Um Horizonte Além do Véu Seguir história

babz babz .

Onde Taehyung, depois de ter sua vida abalada pelo ex, decidiu que nunca mais se envolveria com alguém de novo. E Jeongguk apenas procurava por um cão-guia. | taekook | shortfic |


Fanfiction Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#fluffy #babz #bts #taekook #kookv #vkook #taehyung #jeongguk
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Capítulo 1

Jeongguk estava atrasado demais para se dar ao luxo de ajeitar o nó da gravata, que fizera de qualquer jeito. O despertador lhe traíra naquela manhã, deixando que acordasse quinze minutos depois do horário, pulando da cama direto para baixo do chuveiro para um banho rápido.

Nem se olhou no espelho antes de sair do quarto, correndo para a cozinha para pôr o café para passar e colocar algumas frutas na mesa, junto de pão e alguns acompanhamentos. Logo voltava apressado para o — enfim, usado — quarto adaptado do apartamento, levando um susto quando abriu a porta e deu de cara com o garotinho sentado na cama com as mãozinhas juntas sobre as pernas.

— Hyung, você está atrasado — disse baixinho, quase rindo por se divertir com a situação.

— Bom dia para você também, Jaebum — tentou soar irritado, mas só conseguiu roubar um sorriso banguela do garotinho de cinco anos.

O moreno atravessou o quarto e se sentou na cama ao lado do pequeno, acariciando seus fios tão negros quanto seus próprios. Não pôde evitar sorrir com o gesto, pois era gostoso sentir a maciez dos cabelos do menino enquanto admirava seu rostinho tão pequeno, de bochechas fofas e feições delicadas.

— Bom dia, hyung — sorriu sem mostrar os dentes (ou a falta que dois deles faziam). — Estou com fome... Podemos tomar café?

— Claro, pequeno, eu já preparei a mesa. Espere aí — falou rapidamente enquanto se levantava, segurando a mão do Jaebum, que se apoiou naquele toque para se levantar também.

Jaebum tinha apenas dois anos quando foi deixado em um abrigo para crianças, e recém havia completado cinco quando foi adotado por Jeongguk, um pediatra que costumava fazer as consultas mensais das crianças do orfanato. Devido a complicações durante a gestação de sua mãe, o garotinho nascera privado da visão; era cego.

O Jeon se apaixonara pelo pequeno assim que tiveram a primeira consulta, sendo uma espécie de amor à primeira vista. O real problema foi conseguir a aprovação para adotá-lo — o que levou mais de dois anos. Enquanto esperava pelos documentos, Jeongguk pôde adaptar o apartamento inteiro para receber seu futuro menininho. O lugar era espaçoso, tinha corredores largos e os móveis tinham pontas arredondadas; não existiam escadas nem desníveis em quarto algum, e nem passagens apertadas.

Era tudo perfeito e devidamente organizado, porque Jeongguk faria qualquer coisa que estivesse ao seu alcance para cuidar do melhor jeito possível de Jaebum — ou Bummie, como gostava de chamá-lo.

Cuidadosamente, Jeongguk e Jaebum foram de mãos dadas até a cozinha, com o mais velho brincando e falando sem parar, roubando risadas gostosas do pequeno, que se divertia mais a cada dia naquele apartamento grande demais só para os dois, mas tão cheio de amor. O menininho se sentia tão feliz por, finalmente, ter um lar; seus dias eram cheios de vida e alegria, porque seu novo papai — ainda não havia se acostumado a chamá-lo assim, e Jeon não estava a fim de explicar sobre — era o melhor do mundo inteirinho!

— Eu estou morrendo de fome! — O mais novo anunciou assim que foi colocado na cadeira pelo maior, que se sentou ao seu lado logo depois de pegar a jarra com o café passado e a caixa de suco na geladeira.

— O que você quer comer, Bummie? — perguntou enquanto servia uma xícara de café para si mesmo, observando o menor tatear a mesa com a ponta dos dedos.

