We will remember Seguir história

xixisss Isis

Jean tentou listar os motivos que o levaram a tentar se aproximar de Yuri. No entanto, a razão era apenas uma: desejava que o loiro russo de boca suja gostasse de si do mesmo jeito que gostava dele. Faria o que fosse preciso para que, no futuro, a lembrança daquele último ano nunca se perdesse.


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#colegial #universo-alternativo #JJ-Yuri #yuri-on-ice #pliroy #amordefrases
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Sempre cumpro minhas promessas

Hey!
Aqui está minha contribuição para o desafio dos namorados. A frase que escolhi foi a número 4: "Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada.” — Clarice Lispector.
Faz muito tempo que quero escrever esses dois, tenho inclusive uma shortfic toda planejada mas não estava conseguindo achar o tom certo de escrevê-los. Enfim acho que agora foi. Espero que gostem ;)

 

Jean ajeitou a alça da mochila no ombro mais uma vez. Um instante antes de dobrar a esquina e entrar na rua da escola fechou os olhos e respirou fundo. Quando deu o próximo passo, sabendo que fatalmente encontraria algum colega em menos de um minuto, já tinha a expressão confiante que todos estavam acostumados a ver - embora ela não fosse mais tão frequente nos últimos tempos.

Não, Jean não tinha muito o que reclamar de vida. Tinha seu pai, sua mãe, tantos irmãos que poderiam formar um time de futebol - literalmente, uma casa grande - um pouco abarrotada, mas bastante feliz. O negócio da família - uma pequena loja de equipamentos esportivos - ia bem. Não era uma vida abastada, mas nada lhes faltava. E Jean era o típico garoto popular do ensino médio: alto, forte, com uma beleza que fazia com que as meninas suspirassem e os meninos se questionassem, atleta, confiante. Tão confiante e sincero que muitas vezes beirava a arrogância; Jean sabia tudo o que era e o que tinha e não fingia não gostar disso.

Costumava ter tudo o que quisesse na mão. Se precisasse de um empurrãozinho com alguma nota, conseguia - afinal, o time de hóquei do colégio não podia ficar sem seu principal jogador. Quando se interessava por alguém, com meia dúzia de palavras já a - ou o, porque desde muito cedo soube que amava conquistar, independentemente do gênero de quem fosse conquistado - tinha em seus braços. Jamais era esquecido quando se tratava dos eventos da nada complicada, mas às vezes um bocado cruel, sociedade adolescente. 

Mas agora, às portas de seu último ano no colégio, via-se ansioso. Jean podia ser o tipo de pessoa de dedicava-se apenas a viver sua adolescência em sua plenitude, mas não era bobo. Sabia bem que toda a importância que tinha ali não significaria nada muito em breve. Que se não conseguisse a bolsa como atleta para a universidade, não teria a menor condição de cursar um ensino superior e veria suas já remotas - era apenas um jogador colegial de cidade pequena, afinal - chances de se tornar um jogador profissional escorrerem por seus dedos junto com o desejo de dar uma vida melhor para sua família. Se fosse esse o caso, muito provavelmente viveria exatamente como seus pais: trabalhando na loja, talvez casado e com filhos e sem ir para mais longe do que a cidade vizinha. Verdade, não seria uma vida ruim…

Jean não tinha muito o que reclamar, mas não era essa a vida que queria.

Tinha prometido para si mesmo que seria mais. E Jean levava promessas muito a sério.

Seus sonhos eram grandes e se acumulavam dentro de si em um nervosismo que ameaçava tirar o sorriso largo do rosto bronzeado. Mas não se deixaria abater. Era por isso que estava determinado a fazer esse último ano valer à pena, aproveitá-lo ao máximo e não deixar transparecer que, na verdade, sentia tanta pressão sobre seus ombros. Tudo o que precisava era aproveitar os últimos instantes na atmosfera familiar e se dedicar para alcançar seu objetivo. E, quando o nervosismo viesse lhe assombrar, era só se distrair.

Distraído era como estava, sentado na última fileira da sala de aula ainda quase vazia, esperando o professor da primeira matéria do dia chegar. Seu melhor amigo, Leo, estava falando animadamente sobre algo, mas Jean tinha parado de prestar atenção há pelo menos três minutos - não que isso fosse empecilho para o outro. Jean se viu pensando em como as coisas já lhe pareciam um pouco entediantes em tão poucos minutos. Talvez por estar um tanto de saco cheio de ver sempre as mesmas pessoas, fazendo as mesmas coisas e toda essa vibe de cidade pequena que começava a lhe sufocar. E então, um furacão passou pela sala.

Ele era loiro. Alto, embora não tanto quanto Jean. Os cabelos soltos passavam dos ombros, seu corpo era esguio e no momento em que pousou os olhos nele, Jean não pôde desviar. Nunca o tinha visto ali. Nem na cidade. Alguém como ele parecia ter saído direto de uma revista, com sua postura perfeita, suas roupas justas e da última moda, sua atitude hipnotizante. O loiro entrou na sala em passos firmes, parou bem à frente e disse, pra ninguém em específico:

— Merda, essa não é a classe 202, né?

