carolina718f Carolina Pires

Numa cidade muito movimentada uma mulher se depara com não saber nada sobre si mesma, nem mesmo quem é. Com o passar do tempo memórias boas ou ruins dependente de vários de pontos de vista lhe mostram que ela é uma bruxa. Será que Bellatrix Lastrange, vai mudar devido a ter perdido a memória ou vai voltar a ser quem era? Entre neste muito de fantasia e mistério com um pouco de harry Potter à mistura.


Fanfiction Todo o público.

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Bellatrix Lastrange

Era um dia normal, o céu brilhante lá fora no meio de um céu limpo e sem nuvens. Quando uma garota no meio da rua, uma rua apinhada de gente, ela olhava para todos os lados, sem mesmo mexer o seu corpo. Os seus olhos pareciam girar nas órbitas e ela parecia um pouco desnorteada. A realidade é que ela não sabia quem era ou mesmo onde estava.


Depois de um tempo percebendo que não devia continuar ali no meio de gente que nem ao menos ela conhecia, ao olhar numa direção um letreiro com uma palavra que ela não sabia o que significava, pois parecia numa língua que ela não conhecia, a mesma decidiu se dirigir até aquele local, podia ser que não estivesse tão apinhado de gente e ali ela conseguisse uma resposta para as perguntas que começavam aparecendo na sua mente.


Num lugar inóspito e até estranho para tal, pelo menos ao olhar á volta ela sabia o que era que a rodeava, que era um supermercado um lugar onde pessoas compram coisas, comida, bens.


Ela não sabia quem era, a primeira coisa que fez mesmo sem pensar foi olhar pra si mesma. As suas roupas eram normais, simples. Parecia uma pessoa que não era de classe social alta, ao notar um peso, leve até no seu bolso dirigiu a mão até lá para logo reparar que ao tirar o que estava lá dentro era uma pequena cartela, uma espécie de mini carteira, castanha , pele ao que parecia.


Lá dentro um cartão ou apenas uma foto sua com um nome, e vários carimbos. Pelo menos o básico ela sabia ou pelo menos a sua mente lhe dava a informação de que aquilo era um passaporte, os carimbos mostravam que ao que parecia a mesma mulher, ela tinha viajado por muitos e distintos lugares, mas os quais não se lembrava nem um pouco.


Aquilo podia lhe ter suscitado curiosidade, mas não, havia algo diferente no local onde ela estava o que realmente lhe dava curiosidade. Ela não sabia o que era apenas sabia que tinha de seguir. Á primeira vista o supermercado estava muito vago, não apinhado de gente como na rua onde antes tinha estado e ela andava por entre fileiras e fileiras de prateleiras esperando ver algo ou alguém que conhecesse e foi quando no meio entre as parteiras, 9 e 10 que ela viu um homem. Um pouco atarrachadinho, baixo, gordo, pouco maior que um gnomo de jardim.


Ao repensar a discrição do homem na sua mente, um pequeno animal ou outra coisa que ela não sabia dizer exatamente o que era apareceu, era algo pequeno, estava num jardim e parecia se mexer ou mesmo tentar arrancar algo de lá. Podia até ser um gnomo, mas ao que a sua mente lhe dizia não podia ser, gnomos não se mexem, e o rosto dele nem era idêntico ao de um. Mesmo ela tendo visto apenas de relance a imagem se formando, parecia quase deformada.


Tentou focar a sua atenção no homem na sua frente e agora ela notava que ele tinha um óculos em forma quase de losango, muito encostados aos seus olhos, e por trás os seus olhos pareciam dois enormes vitrais azuis.


Se num instante o homem estava lá perto dela, mas ainda longe parecendo entretido em algo para notar que a mesma o olhava. Ele tirou um punhado de pó do que parecia o bolso, atirou para cima de si murmurando algo entre dentes, mal movendo os lábios e no instante a seguir ele sumiu, desapareceu.


A mulher foi até lá a passos rápidos, o homem não podia simplesmente ter desaparecido não podia, mas como?


Quando a mulher chegou ao local onde antes estava o homem se deparou apenas com o que restava do pó que ele tinha atirado sobre si mesmo, segundos antes de desaparecer. Passando as mãos sobre o chão, ela via que o pó era muito semelhante a cinzas, apenas mais claro, não tinha cheiro.


Tentando imitar os gesto ela pôs um pouco daquele pó por cima de si, mas por instantes percebeu que não ia resultar, aquele homem tinha dito algo, algo que ela não tinha conseguido ouvir.


Ela ficou ainda alguns momentos naquele corredor imóvel, especada apenas pensando como era possível o homem ter desaparecido, quando percebeu que devia estar fazendo figura de parva e se moveu, era óbvio que tinha gente a olhando ou era o que ela pensava, pois ainda se sentia desnorteada.


Depois de percorrer maior parte daquele local ainda desejando que o homem aparecesse e lhe dissesse algo, o que não aconteceu ela decidiu que ia voltar a sair talvez para o meio daquela multidão.


