crisllaine-ferreira1711162777 Crisllaine Ferreira

Obrigada a ser casar com um estranho, Helena foge na tentativa de mudar seu destino. Mas ao se deparar com as dificuldade do deserto se vê desejando voltar para onde desejou sair. Entre desejo e realidade qual será seu verdade destino de fato?


Aventura Todo o público.

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Osíris?

Helena não aguentava mais, seus pés doíam, já havia se passado três dias que não comia nada, nem mesmo um inseto encontrou quando passou por áreas rochosas, não sabia até quando aguentaria, sem água e comida, o calor escaldante do deserto lhe castigava a cada dia.


Se perguntava constantemente como poderia ser tão burra, desobedecendo seu pai, mas não queria voltar, preferia morrer ao invés de provar ao seu pai que ele estava certo.


Não aceitava o fato de ser moeda de troca, não suportava a ideia de ser controlada por outro homem, desde criança sua mãe lhe ensinou tudo que sabia para o casamento que tinha sido acordado antes mesmo de nascer.

Era tudo para o bem de sua família tudo para o bem do seu povo, era o que sempre ouviu de seu pai, estava farta de tudo, nenhuma pessoa deveria carregar um peso tão grande, ninguém tinha essa obrigação, então porque ela deveria ter, só porque seu pai era o chefe, isso a irritou de tal forma que decidiu enfrentá lo.

Mas como de costume ele a subestimou dizendo que não duraria um dia sozinha no deserto e por esse motivo decidiu fugir, jamais poderia mudar seu destino, pelo menos não morando com seu pai, mas em um lugar novo ninguém saberia quem ela é e por isso poderia ser livre.


Mas não se preparou o suficiente e por esse motivo estava naquela situação, sem comida, sem água e exausta.


Helena paralisou ao ver um oásis, não esperava encontrar água tão cedo, mas não reclamou, apenas correu para lá e começou a beber, mas de repente a água ficou escura como carvão o que a fez cuspir tudo.


— O que uma bela moça está fazendo sozinha por aqui? — O coração da jovem congelou, estava com tanta sede que não verificou primeiro se tinha alguém por perto. — O que foi, a moça não sabe falar?


Ela levantou a cabeça lentamente e seguiu em direção de onde vinha a voz mas não viu ninguém, risos começaram a ecoar e sua cabeça começou a rodar, ela olhou para a água novamente e a mesma estava cristalina.


Como isso é possível? — Perguntou ela.


Risos ainda ecoavam pelo deserto, sentia que alguém a observava, mas não tinha onde a pessoa se esconder, não tinha como alguém estar ali, talvez estivesse ficando louca.


O sol em seu ponto alto lhe castigava, não estava aguentando, mas mesmo se quisesse retornar para casa não conseguiria pois estava fraca, e era orgulhosa o suficiente para não querer dar esse gostinho para o seu pai.


— Helena. — Ela olhou para todos os lados mas ainda assim não via ninguém o que estava começando a deixá-la com medo.


Mas mesmo assim não conseguia sair dali, seu corpo já tinha ultrapassado todos os limites da resistência, precisava muito descansar, então sem muita opção a jovem deitou debaixo da árvore que estava ali, a sombra não era tão grande mas ali era mais fresco do que em qualquer outro lugar.


— Helena… — A voz está sussurrando delicadamente em seu ouvindo. — Feche os olhos… — Uma sensação de aconchego lhe fez relaxar, se sentia como se estivesse nos braços de sua mãe, como isso era bom.


— O que você quer? — Perguntou sonolenta.


— Só quero sua companhia, minha cara. — Disse a voz ainda sussurrando.


Sua mente gritava pedindo que ela resistisse, mas se sentia fraca demais para lutar, tudo que queria era dormir e nunca mais acordar.


— Isso minha jovem venha comigo. — dizia a voz mansamente.