— Ah, eu quero aquele sanduíche bom que você faz, hyung — disse meio manhoso, arrancando uma risada do Jeon.

— Tudo bem, vou fazer pra você — respondeu e já começou a preparar. — Está animado para o seu primeiro dia de aula, garotão?

A expressão no rosto do menino mudou de tranquila para um tanto tensa de repente, o que trouxe bastante preocupação ao pai. Jeongguk não poderia dizer que estava tranquilo em simplesmente deixar seu garotinho aos cuidados de outras pessoas — embora estas fossem profissionais qualificadas —, e ver que ele também não estava tão confortável assim apenas o deixou mais preocupado.

— E se os meus coleguinhas não gostarem de mim? — resmungou.

— Como alguém não gostaria de um cara legal como você, Bummie? — O menininho apenas deu de ombros. — Bom, se alguém não gostar... você finge que a pessoa não existe! Mas tenho certeza que você vai fazer vários amigos rapidamente, pequeno, não se preocupe.

A voz de Jeongguk era como um calmante para Jaebum — ele se atreveria a dizer que era até o seu som favorito no mundo! —, então decidiu confiar em suas palavras e até se sentiu mais animado para enfrentar o início daquela nova rotina.

— ‘Tá bom então, hyung — mostrou seu sorriso banguelinha outra vez, aquecendo o coração do mais velho.

Enquanto observava, agora, o garotinho comer o sanduíche tão afobado, Jeongguk pensava sobre a sugestão que seu colega de trabalho lhe dera: adotar um cãozinho para ser o cão-guia de Jaebum futuramente — ou até mesmo agora. Já havia marcado um horário para conhecer uma Escola de Cães-guias à tarde, estava ansioso para ver os bichinhos e, principalmente, para ver a reação de Jaebum ao ganhar um novo amiguinho. Jeongguk havia pesquisado tudo que se pode encontrar sobre cães-guia, e ficou muito animado ao ver que havia uma Escola na cidade, marcando imediatamente o encontro com um dos adestradores que trabalhava lá.

— Por que está tão quietinho, hyung? Está chateado porque desceu no ranking do Overwatch de novo? — segurava-se para não rir, mas falhou miseravelmente.

— Ei, seu pirralho atrevido! — tentou soar irritado, porém só conseguiu arrancar mais risadas do menor. Fora impossível não rir junto.

Às vezes, Jeon ficava surpreso com o quão bem o garoto conseguia lhe ler. Embora fosse privado da visão, Jaebum parecia conseguir enxergar para além de sua alma, como se sentisse quando algo estava errado ou alguma preocupação lhe enchia a mente. E isso só o tornava mais apaixonado pelo pequeno.

Os dois terminaram de tomar café-da-manhã entre conversas amenas, a maioria sendo sobre como o menor idealizava seu primeiro dia de aula, os professores e colegas. Depois de alimentados, Jeongguk vestiu o filho com o uniforme da escola, quase não conseguindo conter sua animação e ansiedade ao ver o garotinho vestido daquele jeito tão adorável com a mochilinha do Star Trek nas costas — acompanhada da lancheira combinando, também do Star Trek, obviamente.

— Aish, hyung, vamos logo — choramingou, cansado de ouvir os clicks da câmera que sabia que seu pai segurava.

— Só mais uma, Bummie! — disse já tirando mais umas quatro fotos em menos de cinco segundos.

— Eu não quero chegar atrasado logo no meu primeiro dia! — resmungou de novo, e Jeongguk se rendeu (mas só porque já tinha tirado umas trinta fotos do pequeno).

— Ok, ok — riu. — Vamos lá então.

No fim, os dois saíram apressados do apartamento, pois teriam apenas quinze minutos para chegar à escolinha, e o Jeon achava que teria que entrar com o garoto, já que era o primeiro dia. No carro, eles cantavam, num inglês enrolado e engraçado, as músicas que eram reproduzidas pela playlist do mais velho — muito Elvis Presley e All Time Low, obrigada.