Quando algumas meninas murmuraram que na verdade aquela era a classe 401 e que as turmas de primeiro e segundo ano ficavam no outro prédio, o furacão loiro saiu pela porta xingando consigo mesmo. E foi isso. Não chegou a ser nem um minuto inteiro, mas foi suficiente para mudar a atmosfera. Ou era o que Jean sentia. Embora, na verdade, a não ser pelas meninas que o tinham respondido e agora lançavam olhares para a porta e pareciam comentar algo entre si, ninguém mais parecia ter reparado na aparição daquele cara. Leo sequer tinha interrompido seu monólogo. Jean olhou pela janela e viu o loiro correndo pela área externa no exato momento em que o sinal soava e o mesmo professor de História dos últimos três anos entrava pela porta. Não que Jean tivesse se importado com mais essa óbvia demonstração de previsibilidade. Agora tinha algo novo em que se concentrar.

Yuri Plisetsky. Era esse o nome do furacão loiro, Jean não tardou a descobrir. Tinha acabado de se mudar, vindo da Rússia para morar com o avô. E isso foi tudo o que as meninas do segundo ano que participavam do grupo de líderes de torcida conseguiram lhe informar. Jean queria ter um pouco mais de informação antes de se aproximar - se o loiro se interessava por homens, por exemplo, era algo crucial - mas, aparentemente, o Plisetsky não era a pessoa mais sociável por ali. Sempre que Jean o via ele estava sozinho em algum canto, com fones de ouvido e se isolando do mundo. O moreno tinha visto mais de uma vez quando pessoas tentaram se aproximar para convidá-lo para almoçarem juntos, só para serem prontamente dispensadas. De acordo com as segundanistas, Yuri agia da mesma maneira em sala: sentava no fundo, abaixava a cabeça e passava o tempo todo quieto, só falando se fosse chamado pelo professor.

Bom, já tinha deixado passar mais de uma semana e se Yuri não criava uma abertura, Jean a criaria. Ninguém resiste ao charme do King JJ, era o que pensava, mantendo-se confiante no ambiente no qual estava familiarizado. Como sempre, Yuri estava sozinho num canto do refeitório. Jean foi diretamente até ele.

— Oi, princesa. É simplesmente errado alguém como você aqui sozinho, sabia? Mas não tem problema, ‘tô aqui pra resolver isso e te fazer companhia. Eu sou Jean, mas você já deve saber. Pode me chamar de JJ.

Jean exibia seu sorriso mais brilhante e mesmo assim o único sinal de que Yuri tinha notado sua presença era o fato de o loiro ter lhe olhado por cerca de dois segundos antes de dar um passo para trás, se afastando de Jean e voltando a encarar a tela do celular. Jean não se abalou. Não desistiria tão fácil.

— Poxa, Yuri, eu só estou querendo te dar as boas vindas, sabe como é, criar uma relação… de amizade.

Ainda sem olhar diretamente para Jean, o loiro respondeu, com sotaque tão evidente quanto o sarcasmo:

— Oh, claro, e eu deveria me sentir grato pelo cara mais popular da escola se dignar a falar comigo, não é?

— Oh, então você sabe mesmo quem eu sou!

A expressão de Yuri era de pura descrença ao olhar pela última vez para Jean e dar as costas, sem falar mais nenhuma palavra.

Era só o que me faltava. Yuri se afastou, irritado com o ridículo da situação. É claro que sabia quem era aquele idiota, como não saber se sempre tinha alguém falando do maldito time de hóquei e de seu maldito craque e de como ele era isso ou aquilo? Pior: como não reparar nele, sempre chamando atenção com seu corpo moreno, forte, os cabelos naquele corte ridículo que lhe caía bem, os olhos tão azuis e sorriso tão enorme que deixava Yuri enjoado. Ele amava a atenção que recebia, estava na cara. Yuri não podia achar nada mais patético. Toda aquela gente se preocupando com coisas tão fúteis, vivendo num mundinho paralelo como se realmente andar com o grupinho popular ou ir às festas certas fizesse alguma diferença real em suas vidas. Não Yuri Plisetsky. Por mais que ainda tivesse apenas 16 anos, não tinha tempo para essas besteiras. Não estava se importando em fazer amigos ali. Eles não durariam mesmo. Tudo era passageiro e Yuri não estava nem um pouco disposto a se apegar. Sabia bem que não valia à pena.

 

Semanas. Fazia semanas que Jean tentava se aproximar de Yuri. Tinha tentado lhe chamar para almoçarem juntos diversas vezes, o convidado para assistir a um treino do time, lhe oferecido carona - com o carro do Leo, mas ele não precisava saber desse detalhe - e o máximo que conseguia receber do loiro eram olhares enviesados ou palavras raivosas. Não era que estivesse obcecado, não. Sua mente ainda se concentrava mais nos estudos - não podia vacilar se queria mesmo conseguir a bolsa -, nos treinos e em aproveitar seu tempo com seus amigos. Mas tudo isso era comum, o de sempre, rotina. E pensar em rotina lembrava a Jean o quanto sua vida seria monótona se não alcançasse seu objetivo. Era uma porta escancarada para que se sentisse nervoso com tudo que estava por acontecer - e tudo que podia não acontecer - e JJ não podia se dar a esse luxo. Yuri era o diferente, um escape no qual o capitão do time de hóquei se concentrava quando sentia que estava entrando no cômodo da ansiedade.

