Aokigahara Seguir história

metafora- Metafora

"Meu pecado não era especificamente isso ou aquilo. Mas, consistiu em ter as mãos dadas com o diabo. Ele me segurou com suas garras. O inimigo estava atrás de mim." - Hermann Hesse (Demian)


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#terror #drama #mistério #sarada #sakura #sasuke #sasusaku #naruto
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Luz, assombro e outras coisas.

Beijava uma das garotas mais bonitas de onde morava, suas mãos apertavam a cintura fina para mantê-las firmes ali, considerando que sua vontade era descobrir cada centímetro da pele que esquentava sob seu toque. A jovem deixou um gemido baixo escapar de sua garganta quando prensada contra o poste que tinha a luz desligada, o beijo tornava-se afoito e a menina o puxava ainda mais contra si, o arranhando levemente por cima da blusa.


- Sasuke? - O chamou aflita e desejosa percebendo ele se distanciar minimamente.


- Não podemos continuar com isso, não quero te... Não vai se repetir, desculpa. - Declarou ele segurando nos ombros da moça afastando-se.


Não era virgem como ouvia dos amigos. E bobo menos ainda. Gostava sim de saber o quão desejado era, o quanto as meninas ansiavam por ele bombando rudemente dentro delas, tinha um ego enorme. Contudo também havia certos princípios que mesmo sem querer guardava para si. Sua mãe sempre lhe dizia para tratar uma moça como gostaria que tratassem sua irmã, e seguia isso ao pé da letra, na maior parte do tempo. Ou talvez, porque poucas eram as jovens que o despertavam algum interesse.


- Eu... Eu confio em você. - Desabafou com rubor nas bochechas e junto a um fio de coragem, o puxou para mais um beijo, recebendo em troca apenas um selinho.


Sasuke novamente se distanciou, agora descolando os corpos. Deixara um carinho no rosto delicado com o polegar dando um breve sorriso, não um sorriso sarcástico, mas sincero. Aquela garota era a única que ele não gostaria de magoar.


- É melhor você entrar. - Desconversou enquanto a olhava sugestivamente, pondo as mãos no bolso de sua calça jeans apenas para deixa-las longe dela. O corpo quente e mente pervertida o traiam, fazendo-o imaginar diversas coisas que poderia fazer com a ela.


Suspirou assim que a mesma soprou um beijo no ar antes de fechar a porta de casa.


Era noite de quarta-feira, e a faculdade ficava a 20 minutos de caminhada de sua casa, ele gostava de andar aquela hora da noite, pois tudo era tranquilo.


Pegava suas chaves no bolso traseiro da calça chegando em casa, e ao levantar os olhos chamou sua atenção o poste no fim da rua, onde a luz estava com defeito, desligava e com custo voltava a acender trêmula. Caminhando para a entrada, pelo canto do olho pôde ver algo aparecer em baixo da luz, no exato momento em que a mesma voltar a acender. Sentiu os pelos se arrepiarem ao voltar o olhar e por um milésimo de segundo ver algo encostado no poste, em seguida a luz cintilou até desligar e quando brilhou novamente já não havia mais nada lá.


Trancou a porta jogando-se sobre o sofá em seguida, respirando fundo tentando acalmar o coração que subitamente acelerou, adrenalina corria por seu corpo acompanhada do medo, aquilo foi estranho.


Dirigiu-se ao quarto tirando o tênis e a camisa quando o vento soprou alertando-o de que a janela estava aberta. Ao fecha-la evitou olhar para a floresta situada no fim daquele lindo gramado ao outro lado da rua, principalmente o poste que agora estranhamente não tinha a luz falhando mais.


O cansaço era grande por isso não se importou com o fato de ainda usar calça jeans e não ter tomado banho, sua cama o recebeu com agrado, e ele quis tornar-se parte dela. O sono não demorou a chegar, assim como o doce perfume que invadiu o quarto antes de adormecer.


                       (...)


Desde a noite em que viu algo aparecer para si debaixo daquele poste, era inevitável não encarar aquele ponto com receio, sobretudo porque a luz brilhava intacta após o ocorrido e ninguém aparecera para concertar qualquer problema que estivesse causando aquele cintilar esquisito.


