ursula-britto Ursula Britto

As "Areias Crescentes do Saara" são as dunas em constante movimento no Deserto do Saara, muitas vezes associadas à imagem clássica das extensas e ondulantes paisagens arenosas no Egito e em partes da África. Essas dunas estão em contínua transformação devido aos ventos e são um fenômeno característico da região. 1. Egito Antigo: - Período: Cerca de 3100 a.C. - 332 a.C. - O Egito Antigo floresceu ao longo do rio Nilo, principalmente no Alto e Baixo Egito. Conhecido por suas pirâmides, faraós e avançadas práticas agrícolas, o Egito deixou um legado duradouro na história da civilização. 2. Império Cartaginês: - Período: Cerca de 650 a.C. - 146 a.C. - Cartago, uma cidade-estado fenícia localizada na costa norte da África (atual Tunísia), estabeleceu um poderoso império comercial e marítimo no Mediterrâneo Ocidental. Cartago rivalizou com Roma durante as Guerras Púnicas, mas foi eventualmente destruída pelos romanos. 3. Império Romano: - Período: Cerca de 27 a.C. - 476 d.C. (Império Ocidental) - Durante sua expansão, o Império Romano controlou vastas áreas ao redor do Mediterrâneo, incluindo partes do norte da África. A região foi conhecida como Província Romana da África e incluía cidades importantes como Cartago. 4. Reino de Gana: - Período: Cerca de 300 d.C. - 1235 d.C. - Localizado a oeste do Saara, na região que hoje é o sudeste do Senegal e o sul da Mauritânia, o Reino de Gana era um importante centro comercial conhecido por sua riqueza em ouro. Controlava rotas comerciais que ligavam o Saara ao Mediterrâneo. 5. Império do Mali: - Período: Cerca de 1235 d.C. - 1600 d.C. - O Império do Mali sucedeu o Reino de Gana como uma potência dominante na África Ocidental. Ficou famoso pela riqueza de seus imperadores, especialmente Mansa Musa, e por sua capital, Timbuktu, um importante centro cultural e comercial. 6. Império Songhai: - Período: Cerca de 15º século d.C. - 1591 d.C. - Localizado na região onde hoje é o Mali, Níger e Nigéria, o Império Songhai se tornou o maior estado africano da época, controlando vastas áreas do comércio transaariano. Foi eventualmente conquistado por forças marroquinas durante o século XVI. Essa é uma visão geral dos principais impérios que floresceram nas regiões próximas ao Saara ao longo da história.


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Capítulo 1: As Sombras do Deserto

Capítulo 1: As Sombras do Deserto

O sol poente pintava o céu de tons rubros e dourados, banhando as pirâmides com uma luz etérea enquanto Sefi se movia entre as vielas estreitas de Tebas. Vestida com o manto escuro dos "Osiris'Guard", ela era como um espectro entre os mercadores e transeuntes, seus olhos atentos captando cada detalhe, cada murmúrio.

Sua busca pela verdade a levava por labirintos de segredos e suspeitas. Os sussurros nas vielas apontavam para os planos nefastos do conselheiro, um homem que tecia teias de intriga e traição em busca de poder. Sefi sentia o peso da responsabilidade em seus ombros, sua determinação crescente a cada passo.

Com a chegada da noite, ela se preparava para sua próxima incursão. A escuridão se tornava sua aliada, seu refúgio enquanto se preparava para confrontar a astúcia e a ameaça dissimulada que pairava sobre o Egito. Sua adaga repousava em sua cintura, uma extensão de sua vontade e habilidade, pronta para agir em defesa da estabilidade e da grandeza do império egípcio.

Sob o manto dos "Osiris'Guard", seus cabelos, normalmente distintos e reconhecíveis pela cor tão negra quanto a meia-noite, permaneciam ocultos. Sabia que, se fossem avistados, poderiam entregar sua identidade àqueles que estavam à espreita, prontos para trair ou impedir sua missão. Assim, mantinha-os cuidadosamente escondidos, uma precaução vital em meio às ruas movimentadas de Tebas, onde qualquer detalhe poderia comprometer seu disfarce e a tarefa delicada que se impunha.

Enquanto as sombras se alongavam sobre as muralhas da cidade, Sefi mergulhava ainda mais na complexidade de sua missão. As muralhas de Tebas guardavam segredos tão antigos quanto o próprio deserto, e ela sabia que precisava desvendar cada véu de mistério para proteger a estabilidade do reino. Seus passos eram silenciosos, seu olhar penetrante, absorvendo cada movimento, cada gesto furtivo entre os cidadãos.