Era véspera do primeiro jogo e Jean estava mais nervoso ainda. Por mais que fosse apenas o início da temporada, era também o início de sua última chance. Não podia correr o risco de falhar, nem um pouco que fosse, pois poderia custar todo seu futuro. Então, depois de já ter feito tudo o que podia para garantir que estaria em sua melhor forma no dia seguinte, para não ficar pensando demais Jean se concentrou em sua missão: convencer Yuri a ir ao jogo. 

Foi liberado mais cedo do treino, como de costume perto de jogos - porque o técnico sabia que se deixasse Jean treinaria até a exaustão e fazia questão de se certificar que o rapaz tivesse o descanso necessário - e dessa vez não discutiu, torcendo para que o loiro ainda estivesse na escola. 

O encontrou na biblioteca, sozinho, como sempre. Não hesitou em se sentar ao lado dele. Espiou a capa do livro que ele tinha em mãos e sorriu antes de sussurrar:

— Grandes felinos, hm? Gosta de gatos grandes, princesa?

Yuri já estava de saco cheio. O maldito Leroy não o deixava em paz. O loiro tinha achado que a essa altura, depois de tanto ser despachado, o moreno já teria se cansado de qualquer que fosse o jogo que estava jogando. Mas ele continuava a lhe cercar e Yuri não tinha ideia do porquê e nem paciência para tentar descobrir.

— Não enche, Leroy.

— Ow, sempre tão mal comigo. Logo eu que quero tanto ser seu amigo.

Yuri bufou e fechou o livro com força, fazendo um barulho alto e atraindo o olhar severo da bibliotecária:

— Porra nenhuma! - disse aos sussurros, não querendo levar bronca por causa do Sr. Popular. — Pra começar eu não seria amigo de um babaca feito você que fica me chamando de princesa toda hora só pra pagar de machão. Seja lá o que for que você está tramando, não vai colar. Eu não sou a porra de uma mocinha de romance adolescente que vai cair aos pés do cara popular porque ele lhe deu um pouco de atenção. Eu tô cagando pra sua popularidade e eu não quero sua atenção. Se manca, Leroy.

Jean ficou estupefato por alguns instantes. Primeiro porque esse era o máximo que Yuri já tinha falado consigo. Depois porque sequer tinha cogitado a ideia de que estivesse passando uma imagem ruim. Mas, ao ouvir Yuri reclamar abertamente do apelido que Jean lhe tinha dado - sem nem pensar no porquê - via que realmente deveria estar parecendo um tanto idiota. 

— Foi mal, Yuri. Eu não queria te ofender. - Jean falou com sinceridade, ainda mais baixo, pelo constrangimento.

Por um instante Yuri pareceu intrigado, mas logo depois sorriu debochado e voltou a falar:

— Ah, seria esse o momento em que eu descubro que tem muito mais em você do que a pose de capitão do time? Que na verdade você é alguém sensível em busca do amor ou qualquer merda dessas? E aí sim, me rendo ao seu charme clichê e nós deixamos todos boquiabertos porque “oh que relação improvável”. Me poupe. Eu já disse que não vai colar.

— Eu… eu não ‘tô pensando em nada disso. Eu não ‘tô falando com você por algum jogo de popular ou qualquer coisa assim. Mas também, o que tem de tão errado em ser querido pelas pessoas? Eu gosto disso, não nego.

— Claro que gosta. Se acha um maldito rei, não é? Pois eu tenho uma novidade pra você, Jay-jay. - A maneira como Yuri pronunciou o apelido de Jean era carregada de sarcasmo e mesmo assim o nome soava maravilhosamente na voz com sotaque do russo. — Seu reinado está acabando. Porque essa porra de popularidade adolescente e toda essa besteira não é real e vocês ficam aqui, se fingindo de muito importantes, porque são um bando de covardes. Eu não ‘tô nem aí pra esses joguinhos, ‘tô pouco me lixando pra toda essa gente, eu sei muito bem que daqui há uns anos sequer vou lembrar de alguém aqui e que ninguém vai lembrar de mim também.

Sem saber, Yuri tinha jogado álcool na ferida e o curativo que Jean tentava a todo custo colocar era frágil demais para que ele não sentisse arder. 

— Não era essa mesmo minha intenção, Yuri. Eu só… ah, sei lá. Eu vim te chamar pra ver o jogo amanhã. Vai ser no ginásio, às dez da manhã. É isso. Desculpa aí.

Jean saiu sem olhar pra Yuri novamente e o loiro ficou surpreso. Quase tinha se arrependido de ter explodido imaginando que o outro começaria um discurso idiota sobre aproveitar a vida na escola ou qualquer merda assim, mas não esperava por esse tipo de reação. Ele tinha parecido quase abalado. Ah, foda-se. Pelo menos agora ele larga do meu pé.

Jean foi direto para casa. Tentou se distrair com os irmãos pequenos, se cansar ao máximo para ter certeza de que apagaria assim que caísse na cama, mas de nada adiantou. Foi só se ver sozinho que as palavras de Yuri voltaram à sua mente com força total. Estranhamente estava se focando mais no que o loiro tinha dito sobre esquecer e ser esquecido do que na dura realidade que lhe apavorava todos os dias - a de que a vida real estava cada vez mais próxima. O tom de Yuri parecia experiente e magoado e Jean se perguntou se algo parecido já tinha lhe acontecido, para que falasse com tanta convicção. 

