Without You Seguir história

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O grande e ambicioso CEO Sasuke Uchiha nunca pensou que um dia seus comandos não seriam seguidos. E ele não poderia imaginar que isso aconteceria no pior momento de sua vida. Namorando Haruno Sakura, na chefia da empresa, com tudo caminhando corretamente, sua vida não poderia estar melhor. Porém, em um dia quando ia visitar sua futura esposa, encontrou algo que nunca mais esqueceria: o corpo ensanguentado da rosada. A polícia, após alguns dias, decretou o arquivamento das investigações. Fora de si, Sasuke prometeu que descobriria o culpado por aquele grande infortúnio. Com essa promessa, algo despertou dentro do Uchiha... Segredos, traições, mortes e um amor capaz de dobrar o espaço-tempo.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#morte #anime #naruto #sasusaku
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Início

18:00

Já era tarde. Faltavam somente mais alguns minutos para que saísse da empresa. Só uns poucos minutinhos para que chegasse a casa de Sakura e fizesse o que tanto havia planejado. Sua ansiedade era tamanha que desde que acordara para ir ao trabalho, não havia conseguido tirar os olhos de seu relógio de pulso.

Além da ansiedade natural e da que havia adquirido em decorrência do que estava em seus planos para mais tarde, algo o incomodava.

O dia não havia iniciado de maneira normal.

O sol não estava tão brilhante quanto nos outros dias. Deve ser a poluição, pensou várias vezes tentando se enganar ou diminuir aquele sentimento insistente e impertinente que lhe esquentava a cabeça. Se importar com a luz solar ou com outros elementos que lhe aparentavam estar incomuns não era algo que fazia todos os dias. Na realidade não se lembrava de haver um dia em que se importara com tais coisas e o ato de estar se importando com isso já era algo incomum.

18:07

Só podia ser brincadeira. Só sete míseros minutos haviam se passado desde a última vez em que olhou o horário. Respirou fundo e tentou se concentrar nos papéis a sua frente, porém algo o fez desviar sua atenção do maço de folhas.

O telefone móvel de sua sala estava a tocar.

— Diga, Konan.

— Não sou ela não, mas se você, seu cretino, não abrir logo essa porta, vou arrombá-la e irei te tirar daí a pontapés. — vociferou seu sócio e amigo com sua voz estridente.

Sua secretária provavelmente estava com Itachi, seu irmão mais velho. Há algum tempo eles se relacionavam sem se assumirem, às vezes, ela sumia por horas e aparecia totalmente desalinhada. Itachi negava qualquer suposição ou fato que lhe apresentassem a respeito desse envolvimento.

18:09

Olhou novamente o horário, suspirou e destravou a tranca elétrica da porta de sua sala. Mais que depressa, a porta foi aberta e um loiro de cabelos espetados lhe dirigiu um olhar de fúria.

— Maldito, por que não me atendia? — perguntou ele, mantendo o tom estridente e a expressão raivosa.

Respirando fundo.

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Só podia ser brincadeira, sua cabeça doendo, essa inquietação e ainda lhe vem isso. Naruto podia ser seu melhor amigo e companheiro, mas em certas horas era muito indesejado. Essa era uma dessas horas. A melhor forma de lidar com ele agora seria ir diretamente ao ponto e resolver logo o que quer que fosse o que ele queria falar consigo.

— Naruto, o que você quer?

O loiro estreitou os olhos e continuou de pé. Olhava-o atentamente e pressionava seus lábios de forma contínua. Ótimo, pensou Sasuke. Agora seu amigo realmente estava irritante, ele só fazia isso quando estava pensando o que não era algo que fazia todos os dias. Outra coisa incomum. Se Naruto se esforçasse mais um pouquinho, sairia fumaça de sua cabeça.

— Hm, nada. — finalmente respondeu ele, ainda de olhos estreitos e com uma feição de estranhamento.

— Como não quer nada? Você entra em minha sala com esse alarde todo e não quer nada?

— Sasuke...

— Diga logo o que quer e pare de enrolação. — falou Sasuke. O resto de sua paciência começava a minguar e sua cabeça doía ainda mais. Em um movimento involuntário, direcionou seus dedos as têmporas, massageando-as e fechando os olhos.

Naruto olhou-o mais uma vez e saiu porta afora.

18:20

Sasuke novamente direcionou seus orbes ao relógio em seu pulso.

Naruto pelo menos o fizera perder alguns minutos. No entanto a dor em sua cabeça só aumentava. Ele precisava pensar em uma forma de aliviá-la antes de sair da empresa, pois se saísse dessa forma, poderia ter um colapso nervoso em pleno trânsito, o que não era algo que ele queria. Tinha um compromisso que não podia adiar de forma alguma.

