maria_natalia Maria Natália Messias Camargos

Los Angeles, a cidade dos anjos tem passado por tempos difíceis. Todas as noites, homens casados têm desaparecido após saírem para beber sozinhos. Sem diferença de cor, sem diferenças sociais, as vítimas são mistas, desde ricos a pobres, de negros à brancos. Um sequestrador não seletivo agindo por padrões, mas o desespero da população e horror das forças policias ocorre quando a primeira vítima desaparecida é encontrada sem vida meses após seu desaparecimento.


Horror Horror teen Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo 1

22/05/2022
Los Angeles (Cidade Dos Anjos)


Em um bar conhecido de Los Angeles, cidade onde os anjos frequentam durante o dia e a noite os demônios se esbaldam. Mesmo com as denúncias de desaparecimento, o bar ainda está lotado naquela noite escura de sexta-feira, uma mulher requintada está sentada elegantemente em uma das banquetas a frente do balcão. A mulher misteriosa é realmente magnifica, capaz de facilmente se destacar entre tantas outras naquele bar lotado.


Homens tanto solteiros quanto comprometidos não conseguem desviar seu olhar da dama misteriosa. É como se apenas sua presença magnética já os atraísse. A dama usa de um belíssimo vestido vermelho até seus joelhos com mangas compridas até seus finos pulsos, nos seios um chamativo decote, cabelos pretos soltos como uma cachoeira negra descendo por suas costas, saltos pretos agulha, deveras elegantes.


Sua fisionomia se compunha de uma mulher magra nas medidas certas, pele branca, chamativos, ao mesmo tempo que misteriosos olhos azuis claros, seu rosto de boneca era destacado pela maquiagem simples, contudo, provocantemente bem-feita da mulher. Apetitosos lábios tingidos de vermelho bem escuro e olhos contornados em delineador e lápis de olhos preto, dando destaque as duas belas safiras que são os olhos daquela sempre solitária dama.


Como a misteriosa beldade já era muito conhecida por frequentar vários bares da cidade algumas noites na semana, recebera dos locais o apelido de La Dama devido a ninguém saber seu nome, mesmo a mulher sendo uma conhecida frequentadora noturna de bares e algumas conhecidas boates chiques de grande nome. E aquela noite não era diferente, sentada elegantemente a uma das banquetas de frente ao balcão está La Dama aguardando o preparo de seu drink pedido.


O bar daquela noite era o famoso Lux Inferni (Luz Do Inferno) onde um jovem havia acaba de conseguir emprego como barman noturno no bar. O rapaz estava feliz, sua rotina se resumia em estudar de manhã, passar um tempo com sua namorada na escola e dormir a tarde para trabalhar a noite. Sua rotina é puxada, mas o jovem ainda está feliz, pois pretende terminar os estudos e juntar dinheiro suficiente após a faculdade para comprar uma casa e enfim pedir sua namorada em casamento.


— Seu pedido está quase pronto senhorita _ O rapaz diz sorrindo para a mulher sentada a banqueta em frente a seu balcão. O jovem estava começando a estranhar o porquê de uma mulher tão bela estar sozinha em um bar aquelas horas da noite, ainda mais sem uma aliança no dedo, seria ela solteira.


— Tudo bem, aliás, não precisa da parte “senhorita”, pode me chamar como todos. Chamam-me La Dama _ A mulher responde provocante, sua voz doce em tom sedutor.


— Pois bem, La Dama, seu pedido está quase pronto _ O rapaz a responde com doce sorriso educado, o qual é respondido por La Dama com um sorriso recheado de propostas entre quatro paredes.


[...]


Já é tarde, o bar logo ira fechar, mas ainda há algumas poucas pessoas distribuídas pelas mesas e confortáveis sofás além da equipe de funcionários. La Dama ainda está na mesma banqueta bebericando seu negroni enquanto vez ou outra pega o jovem a olhando, assim o fazendo disfarçar totalmente sem graça, divertindo a mulher, uma verdadeira presa fácil. A ovelha que se perde do rebanho e ao muito vagar sozinha se entrega sem resistência as garras do lobo faminto.