Ao contrário do que Jeongguk pensava, ele não precisou entrar na escola para acompanhar o filho; já havia uma professora o aguardando na entrada, esta que o cumprimentou e se apresentou como assistente especial de Jaebum. Mais tranquilo, o moreno viu que estava bastante adiantado para chegar ao seu consultório, que ficava perto dali, então pôde ir sem muita pressa — sua primeira consulta era só em meia hora.

Estava ansioso para chegar o horário de ir à Escola de Cães-guia, tanto que não conseguia pensar em outra coisa. Só conseguia imaginar como seu pequeno Jaebum ficaria ao ver o novo amigo e como o cãozinho poderia passar a lhe ajudar nas tarefas do dia-a-dia.




— Taehyung, você está só o bagaço da laranja. — Namjoon disse enquanto o observava dos pés à cabeça. O rapaz vestia uma calça jeans preta, junto da camisa polo que era uniforme do lugar, porém seu rosto brilhava de tanta baba, e seus cabelos desgrenhavam para tudo que é lado.

— Aish, os filhotes estavam atacados hoje — explicou, pegando o lenço que o amigo oferecia para retirar um pouco daquela baba toda da cara. — Alguém deu café para o Nuri hoje, só pode! Ele quase me matou, não quis fazer o circuito por nada e ainda não parava nos desníveis do piso.

— Tae, você sabe que o Nuri é um caso perdido... — murmurou meio triste.

O Kim ficou sério de repente, fechando a cara em uma expressão bastante desgostosa. Ele amava todos os cachorros daquela Escola, dos filhotes aos mais velhinhos, dos adestrados aos que ainda precisavam de muito treino pela frente; não havia distinção, todos tinham um espacinho especial em seu coração. No entanto, há uns dias, chegara um filhote de Border Collie à instituição, uma raça que não estavam habituados, já que as mais comuns são Labrador e Golden Retriever, e o cãozinho estava criando um caos nos pátios do lugar.

A maioria de seus superiores já estava pensando em entregar o cachorrinho a um abrigo para ser adotado, não deixando mais que ele fosse treinado para ser um cão-guia. Todavia, Taehyung não queria desistir do pequeno Nuri, não quando este havia conquistado seu coração e ainda conseguia ser tão adorável, mesmo que fosse enérgico e um tantinho exagerado na animação. Por isso, fazia de tudo para adestrar o bichinho, fazendo com que ele parecesse mais comportado e ao menos apto para o trabalho de cão-guia.

— Ele é inteligente, Nam — suspirou cansado. — Eu tenho certeza que ele vai ser quase tão treinado quanto o meu Chopa logo, logo. Agora, me ajuda a ajeitar meu cabelo, porque o Jimin não veio hoje e eu vou ter que fazer a apresentação da Escola e dos cachorros pra um cara no lugar dele — bufou.

— O Jimin está doente, Tae, não fica reclamando assim. — Namjoon ria do drama do amigo, que fazia caras e bocas de desânimo. — Fazer as apresentações não é tão ruim assim!

O mais novo voltou a bufar, reclamando de dor enquanto o amigo tentava tirar os nós de seus cabelos com os dedos sem delicadeza alguma. Ainda teria que trocar a camiseta, pois os recepcionistas e os treinadores usavam uniformes diferentes — além disso, a sua estava suja de terra e baba também; os cachorros estavam realmente a fim de brincar com o Kim naquela manhã.

Depois de, consideravelmente, limpo e arrumado, Taehyung foi até a recepção principal da Escola para esperar pelo rapaz que iria fazer a visita. Enquanto o esperava, viu-se observando um casal que estava sentado num banco do outro lado da rua, provavelmente esperando pelo ônibus que logo passaria. Era um rapaz e uma menina que parecia ser bem mais baixa do que ele; eles trocavam risadinhas o tempo inteiro e o Kim pôde perceber que estavam se divertindo, mesmo que estivesse um tempo tão nublado e um dia bastante frio.

