Oh Sehun Next Door Seguir história

vminsure jai oliveira

Se havia alguma coisa que Kim Jongin amava sobre a faculdade — fora seu curso de fisioterapia, é claro — era a majestosa existência de Oh Sehun.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#suho #sulay #junmyeon #kai #sehun #sekai
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Capítulo Único

Se tinha uma coisa que Jongin odiava mais que acordar cedo e pão com manteiga, eram os treinamentos de incêndio da faculdade.


Ele sabia que precisava deles em caso de um incêndio de verdade acontecer só não entendia porque esses treinamentos precisavam ser todos na madrugada fora o barulho infernal de tão alto da sirene.


Se Jongin soubesse que teria que assustado nas madrugadas por causa de um treinamento de incêndio, ele teria escolhido não fazer faculdade.


Como Jongin tanto reclamava, numa quarta-feira às quatro e meia da manhã a sirene de incêndio foi soou fazendo Jongin acordar caindo de sua cama e batendo a testa na escrivaninha ao lado.


O moreno piscou rapidamente e, abraçado com seu travesseiro, balançou seu colega de quarto Yixing para que o mesmo acordasse — como Yixing não acordava com aquele barulho enorme, Jongin nunca entenderia.


E Jongin saiu do quarto abraçado em seu travesseiro com fronha de arco-íris, um pijama azul todo abarrotado e uma pantufa cor de rosa que havia roubado de sua irmã mais nova, a sorte dele era que sua irmã gostava de pantufas largas, porque eles não calçava o mesmo número. Yixing estava logo atrás dele, grogue de sono, mas com os olhos arregalados por causa do alarme de incêndio que continuava a tocar.


Por conta da preguiça, as escadas do dormitório pareciam muito mais longas e Jongin não era o único a pensar aquilo, todos os outros estudantes estavam com uma cara horrível enquanto desciam pela escada se arrastando.


Quando chegou na frente da faculdade, encontrou seu melhor amigo, Junmyeon com os cabelos jogados para cima, abraçado com um travesseiro e praticamente dormindo em pé. Jongin caminhou até onde ele estava e ficou ao lado de Junmyeon, logo Yixing acompanhou os dois.


Outra coisa que Jongin odiava sobre a faculdade, era o fato de seu colega de quarto ser namorado de seu melhor amigo e ele ficar de leva o tempo inteiro para os dois.


Não, Jongin não ficava feliz com a infelicidade de Junmyeon muito menos de Yixing, ele achava o máximo que os dois tinham se encontrado e se gostado, mas custava não deixar Jongin de vela?


Dois minutos depois, o reitor da faculdade apareceu, vestido de samba canção e uma camiseta sem mangas cinza com desenhos de uma banda antiga que Jongin nunca ouviu falar. O homem de cinquenta anos tinha seus cabelos — ou melhor, o que restava deles — jogados para todos os lados e tinha cara de poucos amigos; alguém lhe entregou um microfone.


Aparentemente, o alarme de incêndio havia sido tocado por algum dos estudantes como uma brincadeira de mal gosto e que o culpado era um aluno, chamado Kim Minseok, já havia sido pego pela segurança logo depois e confessou que estava pagando uma consequência de um jogo idiota.


— Ele será penalizado e eu quero que fique claro que esse tipo de comportamento não será tolerado dentro dessa faculdade.


Ninguém estava levando a sério o reitor Choi vestido daquele jeito, mas era engraçado vê-lo bravo com roupas de dormir e tentando provar alguma liderança no meio de um bando de jovens idiotas.


Jongin segurou sua vontade de rir e desviou o olhar do reitor da faculdade para as pessoas que estavam ao seu redor. A maioria estava abraçada com seus travesseiros e parecendo que haviam sido atropeladas por um caminhão de areia. Os olhos de Jongin varreram o local até encontrar seu vizinho de dormitório: Oh Sehun.


Se havia alguma coisa que Kim Jongin amava sobre a faculdade — fora seu curso de fisioterapia, é claro — era a majestosa existência de Oh Sehun.


Os dois tinham a mesma idade, entraram na mesma época no dormitório, acabaram virando vizinhos de porta desde lá e isso acabou fazendo com que Jongin criasse uma leve quedinha por Sehun. Afinal, quem aguentaria ver aquele homem de peitoral definido, sorriso e olhar marcante passando na frente de sua porta sem camisa o tempo inteiro? E para ajudar mais ainda, Sehun tinha aquele cabelo preto que combinava totalmente com seu tom de pele sensual.


Jongin sempre soube que tinha atração por garotos e garotas do mesmo jeito e nunca teve problemas com sua sexualidade, nunca contou para os seus pais (mas pode-se dizer seus pais não ficaram surpresos quando o viram aos beijos com Kim Jongdae de seu curso de piano dois meses depois de terminar com Krystal), mas Sehun despertava algo totalmente dentro de si que era inexplicável.


Mas como o bom azarado que era, Jongin descobriu no segundo mês de faculdade que Sehun tinha um namorado: Luhan, o loirinho que fazia pós-graduação em astronomia. E Jongin não era nenhum tipo de destruidor de lares muito menos um babaca sem compaixão pelos outros e conseguia até confessar que eles faziam um casal meio que fofo.


Depois que o reitor terminou de fazer o seu discurso, Jongin suspirou e pensou que a única coisa que queria fazer naquela hora era dormir pelo resto do dia, mas ele também lembrou que tinha que estudar para uma prova que aconteceria no final da semana. Então, Jongin se contentou em dormir até — pelo menos — oito da manhã.