Sua porta permanecia aberta e não demorou que Naruto passasse novamente por ela. Agora ele trazia consigo dois copos de chá e algumas guloseimas. Chegando próximo à mesa de Sasuke, empurrou os papeis para um lado e colocou a comida sobre o móvel.

— Coma. — disse ele, sentando-se na poltrona que ficava de frente para a cadeira de Sasuke.

— O que te faz pensar que irei comer essas porcarias?

— Sasuke, você não come nada desde que chegou. Ande logo, coloque a comida pra dentro e bote esses pensamentos para fora.

Às vezes Naruto agia como um irmão mais velho, sempre cuidando e se importando demais. Era verdade que não comia nada desde o horário da manhã, sua inquietação o havia impedido de comer o que quer que fosse. A única coisa que conseguira colocar em seu estômago fora uns copos de água e nada mais.

Naruto estava decidido, não sairia dali enquanto ele não comesse o que havia trago. Seu amigo sabia melhor suas necessidades que ele próprio, assim como Sakura sempre soube. Esse era um dos pontos em comum que os dois tinham.

Pôs-se a comer. Tudo o que o loiro trouxe continha uma bomba de carboidratos e açúcar. O chá, como sempre, estava em uma xícara. Ele ia comendo e o loiro só observava, parecia até um cão de guarda, sempre atento a tudo.

— Agora que se alimentou, fale o que tá fazendo sua cabeça esquentar, teme. — falou Naruto, remexendo-se na poltrona.

— Sakura...

— Vai me dizer que vocês brigaram? Eu já te avisei, se você fizer a Sakura-chan ficar triste...

— Não é nada disso, baka.

— Então o que é? — questionou ele, para logo depois adotar uma feição de surpresa. — SAKURA-CHAN TÁ GRÁVIDA?!

Sasuke, cansado daquela conversa infrutífera e dos questionamentos de Naruto, colocou a mão na face e respirou fundo. Infelizmente, teria que dizer o que planejava.

— Não, ela não está grávida, nós não brigamos, não terminamos e não para tudo o que estiver em sua mente agora.

— Ora, então fale logo.

18:30

10 minutos apenas haviam se passado. Sasuke contou até 10 e tentou criar coragem para dizer a Naruto o que iria fazer. Não queria contar a ninguém antes de se resolver com Sakura; esperava dar a notícia, se é que fosse dar certo, junto dela em uma reunião com seus familiares e amigos.

— Eu vou pedir a Sakura em casamento.

Olhou Naruto e sorriu. O amigo estava derramando lágrimas de emoção. Como ele conseguia ser tão emotivo e mutável, Sasuke não sabia.

— Já não era sem tempo, teme. Vai fazer isso hoje? — perguntou ele, secando seus olhos com a manga do paletó, Sasuke assentiu. — Agora entendi o nervosismo.

Não sabia se deveria contar a Naruto sobre sua inquietação, aquela sensação de que algo ruim estava por vir. Era como se uma grande tempestade se aproximasse e você não pudesse ver, só sentir a ventania e ouvir o ribombo dos trovões.

— Já sabe o que fará?

— Claro.

— Só não entendo o porquê de estar tão pensativo. O motivo da irritação eu já entendi, mas essa sua cara de bunda pensante ainda não.

Dessa vez não olhou o relógio, mirou a janela de sua sala, tentando encontrar o horizonte. Ia pegar a xícara de chá quando esta se rachou. Uma rachadura mínima, porém perceptível. Naruto percebeu e comentou:

— Sasuke, não acha que deveria deixar para outro dia? Você sabe que eu não sou supersticioso, mas talvez isso aí seja um mau-presságio.

— Não, tem que ser hoje. Não posso deixar para depois. — respondeu ignorando o que aquele acontecimento tinha como significado.

— Certo, só fique tranquilo, a Sakura-chan te ama. Ela nunca iria te rejeitar.

Sorriu, é claro que ela não iria rejeitá-lo. Ela o amava desde o colegial, desde os tempos em que foram para a escola e se conheceram. Ele só se assustava pelo fato de ela ter o esperado por todo esse tempo, por ter tido paciência e por tê-lo perdoado por tudo o que a fizera passar.

Naruto agora estava de pé, ele recolhia o lixo e arrumava os papeis.

— Vá para a casa dela. Você é um dos chefes, pode se dispensar por hoje. — disse, piscando para Sasuke.

Ele podia? É claro que podia, mas por que não havia pensado nisso antes? Às vezes Naruto era mais inteligente que qualquer um por ali. Sorriu brevemente para o amigo e agradeceu:

— Obrigado, Naruto.

— Boa sorte lá, cara. Vai fazer a Sakura-chan feliz, vai. — disse ele, praticamente expulsando Sasuke do local.


...