Então bem no fundo uma imagem começou a surgir:


Já estava de noite e todos os jovens estavam reunidos em volta de uma grande fogueira, e lá estava seu tio Sally sentado de frente contando uma de suas histórias assustadoras.


— Uma vez uma jovem decidiu se aventurar pelo deserto a procura de coisas valiosas, ela caminhou durante dias mas não havia encontrado nada, estava preste a retornar para o seu povo quando avistou um oásis então decidiu parar, após tomar um pouco de água a menina sentou-se embaixo de uma árvore.

A jovem começou ouvir vozes, mas não tinha ninguém e a cada segundo que passava, perdia o controle de seu corpo.


— Me deixe em paz. — gritou a menina. — O que você quer?


Risadas ecoaram pelo deserto.


De repente seus olhos começaram a ficar pesados, não estava conseguindo mantê-los aberto então tudo começou a escurecer.


E assim a menina nunca mais foi vista.


Helena não se lembrava o resto da história que seu tio lhe contou, mas se parecia muito com que estava acontecendo com ela nesse momento.

Ela olhou mais uma vez para o deserto vazio, porém dessa vez tudo estava embaçado devido ao sono que lhe tomava, até que tudo ficou preto.


Mesmo na escuridão a jovem ainda estava consciente, não entendia como isso era possível e para piorar tinha a sensação de estar de pé, de repente uma pequena luz aparece bem distante.


Sua curiosidade falou mais alto o que a levou a ir até o local, a cada momento em que se aproximava a luz aumentava, até que chegou em uma pequena tenda e tudo começou a ganhar forma e cores.


O deserto apareceu mas já estava de noite, não tinha certeza do que faria, até que sentiu um vento forte em suas costas e ao olhar para trás viu que uma tempestade de areia se aproximava, sem muita opção entrou na tenda e se assustou.


Por dentro não era uma tenda e sim uma grande casa decorada e ao lado esquerdo avistou uma mesa repleta de frutas, pães, bolos entre outras coisas.


Sua barriga roncou, estava receosa, não sabia quem era o dono daquele lugar.


— Helena se controla. — Disse em um sussurro para si mesma.


mas não conseguia ignorar uma mesa tão convidativa, tudo está com uma cara tão gostosa, e para piorar sua barriga estava roncando mais alto a cada segundo.


— Acredito que tenha bastante comida para nós dois. — Um rapaz apareceu de repente, seu sorriso encantador e seus olhos sérios lhe paralisaram. — Não precisa ficar com medo, venha me acompanhe.


Ele foi até a mesa e encheu duas xícaras com um líquido que estava no bule, Helena não sabia o que fazer, estava se perguntando como saiu do oásis até aquela bendita tenda.


— Helena eu tenho uma proposta para você mas, antes vamos comer. — Disse o rapaz ao colocar um pedaço de bolo em um pratinho. — Sei que deve estar se perguntando como veio parar aqui, e como sei o seu nome.


Ela o encarou, e mais uma vez ele lhe chamou, mesmo relutante ela foi, precisava saber o que estava acontecendo.


A refeição foi silenciosa, o que foi muito agradável por sinal, mesmo ele sendo um estranho não sentia tanto medo quanto antes, talvez o fato de ter certeza que isso era um sonho ajudava a vê-lo como uma pessoa comum.


— Eu vou ser bem direto, pois não acho que devemos perder tempo. — Ele a encarou. — Eu sei que você fugiu de casa por não querer se casar, mas como eu disse antes tenho uma proposta para você.


Não estava gostando muito do rumo que essa conversa estava indo, porém não disse nada.


— Você não precisa se casar, porém darei tudo que seu pai e o seu povo precisa em troca de uma coisa. — Definitivamente não estava gostando dessa conversa. — Você ficará aqui para sempre me fazendo companhia, mas também terá sua liberdade para fazer o que quiser, menos sair do meu reino, o que você acha dessas condições?