Ele se arrastou pelas escadas do prédio, sem se preocupar se Yixing estava o seguindo, e foi para seu quarto. Se jogou na cama de qualquer jeito e fechou os olhos, mas para sua tristeza o sono não vinha. Dez minutos depois, ouviu seu celular vibrando.


lay [04:57 am]:

fui com o jun pro

quarto dele

não se preocupe

comigo :)


Jongin revirou os olhos e deixou seu celular na escrivaninha. Rolou para um lado, para o outro, pra cima, de bruços, mas de jeito nenhum conseguia pegar no sono e isso acabou frustrando-o. Ele tinha a opção de dormir até mais tarde e não conseguia. Bufou com o rosto no travesseiro e abraçou suas cobertas, pensando que seu dia não podia ficar pior.


— Kai?


Ouviu uma voz do outro lado do quarto e franziu a testa, somente quatro pessoas o chamavam daquele jeito: Sua mãe, Yixing, Junmyeon e Sehun. Junmyeon e Yixing estavam no quarto do Kim e Jongin tinha quase certeza de que a sua mãe estava dormindo pacificamente em sua casa. Virou-se para a porta e viu Sehun parado na porta — que Jongin realmente não lembrava de ter deixado aberta — vestido com uma camiseta sem mangas e uma calça de corrida. Jongin piscou algumas vezes e sentou na cama.


— Ah, oi, Sehun. — Jongin murmurou comprimindo um sorriso tímido.


Sehun entrou no quarto e sentou ao lado de Jongin, que na mesma hora lembrou que estava com um hálito horrível, até porque ele não tinha escovado os dentes ainda.


— Tendo problemas para dormir?


— Acho que aquele alarme queimou meu cérebro — Jongin murmurou fazendo uma careta — e drenou todo o meu sono.


— Quer ir dar uma corrida? Eu não queria ir sozinho e já que você está aí sem conseguir dormir.


Jongin piscou pesado algumas vezes e olhou para a cama vazia de Yixing. Dar uma corridinha até que não faria mal. Ele era acostumado a fazer bastante exercício no ensino médio, mas acabou ficando um tanto quanto preguiçoso quando chegou à faculdade.


— Ah! Claro, deixe só eu trocar de roupas. Acho que ninguém vai me levar a sério se eu aparecer com esse pijama azul de ursinhos e pantufas cor de rosa.


Sehun olhou para as roupas que Jongin estava falando e deu risada, fazendo com que Jongin desse risada junto. Ele passou a mão pelos cabelos castanhos e levantou da cama.

— Vou te esperar lá embaixo, não esquece de levar uma garrafa de água.


O moreno assentiu e viu Sehun sair de seu quarto com um sorriso nos lábios, Jongin chutou as pantufas para um lado aleatório do quarto e foi trocar de roupas. Tirou seu pijama amassado e colocou roupas confortáveis para corrida. Pegou uma das garrafas de água de Yixing, viu em seu celular que era pouco mais de seis da manhã e saiu de seu quarto logo depois de escovar os dentes.


Como havia dito, Sehun estava esperando Jongin na entrada do dormitório, com uma garrafa vermelha de água, seu celular e fones de ouvido. E então eles foram correr às margens do Rio Han.


Depois de correrem por menos de vinte minutos, Jongin percebeu que estava realmente fora de forma e os dois pararam de correr na mesma hora que Jongin começou a ficar sem ar.


— O ahjussi da loja de conveniências me emprestou essas cadeiras, senta aí. — Sehun falou deixando a cadeira no chão, onde Jongin sentou-se e bebeu parte da sua garrafa de água. — Por sorte algumas dessas funcionam 24h.


— Eu… estou mais fora de forma que imaginava. — Jongin falava entre puxadas de ar.

Ele realmente estava sentindo seus pulmões queimarem e mesmo estando perto de um rio, não parecia melhorar rápido. Sehun colocou a outra cadeira à frente da pequena mesa e sentou-se.


— Por que não me disse que não costuma correr, Jongin? — Sehun perguntou franzindo as sobrancelhas.


— Não achava que estava tão enferrujado assim. — Jongin fez uma carta e seus pulmões pareceram voltar ao normal.


Sehun balançou a cabeça, jogando seus cabelos que caiam sobre sua testa para trás e Jongin poderia jurar que havia mordido o lábio inferior naquela mesma hora.


— Jongin, você têm sérios problemas, cara. — Sehun segurou uma risada e colocou sua garrafa de água sobre a mesma. — Mais dois minutos e você teria parado no hospital.


— Acho que o fato de eu não ter tomado café da manhã antes de sair também ajuda. — Jongin balançou os ombros e recebeu um olhar de estranheza vindo de Sehun.


— ‘Pra sua sorte, meu caro, eu sou um ótimo adivinha e comprei dois potes de ramyun na loja de conveniências. — Sehun levantou-se — Vou lá buscar e você fique aí… Respirando.


O mais novo franziu a testa com a própria piada e Jongin deu risada enquanto Sehun caminhava até a loja de conveniências que não ficava longe de onde eles estavam. Jongin passou um pouco de água no rosto, para não ficar com expressão de quem havia passado mal ou de um zumbi (não estava nos planos dele fazer parte do cast de The Walking Dead muito menos Train to Busan, não mesmo) e enxugou com a própria camisa.


