Manual do que não fazer na sua primeira vez Seguir história

lenoirrr 𝑔𝑒𝓃𝓃𝒾𝒻𝑒𝓇

Olá, eu sou Jackson, acho que vocês vão descobrir isso logo, mas eu não sabia como começar um manual sem me apresentar formalmente. Acontece que quando você está no ensino médio todo mundo só fala de duas coisas, a comida ruim da cantina da escola e sexo, mas, por ora, vamos falar somente da parte que está me deixando maluco, o sexo claro, eu amo a comida da cantina.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Entre erros e muitos erros


Olá, eu sou Jackson, acho que vocês vão descobrir isso logo, mas eu não sabia como começar um manual sem me apresentar formalmente.

Acontece que quando você está no ensino médio todo mundo só fala de duas coisas, a comida ruim da cantina da escola e sexo, mas, por ora, vamos falar somente da parte que está me deixando maluco, o sexo claro, eu amo a comida da cantina.

Meu primeiro conselho é, tente não inovar demais, sempre dá merda.

– Jackson, você é tão idiota.

Eu encarei Jaebum, mastigando um palito de dente e olhando pro horizonte como se fosse um modelo da Victoria Secret, e esse fosse um filme colegial ele seria meu melhor amigo babaca, sem sombra de dúvidas.

– Foi você que deu a ideia da camisinha fluorescente!

– Não coloque a culpa em mim! Eu disse que Mark gostava de Stars Wars!

Eu o interrompi, não deixaria que aquele hetero incubado zoasse a minha ideia perfeita, quase perfeita de tentar surpreender meu namorado.

– Sim! Ele deveria ter gostado! Meu pau parecia um sabre de luz!

Jaebum se engasgou com o palito na tentativa de rir da minha cara, protagonizando o segundo maior mico da década desde que Bambam mostrou a bunda em praça pública. O Im foi parar na enfermaria da escola com um palito de dente entalado na garganta.

Talvez eu tenha rido da cara dele, ainda mais por ter se engasgado no mesmo segundo que Youngjae apareceu na quadra, o bibliotecário bonitinho que ele não admitia mas era sua nova paixonite… As pessoas ainda falam paixonite?

Foco, Jackson.

A questão não é essa, e sim, como eu citei no começo, tudo dá errado quando Mark e eu tentamos transar. Nós namorávamos a um ano, uns quatro meses para cá saímos daquela fase começo de namoro perfeitinho que todo mundo finge que não arrota pra começarmos a tentar coisas mais quentes.

Mas no primeiro boquete o piercing que ele tinha na língua agarrou na pele do meu pau e tivemos que chamar o samu. Nossa noite não terminou como prevíamos e até hoje somos piada no hospital da cidade. Não ri, foi dali pra pior.

E aqui fica meu segundo conselho, não, em hipótese alguma, chupe um pau com um piercing na língua.

Na minha vida tudo parecia ser um grande palco pra eu poder passar vergonha, nada dava certo e tudo sempre acabava dando merda, mas de uma semana pra cá tudo parecia estar conspirando ao meu favor, o sol parecia mais brilhante, Bambam e Yugyeom estavam enchendo o saco de Jinyoung e eu e Mark marcamos de transar hoje a noite na casa do pai dele que estava viajando.

– Podíamos fazer aqui, o que acha?

Eu me esquivei dos beijos do meu ruivo maravilha, tentando encará-lo do escuro do armário do zelador.

– Você quer que nossa primeira vez seja junto a produtos de limpeza?

Mark revirou os olhos, fazendo um mini biquinho e eu me segurei para não morder.

– Talvez devêssemos parar de tentar fazer algo maravilhoso, sempre dá errado.

Eu ri, abraçando-o enquanto Mark fazia o maior manha do mundo.

– Mas hoje vai ser diferente, juro.

– Quem vai ficar por cima?

Ele me encarou, sério, esperando uma resposta definitiva minha e bem… eu não sabia o que responder. Outro problema recorrente das nossas tentativas falhas, nenhum de nós dois queria ficar por baixo, não por preconceito, mas esse caso é um pouco mais complicado e difícil de falar assim, na cara, mas vocês já estão aqui né…

Nós não sabíamos fazer a chuca.

Não é simples assim, não tem tutorial no youtube que ensine esse tipo de coisa, Jinyoung se recusou a me explicar como funciona porque segundo ele agora era um homem hetero renovado namorando Jisoo e não queria relembrar nenhum caso com Jaebum.