Era óbvio que queria ser visto, não?


- Sasuke? Vamos logo cara, abra essa porta. - A voz de Naruto o chamou atenção.


- Não tire os sapatos, de jeito nenhum quero sentir esse seu chulé insuportável. Então os bata bem antes de entrar. - Advertiu o amigo que se preparava para retirar os sapatenis para entrar.


Sasuke caminhou faminto até a cozinha procurando alguma comida congelada, havia saído mais cedo da faculdade e dessa vez não colocaria a desculpa no sono para sua preguiça em ir arranjar algo para comer.


Naruto por sua vez, já voltava do quarto do amigo guardando algumas folhas dentro da mochila.


- Eu não tinha a menor idéia de como fazer esse trabalho, valeu mesmo Sasuke. - Dizia gesticulando com as mãos, afobado e sem graça.


- Eu vou te cobrar algo em troca disso Dobe. - Alertou o Uchiha fechando o microondas.


- Porra... - Uma carranca se formou no rosto do loiro imaginando o que o amigo iria pedir em troca da cola daquele trabalho. Contudo, qualquer expressão sumiu ao recordar-se de certo detalhe, dando lugar a uma expressão totalmente sacana. - Não vai me dizer quem anda trazendo pra cá? Ou você agora usa perfume de mulher? - Questionou-o.


- Não sei do que você está falando. - "Ótimo, ele vai acabar com minha paciência", Sasuke repetia internamente.


- Como não Sasuke? Olha, se ela for tão boa quanto o perfume que usa vou me tonar adepto a essas suas frescuras também. A casa toda está cheirando a mulher, até mesmo você! - Naruto continuou a tagarelar o acusando.


- Mas que merda você está falando? Não tem ninguém vindo aqui. Tá maluco? - Inconscientemente, o Uchiha inspirou fundo. E talvez, somente talvez tenha sentido o cheiro doce que estava no ar.


- Sua mãe mora longe daqui, não tem como descobrir nada, não vai te dar sermão. Deixa de ser bichinha, pode me contar, é a...


- Não, ela não vem aqui! - Respondeu pegando no ar o raciocínio do loiro. Apenas a idéia dela entrando em sua casa que era distante da parte movimentada do bairro, o deixava inquieto.


- Qual é cara, quase ninguém mora nessa rua, não é como se ela precisasse morder a fronha pros vizinhos não escutarem os gemidos.


- Que droga, já falei que não é ela. - O moreno se deu conta da besteira que havia falado, pois a cara do loiro ao escuta-lo foi ridícula.


- Eu sempre soube, Sasuke seu safado! Agora tudo faz sentido, por isso você não come ela de uma vez por todas, fica transando com outras na encolha, depois vem com essé papo de princípios. Meu Deus, você precisa me dizer quem é Sasuke! Que canalha. - Naruto gargalhava histéricamente em meio aos pedidos para o amigo revelar a garota com quem vinha mantendo relações.


Ele realmente acreditava naquilo?


Havia dito tantas vezes ao Uzumaki o porque de não trepar com as garotas que apareciam em seu caminho. Princípios! Estavam um pouco deturpados, reconhecia, no entanto não mantinha relações sexuais com ninguém. Não por sua mãe é claro, o maior dos motivos era aquela garota, a qual ele cultivava um sentimento bom e caloroso.


Da janela de seu quarto checava o poste no fim da rua outra vez, que estranhamente não tremeluzia desde que aquela coisa aparecera, indo embora no instante seguinte. Por mais que tentasse evitar, naquele mesma noite ele percebeu a luz brilhando intacta, e agora pegava-se todos os dias verificando a luz no fim da rua.


Havia andando por toda a casa respirando fundo atrás do perfume que Naruto dizia tomar conta do ambiente, de fato um cheiroteiro inebriante estava por toda a estrutura, mas em seu quarto de fazia muito mais perceptível.


Antes de fechar a janela seu olhar vagou pelo o vasto campo gramado do outro lado da rua. A grama maior que o normal dançava junto ao vento que castigava as ruas ao lado de fora, contudo nada parecia abalar a floresta que se iniciava ao fim do campo.


