro. Não estou fazendo pouco, foi só um exemplo. Se se sentiram ofendidos, liguem para a minha secretária. Ou para o meu advogado, que seja.

Resumindo, chegar em casa todo arrebentado, ou até mesmo no hospital, virou rotina. Jarvis até faz graça às vezes, já pedindo se deve chamar os paramédicos antes mesmo da luta começar. Inteligência artificial é foda mesmo, viu, minha gente. Não dá pra dar confiança. Pelo menos ele sempre estava comigo nas minhas horas de bater as botas.

Naquele momento, enquanto caía à toda velocidade de uma altura considerável, eu não conseguia me concentrar em achar uma saída. Se continuasse naquela velocidade, a julgar pelo ângulo de inclinação em que me encontrava, eu me dividiria em cinquenta Jungkookinhos assim que batesse no mar. Com sorte, quarenta e algumas fraturas nas partes inteiras. Não, não, eu não podia morrer, Jimin me mataria se eu me atrasasse para mais um jantar! Puta merda, como não pensei nisso antes?

— Uh, senhor — Jarvis falou com hesitação. Ultimamente, no meu tempo livre, aprimorei o seu sistema, adicionando efeitos de voz para não soar tão robótico quanto o costumeiro. Já era quase um garoto crescido, que orgulho. — Devo ativar os propulsores agora?

Bufei.

— Achei que tivessem virado pedra lá em cima! — Foi o que ele disse. “Propulsores com baixo funcionamento e caindo.” Então, ao subir demais e sem querer chutar o foguete que eu estava desviando de Miami, deram pane. Pelo menos pareceu que sim.

— Não, senhor Jeon, eu disse que estavam com baixo funcionamento devido à temperatura. Claro, eu devia ter imaginado. Desde quando me escuta, né?

Fiquei tentado a dar uma cabeçada em onde os dados e cálculos corriam sem parar, mas me contive, pois, além de ser impossível e o desgraçado não sentir dor, eu ainda ferraria ainda mais com o traje.

Respirei fundo, jogando o corpo para o lado até ficar de bruços. Bati um pé no outro, esfreguei as mãos e liguei o pouco dos propulsores que ainda restava. Não estava 100%, duvido muito que chegasse em 50, mas desaceleraria a queda e me daria tempo. Quando estava perto da água, respirei fundo e resetei o corpo na vertical, conseguindo afundar tão delicadamente quanto uma pena. Esperei a velocidade baixar completamente, então bati os braços e nadei até a costa.

— Senhor, Park Jimin está ligando agora mesmo. Devo atender?

Fitei a imagem que tinha colocado no seu contato.

— Me pergunto a mesma coisa, Jarvis. É ruim se atender, mas é pior se não. Me dá um conselho?

— Viva o hoje como se não houvesse amanhã.

Sim, sim, aquela era uma das frases motivacionais que eu havia colocado no seu sistema. Eu sou meio emotivo, compreendam, e era sempre bom apoio moral e motivação.

Suspirei, dizendo para atender. Instantes depois, a voz irritada ecoou pela armadura.

— Jeon Jungkook. — Não, o nome inteiro não, por favor. — Posso saber onde está? A gente não tinha marcado para às sete e meia?

— Não são nem sete e quinze aqui — banquei a sonsa. — Putz, Jarvis, arruma o horário.

— O horário está correto, se…

— Como eu estava dizendo, juro que já estou a caminho.

Um suspiro do outro lado da linha foi ouvido.

— Jarvis, qual é a localização atual de Jeon Jungkook?

Engasguei.

— Quarenta e dois metros ao leste da costa de Miami, no nível do mar, senhor.

Jimin suspirou de novo.

— Quer ajuda? — ofereceu. — Eu concordei em não ir junto e arrumar o jantar, mas se você está aí dando umas braçadas, parece que terei que te salvar… novamente.

Ok, Jimin me tirava das enrascadas algumas vezes. Não trabalhávamos muito juntos para não misturar as coisas, mas ele sempre estava lá para mim, apesar das nossas brigas e desentendimentos. A última delas gerou um conflito digno de filme, cuja qual separou nossos amigos em dois times rivais. Caramba, não gosto nem de lembrar.

Vai, pode suspirar e arregalar os olhos em entendimento. Até digo em voz interior, apenas para você, leitor, se quiser. Aham, Park Jimin, meu excelentíssimo namorado, é o tão dito Capitão América. Estávamos saindo há um bom tempo, e apesar das desavenças, dávamos o nosso melhor e fazíamos aquilo dar certo. Porque eu o amava acima de tudo, até do quão pau mandado ele era do país. Estou sendo realista. Até já disse isso para ele, mas ele apenas arqueou as sobrancelhas e disse que se aquilo salvava vidas, ele não se importava. Fiquei bravo pela resposta vaga quando eu claramente queria debater um assunto importante, mas fui para o quarto com um sorriso no rosto. Cara, eu era um belo bobo apaixonado. Podia passar o tempo que passasse, eu sempre suspiraria com as suas frases de efeito e coração bom. E corpo. Coé, acharam mesmo que eu ia perder a chance de citar o corpão do meu namorado gostoso?