Helena o encarou incrédula, não esperava por isso, mas não era algo tão ruim assim, apesar de que a palavra reino e para sempre lhe causou uma certa preocupação.


— Não precisa se decidir agora, antes eu quero lhe mostrar o lugar.


Em cada canto do palácio Helena suspirava, estava encantada com tudo, talvez não fosse tão ruim morar ali para sempre, pelo menos seria livre de certa forma, foi o que pensou.


O rapaz a levou até seu quarto.


— Não precisa ter pressa em responder, terás três dias, aproveite a estadia.


E foi o que a jovem fez, durante três dias passeava, lia um livro que pegou na imensa biblioteca e a noite fazia companhia para o rapaz, os dias passaram tão rápidos que nem havia percebido.


— Então, o que me diz Helena, aceita minha proposta? — Perguntou ele.


— Primeiro, me diga seu nome. — Ela estava curiosa, não se sentia à vontade para perguntar antes, mas agora queria muito saber.


— Não posso revelar meu nome antes de saber qual será sua escolha.



Ela estava um pouco receosa, mas durante esses três dias pensou em tudo que estava fazendo e em tudo que não poderia fazer se voltasse para casa, mas mesmo assim, apesar de ter sido dias maravilhosos ele era um estranho, e sabia muito bem que não podia confiar, ainda mais quando só coisas boas tinham sido mostradas.


— Mesmo sendo uma proposta tentadora, não posso aceitar, preciso voltar para casa.


O rapaz sorriu, um sorriso macabro que fez todo seu corpo treme, o local em que esta começou a modificar, uma escuridão tomou conta do local o que a fez dar um passo para trás.

Mas o rapaz foi em sua direção.


— Minha cara Helena, infelizmente não posso deixá-la partir. — Ele gargalhou diabolicamente. — Quando as pessoas entram em meu mundo, ficam para sempre. Você não queria saber quem sou, criança? Pois bem, eu sou o rei deste mundo, eu sou Osíris.


Helena paralisou, não conseguia acreditar no que acaba de ouvir, mesmo ouvindo milhares de histórias sobre pessoas que foram levadas por Osíris, nunca acreditou que fosse verdade, até agora.


Seus joelhos fraquejaram e ela caiu no chão, lágrimas rolaram, como poderá ser tão idiota a ponto de confiar em um estranho, ficou tão deslumbrada com tudo que viu que nem duvidou se era realidade.


Osíris pegou em seu braço abruptamente e colocou uma corrente em ambos em seus tornozelos.


— Venha… — Disse irritado puxando as correntes. — Não tenho o dia todo.


As paredes eram escuras, para ser sincera tudo era escuro e sem vida, ela lutou na tentativa de soltar as corrente, mas após cair várias vezes no chão seu corpo não aguentava mais, então decidiu segui-lo em silêncio.

Quanto mais fundo descia, mais escuro e fedorento ficava, o cheiro era tão insuportável que seu estômago embrulhava.


Assim que parou de frente a uma cela, ele tirou suas correntes e a jogou com tudo sem se importar se a machucaria.


Helena chorou, chorou como uma criança, chorou porque se sentia ingrata com seus pais e com seu povo.


Se sentia horrível, mas infelizmente não podia fazer mas nada, esse agora era o seu mais novo destino.


— Oi. — Uma pessoa surgiu das sombras o que a deixou com medo. — Não, precisa ter medo, não vou machucá-la.


Helena não esperava ver alguém ali, talvez estivesse alucinando, até porque seria impossível ter alguém naquele lugar horrível, uma menina que aparentava ter sua idade se aproximou.

Ao contrário de Helena seus cabelos eram claros porém sua aparência estava precária, parecia uma menina de rua.


— Eu sei que deve estar com medo, mas quero ajudá-la, tem uma forma de sair daqui já ajudei muitas outras, mas se Osíris aparecer não diga que estou aqui. — Helena a encarou sem saber o que dizer. — Venha, não temos muito tempo.