— Por que barman? _ La Dama pergunta ao rapaz enquanto finge interesse em seu copo segurando-o com a ponta de seus dedos, o girando enquanto o olha.


— Perdão? _ O rapaz responde, uma vez que fora pego de surpresa pela pergunta da mulher.


— Por que escolheu ser barman? Todos temos uma história por trás de nossas escolhas, então querido? Qual a sua história? _ A mulher pergunta antes de dar um delicado gole de sua bebida, olhando o rapaz de canto enquanto sorri levemente com o copo ainda pressionando seus belos lábios, uma visão verdadeiramente pecaminosa.


— B-Bom, eu... sou um estudante, tenho uma namorada e pretendo economizar dinheiro para nosso casamento _ O jovem responde com as bochechas coradas, desviando olhar para qualquer outra direção. Aquela mulher é realmente tentadora, mas o rapaz, mantêm em mente que não pode trair sua namorada de um ano por um lance qualquer de uma noite com uma desconhecida.


— Entendo, um belo motivo, mas lembre-se querido, “como toda moeda tem duas faces, a outra face dos sonhos, são pesadelos” _ A mulher diz enquanto envia uma piscadela para o rapaz, deixando sua bebida paga no balcão, antes de elegantemente sair do estabelecimento com elegância, como uma modelo deixa a passarela.


La Dama deixa o bar elegantemente enquanto sorri radiante, deixando o jovem barman confuso para trás, sem saber que havia escapado do inferno aquela noite, passando pelo teste da sádica e cruel carcereira de voz doce e rosto de anjo inocente.


29/05/2022
Los Angeles (Cidade Dos Anjos)
Bar Lux Inferni


Outra sexta-feira à noite. O bar está relativamente vazio, apenas alguns homens usando ternos, possivelmente advogados, executivos e coisa do tipo. Todos com alianças de prata e ouro adornando seus dedos anelares, ou seja, indicando compromisso com suas namoradas, noivas e esposas. O mesmo barman de antes se surpreende ao ver a mesma mulher entrar elegantemente no bar como na noite da sexta-feira anterior, La Dama está de volta, pedindo novamente, nada mais que um copo de Negroni, se acomodado na mesma banqueta da sexta anterior.


— Boa noite de novo querido _ La Dama cumprimenta o barman com um cotovelo sob a mesa, as pernas elegantemente cruzadas e seu queixo perfeitamente moldado em porcelana pousado delicadamente sob a palma de sua mão enquanto observa o barman de baixo para cima, deixando o jovem novamente sem jeito.


— Boa noite La Dama, como foi sua semana? _ O barman pergunta, tentando ser educado com La Dama, mas ao mesmo tempo, evitando prolongar assuntos desnecessários.


— Foi agitada, mas nada que fugisse do controle da palma de minhas delicadas mãos _ La Dama responde sorrindo, ainda na mesma posição olhando fixamente nos olhos do barman, o qual sente como se a mulher estivesse lendo sua alma, caçando seus pecados mais profundos.


[...]


A noite está tranquila, sem muitos pedidos no balcão e pouco barulho vindo das mesas. Até agora, nenhum bêbado se meteu em problemas e La Dama não puxou mais nenhuma palavra com o barman, então o rapaz decide ler as notícias em seu celular, usando de sua hora de descanso, ficando surpreso com a notícia de mais um homem desaparecido encontrado morto nos arredores.


O homem era um advogado casado pai de três filhos gêmeos, ele estava desaparecido a mais de dois meses após frequentar uma boate antiga e muito frequentada de Los Angeles, e agora seu corpo fora encontrado jogado em um beco. O corpo está nu com diversas marcas de tortura e um gravador com uma confissão do próprio advogado assumindo que tem traído sua esposa a anos e que começou a traí-la após o primeiro mês de casados, o que deixa o barman chocado, pois o advogado era justamente conhecido por tratar muito bem a esposa e ser muito amado pelos filhos.


