Cinco Segundos Seguir história

sungjin ívy ♡

Um dia eu ouvi alguém dizer que se uma pessoa te olha por mais de cinco segundos é porque ou ela quer te beijar ou te matar. E, quando você me encarou durante dez segundos inteirinhos e mais, eu jurava que o que eu sentia por ti era recíproco. Mas eu estava completamente enganado.


Fanfiction Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Eu, você e os cinco segundos

Eu nunca fui uma pessoa que se apaixona rápido demais. Porém, no momento em que meus olhos se focaram em você pela primeira vez, meu mundo virou de cabeça para baixo. Com seus cabelos bagunçados, sorriso bonito e dono de uma beleza extraordinária, você me conquistou rapidamente. Eu me perdi em ti, Taehyung.

E eu confiei.

Durante dois anos, eu fui seu amigo mais fiel, aquele que estava sempre ao seu lado, não importa o quê! Eu sentia coisas diferentes por você, e eu sabia bem da existência desses sentimentos malucos. Ainda assim, em primeiro lugar, eu respeitava o seu espaço, nunca passando da linha da amizade.

E eu nunca fui de reparar nos detalhes e nas dicas que a vida nos dá. Nunca reparei no quanto você me olhava; com seus olhos atentos a cada movimento meu, toda hora. Talvez fosse uma mania sua observar as pessoas com toda a atenção.

O problema é que eu nunca dei a devida importância a esse comportamento seu. Eu nunca percebi que eu era o único que ganhava sua completa atenção. Você me observava demais, Taehyung, mas eu nunca fui tão observador quanto você. E se esse fosse o caso, tudo teria sido diferente.

Dois anos foi tempo o suficiente pra perceber que eu te amava. Na verdade, não precisei de muito tempo para notar isso. Você, além de ter essa beleza inigualável, também era dono de uma das minhas personalidades favoritas; sempre foi um ser encantador e até elegante, em certo ponto. Os cabelos bagunçados mostravam o quão desleixado você era e não tentava mostrar o contrário. Sempre gostou de demonstrar carinho – por mim, principalmente –, abraçando-me por trás e até beijando meu pescoço às vezes.

E esse era você, Tae. Esse era o você que eu conhecia. Era esta a máscara pela qual eu era apaixonado. E te garanto, Taehyung, que se eu conhecesse o verdadeiro você antes, eu nunca teria sequer me aproximado.

O verdadeiro você. Ah, foi tão duro conhecê-lo.

Eu me lembro como se fosse ontem, do pior dia da minha vida. Estávamos esparramados pelo chão do meu quarto jogando videogame, quando você deu a ideia de descermos até a cozinha, já que estava morrendo de fome. Eu concordei e descemos juntos as escadas, indo até a cozinha. O silêncio perturbador rondava o ambiente; apenas você e eu numa casa enorme e vazia.

Naquele dia, sentia que o mundo estava a meu favor, pois, por algum motivo, você não tirava os olhos de mim nem por um segundo sequer. Eu sentia que seria devorado por você a qualquer momento. E, bem, eu gostava dessa sensação, porque eu queria ser devorado por você. Não literalmente falando.

Nos sentamos no chão, encostados na bancada e começamos uma conversa animada. Entretanto, só eu parecia animado, você parecia perdido demais em algum canto do meu rosto.

Foi então que eu me lembrei: "Se alguém te encarar por mais de cinco segundos, ou ela quer te matar ou te beijar".

E então eu decidi aproximar meu rosto do seu, pronto para beija-lo. Achei que talvez você quisesse apenas experimentar meu beijo.

Mas, Taehyung, como eu iria adivinhar que você queria experimentar das duas coisas?

Sentir sua língua quente deslizar para dentro da minha boca, fazendo o primeiro contato com a minha, foi como estar no paraíso. Você me puxou com uma das mãos pela nuca, enquanto a outra apertava minha cintura com uma força claramente exagerada, que fez com que a situação boa virasse incômoda.

Eu tentei avisar que doía, mas tudo que você fez foi me mandar calar a boca e voltar a me beijar, dessa vez mais ferozmente. Agradeci mentalmente quando sua mão pesada largou minha cintura, enquanto a outra mão mexia em meus cabelos.

