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cupcakealado Princesa Jikooka

Eu odiei o que Jimin fez meu mundo se tornar após conhecê-lo, me fazendo dependente de si como nunca imaginei ser de alguém e deixando cravado em minha memória os melhores momentos da minha vida para então sumir, simplesmente desaparecer do mapa. Ser dado como um patriota que faleceu na guerra, mas... Merda, Jimin nem ao menos sabia cantar o hino!


Fanfiction Para maiores de 18 apenas.

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Prologue: About being so confused.

Eu poderia listar 1001 motivos pelos quais odiava Park Jimin, ou melhor dizendo, o que ele fez meu mundo se tornar sem fazer o menor esforço para isso.

Poderia começar falando sobre como odiava toda aquela sua autoconfiança quando dava em cima de alguém no ensino médio, fazendo-o bem na minha frente quando eu mesmo era covarde demais para externar meus verdadeiros sentimentos sobre ele.

Odiava o modo como falava comigo sem ao menos me conhecer de verdade, me fazendo querer mais que tudo socar aquela sua bela cara e romper todos os estereótipos sobre ômegas serem mais incapazes que alfas.

Odiava a forma que usava seu cabelo e quase fez meus pais lhe expulsarem de casa no primeiro jantar juntos que tivemos, pois era quase como se ele estivesse afrontando uma família duramente tradicional que ao menos deixava o filho – aka eu mesmo – namorar alguém que não fosse prometido a minha mão.

Odiava os sorrisos ladinos que me lançava sempre que tínhamos que partir caminho, enquanto ele insistia em me observar até sumir no final da rua e com aquela maldita expressão que muitas vezes me fazia voltar correndo para dar um último beijo, que se tornava um entre vários, para se tornar uma noite inteira e então o dia seguinte embaixo do seus edredons.

Odiava sempre que me fazia rir quando o que eu mais queria era chorar, pois tudo a minha volta parecia que iria desmoronar se não fosse ele me abraçando e…

Ah, eu odiava seus abraços que me faziam sentir acolhido em meio toda bagunça do dia-a-dia, que me tornavam dependente de um toque e calor único. O dele.

Eu também odiava suas marcas em meu pescoço depois de uma noite que meus pais ficariam incrédulos de saber que ocorriam antes do nosso casamento. E odiava mais ainda ter que esconder os roxos até o dia em que seus dentes me tornaram como seu finalmente, ligando nossas almas como uma só e diante de todos daquela minha família arcaica demais para os tempos modernos.

Eu odiava o fato de apenas ter lhe pedido uma única coisa na vida: uma filha. Mas mesmo assim ter feito gerar em mim um garoto que eu odiava ser tão dependente quanto era do próprio pai.

Eu odiava até mesmo o fato de ser ômega e enfrentar tantas coisas que alfas como ele não enfrentavam, mesmo que a sensação de sempre estar sob sua vigia fosse motivo suficiente para meu coração se aquecer toda noite.

Mas Jimin nunca me fez odiar tanto algo nessa vida quanto o dia em que aquela maldita carta chegou em nosso correio. Eu me lembro como se fosse ontem e não anos atrás a época em que ele corria pela casa com Taeyang nos ombros, simulando uma viagem de avião e despertando animação até mesmo em Wyrth, aquele São Bernardo que só sabia dormir e comer o dia inteiro.

Era para ser mais um dia normal, então porque tão simplesmente tudo desandou e meu ódio passou a ser pelo fato de tudo aquilo citado anteriormente, estar na conjugação do passado…?

Eu sabia que não era culpa dele, mas ainda assim eu precisei chorar para alguém quando a convocação para o exército se fez real. Entre todas pessoas daquele país, justo ele sendo convocado para servir a maldita da pátria que por mim poderia se explodir…

Aquilo era pedir demais de mim.

Então eu passei a odiar as botas de combate que usou uma única vez antes de sair pelas portas de casa.

Eu odiei a forma como se empenhou em passar mais jantares comigo e Taeyang, como segurava minha mão por baixo da mesa e a apertava dizendo mudamente que tudo estava bem mesmo que não, nada estivesse bem.