— Para uma alma já totalmente corrompida pela sociedade, não existe perdão divino, tão pouco absorção. Queime com seus pecados alimentando a fogueira que lhe cerca alma suja. Ass: A Carcereira _ O barman lê para si mesmo na dispensa do bar, ainda em estado de choque, o assassino ou...pela carta a assassina ainda teve a coragem de deixar um bilhete para trás?


Aquilo era muita informação, todos os homens desaparecidos estão aparecendo aos poucos, mortos e nus jogados, abandonados em locais sujos com marcas de agressão de anos antes de serem mortos e deixados sempre com a mesma assinatura, A Carcereira, mas quem seria essa carcereira? E como todas as vítimas de seus sequestros e assassinatos macabros acaba-se descobrindo depois que são realmente namorados, noivos e maridos infiéis? É como um anjo sedento por justiça saindo a caça como um demônio.


— Uma atrocidade não é mesmo? _ Diz uma das garçonetes do bar que também estava aproveitando seu horário de descanso na despensa. A mesma comenta olhando para o jovem barman, ela estava lendo a mesma notícia que ele a minutos atrás.


— Com toda certeza, mas... ao mesmo tempo estranho. Todas as vítimas de sequestro pela A Carcereira são namorados, noivos ou maridos infiéis, além de que as torturas... não... isso mais me parece um ato de vingança _ O barman diz olhando para a tela de seu celular onde a notícia ainda estava aberta.


— Verdade, será que A Carcereira é uma mulher que passou por um homem infiel e agora quer vingança? _ A garçonete pergunta com feição pensativa, aquilo de certa forma até fazia algum sentido.


— Talvez... ou uma mulher procurando vingança pelas outras quem sabe? Pois seu jeito de agir parece uma aspirante a justiceira das mulheres traídas _ O barman responde, ambos tentando encontrar alguma lógica para aquele ato de atrocidade imoral.


— Um anjo se rebaixando ao nível de demônios sedento por justiça _ Um garçom entre na dispensa, entretanto, seu tom de voz, diferente da garçonete e do barman insinuava chacota a situação.


— Isso é sério Bryan, pessoas estão morrendo sabia disso? _ O barman diz sério, se levantando da caixa de madeira a qual estava sentado para encarar Bryan a altura.


— Eu sei, entretanto, não somos nós no lugar dos azarados pelo menos certo? _ Bryan responde, ainda mantendo aquele bom humor e tom comediante, mesmo perante um assunto pesado e importante como aquele.


O barman revira seus olhos e decide voltar ao trabalho, sentindo melhor estar trabalhando na presença de bêbados sinceros do que de um amigo tão podre quanto Bryan. Ao voltar para o balcão, o barman nota La Dama lhe observando atentamente, seus olhos parecem afiados enquanto a mesma beberica seu copo de Whisky com elegância, sem danificar o batom vermelho que como sempre, está a contornar perfeitamente seus pecaminosos lábios perfeitos.


— Não conseguiu ficar longe de mim? _ La Dama pergunta em uma mistura que deveria ser proibida divinamente, entre inocência, elegância e sedução enquanto pisca lentamente um de seus olhos ao jovem barman, tentando tenta-lo novamente.


— Não desejando ser rude senhorita, mas lembrando novamente que sou comprometido e pretendo casar-me com minha namorada _ O barman responde tranquilamente enquanto passa seu pano pelo balcão, limpando os resquícios de água devido ao gelo derretido dos copos e gotas de bebidas derramadas por bêbados em sua ausência.


— Você é fofo sabia? Além de uma verdadeira pedra preciosa rara entre às, milhares de pedras não lapidadas que encontramos nas ruas da noite hoje em dia _ La Dama responde sorrindo, segurando seu copo em uma mão pendurada com seu cotovelo apoiado elegantemente sob o balcão enquanto propõe um brinde invisível ao barman que por educação, simplesmente move sua mão sorrindo, simulando um brinde com a bela e educada mulher elegante.


