gabriel-martins Gabriel Martins

Pesadelos Sem Fim: 100 Contos de Terror Você tem medo do escuro? E de fantasmas, monstros, assassinos, demônios e outras criaturas que habitam os seus piores pesadelos? Se a resposta for sim, prepare-se para sentir um arrepio na espinha com este livro. Aqui você vai encontrar 100 contos de terror, escritos por um autor que sabe como explorar os seus medos mais profundos. Cada conto é uma viagem ao mundo do horror, onde nada é o que parece, e onde o perigo pode estar em qualquer lugar. Você vai se deparar com situações aterrorizantes, personagens perturbados, reviravoltas surpreendentes e finais chocantes. Mas cuidado: este livro não é para os fracos de coração. Você pode ficar sem dormir, ou pior, ficar preso em um pesadelo sem fim. Você tem coragem de ler este livro? Então abra as páginas e mergulhe no terror. Mas não diga que não avisamos…


Horror Histórias de fantasmas Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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PARALISIA

Aos doze anos, Alice já era uma veterana da paralisia do sono. As alucinações vívidas e aterrorizantes eram visitantes frequentes em seus sonhos, deixando-a presa em um limbo entre o sono e a vigília. Em uma noite úmida de verão, Alice se viu novamente presa nesse estado de tormento.


Seu quarto, antes aconchegante, se transformava em um palco de horrores. As sombras dançavam nas paredes, formando figuras grotescas. Um sussurro frio percorria o cômodo, como se algo estivesse próximo, observando-a.


De repente, uma figura alta e esguia se materializou no canto do quarto. Seus olhos vermelhos brilhavam na escuridão, fixos em Alice. A criatura se aproximava, seus passos lentos e silenciosos. Alice tentava se mover, gritar, mas seu corpo estava paralisado.


A figura se inclinou sobre ela, seu rosto pálido e sem expressão aterrorizante. Um sorriso sinistro se formou em seus lábios, revelando dentes afiados como facas. Alice sentiu o frio da morte a envolver, e a criatura sussurrou em seu ouvido: "Você nunca mais vai acordar."


Em um instante, Alice foi transportada para um bosque sombrio. As árvores se contorciam como se estivessem vivas, seus galhos nus se estendendo para ela como garras. Uma névoa densa e úmida cobria o chão, escondendo perigos desconhecidos.


Alice perambulava pelo bosque sem rumo, o medo a consumindo. Sussurros e gemidos ecoavam entre as árvores, e vultos se moviam nas sombras. A cada passo, o terror aumentava, a sensação de estar sendo perseguida se intensificava.


De repente, Alice se viu diante de uma casa antiga e decrépita. As janelas estavam estilhaçadas, a porta apodrecida rangia ao vento. Uma aura de maldade emanava da casa, como se fosse um portal para o inferno.


Sem poder evitar, Alice foi atraída para dentro da casa. O interior era escuro e empoeirado, teias de aranha cobriam as paredes. Um cheiro fétido impregnava o ar, como se algo estivesse apodrecendo ali.


Em um dos cômodos, Alice encontrou um espelho empoeirado. Ao se olhar, ela não reconheceu a si mesma. Seus olhos estavam vermelhos, como os da criatura, e um sorriso sinistro se formava em seus lábios.


Alice percebeu que estava presa em um pesadelo sem fim, condenada a vagar por esse mundo de horror. A paralisia do sono a havia aprisionado em sua própria mente, e a criatura era apenas um reflexo de seus medos mais profundos.


Com um grito de desespero, Alice se jogou contra o espelho. O vidro se estilhaçou, e ela caiu em um abismo infinito. A escuridão a consumiu, e o silêncio se instalou.


No mundo real, o corpo de Alice finalmente se mexeu. Ela despertou da paralisia do sono, suando frio e com o coração batendo acelerado. O quarto estava normal, mas o terror da experiência ainda era vívido.


Alice nunca mais foi a mesma depois dessa noite. A paralisia do sono a visitava com menos frequência, mas o medo que ela sentiu naquele bosque sombrio a acompanharia para sempre.

28 de Janeiro de 2024 às 13:31 0 Denunciar Insira Seguir história
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