O som de vidro quebrando-se o deixou em alerta, receio cresceu em seu peito. Será que estavam assaltando sua casa? Tomou em mãos um taco de baisebol e saiu a procura da causa do barulho.


O chão escuro da sala era banhado pela luz que vinha de fora, especificamente pelos refletores que ficavam em volta a piscina nos fundos da casa. Ele não havia os ligado. Inspirou fundo indo até o local apreensivo. E antes que alcançasse a porta, um cachorro grande e peludo apareceu impedindo sua passagem.


Ficou estático.


O cachorro teve a atenção atraída para algo fora das vistas do Uchiha, que pôde perceber as patas do animal manchadas em um tom escuro, seguindo com os olhar o caminho que animal fez até chegar a porta deixou pegadas marcadas no chão.


Sangue?


O taco escapou de suas mãos quando prendeu a respiração tentando recuperar-se do susto, este foi ao chão trazendo a atenção do cachorro novamente para si. O animal rosnou quando um sonoro "que porra", surgiu do funda da garganta do Uchiha, e avançou um passo latindo.


Sem saída, o moreno fez o que devia ter feito desde o inicio, mesmo quando tinha o taco em mãos para se defender, correu. A escada que levava ao segundo andar nunca pareceu tão grande, mesmo quando subia de dois em dois degraus. Pior que a adrenalina que correndo por seu corpo, era ouvir os latidos logo atrás de si. Chegando ao quarto prontamente para fechar a porta o cachorro apareceu, evidenciando seus dentes a medida que rosnava cada vez mais raivoso, e quando iria ataca-lo subitamente abaixou as orelhas e recuou chorando.


Atordoado Sasuke empurrou a porta que fechou-se lentamente, e durante aqueles segundos jurou ter vislumbrado pelo espelho ao lado da porta uma pequena sombra dentro do quarto, especificamente atrás dele e no momento em que a porta fechou-se, evaporou como fumaça.


- Está tudo bem, era só um cachorro, era só um cachorro. Essas coisas acontecem, está tudo bem! - Sasuke falava consigo observando seu reflexo no espelho do banheiro. Abriu o pequeno armário pegando uma pílula branca, tomando-a ali mesmo bebendo água da torneira, logo deitando-se.


O alarme disparou acordando-o sobressaltado. Desceu até a sala o mais rápido que pôde devido ao sono, logo digitando a senha que iria parar aquele barulho ensurdecedor. Seus ouvidos agradeceram quando a barulheira cessou e o silêncio saudou-o como um velho amigo ao tempo que observou pela janela da sala a neblina pairando ao lado de fora, no relógio antigo pendurado na parede marcavam 5:00hrs da manhã. Prastejou baixo recordando-se que não teve uma boa noite de sono, pois o maldito cachorro latia raivoso em seus sonhos.


A caminho do quarto seus olhos encontraram o taco caído no chão, o mesmo que iria usar pra defender-se noite passada. Imediatamente verificou a porta de longe, agora fechada.


Não recordava-se de quando se tornou um molenga, entretanto andava apreensivo demais nos últimos dias. Seguiu até a porta, notando estar devidamente trancada ao virar a maçaneta.


Franziu o cenho levando a mão direita ao cabelo os puxando, enquanto a esquerda segurava forte a maçaneta. Pegadas marcavam o chão, traçando todo um caminho em volta da piscina, terminando exatamente em frente a porta. Como se não bastasse o sangue ser perturbador o suficiente, não superava o fato de serem pegadas humanas.


                          (...)


Os fones de ouvido tocavam uma música qualquer, e ele esforçava-se pra manter sua atenção somente ao som que corria por seus ouvidos. Apertou o celular entre os dedos gelados no bolso do casaco, as noites de inverno traziam consigo um pouco do frio da Sibéria apenas para fazer os habitantes daquela local terem alguma idéia de como era a vida por lá.


Um suspiro de alívio deixou seus labios quando aproximou-se de sua casa, podia sentir o aconchego de sua cama, os cobertores protegendo-o como uma mãe faz com seu filho.


Guardava os coturnos devidamente arrumados na entrada quando ouviu um canto melodioso, um pouco distante talvez, entretanto agradável o suficiente pra ser apreciado.