Sehun logo voltou com os potes de ramyun e dois pares de chopsticks em mãos, a única explicação para aquilo era que Sehun tinha mãos grandes, o que causou pensamentos um tanto quanto pervertidos na mente nada ingênua de Jongin.


— Aqui. — Sehun murmurou colocando os potes em cima da pequena mesa de cimento e sentando na cadeira novamente.


— Valeu, Sehun. — Jongin agradeceu ignorando sua própria mente pervertida e suas imaginações idiotas.


— Que isso, não precisa me agradecer. É o mínimo que eu posso fazer por ter quase feito você ter um ataque pulmonar, se é que isso existe.


Sehun juntou as sobrancelhas novamente e Jongin pensou que, talvez, aquela fosse a mania mais fofa que ele já viu no vida.


O ramyun estava bem quente e apimentado, Jongin não era muito afim de comidas apimentadas, mas ele era muito a fim de Sehun e na fome que ele estava, agradecia até mesmo se tivesse comido o macarrão instantaneamente cru.


— Mas… Sehun, seu namorado não vai achar estranho você estar aqui comigo? Ele não tem ciúmes? — Jongin disse pegando uma porção de macarrão com chopsticks e levando até a sua boca.


— Namorado? Que namorado? — Sehun perguntou confuso.


— Luhan? — Jongin falou de boca cheia.


— Ah, Luhan. Nós não estamos mais juntos, já têm alguns meses eu acho. — Sehun deu ombros, ficando em seu macarrão e Jongin praticamente engasgou naquela hora. — Ele ficava me chamando com nomes dos planetas do sistema solar enquanto nós transavamos. Era estranho. E quando eu terminei com ele, Luhan me chamou de Plutão. Não entendi porquê.


Jongin podia jurar que We Are The Champions começou a tocar naquele momento e ele iria comemorar ao som dos vocais incríveis de Freddie Mercury, mas ele apenas fez uma expressão de surpresa e se tocou na última parte do que Sehun havia dito.


— Plutão não é aquele planeta que vive entrando e saindo do sistema solar? — Jongin perguntou gesticulando com os chopsticks em mãos.


— Eu não tenho a menor ideia, mas a questão é: era super broxante aquilo.


Sehun torceu o nariz e Jongin pensou que ele talvez estivesse lembrando de alguma vez que aquilo tivesse acontecido. Não era uma cena agradável de se imaginar.


E Jongin fez algo que qualquer pessoa normal faria numa situação totalmente desconfortável e estranha: começou a rir. Riu tanto que seus pulmões começaram a doer novamente. Quando o Kim percebeu, Sehun estava rindo junto com ele.


— Alguém já disse que a sua risada é incrível? — Sehun falou fitando os olhos de Jongin, que sorriu e balançou a cabeça indicando que não. — E te chamar de Saturno enquanto vocês fazem sexo?


Jongin começou a rir de novo, colocando a mão na frente da boca e Sehun o acompanhou. Os dois tinham certeza que as pessoas passando pela rua naquele momento iria pensar que eles eram malucos, por estarem dando risada daquele jeito às seis horas da manhã, quase sete, mas nenhum deles se preocupava com aquilo.


— Eu acho que eu vou querer ouvir a sua risada pelo resto da minha vida, Kai. — Sehun disse quando eles pararam de rir novamente.


Jongin sentiu suas bochechas esquentarem por causa do elogio e murmurou um obrigado xoxo, não era todo dia que se tinha o cara que você gosta dizendo que a sua risada alta, exagerada e totalmente estranha é bonita e que quer ouvi-la pelo resto da vida. Junmyeon e Yixing com certeza não acreditariam nele.


Muitas risadas e potes de ramyun depois, Sehun sugeriu que os dois voltassem para os dormitórios já que o tanto de risada que havia dado naqueles poucos minutos já haviam válido por três horas de corrida, em suas próprias palavras.


Eles haviam corrido mais do que Jongin havia imaginado, então acabou sendo uma boa caminhada de volta à faculdade. Já era mais de sete horas da manhã e as ruas começavam a ficar lotadas de gente indo para o trabalho.


— Ah, merda. — Sehun disse ao não encontrar suas chaves no bolso de sua bermuda e o fato de que a porta de seu dormitório não estava aberta. — Merda.


— O que foi que houve? — Jongin perguntou parado ao lado de Sehun.


— Não trouxe as minhas chaves e a porta ‘tá trancada. Merda. — Sehun bufou pegando seu celular e digitando uma mensagem furiosamente. — Que maravilha. Chanyeol, meu colega de quarto, está na aula e não pode sair de lá e ele é o único com a chave extra.


Sehun bateu a cabeça contra a porta levemente, desejando poder se teletransportar para dentro de seu quarto.


— E quando ele sai da aula?


— Nove e meia, agora são oito e dez. Mais de uma hora trancado ‘pra fora do quarto.


Jongin deu um sorriso de canto em compaixão, girando a maçaneta da porta do seu quarto.


— Eu só tenho aulas pela tarde, se você quiser pode vir esperar no meu quarto. Yixing-hyung ‘tá com o namorado.


Sehun agradeceu a oferta de Jongin e os dois entraram no dormitório do mais novo. Jongin murmurou que Sehun poderia ficar a vontade enquanto ele tomava um banho.


— Chanyeol ama me foder, não é possível. — Sehun resmungou, jogado na cama de Jongin. — Ele sabe que eu preciso arranjar um modelo até o final da semana ‘pro meu portfólio e ainda não procurei um que possa me ajudar e que eu iria fazer isso hoje pela Internet e me deixa trancado ‘pra fora do quarto.