Jaebum disse que nunca precisou fazer e eu e Mark fingimos acreditar nele.

e Bambam e Yugyeom eram dois pentelhos e seria muito vergonhoso perguntar algo assim pra dois pivetes mais novos.

E relembrando nossos casos desastrosos no passado para acontecer mais um era bem fácil, então eu estava enrolando Mark ao máximo, nós já tínhamos feito de tudo menos o ato tão esperado e ele já estava ficando impaciente.

– Deveríamos resolver isso como adultos.

Eu encarei meu namorado com a cara mais séria que eu sabia fazer e ele retribuiu.

– Pedra, papel tesouuura!

Eu joguei tesoura e Mark, já emburrado com a derrota jogou papel. Eu tive que comemorar minha vitória e não aceitei uma revanche, Mark ficava por baixo e decidimos isso no jogo mais justo possível.

– Fique bem limpinho pra essa noite okay.

Eu disse, abrindo a porta do armário de limpeza já esperando seus xingamentos, eu perdia o namorado mas eu não deixaria de zoar ele, jamais.

– Vai se ferrar Jackson!

...

Tudo estava a mil maravilhas, não tinha chance do pai de Mark voltar hoje, como aconteceu a dois meses atrás e ele encontrou o filho algemado na cama porque no sufoco eu tinha me esquecido onde guardei a chave.

Nunca encontrei ela mas a cama do Tuan ficou até bonitinha sem a cabeceira.

– Não tem perigo nós fazermos isso no banheiro?

Mark olhou desconfiado para mim, com o roupão amarrado de qualquer jeito no corpo deixando a mostra seus ombros largos e bem, eu não queria ficar discutindo naquele momento.

– Claro que não! Não tem perigo nenhum, vai ser dentro do box.

Eu sorri, tentando mostrar minhas covinhas para amolecer o coração dele, chegando como quem não quer nada e espalhando beijinhos nas suas bochechas macias.

– Ok, deve ser legal.

Sempre funciona.

Mark suspirou, tirando o roupão e entrando no box do banheiro, ligando o chuveiro e me fazendo ter a melhor visão do mundo todo.

As coisas ficaram quentes bem rápido, comigo e Mark não tinha essa de momento, toda hora é hora. Menos na semana passada que ele broxou quando me viu com a camisinha fluorescente, mas foi uma vez apenas.

Ele tinha uma mania muito bem vinda de agarrar minha cintura com as mãos finas e fortes, com aquelas veias que deixam ela com uma aparência sexy.. e eu tô falando da mão, enquanto eu tentava descontar tudo apertando seus cabelos naquela bagunça gostosa que antecede as coisas, não que eu saiba o que acontece depois, mas nas preliminares nós éramos experts.

A água do chuveiro descia como uma cascata quente deixando tudo com aquela fumaça sufocante, era quase como se estivessemos em chamas, nossas ereçoes juntas numa masturbação que eu tentava fazer o menos desengonçado possível e…

– Jackson, e o lubrificante?

Eu balancei a cabeça, tentando tirar as mechas do meu cabelo molhado para olhar com clareza para Mark.

– Tem a água!

Mark parou o que estava fazendo, okay, nessas horas ele era muito bom em estragar o clima.

– Água não lubrifica, tem um na segunda gaveta do meu criado mudo,vai lá pegar.

Eu estava preparado para sugerir que resolvessemos as coisas de uma forma adulta, porque nem pagando eu queria sair daquele banheiro de pau duro, encarar o frio do quarto para caçar um lubrificante que Mark achava que tinha. Porque outra coisa que meu namorado era bom é em achar que tem as coisas e nunca realmente ter, teve um dia que ele viu num filme camisinhas debaixo do colchão, esqueceu que viu num filme e achou que tinha guardado as dele no colchão também.

– Nem pensar! Eu já fiz a chuca, você precisa se sacrificar também.

Eu fiz uma pequena birra, fulo da vida por ter que sair debaixo do chuveiro e parar o que estávamos fazendo, deve ser por isso que eu tropecei no degrau do box e me desequilibrei, dançando feito um patinador desengonçado até bater a cabeça na pia do banheiro.

Esse conselho é mais como uma dica, a água não lubrifica mas escorrega.

...

– Jackson?