— Ficou até calor aqui — brinquei. Ou não. — Imagina só você correndo na areia em câmera lenta, tirando a camisa e ficando só de calça jeans… Qual será que é a temperatura da água agora? Esquentou do nada. Aí você mergulharia e bateria esses braços definidos até mim… Ah, Park Jimin.

Ele riu.

— Tem um jeito mais prático de te resgatar. Sabe disso, não?

Franzi o cenho.

— Ué, desde quando o Capitão América voa? Como pôde esconder isso de mim?

Ouvi um barulho de panela batendo.

— Eu não voo, amor, mas felizmente namoro um gênio, bilionário, playboy e filantropo que tem várias lanchas só aqui no porto de Miami.

— Como foi que você conseguiu virar as minhas palavras contra mim em tão pouco tempo?

— Sinto falta de Manhattan — continuou como se eu não tivesse dito nada —, porém a praia daqui compensa. Além de que heróis nacionais também merecem paraísos tropicais. Aliás, acredita que o Nick ligou pedindo que voltássemos pois tinha uma missão para nós? Não, não fala nada, ainda não terminei. Uma missão na Rússia. Rússia, cara!

— Já fomos à Rússia — falei. — Na nossa segunda lua de mel, lembra? Na terceira, à Grécia, na quarta, à Itália…

— Prefiro chamar de férias — respondeu. — Lua de mel é muito chique, ainda nem nos casamos.

Me calei. Ainda tinha aquilo.

Vou mandar a real: já me peguei pensando, mais de uma vez, no assunto. Ele me amava, eu o amava e sentia que precisava dele a cada dia que passava, mas junto a essa vontade de poder o chamar de marido vinha a insegurança. Nossa relação era como cão e gato algumas vezes, nossos desentendimentos nunca causavam impactos pequenos e sempre atingiam alguém. Éramos uma bomba instável, pronta para explodir a qualquer instante, e aquilo era o bastante para ficarmos na mesma. Lá no fundo, eu sabia que podíamos terminar a qualquer momento, acabar explodindo e fazer o outro em pedaços. E eu tinha medo de ficar em pedaços por Park Jimin, pois eu já fui assim antes dele, e era ele quem me mantinha de pé.

Bom, ele e a armadura. Dá pra dormir de pé nela, sabiam? Jarvis é capaz de tensionar toda a sua estrutura de forma que não se dobre e fique em perfeito equilíbrio.

Opa, me distraí. Mas acho que isso é bom, pois pensar em me separar de Jimin sempre me colocava pra baixo.

Percebendo o meu silêncio, que só era quebrado pelo barulho das minhas braçadas na água, Jimin voltou a falar.

— Eu tenho meus limites, sinceramente, e todo mundo sabe que se meter com os russos não é boa coisa. Credo, Deus me livre. — Fez uma pausa. — Jarvis, qual é a localização de Jeon Jungkook agora?

— Onze metros da costa.

— Certo. — Respirou fundo. — Vou desligar, preciso terminar de arrumar tudo por aqui. Por favor, Jungkook, tente chegar inteiro e antes das oito e meia.

A ligação foi encerrada. Nadei mais um pouco, pensando na puta dor que me causaria depois, e xinguei Jarvis.

— Quem é que te criou? Responde, seu ingrato. Eu te dou tudo do bom e do melhor, você praticamente controla todos os meus bens eletrônicos, e ainda me entrega desse jeito para o patrão?

— Deseja que eu tire a voz de Park Jimin do reconhecimento?

Fechei os olhos, parando por alguns segundos para descansar. Depois dessa pequena pausa, continuei, não demorando a sentir o solo. Terra, nunca amei tanto a terra.

Fiquei de pé, estralei as costas e balancei os pés para tirar a água. Caminhei até a avenida e esperei em um banco até um táxi passar. Ignorei os olhares das crianças e os pedidos de fotos — perdão, mundo, mas eu estava um caco — e entrei no carro quando ele parou no ponto. Falei o endereço e o homem só dirigiu, como se estivesse acostumado a carregar heróis por aí. Legal, curti.

Ele encostou na frente da minha casa, estendendo a maquininha de passar cartão. Tirei o meu de dentro de um compartimento bem camarada no braço, pequeno e prático o bastante para coisas úteis assim, e digitei a senha, saindo sem me despedir.