Ao sair da empresa, viu que ainda era cedo. Como era o dia de folga de sua namorada, era bem provável que estivesse em casa. Ela não era uma garota que gostava de sair para locais cheios ou muito movimentados. Era mais caseira e simples, morava numa residência pequena e aconchegante que dizia ter pertencido a sua mãe. Logo não moraria mais por ali, iria para a mansão de Sasuke. Ele já havia feito essa proposta a ela, porém ela nunca aceitara.

A distância entre a empresa e a casa de Sakura não era muito longa. No caminho, Sasuke decidiu comprar algumas flores para ela. Sakura era romântica e ainda que negasse, ele sabia que uma parte dela amava o romantismo e o sentimentalismo que o envolve.

Sasuke nunca foi o namorado exemplar. Ele não era adepto a demonstrações públicas de amor e era raro quando levava flores ou mimos semelhantes à namorada. Desde que havia se juntado a Sakura, seus modos tornaram-se mais suaves, não que ele deixou de ser o que era, mas o relacionamento o havia tornado mais delicado e sentimental. Ainda era meio turrão e mal-humorado, porém Sakura despertava o que havia de melhor em si.

A respeito das flores, foram pouquíssimas as vezes em que ele a havia presenteado com isso. Em uma das vezes, ela o havia dito que “flores só devem ser dadas aos mortos”, foi estranho, mas era algo verdadeiro. Ela aceitou as flores da mesma forma e ficou feliz com elas. No momento, as flores eram um elemento necessário para o pedido que iria fazer.

Para ir a casa dela, ele pegou uma moto na garagem da empresa. Lá, eles costumavam guardar alguns automóveis para evitar problemas e atrasos. Como queria chegar rápido a casa de sua namorada, optou pela motocicleta.

Seus temores ainda continuavam.

Não sabia a origem deles. Não tinha sonhado com nada extraordinário. Só acordara com a angústia e ansiedade que agora se intensificavam. Ele sentia que algo de ruim estava para acontecer, porém não imaginava o que poderia ser. Só esperava que não fosse com sua família.

Suspirou. Há alguns dias seu pai fora para o hospital por conta de um colapso nervoso e, depois do acidente de carro, sua mãe nunca foi a mesma. Ambos estavam mais velhos, com o passar dos anos os problemas aumentavam e a saúde se tornava mais frágil. Enfim, só esperava que eles estivessem bem.

Entre as cerejeiras, finalmente via a silhueta da casa de Sakura.

Parou a moto.

Como ele vinha várias vezes durante a semana para a casa dela, já possuía uma chave. Olhou a casinha simples e bonita da namorada e respirou fundo. Era chegada a hora. A temida hora de fazer o pedido do que há anos tencionava construir com Sakura: o casamento era o ponto de partida para a formação de uma família.

O sol ainda estava se pondo.

Não havia passarinhos cantando.

A rua estava deserta, algo incomum naquele bairro. Achou estranho, mas procurou focar em outras coisas. Subitamente, um arrepio cruzou sua espinha. Uma gélida brisa passou por seu corpo e o impulsionou a seguir adiante.

— Tudo bem, vamos lá, Sasuke. — disse a si mesmo na tentativa de encorajamento. Quem o via tão inseguro e covarde assim, nunca imaginaria que era um Uchiha.

Abriu a porta e entrou com o buquê em mãos.

Tudo estava quieto.

Quieto até demais.

Normalmente, Sakura o estaria esperando na sala enquanto assistia TV ou lia um livro qualquer. Bem, ela não estava lá. O tapete estava mal posicionado e alguns móveis não estavam em seu local habitual. Sakura deve ter limpado a casa e esquecido de reorganizar os móveis, pensou.

Se não estava na sala, estaria na cozinha.

Passou pelo corredor que ligava todos os cômodos da casa e foi em direção à cozinha. Chegando lá, percebeu que Sakura não se encontrava ali. O fogão estava limpo e não havia sinais de desorganização, a não ser pelo fato de a gaveta de talheres estar aberta. Fechou-a cauteloso e se dirigiu ao quarto da garota.

Ela não estaria tomando banho, não escutava sons no chuveiro e muito menos a voz melodiosa que entoava músicas em todas as vezes que ia se lavar.

Sorriu minimamente. Ouvi-la cantando era um dos prazeres que adoraria desfrutar quando estivessem casados. Sua voz lhe acalmava, trazia relaxamento e paz ao seu espírito.

No corredor algo lhe chamou a atenção: os móveis que enfeitavam aquele local da casa estavam totalmente desalinhados. Como não percebeu isso antes? O que Sakura estaria fazendo? Seu coração começou a bater mais forte.

A desorganização não era característica da personalidade de Sakura.

A porta do quarto estava trancada e antes que ele pudesse pensar em como abri-la, viu um líquido escuro saindo por debaixo da porta. O que era aquilo? Pensou enquanto se abaixava para ver melhor.