Franziu o nariz e virou o rosto para o lado oposto, passando a observar os quadros de cachorros que tinham nas paredes. Entretanto, era tarde demais; sua mente já voltava àqueles dias, onde jurava que era alguém feliz e tinha um relacionamento saudável. Começava a se sentir sufocado pelas memórias quando ouviu o barulho das portas automáticas se abrindo, dando passagem a um garoto de cabelos tão bagunçados que chegou a se perguntar se ventava muito na rua.

— Bom dia! — disse animado, recebendo o olhar do rapaz sobre si.

No instante em que os olhares se encontraram, Taehyung sentiu um calor subir de seu pescoço para seu rosto ao mesmo tempo em que o ar lhe fugia dos pulmões. Ficou sem reação ao ver o quão lindo aquele garoto era, tendo aqueles olhos arredondados e negros e um rosto pequeno e de feições delicadas. Sequer ouviu quando ele lhe desejou um bom dia de volta, ocupado demais em observar a cintura fina dele sendo marcada pelo cinto e a calça social, que estava por cima da camisa acompanhada por uma gravata com um nó meio desleixado.

Diante de tanta beleza, o Kim quase desaprendeu a falar — só não desaprendeu por completo porque xingava mentalmente aquele moleque por ser tão bonito.

— Oi? — O moreno abanou a mão na frente do rosto de Taehyung, tentando chamar sua atenção depois de tanto tempo sendo encarado daquele jeito meio estranho.

— Ah, oi! — Finalmente, amigos, Kim Taehyung de volta à Terra. Um tanto tímido, tentou parecer o mais normal possível após aquele quase micão. — Você veio para a visita?

— Sim — sorriu. — Sou Jeon Jeongguk.

— Kim Taehyung — fizeram uma reverência rápida. — Eu vou te acompanhar e te mostrar tudo! Pode vir comigo.

Enquanto ia atrás do rapaz de cabelos acinzentados, Jeongguk até pensou em falar que ele estava com a camisa do lado do avesso, mas achou melhor não comentar.

— Vamos direto ao centro de treinamento para você conhecer os nossos amiguinhos! — Taehyung falava tão animadamente que o moreno se perguntava se ele não tinha alguns bons anos a menos que si. — Hm, desculpe a pergunta meio indiscreta, mas para quem seria o cão? É que... bom, não é para você, né?

O Jeon sorriu outra vez, mas de um jeitinho mais bobo e quentinho.

— É para o meu filho — encheu a boca para falar, sentindo-se o cara mais feliz do mundo só por chamar Jaebum daquele jeitinho.

— Ah, sim — disse sorrindo também, achando adorável como o outro parecia ser um bobão pelo filho. — Quantos anos ele tem?

— Fez cinco há poucos dias!

O mais velho apenas acenou com a cabeça sem retirar o sorriso doce dos lábios, permitindo que o silêncio entre eles se prolongasse até que chegassem ao tal centro de treinamento, onde Jeongguk viu que era um espaço aberto bem grande. Alguns latidos podiam ser ouvidos, e o moreno já se sentia mais animado só com isso. O tempo todo, perguntava-se como que Jaebum reagiria ao saber do novo morador de seu apartamento; sabia que seu menino era apaixonado por animais, então tinha certeza que o cãozinho seria bem recebido de qualquer forma.

— Nesse horário, nós treinamos apenas os filhotes.... eles passam por uma longa avaliação pra decidirmos se eles estão aptos a serem cães-guia ou não. Os que não passam, são enviados a abrigos para serem adotados — explicou, sorrindo bobo ao ver os cachorrinhos em fila no campo, olhando curiosamente para Namjoon. — Mas os adultos já vão chegar, então nós podemos esperar e...

Quando Taehyung olhou para Jeongguk, sua fala se perdeu. O moreno estava com os olhos vidrados no vidro que permitia que vissem o campo de treinamento de dentro da sala, encantado ao ver tantos animaizinhos tão adoráveis, sentadinhos e aguardando pelas ordens de seu treinador. O Kim segurou a risada e cruzou os braços enquanto encarava o rapaz, mudando de ideia sobre o que iria sugerir para que eles fizessem.