Mas, Taehyung, como eu iria adivinhar que você escondia uma faca no chão, atrás das costas?

Cinco segundos depois meus olhos se abriram, completamente arregalados. Seus rosto se afastou do meu e eu pude notar seu sorrisinho assustador em direção à minha barriga, onde a faca havia sido enfiada.

E doía. Doía como o inferno. Porém, o que mais doía era perceber o quanto me enganei sobre você, Taetae. Saber que quem havia acabado de me dar uma facada era você, a pessoa que eu mais confiava, doía mais do que o corte que havia feito em mim numa noite estrelada e perfeita para nosso tão esperado – por mim – primeiro beijo.

Minha expressão era tão triste, mas tão triste. Tudo doía, mas você sorria.

E foi quando você ia continuar seu trabalho, que a porta da casa se abriu e as luzes se acenderam, junto dos passos e vozes que se tornaram presentes no cômodo ao lado. Então, você deixou de sorrir e pude perceber seu desespero. Você se levantou depressa e correu até a janela da cozinha, abrindo-a num estrondo e pulando para fora da casa.

Eu assisti você ir embora com meu coração partido em minhas mãos, enquanto apertava fortemente o corte com as mesmas. Eu me sentia quebrado, sem conserto. E você era o culpado!

Meus pais entraram na cozinha, e tudo que pude ouvir foi o grito de minha mãe, seguido do barulho de seus saltos que vinham correndo em minha direção.

Parecia que eu estava morrendo. Mas eu não morri, Taehyung, eu continuo aqui.

Entretanto, você não.

No dia seguinte, minha mãe foi ao hospital ficar comigo, mas ela trazia algo com ela. Uma notícia que, querendo ou não, me quebrou em ainda mais pedaços.

Depois da polícia ir procurar por você em seu apartamento, finalmente o encontraram. E eu admito que preferia te ver preso à isso. Ouvir que você havia cometido suicídio horas após tentar me matar, me trazia uma dor enorme. Porque, Taehyung, apesar dessa revelação dolorosa sobre ti, eu te amei durante quase dois anos e pensei que você sentia o mesmo quando me olhava, prestando atenção em meus movimentos e detalhes, ou quando sorria de um jeito bonito apenas para mim. Tudo isso e mais um milhão de coisas eram motivos pelos quais me apaixonei por você.

No final, era apenas seu disfarce para fazer o que fez. No final, você não me queria como eu te queria, você me queria morto. O motivo? Bem, eu acho que nunca saberei. Minha mãe diz que você era louco, ficou tão obcecado por mim que tentou me matar e, quando não conseguiu o que queria, se matou, pois me matar era como o seu maior desejo desde que me conhecera. É, cada um tem sua versão da história sobre você... Se eu tenho a minha? Tenho sim. Mas acho que ninguém conseguiria entender seus motivos, de qualquer maneira. Talvez você fosse mesmo louco. E se fosse, as razões que pra ti eram certas, para os outros era loucura.

E depois de anos tentando me recuperar desse trauma, eu admito que ainda sinto sua falta. Eu me acostumei tanto com sua presença diária que quando você sumiu para sempre – mesmo tendo me causado muita dor –, fez falta.

Escrever uma carta para alguém que nunca irá ler é uma completa bobagem; idiotice. Mas o que eu poderia fazer? Talvez eu realmente precisasse me expressar e desabafar de algum jeito sobre todo o ocorrido.

Se eu guardo algum rancor de ti? Não, Taetae. Relaxe, você pode descansar em paz, ou tentar. Não, não estou mentindo sobre isso, eu realmente não sinto raiva de você. Raiva não, apenas guardo a decepção.

Mas quem sabe talvez daqui cinco segundos eu supere o fato de você ter partido meu coração em pedaços. E quem sabe talvez daqui cinco anos outro alguém me ame de verdade e cole cada pedacinho meu que você quebrou.

A vida é tão imprevisível quanto você foi, Taehyung.

25 de Junho de 2018 às 21:11 0 Denunciar Insira 2
Fim

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