Os rumores eram como fragmentos de um quebra-cabeça intrincado, revelando pistas sobre os planos do conselheiro traidor. Por entre os murmúrios dos habitantes, Sefi capturava palavras que sussurravam sobre encontros secretos e alianças obscuras que poderiam desestabilizar o trono do faraó.

À medida que a escuridão avançava, ela se recolhia, meticulosamente planejando seu próximo movimento. Sua adaga, uma extensão de sua determinação, repousava em sua cintura, pronta para agir em defesa da grandeza e da ordem do império egípcio. Com a noite a seu favor, Sefi se tornava a própria sombra, esperando o momento perfeito para se infiltrar nas tramas que ameaçavam o Egito.

Enquanto o véu da noite envolvia Tebas, Sefi recuava para o esconderijo dos Osiris'Guard. Ali, à luz de uma tocha vacilante, traçava estratégias minuciosas. Cada peça do quebra-cabeça era analisada meticulosamente. A aura de mistério que envolvia o conselheiro traidor exigia cautela extrema.

No interior da pequena câmara, ela desvendava pergaminhos antigos, revelando segredos ancestrais sobre a lealdade e a traição que permeavam os tempos do Egito. Mapas detalhados das passagens subterrâneas de Tebas e planos de palácios eram cuidadosamente estudados, revelando possíveis rotas de fuga ou esconderijos que o conselheiro poderia utilizar.

O sussurro do vento do deserto penetrava pelas frestas das paredes de pedra, enquanto Sefi se imbuía da serenidade e concentração que eram seus maiores aliados. Seu treinamento com os Osiris'Guard não apenas moldara suas habilidades físicas, mas também forjara sua mente para pensar como seu inimigo, antecipando cada movimento e estratagema que ele poderia urdir.

Aos poucos, um plano começava a se formar. Uma incursão furtiva ao coração do palácio do conselheiro se delineava em sua mente. Seria uma tarefa árdua, repleta de riscos e obstáculos imprevistos, mas Sefi estava preparada para enfrentá-los.

Com a aurora se aproximando, ela guardou os pergaminhos, acendeu outra tocha e se envolveu novamente no manto escuro. Os primeiros raios de sol começavam a tingir o horizonte, mas Sefi já se movia silenciosamente pelas ruas, determinada a adentrar o reduto do traidor e desvendar seus planos sinistros.

No caminho até o palácio, os murmúrios das ruas despertavam memórias dos magníficos festivais religiosos que marcavam o calendário egípcio. Sefi se lembrava das procissões solenes dedicadas aos deuses, com suas estátuas imponentes sendo transportadas em elaboradas embarcações pelo rio Nilo, enquanto multidões aclamavam em adoração.

Entre as lembranças, ecoavam histórias sobre os enigmas não resolvidos da escrita hieroglífica, um complexo sistema de símbolos que combinava imagens e sons. Os antigos escribas egípcios dominavam essa arte intricada, registrando a história, leis e até mesmo tratados diplomáticos em monumentos e papiros.

Ao se aproximar do palácio, Sefi relembrava as inovações tecnológicas dos egípcios antigos. Eles dominavam técnicas avançadas de irrigação para aproveitar as águas férteis do Nilo em suas colheitas, além de desenvolverem métodos precisos para a medição do tempo, fundamentais para a agricultura e para o calendário.

Enquanto absorvia essas lembranças, Sefi percebia a magnitude da herança deixada por essa civilização antiga. Tais conhecimentos e tradições sobreviveram ao teste do tempo, ecoando até os dias atuais e moldando a compreensão moderna do passado.

Seus pensamentos logo retornaram ao presente desafiador, focando na tarefa iminente de desvendar os planos do conselheiro traidor. Com determinação, ela avançou pelas imponentes portas do palácio, onde segredos se ocultavam nas sombras, aguardando para serem revelados.

Naquele momento de transição entre a noite e o amanhecer, a luz do sol ainda não havia despontado completamente, mas os primeiros raios começavam a romper o véu noturno. Uma tonalidade alaranjada e dourada banhava o céu, refletindo-se sobre as pirâmides distantes e tingindo as muralhas de Tebas com tons suaves e etéreos.

A luz matutina se infiltrava pelas ruas estreitas, criando um jogo de sombras e contrastes entre os prédios de pedra e as barracas dos mercadores. Ainda envolta em certa penumbra, a cidade despertava gradualmente, revelando detalhes antes encobertos pela escuridão. Os contornos dos monumentos e das estátuas começavam a se destacar, enquanto os primeiros pássaros anunciavam o início de um novo dia com seus cantos suaves.