Desta vez ao sair por outra porta que não a que tinha entrado, não havia muita gente como antes ela se tinha deparado. De longe em longe se via uma pessoa mas nada que a fizesse ficar ainda mais confusa.


Ao que parecia ela era uma pessoa viajada ou era o que parecia, mas havia mais, porque ao ver aquele homem ela sentia uma familiaridade enorme. Será que ela o conhecia? Será que eram conhecidos ou até amigos?


Levando a mão ao bolso, de novo ela tirou a bolsinha com o passaporte, passando os dedos sobre o papel , observando os vários carrinhos e no meio o nome, Bellatrix lastrange. Ao ler aquele nome ela teve uma sensação estranha, algo que apenas o nome lhe causava. Será que ela tinha sido uma pessoa má em vida ?


Ela passava pelas ruas pouco movimentadas, de tempos em tempos um carro passava.


Ainda era dia, poucas nuvens de destoavam em meio ao sol. Em algumas horas ia escurecer e ela teria de procurar um local onde pernoitar, será que ao menos ela tinha dinheiro, ao pensar isso era como se ela percebesse que por dentro da sua roupa existisse outra coisa, algo comprido tal como uma varinha. Por dentro de um bolso que vinha do seu casaco escuro.


De novo ela pôs a mão e retirou o que realmente era uma varinha. Comprida, escura, será que ela era uma bruxa?


Com o pensamento a sua cabeça doeu e tudo pareceu girar por um instante , mas logo depois ela se recompos e continuou andando por aquela rua , alisando com os dedos o objeto.


Ao parar num instante ela se deparou com uma pequena casa com um nome diferente " tavernos" era o que estava escrito no letreiro desta vez.


Ela observou por pouco tempo e logo abrindo a porta ela estava do outro lado , várias pessoas com malas ali estavam , era óbvio que aquilo era uma estalagem um lugar em que ela poderia pernoitar, mas de novo a sensação de não ter como pagar para ali ficar. Ela abriu o passaporte e dentro do mesmo nada mais havia nem mesmo dinheiro. Ao se dirigir ao homem que se encontrava por trás do balcão , o mesmo a encarou logo perguntando.


— Deseja passar a noite aqui?


Confundus — sem nem mesmo saber a razão porque o tinha dito ou mesmo porque tinha puxado a varinha e atingido o homem que agora a olhava muito sorridente, parecia lhe nato como se ela sempre fizesse isso.


— Claro madame lastrange , aqui está a chave, o seu quarto é o 4 , á esquerda, espero que tenha uma boa estadia — a mulher ficou o olhando ainda espantada , olhando para as próprias mãos e logo depois para as outras pessoas que a olhavam espantadas.


Ela pegou a chave e em pouco tempo estava subindo as escadas se afastando de toda a gente que ainda a olhava. Algo dentro dela gostou de usar aquela varinha , de enfeitiçar aquele homem, mas ela não sabia o porquê disso.


Ao chegar ao seu quarto ela apenas sabia que precisava descansar, mas ao abrir a porta e se deparar com um enorme espelho ela viu pela primeira vez a sua figura. Uma roupa totalmente preta, o que parecia ser um vestido e uma espécie de capa em cima dela , a varinha na sua mão como se fosse algo feito á medida e que assentava lhe que nem uma luva e os seus cabelos negros como a morte, aos cachinhos, muito bem encaracolados.


Mas não era só isso, era o olhar, o sorriso entranhado, mas não um sorriso de quem está feliz. Um sorriso de ironia, como um certo desdém até. Ela moveu a varinha entre os dedos, tendo o cuidado de não falar nada que lhe podesse afetar, será que ela tinha medo de ser enfeitiçada ou estava já a lembrar se de quem era?


Depois de instantes em frente ao espelho retangular que mostrava sempre aquela imagem que ela agora sabia ser dela, bellatrix lastrange, uma imagem perfeita e imaculada. Ela se virou e logo viu o que precisava, uma cama.


Ela ia descansar, tentar por a cabeça em ordem coisa que ela não sabia se ia conseguir. Passando os dedos ainda sobre a varinha a virando, deitada de barriga para cima, descansar não o conseguia fazer, em vez disso imagens , memórias vieram em sua mente, ela no meio de uma casa um homem em pé, e a mulher um pouco gorducha se contorcendo no chão.


— Vão me dizer o que eu preciso sobre o meu senhor, ou eu tirei de continuar fazendo .... — ela parou apenas uns instantes e a mulher pareceu abriu os olhos, vida ainda haviam neles.


....cruciatus— continuou e a mulher se virava , gritava a plenos pulmões que a matassem e ela bellatrix lastrange apenas se divertia com o que estava fazendo.


— Nós não sabemos nada e mesmo que soubéssemos não lhe diríamos — dizia o homem que a olhava enquanto olhava também para a mulher no chão.