Jongin saiu do banheiro todo molhado e com uma toalha amarrada na cintura, a atenção de Sehun foi totalmente voltada para ele.


— Eu… shampoo… esqueci.


Jongin gaguejou com o olhar que Sehun estava lhe dando e apontou para a gaveta da escrivaninha. Pegou o shampoo e virou-se novamente para Sehun.


— Você… ‘tava falando algo sobre um modelo? — Jongin perguntou mordendo seu lábio inferior.


Yep, não sei se você lembra, mas eu curso fotografia. E o professor passou um projeto em dupla final de semestre para entregar no mês que vem que tem que ser feito com modelos e eu ainda não tenho o modelo. — Sehun suspirou e Jongin levantou uma sobrancelha, tendo uma ideia. — Maldito dia que eu fui escolher o Baekhyun como dupla e ele me largou dizendo “Escolhe o modelo e a gente se vira no resto


— Precisa ser um modelo profissional?


— Não, somente alguém que aceite ser fotografado representando o tema que eu escolhi. — Sehun falou digitando sua décima quarta mensagem xingando Chanyeol por não ter deixado uma chave reserva.


— Oh, e qual é o tema?


— A moda com o passar o tempo; desde 1920 até os tempos atuais, vindo do começo do século vinte, com todas aquelas roupas formais até o que ela é hoje em dia: roupas unissex, maquiagem sendo usada em mulheres, em homens e toda a diversidade. Baekhyun disse que poderíamos até criar uma história e um cenário por trás das fotos, mas ele é apenas um babaca que gosta de inventar coisa. — Sehun revirou os olhos.


Jongin passou o dedo indicador pelos lábios, sem acreditar que estava prestes a dizer aquilo.


— Eu fazer isso.


Sehun levantou com um pulo da cama e ficou na frente de Jongin, pegou em seus ombros molhados fitando seus olhos.


— É sério? Eu não vou te atrapalhar? — Sehun perguntou sem nem ao menos piscar.


— Claro que não vai me atrapalhar, eu tenho duas provas finais nessa semana e o meu trabalho de fim de semestre já está pronto. — Jongin deu um sorriso tímido e Sehun o abraçou.


— Obrigado, obrigado, muito obrigado, Kai. Você é um anjo! — Sehun falou contra seu pescoço, apertando Jongin contra seus braços. — Eu vou ligar pro Baekhyun!


®


Junmyeon, Yixing e Jongin estavam sentados embaixo de uma árvore no jardim da faculdade, era horário de almoço e eles tomando sorvete enquanto Jongin falava para os dois o que havia acontecido naquela manhã.


— E agora você vai ser modelo dele? — Junmyeon perguntou mexendo seu sorvete com a colher.


— Aham! — Jongin falou dando uma colherada no sorvete. — E tudo porque o Chanyeol deixou a porta do quarto deles trancada.


— Na verdade, porque o Minseok apertou o alarme de incêndio no meio da madrugada. — Yixing disse deitando na grama e apoiando a cabeça nas coxas do namorado.


— Olha, eu nem ligo sobre de quem é a culpa. — Jongin suspirou — O ponto é: Sehun e Luhan terminaram e agora eu tenho uma chance.


— Tenho oitenta por cento de certeza que vocês dois vão acabar transando durante esse photoshoot, Kai, é muita tensão sem resolver. — Junmyeon disse levando uma colher de sorvete até os lábios do namorado.


Jongin fez uma cara de quem não estava nada contente.


— Na verdade, não, Baekhyun também vai estar lá. — Ele falou deitando na grama e olhando para o céu azul.


— Não te impede de agarrar o Sehun, Jongin. — Yixing disse e Junmyeon concordou.


— Eu não sei vocês, mas eu não sou exibicionista. — Junmyeon e Yixing pareceram ofendidos. — E mais, não quero fazer o Sehun ficar desconfortável, vou tentar fazer uma abordagem leve.


— Você diz isso, Kim Jongin, mas quando vê o Sehun, fica babando e não fala coisa com coisa.


Jongin virou para o outro lado depois de ouvir Yixing dizendo aquilo, e olhou para as outras pessoas passando pelo jardim com uma expressão irritada.


— Não quero mais falar com vocês.


— Nem comigo?


Aquela não era a voz de Yixing nem de Junmyeon, Jongin tinha certeza daquilo. Ele sentou-se novamente e viu Sehun na direção do sol, com toda aquela luz, poderia se dizer que Sehun era um anjo, mas na verdade era apenas o sol da primavera.


Yixing e Junmyeon deram risadinhas idiotas, na opinião de Jongin, enquanto o mais novo do trio tirava as folhas da calça para ficar frente a frente com Sehun.


— Não, só com aquelas duas velhas chatas ali.


Jongin apontou para Yixing e Junmyeon com o cotovelo e Sehun sorriu de canto, fixando seus olhos no moreno à sua frente.


— Então, eu falei com o Baekhyun e com o nosso professor de fotografia para agendar o estúdio e tinha uma vaga no sábado agora, você está livre no sábado? — Sehun perguntou ajeitando sua mochila no ombro.


— Sim! Quer dizer, claro, estou livre. Nada mesmo ‘pra fazer. — Jongin falou se enrolando nas palavras.


— Ótimo! Eu te mando o endereço por mensagem ou nós vamos juntos, o que você achar melhor. Apenas… Leve o seu corpo.


Jongin assentiu com um sorriso leve nos lábios e Junmyeon pigarreou.