Subindo em direção ao quarto deteve-se ainda nos primeiros degraus da escada. No teto a imagem da água se mexendo era refletida através da janela. E o canto bonito se fez presente de novo.


A medida que aproximava-se da janela, fascínio e curiosidade cresciam em seu peito. Mas o que enxergou ao bisbilhotar com cuidado pela janela o deixou sem reação. Em meio a aquela noite sombria, o pecado nadava nu em sua piscina. A pele branca, e curvas parcialmente ocultas pelo movimento da água faziam conjunto com um enorme cabelo rosa dançando em meio às aguas. Algo o dizia que aquela mulher era demasiadamente perigosa.


Sentiu-se errado a observar daquela forma, naquele momento. Mas ela estava em sua piscina. Entretanto pior, era sua mente formando idéias de como ela aguentava nadar em meio a uma noite fria.


Ela emergiu, subindo os cinco degraus da escada até estar totalmente fora da piscina de costas para si. Levou as mãos ao cabelo retirando o excesso de água a medida que caminhava até uma das cadeiras que completavam a decoração do local. Sasuke se via preso a aquela cena. Linda.


Teve um breve vislumbre de sua carne rosada quando esta curvou-se alcançando um enorme tecido sobre a cadeira, colocando-o sobre os ombros atrapalhando a visão deleitosa aos olhos do Uchiha.


Então como um gato selvagem ela caminhou a passos lentos e sensuais até a janela, expondo toda sua nudez, desde os seios medianos com mamilos rosados e rijos pelo frio, até a intimidade que secretamente ele ansiou tocar. Engoliu seco se dando conta da cobiça que sentiu por ela.


Observar o rosto angelical o fez se encantar, os olhos verdes se mostravam inocentes e dóceis, entretanto foram ofuscados pelo sorriso perturbador que surgia aos poucos em seus lábios. Ao que ela levou a mão ao vidro começando a escrever uma mensagem foi inevitável ele não notar as unhas comidas, rentes a carne. Jogou um beijo no ar dando-o as costas em seguida.


No vidro da janela a mensagem começava a desaparecer - "Venha para mim."


Movido por uma força maior, abriu a porta a fim de ver o caminho que a moça iria seguir, contornou o lugar até chegar em frente da casa. Se contasse para alguém que o que ocorria, certamente seria tachado de maluco. Todas as luzes dos postes tremeluziam, e a mulher misteriosa atravessava o campo adentrando a floresta, que parecia gritar de tão excitada com sua entrada naquele lugar.


- O que você está fazendo Sasuke? - Questionou-o, seu rosto estava confuso enquanto o puxava pelo o braço.


- Ela entrou na floresta! - Disse num sussurro.


- Ela quem? - Quis saber curiosa.


- A mulher, aquela que estava com uma capa vermelha. Você viu? Ela... ela estava na minha piscina, e quando começou a atravessar o campo as luzes... - Percebendo que estas não falhavam mais, sua fala morreu.


- Tinha uma mulher na sua casa? - A pergunta veio carregada de ciúmes. Sasuke culpou-se por não medir as palavras, ela iria pensar coisas demais.


- Você não viu? - Perguntou resignado.


- Não, não tinha ninguém saindo da sua casa, atravessando o campo ou mesmo entrando na floresta. - A voz tremia, mas o sorriso bonito continuava ali, numa tentativa falha de camuflar o ciúme, ou decepção. - Deixei seu carderno no murinho da varanda, você esqueceu comigo mais cedo. Bom, vou indo! - Mas antes que o desse as costas foi impedida por uma mão quente segurando a sua.


- Não é o que você está pensando, me desculpe. Eu só... Ela entrou na floresta. - Ele iria beija-la, mas por algum motivo não o fez. Sentia-se desconfortável - Vou te levar pra casa, antes só me deixe colocar um tênis. - Olhou os pés que estavam gelados dentro da meia, somente a meia.


                          (...)


O relógio marcava 01:50 da manhã, não havia fechado os olhos por um minuto sequer, recapitulando as coisas sinistras que andavam o rondando até o último instante que foi ver aquela mulher entrar na floresta.


