hopzismo Le Loustic Hop

(ROMANCE) - Henry precisa fazer algo por alguém que ama, antes que seja tarde demais.


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Tempo aos Lírios (Completo)

1.


QUERIDA J.,

Um homem numa guerra torna-se insensível à morte. Torna-se anestesiado. Um homo sapiens desumano.

Não que ele não saiba o significado de cada um dos corpos enfileirados, lado a lado, no chão enlameado sob o céu escuro de pólvora: o fim trágico de tantas histórias pretéritas e o encerramento precoce de inúmeros futuros porvir. Ele sabe, só não se importa mais. É que depois do segundo, terceiro, quarto dedo no gatilho, do segundo, terceiro, quarto corpo cuja vida ele quebrou, aqueles homens se tornam objetos, e os rostos desses objetos se tornam números.

Os medos que sentimos deixam para trás um corpo e um fantasma embolorado no porão de seu inconsciente.

Mas você se recusa a abrir essa tampa de Pandora. Você os escuta arranhando o soalho abaixo dos pés da consciência e por isso recusa visitas. Por culpa. Por vergonha.

E recusa.

E recusa.

Até o dia em que a vida desiste de te visitar. Os lírios murcham. Você se enxerga velho demais e deslocado demais para conviver com todas aquelas pessoas que não possuem fantasmas na cabeça. Você desiste de tentar explicar aquilo que não consegue, porque não há o que se dizer, e por isso mesmo não se diz.

Enfim. Desejo-te um lindo casamento.

Com amo estima,

Henry.


Henry soltou um merda depois de notar que tinha escrito a palavra AMOR quase que por completo. Escreveu a palavra ESTIMA ao lado, e então o nome abaixo, depois voltou ao início da linha para riscar o “amo”, torcendo para que a carga da tinta fosse suficiente.

Shic-shic-shic-ric...

O quarto riscado saiu áspero, e nenhuma tinta brotou da ponta do objeto. Henry sacudiu a caneta como se quisesse apagar uma chama, tentou de novo, e ric-ric-ric. Nada. Vazia.

Num canto do quarto, Rufus o olhava. Deitado sobre as patas da frente, aguardava até que Henry terminasse de escrever e lhe colocasse a comida.

— Está com fome, né, garoto? — a voz foi o suficiente para que o rabo espanasse o chão. — Tá bom, tudo bem.

Henry deixou as duas folhas lá.

— Está tarde. Chega por hoje.

Uma amarelada e rasgada, cheia de lacunas em diversas frases de um mesmo parágrafo, e outra nova, branca, reescrita em azul. Debaixo da mesa, papéis amassados se espalhavam como se numa piscina de bolinhas. Muitos outros preenchiam a cestinha de lixo.

— Boa noite, amigão.

As pontas dos dedos de Henry coçaram a cabeça de Rufus enquanto ele comia, o que foi respondido com mais um aceno de cauda. Em seguida, a luz do abajur se apagou. No quarto escuro, restou apenas a luzinha do display do relógio na mesinha-de-cabeceira em que estava a foto de Henry e seu falecido pai. No relógio, 1:14.


2.


ATRASADO.

Dia 31 de dezembro, 7h33 da manhã, e Henry estava atrasado. O sol entrava alegre pela janela e aquecia o quarto. Passarinhos de verdade fizeram, mas só uma hora e meia depois, o que os pássaros eletrônicos do despertador do celular de Henry não haviam feito.

Rufus foi acordado com o barulho duro da queda de Henry no chão. Assustado, de súbito. Embolado nos lençóis, Henry tropeçou e caiu de lado, levantando-se já com o jeans por cima dos joelhos.

No banheiro, escovava os dentes com uma mão enquanto que com a outra tentava digitar algumas mensagens para Douglas.


[7:41] Henry: Vc está atrdaso


[7:42] DoGG: negativo. VC está

mas rlx, por quem se ama não ha distancia ou tempo


[7:42] Henry: Cade vc?


[7:43] DoGG: to numa lanchonete

esperando a branca de neve acordar...

Já estou chegando


[7:44] Henry: É “bela adormecida”

burro


[7:45] DoGG: fdse?


Às 8h03, sob uma chuva de buzinas do Honda City de Doug, Henry se despediu de Rufus com um beijo, saindo às pressas de casa. Fechou a porta atabalhoado, deixando as chaves caírem duas vezes enquanto, nos lábios, segurava uma torrada. A mochila ia às costas, torta, levantando a camisa preta.

No carro, Henry e Doug se cumprimentaram com um aperto de mão consistente de um tapa e um soquinho. Henry colocou mochila no banco de trás, com cuidado para não amassar o que havia dentro, então pôs o cinto e, aí, as mãos por sobre o painel, como se isso fosse fazer o carro andar.

— Vamos? — ele disse, quase numa ordem.