Assim que parei na varanda, saí da armadura, vendo-a se fechar atrás de mim. Abri a porta e ela foi direto para a oficina. Andei até o banheiro mais próximo e tomei um banho quente e agradável, porém rápido, ciente de que Jimin estava na cozinha. Fui para lá assim que me vesti.

A iluminação do ambiente estava baixa, percebi assim que me aproximei. Na mesa, algumas velas perfumadas enfeitavam o centro, e nas pontas, nossos pratos. Jimin passou por mim com uma travessa em mãos, a soltando ao lado das velas e colocando uma concha dentro.

— Hey, amor — me cumprimentou ao tirar as luvas térmicas. Sorri, sentindo o coração ficar mais aquecido, e o abracei, deixando um beijo estalado na sua testa. Ele riu, segurando meu maxilar sem força e me puxando para selar nossos lábios. Repetiu o processo mais duas vezes, deixando selinhos rápidos, e só na terceira prendeu meu lábio inferior entre os seus e aprofundou o contato. — Como foi lá? — Se afastou.

Soltei um suspiro monstro. Sabe quando alguém solta um suspiro tão, mas tão profundo que parece vir da sua alma? Exatamente.

— Ah, o mesmo, sabe como é. O cara me deu uns socos, lançou o foguete e tentou fugir, mas os policiais o pegaram bem no ato. Tirando isso, nada de muito interessante — menti.

— Ah — respondeu. — Queria ter estado lá para ajudar. Garanto que eu teria salvado o teu traseiro ainda mais do que já faço.

— Ei! — reclamei, me sentando e servindo. Era lasanha, meu prato favorito. — Pronto! Vai espalhar agora?

Ele abriu aquele sorriso lindo que eu tanto gostava, imitando minhas ações.

— Vou, deixa eu ligar para a Lois Lane aqui. Extra: Jeon Jungkook precisa de Park Jimin para viver e choca zero pessoas.

Como se personagens da DC existissem.

Não falei nada. Ele estava certo. Negar para quê?

Terminamos de comer entre conversas e risadas. Era ótimo desabafar com Jimin pois ele entendia completamente. Saca só:

— Sabe quando você vai socar alguém e o seu braço meio que trava de tantos movimentos? Aí amolece e dá uma dobrada estranha ao bater no rosto do indivíduo…

— Sei, é horrível — concordou, mastigando. — É como querer ir ao banheiro montado. Cara, é um saco. Você não sabe porque a sua armadura se desmonta toda, mas experimenta o meu traje que é peça única. Tem que ficar pelado e vestir tudo outra vez depois.

— Entendo. — Balancei a cabeça.

Éramos almas gêmeas. Tava na cara, só não via quem não queria. As metades da laranja, dois amantes, dois irmãos; duas forças que se atraem, sonho lindo de viver.

Não, quê?!

Já com os pratos vazios, coloquei a louça na lavadora. Era o nosso trato mudo: ele cozinhava, eu cuidava da cozinha. É, dávamos um jeito e fazíamos funcionar.

Recolhi a toalha da mesa, guardei e limpei o balcão, colocando alguns ingredientes que Jimin usou e não guardou na geladeira. Ele foi para o quarto assim que terminou sua refeição, dizendo que estava cansado e ia se deitar pois precisava acordar cedo. Algo relacionado a uma conferência com a imprensa sobre os Vingadores na manhã seguinte. Por ser mais, assim, chegado aos oficiais da lei, Jimin era paparicado com frequência, além de representar a Iniciativa na mídia. Até eu concordava que era melhor daquele jeito, pois o respeito que tinham por ele era surreal. Na América, a palavra de Park Jimin, o Capitão, era lei.

Tá, né, fazer o quê? Já tinha passado o tempo em que eu brigava por atenção. Agora, tanto faz como tanto fez, desde que façamos nossas obrigações.

“Como assim, Jungkook, você considera o que faz uma obrigação?”

Não considero. Faço o que faço por achar que devo, não que sou obrigado. O esquema é que eu sinto que devo às pessoas segurança, a confiança de sair às ruas sabendo que estão seguras. Tanto eu quanto você sabemos que há coisas que a polícia não compreende e não está pronta para enfrentar. E, sinceramente, estava cansado de confiar em programas militares do governo que colocam mais vidas em risco do que nós.

“E o Patriota de Ferro?”

Não é mais problema meu.

Tirei a louça da lavadora e guardei no armário. Já com tudo organizado, suspirei de alívio e subi as escadas. Mal podia esperar para cair na cama e dormir até tarde, sem compromissos. Os bandidos que esperassem até segunda-feira.

A luz do quarto ainda estava ligada, então presumi que Jimin não tinha dormido ainda. Entrei, o vendo sentado na cama, com as costas encostadas na cabeceira, mexendo no celular. Me aproximei e deitei ao seu lado. Eu estava cansado, um caco, e o colchão subitamente parecia duro demais. Me virei para ver se melhorava, não melhorou. Fiquei de barriga para cima, também não. Minhas costas estavam doloridas devido ao nado de mais cedo, assim como meus braços.

