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kalinebogard Kaline Bogard

Se você tivesse a chance de realizar um sonho, iria até as últimas conseqüências? Ou se acreditasse viver um sonho, qual seria o limite de suas fantasias? Quando dois corações se encontram, tudo pode acontecer..


Fanfiction Livros Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#Humor #angst #homossexualidade #alcool #mpreg #harry #Draco
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Entre a festa e o sonho

Notas do Autor

Importante: antigamente eu postava algumas histórias com o nick de "Felton Blackthorn". Então se você ver esta história postada como "Felton Blackthorn", saiba que é o meu perfil também!

Atualmente ando postando nos perfis oficiais "Kaline Bogard", mas ambos pertencem a mim! :D

Desafio: (Inspirado na Fic "Conseqüências daquela noite" da Chris Ann W.) Em uma festa em Hogwarts, Draco bebe demais. Harry Potter vê o sonserino sair cambaleando e resolve aproveitar a oportunidade para realizar as suas fantasias com o loiro. Porém, essa noite trará sérias conseqüências. A fic obviamente é Drarry, mas ela tem que ser Mpreg. Bônus se a fic for NC-17 – desafio proposto por: Nicolle Snape

Nota: como o desafio é baseado em uma fic, resolvi utilizar algumas das explicações da autora para as conseqüências daquela noite (com a devida autorização dela)

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Então assim que era uma festa Slytherin?

Harry Potter estava decepcionado. Isso no mínimo.

A coisa de uma semana atrás, quando O Garoto Que Viveu ouvira as primeiras fofocas a respeito da festa na casa adversária, decidira que dessa vez ele participaria. Claro que usando sua capa da invisibilidade, e sem que seus... anfitriões soubessem.

Tal curiosidade era perfeitamente justificável, já que como Ron costumava dizer, aqueles Slytherins botavam mesmo para quebrar, todas as festas na casa da Serpente terminavam em orgias e coisas piores. Sádicas.

Pra matar a dúvida, Harry decidira que participaria de uma dessas festas, de qualquer maneira. E fora tão fácil no fim das contas... só precisara esconder-se debaixo da capa da invisibilidade e espreitar as masmorras por um tempo, até flagrar Zabini e Nott saindo a surdina provavelmente para contrabandear alguma bebida.

Tudo o que teve de fazer foi esperar por alguns minutos, até os dois Slytherins retornarem com os braços cheios de garrafas de Firewhisky. Assim que Zabini sussurrou a senha, abrindo a entrada para o salão comunal, Harry aproveitou-se e escorregou antes que a passagem se fechasse e ele ficasse de fora.

Num primeiro momento, o moreno achou tudo muito animado. Havia música, muita comida e a cerveja amanteigada corria solta nas grandes canecas. Sobre a mesa com os doces estava também uma jarra que parecia ser de suco de abóbora e que sem dúvida estava batizado.

Quando Zabini e Nott chegaram com o Firewhisky, foram cercados pelos sedentos Slytherins, que avançavam sobre os garotos, tentando encher os copos com algo mais forte que a cerveja amanteigada.

Harry teve que desviar dos bruxos e refugiar-se em um canto, temendo esbarrar em alguém.

E então a decepção veio com força total. Aquela era uma das famosas festas Slytherin? Pois então toda Hogwarts estava enganada. Não havia nada suspeito aos olhos de Harry. Nada de orgias, nem nada demais.

Apenas estudantes enchendo a cara e se animando para dançar de forma desajeitada. Suco de abóbora batizado e vozes exaltadas. Ótimo, exatamente como as festas Gryffindor... e talvez como as Ravenclaw, que eram bem comentadas também.

A coisa mais indecente que Harry viu foi Goyle e Millicent se pegando num dos cantos do salão.

Que beleza. Se eu soubesse teria ido a Torre de Astronomia. Seria muito mais interessante.

Claro, porque agora teria de esperar alguém sair, para que pudesse voltar a seu dormitório.

Os olhos verdes enquadraram todo o salão comunal da casa da Serpente. Estava diferente de quando invadira ali no segundo ano. Parecia maior, e os móveis haviam sido trocados.