Eu odiei ver ele se oferecer para cuidar do nosso bebê de madrugada, como se soubesse que teria apenas aqueles dias para isso e… É, ele de fato apenas tinha mesmo. E mesmo que ele não soubesse, eu quebrava nossa promessa de que não choraria, pois era demais para meu coração ver a forma como se debruçava no berço do nosso filho, agitando os brinquedos pendurados no móvel e sorrindo tão sereno que eu não vira nem ao menos em todos nossos anos de casados.

Eu odiei o fato de ter tornado nossas últimas vezes, primeiras novamente.

Eu odiei quando subiu naquele ônibus com a promessa de que voltaria, pois tinha as duas pessoas mais importantes do mundo precisando dele. Naquele dia, pela primeira vez eu passei por cima do meu ego e admiti que sim, nós precisávamos dele e que eu esperaria todo tempo necessário para tornar a tirar aquela sua farda brega.

E ele recheou aquela despedida com risos quando conseguiu maliciar minha melhor frase emotiva. Então beijou a ponta do meu nariz, minha boca e a própria marca que residia em meu pescoço, me fazendo arrepiar enquanto deixava a promessa de retorno.

“Prometa cuidar daquele projeto de aviador nosso, mas mais que isso, também cuidar de você mesmo”, fora seu pedido enquanto segurava minha mão. “Vocês precisam se manter forte para que eu também consiga me manter”.

E odiei que de repente ele já não parecia tão confiante com a promessa de volta.

Só que então eu passei a amar.

Eu amava o cheiro de seu perfume impregnado em suas roupas, quando na verdade deveria odiar o fato de essa ser sua única presença mais fresca naquela casa.

Eu amava as bochechas rechonchudas de Taeyang que me remetia tanto a imagem de Jimin quando sorria e fazia seus olhos se tornarem meias luas. Mas eu odiava não saber o que responder quando ele perguntava antes de dormir que horas o papai chegaria.

Se eu ao menos soubesse…

Eu amei os números, pois me apeguei a cada um deles no calendário até que Taeyang passasse o primeiro aniversário com a única lembrança do pai sendo uma carta escrita à mão.

Eu amei um velha caixa de sapatos que serviu como receptáculo para todas cartas que recebia no decorrer do ano… Pelo menos enquanto recebia.

Sua última carta foi exatamente no dia 27 de Fevereiro de três anos atrás. A rádio do carro tocava Translucent Amber, do Mountains of the Moon enquanto eu levava Taeyang para escolinha. O sol estava ameno e a bala de menta na boca me fazia controlar a ansiedade que vinha tendo.

Então a rádio teve sua transmissão cortada e o boletim de uma recente guerra nas fronteiras da Coreia do Norte, anunciada. Era o terceiro ano sem ele quando aquele aviso me fez perder a razão e chorar até que o trânsito se tornasse um caos, sem ninguém entender o quão desesperado estava naquele momento.

Mas bem, de qualquer modo ninguém nunca entendeu a profundidade de minhas olheiras. Todas condolências eram coisas superficiais, pois ninguém realmente entendia como era saber que seu marido caminhava em direção a própria cova, com a merda de uma arma em mãos que tinha o intuito de acabar com uma guerra que só se iniciou por causa de outras como ela.

Então naqueles dias eu concluí o quão burra era a humanidade e o quão burro eu mesmo fui ao me apaixonar justamente por quem tinha todo potencial para seguir no exército. Um alfa lúpus.

É, no final todos éramos burros… Mas o pior de todos foi Jimin que me havia deixado a promessa de retorno quando era um baita desastrado e seria capaz de dar um tiro no próprio pé sem ao menos perceber.

27 de Junho de 2018 às 19:44 6 Denunciar Insira 21
Continua…

Conheça o autor

Princesa Jikooka Amar? Por que? Por um tempo nao vale a pena. Para sempre... Eh impossivel.

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Park Lyra Park Lyra
Quando vai atualizar??
2 de Junho de 2019 às 20:58
Selly San Selly San
Amei, sigo no Sprit e aqui também.😚
27 de Junho de 2018 às 18:21

Ana Vict�ria Ana Vict�ria
Perfeição
27 de Junho de 2018 às 16:12
yuka why??? yuka why???
STAN EU SOU
27 de Junho de 2018 às 15:25

~