Jimin, vendo meu desconforto, desviou o olhar da tela do celular e me fitou.

— Quer uma massagem? — ofereceu. Aceitei.

Ele se levantou e sinalizou para que eu ficasse de bruços. Tirei a camisa e a joguei no chão, afundando a cara no travesseiro diante de mim. Senti o peso de Jimin quando ele se sentou nas minhas coxas, um pouco abaixo do traseiro, e ouvi a gaveta da cômoda ser aberta. De lá saiu um tubo que logo foi aberto e teve seu conteúdo despejado pouco abaixo da minha nuca. Suspirei de alívio quando Jimin espalhou o creme gelado e pressionou o local que doía.

— Está tenso — proferiu. — Está sentindo o inchaço?

— Uh-uh. — respondi, absorto na sensação de relaxamento. — Um pouquinho mais para o lado… Isso, isso, aí mesmo.

Ele soltou um riso baixo, se ajeitando em cima de mim. Nesse meio tempo que levou para se posicionar, senti algo estranho na banda direita; meio duro.

Respirei fundo quando identifiquei o causador daquilo.

— Hã... Jimin, o que você disse que ia fazer aqui no quarto, mesmo?

Senti um aperto mais forte e longo no músculo.

— O de sempre — disse inocentemente. — Tomar banho, sabe, me limpar… essas coisas.

Aquilo saiu muito mais malicioso do que deveria.

Suas mãos foram descendo, abandonando meus ombros, e deslizando na direção da minha bunda. Soltei uma exclamação quando elas encontraram as minhas nádegas, as acariciando e apertando.

— Está tudo tão tenso aqui embaixo, Jungkook — falou entre um suspiro. Então, depositou lá um tapa.

Estiquei os braços para trás, impulsionando o quadril e o jogando para o lado. Jimin caiu na cama, deitado, e aproveitei para subir em cima dele. Segurei suas mãos, as prendendo juntas em cima da sua cabeça, e fitei seu rosto meio avermelhado. Sua respiração estava desregulada, assim como a minha, e ele deu um sorriso safado.

— Relaxa, você teve um dia cansativo. Não acha que merece uma recompensa?

Arqueei as sobrancelhas, o segurando pela cintura e puxando de volta para cima de mim. Ele se sentou novamente, mas desta vez, em cima do meu pau. Respirei fundo outra vez, buscando controle para deixá-lo brincar um pouco. Ah, Jimin adorava as brincadeiras que fazia comigo antes do sexo.

Seus dedos foram arrastados pelo meu peitoral, circulando os gominhos no caminho. De propósito, os passou lenta e suavemente pelos meus mamilos, provocando. Recolheu as mãos, colocando-as sobre suas coxas, e apoiou-se nos calcanhares, começando a rebolar. No início, fez movimentos laterais; então, simulou cavalgadas, como se estivesse sendo penetrado. Gemeu, inclinando a cabeça para trás, e diminuiu a velocidade, me olhando nos olhos e sorrindo maroto. Arfei.

Levei as mãos até o botão da minha calça, o abrindo e baixando o zíper. Vendo a minha intenção, Jimin se afastou apenas o bastante para que eu tirasse a peça de roupa, ficando, assim, só de cueca.

Ele puxou o roupão que usava mais para cima, me dando uma visão mais ampla das suas pernas. Acariciei suas coxas, subindo até estar quase tocando sua virilha e as apertando. Como resposta, Jimin entrelaçou seus dedos aos meus, os afastando de si e retomando o controle. Se apoiou nos meus braços e continuou os movimentos com o quadril, como se andasse de bicicleta.

— Caralho, você é muito gostoso — gemeu, afastando mais suas nádegas para se encaixar melhor no meu membro que, àquela altura, já havia subido e pulsava. Gemi junto, morrendo de vontade de ir logo ao ponto.

Não, ele tinha razão, eu merecia brincar um pouco também.

Impulsionei o quadril para cima outra vez, não na tentativa de o tirar de lá, mas sim de o ajudar com o vai e vem. Ele soltou uma exclamação baixa e surpresa, certamente não esperava por aquilo.

Quando senti que estava perto do orgasmo, o afastei, dando um tempo. Me apoiei nos cotovelos.

— Sabe o que eu acho? — Ele balançou a cabeça. — Que você está com roupas demais.

Jimin tinha o costume de dormir de camiseta e cueca, além de sempre sair do banho de roupão. Como este estava bem fechado, tampando todo o seu peitoral, supus que ele usava seu pijama.