— Ei, Sehun, Baekhyun é hetero? — Junmyeon perguntou com um sorriso sacana nos lábios e Yixing olhou para ele com uma expressão confusa.


Sehun franziu a testa, olhando para os dois amigos de Jongin.


— Eu não tenho a melhor ideia, ele nunca me disse nada. — Sehun balançou os ombros — Agora eu preciso ir, tchau Jongin.


E Sehun se afastou dos três amigos, quando ele estava numa distância segura, Jongin chutou o pé de Junmyeon.


— O que foi que você estava fazendo? — Ele perguntou parecendo bravo.


— Jongin! Eu estava resolvendo seu problema! Se eu soubesse do que o Baekhyun gosta, eu podia mandar um amigo lá no estúdio pra dar em cima dele.


— Kim Junmyeon, você é ridículo.


Jongin balançou a cabeça, pegou sua mochila e começou a andar em direção à sala de sua próxima aula.


— Eu só estava tentando ajudar! — Junmyeon gritou para Jongin, que apenas mostrou um dedo do meio para o amigo mais velho e continuou a andar.


Junmyeon e Yixing deram risada, pensando que do jeito que Jongin estava, os dois iriam ficar flertando até os oitenta anos.


Quando o sábado chegou, Jongin praticamente pulou da cama às oito da manhã, ele conseguia sentir seu coração praticante pulando do peito. Estava ansioso porque nunca havia sido modelo antes e parecia uma experiência interessante — e pelo fato de que o fotógrafo era Sehun.


Às oito e meia, Jongin e Sehun foram para o estúdio que Sehun havia reservado para o dia inteiro, justamente para que não houvesse nenhum contratempo e o photoshoot acabasse atrasando. Baekhyun já estava esperando os vizinhos junto com duas mulheres, que Jongin descobriu serem a prima de Baekhyun e uma amiga de Chanyeol.


A prima de Baekhyun, Heejin, era estilista de um grupo de k-pop famoso pela Coreia toda e ele havia pedido a ela para que ajudasse com os figurinos para o photoshoot e a amiga de Chanyeol, Suran, ficaria encarregada da maquiagem, já que tinha feito alguns cursos de maquiagem.


— Então, docinho, vamos arrumar seu visual enquanto eles dois arrumam os equipamentos? — Heejin disse e Suran assentiu, olhando para Jongin.


— Claro.


Jongin deu um sorriso leve e seguiu as duas mulheres até uma sala que, aparentemente, estava funcionando como um camarim improvisado. Jongin viu várias roupas expostas e demarcadas com seus respectivos anos e épocas, dos anos 1910 até os dias atuais.


— Durante os primeiros anos, não vão ser muitas trocas de roupas porque aquela época se baseava em roupas militares, ternos gravatas e todas essas baboseiras. — Heejin falou pegando o primeiro traje e entregando para Jongin. — Você pode ficar a vontade, esse aqui é só pra testar a câmera.


Eram roupas simples, um terno cinza com listras verticais, suspensórios e uma gravata borboleta. Jongin se sentiu o 11th Doctor naquelas roupas. Suran apenas cobriu algumas pintinhas e o moreno saiu do quarto, caminhou lentamente até onde Sehun e Baekhyun estava e os dois começaram a tirar as fotos.


Sehun havia dito que não ia ser nada muito profissional, mas enquanto Jongin olhava as fotos dos anos 20, 30, 40 e 50, tudo pareceu muito profissional para ele.


Nos anos 60, Jongin seguiu com o estilo Elvis Presley, pois era sua época, com as jaquetas de couro, calças extremamente largas e bermudas cáqui. E com os anos 70 vieram as calças boca de sino com seus cintos marcantes e cabelos estranhos.


Resolveram dar uma pausa para almoçar antes de começar os anos 80 e Jongin assumiu para si mesmo que estava adorando ser modelo. Quando observava suas fotos tiradas por Sehun e Baekhyun de diferentes ângulos, ele parecia uma pessoa totalmente desconhecida. Baekhyun chegou a dizer que Jongin tinha certa confiança de um modelo profissional.

— Já tinha pensado em

 virar modelo, Kai? Você leva jeito ‘pra coisa, tem até mesmo altura. Tenho certeza que qualquer revista adoraria te ter, Vogue, Seventeen, até mesmo aquelas para adolescentes. — Sehun disse enquanto eles voltavam do refeitório da faculdade. — Baekhyun queria ser um modelo, mas foi rejeitado porque é baixinho demais.


Jongin ainda estava com bermudas cáqui e uma camisa social da última série de fotos e ninguém parecia achar aquilo estranho. Realmente, nós dias atuais a moda era realmente livre.


— Na verdade não, mas a minha mãe vivia dizendo que eu poderia ser um modelo e a minha irmã mais nova dizia que eu era feio demais pro trabalho e iria só servir de afasta-moscas.


Sehun deu risada, como se estivesse imaginando Jongin na capa de um inseticida, Jongin sentiu seu celular vibrando no bolso e o tirou de lá.


suho [1:23 pm]:

tem certeza que não

quer que eu descubra se baekhyun

é hetero? tenho uma amiga atriz aq

que topa ajudar

se ele for gay

conheço um cara tb

diversidade eh tudo meu caro


sehun [1:24 pm]:

voce é uma pessoa

horrível, junmyeon

me pergunto

porque diabos o lay hyung

te namora


suho [1:25 pm]:

1° eu sou seu hyung pirralho

2° não sou uma pessoa horrível,

to so tentando te ajudar

3° yixing me ama

4° e eu sou ótimo na cama

aulas de dança ajudam na

sua flexibilidade

sabia?


sehun [1:26 pm]:

ninguém liga q você é meu hyung

e eu não precisava saber

sobre a sua vida sexual



Sehun guardou o celular no bolso novamente, dessa vez no silencioso para que Junmyeon não ficasse inventando de enviar alguém da sua turma de atuação para conquistar Baekhyun e tirá-lo do meio do photoshoot.