Rolando na cama, percebeu que vinha sendo muito egoísta: queria estar perto de Yuri porque o achava interessante, porque ele o distraía de suas preocupações, mas na verdade não estava se aproximando dele e sim tentando arrastá-lo até si mesmo. Percebeu que mesmo observando Yuri por semanas, não sabia nada sobre ele. A última coisa em que pensou antes de  enfim conseguir pegar no sono, já no meio da madrugada, foi uma promessa: de que, ao fim daquele ano, teria boas lembranças de Yuri. E gostaria que ele também lembrasse de si.

Jean teve um sono agitado e dormiu por no máximo três horas, o que não era nada bom para sua condição física. Sem falar  no psicológico. Foi impossível não pensar em como Yuri estava certo: Jean não tinha nada, estava mesmo covardemente apavorado com o fim do ensino médio e o que viria a seguir. Já tinha repetido centenas de vezes para si mesmo e para os colegas de time que estava tudo bem nas últimas horas e tentava se convencer mais uma vez disso ao deslizar para dentro do rinque. Seus olhos correram a arquibancada rapidamente. Viu seu pai e quatro dos seus irmãos, amigos da escola, sua ex-namorada, pessoas conhecidas da cidade. Todos sorriam e lhe encorajavam. Jean sentiu-se enjoar. 

O jogo só não foi um desastre total porque o time adversário era fraco e, mesmo tendo tido uma de suas piores atuações, Jean ainda tinha conseguido liderar sua equipe para a vitória. O técnico tinha um semblante preocupado mas ele e todos os outros abraçavam Jean e lhe garantiam que estava tudo bem, que era apenas o primeiro jogo da temporada, que tinham ido bem apesar de tudo. Jean concordava apenas externamente. 

Na saída do rinque se surpreendeu ao ver Yuri, carregando uma bandeja de refrigerantes.

— Que merda foi essa Leroy? Estava esperando mais depois de tudo o que falavam sobre você.

Apesar da fala rude, essa era a primeira vez que Yuri puxava assunto consigo. E ele tinha ido. Tinha visto o jogo. Tinha esperado que Jean fosse melhor. E, principalmente, tinha sido muito mais sincero com essas palavras do que todas as pessoas de quem Jean era mais próximo. Nenhum encorajamento que recebeu teve um efeito tão positivo sobre o moreno quanto o deboche de Yuri. Dessa vez Jean concordou e sorriu verdadeiramente antes de responder:

— Espere e verá, gatinho. Espere e verá.

 

Jean tinha mesmo achado que aquele breve conversa no fim do jogo era um sinal de que Yuri tinha se aberto mais para si. Mas pelo jeito estava enganado. Nas semanas que se seguiram a situação continuava praticamente a mesma: Jean ia atrás de Yuri, este lhe ignorava ou destratava e assim seguiam. Só que algumas coisas estavam sim diferentes. Primeiro, Yuri falava um pouco mais com Jean. Por mais que na maior parte do tempo fosse para lhe xingar, já era um avanço. Até porque, Jean percebia, a irritação do loiro não era séria. Já tinha visto ele realmente irritado com um grupinho de garotos que tentara lhe provocar e não era nada comparado com a maneira como ele tratava Jean. 

Outra mudança era que, enfim, Jean estava reparando mais. Agora percebera detalhes como, por exemplo, que Yuri tinha sempre alguma peça de roupa com estampa de tigre ou onça - e se divertia internamente se perguntando qual seria antes de ver o loiro pela primeira vez no dia. Tinha conseguido espiar a tela do celular de Yuri algumas vezes e ver que ele geralmente ouvia rock, mas vez ou outra se rendia à alguma diva pop. Observou que ele não era tímido e nem tinha problemas para se comunicar em público, como poderia parecer para muitos que o vissem sempre tão quieto e isolado. Receber atenção não assustava Yuri. Mas também não o deslumbrava. 

Agora Jean sabia com certeza que sim, ele se interessava por homens, pois além de dispensar toda e qualquer menina que tentasse lhe conquistar, Yuri tinha dito em alto e bom som - para aquele mesmo grupo de idiotas - que era “viado mesmo e comeria o cu de todos pra não deixar dúvida”. Claro, ainda tinha isso, Yuri tinha a boca mais suja que Jean já tinha visto na vida. Chegava a ser um contraste alguém de aparência quase angelical ter essa personalidade tão arisca. 

Sim, Yuri era como um gato arisco e mesmo sendo arranhado toda vez que chegava perto, Jean não conseguia se manter longe.

Já no meio do ano letivo e tendo avançado pouco a pouco em sua tentativa de se aproximar de Yuri, foi que Jean percebeu o porquê de não ter deixado pra lá. Queria que Yuri gostasse de si. Não pelo mesmo motivo pelo qual queria que todos gostassem, simplesmente para ser querido. Tampouco por algum desafio interno de querer justamente o que não tinha. Não. Jean queria que Yuri gostasse de si porque gostava dele. Parecia estranho gostar de alguém que mais lhe ignorava do que qualquer outra coisa, mas não pôde evitar. A fascinação que tinha sentido pelo russo desde o primeiro momento em que o vira só tinha feito crescer ao passar a conhecê-lo um pouco mais. Jean queria saber cada vez mais sobre o loiro. Queria que fosse ele a lhe contar. Mas, enquanto isso não acontecia, tratou de descobrir o máximo que podia para tentar agradar o loiro e continuar a  derrubar suas barreiras.

