Apenas Tome Cuidado Seguir história

rk Raíssa Kreppel

Os patins foram postos corretamente, tendo o mesmo caminho das proteções dos cotovelos, joelhos e pulsos — não podíamos esquecer do capacete. Um olhar determinado foi traçado ao longo da sala do apartamento que morava, sendo tomado por um sorriso fofinho. — Quê? — gritou. [EUNHAE][FLUFFY]


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo Único

Os patins foram postos corretamente, tendo o mesmo caminho das proteções dos cotovelos, joelhos e pulsos — não podíamos esquecer do capacete. Um olhar determinado foi traçado ao longo da sala do apartamento que morava, sendo tomado por um sorriso fofinho.

Ficou de pé. Os pés curvados para dentro enquanto as mãos balançavam e iam para frente, procurando algum auxílio para que não perdesse o equilíbrio. O castanho balançou a cabeça ao mesmo tempo que dava um suspiro aliviado, que mal faria se treinasse em casa?

Estava protegido, protegido inclusive do chão áspero que envolvia a rua. Então a probabilidade que se machucasse feio era quase nula, certo?

Errado. Erradíssimo.

No entanto, assim que pôs em prática seus conhecimentos de ‘patinação’, Donghae sorriu. Claro que era desajeitado, ele estava começando a aprender as “artes dos patins” e tudo que envolvia dar algumas manobrinhas.

Um voltinha feita com sucesso — e um elevar de punho em comemoração. Duas. Três. E, quando estava para concluir a quarta volta no espaço que adequara a sala, ele tomou um susto com um pequeno passarinho que passava perto da janela.

— Quê? — gritou antes que atingisse o chão, batendo a canela na quina da parede com o piso, abrindo um machucado feio. Os orbes castanhos se arregalaram logo que vislumbraram a cor escarlate abandonar o corte. — M-meu s-senhor — sentiu uma pontada largar o machucado, sem demora as vistas encheram-se de lágrimas e uma fungada foi feita.

Os dígitos tremiam, pois numa hipótese bem maluca Donghae pensara que poderia se cuidar sozinho.

— Hyukkie — chamou pelo namorado, pondo um bico maior nos lábios finos, libertando as gotinhas salgadas.

Devagar o pequeno retirou os patins, jogando-os para longe à medida que as proteções também eram lançadas para qualquer rumo. Apoiou-se com os punhos para se elevar e caminhar lentamente até o telefone.

As lágrimas ainda desciam livremente bem como o sangue fresco que não parava de jorrar da ferida. Um ligeiro desespero tomou conta de Donghae, uma vez que se apavorava até quando tirava sangue. Ainda trêmulo, ele discou os números do trabalho de Hyukjae — culpando-se até o último fio de cabelo ao fazer isso, cogitando desligar.

Donghae? — ouviu a voz preocupada do namorado, visto que o moreno sabia que o castanho não ligaria atoa. — Aconteceu alguma coisa?

— Hyukkie — chamou-o manhoso, soluçando em seguida. A respiração do maior ficou desregulada, tendo como companhia os olhos esbugalhados e a boca entreaberta.

Já ‘tô chegando — encerrou a chamada para catar a mochila com as tralhas que levara para o trabalho.

Pouco a pouco o mais baixo criou coragem para encarar a ferida aberta — e que, até então, expelia uma boa quantidade de sangue. Sabia que não detinha ânimo o suficiente para cuidar daquilo sozinho, levando-o a retirar a camiseta e encobrir a ferida que a parede — assassina — fizera.

Ficaria quietinho, encolhido no sofá até que o mais velho chegasse para cuidar de si. Mais um aspirar falho abandonou Donghae, que tentava desesperadamente pensar noutras coisas além da dor que sentia no corte da perna.

Um. Dois — pensou em alguma música mirabolante, provavelmente inventada por si para se distrair. Um arrepio desgostoso atravessou seu corpinho, fazendo-o se encolher e fechar os olhos. — Hyukkie — o queixo tremeu e o bico ainda se fazia presente.




Em menos de vinte minutos o castanho escutou as chaves do moreno colidirem desesperadamente contra a porta principal, vendo-o romper a entrada até o sofá que estava deitado. Os orbes castanhos do mais alto ficaram maiores ao notar a quantidade de sangue que havia pela sala, parando na camiseta manchada do namorado.

Puta que pariu — falou, largando a mochila próximo a mesa de jantar. — Neném — correu até o mais baixo, abraçando-o com força e escondendo o rosto na curva de seu pescoço. — O que aconteceu? — questionou, tirando o casaco grosso com o objetivo de cuidar do machucado grotesco que Donghae arranjara.

Patins — sussurrou.

— Ah — liberou o ar que estava preso, vislumbrando a lesão. — Acho que não foi tão fundo, parou de sangrar — constatou ao retirar a camisa de cima do ferimento, notando a quantidade de sangue seco que ficara. — Essa blusa já era.

— Hm — abaixou a cabeça, sentindo os olhos arderem novamente.