— Ah, os anos 80! Época dos bad boys with kind heart de Hollywood! Minha época favorita. — Heejin disse com um sorriso no rosto enquanto levava Jongin para o camarim novamente.


As fotos dos anos 80 e 90 tinham um ar mais punk rock moderno e rebelde, pegando exemplos de Clube dos Cinco e de filmes adolescentes da época. E Sehun não pode deixar de notar como Jongin ficava sexy vestido com camisetas de estampa manchada e jaquetas de couro. Era algo de outro mundo.


Os anos 2000 foi o que trouxe mais cuidado e trabalho, havia tido tantas mudanças conceito e estilo dentro de dezessete anos que fez com que Heejin separasse milhares de roupas para aqueles anos. Roupas brilhantes, chamativas e a maquiagem forte feita por Suran, que combinavam perfeitamente com a pele morena de Jongin.


Os 00s traziam exploração de liberdade de expressão, sensualidade e sexualidade, as fases emo e toda a novidade de roupas unissex.


Foi assim que Sehun resolveu pensar quando quase derrubou sua câmera novíssima ao ver Jongin saindo pela porta do camarim improvisado vestido calças com rasgos nas pernas e fishnets pretos. Sehun nunca pensou que homens ficassem bonitos usando aquele tipo de roupa até ver Kim Jongin.


E talvez Junmyeon estivesse certo. Talvez eles tivessem acabado transando no meio do photoshoot se estivessem sozinhos. O que não era a realidade, — infelizmente.


As últimas fotos foram tiradas com cautela, porque tinham que ser perfeitas e o olhar penetrante de Jongin com maquiagem forte ao redor dos olhos teriam de ser captados com realeza, de forma que passasse sentimento.


Quando terminaram, era pouco mais de oito da noite e Jongin sentia suas costas lhe matando. Não tinha percebido enquanto tirava as fotos, porque estava ocupado, mas ele nunca pensou que uma sessão de fotos demorasse tanto.


Heejin deixou que ele ficasse com algumas peças de roupa porque elas tinham sido cortesia de marcas de roupas que o grupo para qual ela trabalhava divulgava. E Jongin agradeceu por aquilo, ele realmente precisava de roupas novas.


— Quando as fotos vão ficar prontas? — Jongin perguntou para Sehun, conforme os dois andavam até os dormitórios.


— Acho que no final da semana que vem; depois disso Baekhyun e eu precisamos arrumar a exposição e tudo tem que ficar pronto até dia 20. — Sehun falou tirando fotos da paisagem ao redor deles.

Jongin achava incrível como Sehun passou o dia inteiro preso em um estúdio tirando fotos e não cansava de segurar uma câmera. Dava para perceber que era uma paixão.


— Exposição? — Jongin levantou uma sobrancelha.


— É, ela vai ser aberta. — Sehun falou largando sua câmera, que ficou pendurada pela cordinha em seu pescoço — Eu te contei sobre ela de manhã.


E Jongin lembrou que ele estava ocupado demais observando o jeito que os cabelos castanhos tingidos de Sehun caiam sobre sua testa para prestar atenção em detalhes.


— Você pode ir se quiser. — Ele deu um meio sorriso, jogando os cabelos para trás — Quem for olhar a exposição pode dar notas anônimas para o trabalho e o professor vai tirar uma média disso e adicionar como nota, ele disse que serve para nos acostumar com críticas da mídia e público no geral.


— Isso é uma ideia genial. — Jongin murmurou tirando as chaves do seu bolso. — Pode deixar que eu vou apreciar o seu trabalho.


— E seu, Kai, não sei como teria feito isso sem você. Eu não sei nem como te agradecer.


Sehun apoiou seu ombro contra a parede que ficava entre o seu dormitório e o de Jongin enquanto observava o moreno abrindo a porta de madeira.


— Não precisa me agradecer, — Jongin comprimir os lábios num sorriso e balançou a chave entre os dedos — foi um favor.


— Mesmo assim, — Sehun estalou a língua no céu da boca e teve uma ideia — que tal eu te levar no cinema? Você pode escolher o filme e eu pago a pipoca.


Jongin piscou rapidamente sem acreditar naquilo; era um encontro? Sehun estava o chamando para um encontro? E ele não pode conter um sorriso.


— Claro… Sexta? Depois das aulas? — Jongin sugeriu, fitando Sehun assentindo. — Te vejo no cinema na sexta, então. Ou antes, já que somos vizinhos e tal.


O moreno observou Sehun entrando em seu dormitório depois de despedir-se do mesmo, e fechou a porta de seu próprio quarto, dando um suspiro alto com as costas encostadas contra a madeira fria. Quando abriu os olhos, viu Yixing o olhando para ele com uma sobrancelha levantada e um sorriso sugestivo nos lábios.


— Cinema na segunda depois da aula, uh? — Yixing disse segurando uma risada e Jongin o xingou, jogando um travesseiro nele.