— Você que pensa. — Abriu um sorriso malicioso e soltou o laço, abrindo o roupão. Meu pau latejou. Por baixo da peça, Jimin estava completamente nu. Seu membro, sempre depilado, quase batia no seu abdômen devido à posição em que ele se encontrava na cama.

O puxei pelo pescoço, ligando nossas bocas. Ele logo cedeu, embora tentasse mudar o ritmo vez ou outra. Imitou meus movimentos, colocando uma mão no meu maxilar e a outra no meu peito, estimulando o mamilo esquerdo. Arfei em meio ao ósculo, o que o fez sorrir. Jimin adorava estar no comando.

Lentamente, me empurrou, fazendo-me voltar a ficar deitado. Quando fez menção de se afastar, mordi seu lábio inferior, o puxando e produzindo um estalo ao soltá-lo.

Jimin voltou a dar atenção ao meu pênis, passando a mão por cima da boxer que eu usava e apertando o volume. Lentamente, segurou o elástico e o abaixou somente o necessário para que meu membro duro saltasse para fora. Me lançou um olhar rápido por cima do ombro, voltando a se sentar sobre mim, porém, dessa vez, de costas, me impossibilitando de acompanhar suas ações. Senti quando ele passou a língua pela fenda e a soprou, segurando meu pau pela base. Como sempre, eu estava lisinho.

Contive o gemido, segurando sua cintura. Fitei sua bunda coberta pelo roupão aberto, cujo qual eu deslizei pra cima para poder ter uma visão completa as bandas redondinhas e malhadas. Deslizei o indicador pelo espaço entre as duas, acariciando superficialmente seu buraquinho. Ele gemeu manhoso, colocando a minha cabecinha na boca. Que boquinha quente e gostosa.

Como quem quer mais, Jimin se aproximou do meu rosto, deixando tudo prontinho para mim. Por estar empinado, já me dava uma visão do caralho, mas não hesitei em segurar as nádegas e as afastar, apertando e usando os polegares para brincar com a entradinha que se contraía em busca de mais contato.

Quando Jimin colocou todo o meu pau na boca e começou a me chupar de verdade, passei a língua pelo seu ânus e a penetrei um porquinho, a retirando em seguida. Deixei um beijinho lá e outros ao redor. Em seguida, voltei a estimulá-lo com a língua, chupando enquanto penetrava. Afastei a boca, introduzindo um dedo. Jimin arfou, mandando todo esse ar quente na direção do meu pênis. Coloquei mais um, estocando devagar para não machucá-lo. Ele ajoelhou, deixando seu membro visível para mim. O coloquei na boca e imitei o que ele fazia com o meu, usando os dentes vez ou outra, ainda o estimulando por trás. Jimin, em algum momento, começou a ondular o quadril, fodendo a minha cavidade bucal. Relaxei a minha garganta o máximo possível, procurando sua próstata com o dedo indicador. Soube que a encontrei quando Jimin soltou um gemido mais alto que os outros, perdendo o foco e abandonando o meu pau.

— Não para, não — gemeu. — Isso, ahh…

Suguei seu membro com mais força, como se estivesse mamando, e ele quase gritou. Sorri com satisfação, tirando meus dedos de si e o afastando, não sem antes soprar a fenda da sua cabecinha. Aqui se faz, aqui se paga, Jimin.

Ele me lançou um olhar irritado, provavelmente amaldiçoando até o meu tataraneto por eu ter interrompido o boquete.

— Não queremos ninguém gozando ainda, doçura. Você não queria brincar?

Jimin bufou. Se levantou e girou, ficando de frente para mim. Observei, divertido, quando ele parou e ficou me olhando como se quisesse arrancar a minha cabeça. Que fosse a de cima, então, pelo amor.

— Você é um desgraçado. — Alarguei o sorriso, deixando um beijinho na ponta do seu nariz. — Droga, Jungkook, para de ser fofo! Não está vendo que o meu pau está mais alto que a antiga torre Jeon?

— Ser fofo não me impede de fazer e acontecer aqui neste quarto hoje de noite, Jimin. — Para provar, empurrei meu quadril contra o seu, causando uma fricção proposital entre nossos paus. Seus olhos perderam o foco por alguns instantes.

— Coisa certa na hora errada, como sempre. — Suspirou. Murmurei um “uhum” e lhe beijei a bochecha, descendo e repetindo o ato no seu pescoço. — Eu tinha em mente algo mais bruto para este momento, saca? — continuou. Murmurei outra vez, o ignorando completamente e me dedicando e lamber e beijar, agora, seu ombro. Levei o rosto até sua clavícula, deixando uma trilha de saliva, e continuei o marcando, ouvindo muxoxos seus vez ou outra. — O que acha de meter em mim com força agora, uh?

— O que acha de sentar em mim com força, uh? — retruquei na maior sacanagem. — Amor, o forte da relação é você. Abençoado seja aquele soro.