Enquanto analisava o local, Harry percebeu algo que não tinha notado antes. Draco Malfoy, sentado numa das poltronas, com um copo de Fire Whisky nas mãos, parecendo tão bêbado quanto os demais.

O que chamou a atenção do Garoto Que Viveu foi a expressão de tédio e sono que dominava o rosto fino do loiro. Draco não parecia se divertir nem um pouco na festa. Pelo contrário, dava a impressão de que ia cochilar a qualquer momento.

Não pela primeira vez, Harry se flagrou admirando seu inimigo de tantos anos. O moreno sabia que tinha uma certa quedinha pelo outro. Mas também, como poderia resistir, quando o Slytherin era um dos garotos mais bonitos que tivera a chance de conhecer?

Harry sabia antes mesmo do fiasco com Cho, que era bissexual. Na verdade tinha até preferência por meninos, por isso se recuperara tão rápido do quase relacionamento com a Ravenclaw.

Mas de todos os garotos por quem já sentira atração, Malfoy era de longe o mais bonito, o mais sexy. E é claro, o mais irritante e cheio de si. Petulante e arrogante. Enfim, um Malfoy.

Sem deixar se enganar, Harry admitia que Draco era a grande razão dele estar ali, naquele momento. Queria sondar o outro, durante uma das tão famosas festas Slytherin, descobrir se o flagraria em uma situação comprometedora.

Ah, aquele sentimento... Harry estava se familiarizando com a sensação de ciúmes. De sentir ciúmes de algo que sabia, nunca seria seu.

Não que quisesse.

Tá bom...

Claro que queria! Queria satisfazer aquela necessidade física quase torturante. Queria tocar em Malfoy, queria sentir sua pele, estreitar-lhe o corpo esguio entre seus braços... cobri-lo com seu corpo e dar vazão a frustração que o acompanhava desde o final do ano passado. E do ano repassado... e do anterior... desde que se dera conta de que era um jovem cheio de hormônios.

Mas todas essas ansiedades faziam parte de uma fantasia que não poderia realizar.

Os pensamentos foram subitamente cortados, quando Harry percebeu que seu inimigo loiro levantava-se da poltrona de maneira cambaleante, quase caindo de bêbado, parecendo disposto a ir a algum lugar.

Primeiro Draco deu um gole no Fire Whisky, bebendo resto de uma única vez. Depois jogou o copo vazio sobre a poltrona de estofado cinzento e seguiu em direção a saída das masmorras.

Harry sentiu o coração dar um salto. Ótimo, poderia ir embora dali também!

Seguiu os passos de Draco, tentando não esbarrar em Pansy que dançava agitadamente no meio do salão, cercada por algumas terceiranistas, dando olhares sugestivos a Zabini. Olhares que eram plenamente correspondidos, como Harry teve o desprazer de notar.

Voltando a se concentrar no seu objetivo, o Gryffindor não teve mais problemas para seguir Draco e aproveitar-se da saída silenciosa do loiro para escapulir da casa da Serpente.

Que bela perda de tempo...

Harry ia virar-se para voltar ao próprio dormitório, quando deu uma olhadiha em Draco. O loiro seguia na direção oposta, cambaleando e tropeçando nos próprios pés. Estava tão bêbado que precisava apoiar-se nas paredes frias para não cair.

Agindo contra o bom senso, Harry decidiu segui-lo, apenas para garantir que nada de ruim acontecesse. Draco podia ser seu inimigo, mas era antes de tudo o principal culpado pela confusão de seus sentimentos e seus... hormônios.

Não seria nada legal deixar o loiro naquele estado andando sozinho por ali, mesmo não sendo necessário se importar com o que acontecia a Malfoy.

Harry Potter ainda não estava pronto para admitir que se importava, e muito, com o loiro...