Jongin se jogou na cama, sentindo suas costas um pouco doloridas e seu estômago reclamar de fome. A porta foi aberta logo em seguida, e Junmyeon entrou trazendo duas caixas de pizza.


— Jongin! Eu não sabia que o photoshoot já tinha terminado. — Junmyeon disse sentando na cama de seu namorado, depois de ver Jongin estirado na cama.


— Baby, nosso Jonginie tem um encontro com o gostosinho do dormitório ao lado. — Yixing disse pegando uma fatia da pizza e Jongin gemeu em frustração. — Segunda. No cinema.


— Como assim gostosinho, Zhang Yixing? — Junmyeon franziu as sobrancelhas, se fazendo de sério.


— Ele é gostosinho, porque você é gostosão.


Junmyeon abriu um sorriso e Yixing o beijou rapidamente nos lábios, fazendo Jongin fingir que estava prestes a vomitar.


— Mas o ponto é: Jongin tem um encontro com Sehun.


— Ah, Yixing, eu te odeio. — Jongin reclamou pegando um pedaço de pizza.


— Você não ia contar ‘pra gente, Kai? Que tipo de melhor amigo é esse? — Junmyeon falou de boca cheia e Jongin revirou os olhos, ele não entendia como tinha aguentado aqueles dois juntos por dois anos inteiros e mais alguns meses.


Jongin foi o grande adulto de vinte e três anos que é, e mostrou a língua para Junmyeon depois de roubar outro pedaço de pizza e fugir para o banheiro.


— Dongsaeng insolente! Não respeita os hyungs! Eu vou contar isso ‘pra tia Kim! — Ele ouviu Junmyeon gritar do quarto e deu risada.


Na quarta pela tarde, Jongin se encontrou fitando o teto de seu quarto deitado na cama, ele estava se sentindo um pouco confuso e pensou no que Junmyeon havia dito quando ele saiu do banheiro no sábado.


Ele te chamou para sair, Jongin, mas isso não significa que vocês dois vão casar, ter dois filhos, um cachorro e um gato. Você precisa conquistá-lo.


Jongin nunca entendeu esse conceito de conquistar alguém. Com Krystal, as amigas dela que haviam juntado os dois. Já Jongdae chegou em Jongin dizendo que gostava dele, no dia seguinte os dois estavam aos beijos na casa do mais novo e isso acabou em um ano de namoro.


O moreno bufou, ficando cansado daquilo que ele e resolveu jogar para a sorte. Se Sehun ficasse encantado por seus charmes naturais, seria ótimo. Se não, iria chorar com Junmyeon e Yixing assistindo Meninas Malvadas.


E ele nem ao mesmo sabe porque diabos Junmyeon havia dito aquilo. Até onde Jongin sabia, Yixing havia conquistado o Kim usando “Você acredita em amor à primeira vista ou devo passar aqui mais vezes?”. Jongin revirou os olhos e foi terminar seu trabalho de biologia.


Quando a sexta-feira chegou, Jongin estava mais do que ansioso. Era tecnicamente o primeiro encontro com Sehun — se você não contasse aquela corrida falha de duas semanas atrás, onde Jongin quase acaba com seus pulmões e os dois dão risada dos planetas do sistema solar.


— Ei, Júpiter.


Jongin ouviu a voz de Sehun atrás de onde ele estava e lembrou da piada — provavelmente errada — que rolava entre os dois desde a corrida no dia do trote: um chamava o outro do nome de um planeta do sistema solar e acabavam rindo — da desgraça de Sehun — quando lembravam sobre o assunto.


— Oi, Vênus. — Jongin disse com um sorriso surgindo em seus lábios.


Não, Jongin não estava fazendo trocadilhos e não tinha pensado — não mesmo — que Vênus era a versão romana de Afrodite que era a Deusa Grega do Amor (e das prostitutas). Sehun balançou a cabeça, dando risada e os dois começaram a caminhar.


Depois de entrarem na sala de cinema, Jongin começou a pensar que tinha escolhido o filme menos romântico de toda a história de encontros (Homem-Aranha: De Volta ao Lar), mas ele havia descoberto por um passarinho, que se chamava Park Chanyeol, que Sehun amava heróis, então tinha sido uma ótima escolha.


Eles dividiram a pipoca e acabou que o encontro no cinema foi divertido, Sehun era engraçado e o filme foi melhor do que Jongin pensava.


— Não achava que heróis fossem divertidos, — Jongin murmurou jogando a embalagem da pipoca no lixo — pensei que fossem sérios.


— Você nunca viu um filme de herói antes? — Sehun perguntou levantando uma sobrancelha, parecendo confuso.


— Se você considerar Três Espiãs Demais como heroínas, então sim. — Sehun deu risada, dizendo que elas eram heroínas sim e das boas, por sinal — A minha vida se resumiu em assistir filmes da Barbie e séries americanas com as minhas irmãs.


— Te entendo; a minha mais nova era do mesmo jeito, porém, ela amava assistir coisas de heróis comigo.


Os dois caminharam até uma cafeteria próxima do cinema conversando sobre o filme, Jongin seria suas mãos um pouco suadas por conta do nervosismo, mas nada que fosse muito alarmante.


Depois que fizeram os pedidos, eles procuraram uma mesa próxima da janela e sentaram frente a frente. Sehun sorriu observando uma criança correndo atrás de uma borboleta azul e sua mãe atrás da menina.


— Jongin? — Uma voz desconhecida surgiu próxima dos dois — Jongin! É você mesmo, eu quase não te reconheci sem o cabelo loiro.