Agora a certeza de que um animal apareceu em baixo do poste dias atrás, já não era uma certeza.


A besta em forma de cachorro que invadiu sua casa... não sabia se era um animal de fato.


O sombra que apareceu no mesmo dia atrás de si, não era apenas fruto do medo que sentia naquele momento.


As pegadas ensanguentadas.


O pecado nadando em sua piscina numa noite de 1°grau acima de 0.


Nada fazia muito sentido. E ele recusava-se a acreditar nas histórias em que os Yokais deixavam a floresta a procura de pessoas para que pudessem os torturar, até cometerem suicídio.


Seria uma mulher tão linda, um demônio?


- Que droga. - Resmungou indo até a janela olhar a floresta, nem um pouco preocupado em cumprir a promessa que fizera a si mesmo menos de 5 horas antes. Por mais que tentasse evitar algo o puxava em direção a floresta, aflorando nele coisas jamais antes sentidas.


E sem saber o porque, pegou o casaco, calçando o primeiro tênis que viu pela frente, um rolo de barbante para marcar o caminho como os suicidas faziam, e levaria a lanterna do celular mesmo.


O campo era maior que imaginava, mas não se compara ao tamanho das árvores que apesar de serem finas em sua maioria, eram gigantescas. Hesitando uma última vez olhou para trás, no entanto não se surpreendeu ao ver a maldita luz do poste no fim da rua trêmula, falhando... Em dado momento o cachorro cinza apareceu, indo embora quando a luz se apagou novamente.


O barbante foi amarrado firme na primeira árvore as margens do campo. Com a lanterna acesa, sem fazer idéia da motivação que o levava a cometer tamanha loucura, adentrou a floresta.


Cinco passos eram dados seguidos de uma olhada pra trás, de novo, de novo e de novo, até perceber os poucos feches de luz que ainda ultrapassavam as árvores, agora escassos. O caminho começava a ficar mais difícil também, as raízes que saiam pra fora o exigiam maior cuidado, a quantidade de árvores próximas uma das outras eram impressionantes.


O barulho de algo se quebrando por perto o assustou, resultando em sua perna direita presa entre duas raízes. Alarmado olhou para os lados a procura de algo que julgava poder o fazer mal, não encontrando nada concentrou-se em seu maior problema no momento. Sua perna presa.


Então um choro fino atrás de si o assombrou, começou baixo aumentando gradativamente, como se fosse ao pé do ouvido. Olhando por cima do ombro viu algo que jamais iria esquecer e tinha certeza disso, uma mulher de cabelos negros e olhos fundos soluçava derramando lágrimas que rolavam deixando rastros negros em sua pele horrivelmente pálida, e as mãos puxavam os cabelos visivelmente atordoada.


- Vai embora, vai... vai embora. Sai daqui, rápido! Eles vão te sentir, vão vir atrás de você. VAI EMBORA. - Dizia afoita atropelando as palavras, e quando ela gritou pareceu acordar toda a floresta. Ruídos estranhos puderam ser ouvidos, como correntes sendo arrastadas e gemidos agonizantes... A face da mulher antes assustada se contorceu tornando-se macabra, ruim. O medo as vezes era um aliado afinal, Sasuke constatou isso ao jogar o corpo pra frente lançando-se contra uma árvore a fim de libertar a perna. Doeu, provavelmente estava machucado, entretanto só queria se ver longe daquela mulher.


Correu o mais rápido que conseguiu em meio a tantos obstáculos que consistam em raízes, árvores e fitas que se enroscavam nele durante a fuga. Correu por temer perder sua vida.  E quando olhou para trás verificando se já não era seguido, algo caiu sobre si o levando ao chão.


Durante a queda bateu forte a cabeça o que causou retardo em seus raciocínio e deixando-o com a visão turva. Não demorou a ser agarrado pelas pernas, sendo arrastado floresta adentro de forma dolorosa. Suas tentativas de segurar-se nas raízes eram falhas para seu total pânico. E quando parou, seu pé foi virado de um lado para o outro, o fazendo sentir uma cor horrível que foi impossível não gritar.