— - - - - - - - - - HPDM- - - - - - - - - -

Draco seguia pelo corredor, xingando mentalmente a merda do caminho que não parava de girar. Ora, ele nem estava tão bêbado assim (ok, só um pouco mais que o aconselhável...). E também não tinha culpa pelas festas Slytherins estarem cada vez mais chatas e maçantes. Cada nova comemoração era a mesma coisa de sempre: os alunos bebiam até quase o coma alcoólico, depois os pares românticos se acertavam, quem estava muito bêbado desmaiava em algum canto, e os em estado menos deplorável se libertavam dos pudores e resolviam dançar ou cantar (eles não tinham noção nenhuma do ridículo).

E Draco, pra variar, ficava sozinho.

Desde o fim do terceiro ano perdera o interesse por quaisquer casos amorosos e envolvimentos sentimentais com outras pessoas. A causa disso? Ninguém menos que um certo Salvador Do Mundo Bruxo, de cabelos ridiculamente bagunçados, olhos inacreditavelmente verdes e, de brinde, uma testa rachada.

Apaixonar-se por Harry Maldito Potter. Se aquele não era o fundo do poço, então Draco podia garantir que estava quase no fundo.

Mas a verdade é que ficar remoendo seus sentimentos pelo Gryffindor, enquanto enchia a cara no salão comunal de sua casa era deprimente demais até pra alguém que vive (e não admite) constantemente na fossa.

Aquela fuga parecia muito oportuna. Draco não queria presenciar Pansy e Blaise se amassando, e até Goyle tinha conseguido um par... (não que Millicent pudesse ser classificada como ser humano normal em uma escala de medida, porém, era alguém pra beijar na boca e aliviar o estresse...)

E Draco não tinha nem isso... (como se ele quisesse uma bruxa com cara de buldogue...) e por culpa de quem?

De Harry Potter, que não saia de sua cabeça! E pior, não saia de seus sonhos...

Oh, não, Draco. Você não vai virar um bêbado depressivo a essa altura dos acontecimentos, vai?

Escapar da festa na surdina era uma prova muito latente do contrário... e ali estava ele, tentando se afastar de seus companheiros de casa, e se livrar dos pensamentos que dominavam sua mente.

O loiro estava tão bêbado (por mais que negasse) que acabou errando a parede quando sua mão escorregou pela pedra fria e ele perdeu o pouco equilíbrio que tinha. Seria uma queda espetacular, para um loiro espetacular.

Merda!!

Ok. Ele escorregaria, se esparramaria no chão e passaria o resto noite ali, exatamente como o maldito bêbado que era. Talvez aquela gata sarnenta do Filch o encontrasse e então Draco saberia que tinha chegado ao fundo do poço...

Com tudo planejado, Draco apenas fechou os olhos, conformando-se com um destino tão cruel para alguém tão lindo. No fim das contas só podia agradecer, porque não havia ninguém por perto para assistir a queda lamentável do príncipe Slytherin...

Porém, para surpresa de Draco, o tombo nunca chegou a acontecer...

— - - - - - - - - - HPDM- - - - - - - - - -

Tudo bem, seguir Draco era uma coisa... mas Harry começou a se questionar sobre a real necessidade de segui-lo tão próximo...

Estava a apenas dois passos de distância. Se esticasse a mão poderia tocá-lo... e a tentação era grande...

O loiro parecia tão frágil... tão delicado e exposto...

Definitivamente O Garoto Que Viveu não gostava de vê-lo daquele jeito, desarmado. Sem a máscara de arrogância a proteger suas feições aristocráticas. Esse Draco era tão... humano, que chegava a incomodar.

— Droga, Harry, apenas dê meia volta e...

O pensamento jamais se completou. Quando Harry deu por si, estava soltando da capa da invisibilidade e avançando, para amparar Draco antes que o loiro caísse no chão, depois de falsear um passo e perder o escasso equilíbrio.

Harry apertou o outro entre seus braços, feliz porque evitara o pior, e infinitamente satisfeito porque o corpo do Slytherin era realmente tão quente...

Tudo o que conseguiu fazer foi continuar apertando-o, como se temesse soltá-lo. E precisou admitir a si mesmo: seguira o Slytherin com um único objetivo: tê-lo nos braços. E fora esse mesmo objetivo que o levara a invadir a festa para começo de conversa.