— Você tomou banho? — perguntou Doug, com um olhar inquisidor.

— Anda, idiota.

E assim eles foram.

Apenas para: ficarem presos por 3 horas num engarrafamento...


3.


HENRY E JASMINE passeavam pela ciclovia da cidade, iluminados pelo sol de um dos sábados da melhor primavera de suas vidas. Viam filas e filas de carros tristes parados sob a luz vermelha dos semáforos por incontáveis minutos. Enquanto isso, eles passeavam livres.

O vestido amarelo de florezinhas brancas dela esvoaçava junto com seu cabelo, preso à tiara. Ele, com uma blusa jeans sob outra branca, segurava-lhe a mão, e, juntos, iam às risadas pelas ruas, desviando dos pedestres que lhes censuravam, mas que, aí então, riam-se daquela demonstração de juventude.

A floricultura do outro lado do Café era tão colorida e vívida quanto um parque de diversões. Dentro, o Café era iluminado por grandes arandelas amarelas e tinha, na porta, um sino-dos-ventos. Em determinada hora, após Jasmine passar chantily no nariz de Henry, ele pediu licença para ir ao banheiro se limpar sob falso protesto rabugento.

Pessoas iam-e-vinham, distraídas.

Alguns minutos depois, Henry retorna à mesa, com ambas as mãos para trás.

— Jasmine.

E antes que ele dissesse qualquer coisa, ela responde:

— Eu te vi indo à floricultura, seu tonto. — E apontando a janela, ela diz: — O vidro é espelhado só do lado de fora.

Ele olha para ela.

— Espero que você tenha comprado lírios — ela diz, com um sorriso na voz. — Nada de jasmins. Além de clichê, é brega.

Nesse momento, a conversa das pessoas ao redor diminui de tom. Abaixa. E aí silenciam-se todos. Ouve-se apenas os cochichos de algumas outras mulheres.

— O que foi? — ela diz.

E então Henry se ajoelha.

Mas, sob a canção do sino-dos-ventos, a porta do café se abre. Por ela, foi-se embora o vestido amarelo com flores brancas, sem que quisesse ver a caixinha com o anel; a que Henry guardava às costas.


4.


NO ENGARRAFAMENTO, Douglas buzinava para que os carros à sua frente andassem; um cara de moto ao seu lado fazia o mesmo, mas não havia para onde ninguém ir. Há alguns minutos, o guarda municipal havia batido no vidro do motorista, pedindo que o abaixasse. Havia explicado que o tombamento de material pesado havia interditado a rodovia. Provavelmente levariam muitas horas parados. Alguns espertinhos até avançavam ilegalmente pelo acostamento. Douglas não era desse tipo.

— Cara, sinto muito — disse Doug, apesar de não ter sido culpa dele. Henry estava angustiado e murcho, preso no cinto-de-segurança do Honda. Olhava através da janela fechada, para o acostamento, onde algumas pessoas transitavam de bicicleta.

Era o tipo de momento em que não tinha o que se dizer.

Mas Henry disse.

E o que disse foi:

— Já sei.

Doug não o ouviu de fato. Procurava uma música no rádio. E antes que ele pudesse dizer “sabe o quê, cara-de-bunda?”, a luz interna do Honda se acendeu e o calor de fora inundou o frio de dentro do carro. A porta bateu, e Henry já estava correndo por entre os carros parados.

— O que você está fazendo?! — Douglas berrou, debruçado por cima do banco do carona, ainda com a porta aberta. Buzinava a cada sílaba.

Henry corria.

— Não vai dar tempo de fazer tudo, cara! — Douglas disse. E o que ele viu foi Henry conversar com duas das pessoas que transitavam de bicicleta, parando-as.

Viu Henry abrir a própria mochila. Meditar. Fechar. E então pôr a mão no bolso de trás do jeans, puxando o próprio celular. Ele ofereceu o celular às duas pessoas. Elas se entreolharam, incrédulas.

— Ele é maluco... — disse Doug, para si mesmo.

E, logo depois, Henry partiu em disparada com a nova magrela. Mochilinha nas costas.

Aí então o cara da moto, o que estava ao lado de Douglas, disse:

— Ah, que se dane.

Ligou a seta, e invadiu o acostamento.

Acelerou.

Logo após, com crescente horror, Doug ouviu a batida.


5.


QUANDO A CAMPAINHA TOCOU, Henry a abriu com um filhotinho de cachorro no colo.

— Que lindo — ela disse. — Qual o nome?

“Rufus”, ele respondeu, sem um “quer entrar?”. À sua porta, estava Elisa, irmã de Jasmine. Lá fora, o vento lançava chuviscos para dentro do laranja do corredor quente da casa.

— Ela vai terminar o mestrado lá fora.

Elisa usava um guarda-chuva.