E parado ali, ao lado de Sehun e Jongin, estava Kim Jongdae, ex-namorado de Jongin, que pensou seriamente em fazer uma careta nesse momento. Não que Jongin não gostasse de Jongdae, ele era um cara super bacana e legal, mas ninguém curtia ter seu ex namorado presente num encontro com seu futuro possível namorado.


— Oh, oi Jongdae-hyung. — Jongin respondeu colocando um sorriso entre os lábios. — Esse aqui é o Sehun.


Sehun cumprimentou Jongdae brevemente e voltou a beber seu latte pelo canudinho, observando a cena.


— Esse é Minseok, meu… amigo. — Jongdae disse com um sorriso de lado apontando para um garoto de cabelos roxos ao seu lado.


— Ei! Não foi você que apertou o alarme de incêndio na faculdade duas semanas atrás? Kim Minseok? Xiumin. — Sehun perguntou reconhecendo o rosto do garoto. Minseok era amigo de Luhan, ex-namorado de Sehun.


O garoto, Minseok, deu risada constrangido e coçou a nuca.


— É, foi eu. O reitor me fez seu assistente como penalidade, um trabalho horrível. Tentei dizer que foi tudo culpa do Luhan, mas ninguém me ouviu. — Ele fez um biquinho adorável, na opinião de Jongdae. — Não sabia que você ainda lembrava desse apelido.


Jongdae e Jongin ficaram confusos, não entendendo como aqueles dois se conheciam. Até onde Jongin sabia, Minseok estava fazendo um curso avançado e que até graduado já era.


— Então… Foi bom te ver! — Jongdae disse depois que o momento estranho passou — Tchau, Jongin, Sehun.


Jongdae e Minseok saíram da cafeteria depois de darem um tchauzinho com as mãos e deixarem uma gorjeta para o garçom.


— Ele era amigo do Luhan — Sehun disse com a voz atrapalhada — Ah! Ainda é, não sei porque eu estou te dizendo isso.


Jongin balançou a cabeça, deixando que seus cabelos castanhos caíssem sobre sua testa.


— ‘Tá tudo bem, só pra você saber — ele viu Jongdae e Minseok atravessando a rua atrás da janela de vidro — o cara que estava com ele é meu ex-namorado.


Sehun e Jongin se encaram por um momento, pensando que aquela cena tinha sido um tanto quanto desconfortável.


— Então… cabelo loiro? — Sehun perguntou levando seu latte até os lábios, fazendo Jongin dar uma risada anasalada.


— Loucuras de adolescente, mas preciso dizer que eu fiquei bem sexy com aquele cabelo. Quem sabe eu não pinte de novo?


Sehun pareceu engasgar no seu café e Jongin sorriu. Eles terminaram de tomar seus cafés e resolveram voltar andando para a faculdade, já estava ficando tarde e Sehun precisava terminar de organizar a exposição.


— Me diga, Jongin, o que você planeja fazer nas férias de verão? — Sehun perguntou colocando as mãos nos bolsos da frente de sua calça jeans.


— Meus pais sempre vão à Busan aproveitar a praia e levam minhas irmãs e eu junto, acho que vou fazer isso de novo esse ano. — Jongin respondeu olhando para frente, vendo que a lua subia no céu lentamente. — E você?


— Provavelmente ir à Jeju, tirar algumas fotos. — Sehun balançou os ombros e Jongin fez um som de quem tinha lembrado de algo.


— Fotos! — Sehun arregalou os olhos com o grito — Eu… eu meio que contei aos meus pais sobre o ensaio que eu fiz para seu trabalho e… sobre a exposição e eles querem ver.


— Oh! Isso é ótimo, eu posso te mandar os convites por e-mail e você manda pra eles. — Sehun sugeriu, fazendo Jongin suspirar aliviado.


— Você tem certeza que não vai ter problema?


— Claro que não! É uma exposição aberta e quanto mais gente melhor, palavras do professor.


Jongin pareceu mais aliviado ainda e, de repente, eles estavam na frente do prédio dos dormitórios. Sehun sorriu sem mostrar os dentes enquanto Jongin olhava para todos os lados, certificando-se que não havia ninguém por perto.


— Sehun? — Jongin o chamou, tomando atenção do mais novo.


O moreno passou a língua pelos lábios e aproximou seu rosto ao de Sehun, fechou seus olhos e tomou os lábios de Sehun com os seus. O Oh era poucos centímetros mais alto que Jongin, mas nada que impedisse-o de puxar o Kim pela cintura e aprofundar o beijo. Tanto que, Jongin acabou apoiado contra parede e com as mãos de Sehun em seus quadris.


Os dois estavam aflitos, como se estivessem esperando por aquilo por muito tempo. Jongin conseguia sentir o gosto de latte nos lábios de Sehun, do mesmo jeito que o mais novo sentia o gosto de chocolate-quente do beijo molhado de Jongin. Eles grudaram as testas quando o beijo encerrou-se.


— Nós deveríamos fazer mais disso… — Sehun sussurrou com a respiração um pouco falhada.


— Encontros ou beijos? — Jongin perguntou abrindo os olhos lentamente.


Os dois. — Sehun respondeu antes de puxar Jongin para um segundo beijo. 

26 de Junho de 2018 às 00:07 1 Denunciar Insira 2
Fim

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jai oliveira maybe we feel so empty because we leave pieces of ourselves in everything we used to love

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Katarina Oliveira Katarina Oliveira
17 de Dezembro de 2018 às 09:38
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