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sweet-mary Mary

Reveses, reviravoltas, ressignificar. Palavras que possuem uma abrangência sobremaneira peculiar no universo de Patrícia Medeiros, cuja órbita se abala e se refaz dos tantos abalos que moldam a mulher que faz morada no corpo de uma linda e sábia garota que aprende desde cedo lições que não estão impressas em nenhuma apostila. "O que nos reserva o amanhã, é o próprio amanhã quem dirá. E ninguém mais." Altos e baixos, risos e choros. Ser feliz com o que a vida lhe oferece, sem se acomodar. Lutar, para vencer. As limitações interiores. Aos irritantes estereótipos prescritos. Ao medo de caminhar em círculos e não chegar a lugar algum. Pela vida que clama a urgência de ser vivida sem preconceitos, amarras e adiamentos. Pelo amor, do jeito que ele é. O dom de viver caminha de mãos dadas com a sede de aprender. Errar faz parte do processo e reconhecer com modéstia que se é incapaz de controlar tudo o que ocorre ao redor não atenua dores indissolúveis, mas ajuda a enxergar a situação com outros olhos, os mesmos que choraram por tantas noites e felizmente jamais se acostumaram com a escuridão. Viver é fazer escolhas, quaisquer que sejam elas, encarar as consequências. Determinada, intensa e forte, Patrícia busca o seu lugar no mundo e, quem sabe, deixar uma marca nos corações que tocar, pelos lugares por onde passar, a fim de mostrar que uma história de amor pode ter todas as cores do arco-íris, mesclar todos os gêneros e mesmo tão cronológica, beirar ao atemporal.


LGBT+ Para maiores de 18 apenas.

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As bonecas estavam guardadas numa caixa em cima do guarda-roupa. Eu já sabia beijar de língua e sonhava tão alto que às vezes dava com o rosto no chão. Ainda sentia muito medo de dormir sozinha quando alguma tempestade assolava os céus da pacata Abatiá, mas já não me enfiava mais na cama dos meus pais. Ainda gostava de lamber a massa do bolo na tigela, entretanto também queria ter idade para entrar naquela casa noturna bacana, muito mais legal do que aquelas matinês mornas que eu ia com meus amigos, só que quando avistava uma aranha na parede, sem demora gritava:

— MÃE!

E lá vinha a D. Márcia com o coração aos pulos saber por que eu estava em estado de choque. Trêmula e tentando manter uma distância bem grande daquele aracnídeo que me fazia ter palpitações, eu apontava para a parede e mamãe, tirando o chinelo, ria:

— Não acredito que você não tem coragem de dar uma chinelada numa aranha!

— É porque você não viu o tamanho dela!

— Ela é que devia ter medo de você. — Ela olhava em volta e por conhecê-la havia treze anos eu bem sabia que era o prenúncio de um sermão sobre responsabilidades porque se eu queria ser tratada como "gente grande", tinha que honrar isso de alguma forma, do tipo "fazer algo que não gosta para conseguir algo que se quer". — E esse quarto, Patrícia? Eu entrei no quarto de uma menina ou num ninho de ratos?

— Ah, nem está tão bagunçado assim!

— Depois você reclama que tem aranha aqui, mas quando foi à última vez que você varreu esse lugar? Aranha gosta de sujeira, de cacareco empilhado, se cria nos cantinhos onde você não mexe, dona Patrícia.

— Tá... — Eu murmurava e começava a arrumação, levando para fora as peças de roupa sujas, dobrando e guardando tudo que estivesse limpo em suas respectivas gavetas, trocando o cesto de lixo, passando aspirador de pó no tapete, nas cortinas, no estrado da cama, trocando a fronha e o lençol, sacudindo os cobertores pela janela e deixando-os no sol se acaso o tempo estivesse bom, lustrando os móveis, tarefa que consumia uma tarde inteira de sábado em tempos os quais eu só podia acessar a internet depois da meia-noite porque o pulso era mais barato.