Nos meses seguintes, Jean prestou ainda mais atenção em Yuri. Já sabia que ele gostava de felinos, não só pelas roupas e pelos livros que ele costumava ler, mas também pelas fotos de gatos em suas redes sociais. Esperava conseguir pelo menos um sorriso sincero ao dar de presente para Yuri uma capa para celular estampada com desenhos de filhotes de tigre. O que conseguiu, de fato, foi um olhar desconfiado e um resmungo. Mas Yuri passara a usar a capa, o que era sinal que tinha gostado e JJ sentiu-se satisfeito. 

Yuri sempre trabalhava nos jogos de hóquei e Jean sempre lhe oferecia carona depois. O loiro negava todas as vezes, mas Jean nunca desistia e percebia que, não importava o quanto demorasse no vestiário, ainda encontrava o russo na saída. Numa tarde, depois de não aguentar mais estudar para as provas, morrendo de medo de receber uma nota baixa e se ver prejudicado, Jean foi até o perfil de Yuri no Facebook. Rolou a página por vários minutos e viu diversos dos gostos do loiro ali. Ele gostava de compartilhar vídeos de gatos, fotos de celebridades vestidas de maneira rebelde, frases que reforçavam a atitude de “não estar nem aí” e, para surpresa de Jean, conteúdos de balé. 

Numa coincidência incrível, Yuri confirmou presença num espetáculo que ocorreria na cidade vizinha na semana seguinte bem no momento em que Jean observava sua página. Jean fez de tudo para convencer uma de suas irmãs menores a ir ver a apresentação, mas para sua surpresa, tinha sido seu irmão cinco anos mais novo quem, um tanto envergonhado, tinha dito que gostaria muito de ir. Jean então se comprometeu a levá-lo. Seria uma oportunidade de estar com Yuri longe dos olhos de qualquer pessoa conhecida por ambos e, de quebra, de ter algum assunto em comum que não fosse coisas que aconteciam na escola.

Yuri quase desistiu de entrar no teatro ao chegar lá e dar de cara com o Leroy parado na porta. Tudo bem que ele estava lindo e um tanto fofo arrumando a roupa do menino a seu lado - que só podia ser um de seus muitos irmãos, já que era praticamente um mini JJ. Mas Yuri já estava exasperado com toda essa proximidade de Jean. Parecia que pra onde quer que olhasse, lá estava ele. E pior, sendo legal, muito menos afetado ou idiota e mais atencioso e divertido do que Yuri tinha pensado à princípio. A proximidade de Jean era demais mas não estava incomodando Yuri, e esse era justamente o problema. 

Não queria se aproximar, se envolver, ser amigo ou algo mais - com certeza tinha espaço para algo mais - só pra depois ver isso acabar. Yuri gostava muito de fingir que não estava nem aí pra nada nem ninguém justamente porque era o completo oposto. Se apegava demais às pessoas e não sabia lidar bem quando elas saíam de sua vida. Tinha sido assim com Victor,  o melhor amigo, com quem fizera tantos planos de deixar a cidadezinha onde viviam, que o tinha ignorado e esquecido ao ir embora com um namorado japonês,  sem olhar pra trás. 

Fora assim também com o primeiro namorado que tivera, que era tão acomodado à ponto de não conseguir compreender que Yuri jamais seria plenamente feliz vivendo ali naquela cidade minúscula e conservadora, se policiando, escondendo quem realmente era, e à ponto de tentar fazer o loiro se sentir mal por querer alçar voos mais altos. Não queria passar por isso de novo: ver Jean terminar a escola e também ir embora ou o contrário, vê-lo se acomodar na própria pele. Ele esqueceria de Yuri em dois tempos e Yuri é que ficaria se remoendo até conseguir seguir em frente. Por essas e outras que não queria se dedicar a ninguém que não fosse a si mesmo, à seu avô e a seus gatos - que mesmo que fossem embora, pelo menos eram sinceros e jamais prometiam ficar. 

Foi por isso que, já no fim do espetáculo, vendo Jean lhe oferecer uma carona e explicar animadamente que o carro de seu pai era antigo, mas seguro, e que eles só precisavam deixar Pierre em casa e depois poderiam ir a algum outro lugar e passar mais algum tempo juntos, Yuri explodiu.

— Droga, Leroy, me erra! Fica me cercando o tempo todo, que saco! Eu já te disse: seja qual for seu objetivo aqui, não vai colar. 

Jean não esperava por isso. Tinha certeza que nos últimos tempos Yuri estava mais receptivo. Já quase não lhe chamava mais de idiota ou coisa semelhante. Tinha até passado a usar mais seu apelido ao invés de seu sobrenome - embora ainda o pronunciando num tom debochado sempre que dizia “Jay-jay”. Os dois até já tinham ido embora juntos após um treino especialmente longo de Jean e conversado por vários minutos sem que Yuri lhe xingasse. O loiro tinha assistido ao fim do treino - dando a desculpa de que estivera ali para entregar um trabalho ao professor de educação física - e chegara a elogiar o jogador. O assunto rumou para como Jean parecia mais seguro nos treinos que nos jogos e o moreno tinha se aberto um pouco, admitindo que seu nervosismo o atrapalhava em muitos momentos e recebendo um belo incentivo à lá Yuri, “Toma tento, Jay-jay. Pra que tanta pose se na hora vai se deixar levar pela pressão? Você é bom, seu idiota. Lembra disso”.