- 8 pontos: Laringe, coluna, pulmões, fígado, jugular, artéria, rins, coração. Bem, qual será que eu ataco primeiro? - Sasuke virou-se de supetão não conseguindo definir o que sentia.


A mulher a sua frente ostentava uma deleitosa visão, coberta pela capa que habilmente cobria tudo, e ao mesmo tempo deixava tudo a vista. As coxas eram ainda mais roliças as olhando de baixo, os mamilos rijos quase não podiam ser vistos por culpa da falta de luz, já que a lanterna do celular que estava a alguns passos de distância. Mas os olhos, esses eram como uma lagoa profunda, misteriosos e hipnotizantes.


Como um lobo espreita sua caça, ela começou o rodear. Divertindo-se as custas do pobre rapaz. O medo causou um arrepio em sua espinha por um momento, seria atacado pelas costas a qualquer instante, sem chance de defender-se.


- Pensei que seria mais difícil trazer você vir até mim. - Declarou pensativa. Ah que voz, ele nem sabia ao certo o que pensar. - Você está com medo de mim? - Questionou-o bastante séria. Envergonhado abaixou o olhar observando os pés descalços que tocavam o chão. Não percebendo o sorriso maldoso que surgiu nos lábios dela. - Ooh sim, você está! Aliás, é bem cheiroso por sinal. E deveria ser mais cuidadoso por aqui. - Parou, abaixando o fitou intensamente, os olhos cintilando entre um verde hipnótico ao amarelo assombroso.


Agarrou-o no tornozelo, fazendo uma forte pressão ali. O Uchiha sentiu o toque em sua pele arrepiante, como se gelo estivesse sendo injetado em suas veias, a energia ruim que recebeu o recordou de que estava correndo perigo.


Rastejou pra longe do toque, então ela pareceu retornar à si mesma. Sorriu, tão doce e inocente que ele quis acreditar que fosse um anjo.


- Quem é você? - Ele perguntou baixo.


- Não devia ter entrado na floresta. Será que nunca ouviu falar dos demônios que se escondem aqui? - Aproximou-se engatinhando, deixando uma distância de 3 passos entre ambos.


-Não acredito nessas histórias para assustar crianças. - Ditou querendo convencer a si mesmo de que, o que vira antes era mentira. A mulher gargalhou baixo.


- Os que não acreditam são os primeiros a enlouquecerem. - Como se contasse um segredo colocou a mão próximo a boca olhando para os lados, o advertindo.


- Bobagem! - Negou rastejando discretamente. Seu corpo tremia em alerta e excitação. Era pedir demais que não reagisse a aquela mulher de quatro na sua frente, coberta apenas por uma capa que aberta lhe dava certa visão da nudez feminina.


O moreno se ofegou quando ela mordeu os lábios percebendo olhar dele, e sorriu perversa ao sentir cheiro peculiar emanando de cada poro dele. Empalideceu pois em uma fração de segundo ela estava a sua frente de quatro, no seguinte sentada sobre suas perna com os olhos brilhando em êxtase devido a tensão que os rondava.


- É uma presa perfeita sabia? - Expressou com a voz suave repleta de persuasão, desenhava os traços masculinos com as pontas dos dedos, gelados demais na opinião dele. Sasuke apenas conseguia pensar em como ela nasceu para ser venerada por toda sua formosura e sensualidade. A mulher foi se achegando mais, o rosto aproximando-se tanto que por um instante imaginou ser beijando por aqueles lábios pequenos e apetitosos. Contudo, os cabelos rebeldes foram puxados e a língua gelada deslizou em seu pescoço de maneira atordoante, provando o sabor daquela pele que tanto almejou e bebendo do cheiro deleitoso que ele emanava, logo sugando sua pele clara.- Você está tão duro, tem idéia do quanto isso é gostoso? Nem começamos ainda. - Se remexeu em seu colo pressionando com vontade a intimidade contra a dolorosa ereção em suas calças.


O juízo que pouco tinha, esvaía-se conforme ela rebolava em seu colo, ou simulava estar cavalgando em seu pau. O envolvendo cada vez mais em seu laço sensual e doentio, corrompendo-o dolorosamente.