No esconderijo dos Osiris'Guard, a luz filtrava-se pelas pequenas aberturas nas paredes de pedra, criando padrões irregulares de luminosidade na câmara. As tochas, acesas com cuidado, lutavam contra a iminente claridade, emitindo um brilho tênue e tremeluzente. A dança das sombras era evidente, conferindo um ar misterioso à atmosfera enquanto Sefi estudava os antigos pergaminhos.

Ao adentrar o palácio do conselheiro traidor, a luminosidade já se tornava mais intensa, inundando os corredores com uma luz suave e difusa. Cortinas finas de tecido translúcido filtravam os primeiros raios do sol, lançando reflexos alados sobre os adornos luxuosos e tapeçarias que decoravam as paredes. O ambiente palaciano se tornava um cenário de contrastes entre áreas iluminadas e outras ainda mergulhadas em sombras.

A luz, à medida que se transformava, desempenhava o papel de revelar e ocultar, adicionando uma aura de suspense à busca de Sefi nos recantos do palácio, onde segredos e perigos aguardavam nas profundezas das sombras.

Os hieróglifos egípcios são um dos sistemas de escrita mais antigos do mundo, e a palavra "Maat" é tanto um conceito quanto um símbolo fundamental dentro dessa escrita.

Maat representa a ordem, a justiça, a verdade e a harmonia cósmica no antigo Egito. Não é apenas um hieróglifo específico, mas um conceito central na cultura egípcia, personificado como uma deusa. Sua função era garantir a estabilidade do universo, assegurando que o mundo estivesse em equilíbrio.

O hieróglifo que representa Maat é frequentemente ilustrado como uma pena de avestruz, simbolizando a leveza, a verdade e a imparcialidade. Esse símbolo é comumente encontrado em inscrições, relevos e papiros, muitas vezes associado a cenas de julgamento no pós-vida.

Na crença egípcia, após a morte, a alma do falecido passava por um julgamento perante os deuses no Salão de Duat. Nesse julgamento, o coração do falecido era pesado na Balança de Maat, onde ele era comparado à pena de avestruz, representando a ordem e a verdade. Se o coração fosse leve como a pena, significava que a pessoa tinha vivido de acordo com os princípios de Maat e merecia uma vida eterna no paraíso.

Os hieróglifos associados a Maat e seus ideais fundamentais desempenharam um papel crucial na preservação e transmissão da cultura egípcia ao longo dos milênios. Hoje, eles continuam a ser estudados como testemunhos de uma civilização antiga profundamente influente e avançada.

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Sefi: (com expressão séria e olhar concentrado) E então, encontrou algo nos arquivos que possa nos ajudar?

Companheiro:(com uma expressão preocupada, olhos fixos em um antigo pergaminho) Sim, encontrei registros de reuniões secretas no palácio do conselheiro. Parece que ele está tramando algo maior do que imaginávamos.

Sefi: (franzindo a testa, ponderando as informações) Interessante... Quais são os detalhes?

Companheiro: (olhando para Sefi, preocupado) Parece que há menções a um grupo de conspiradores que se reúnem à meia-noite na Sala dos Antigos Textos. Eles falam sobre planos de manipulação das rotas comerciais no Rio Nilo.

Sefi: (mordendo o lábio, refletindo sobre as possíveis consequências) Isso pode afetar drasticamente o abastecimento de nossa cidade. Precisamos agir rápido.

Companheiro: (assentindo, com um olhar determinado) Concordo. Devemos nos preparar para interceptá-los na próxima reunião.

Sefi:(levantando-se, determinada) Certo. Vou reunir o resto dos guardas e nos prepararmos para uma ação noturna.

Companheiro: (com expressão decidida) Combinado. Vou avisar os outros e nos encontramos no esconderijo ao pôr do sol.

Sefi: (lançando um olhar cauteloso ao redor) Ótimo. Mantenha-se discreto. Não podemos nos arriscar a sermos descobertos antes do momento certo.

Companheiro: (com um aceno afirmativo, sério) Com certeza. Estarei pronto.

Sefi: (colocando a mão no ombro do companheiro, demonstrando confiança) Boa sorte, amigo. Vamos garantir que a justiça prevaleça no Egito.

Companheiro: (com um sorriso determinado) Boa sorte para você também, Sefi. Juntos, vamos proteger nossa terra.

Os Osiris'Guard avançaram com destreza calculada, cada movimento uma dança coreografada de habilidades letais. Sefi liderava a investida, sua adaga reluzindo sob a luz tênue que penetrava na sala. O confronto silencioso começou, somente o eco sutil de passos e o choque abafado de golpes se faziam ouvir.