Eu abri os olhos pra sentir uma puta dor de cabeça e fecha-los novamente. Sabe quando no escuro da sua mente você enxerga todas as burradas que fez na vida e se pergunta porque contigo? Eu já estava a anos luz dessa fase, então eu abri os olhos de novo, encarando Mark com os olhinhos inchados e preocupados e me perguntando porque Deus era tão ruim comigo por não me deixar transar com aquela divindade.

– Você tá bem?

Eu balancei a cabeça, me arrependendo pelo dor que se seguiu, até levantei minhas mãos para tocar no machucado da testa, saber se tinha sido muito grave mas Mark me parou.

Eu não ia brigar com o meu ruivinho delicia, ainda mais quando ele parecia tão preocupado como ali.

– Por que eu to pelado?

Isso eu sentia, não estava molhado mas aquele lençol fazia cócegas nas minhas partes baixas. Ouvi Mark ri e olhei pra ele com a melhor cara de "não to vendo nada de engraçado"

– Você bateu a cabeça e desmaiou, eu fiquei desesperado e chamei o samu não tive tempo de colocar uma roupa em você.

Eu estava perplexo, imaginando a cara dos enfermeiros chegando no banheiro e me vendo caindo no chão como uma manga podre pelada e Mark provavelmente deve ter contado a verdade nos mínimos detalhes porque ele odiava mentir para adultos uniformizados.

– Mark! A gente vai virar chacota em todo plantão médico de novo!

– A culpa não foi minha!

Aquele momento foi o mais perto que cheguei de me considerar sexualmente ateu, devia ter algo em mim que me impossibilitava de fazer sexo, sei lá, gene talvez.

Eu encarava todo canto daquela sala branca de hospital, esperando uma resposta divina e calculando que dia da semana poderíamos tentar de novo.

– Jack… – Eu voltei meus olhos a um Mark com uma cara nada santa. – Sabe, de madrugada é o período que menos tem enfermeiros de plantão.

Eu frisei meus olhos, tentando pegar as entrelinhas daquela frase.

– E eu também consegui a chave desse quarto e tranquei a porta.

Eu não tive tempo para entender mais nada e nem conseguiria sozinho, minha mente só foi juntar dois mais dois quando Mark num pulo se sentou em cima de mim, com aquele sorrisinho de lado enquanto remexia propositalmente os quadris nos meus.

– Nossa primeira vez não pode ser numa cama de hospital!

Ele tampou minha boca antes que eu protestasse de novo, se inclinando e me dando um selinho demorado, daqueles gostosinhos que faz um barulho legal no final.

– Para de tentar fazer algo especial, já é só especial só por ser você.

Eu sorri como um bobo, talvez Mark estivesse certo e tudo desse errado pela minha mania de grandeza.

Vocês devem estar esperando que eu conte os detalhes mas eu não vou, isso já é queimar meu filme de uma maneira que não vale mais a pena. Entretanto, deixaria meu último conselho e eu espero que sigam, aos virgões de plantão, não pense que a primeira vez é a melhor de todas, a mais memorável talvez, mas outras melhores virão, pode confiar em mim. E como Mark me ensinou naquele dia foi especial só por ser com ele, mesmo que minha cabeça estivesse enfaixada e a cama fosse desconfortável foi bom.

ps: você nunca mais vai querer parar de fazer.

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25 de Junho de 2018 às 23:22 2 Denunciar Insira 4
Fim

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𝑔𝑒𝓃𝓃𝒾𝒻𝑒𝓇 𝑔𝑜𝓉𝟩 𝑒𝓃𝓉𝒽𝓊𝓈𝒾𝒶𝓈𝓉 / capista e ficwriter

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nessa Athena nessa Athena
kkkkkk eu tô morrendo de tanto rir, confesso que eu fiquei com uma peninha do Jack, mas foi tão engraçado nas outras partes da história q eu mais ri do que fiquei com pena; pelo menos eles chegaram no finalmente hehe.
28 de Junho de 2018 às 07:25

  • 𝑔𝑒𝓃𝓃𝒾𝒻𝑒𝓇 𝑔𝑒𝓃𝓃𝒾𝒻𝑒𝓇
    kkkkkkkkkkkk eu tbem fiquei com pena mas como vc disse foi um perrengue mas no fim eles conseguiram, pelo menos isso tadinhos que bom q vc comentou e gostou, um beijão! 28 de Junho de 2018 às 13:09
~