- Eu sempre soube que no fundo você é um pervertido Sasuke, aquele história  de princípios e essas baboseiras eram apenas para camuflar suas reais vontades. Pode fazer tudo o que tiver vontade comigo querido, sei o quanto me quer, eu o quero também! - Ele iria para o inferno por ceder aos seus desejos, entretanto qualquer sanidade que se mantinha nele morreu no exato momento em que provou os lábios dela, com voracidade. Macios, gelados e viciantes. No momento que a língua despudorada invadiu sua boca descobrindo-o, Sasuke já não lembrava quem era. As línguas dançavam se fundindo com habilidade. O calor corria eufórico sob sua pele e o contraste dos corpos o trazia uma sensação gostosa. Um gelado, outro quente.


Quando decidiu retirar a capa que ela usava, a mesma não estava mais sobre o corpo da mulher. E sim, no chão. Ele soube e gostou, realizariam suas vontades em cima dela.


Separou-se dos lábios viciantes por falta de ar, deixando de lado o arrepio ao perceber que ela não parecia necessitar de ar como ele. Seguindo caminho pelo maxilar, logo chegou ao pescoço, dando atenção a aquela parte sensivel do corpo dela. Esta gemeu baixo quando ele sugou sua pele. Tão envolvido que estava na situação poderia morrer após consumar aquela foda.


A mulher deixou de rebolar em seu colo apenas por um instante. Segurando-o pelos cabelos o incitando a mamar em seus seios. A boca quente envolveu seus mamilos rijos e gelados a fazendo revirar os olhos momentaneamente, sorrindo ao ter sensações a muito não sentidas.


Sabia do potencial do garoto, e não duvidava da capacidade dele.


Sasuke que antes nunca deu atenção a preliminares, era afobado, apreciou com gosto os seios medianos. Descobrindo que chupar, beliscar e lamber podiam ser extremamente excitante, especialmente escutando os sons que vinham da mulher.


- Vamos tornar as coisas mais interessantes! - Ela declarou, mas suas mãos foram impedidas de levantar a barra da camisa dele. O cheiro inebriante a alucinou. E os olhos verdes, voltaram a tomar a coloração amarela. - Para mim.


- Aqui no meio do nada? - Ocorreu que ele percebendo, estava a mercê de algo maior, e a idéia de ficar pelado em meio a floresta o deixou desconfortável.


- Eles não vão nos incomodar. - Um sorriso angelical ofuscou o olhar assustador. - Vamos, a platéia está ficando ansiosa. - Com sedução tomou a boca do jovem novamente, retirando sua camisa ainda sob resistência. O quente do peitoral dele a aqueceu. A quanto tempo não sentia um mínimo calor?


Acariciou todo o tórax e braços com veemência, deitando-o. E girou o corpo deixando o quadril bem próximo de seu rosto, com ambas pernas ao lado de sua cabeça. Ele a beijou no interior das coxas, apertando com vontade sua bunda durinha e redonda, a medida que ela descia sua calça moletom e delimitava o pênis rijo sob a cueca distribuindo uma serie de beijos naquela região.


Os dedos de Sasuke escorregaram por toda intimidade dela, usando o polegar para massagear o clitóris. Ela se agitou, sentindo o corpo contrair ao receber as carícias. O Uchiha afastou o polegar, passando a língua no clitóris inchadinho, chupando cada centímetro de pele daquela área, até a entrada que vertia excitação, ao tempo que cobiçava a entrada traseira da mesma a rodeando com os dedos,  que logo receberia cuidados com a língua ali também.


O membro grosso entre seus dedos era quente, e ela gostou do viu: branquinho, com a cabeça rosada. Ele cheirava a sabonete. Cobiçando aquele membro apetitoso, cedeu a sua real vontade, o abocanhando. Ela não podia imaginar que iria gostar, de fato, chupa-lo, com isso deu continuidade a suas carícias em movimento de vai e vem, descobrindo cada vez mais daquele falo teso, deliciando-se como uma criança aprecia um doce. Sasuke desesperado por aliviar-se de toda a excitação, pegou-se metendo freneticamente na boca dela impulsionado o quadril de encontro a cavidade bucal, que se abria bem para o receber.


Interromperam a brincadeira antes que seus corpos chegassem ao fim, como se partilhassem do mesmo pensamento.