Harry cansou de enganar a si mesmo: fizera todo o possível para propiciar aquele encontro e dar a si mesmo a chance de satisfazer uma de suas fantasias mais secretas... um de seus desejos mais profundos. Precisava beijar aqueles lábios.

Draco permanecia com os olhos fechados, mas chegou a conclusão de que o chão estava demorando demais pra recepcionar seu nariz. Abriu os olhos.

— Oh.

Foi tudo o que conseguiu dizer, quando os olhos cinzentos focaram Harry Potter. Um corado Harry Potter. Um Harry Potter que o acolhia nos braços.

Mandando o autocontrole de volta pro salão comunal Gryffindor, o moreno abaixou a cabeça e selou os lábios de ambos, no tão sonhado beijo. Ao sentir o contato, Draco imediatamente abriu a boca, aprofundando o beijo, fazendo suas línguas se tocarem.

Existia um paraíso, e Harry acabara de encontrá-lo nos lábios de Draco Malfoy.

Durante algum tempo apenas se beijaram, inebriados em sentir o gosto um do outro. Então o contato molhado terminou.

Draco analisou a face corada do seu inimigo desde o primeiro ano. Os olhos cinzentos estavam opacos pela bebida, e o rosto fino também estava corado.

— Tem um banheiro bem ali. - A voz sugestiva de Draco fez o convite que Harry não se atreveria recusar.

— Tem certeza disso?

— Claro, eu estou aqui, não estou? Que pergunta imbecil é essa?

Harry não entendeu a frase. Mas compreendeu perfeitamente que o loiro lhe dava a oportunidade de realizar mais do que suas fantasias se permitiam imaginar. Ele não perderia essa chance nunca.

Ajudando o Slytherin a se firmar (sem esquecer de pegar sua capa da invisibilidade).

Caminharam de acordo com as indicações do loiro. Quando encontrou o banheiro, Harry lançou vários feitiços de silêncio e feitiços protetores na porta. Não queria ser interrompido.

Respirando fundo, encarou Malfoy, temendo que o clima tivesse sido quebrado. Porém o loiro avançou sobre ele, passando os braços em volta de seu pescoço e requisitando seus lábios para um novo e mais desesperado beijo.

Harry correspondeu, enquanto puxava o corpo do garoto menor em direção ao chão.

— Você beija bem, Malfoy. - o Garoto Que Viveu elogiou, ainda entorpecido, quando seus lábios se afastaram. Os dois já estavam bem acomodados no chão frio, com Harry sobre Draco.

— Claro, deveria saber disso. - a voz meio enrolada saiu ofendida.

— E como eu saberia?

O loiro analisou a expressão confusa de Harry por um segundo, depois deu de ombros.

— Você está estranho.

— Não, você está estranho, Malfoy.

— Malfoy?

— É o seu nome, não é?

— Mas que tipo de sonho é você? Pensei que já tivéssemos superado essa fase...

Harry Potter quase caiu para trás. Se ele não estivesse acomodado sobre Draco, ele teria caído para trás.

Quer dizer então que Draco achava que estava sonhando? E ele costumava ter sonhos com Harry? Interessante.

— Malfoy, eu não sou um sonho.

— Claro que não - o loiro debochou.

— Estou falando sério.

— Hum. Então você é o Harry de verdade. E está aqui, comigo?

— Entendeu agora? - insistiu, um tanto surpreso por ver que o loiro o chamava pelo primeiro nome em seus supostos sonhos.

— Acho que quando eu caí no corredor devo ter batido a cabeça com força... ou talvez tenha bebido muito Firewhisky e entrado em coma alcoólico. Oh, Merlin, tão jovem e tão lindo e já tenho um vício... er... outro vício.

Harry acabou achando engraçado. Ponderou se devia continuar tentando esclarecer, mas Malfoy acabou com a dúvida. As mãos de dedos esguios voaram em direção a barra da blusa do moreno, e começaram a puxá-la para cima.

O pouco controle do Gryffindor desapareceu. No outro dia ele esclareceria tudo.

No momento o importante era ajudar Malfoy em sua missão: tirar a roupa de ambos, que se tornaram um obstáculo fácil de remover.