E há pouco, durante o balé, Yuri parecera tão à vontade, os olhos verdes brilhando ao assistir a apresentação, a voz suave ao comentar alguns momentos do espetáculo com Pierre. Jean tinha ficado ainda mais admirado ao ver o loiro sorrir de maneira tão pura e estava certo de que todas essas pequenas coisas significavam que poderiam, pelo menos, ser realmente amigos. Definitivamente não imaginava essa explosão.

Yuri já se afastava e num impulso, Jean estendeu a mão para segurar seu braço. Yuri se soltou e estapeou a mão do canadense, os olhos com uma fúria que era muito real e que o Leroy não conseguia compreender.

— Não! Só… droga, Leroy, me deixa em paz. Só me deixa.

E então Jean deixou. Tinha feito de tudo e mais um pouco para que Yuri gostasse de si, sem sucesso. Agora, o que lhe restava, era não fazer nada.

 

Já fazia quase dois meses que não falava com Jean. Depois daquela noite no teatro em que tinha dito para que ele o deixasse em paz, o canadense realmente o fez. Nunca mais tentara se aproximar de Yuri, nem lhe agradar, nem puxar assunto ou oferecer carona. O moreno chegava a desviar os olhos se o russo olhasse em sua direção. E agora Yuri queria socar a si mesmo por estar tão insatisfeito em ter conseguido justamente o que tinha pedido.

Tinha feito aquilo com a intenção de não se apegar à Jean, mas a verdade é que já era tarde demais. Não sabia quando tinha acontecido. Se foi quando percebeu que Jean parou de tentar lhe arrastar para o mundinho fútil da sociedade escolar adolescente e passara prestar atenção em quem Yuri de fato era. Se quando ele passou a demonstrar como podia ser atencioso. Ou quando Yuri o tinha visto com a família, o jeito como ele parecia cuidadoso. Talvez tenha sido no momento em que viu a pose do JJ cair quando ele admitiu que tinha o que Yuri estava certo de que eram crises de ansiedade, e parecera tão vulnerável por detrás da imagem confiante que passava. Ou foi tudo junto. De qualquer maneira Yuri estava obviamente impactado por Jean. Não sabia exatamente com que sentimento - se apenas afeição, carinho, ou se havia algo a mais crescendo dentro de si. O fato era que a ausência dele o estava incomodando profundamente. Ainda mais nos últimos dias.

Já era quase o fim do ano letivo e o time de hóquei faria o penúltimo jogo da temporada no próximo fim de semana. Yuri tinha ouvido falar que um olheiro importante compareceria à partida e não conseguia parar de pensar no quanto Jean deveria estar nervoso. Observando o moreno, o via ainda mais brincalhão e risonho do que nunca, distribuindo confiança. Mas sabia que ele devia estar se corroendo por dentro, preocupado em aproveitar essa que provavelmente era sua última chance de ser descoberto. Yuri quis falar com ele. Sabia que todos ao seu redor estavam tentando lhe incentivar do jeito errado, que só o faria ficar ainda mais ansioso. Yuri poderia lhe dar um belo chute no traseiro, do tipo que leva alguém pra frente.

Mas como? Que sentido teria em ir lá falar com JJ depois de ter dito todas aquelas coisas pra ele? Se o fizesse, teria que se explicar, ficaria exposto, e não sabia se podia lidar com isso. Decidiu que deixaria o destino decidir por si. Iria trabalhar no jogo, como sempre. Não faria nada de diferente e, se tudo ocorrese como de costume, provavelmente sequer veria Jean antes do jogo. Mas, prometeu a si mesmo que , se o visse, iria até ele. Nem que fosse só para ter sua consciência limpa.

Jean nunca estivera tão nervoso. Se já era hábito que dormisse pouco em véspera de jogo, dessa vez sequer tinha conseguido ficar na cama. Tinha se levantado antes de o sol nascer e ido revisar alguns vídeos de seus jogos antigos, tentando se concentrar em seus pontos fortes para ganhar confiança. Mas a cada erro que se via cometer a ansiedade lhe preenchia e tudo em que Jean conseguia pensar era que o menor dos deslizes o faria perder sua chance. As respostas das inscrições para as universidades a que tinha se candidatado viriam em breve e a presença de um olheiro renomado como Yakov era prova de que Jean estava sendo cotado para pelo menos uma delas. Sentia o peso ainda mais insuportável sobre seus ombros e a cada pessoa que lhe dizia o quanto confiava em seu potencial, Jean ficava com mais medo de ser mais uma pessoa a decepcionar. As palavras suaves e tapinhas nos ombros não lhe acalmavam em nada. Foi impossível não se lembrar de Yuri e seu jeito agressivo de encorajar alguém. Mas isso só contribuiu para que Jean ficasse ainda mais para baixo, já que há tempos não trocava sequer uma palavra com o loiro, tendo lhe deixado em paz, como fora pedido.