✈✈✈

Filha única por ocasião, sem privilégios nem injustiças. Meus pais pretendiam me dar outros irmãos, todavia quis a vida que eu fosse à única descendente direta do relacionamento entre Higino e Márcia. Vivíamos nós três naquele sobradinho com suíte no quarto do casal. Não pertencíamos à elite de Abatiá, entretanto nosso padrão de subsistência nos assegurava algum conforto.

Tive uma infância tranquila porque o essencial nunca me faltou e eu sempre soube ser feliz com o que a vida me ofereceu. Brinquei na rua até o céu escurecer, quando ficava gripada curtia faltar ao colégio para me enrolar nos cobertores, ver desenhos animados e tomar a deliciosa sopa de músculos que só a vovó sabia preparar, sentia que quando ralava o joelho e minha mãe beijava o machucado, ele sarava muito mais depressa, como quando eu me aninhava no colo dela e fechava os olhos.

Por estudar no mesmo colégio desde os anos de alfabetização, conhecia a todos e naquelas férias me curava do estresse que foi o sétimo ano do ensino fundamental, o mais difícil de todos, pois em um dos bimestres peguei recuperação em matemática e fiquei de castigo por um mês, penando para recuperar a nota e não ser passada para trás na vida social.

✈✈✈

Naquele sábado entre o natal e o ano-novo, eu estava limpando meu canto e ouvindo música, nada de novo nisso. Do outro lado da casa, mamãe fazia o mesmo porque se a radiola não estivesse ligada, estaria discutindo com Higino, meu pai, estatelado no sofá. Ele só folgava aos domingos e em recessos de final de ano, aproveitando para assistir TV e curtir a pestana depois do almoço. Como a grande maioria dos homens, não cooperava com a limpeza, razão pela qual Márcia ficava uma arara, sobretudo porque odiava limpar o banheiro.

Bruna era minha melhor amiga desde a segunda série, quando caímos na mesma turma, nos aproximamos e não nos desgrudamos mais. Ela insistia para que um dia nós viajássemos juntas para Santos, onde os pais dela tinham casa e todo ano a resposta dos meus progenitores era unânime: não, não e não. Entretanto, aquela nota vermelha em matemática quase fez com que Higino e Márcia revogassem a permissão, de modo que varei noites em claro estudando uma matéria que odiava para que aquela viagem ao litoral paulista fosse viável e eu saudasse 2002 na areia da praia com os amigos que a Bruna tinha por lá.

Meu sacrifício foi recompensado porque no bimestre seguinte assegurei minha aprovação por média e os pais de Bruna também deram uma forcinha na negociação. Mamãe choramingava um pouco porque não queria passar tanto tempo longe de mim, mas palavra dada era palavra dada.

Na parte da manhã eu havia terminado de organizar as bagagens, tarefa a qual Márcia me ajudou:

— Eu sei que em Santos é quente no verão, mas minha mãe sempre diz que seguro morreu de velho, então leve umas peças de meia estação porque no final da tarde chove. Leve uns absorventes e, por favor, por Deus que está no céu, não coma nada na praia, a menos que você queira passar o resto da viagem dentro do banheiro, minha filha, porque é disenteria na certa.

— Nem um mísero coco verde, mãe?

— Seguro morreu de velho, Paty.

— Ah, mas um sorvetinho não vai matar ninguém...

— As coisas custam um pouco mais caro no litoral, mas ninguém é de ferro e um sorvetinho está liberado...

Estava eu a esticar a colcha lilás na cama quando papai bateu na porta aberta do meu quarto com o punho fechado. Em tempo de recesso, nada o tirava daquele sofá.

— Você está muito ocupada, filhota? — inquiriu papai.

Fiz que não com a cabeça. Eu já havia terminado a faxina semanal e queria tomar uma ducha morna para tirar do corpo todo o suor, além de escolher a roupa com a qual iria à festa da Bruna, mais tarde.