Deitada de lado, nua, com uma mão sustentando a cabeça, e olhar nublado, ela se fazia o convite perfeito para a perdição.


E ele chegando por trás mergulhou naquela mulher misteriosa, que gemeu manhosa, tão gelada por fora e fervente por dentro, era como chegar ao orgasmo sem realmente chegar até ele.


Seu braço esquerdo estava por baixo dela, o que facilitou a situação quando ela passou a chupar seus dedos. Faminta como se chupasse seu pênis.


E grunhindo selvagem, os movimentos vigorosos tornavam-se ainda mais intensos conforme ela jogava o corpo em direção ao dele. Sedentos por mais, absortos no prazer.


- Você não queria ser fodida por mim? Não foi por isso que me assombrou? - Dizia ao pé do ouvido dela enquanto a segurava pelo pescoço, que gemia em resposta. A sentiu apertar seu pau dolorosamente gostoso, como se o quisesse expulsar de dentro de si, que quase chegou ao ápice com ela. Mas ainda não.


Saindo de dentro da boceta molhada colocou-a de quatro, com o rosto repousado sobre a capa e o quadril bem empinado. Precipitou dois dedos dentro da cavidade quente e gotejante, deliciando-se com a imagem dela rebolando entregue a si. Quem estava a mercê de quem agora? Rodeou a entrada traseira dela com os dedos, metendo pacientemente. Preparando-a para o que viria a seguir. Lubrificou um pouco mais o pênis com o líquido esbranquiçado que saia dela, ameaçando possui-la por trás. Devagar, o fez ouvindo-a soltar um gemido selvagem. O aperto era delirante. E quando sentiu que ela estava preparada, surpreendeu-se ao que a mesma impulsionou o corpo em direção ao seu, ele pôs-se a dar início aos movimentos ritmados novamente, em busca do próprio prazer. Rápido e fundo, não sabendo onde ela começava e ele terminava. E inclinando-se pôs a mão sobre o ponto sensível dela, a conduzindo ao próximo orgasmo, que explodiu extasiando os dois amantes.


Pouco depois, ela ajoelhou-se o beijando sensual, feroz e bruta, roubando-lhe o ar a cada vez que enfiava a língua na boca alheia. A última coisa que viu antes de se entregar a escuridão, foi o amarelo no olhar dela.


                           (...)


Sasuke esteve aproximadamente quatro meses perdido em meio a floresta. Sendo encontrado apenas porque sua família mandava equipes de buscas atrás do filho, dia após dia.


Esteve também, internado por três semanas em uma clínica psiquiátrica. E ainda hoje, não conseguia entender com exatidão o que havia o levado para dentro da floresta. Pouco se recordava do que ocorreu. Apenas tinha a certeza de que passou momentos muito bons por lá, sentia isso.


Agora, cinco anos após aquele 4 de julho. Deixaria sua casa e com sorte não voltaria a sonhar com a mulher misteriosa e sensual que o visitava em sonhos desde o começo de suas sessões de hipnose, com o intuito de se lembrar do que aconteceu.


Desceu as escadas quando ouviu as buzinas soarem indicando que sua namorada havia chegado para irem. Entretanto, parou estupefato ao avistar uma pequena figura pulando amarelinha em meio a sala. Trajando um vestido vestido branco com detalhes em vermelho e preto, sapatinhos de boneca, e uma presilha vermelha que se desprendia do seu pequeno cabelo escorrido. A menina o viu, mas não deu importância a sua presença até terminar de pular todos os quadradinhos, colheu um ursinho do chão antes de olha-lo e dizer: - Boa viagem papai, vou sentir sua falta! - E tão ligeira como o vento, a pequena passou por suas pernas, o presenteando com uma gargalhada infantil, que o arrepiou todos os pelos.


A porta abriu-se e sua namorada o esperava encostada no carro, por cima do ombro dela pôde ver claramente duas figuras caminhando em direção a floresta. A menininha olhava para trás o dando tchau, segurando a mão de alguém que tinha o corpo oculto por uma enorme capa vermelha.

24 de Maio de 2018 às 03:50 0 Denunciar Insira 0
Fim

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