O silêncio reinava no local e o único som que Sasuke conseguia ouvir era o do bombeamento de sangue feito por seu coração, que por sinal estava rápido.

Tocou o líquido com as pontas dos dedos.

Era viscoso e gelado.

Ao aproximar a mão do rosto, sentiu um cheiro metálico e sua boca salivou. Aquilo era sangue. E para que escorresse por debaixo da porta, deveria ser muito sangue.

Sua respiração estava descompassada.

Mais que depressa jogou seu corpo contra a porta do quarto. Teria que arromba-la, pois só possuía a chave da porta da frente.

TUM

Se algo tivesse acontecido com Sakura, ele não se perdoaria. Ela era seu bem mais precioso, não poderia perdê-la ou vê-la machucada. Pensar nisso fazia seu coração se apertar.

TUM

Rezava para que não fosse ela a pessoa que perdera tanto sangue. Porém algo em seu íntimo lhe dizia para não ter tantas esperanças. Era aquele pressentimento ruim, aquilo que o inquietava.

TUM

Já ofegante, parou um instante para recuperar a força. A dor em sua cabeça voltou como uma avalanche e o som de seu coração batendo já lhe era insuportável.

Na quarta tentativa, conseguiu.

Seus batimentos cardíacos aceleraram ainda mais.

O quarto estava à meia-luz, com as cortinas parcialmente fechadas, o que lhe dava um tom meio fúnebre. Havia sangue para todos os lados. Parecia o cenário de uma chacina. O odor de sangue era incrivelmente forte e o quarto que antes tinha tons claros, agora estava tingido de vermelho.

Sasuke, porém, não observou muito o local.

Havia algo em cima da cama. Uma pessoa coberta por um lençol branco encharcado de sangue. Um corpo esguio e pequeno. Seu coração se apertou, não podia ser Sakura. A única parte visível do corpo coberto era o braço que pendia inerte da cama.

Não, por favor, não, pensou Sasuke enquanto se aproximava da cama.

Com o maxilar travado e as mãos trêmulas, o rapaz tocou o lençol, retirando-o de forma lenta de cima do corpo.

Era Sakura, a sua Sakura.

Não, não pode ser.

Mas era. E ele sabia disso.

Suas pernas não aguentaram a pressão que caiu sobre ele no momento em que tomou conhecimento de que o corpo ensanguentado era o de sua namorada. Seus membros inferiores cederam e ele caiu de joelhos ao lado da cama. O buquê estava caído ao chão como ele, as flores estavam tingidas de vermelho.

Fechou os olhos enquanto lágrimas deslizavam silenciosas por seu rosto. Tentava respirar normalmente, mas a cena que não queria rever ao levantar as pálpebras não lhe saia da memória.

De cabeça baixa, abriu os olhos.

Seu olhar subiu pela cama, parando no braço que pendia dela. Os dedos estavam sujos de sangue e onde estavam suas unhas? A carne sensível da ponta dos dedos estava praticamente dilacerada.

As mãos continham marcas de cortes e pelo restante do braço marcas roxas se espalhavam. Olhou mais acima e viu os fios rosáceos que tanta amava tocar.

Ele não teve coragem de puxá-la para seus braços.

O lençol ainda cobria o rosto, puxara somente o suficiente para ver o que confirmaria o que mais temia: as madeixas rosadas de Sakura. Subindo sua mão temerosa, retirou totalmente o lençol do corpo da amada.

Sufocou um grito. Seus olhos custavam acreditar no que viam.

Sakura. Sua doce e adorável Sakura estava repleta de hematomas.

Suas roupas estavam rasgadas e ensanguentadas como o resto do corpo. Haviam marcas arroxeadas por toda a sua pele. Um corte profundo cortava seu tronco desde o pescoço até a cintura. O contraste entre o branco de sua tez, o vermelho do sangue e roxo dos machucados era perturbador.

Sasuke estava estático, não conseguia se mover ou falar. Algo o estava massacrando por dentro e a única coisa que sentia era uma profunda dor e o gosto salgado de suas lágrimas.

O belo rosto de Sakura estava desfigurado.

Seus lábios pequenos e delicados estavam brancos e partidos. Cortes em suas bochechas revelavam o interior de sua boca. Envolta de seus olhos, marcas roxas denunciavam mais uma agressão. Seu couro cabeludo estava vermelho e melado de sangue. Era algo horrível de se ver.

O cabelo de Sakura estava curto e o chão estava repleto de mechas rosadas misturadas com sangue.

Antes de desmaiar no mar sanguinolento, Sasuke direcionou seu olhar para o que nunca mais esqueceria: o verde opaco dos olhos vidrados de uma Sakura morta.

13 de Junho de 2018 às 01:18 0 Denunciar Insira 1
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