Não aguentando mais ficar em casa, Jean foi para o ginásio antes do necessário. Estava no pátio, observando os funcionários que começavam a preparar o local para receber o público, e tentava decidir se uma ida até o rinque ainda vazio o faria bem ou mal quando escutou o sotaque familiar lhe chamar. Por um momento achou que estivesse louco, exagerando no conselho para se acalmar que tinha visto na internet de mentalizar as coisas que desejava que acontecesse. Mas percebeu que não estava imaginando coisas quando a voz se aproximou, assim como a presença.

— Ei, bobão, tá surdo?

Jean se virou e viu um Yuri mais nervoso do que poderia imaginar pelo tom de voz lhe encarando.

— Yuri?

— Eu mesmo. O que está fazendo aqui tão cedo?

— Eu… estava ansioso, eu acho. Quis vir logo pra cá.

— Hmph, imaginei.

Yuri olhava para todos os lados e Jean ainda estava sem entender. Por que ele estava falando consigo? A não ser que…

— Ah, eu estou atrapalhando o serviço? Não deveria estar aqui? Desculpe, eu posso esperar o resto do time lá fora e…

— Quê? Não, não tá atrapalhando nada, fica onde quiser.

— Sério?

— Sério. Por que achou isso?

— Sei lá, achei que fosse esse o motivo pra você vir falar comigo.

Yuri suspirou. Parecia que tentava decidir se devia ou não falar alguma coisa. Jean se sentia meio estranho, sem saber como agir, então começou a se afastar.

— Então acho que vou dar uma olhada no gelo…

— Jean.

Jean parou. Tinha quase certeza que era a primeira vez que Yuri lhe chamava pelo primeiro nome. Ficou em silêncio, chocado demais para responder.

— Eu… droga, foi mal, o que eu te disse, aquele dia do balé.

— Não tem prob…

— Cala a boca! Tem problema sim! Você estava sendo legal comigo e eu fui um estúpido. Pior, eu fui um estúpido e meu problema não era nem com você. Na verdade ter você por perto estava começando a ficar legal demais e eu me apavorei. E agora ‘tô fazendo merda de novo despejando tudo isso em você quase na hora do seu jogo sabendo que você está nervoso, argh, alguém me dá um murro na cara.

Jean tinha certeza que Yuri não falava sério sobre querer ser socado na cara, mas mesmo assim lhe deu um empurrão de leve nos ombros, tentando descontrair o clima.

— Eu entendo, Yuri. Eu devia estar sendo inconveniente, não seria a primeira vez. E eu ‘tô legal.

— Porra nenhuma! 

Jean riu com gosto pela primeira vez em dias. Droga, nunca imaginei que sentiria tanta falta de palavrões.

— Não ri, seu babaca! Eu ‘tô falando sério aqui. A gente pode falar sobre a merda da minha mente confusa outra hora, mas vamos falar sobre a merda da sua mente ansiosa agora. Eu não vou ser igual esse bando de gente falsa que fica te dizendo que ‘tá tudo bem e sei lá o que, porque não ‘tá. Eu sei e você também sabe que essa é sua grande chance e que você não pode foder com tudo agora. Então mesmo que isso signifique que você vá pra uma universidade cheia de gente irritantemente feliz e confiante igual você e que não vai nem se lembrar de mim, eu vou te dizer isso: não ouse deixar essa porra de ansiedade te ferrar. Foda-se as expectativas dos outros e foda-se a importância de quem está assistindo. Jogue como você sabe, como você sempre faz nos treinos ou quando se diverte com seus irmãos. Joga com a porra da sua verdade e sua dedicação que eu sei que vai ser mais que o suficiente pra te levar aonde você quer chegar. É isso.

Antes que Yuri pudesse se afastar, Jean o puxou para um abraço. O russo tinha o rosto vermelho e respiração ofegante e estava mais lindo do que Jean jamais tinha visto, então o moreno não resistiu em acariciar a bochecha do loiro e lhe deixar um breve selar nos lábios, antes de colar as testas e dizer:

— Obrigado, Yuri. Eu não vou deixar, hmm, a porra da minha ansiedade me parar. Mas fique sabendo uma coisa: mesmo que eu vá pra universidade mais importante ou pro time mais badalado que exista, eu não vou esquecer desse momento e nem de você.

— Para de falar merda…

— Não ‘tô. Sabe por que? Porque lá atrás, quando eu estava tentando me aproximar de você, gatinho arisco, eu fiz uma promessa. E eu sempre cumpro o que prometo.

— E que promessa foi essa que eu não ‘tô sabendo?

— De que não queria te esquecer e nem ser esquecido por você. 

— Você não pode ter certeza disso.

— Eu posso. E agora que você me deu uma brecha, vou continuar fazendo de tudo pra que você goste de mim, nem que seja só um pouco.

Yuri encerrou a pequena distância que havia entre eles e beijou Jean, de verdade dessa vez. Se antes não sabia que tipo de sentimento estava tendo pelo canadense, agora não tinha dúvida. Era ainda mais assustador, mas não podia evitar.

— Você não precisa fazer nada, idiota. Eu já gosto de você.

Ao ouvir as palavras de Yuri, Jean sentia como se, após conseguir essa proeza, pudesse mesmo conquistar o que quer que fosse.



20 de Junho de 2018 às 02:37 9 Denunciar Insira 7
Fim

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Isis Sentimentos viram palavras. E, já dizia Dumbledore, as palavras são nossa fonte inesgotável de magia.