[...]


Algum tempo depois, o bar está quase na hora de fechar quando o barman nota Bryan conversando com La Dama animadamente na banqueta. O estranho é que Bryan já deveria estar indo embora aquelas horas, contudo, está ali conversando com a mulher de vestido vermelho enquanto sua noiva o espera grávida em casa. O barman apenas consegue suspirar e sentir pena da noiva do jovem garçom de cabelos loiros e olhos azuis. Bryan tem uma noiva linda e de boa educação, será marido e pai em breve, contudo, é nítido que o jovem não consegue abandonar as noites de gandaia com uma mulher diferente por noite, chegando tarde em casa cheirando ao perfume de outra mulher.


— Pobre Emilly... _ O barman suspira, voltando a olhar para o balcão enquanto seca um copo de bebida com seu pano.


05/06/2022
Los Angeles (Cidade Dos Anjos)
Bar Lux Inferni


Já faz uma semana que o garçom Bryan está saindo com a dama do vestido vermelho e sorriso pecaminoso, deixando Emilly, sua noiva e mãe de seu futuro filho sozinha em casa até altas horas da noite. Bryan anda sorrindo sempre que La Dama entra no bar e se senta a mesma mesa, fazendo um sinal para Bryan servir-lhe uma bebida, nem mesmo volta ao balcão do bar.


O barman apenas observa aquilo com desaprovação, pois sua lealdade o fazia repudiar traição, diferente de Bryan, o qual a lealdade pode ser comparada a um gato de ruas no cio pelos telhados atrás de uma companheira de uma noite. O jovem rapaz continua preparando os pedidos e entregando os que foram feitos no balcão, chamando outros garçons para entregar os pedidos das mesas.


Bryan parece estar se divertindo com sua companhia, esquecendo completamente de estar no trabalho e não apenas visitando o local, mas...não importa quantas vezes o barman o chame para trabalhar, Bryan está servindo apenas uma mesa aquela noite, apenas a uma mulher. O rapaz por fim desiste, pois não irá conseguir ajudar seu amigo caso o dono do bar decida demiti-lo por aquilo.


[...]


Um mês se passou, faz algum tempo que Bryan não vem trabalhar e La Dama também não vem mais ao estabelecimento. Emilly chegou a vir ao bar algumas noites perguntar do noivo, entretanto, ninguém conseguia responder a suas suplicas por informações, era como se Bryan tivesse evaporado no ar, o rapaz simplesmente evaporou. Contudo, em uma noite, o dono do bar avisa aos funcionários que a meio mês, Bryan o procurou com sua carta de demissão, dizendo que não precisava mais daquele emprego.


O barman ainda fica espantado quando o dono descreve a tamanha falta de educação para com a qual Bryan se referiu ao homem antes de bater à porta e não mais ser visto. Bryan sempre fora um cara descontraído e mestre em caçoar de tragédias, entretanto, via o chefe como o pai que não teve oportunidade de ter.


Poucos conhecem a verdadeira história por trás do sempre sorridente Bryan, e os que conheciam, sempre o indicavam mudar para não se tornar a pessoa que ele tanto sentia medo e nojo. O pai de Bryan era um alcoólatra que maltratava a esposa e o filho. O homem traia a esposa e tratava o filho como um saco de lixo a ser descartado. Bryan sempre dizia não querer se tornar alguém como seu pai, entretanto, vejam só, não fora uma atitude muito diferente do pai quando Bryan desapareceu, possivelmente fugindo das responsabilidades com sua noiva e para com o futuro bebê, escapado com muito provavelmente uma de suas várias diversões de uma noite.


Mansão Escarlate


Uma mulher elegante caminha pelos corredores, nas mãos, um chicote de couro transado em três. Os saltos pretos agulha da mulher faziam barulho ecoar ao entrar em contato com o piso de madeira muito bem polido do segundo andar da fabulosa mansão. A mulher sem dizer uma única palavra, abre lentamente uma das portas de madeira, a destrancando uma fechadura de cada vez, lentamente.