Draco não pareceu se incomodar em ficar com as costas nuas sobre o chão frio. Na verdade ele nem pareceu notar.

Harry prendeu o ar, enquanto admirava o corpo de seu objeto de fantasia. Era... perfeito. Toda a pele era leitosa, sem marca alguma, parecendo macia, quente e agradável ao toque. Draco era esguio, mas tinha os músculos definidos, na medida certa.

O Gryffindor poderia admirá-lo por horas e horas. Não resistiu ao impulso de tocá-lo, começou acariciando suavemente a face, depois os dedos deslizaram pelo pescoço e tórax.

Quando a ponta dos dedos roçaram nos mamilos rosados, o Slytherin estremeceu e fechou os olhos, contendo um gemido. A reação agradou Harry, que voltou a deslizar os dedos belos botõezinhos, que enrugaram-se, denunciando o quanto o toque era prazeroso. Dessa vez o gemido escapou.

Inspirado, o moreno abaixou a cabeça e substituiu suas mãos pela língua, usando-a para umedecer um, depois o outro. Marcando-os com sua saliva quente. O loiro apenas se contorcia e gemia baixinho, incapaz de resistir.

Harry surpreendeu-se ao perceber o quanto Draco tinha o corpo sensível, praticamente se derretia a cada toque.

Querendo sondar os limites do outro, Potter continuou descendo, marcando a pele muito branca hora com mordidas ora com chupadas e lambidas. Era impressionante ver as marcas avermelhadas macularem a pele de alabastro.

Chegando onde queria, Harry parou pra tomar ar. Levantou a cabeça dando uma mirada em Draco, notando enternecido que o Slytherin fechara os olhos e entregara-se confiantemente nas mãos do bruxo mais alto.

Passando a língua sobre os lábios, Harry prometeu a si mesmo que Malfoy não se arrependeria por seu abandono. Suspirando, esfregou o queixo com gentileza sobre o baixo ventre de Draco, arrepiando-lhe os pelinhos loiros.

O Garoto Que Viveu segurou um sorriso. Pelo visto ali era outra das áreas sensíveis do loiro, porque ele estendeu as mãos e entrelaçou os dedos nos fios do cabelo rebelde, como se temesse que o 'sonho' acabasse e Harry se fosse.

Claro que isso não aconteceria.

Deixando de perder o tempo precioso, Harry seguiu em frente com seu objetivo, abaixou a cabeça e em um único movimento abocanhou todo o membro do garoto abaixo de si.

O prazer foi tão intenso, que Draco arqueou as costas. Seu cérebro desligou-se do fato de que aquele sonho estava muito deferente dos outros. Tudo o que importava era a umidade quente, que acarinhava seu pênis, a língua que corria pela pele túrgida, explorando, saboreando, provocando.

Harry movia a cabeça para cima e para baixo sem nunca desgrudar a boca daquele pedaço de carne duro feito aço, que atingira o máximo de excitação.

— Ahhhh...

Mas Harry queria mais. Precisava ouvir os gemidos do loiro soando como música, precisava dar o toque especial para a sua fantasia. Sugou com mais força, sentindo as primeiras gotas que anunciam o orgasmo tocarem sua boca. E Draco tinha um gosto único, agridoce. Marcante.

— Oh, Harry... Har... ry!

O loiro gemia mais e mais alto, dando a Harry a certeza de que não agüentaria muito tempo, e fazendo-o acelerar o trabalho com a língua.

Quando atingiu o clímax, Malfoy mordeu o lábio, tentando sufocar, sem muito sucesso, um grito alto; arqueou as costas com força, enquanto agarrava os fios negros do amante quase com violência.

Sua semente explodiu num jorro dentro da boca do Gryffindor, que fez o possível para engolir todo o sêmen, porém um pouco ainda lhe escorreu pelo canto da boca. De modo preguiçoso, Harry passou o dedo indicador no filete que corria pelo queixo e o lambeu. Com os olhos semi cerrados, Draco acompanhava o movimento tão sensual.

O mais alto se divertiu ao ser observado de modo tão sorrateiro. Apoiou as mãos no chão e engatinhou sobre o Slytherin até poder olhá-lo nos olhos. Esmeralda contra mercúrio.