— Ei, ei — acomodou a perna do mais novo em uma almofada. — O que houve? — levou os dígitos até as bochechas fofas, trazendo o olhar do amante para si. — ‘Tá tudo bem, uh? — Beijou-o devagar. — Vou cuidar de você.

— Eu sou um desastre — resmungou, fungando. — Nem com patins consigo andar — embolava os dedos na manta do sofá.

— Aposto que consegue — ofereceu um sorriso. — Acidentes acontecem, neném — selou os lábios de ambos uma vez mais. — Agora, espera um pouquinho que eu vou cuidar desse machucado, ok?

— ‘Tá.




Hyukjae estava jogado na cama do quarto, assistindo algum show que passava na tevê. Vez ou outra ele encarava a porta que dava para o banheiro do cômodo, ouvindo a água do chuveiro se chocar com o chão. Respirou aliviado, pondo a sestra atrás da cabeça para apoiá-la.

O cobertor protegia as pernas — que já estavam ‘agasalhadas’ pelo moletom desgastado — do frio que começava a baixar pela cidade, deixando-o arrepiado no tronco — já que ele se recusava a ficar quentinho sem o mais novo ao seu lado.

Hyukkie — chamou.

O mais velho prendeu a respiração ao olhá-lo, pois Donghae estava tão fofo dentro do pijama de ovelhinhas que, ele, Lee Hyukjae, só queria aguardá-lo em uma redoma de vidro para protege-lo sempre.

— Seca ‘pra mim? — apontou para os fios molhados.

Aish — resmungou, elevando-se preguiçosamente. — Vai adoecer se lavar o cabelo nesse frio — falou, tomando a toalha em mãos.

— Acho que alguém descobriu meu objetivo — murmurinhou ao sentir as bochechas se aquecerem.

— Hm, — soltou um gemido contra a orelha esquerda do castanho — safado.

— Carente — retrucou ao cruzar os braços à medida que sentia o algodão da toalha passar pelos fios úmidos. — Safado, não — pôs um bico nos lábios.

— Você usa muito esse bico para me deixar caidinho — falou, puxando-o pelo queixo. — Devo chama-lo de “bicudinho”?

Aish — arrancou uma gargalhada do namorado. — Não é engraçado!

— É, sim — continuou o trabalho em deixa-lo completamente seco. — Acho que vou parar de chama-lo de neném para...

— Nem termina — o interrompeu, dando mais um motivo para que Hyukjae risse. — Você é tão malvado.

— Eu?

— Você — afastou-se, arremessando-se nas colchas tenras, mas tomando cuidado para que não acertasse o curativo em algum local pontudo.

— Desculpe, manhoso — falou, caminhando até o menor com toalha para terminar o trabalho ‘árduo’.

— Não — virou o rosto, sorrindo.

— Ei, neném.

— Não.

— Puxa vida, — abaixou a cabeça enquanto lançava o pano que segurava em direção a uma poltrona velha — só queria brincar um pouquinho — começou a chantagem.

Hyukkie? — fitou-o.

— Hm?

— Eu, eu... — queria puxá-lo para um abraço, mas estava receoso.

— ‘Tô brincando com você, manhoso — deixou uma bitoquinha nos lábios finos, deitando-se ao lado do namorado.

Idiota.

— Neném.

Otário.

— Eu te amo, sabia? — sorriu ao passar uma perna sobre as do mais novo. — Muito.

— Não faz assim — soltou um muxoxo. — Também, Hyukkie.

— Ei — atraiu a atenção do outro.

— O que foi?

— Tome mais cuidado, sim? — puxou delicadamente a perna machucada do castanho, acariciando-o. — Eu sei que quer aprender, mas e se a ferida fosse mais funda ou em algum outro lugar que precisasse de atendimento rápido? — olhou-o preocupado. — Eu ficaria louco se não conseguisse ao menos lhe socorrer devidamente, amor.

— Des...

— Shh — colocou o indicador em cima da boca do namorado. — Não estou brigando com você — sorriu, trazendo-o para perto. — Apenas dando um alerta. Eu amo você e me preocupo com a sua segurança.

— Eu sei — acalentou-se no abraço do mais velho.

— Qualquer coisa eu saio mais cedo do trabalho ‘pra andarmos no parque, uh? — lançou a ‘pequena’ alternativa. — O que me diz?

— Sério? — Donghae o fitava com brilho nos olhos.

— Sim, senhor.

— Obrigado, Hyukkie! — arrastou o rosto contra o peito desnudo do moreno.

— Não por isso — iniciou um cafuné.

— Mesmo assim, obrigado.

— Serei obrigado a enchê-lo de cosquinhas? — olhou-o.

— Nem sabe brincar, chato.

— Eu?

E lá se foi uma noite inteirinha de gargalhadas e cócegas, preenchendo qualquer resquício de preocupação ou dor. 

25 de Junho de 2018 às 18:29 0 Denunciar Insira 1
Fim

Conheça o autor

Raíssa Kreppel Ficwriter floppada. Ativista do só sei que nada sei. #SuperJunior.

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