— Você quer entrar e conhecer os filhotes? — perguntou. O Jeon imediatamente o olhou com os olhinhos brilhando, parecendo uma criança animada.

— Eu posso?!

— Claro que sim, vou pedir para o Namjoon me deixar assumir, assim posso até te mostrar como nós os treinamos! — Estava tão animado quanto o outro, pareciam duas crianças agora.

Rapidamente, o de cabelos cinza explicou a situação para o amigo, que prontamente deixou os dois rapazes entrarem e Taehyung assumir o treino dali. O Kim ofereceu uma das camisetas que usavam nos treinos para o moreno, que aceitou sem pestanejar — teria que voltar ao trabalho depois, então não poderia estar sujo.

Assim que entraram no grande espaço verde, os cachorrinhos vieram correndo em sua direção — mais na de Taehyung do que na de Jeongguk —, pulando em suas pernas e fazendo uma grande festa para eles. Logo, a maioria já estava na volta do mais velho, que ria e brincava com cada um deles. No entanto, havia um único que não fazia bagunça com o Kim, pois estava mais ocupado em farejar cada mínimo cheirinho de Jeongguk, rodeando suas pernas sem parar.

— Oi, amiguinho — falou docilmente, abaixando-se para brincar com o cãozinho de pelagem preta e branca. Imediatamente, ele pulou no moreno, seu rabinho abanando com tanta rapidez que chegava a impressionar.

— Olha, parece que o Nuri gostou de você! — Taehyung sorriu ao ver o rapaz sofrendo para levantar, pois o cachorrinho pulava em sua barriga, deixando lambidas e mais lambidas em seu rosto. — Nuri! Venha já aqui! — ordenou e o bichinho imediatamente se afastou do moreno, obedecendo o que lhe havia sido mandado.

— Ele é muito fofo. — Jeongguk falou entre risadas enquanto se levantava, batendo nas roupas para tirar um pouco da grama que lhe sujara. Mesmo que o filhote tivesse babado seu rosto e sujado suas calças, o moreno sentia que, de certa forma, ele era especial.

— Ele é especial. — O Kim disse suavemente, como se lesse a mente do mais novo, que ficou um pouquinho chocado.

Então, para mostrar a Jeongguk como os cãezinhos eram treinados, Taehyung rapidamente colocou todos em formação. Internamente, o adestrador temia que Nuri fizesse alguma bagunça, pois era sempre serelepe demais e acabava por não ouvir um ou dois de seus comandos; e o visitante parecia ter gostado tanto dele, sentia como se, definitivamente, não pudesse decepcioná-lo.

No entanto, para a grande surpresa do Kim, Nuri se comportou perfeitamente. Obedeceu a todos os seus comandos, e, sinceramente, foi o melhor dentre todos os outros filhotes ali. E, enquanto o mais velho cuidava dos doguinhos, foi a vez de Jeongguk se perder admirando a beleza do garoto. Xingou-se mentalmente por não ter reparado antes como ele era bonito, tendo o rosto tão simetricamente delineado; os olhos largos eram intensos e os lábios rosados pareciam ter gosto de geleia de framboesa ou de cereja. Além disso, vê-lo sorrindo tão adorável enquanto brincava e mexia com os cachorrinhos só deixou Jeongguk ainda mais abobado, babando com o quão linda era aquela cena toda.

Taehyung pegou Nuri no colo depois de deixar todos os cães em posição de fila, chamando o Jeon com a mão em um aceno meio desajeitado. E quando o moreno encontrou de novo os olhos largos do mais velho, sentiu como se correntes elétricas percorressem por cada centímetro de sua pele, arrepiando-se levemente e sentindo suas bochechas cheinhas corarem.

Tinha algo estranho acontecendo ali, e Jeongguk queria muito descobrir o que era. O Kim, por outro lado, temia a tal descoberta, e já estava decidido a fugir de qualquer tipo de atração que sentisse por aquele rapaz com rosto de feições infantis e corpo tão bonito.