Os conspiradores, pegos de surpresa, reagiram com fúria. A agilidade e a perícia dos guardiões, entretanto, eram incomparáveis. Esquivando-se habilmente dos golpes desesperados, eles contra-atacavam com precisão milimétrica.

Sefi se destacava na batalha, seus movimentos graciosos e mortais em perfeita harmonia. Com golpes rápidos e precisos, neutralizava os oponentes um a um, sem emitir sequer um som. Seus companheiros, igualmente habilidosos, defendiam-se e atacavam com uma coordenação impressionante.

A luta era uma dança sinistra entre sombras, sem alarde, mas carregada de intensidade e determinação. Os guardiões de Maat mantinham-se focados, cada um protegendo o outro, uma unidade de vontade e habilidade contra a traição e a intriga.

Ao final da peleja, os conspiradores jaziam rendidos, incapacitados de prosseguir com seus planos nefastos. Sefi, mantendo a compostura, encarou o conselheiro com olhos firmes, garantindo que a verdade prevalecesse sobre a mentira e a manipulação.

Com o palácio mergulhado novamente na quietude, os guardiões se retiraram, desaparecendo nas sombras como se nunca tivessem estado ali.

RODAPÉ

À Lucas que deixou a plataforma e ama mitologia

Aqui estão os aspectos históricos que estão baseados na realidade:

1. Hieróglifos Egípcios e Maat:
— Os hieróglifos egípcios são, de fato, um dos sistemas de escrita mais antigos conhecidos e foram uma forma vital de comunicação no antigo Egito.
— "Maat" é um conceito essencial na cultura egípcia, representando ordem, justiça, verdade e harmonia cósmica. É personificado como uma deusa.
— O símbolo de Maat, frequentemente ilustrado como uma pena de avestruz, simbolizava a verdade e era encontrado em inscrições, relevos e papiros.

2. Civilização Egípcia Antiga:
— A civilização egípcia antiga era conhecida por suas inovações tecnológicas, como o domínio da irrigação para aproveitar as águas do rio Nilo em suas colheitas e métodos precisos para medir o tempo.
— Os egípcios antigos realizavam festivais religiosos magníficos e acreditavam em um pós-vida onde ocorria um julgamento perante os deuses, representado pela Balança de Maat.

3. Luz e Sombras:
— A descrição da luz do sol nas pirâmides e sobre Tebas reflete a beleza dos tons alaranjados e dourados durante o amanhecer e como isso afeta a atmosfera do ambiente.

4. Esforços de Proteção e Investigação:
— Embora os detalhes específicos da missão e dos personagens sejam fictícios, é certo que a antiga guarda egípcia protegia os interesses do faraó e do império.
— Muitos arquivos, mapas e registros foram mantidos pelos antigos egípcios, e a estratégia e a investigação eram fundamentais para a segurança do império.

Esses são alguns dos elementos do texto que têm bases históricas na civilização egípcia antiga e em suas crenças, escrita e avanços tecnológicos.

29 de Março de 2024 às 21:48 0 Denunciar Insira Seguir história
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Leia o próximo capítulo Capítulo 2 - A Reunião (Egito 3100 a.C)

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Pigmento de Tinta
Pigmento de Tinta

Numa trama que atravessa mais de onze Ducados, onde os Duques se denominam Reis, a saga dos Enclaves se entrelaça de modo intricado à história da família dominante, os Prosperos. Além da fundação de "Outra Vez", a narrativa abrange a invasão dos Ilhéus, corsários que conquistaram uma costa mais amena que as praias do Mundo dos Idiotas, aqueles que não compartilham de nossa crença. Contudo, os nomes dos antepassados primordiais permanecem ocultos, envolvidos em enigmas. Do primeiro rei genuíno, nenhum vestígio de seu nome sobrevive, apenas lendas extravagantes. Seu filho talvez tenha inaugurado a prática de nomear descendentes para serem com nomes moldados por magia. Os nomes eram imbuidos nos recém-nascidos por meio de magia, asseguram que aqueles de linhagem real não desviassem das virtudes associadas a eles. Enquanto isso, em "Líquido Pigmentado", Câncer busca invocar um ser mais aterrador do que ele próprio. Quando seus capangas sequestram Bianca, ela se vê obrigada a enfrentar criaturas bizarras e atormentadas, originárias de um universo totalmente distinto. Uma batalha entre realidades se desenha, repleta de mistérios e horrores que desafiarão a coragem de Bianca. A pena treme e, em seguida, cai de meus dedos enrugados, deixando um rastro de tinta assemelhando-se a uma trilha de verme. Leia mais sobre Pigmento de Tinta.