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Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá! Que que foi isso, Jesus amado, socorro aaaaaa Eu tô chocada aqui, que surpresa mais agradável. Olha, eu nem sei o que dizer. O uso da frase foi ótimo, o desenvolvimento do romance foi ótimo, os diálogos fluíram, o romance foi amor... Eu também adorei que você tratou de mais que o romance, toda a questão dos medos do Yuri e do JJ, e como eles foram lidando com isso. Ficou bastante realista e um amorzinho de acompanhar. Cheguei a pensar que talvez eles não fossem ficar juntos, o que faria sentido, porém ♥ O título combinou, tudo combinou, a escrita foi limpa e fluida, olha, tirei o chapéu mesmo, viu? É grande, mas li bem rapidinho e foi amor ♥ Parabéns pelo bom trabalho! Até mais!
29 de Junho de 2018 às 02:10

  • Isis Isis
    Eu ainda to chocada que essa história acabou vencendo o #amordefrases. kkkk. Eu fico muito feliz mesmo que tenha agradado tanto! Assim que eu bati o olho na frase eu sabia que a história seria do JJ fazendo de tudo pro Yuri gostar dele. A questão das inseguranças é algo que penso muito em relação ao canon e acabou entrando aqui tão naturalmente que quando vi já estava tudo lá. Pois é, muita gente deve ter pensado nessa frase como um término ou um fracasso mas eu quis justamente o contrário: quando o Jean parasse de tentar é qua ia conseguir, rs. Nossa, ela ficou maior do que eu imaginava, foi mesmo um daqueles casos em que a coisa flui quase sozinha. Muito obrigada! 8 de Julho de 2018 às 10:09
Jessie Teixeira Jessie Teixeira
Olha eu ali morta no chao, tchau Jessie, va com deus... EU AMEEEEEEIIIIIIII Mas queria mais ;( que bad, acabou
27 de Junho de 2018 às 01:48

  • Isis Isis
    Não morra! Se morrer não poderá ver quando eu voltar com mais deles ;) Obrigada por ler e comentar! 8 de Julho de 2018 às 10:03
  • Jessie Teixeira Jessie Teixeira
    *Ressucita* Eu ouvi "voltar"? Amem irmaos? Ja estou aqui esperando mais 8 de Julho de 2018 às 22:57
Emily C Souza Emily C Souza
Ai senhor, to sem palavras pra essa belezura aqui. Interpretação é algo esquisito né? kkkkkkkkk eu vi essa frase de forma totalmente diferente de você, e to muito encantada. Amo colegial, amo clichê, amo JJ, amo como você preservou a paixão dele, o egocentrismo, mas a humanidade, os erros, os medos e tudo mais do universo Cannon. Eu confesso que detestei o Yuri no começo de YOI, serio mesmo, não tive a menor paciencia, e quis socar ele as vezes, mas esse Yuri aqui, além de ter a personalidade e comportamente Cannon, é muito fofo, cacete!!!! AAAAAAAAAAAH não sei o que dizer, só que eu amei de muitão, e queria mais. Gosto muito desse casal (e do trio com o Otabek), e você explorou eles com uma veracidade impressionante. Só tenho amor a declarar pra esse nenem, obrigada por nos presentear com uma fic tão lindinha <3
22 de Junho de 2018 às 11:09

  • Isis Isis
    Oie! Sim! E isso é ótimo, ne, com o mesmo tema as pessoas podem fazer uma infinidade de coisas diferentes. Acho que muita gente interpretou essa frase como um término e eu fiz um começo kkkkk. Acontece. Eu amo tudo isso também! O JJ nossa, eu amo TANTO ele, meu deus. Don't touch my Yuri! kkkk. Ah, não adianta, eu sempre quero colocar no colo o personagem que é meio babaca para mascarar suas inseguranças e Yuri - e na verdade o JJ tbm, em alguma medida - não foge disso. OtaPliRoy é o meu shipp preferido em YOI, meu sonho de princesa, o que mais amo. Mas aí shippo todas as combinações me dupla também. A minha balança acaba pesando mais pra OtaYuri no geral, mas essa foi a primeira PliRoy e certamente não será a última. Que bom que vc achou tão coerente com o canon, eu fico sempre muito feliz quando isso acontece! Obrigada por ler e comentar <3 8 de Julho de 2018 às 10:03
Rita Gomez Rita Gomez
Amo fanfic colegial, e descobri recentemente que também amo esse ship rsrsrs Gostei muito como o relacionamento desles aconteceu (mas tenho que confessar que fiquei ansiosa e quase tive um treco achando que pliroy não iria realmente acontecer, mas que bom que eu estava enganada ;) ) E esse Yuri sendo fofinho no final foi o melhor <3 Em suma, amei tudo, o enredo, sua escrita, sua forma de narrar e principalmente o casal rsrsrs Parabéns!!!
20 de Junho de 2018 às 11:43

  • Isis Isis
    Oi! Aaah, eu tbm amo colegial, nossa, muito mesmo! E a era Pliroy chega para todos kkkk. Eu sou completamente apaixonada pelo OT3 entre Yuri Otabek e Jean e então shippo todas as combinações, mas sempre tive o pé mais em OtaYuri. Mas agora PliRoy me pegou e essa foi a primeira, mas virão outras deles certamente. Fico feliz que tenha gostado! Muito obrigada <3 8 de Julho de 2018 às 09:56
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