carolina718f Carolina Pires

O que você faria se se visse no meio de um incêndio no qual você parecia ser uma ou mesmo a única sobrevivente dele? É isso que aconteceu com Selena, ela acordou no meio de um incêndio e percebeu que as pessoas mais importantes da sua vida morreram. Sem mais nada a perder ela decide fazer um pacto para saber o que realmente aconteceu, se alguém os matou ou se foi um acidente. Será que vai resultar, será que pactos são reais, terá ela um encontro com a morte e mesmo morrerá ao dar a sua alma em troca de um desejo?


Horror Literatura monstro Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo 1

Ao acordar antes mesmo de abrir os olhos o meu nariz captou algo, um bafo quente ou calor, um cheiro incorporado como queimado e logo deduzi que alguém lá fora estava fazendo alguma fogueira ou mesmo um churrasco. Abri os olhos passados poucos instantes e me deparei com um total breu, tudo escuro, mas ao longe perto do que parecia ser a porta eu comecei vendo clarões vermelhos e amarelos. Tentei dizer a mim mesma que era um sonho nada de mal estava acontecendo, mas cada vez mais sentia aquele calor perto de mim, se aproximando a cada instante. Mal conseguia respirar já. Do nada por estar escuro senti alguém me tocar, não sabia quem era, pois estava escuro mas tinha a certeza que alguém me tocava.


— Está tudo bem, vamos tirar você daqui — dizia alguém que eu não conseguia ouvir perfeitamente, pois parecia que a pessoa continha alguma máscara na cara, talvez de plástico.


— Temos uma consciente — disse o mesmo indivíduo, que parecia perto de mim e me perguntei o porquê dele o ter dito. Não me mexia, o tentava fazer, mas o meu corpo não me obedecia.


— Os meus pais? — a ideia de que eles podiam estar em perigo veio na minha mente e tentei perguntar mesmo sem saber se estava sendo ouvida, parecia que algo como um zumbido existia nos meus ouvidos.


— Ela quer saber dos pais, o que dizemos? — perguntava a pessoa para alguém, eu queria saber o que se passava, mas parecia não me falarem.

Talvez segundos depois o meu cérebro começou raciocinando. Eu estava no meio de um incêndio e ao que parecia eu era a única, ou uma das conscientes.


— Os meus pais ? — eu perguntei dessa vez mais alto, o zunido dos meus ouvidos ainda se fazia sentir, mas eu conseguia ouvir dessa vez a minha voz.


— No Hospital informam você querida — eu aguentava algo que não sabia dizer se era o colarinho da sua roupa, mas eu sabia que precisava saber se eles estavam vivos. Senti que sabia que eles não estavam. A forma como empatavam, como tentavam não dar informação alguma, fazia-me pensar isso.


Finalmente movi os pés, para fora da cama, me perguntava porque eles ainda não tinham me tirado ainda de lá, talvez estivesse se passando tudo depressa, mas eu vendo de outra forma. Me senti ser pega por alguém, já não estava na cama, mas sim no colo de um homem ou que eu pensava ser devido à sua voz. Sentia a minha garganta se fechar, não chorava nem estava em pânico, talvez eu estivesse em negação ainda. Pouco tempo se passou e eu já estava sendo levada, era como se visse tudo em câmara lenta e finalmente ao sentir ar puro na cara eu sabia que já estava no exterior. Estava escuro, via chamas sendo apagadas por algo semelhante a espuma, ao que parecia o meu cérebro ainda funcionava pois me dizia que aquilo era o que havia dentro de um extintor. Uma luz muito forte veio em direção aos meus olhos, quando ainda tinha a imagem das chamas tanto na minha mente como nos meus olhos, mesmo essas já podendo ter sido apagadas. Com a fonte de luz conseguia ver a pessoa que parecia ter ela na mão, uma mulher com uma roupa azul, sabia que a luz devia ser uma lanterna ou era neste caso e ela estava verificando como eu estava. Ao me aperceber eu reparei que já estava sentada numa ambulância, ao ver a mulher era óbvio que ela era uma paramédica, não estava numa maca, mas sim ao que parecia sentada num degrau ou suporte da ambulância. Um papel cintilante á minha volta existia, vi pessoas correndo, duas macas passando ao longe, disse a mim mesma que não eram os meus pais pois eles teriam já passado com eles, as pessoas daquelas macas estavam dentro de sacos pretos, ao que parecia ao longe e isso só significava uma coisa, que quem quer que fosse estaria morto. O meu peito apertou no mesmo instante e me perguntei se eram mesmo eles, mas tentei abanar a cabeça e tirar essa ideia.


— São eles, os meus pais ? — perguntei para um homem que tal como a mulher que anteriormente me tinha checado estava vestido de azul.


— Eu…— o homem que estava bem na minha frente parecia não saber o que dizer.


— Pode ir, eu falo — disse a mulher que antes me tinha examinado. Esperei ela dizer que não, mesmo sabendo que interiormente sim eram eles.


— Eu lamento imenso…— só o começo daquela frase já me dava a certeza que sim eram mesmo eles.


— Então eu fui a única que sobreviveu?! — disse mais num tom de desabafo do que pergunta.


— Você tinha uma cadelinha? —perguntou ela, naquele momento me lembrei de Pitucha, sim de verdade era a minha cachorrinha, estava focada apenas nos meus pais que ainda não me tinha apercebido ou lembrado dela.


— Pitucha… me diga que ela sobreviveu — eu como que pedi, não tendo esperança alguma no que tinha acabado de dizer.


— Desculpe — foi só o que ela disse. Me agarrei naquele papel cintilante que estava me envolvendo. Não sabia dizer o quanto eu podia ter inspirado de CO2, apenas sentia-me respirar melhor e ao levar a minha mão ao nariz, percebi um pequeno tubo nele, o que era óbvio era a coisa que me fazia respirar melhor. Não estava prestando atenção a grande coisa, não me lembrava de muito, era como se o meu cérebro, só prestasse atenção em alguns detalhes ou até tivesse adormecido.


— Vamos levar você para o hospital, para examinar você melhor — disse a mulher, sai de onde eu estava como hipnotizada, logo me sentando na maca que havia dentro da ambulância.



1 de Janeiro de 2024 às 18:17 0 Denunciar Insira Seguir história
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