— O voo sai às 0h00 — ela disse —, do dia 31 de dezembro.

E então, com um afago na cabeça, ela disse para Rufus:

— Não deixa seu pai cometer o mesmo erro do seu avô, tá?

E, assim, foi embora na escuridão. Na mão de Henry, o endereço do aeroporto.


6.


DEPOIS DA ESCURIDÃO, Henry viu que estava deitado no chão de uma ambulância. O “uóooooo-ummmm-uóoooo” da sirene estava abafado. Paramédicos estavam sentados ao seu redor como se o velassem. Lá fora, pela janelinha, viu-se que a noite já estava caindo.

— Estamos indo para qual hospital?! — ele perguntou, sentando-se e arrancando alguns fios. — É para o HealthiestCare?!

“Não”, lhe disseram as mãos, empurrando-o de volta para a maca.

Então Henry disse, gritando:

— Para agora! Preciso fazer algo por quem eu amo!


7.


NUMA MACA, conectada a máquinas que monitoravam seus batimentos cardíacos, havia uma mulher. Sua idade e aparência indicavam que ela fazia tricô; que amava fazer bolinhos-de-chuva para os netos. Mas ela estava doente. Adoecida. Olheiras escuras e pele amarelada. Havia canos de plástico em seu nariz.

Seu casal de filhos e seu genro estavam sentados nas cadeiras de visitas. Ao lado dela, o médico segurava uma prancheta. Ele sorria e falava coisas num tom positivo, como de praxe, mas só no que a mulher conseguia prestar a atenção era nos lírios no jarro com água próximo a si.

— A senhora compreendeu, Dona Julia? — disse o médico.

E ela só lhe respondeu com um sorriso cansado. Além do silêncio.

— Tudo bem então. Daqui a pouco, às 22h faremos a transferência.

E silêncio.

Numa das cadeiras, a sua filha tinha AirPods nos ouvidos e lágrimas nos olhos. Não queria ouvir aqueles eufemismos idiotas sobre tratamentos paliativos. Preferia não ouvir nada. E nada ouviu. Nem a TV mostrando os festejos de Réveillon, nem os guardas correndo atrás de Henry pelos corredores do hospital.

Essa filha só viu quando o rapaz, o doido todo machucado e ralado, entrou na porta do quarto em que estava internada a mulher. E, a ela, ele disse:

— Julia?

Ao vê-lo, o rosto de Julia imediatamente se iluminou, de surpresa e alegria:

— Júnior?

Os guardas entraram e o agarraram pela mochila, amassando o conteúdo que ela trazia. Mas a eles, Julia gritou:

— Larguem ele, seus...! Seus trogloditas!!

E ninguém se opôs a isso.

Do bolso, Henry retirou um envelope. Desdobrou duas folhas: uma amarela e rasgada e uma branca.

Ele disse:

— Meu pai... Ele ia te entregar essa carta, mas...

Henry entregou as folhas à mulher. A original, cujas muitas palavras não mais se podia ler, e a reescrita, em que o “COM AMOR” estava riscado.

Os olhos de Julia percorreram rapidamente as linhas, mesmo que pesassem com a água que neles se formou.

Então ela fechou os papéis e as pálpebras. Lágrimas por elas desceram.

— Eu sei de tudo isso, Júnior.

“Eu o vi. Ele me viu. Eu estava no quarto, experimentando o vestido. Ele paradinho na sala: chapéu na mão, e essa carta.”

Julia abriu os olhos:

— Mas ele não ma entregou. Ele foi embora, sem dizer nada.

“Ele sabia o que eu faria se a lesse.”

Os bipes dos monitores mais altos.

— Ele sabia que eu desistiria.

Mais guardas vieram e seguraram Henry.

A ele, Julia disse:

— Do casamento. Mas eu queria que ele a tivesse me entregue.

E, antes que os seguranças colocassem Henry Jr. definitivamente para fora do quarto, Julia falou:

— Quase sempre preferimos a carta.


8.


— SENHORA, pode vir.

Na fila de embarque, Jasmine retirou os fones de ouvido para escutar o que a aeromoça disse. No relógio, 23h58. Fogos-de-artifício lá fora. Havia se abaixado para pegar suas malas do chão do aeroporto.

Era hora.

Mas quando se levantou, viu. Atrás de uma enorme janela de vidro: camisa preta e jeans. Algo em suas mãos.

* * *

Amassados e despetalados, sobre o colo, Jasmine levava lindos lírios.

No rosto, no voo, ela levava também consigo um lindo sorriso.

