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Onde Park Jimin escreve um e-mail a Jungkook, questionando como o ex conseguiu seguir em frente em tão pouco tempo, apesar das juras de amor eterno


Fanfiction Bandas/Cantores Todo o público.

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Oito de agosto

Para: jjeonggk@gmail.com

Assunto: Oito de agosto

Oi, Jungkook. Aqui é Park Jimin. É, aquele seu ex de uns anos atrás. Olha, eu sei que já faz muito tempo e que esse início de e-mail ‘tá mal escrito. Mas, por favor, leia; ou não, sei lá. Talvez eu esteja escrevendo isso meio bêbado. Talvez.

Ok, eu nunca mandaria um e-mail para você se estivesse sóbrio, ainda mais hoje! Você se lembra que dia é hoje?

Como sou idiota. Claro que não se lembra! Afinal, a última vez que comemoramos foi a dois anos atrás. Mas eu, como o ex idiota, claro que me recordo do nosso aniversário de namoro. De uma forma estranha, todo dia oito de agosto me lembro de momentos que um dia foram tão especiais pra nós.

Bem, eu enrolei, enrolei, e até agora não disse o real motivo de eu estar mandando uma mensagem eletrônica a você em plenas três da manhã. E posso soar patético por apenas entrar em contato depois desses anos. Não que esse propósito seja algo muito importante pra você nem nada; mas acho que precisa – ou ao menos precisava – de saber o porquê. Porque terminei com você em 2015.

Afinal, você, Jungkook, era o namorado perfeito! Me lembro da reação de todo mundo quando contei que tínhamos terminado.

"Você terminou com ele, está louco?" "Você é idiota, Jimin" "Por que caralhos você fez isso?" – isso foi o que ouvi de meus amigos mais próximos nos primeiros dias. Mas o impacto que essas frases me causaram nem se comparam com o impacto que tive quando te vi chorar.

Ainda me lembro perfeitamente da sua cara de incrédulo. De como me questionou mais de mil vezes porquê.

Eu meio que te idolatrava, confesso. Jeon Jungkook, o deus grego! Aquele que me deu todo o suporte que precisava quando não passei no vestibular; e me apoiou ainda mais quando, na terceira tentativa, consegui ingressar no curso de jornalismo (que, inclusive, vai horrivelmente bem).

Mas, apesar de suas qualidades, de seu apoio infinito e da forma que dizia que me amava todo santo dia, tinha um defeito (talvez o único): Você não me entendia.

Não sabia como era ver em você tudo o que eu queria ser; não percebia que eu não conseguia aceitar o seu amor – não amava a mim mesmo, oras!

Então tive que terminar. Me sentia sufocado; não por você, mas por mim mesmo.

Foi libertador. No início, assustador. Estava sozinho, mas percebi que não precisava de ser assim. Tinha família, amigos, e essas pessoas podiam me mostrar que, talvez, eu não fosse uma sombra do nosso relacionamento.

E decidi fazer terapia. Na verdade, a decisão não foi totalmente minha; fui meio que obrigado, mas acabei gostando. De vez em quando ainda vou, só pra desabafar um pouco.

Tanta coisa aconteceu desde então! Namorei um estudante de psicologia (que era extremamente irritante e fazia questão de me analisar e dizer o quão fodido psicologicamente eu era – mas, céus, como ele era bom de cama!). Ele não preencheu o vazio que você deixou, mas foi importante para que eu constatasse que era muito mais do que achava ser. E, que, foi só amando a mim mesmo que compreendi seu amor.

Esse e-mail não é pra te perguntar por que caralhos você não me convidou pro seu casamento. Ou pra questionar como você conseguiu seguir em frente com outra pessoa em tão pouco tempo (que, apesar de relativo, considero dois anos pouco demais para decidir passar a sua vida com outra pessoa), mesmo dizendo que seu amor por mim era eterno.

Descobrir através de um convite que você seguiu em frente foi pior do que parece ser.

É difícil admitir, mas fiquei mal, sim. Na verdade, ainda fazem poucas horas desde que descobri, então ainda tô um pouco abalado. Mas você consegue entender por quê?

Porque agora parece óbvio para mim que a culpa disso é minha, mesmo que eu tente te culpar (como meio que fiz nesse e-mail). No fundo, eu ainda achava que voltaríamos a namorar um dia. Que você ia me esperar, como prometeu.

Droga, eu soo como um maldito egocêntrico. Talvez tenha me tornado um.

Mas, Jungkoook, antes de tudo, quero que você saiba que te desejo uma ótima vida normal. Sem mim, claro, mas com o seu noivo olhudo e que vocês tenham crianças incrivelmente lindas e com olhos gigantes.

Desculpa. É o álcool falando. Juro.

Boa noite de oito de agosto. Espero que esteja feliz.

Atenciosamente, Park Jimin. 

28 de Junho de 2018 às 22:30 0 Denunciar Insira 0
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