Ao abrir a porta completamente, a mulher abre um sorriso ao ver Bryan no fundo do quarto, meio encolhido a olhando com pavor. Os tornozelos presos a pequena cama por correntes, pelo chão, alguns pratos com restos de comida apodrecidas com moscas voando sob os alimentos estragados. Mesmo com poucos dias ali, Bryan já se encontra em um estado digno de pena, com diversos machucados sob sua pele onde suas roupas sujas se encontram rasgadas.


— Olá docinho, como está hoje? _ A mulher diz, entrando ainda mais no quarto mal iluminado. O chicote arrastando no chão enquanto a mesma entra no local a passos elegantes, como se desfilasse em uma passarela.


— Me deixa ir embora...por favor. Eu...Eu não vou contar a ninguém... _ Bryan diz, assim como sempre pede quando a mulher adentra o quarto desde que ela o prendeu ali.


— Mas eu não posso fazer isso meu anjinho. Se eu te deixar ir você não vai mais voltar _ A mulher diz com falsa feição desapontada, entretanto, logo estala seu chicote no ar, fazendo um estrondo alto. Bryan se encolhe mais ao ouvir a mulher estalando o chicote de couro.


— Quem é você?... _ Bryan sussurra com a voz tremula, ele está assustado e seus lábios não param de tremer.


— Hum, os homens no bar me chamam de La Dama, entretanto, vocês meus amores, podem me chamar carinhosamente de A Carcereira _ A mulher responde com um sorriso largo, exibindo seus dentes brancos e perfeitos destacados pelo batom vermelho desenhando como sempre, perfeitamente seus lábios.


Enfim a ficha de Bryan cai, entretanto, já era tarde demais. La Dama é a tal Carcereira que a polícia está atrás devido a tortura e assassinato de homens comprometidos. Devido ao tempo que já está preso ali, Bryan pode analisar como funciona a rotina e métodos de La Dama, ou...nesse caso, A Carcereira. Ela age como um gato, brincando com sua presa, antes de abate-la e se livrar do que restou de seu brinquedo, saindo a caça a procura de novas presas.


— Não pense demais querido, não sou apenas uma Carcereira, também sou uma instrutora. E para ensinar, precisamos de exemplo para os demais não pensarem que estamos apenas brincando certo? _ A mulher diz, apoiando o chicote no queixo de Bryan, levantando o rosto do mesmo, lhe forçando a olha-la.


Bryan apenas consegue arregalar seus olhos, La Dama agora não o olha mais com o carinho e paixão que o via antes, em seus olhos, agora só existe maldade e julgamento. La Dama agora se torna A Carcereira, uma mulher esvaída de sentimento, apenas desejos, desejo de vingança, desejo de justiça feita a próprias mãos. Aquela mansão é seu tribunal, onde ela é tanto sua carcereira quanto sua juíza, você é o acusado de infidelidade contra a mulher a qual sempre direcionou falsas juras de amor e promessas.


— Vocês são todos iguais a ele...traidores a serem julgados e condenados pelas minhas mãos como ele foi. Pecadores sujos devem pagar _ A Carcereira diz, ainda olhando no fundo dos olhos de Bryan com aquele mesmo sorriso de sempre.


— Como assim? O que...você quer dizer? _ Bryan responde, tentando entender a situação na qual se encontra.


— A aliança em sua mão parece ser vista como nada mais que um adereço decorativo não é mesmo? _ A Carcereira pergunta, agora, sua feição de um sorriso muda para nojo.


Bryan ainda está usando sua aliança de noivado com o nome de Emilly gravado, seguido da data do casamento marcado de ambos. Aquilo parece deixar La Dama ainda mais enfurecida, desferindo um golpe forte do chicote contra o rosto de Bryan antes de sair do quarto, trancando a porta logo atrás de si ao sair, deixando Bryan novamente sozinho naquele quarto escuro e fedido devido as comidas apodrecidas espalhadas pelo chão e as janelas lacradas impossibilitando a entrada de luz solar.