Julguei estranho o fato de Higino e Márcia decidirem ter uma conversa comigo.

Nunca era um bom presságio.

Da última vez que eles pediram para ter uma conversa daquele tipo comigo, foi para contar que Dalva, minha avó paterna, estava hospitalizada após cair no banheiro e fraturar a bacia, o que não foi uma notícia boa, pois durante a internação a pobre coitada contraiu pneumonia e morreu.

Salomão, meu avô paterno, ainda estava vivo e triste porque um casamento de quase cinquenta anos que sobreviveu a tantas tempestades, acabou por causa de um maldito tapetinho no banheiro, eis uma das inúmeras razões pelas quais ele não era simpático a hospitais.

— Você entra lá andando e sai num caixão... — resmungava ele, sempre que era informado de que algum amigo ou conhecido estava hospitalizado.

Foram tantos anos de amor, convivência e companheirismo que vovô desejou ter partido antes para não ter que viver aquela dor de perder a mulher com quem viveu até que a morte (dela) os separasse. Papai o convidava para morar conosco, todavia era mais do que simples apego ao terreno, estar ali naquela casa tinha um significado afetivo. Dizia ele que dormir sozinho pesava menos do que ser um "fardo" na vida dos outros.

Ver o vovô reduzir sua vida social e se resguardar naquela conchinha de dor afetava a mim. Ele se sentia morto já em vida, apenas cumprindo os dias que lhe restavam e eu me sentia impotente porque não encontrava nenhum meio eficiente de lhe mostrar que enquanto aquele coração batia, por mais triste que viesse a ser o ritmo, ainda havia um motivo.

Nunca fiz o tipo que tinha vergonha dos meus pais e avós, a exemplo de alguns dos meus amigos que quando eram deixados no colégio pediam para os progenitores estacionarem na outra quadra ou tocarem logo o carro. Repudiar minhas raízes seria uma atitude ridícula, imatura, de quem nunca experimentou uma perda nesse âmbito e não compreende a dimensão que a mesma exerce em cada um dos afetados.

Aquele foi o segundo natal sem a vovó, não tão doloroso quanto o primeiro, mas ainda assim desconcertante e melancólico. Melhor, então, nem pensar no último, quando ela mal sabia o que a esperava e, sorrindo, glorificava a vida que tanto amava, porque senão eu vou sair de frente do notebook, me sentar no chão e me encolher até ficar do tamanho de um feto para chorar porque se soubesse já naquele momento que a eternidade que se conhece é o dia de hoje, teria passado mais tempo ao lado daquela senhora baixinha, de voz aveludada e serena, que assava biscoitos, bolos, carnes e gostava de celebrar cada boda como se fosse a de ouro.

— Filhota... — pediu papai, sentando-se em minha cama, indicando que eu deveria me posicionar entre ele e mamãe. — Sua mãe e eu queremos conversar com você, tudo bem?

Aquiesci.

— Higino, como é que a gente vai falar isso pra ela? — desesperou-se mamãe.

De prontidão supus que vovô estivesse hospitalizado mesmo a contragosto e o prognóstico médico não fosse nada auspicioso, pois eu conhecia histórias de casais de idosos que se amam sobremaneira como os meus avós e acabavam morrendo um em seguida do outro. Fazia um ano e meio que Vó Dalva tinha morrido e nesse entremeio o Vô Salomão teve uma arritmia cardíaca, além de algumas crises de hipertensão. Nesse caso, eu abriria mão da viagem para Santos sem pestanejar.

— Márcia, você prometeu que a gente teria essa conversa com ela depois do Natal — declarou papai.

Se vovô estivesse adoentado e em estado grave, estaríamos no hospital, Higino seria sucinto em suas colocações e aquele não era o caso.

— Querida, sua mãe e eu vivemos muitos bons momentos ao lado um do outro e você é o nosso maior presente, nunca se esqueça disso, mas você já tem idade suficiente para saber sobre certas coisas...