— Você quer ver os cachorros adultos agora? — Taehyung perguntou meio envergonhado. — Eles já estão treinados e podem ser adotados na hora, você só vai ter que passar pela parte burocrática que é cheia de papéis.

O Jeon se aproximou do garoto que tinha o cãozinho no colo, acariciando a pelagem branca e preta de Nuri com delicadeza, recebendo mordidas fraquinhas em seus dedos.

— Ele não pode ser adotado? — perguntou sem olhar para o mais velho, concentrando-se em brincar com o animalzinho. Antes que o treinador pudesse responder, os dois ouviram o alarme do celular do moreno ressoar, chamando sua atenção. — Ah, eu preciso ir buscar meu filho no colégio. Posso voltar amanhã e trazê-lo comigo?

— Claro que sim! — sorriu animado, colocando Nuri no chão para guiar o Jeon até a recepção novamente.

Quando chegaram à pequena sala final, olharam-se de um jeito meio estranho — timidez, curiosidade e mais timidez se mesclavam para deixar o ar um tantinho pesado.

— Foi um prazer conhecê-lo, Jeongguk-ssi — cumprimentou educadamente. — Espero vê-lo amanhã!

— Sim, foi um prazer — acenou, saindo pela porta em seguida.

Ah, Jeongguk estava tão animado para contar a novidade para Bummie, mal conseguia se conter direito. Seu coração batia de um jeitinho bagunçado, e ele estava culpando a bendita ansiedade por isso. Além do mais, estava curioso para saber como havia sido o primeiro dia de aula de seu menino... tanto que nem se importar em pisar um pouquinho mais fundo no acelerador, literalmente correndo para pegá-lo na escola.

— Que filho da puta bonito. — Namjoon comentou do nada, dando um baita susto em Taehyung, que suspirava encarando a porta da recepção por onde o moreno havia saído há pouco tempo.

— Não comece, hyung — revirou os olhos, voltando para dentro do prédio acompanhado do mais alto.

— Ué, não era eu que ‘tava quase babando em cima de um visitante — deu de ombros para provocar Taehyung, que só ficou ainda mais irritado e envergonhado. — Ele parece ser legal.

— Sim, parece mesmo. — Um suspiro deixou seus lábios assim que terminou a frase, roubando uma risadinha discreta de Namjoon.

— Será que ele está solteiro?

— Não sei, nem quero saber. — Sua expressão se fechou subitamente, fazendo com que o Kim mais velho contivesse sua língua solta um pouco. — Ele pode ser um dos caras mais lindos que eu já vi, e pode parecer ser muito legal também, mas você sabe...

— Sei, sei... você não se envolve com ninguém, blá blá blá. — Um silêncio os abraçou por alguns segundos, até que o mais alto resolvesse se pronunciar outra vez. — Ele disse que voltaria amanhã, né?

— Sim, com o filho — parou por um instante, raciocinando. — ‘Tá vendo? Nem de homem ele deve gostar. Ele tem um filho!

— Ah, então você se importa? — debochou do amigo, que imediatamente o jogou a primeira coisa que viu pela frente. Infelizmente, foi um grampeador.

— Kim Namjoon, eu vou te matar!

Os dois iniciaram uma perseguição mortal como os bons adultos que eram, lutando por sua honra que estava em jogo. E, em meio àquela correria toda, Taehyung se perguntava um pouquinho sobre o tal do Jeon Jeongguk, sobre sua idade, seus gostos e até sobre seu filho... mas só por curiosidade, é claro.

30 de Junho de 2018 às 05:18 1 Denunciar Insira 20
Continua… Novo capítulo A cada 30 dias.

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babz . bts&skz | “if there’s shadow, there must be light.”

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Gab Gab
Eu to muito emocionada que você publicou ela primeiro :cc ela será eternamente a minh Taekook favorita, mal começou e já estou apaixonada de novo ahshs
30 de Junho de 2018 às 09:37
~