— Muito bem, não é como se eu fosse mesmo parar — com um sorriso como o que a mulher no hotel demonstrou em frente ao espelho, ela voltou a sua varinha agora para o homem e no mesmo instante em que ela disse "cruciatus", ambos gritavam e esperniavam no chão, aquilo pareceu durar uma eternidade, a luz ia se afastando dos olhos de ambos, mas a realidade é que eles ainda estavam vivos quando ela saiu de lá.


A mulher agora no hotel, ria enquanto brincava com a varinha na mão, desta vez não tenha medo de pronunciar a palavra " cruciatus " , mas havia algo no seu íntimo, ela precisava saber mais daquele " senhor/mestre" foi aí que ao dar por isso o seu braço começou doendo, quase ardendo, num instante, ela puxou a manga do seu vestido, e lá estava uma marca , uma cobra envolta numa caverna. Ao tocar aquela tatuagem muitas e diversas imagens vieram á sua mente, muitas delas com relação a tortura , outra com ele Voldemort, aquele garoto novinho por quem ela tinha uma admiração e paixão.


Ao olhar pela janela ela viu que anoitecera, era noite, ela não ia conseguir encontrar aquele homem agora, as imagens na sua mente ainda estavam muitas confusas, então em meio a torturas que a faziam rir ela adormeceu.


Com o sol batendo e entrando no quarto ela acordou para logo se deparar com alguém entrando no seu quarto, era apenas uma empregada de limpeza com um aspirador.


— Vim limpar o seu quarto disse ela.


Mas bellatrix não estava para perder tempo com uma mulherzinha insignificante, com uma palavra apenas ela a calou e logo depois usando o petrificus totalus em conjunto com o locomotor mortis, ela a fez ficar imóvel e cair rígida no chão. Era quase assustador ver a satisfação de bellatrix no rosto. Ainda que ela soubesse quem era, ainda não sabia como voltar para casa ou como procurar o seu mestre que ela sabia estar vivo.


Saiu do hotel e tentando repensar os seus passos ela tentou voltar ao supermercado, na verdade era ridículo para alguém como ela , depender de trouxas para saber como voltar a casa.


Agora ela sabia que os carimbos eram falsos, por alguma razão ela os tinha, talvez para tentar enganar algum trouxa mas não sabia de facto.


Ela andava, quase deslizava pelo asfalto sem ligar se as pessoas a olhavam, sim a roupa dela não era tão simples.


Depois de um tempo ela lá estava no local onde antes viu o homem atarrachadinho, era óbvio que só podia ser alguém do ministério , mas porque tão perto de trouxas?


Ela não precisava de uma resposta a isso, só queria saber como sair daquele mundo não habitado por bruxos. Ela odiava ter de depender do homem, se o mesmo não aparece ela teria de ficar ali por alguns dias, algo que nem se cabia.


Mas era o seu dia de sorte, ao percorrer de novo as prateleiras 9 e 10 lá estava ele, desta vez bellatrix lastrange, pegou na varinha a apontando para o homem , o mesmo que logo depois deixou cair algumas coisas.


— Lastrange... — o homem quase engasgado tentava falar.


— Para você é senhora lastrange. — disse ela divertida e agitando a varinha.


— Quero saber como sair deste mundo cheio de trouxas — sem dar uma explicação ou mesmo dizer que tinha perdido a memória, que era algo que alguém como ela não ia admitir.


Mas não precisou ele responder, algo tão simples como “aparatar” veio na sua mente e instintivamente ela sabia o que fazer.


Ela não precisa dele para nada , mas bellatrix lastrange, não precisa de ninguém, no entanto ela queria se divertir , impunhando a sua varinha com convicção e repetindo o que tantas vezes ela adorou fazer " cruciatus " — lá estava ela formulando o feitiço, ela podia ter utilizado o petrificus totalus, para o manter imóvel, mas não o fez, o pequeno homem se movia, gritava, esperniava nas suas mãos e ela apenas ria vendo.


Ela podia ter medo que os trouxas a vissem, mas não fazia parte da sua natureza, ela adorava ver o pânico, o medo expresso em cada olhar, em cada boca aberta, olhar esbugalhados, foi assim durante muito tempo, nenhuma pessoa ousava se mexer, impedir o que quer que ela estivesse fazendo, no fim com uma “Avada kedavra” o homem parou de se mover, estava ali o seu corpo sem vida. Não demorou até que Bellatrix Lastrange aparatasse e desaparecesse deixando todos ao seu redor estupefatos.


12 de Maio de 2024 às 16:47 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Carolina Pires Ao lerem o que escrevo podem conhecer um pouco de mim...mas não tudo. Uma pequena escritora com gostos peculiares e extravagantes. Amante de terror e hot. Escrevo de tudo um pouco, mas a minha especialidade são as minhas poesias e hot🔞🔥. Viciada em supernatural, Harry Potter e ressaca.

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