Higino Medeiros apropriou-se de eufemismos para me contar que ele e mamãe estavam se separando.

— Tipo, vocês vão continuar morando juntos, mas dormindo em quartos separados?

— Não, Paty. Eu vou embora! — explicou Higino que tentava suavizar o impacto que aquela notícia teria no meu mundinho adolescente.

Voltei-me para mamãe:

— Como assim? Essa história está muito mal contada!

— Seu pai e eu nos amamos muito, mas somos melhores um com o outro quando estamos separados. — observou mamãe, fazendo carinhos em minhas mãos. — Isso acontece, Paty. Às vezes duas pessoas se amam muito, mas para que fiquem bem, precisam estar separadas. E não é porque não se amam, mas é porque se amam o suficiente para finalizarem algo que um dia deu certo, mas deixou de dar.

— Duas pessoas que realmente se amam não se separam! — protestei.

— Você ainda é uma menina, querida, não sabe o que é o amor. — respondeu mamãe, seca.

— Sei mais do que vocês podem imaginar...

— Eu bem que te avisei, Higino! Eu te disse que era melhor deixar pra contar isso depois da viagem... — esbravejou mamãe, enquanto papai retesou os ombros.

— Vocês pretendiam esconder isso de mim até quando?

— Nós sabemos que você é uma menina que tem a cabeça no lugar, mas sua mãe e eu não queríamos que você se sentisse culpada por isso.

Papai se levantou da cama por primeiro e olhou para mamãe, que soltou sua mão da minha e apertou os lábios.

— Ela precisa de um tempo, Márcia. — aconselhou Higino, segurando os ombros de mamãe com carinho e não rancor, encaminhando-a até a porta, a qual fechou, deixando-me sozinha e com aquela sensação de que tudo o que escutei antes era tão surreal que poderia não passar de um sonho ruim.

Meus pais ainda não mensuravam qual seria minha reação porque eu sempre tive meu próprio jeito de lidar com as coisas. Quando tudo estava a desmoronar, a fim de evitar que tivessem de se preocupar comigo, eu me portava com uma serenidade que intrigava aos adultos. Não escandalizava, não blasfemava, não forçava um otimismo piegas apenas para parecer bacaninha.

Eu gostava de formar as minhas próprias conclusões. Se porventura lia um livro do qual todo mundo falava bem e ele não era tudo isso, me posicionava a respeito; o mesmo com bandas ou novelas. Eu, por exemplo, nunca torci pelo Brasil nem em copa do mundo, me sentia um alienígena quando todo mundo dava para idolatrar os jogadores e sentados no sofá se tornarem árbitros, juízes, vestirem verde-e-amarelo, assoprarem aquelas malditas buzinas, soltarem rojões e acharem que essa atitude os tornava patriotas, de modo a regrarem o humor conforme o placar, opinião essa que eu guardava a sete chaves porque se manifestasse o contrário, seria linchada. Uma estrela a mais ou a menos na camiseta dos craques não altera a órbita do universo de Patrícia Medeiros.

O fato de "todo mundo" gostar não significava que houvesse uma procuração me obrigando a curtir tal livro, tal cantor, tal folhetim, a copa do mundo e quem não soubesse me respeitar que falasse com a minha mão. A maioria das pessoas torcia o nariz quando eu confessava um dos meus maiores prazeres nessa vida: comer tomate cru com sal. E nenhum "urgh" ou "não gosto de tomate" me tolheu.

Quando vovó foi hospitalizada, rezei para que ela se recuperasse e voltasse para nós, no entanto quando o estado de saúde tornou-se irreversível e a morte a chamou, eu me permiti sentir toda a tristeza que demandava a ocasião. Naquele momento meu pai perdia a mãe, meu avô, a sua amada e eu considerava justo oferecer-lhes todo o meu carinho, aquela força que nem mesmo tinha. Afinal de contas, éramos uma família.