— Ei! — protestou, se afastando. — Minhas capacidades na cama não tem nada, repito, nada a ver com aquela merda. É algo que eu adquiri com o tempo.

— Uhum — falei outra vez. — Até porque duvido que você gostasse de quicar em mil novecentos e pontinhos. Saber que você já foi hétero me dá calafrios. — Ele me lançou um olhar de repreensão. — Brincadeira, não tá mais aqui quem disse. — Apertei seu pau. Jimin arregalou os olhos minimamente, não esperando pelo contato. — Também não acho que você trepou com muita gente enquanto estava numa fria, picolé.

Ele revirou os olhos pelo trocadilho.

— Pode rir, eu sei que você quer.

— O que eu quero — se levantou, sentando-se novamente nos calcanhares — é que você foque em mim e pare de se distrair antes que a gente broxe.

Levei a mão ao peito, falsamente ofendido.

— Como pode dizer isso? Em todos esses anos, nessa indústria vital, isso nunca aconteceu!

— Não queremos que a primeira vez seja hoje, então, correto? — Puxou minha cueca para baixo, sendo que antes apenas o meu pênis estava para fora. A chutei para o chão. Jimin voltou a rebolar. — Podemos, madame?

— Vou te mostrar a madame. — Num movimento rápido, inverti nossas posições, o colocando deitado. — Vira, bebê.

Ele sorriu safado e prontamente o fez, empinando as nádegas, deixando o peito apoiado no colchão. Me olhou por cima do ombro e balançou o bumbum.

— Vai ficar só olhando, Jungkook? Por que não…

— Faz o seguinte — o interrompi, desferindo um tapa moderado na sua banda direita. — A partir de agora, só abre a boca se for para gemer o meu nome.

Segurei meu pau e o guiei até o seu buraquinho. O empurrei de leve, como se fosse penetrar Jimin, o que não aconteceu. O passei pela área, brincando com a sua entrada pulsante e espalhando o meu pré-gozo. Novamente, coloquei a cabecinha em posição, a deslizando para o lado antes que ela entrasse. Sim, eu realmente era um desgraçado.

— Vai logo, Jungkook — Jimin resmungou, irritado.

— Como que se diz?

— Sério isso? — Comecei a ondular o quadril, simulando estocadas. — Por favor, Jungkook, só começa de uma vez.

Dei um sorriso muito, mas muito sacana.

— Eu posso fazer isso o dia todo.

Antes que pudesse obter uma resposta, o penetrei com tudo, ouvindo um gemido bem mais alto que os anteriores. Aguardei alguns instantes, já que sabia muito bem que de primeira a penetração dói como o inferno. Jimin afundou a cara no colchão, apertando o lençol entre os dedos. Hesitei por instantes, me perguntando se tinha o machucado.

Pouco depois, Jimin virou o rosto e empinou mais a bunda, o que levei como sinal verde. Segurei seu quadril e comecei com movimentos lentos, só para que se acostumasse. Pessoalmente, eu não curtia ir devagar. Não sei, não via graça em fazer com calma quando nós dois preferíamos do jeito mais bruto.

Conforme seus gemidos aumentavam, eu acelerava, passando a investir em estocadas fortes e certeiras.

— Tão apertado — gemi. Jimin contraiu o buraquinho de propósito. — Maldito! — Ele riu baixinho, risada esta que logo se transformou em arfar.

Vi, de canto de olho, sua mão indo até seu membro. A parei no caminho e empurrei de volta para o colchão. Não, ele não se tocaria. Pelo menos não agora.

Ofegante, parei por alguns instantes, só para retirar todo o meu pau de si e o empurrar para dentro outra vez com tudo. A força fez Jimin balançar, quase se desequilibrando. Apertei suas nádegas e as afastei, do jeitinho que adorava, e repeti a estocada. Jimin soltou um gemido alto, a força colocada naquele movimento de vai e vem era muita, e não no sentido ruim. Eu tinha a sensação de que explodiria de tesão, meus dedos ficariam marcados nas suas bandas.

— Que gostoso! — exclamei, tomado por aquela sensação maravilhosa. Estava quente, eu me perguntava se aquilo era estar no céu e no inferno ao mesmo tempo. Se estava pecando, não me importaria em queimar para a eternidade.

Quando o penetrei outra vez, não saí de dentro. Comecei a meter com velocidade, apertando os dedos na sua cintura, sentindo o orgasmo se aproximar ao som dos gemidos do meu namorado. Minha cabeça caiu para trás e mordi meu lábio inferior, pronto para alcançar o ápice, mas isso não aconteceu. Em minha frente, Jimin me olhava por cima do ombro com um olhar reprovador. Sua mão segurava meu quadril fortemente, impedindo que eu continuasse.