Ela olhou para as sombras e sentiu um arrepio, mas queria muito sair daquele lugar, nesse momento queria até mesmo não ter fugido de casa, um casamento arranjado não era tão ruim quanto estar nessa cela.


— Não temos muito tempo, a hora é agora. — A jovem segurou em sua mão e a conduziu até um buraco. — Só posso ir até aqui, mas é bem simples, quando chegar ao fim do túnel verá uma escada, e só subir, haverá barulhos assustadores porém não olhe, apenas siga em frente e rápido.


E assim ela fez, ao chegar no fim do túnel se deparou com uma escadaria bem grande, ficou apavorada ao ver um vulto passando rapidamente em sua frente, mas seu desejo de sair daquele lugar foi mais forte então respirou fundo e começou a subir durante sua trajetória ouviu gritos, correntes arrastando e rosnados, mas isso não lhe assustou tanto quanto imaginou.


— HELENA… — Seu corpo tremeu, sabia de quem era a voz e sabia que estava furioso mas não ficaria ali, então ela correu. — HELENA…


Gritou Osíris sem parar, mas mesma cansada ela continuou, faltava pouco, Osíris berrava seu nome, um clarão apareceu lá no topo o que fez um pinguinho de esperança surgir, essa era a motivação que ela precisava para continuar.


Helena estava quase lá quando sentiu uma mão em seu tornozelo, involuntariamente ela gritou.



— Helena… Helena… — Ela continuou gritando, duas mão a envolveram em uma abraço. — Helena se acalme, eu estou aqui meu amor.


Ela abriu os olhos um pouco atordoada, ao perceber aonde estava sentou-se abruptamente.


— Porque todos esse escândalo Suzy? — Perguntou seu pai da porta.


— Não foi nada, nossa filha teve um pesadelo, pode deixar que eu cuido dela.


Seu pai saiu, Helena estava um pouco confusa, ainda não tinha certeza se isso era um sonho ou a realidade, mas estava aliviada por está em casa novamente.


— Eu sei que deve estar nervosa por ser a primeira vez que verá o seu noivo, mas saiba que tudo vai dar certo minha filha. — Sua mãe acariciou seu rosto e sorriu gentilmente. — Agora levante-se logo ele chegará.


Helena levantou e como previsto sua mãe e suas tias a arrumaram como se fosse uma boneca de porcelana, mas não podia negar que elas capricharam.


Não sabia como seria, mas queria muito que ele fosse pelo menos alguém gentil.


Todos já tinham saído da sala, estava bastante nervosa.


Se controla Helena. — Disse ela em voz alta.


— Olá Helena. — Seu coração paralisou, ela virou lentamente, ele havia chego, mas algo lhe incomodou, essa voz era familiar.

— Eu sou Osíris, seu noivo.
















7 de Abril de 2024 às 14:30 3 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Crisllaine Ferreira Olá meu nome e Crisllaine e tenho 27 anos, amo escrever e decidir realizar meu sonho de ser uma escritora. Então como prova do meu trabalho decidir expor ao mundo um dos meus livros, espero que gostem!

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Deivide Oliveira Deivide Oliveira
Nem sei o que dizer sobre essa história Você só faz história incríveis é? Primeiro Osupa, agora essa, nossa senhora, simplesmente incrível, do início ao fim👏👏👏
April 21, 2024, 03:12
Gil Freitas Gil Freitas
História legal. Tem alguns problemas de pontuação e de escrita que me complicaram um pouco durante a leitura mas, corrigindo na revisão, deixará a sua história bem mais rica e atraente.
April 11, 2024, 19:23

  • Crisllaine Ferreira Crisllaine Ferreira
    Nossa, muito obrigado! Fico feliz que tenha gostado, realmente tem alguns erros, infelizmente eu precisei deixar do jeito que estar por conta do tempo, pois queria muito entrar no desafio. Mas pretendo corrigir os erros em breve. April 11, 2024, 19:32
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