Meus pais discutiam como qualquer outro casal, especialmente quando mamãe adentrava o banheiro para limpá-lo ou quando Higino colocava o prato sujo na pia e saía de mansinho. Afora isso, nunca chegaram a protagonizar barracos que fizessem toda a vizinhança entrar em polvorosa, então aquela notícia era uma bomba que estraçalhava meu dia, meu final de ano, minhas férias e, inclusive, minha animação para qualquer coisa.

Deitada de barriga para cima na cama, com os braços cruzados atrás da cabeça, mergulhei em minhas próprias divagações sobre o amor.

Então, era isso?

Duas pessoas se conheciam, sentiam aquela faísca de desejo que as uniam e depois de um tempo a atração fenecia de maneira irreversível, sendo inevitável o término? Isso era o amor? Ainda existiria um motivo para acreditar que em algum lugar do mundo eu encontraria uma pessoa a quem iria amar para sempre tal como meus avós amavam um ao outro?

19 de Julho de 2018 às 00:00 3 Denunciar Insira 4
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Eduardo Vinícius Fidalgo Eduardo Vinícius Fidalgo
Amei o primeiro capítulo! ❤❤ Patrícia Medeiros é um nome forte e pelo que já conheço da personagem, já é uma das minhas favoritas 😁 Ah, tem um trecho que diz "Pelo amor de Deus que não está no céu".. não é "que está no céu"..? E como vota no capítulo? Cliquei no coração mas não funcionou. Tenho que me cadastrar mesmo pra poder fazer isso? Tô logado com o Facebook.. E não se preocupe com a minha demora Mary, nunca vou te deixar de ler! Pode demorar um pouco mas eu lerei tudo. Kkkk tô tão atolado de histórias que vejo a hora confundir kkk muitas tramas. E você já adiantou 'Será que é só uma fase?' Enfim, amei o capítulo. Cada história sua tem um leve toque diferente na escrita, quase imperceptível. Sim! Deve ser o personagem rsrs essa discussão sobre pais separados me faz lembrar dos meus.. Não lembro ter sofrido por conta disso, acho que não.. mas confesso que não entendi tanto o que estava acontecendo. Foi uma mudança grande, sempre é! E quanto ao amor que chega até o fim da vida.. eu acredito e acho tão lindo! Espero chegar ao fim da vida assim.. Nem todos chegam, vai depender da vontade de Deus! Mas que nosso fim seja digno da vida que a gente merece 😊😊 e acho que esse foi o maior comentário que já fiz kkk Mas compensou pela demora e pra uma ótima estreia
28 de Julho de 2018 às 23:48

  • Mary Mary
    Oiiii! ❤ Ontem eu dormi e não vi nada, fiquei jogando The Sims até tarde. Só agora tive a oportunidade de ler tudo de maravilhoso que você escreveu. Vou arrumar esse diálogo. A Paty é meu bebê, minha pipoquinha, gosto muito do jeito dela de ser. Como eu aprendi que a gente não precisa começar a história falando da higiene matinal da personagem (que sempre come uma maçã), pensei em debater algo que as crianças e os jovens sentem tanto na pele como a separação dos pais. Haverá outros temas a serem mostrados. A Lola vai demorar um pouco pra entrar na trama, mas vai valer a pena esperar... Preferi postar aqui porque posso deixar um capítulo por semana, sem me preocupar. Esse site assusta no começo porque é diferente do Wattpad, mas compensa muito. Aqui eu estou fazendo o download de todas as minhas histórias. Obrigada por fazer meu dia começar bem. Espero que você se sinta à vontade aqui. ❤❤❤❤❤ 29 de Julho de 2018 às 07:28
Eduardo Vinícius Fidalgo Eduardo Vinícius Fidalgo
Ahhhh consegui votar kkk
28 de Julho de 2018 às 23:45
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