Apenas Se Lembre Da Ovelhinha Seguir história

rk Raíssa Kreppel

Lá estava Donghae sentado em frente a tevê enquanto esperava o namorado chegar casa. O relógio marcava onze horas da noite e nada além de um telefonema que implorou para o amigo barra chefe de Hyukjae — poxinha, ele estava preocupado. — Que susto! — gritou Donghae. [EUNHAE][FLUFFY][pseuda-COMÉDIA][pseudo-DRAMA]


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo Único

Finalmente era sexta-feira.

Uma longa e cansativa sexta-feira à noite, onde Hyukjae detinha um único pensamento: cama. Quando Yesung lhe disse que pegaria em seu pé, não imaginava que seria tanto. E, pensar numa reclamação para o amigo barra chefe o tirava o fôlego, visto que já previa uma resposta atravessada.

Os orbes castanhos fitavam a extensa folha sobre a prancheta de desenho, examinavam os mínimos detalhes da nova construção promovida pela empresa. Era um investimento e tanto!, e o moreno ficara responsável por projetar os esboços de tudo que aconteceria nos próximos meses.

Hyukjae era um arquiteto excelente — apenas constatando o óbvio —, Yesung sabia disso.

Eu sei que vai parecer loucura, mas o desenho não fala — sussurrou o amigo perto da orelha de Hyukjae, acarretando um pequenino susto. — Nem sou tão feio assim, ‘cê para.

— Eu sei que vai parecer um ultraje, mas achei que estava em algum bordel — resmungou, tomando uma régua em mãos para reforçar alguns traços.

— Até queria, entretanto, — respirou fundo — o namorado barra marido de uma certa pessoa me ligou desesperado para saber onde o companheiro estava, uma vez que o animal não atendia o telefone — sorriu falso.

Que droga — jogou os objetos sobre a prancheta, levando os dígitos até os olhos para esfrega-los.

— Pois é — pôs um bico no lábio inferior, observando o desenho feito pelo amigo. — ‘Tá muito bom. Acredito que não há mais nada para fazer nesse esboço.

— Então, — tomou fôlego para completar a frase — por que eu ‘tô há trinta minutos fitando essa porcaria? — indagou enquanto guardava os materiais dentro da mochila.

— Eu sei lá — deu de ombros, lançando o próprio celular em direção ao mais novo. — Agora, pelo amor que você tem pelo seu “namorido” e por mim, — mais um sorriso falso e cheio de dentes — liga ‘pra ele — ditou, retirando-se de perto do amigo.

— Eu tenho celular — disse, elevando uma sobrancelha prestes a devolver o aparelho para o outro.

— Ufa — colocou a mão no peito enquanto fazia uma cara de sonso. — Por um momento quase acreditei que mandava mensagens ‘pra um pseudônimo desconhecido e que dizia ser você — sentou-se no sofá próximo as estantes repletas de livros. — Me deixou menos preocupado.

— Palhaço.

— Você acha? — piscou os olhos várias vezes, pondo uma carinha fofa ao mesmo tempo que o fitava. — Donghae acredita piamente que não está na empresa, meu querido amigo.

— O quê? — enrugou a testa. — Por quê?

— Novamente, eu sei lá — jogou a cabeça para trás. — Vocês deveriam conversar mais — expôs.

Há dias que Yesung pensava nessa questão, notando o quão exausto Hyukjae aparentava estar. Tudo bem que ambos — os namoradinhos — deveriam pensar um no outro, mas também precisavam de um espaço para que pudessem respirar — e o loiro sabia muito bem, que, alguma hora alguém se sentiria sufocado.

— Como assim? — perguntou o moreno, olhando-o curioso.

— Nada — suspirou, triste. Uma lembrança dolorosa invadiu a consciência de Yesung, deixando-o nostálgico com a situação de alguns anos atrás e, que, por alguma razão escondeu perfeitamente do amigo a sua frente. — Liga ‘pra ele — sussurrou, coçando a garganta à medida que piscava os olhos diversas vezes para se livrar da ardência que havia se instalado.