— Para que a pressa, Jungkook? — Passou a unha pela parte exposta do meu pau, sem quebrar o contato visual. — Temos a noite inteira para isso

Fez uma falsa expressão de choro, cuja qual logo foi substituída por seu sorriso mais safado. Ele colocou a ponta da língua para fora e umideceu os lábios. Meu pau latejou bonito.

— Merda, quer me enlouquecer?

Ele se afastou, me retirando de si, e virou-se, sentando nos calcanhares. Empurrou meu peito, me fazendo cair sentado no colchão. Arrastei-me até a cabeceira e apoiei as costas lá.

— Olhe e aprenda, amor.

Passou uma perna por cima das minhas e parou próximo ao meu pênis. O segurou, ergueu-se e se penetrou, rapidamente se movimentando. Aquela posição, além de alcançar pontos mais fundos, era uma das favoritas de Jimin, que gostava muito de estar por cima. Fosse sentando ou fodendo, ele pouco ligava, só amava ter o controle. E eu amava ser controlado por ele.

Jimin se apoiou no meu peito, o que lhe deu suporte para ir mais rápido. O impulso de fechar os olhos era grande, mas a vontade de continuar olhando era muito, muito maior.

— Estou quase — ele disse após um tempo, respirando com dificuldade.

Eu também estava. Peguei seu membro esquecido, abandonado, e o estimulei na velocidade que Jimin se movia. Gemendo alto, mordeu o lábio inferior e logo gozou, não deixando de sentar, apenas desacelerando. Ejaculei logo em seguida, gemendo tão alto quanto ele ou ainda mais.

Como sempre, foi incrível.

Jimin fez menção de sair do meu colo, mas o impedi. Ele me olhou com confusão, não tendo tempo de perguntar nada, pois selei nossos lábios.

Transar é bom. Transar com Park Jimin, então, é melhor ainda. Sabem por quê?

Porque com Park Jimin meu coração ficava tão aquecido que o calor do quarto não se igualava.

Acariciei sua bochecha e senti que ele sorriu. Entreabri os lábios quando ele pediu passagem, e logo sua língua explorava a minha boca. Imitei o ato na sua, sentindo, ao mesmo tempo, sua mão no meu rosto.

— Foi uma ótima massagem — falei baixinho e ele riu.

Lhe dei alguns beijinhos na bochecha antes de tirá-lo de cima de mim para que se deitasse ao meu lado. Jimin suspirou, colocando a cabeça no meu peito. Levei os dedos até seus cabelos e lhe fiz um cafuné.

— A gente não fazia isso há tempos. — Olhei para seu rosto.

Não fazia tanto tempo assim, na verdade. Da última vez que fomos para a cama juntos, o que não fazia nem uma semana, fui eu quem o surpreendi. Eu fazia aquilo com frequência, desde que não estivesse muito cansado ou arrebentado.

— Você gosta, né, safado? — Ele me deu um tapa. Seu rosto estava muito vermelho.

— Porra, Jeon Jungkook — ralhou. — Não se pode mais ser romântico nos dias de hoje, mesmo, hein!

Franzi o cenho, rindo e afundando o rosto na sua cabeça.

— Me desculpe por não ter nascido no tempo do meu avô — brinquei. — Às vezes eu paro e penso: será que você ia pedir a minha mão pro meu pai?

Ele deu de ombros.

— Talvez sim, talvez não. Se você ainda tivesse sua multinacional, quem sabe…

Lhe dei um beliscão fraquinho, ouvindo ele reclamar.

— É assim, então, Jimin? Quer dizer que eu tô te comprando pela minha carteira? Interesseiro!

Rimos juntos pois sabíamos que não era verdade. Jimin pouco ligava para dinheiro, tanto que, quando fomos para Miami escolher nossa nova casa, por ele, poderíamos morar até numa caverna. Beleza, não é para tanto, mas se eu dissesse que compraria um apartamento de três cômodos no subúrbio, ele só diria que tanto faz. Jimin nunca se apegou muito a bens materiais. Quando decidimos morar juntos, eu meio que entendi esse seu lado, pois, para mim também, qualquer lugar seria bom, desde que eu estivesse ao seu lado.

— Eu te amo — disse baixo, mas alto o suficiente para que eu ouvisse. — Sei que às vezes não parece, mas nunca duvide disso. Posso ser difícil e ter um temperamento forte que, junto ao teu, se torna explosivo, mas realmente quero que isso dê certo. Que a gente dê certo.

Suspirei.

— Me desculpe. — Fechei os olhos, fugindo dos dele que procuraram os meus. — Nossas ideias não batem na maioria das vezes. Discutimos muito, até mesmo na hora de escolher a marca do arroz no mercado, o que eu não queria que acontecesse. Você tem suas ideologias, seus princípios, o que me orgulha demais, não imagina o quanto, mas eu também tenho os meus. Não consigo deixar de expor meus pontos, e me arrependo só depois que a merda está feita.