Draco entreabriu os lábios para perguntar o que estava acontecendo, mas Harry sorriu e aproveitou a deixa para tomar-lhe a boca e iniciar um beijo. O loiro estranhou um pouco o gosto do beijo, provando seu próprio sabor pela primeira vez. Mas logo a sensação de desconforto passou.

Foi um beijo calmo e gentil, terno. Poderiam ficar ali se beijando, mas o corpo do Gryffindor reclamou, e Harry sentiu o pênis pulsar reclamando o alívio não recebido, indicando que era hora de levar a fantasia a um nível mais... profundo.

Enquanto o beijo prosseguia, lento e exploratório, Harry ajeitava-se sobre o corpo magro de Draco, usando uma das mão para apoiar-se no chão frio, e a outra para abrir as pernas do loiro.

Sabendo muito bem o que viria a seguir, Draco fez de tudo para ajudar na tarefa, movendo o quadril, e abrindo as pernas tanto quanto podia.

O corpo dos garotos encaixou-se com uma perfeição inacreditável. Harry sentiu como se ali fosse o seu lugar, como se devesse sempre estar junto a Draco Malfoy... e no momento o Gryffindor quis ficar ali...

Harry tirou a mão do chão e a apoiou na parte internas das coxas do loiro. A pele ali era macia... tão macia. Não resistiu a fazer um carinho. Ao ser tocado numa parte sensível, Draco ronronou como um gato satisfeito, fechando os olhos novamente.

Com a mão livre, o moreno segurou o próprio pênis gotejante e duro feito aço, e o guiou ao corpo do outro, começando a forçar-se contra a entradinha apertada, encontrando uma agradável resistência.

Tentando manter o controle, Harry empurrou-se contra o outro, possuindo-o devagar, sem pressa. Com infinito cuidado abriu passagem no corpo que era relutante, mas acolhedor ao mesmo tempo.

Pouco a pouco tomou o corpo do loiro por completo, sendo envolvido e estimulado pelas paredes que se moviam de forma involuntária, quase levando o moreno a loucura.

Os corpos se uniram, em um só, e tudo o mais desapareceu, quando se olharam nos olhos, perdendo-se numa sensação que nenhum dos dois jamais sentira antes. Era maior do que o puro prazer, mais estonteantes que o próprio extase.

Harry não podia acreditar que estava mesmo ali, penetrando aquele que se tornara alvo de seus desejos mais secretos, que animava suas fantasias mais proibidas. Seu inimigo... seu amante...

Draco teve apenas uma intuição, lhe alertando para o fato daquele sonho estar tão intenso. Ardorosamente pediu que Merlin não o deixasse esquecer cada detalhe pela manhã.

Não queria que a beleza daqueles olhos verdes esvanecesse ao nascer do sol. No entanto o momento mágico se foi tão rápido quanto veio. Num instante o pênis de Harry pulsou, exigindo um pouco de ação.

Atendendo a um pedido tão carnal, Harry moveu o quadril para cima e para baixo, dando inicio a um vai-e-vem quase tímido, alargando o canal estreito.

Draco cerrou os dentes e levou as mãos aos ombros do moreno apertando com força tal que deixaria marcas. A sensação de ter seu corpo preenchido daquela maneira era inexplicável, inacreditável. Era tão bom, que pequenas ondas estremeceram sua pele, trazendo uma urgência em ter mais e mais...

Instintivamente o loiro moveu o quadril, impondo um novo ritmo aquela dança de luxúria. Harry deixou que Draco assumisse o controle, e apenas acompanhou-o, investindo mais rápido, estocando mais fundo, sentindo o mundo se desvanecer, toda vez que entrava por completo e tocava fundo no outro.

Os gemidos se tornaram mais altos, a mando do vai-e-vem, em segundos nenhum dos dois se preocupava em se conter. Tudo o importava era o prazer, possuir e ser possuído.