— Eu não vou bancar o cego ou sonso como você quer — pôs o celular sobre a prancha. O moreno entortou a cabeça, fitando o loiro que tentava fugir daquele observar inquisidor. — Sou seu amigo, seu melhor amigo — Hyukjae sabia que precisava conversar com Donghae, mas o namorado teria que esperar um pouco mais.

Vamos deixar isso para um outro dia, — murmurou rouco, cravando os orbes no amigo, sentindo a garganta dar um nó junto de uma enorme vontade de chorar — por favor.

Pensar naquilo ou em tudo que aconteceu lhe desestabilizava em segundos, e, se existia algo que Yesung detestava, era parecer fraco na frente de outras pessoas, mesmo que elas fossem importantes para si.

Hyukjae vislumbrava Yesung com assombro. Há quantos anos ele não o via demonstrar feições chorosas? Há quanto tempo ele estava tão quebrado que nem conseguira perceber? Ou, por que não lhe chamou quando mais precisava de ajuda?

Nesses momentos que o mais novo se sentia uma pessoa horrível. Ponderava sobre as circunstâncias difíceis que teve com Donghae, nas discussões com Yesung, na antiga amizade colorida que tiveram e o quanto o loiro parecia perdido desde o pseudo-relacionamento que possuíram, terminou.

— Hyung — colocou-se entre os joelhos do mais velho, entrelaçando os dedos da destra com os seus.

Dongsaeng, — começou — agora não é um bom momento para falar sobre o que aconteceu.

— Mas, hyung...

— Donghae, Hyuk, — sussurrou, passando o polegar da sestra pela bochecha do mais novo — Donghae realmente precisa de você e está tarde, amanhã nós conversamos — ditou, selando os lábios na testa do outro.

Não gosto de vê-lo assim — confessou.

Não tem que gostar — sorriu. — E você está me deixando triste, qual é — reclamou, pondo uma feição mais alegre no rosto.

Um disfarce mal colocado para se livrar daquele que tanto nutria carinho, ele não queria pensar no passado e nem iria, afinal tinha um bordel para afogar as mágoas e esquecer da vida — entre aspas.

— ‘Tá demorando ‘pra ligar por quê? — perguntou. — Com medo dele descobrir nosso caso? — colocou uma mão em frente da boca enquanto arregalava os olhos. — Assim você me ofende — falou com uma vozinha ridiculamente afetada.

Ah, babaca — andou até o celular do mais velho, abrindo-o e digitando o número tão conhecido por si. — Você tem mais talento para ser ator — colocou a destra no bolso da calça, contemplando o ser jogado no sofá ao mesmo tempo que esperava o namorado atender ao telefone.

Na próxima vida, quem sabe... — elevou o indicador.

Alô?

— Hae...




Lá estava Donghae sentado em frente a tevê enquanto esperava o namorado chegar casa. O relógio marcava onze horas da noite e nada além de um telefonema que implorou para o amigo barra chefe de Hyukjae — poxinha, ele estava preocupado.

O castanho evitava encher a paciência do moreno quando estava no trabalho, enviava apenas uma mensagem na hora do almoço ou esperava que o mais velho desse algum sinalzinho de vida. No entanto, naquele dia em especial, ele sequer teve uma resposta do mais velho, preocupou-se — e com razão!

Mas voltando ao programa que nossa pequena ovelhinha assistia e suas peripécias, onde o reality show mostrava como inovar na cozinha — o que era sensacional, pois Donghae queria aprender comidas novas para testar com Hyukjae — e sem usar muitos elementos.

— Hm — entornou a cabeça, escutando a barriga roncar ao vislumbrar a lasanha que saía do forno na telona a sua frente. Choramingou. — Que cruel — murmurou, caminhando até a cozinha para fazer alguma coisa. — Será que o Hyukkie comeu? — colocou o indicador no queixo.

— Não — sussurrou, agarrando a cintura do mais novo à medida que enchia o pescoço do namorado de beijinhos.