O jovem está novamente sozinho, agora pensando em como sua noiva deve estar, se ela está bem, se… o filho deles já nasceu, se o bebê é um menino ou uma menina, se a criança se parece com ele ou com Emilly, tudo que Bryan não pensava antes, tudo que Bryan não viveu antes com sua noiva pensa e deseja viver agora, se arrependendo de sua escolha, pois o caminho que escolheu fora o mesmo caminho que o trouxera até onde ele está agora, na casa de uma assassina psicótica de sangue frio.


Bryan começa a chorar e a gritar o nome de sua amada Emilly enquanto se ajoelha no chão, como forma de implorar por seu perdão mesmo que ela não esteja ali, fazendo La Dama sorrir do outro lado da porta, era isso que ela queria, era isso que ela tanto almejava e desejava. Bryan está enfim começando a enfraquecer e logo estará implorando por seu abate.


[...]


Na manhã seguinte, Bryan acorda no chão com seu rosto inchado e molhado, deve ter possivelmente chorado a noite inteira. A comida podre continua ali, La Dama não lhe trouxe nada para comer naquela manhã, a tortura enfim começou. Sua garganta essa seca, faz estimados três dias que Bryan não ingere nem mesmo uma gota de água. Bryan sente falta de sua vida de antes, quando ele chegava tarde do trabalho no bar, contudo, sua noiva Emilly estava lá o esperando com comida quente e muito amor, mas...ele não valorizou e aos olhos da Carcereira, agora ele não tem o direito de sentir falta do o que tanto ignorou e nunca agradeceu.


Bryan agora se arrepende por não ter valorizado o que tinha. Como sempre, apenas se valoriza depois que se perde tudo. Bryan agora entende isso e se arrepende, contudo, como La Dama agora como A Carcereira passa a ele, não adianta se arrepender quando já se é tarde demais para isso. Quando ainda havia tempo, Bryan escolheu acompanhar La Dama em suas noitadas longas, deixando a pessoa que realmente deveria importar em sua vida sozinha em casa esperando um filho dele. Agora, não existe mais espaço para pena, apenas a doce tortura e o amargo arrependimento.


O pecado até pode fugir, contudo, assim perde o direito a absorção. Agora um anjo ferido cuida do castigo dos pecadores. Sem pena, sem voltar atrás. O pecado da traição não permite absorção, apenas punição e o doloroso arrependimento que nunca será perdoado. Pois mais pecadora que o traidor é a mulher que aceita e perdoa um homem traidor, se permitindo ser traída com a conhecida venda cobrindo seus olhos para manter o sorriso, mesmo que imbuído em lágrimas. Mulheres não merecem chorar, apenas os traidores merecem isso enquanto as traídas merecem o alivio e libertação.

15 de Março de 2024 às 18:21 1 Denunciar Insira Seguir história
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Continua… Novo capítulo Todas as Sextas-feiras.

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Maria Natália Messias Camargos Então gente kkkk consegui perder o acesso a minha conta de novo ;w; A Maria Natalia Messias Camargos é minha, sim, sou euzinha, então vou estar repostando aqui todas as histórias daquela conta, pois meio que não tem como continuar a escrever lá se não consigo acessar mais a conta TwT Então não, não é plágio pois as obras são minhas mesmo kkkkkkkkk ai meu deus que vergonha kkkkkkkkk

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Wesley Deniel Wesley Deniel
Muito bacana ! Estarei seguindo ! 😊 Quanto à conta, tente por e-mail. Eu quase perdi tudo aqui um tempo atrás. O app parou de aceitar login através do Facebook e eu entrei em parafuso hahaha mas, daí uns dias, consegui a opção de mudar o acesso e hoje entro com o e-mail. Espero que tudo fique bem aí. Boa sorte e sucesso ! 🙏🏻😊
April 05, 2024, 15:24
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