Seus dedos tocaram meu maxilar, virando meu rosto para baixo. Abri os olhos, vendo que os seus estavam úmidos.

— Eu nunca trocaria o que temos. Tenho medo de o seu pensamento não ser o mesmo, mas saiba que, mesmo não sendo perfeito, você ainda é a melhor pessoa para mim. O melhor de mim.

Senti um aperto no coração.

— Eu nunca pensaria diferente. — retruquei prontamente. — Confesso que, de vez em quando, me pego imaginando o nosso futuro. Você com essa carinha de neném enquanto eu estarei enrugado como uma fruta.

Jimin riu pela comparação.

— Seria a mais bela fruta. — Beijou minha mão que estava em seu ombro.

— Ouvir você me chamando de fruta melhorou o meu dia. — Ri. Estava meio para baixo pelo fato de que Jimin não envelheceria como eu, então não queria mais pensar naquilo.

— Mas você se chamou de fruta primeiro — rebateu com diversão.

— É, né? — Apertei suas costelas, recebendo em retorno uma gargalhada gostosa.

Ficamos em silêncio depois daquilo, cada um perdido em seu mundinho. Eu já estava distraído, um pouco mais animado, e tinha em mente algumas melhorias na armadura.

— Está muito cansado? — Jimin chamou.

— Mais ou menos — fui sincero. — Não tanto quanto antes, acho. Você está?

— Sabe que não.

Jimin nunca ficava cansado. Efeito do soro.

— Eu queria te mostrar algumas coisas, mas isso pode ficar para amanhã, então. — Ele brincava com meus dedos quando disse.

— Pode mostrar, se quiser — respondi. — Não pretendo dormir tão cedo.

Me olhou, percebendo as segundas intenções no meu tom de voz.

— Está certo — concordou.

Observei Jimin se levantar e cambalear na hora de colocar os chinelos que estavam no chão. Foi até o closet, abriu as portas e as fechou atrás de si. Enquanto o esperava, fechei os olhos e dei uma descansada, já sabendo que iria até tarde.

Um tempinho depois, ouvi as portas se abrirem outra vez e abri os olhos, fixando o olhar no meu excelentíssimo namorado. Meu queixo caiu e eu abri os olhos um pouco mais.

Parado na minha frente, encostado no batente, Jimin tinha um sorriso nada casto. Já não estava nu, como antes, e seu corpo era — muito pouco — coberto por… uma fantasia. É, uma fantasia. Jimin vestia uma fantasia sexual de ninguém mais, ninguém menos, que o Capitão América. Aquilo era mais excitante de se ver do que eu podia imaginar.

O chamei com o indicador. Jimin andou até o meio do quarto e colocou as mãos na cintura, fazendo sua pose típica. Embora tivesse as mesmas cores e estampas, aquela peça estava longe de ser semelhante à que ele usava nas ruas, começando pela parte da pélvis, onde havia um buraco, deixando seu pênis e testículos para fora. Como uma cueca boxer, suas extremidades inferiores não chegavam até a metade das coxas. Na parte de cima, duas mangas, como as de camisetas, cobriam parte dos seus ombros. Na área da clavícula, o decote não era profundo, tampouco muito fechado.

Jimin deu uma voltinha. Na parte de trás, ao contrário do que imaginei, não havia nenhum buraco, na roupa, entre suas nádegas, apenas o tecido cobrindo sua bunda. Um pecado.

— Comprei esses dias — ele disse. — Não sabia se você iria gostar, mas me dá um tesão impressionante, então decidi usar.

Demorei alguns instantes para responder.

— Já estou duro de novo. — Era verdade. Meu membro já tinha começado a subir e eu estava com fogo outra vez.

Jimin sorriu, satisfeito com o efeito causado por si em mim.

— A coisa é que, como você viu — caminhou até mim, pegando seu pênis e o masturbando lentamente —, só tem uma forma dessa fantasia funcionar agora.

Entendendo o que ele quis dizer, meu ânus se contraiu automaticamente. Abri um pouco as pernas. Jimin entendeu o recado.

— Espero que tenha falado a verdade antes, quando disse que não vai dormir tão cedo. — Se ajoelhou na cama e engatinhou até mim, se encaixando na frente do meu pênis. Um dos seus dedos passou por cima da minha entradinha, a acariciando de leve. — Porque eu também posso fazer isso o dia todo.

30 de Junho de 2018 às 22:22 0 Denunciar Insira 0
Fim

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laura f "i'm on a curiosity voyage and i need my paddles to travel. these books are my paddles. i need my paddles!" wattpad: lollyvato spirit: lollyvato

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