Harry já não agüentava mais. O corpo do Slytherin era igual a um nirvana, que arremessou o moreno ao êxtase total. Quase com desespero, forçou-se para dentro do outro, alcançando mais fundo, tocando num ponto secreto, que fez Draco gritar de prazer e gozar também.

O mundo esmaeceu em cores difusas que se transformaram em milhões de estrelas cadentes. Ambos atingiram o clímax juntos.

Esgotado, Harry desabou, depositando todo seu peso sobre Draco, seu membro deslizando com facilidade pelo corpo lubrificado do mais baixo. O Gryffindor pôde sentir o coração acelerado de seu amante, que parecia galopar no mesmo ritmo do seu. As respirações dos jovens bruxos estava acelerada, seus corpos transpiravam, a despeito do chão frio.

O cheiro de prazer pairava ao redor deles, como uma prova de satisfação total.

Surpreso, o moreno sentiu a hora em que as mãos de Draco deslizaram para cima e para baixo de suas costas, numa carícia deveras carinhosa. E Harry nunca imaginaria que ele fosse capaz de tal coisa.

— Foi... diferente... dessa vez... - Draco murmurou com voz sonada.

— É por que foi a primeira, seu bobo! A primeira de verdade, quero dizer...

— Ah... claro...

O Menino Que Viveu moveu a cabeça de modo a fitar a face do loiro. Como alguém podia ser tão bonito? A expressão sonolenta era enternecedora e cativante, mesmo com uma careta de pouco caso... que fez Harry engolir em seco duas vezes antes de conseguir respirar normalmente.

Agora se dera conta do tamanho da encrenca que se metera. O que ele faria dali pra frente? O que faria com Draco? Talvez se o arrumasse e o deixasse no corredor, Draco acordasse achando que realmente tudo fora apenas um sonho...

Imediatamente arrependeu-se do pensamento. As carícias em suas costas estavam diminuindo a medida que o Slytherin deslizava para o sono, mas a pele parecia queimar onde os dedos esguios haviam tocado. O corpo de Harry parecia querer lembrá-lo da sensação, da agradável sensação.

Um carinho que possuía sentimento... sentimento que Draco guardava escondido em seu coração, e que nunca revelara a ninguém... Potter entendia que o outro só agira tão livremente por que acreditara estar sonhando...

Um sonho... uma fantasia...

Duas coisas diferentes, mas muito similares, que descreviam perfeitamente a verdadeira e profunda personalidade daqueles dois jovens bruxos: enquanto Harry se rendia a luxúria de suas fantasias secretas, Draco se entregava a sonhos onde se permitia um toque de carinho.

O Garoto Que Viveu sorriu de modo suave. Talvez seu amante fosse mais doce do que qualquer pessoa pudesse imaginar.

Amante?

Certo. Harry se rendera, não fora forte o bastante para resistir a tentação e lutar para fazer o certo. Mas, seria assim tão errado estar ali, envolvido nos braços de seu futuro ex-inimigo? Braços que a poucos instantes lhe acariciavam com um toque de inocência que contradizia tudo o que fizeram desde que entraram naquele banheiro...

Não.

Seu coração dizia que não. Sinceramente, dizia que ali era o único lugar onde encontraria um abrigo para se aninhar. Seu coração sincero sempre lhe mostraria a verdade: também sentia algo pelo loiro...

Caso contrário nunca teria ido a festa Slytherin... nunca teria seguido Draco e lhe dado aquele beijo... nunca teria entrado no banheiro e lhe feito amor daquele jeito.

Amor?

Arrepiado, Harry baniu aqueles pensamentos de sua cabeça. Deixaria para se preocupar com isso pela manhã. Sorte que era madrugada de sábado, então não precisava acordar cedo, e tão pouco chegaria a tempo de ir a Hogsmeade com Ron e Mione.

Não que isso importasse agora. Afinal, teria um grande problema pela manhã, quando Draco abrisse os olhos e percebesse que, daquela vez, não se tratava de um simples sonho...

Fossem quais fossem as conseqüências, Harry estava disposto a pagá-las, feliz consigo mesmo por ter tido coragem de realizar sua fantasia mais secreta.

18 de Junho de 2018 às 12:13 0 Denunciar Insira 1
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