— Que susto! — gritou, batendo de leve nas mãos que repousavam em sua barriga. — Que susto!

— Medroso — riu.

— Não é medo — pôs um bico no lábio inferior. — É susto.

Uhum — arrastava o nariz pela pele macia do menor, sentindo-o tremer e ofegar enquanto se encolhia entre seus braços.

Se esqueceu de mim, de novo — frisou a última parte, fitando os armários do cômodo e pondo uma cara de paisagem. Sentia as mãos do namorado se moverem por cima da camiseta que usava, porém sabia que logo ele daria um jeito de infiltra-las e movê-las de um modo gostoso.

— Não esqueci, amor — apoiou o queixo no ombro do menor. — Yesung está com um problema pessoal — Donghae passou a fita-lo com a testa enrugada. — Ele só me disse hoje e eu me senti um péssimo amigo — confessou, abaixando os olhos para as palmas escondidas sob a blusa quentinha.

Ei — chamou-o. — Você é a melhor pessoa do mundo — sorriu, ficando de frente para o maior. — Às vezes esquentadinho — balançou a cabeça para frisar a informação, mas logo soltando uma gargalhada ao escutar a reclamação de Hyukjae. — Não tenho culpa dos fatos!

— Fatos, né — ironizou.

Mas você esqueceu de mim — voltou a repetir. Nada que um bom drama pudesse fazer.

— Ih — encostou-o na bancada da cozinha. — Esqueci como a minha ovelhinha fica dramática quando não envio uma mensagem — balançou a cabeça à medida que suspirava e olhava para o chão.

Manhoso. Ciumento. E agora “dramático”? — Listou ao semicerrar os olhos. — Hyukjae!

— Ownti, meu bebê — tirou sarro. — Você é o manhosinho ciumento mais dramático que esse pobre homem ama.

O castanho similarmente balançou a cabeça em negação, ouvindo as risadas do moreno saírem abafadas, visto que ele estava ocupado demais enchendo-o de beijos que nem ligava para o seu melodrama.

— Já que ‘tá tão engraçadinho — atraiu o olhar do mais velho. — Vai me ajudar a cozinhar — sorriu, vislumbrando o fitar apavorado que o “beijoqueiro” lhe mandou. — Nem faça essa cara, você é um ajudante muito bom.

— Se “muito bom” significa pôr fogo na cozinha, — fez aspas com os dedos — eu não quero saber o que você qualifica como excele... Ai! — brincou ao passo que sentia os dígitos do menor atingirem seus braços.

— Palhaço — sorriu. — O espírito do Yesung possuiu o seu corpo.

— Como diria o meu sobrinho: deus me ‘dibre’ — andou até a torneira da cozinha para lavar as mãos. — A não ser que você queira me ver em um puteiro, aí a gente conversa — gargalhou novamente, sentindo mais tapas atingirem seus braços.

— Alguém quer dormir com o rabo quente — murmurou ao enfiar as palmas de baixo d’água.

Hm, — gemeu. — Ovelhinha, ovelhinha — aproximou-se do companheiro. — Não sabia que estava com fetiches.

— Mereço — revirou os olhos, liberando uma risadinha. — Ah, — aspirou fundo. — Da próxima vez, você deveria convidar Yesung para jantar conosco — falou.

— Vou conversar com ele, ok?

— Ok — enxugou as mãos.

— Ei — segurou sem força o cotovelo do castanho. — Amo você — exprimiu enquanto encostado na bancada. Aquela era sua forma de agradecê-lo por ser tão paciente e adorável, amava-o de todas as formas possíveis (mesmo quando brigavam seriamente) e Donghae fazia questão de mostra-lo como também era apaixonado por si. — Muito.

— Também amo você — beijou o cantinho da boca do moreno. — Mas não esqueça mais da ovelhinha dramática, rum.

— Ai, ai — abraçou-o. — Tudo por você. 

25 de Junho de 2018 às 18:57 0 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

Raíssa Kreppel Ficwriter floppada. Ativista do só sei que nada sei. #SuperJunior.

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