30 de Dezembro de 2023 às 01:08 16 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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Le Loustic Hop Escritor - Ficção, Fantasia & Terror

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Marcelo Farnési Marcelo Farnési
Silêncio. O silêncio pra mim tem a nuance de algo que não se mede. Algo que se curva ao respeito do acima. Do reconhecimento do etéreo palpável que nos elucida sobre algo ainda em outro plano mesmo que à olhos nus. Le, não há nada que eu possa dizer de novidade sobre sua genialidade e manuseio de nossas emoções. Então, respeitosamente... Silencio!
January 18, 2024, 10:50

  • Le Loustic Hop Le Loustic Hop
    É uma honra ser agraciado com tanta reflexão filosófica e poética, Marcelo. Não sei se as mereço, mas fico absolutamente lisonjeado. Muito obrigado, meu amigo! January 19, 2024, 00:02
Samuel A. Palmeira Samuel A. Palmeira
Muito bom! Parabéns 👏👏
January 17, 2024, 23:07

  • Le Loustic Hop Le Loustic Hop
    Oi, Samuel! Muito obrigado! Agradeço imensamente por seu tempo e por suas palavras. Fico alegre que a história tenha podido te entreter. Um grande abraço! January 19, 2024, 00:00
dl daniela miriam lopes pereira
Certo. A melhor cena. Henry Jr., todo arrebentado, correndo pelo hospital com os seguranças tentando pegá-lo. Me vi assistindo a isso e rindo horrores! Só posso elogiar mais uma vez o jogo com o tempo dos personagens. Alternar momentos de passado e futuro é um desafio para qualquer escritor ou aspirante. A chance de perdermos o fio da meada é grande, mas você fez isso com maestria. Uma boa história é aquela que te prende e te faz se importar com os personagens. Torci por Henry e por Jasmine. Ambos podem ter seu "felizes para sempre" em algum momento. Memorável.
January 10, 2024, 16:50

  • Le Loustic Hop Le Loustic Hop
    Hahahauah imagina? Ele todo arrebentado ainda, coitado. Dani, muito, muito obrigado pela leitura. Agradeço ainda mais pelo comentário e pelo elogio, de coração. Fiquei honrado em saber que a história te agradou. E, sim, o amor sempre prevalece, ainda que ele tenha que se redescobrir e reinventar: por isso, temos de dar Tempo aos Lírios. 🌸🌸🌸 January 11, 2024, 19:22
Wesley Deniel Wesley Deniel
Cara, creio que será minha última leitura de suas histórias esse ano. Dentro de horas, será 2024 e só há uma coisa que te disse enquanto conversávamos à noite e quero reiterar agora: que honra foi para mim conhecer você, meu querido irmão. Conhecer seu trabalho. O incrível trabalho. Não houve uma história que li que não tenha me deixado, como sempre digo, surpreso com o quão bem escreve e como tal coisa só pode se tratar de um dom. Quiçá, vem de outras vidas. Esta foi mais uma daquelas histórias densas, cheias de significados, que trazem prazer em ler e ir descobrindo o passado, mais de cada pessoa em pequenos detalhes e visualizando tão claramente cada cena. Como escrevi em História em Cinzas, tem o selo de qualidade do Sapo mais gente boa da cena atual da escrita ! Desejo que nesse próximo ano, todo seu talento sem igual seja conhecido por muitas, muitas pessoas, por multidões. É algo que não foi feito para pouca gente. Nas palavras de Al Pacino em "Scarface", "O Mundo é Seu". Parabéns, amigo. Esse seu fã o saúda.
December 31, 2023, 08:36

  • Le Loustic Hop Le Loustic Hop
    Deniel, muito obrigado, cara. Foi aquilo que conversamos: o de melhor que a plataforma me proporcionou foi poder ter conhecido todos vocês. Quer dizer, não só pelo fato de vocês todos serem pessoas boníssimas, mas serem escritores absurdamente talentosos, com muita bagagem e classe, com uma técnica única, maravilhosa de se acompanhar. Eu fico muito feliz por tudo isso. Fico feliz pela amizade. Eu sou seu fã, cara. Muito obrigado por tudo. Que 2024 seja um ano maravilhoso! December 31, 2023, 15:45
Amanda Kraft Amanda Kraft
Que coisa mais fofa! Doçura! Senti uma lagriminha aqui??? Acho que sim. Amei, meu amigo! Lindo!
December 30, 2023, 23:01

  • Le Loustic Hop Le Loustic Hop
    Oi, Maga! Hahaha muitíssimo obrigado pela leitura e por seu tempo. É uma honra. Uma lagriminha? Kkkk que bonitinho. Para mim, a parte mais bonita foi a do Henry Jr. sacrificando a possibilidade de se reconciliar com Jasmine para poder "encerrar" a história não terminada entre o pai dele (Henry Sênior) e a mulher que ele verdadeiramente amava (Julia). Sacrifício como forma de amor. Também gostei de trabalhar os opostos: - Enquanto Henry Sênior não teve coragem de se declarar para seu amor, e era introvertido e poético; Henry Júnior se declarou, era extrovertido e nada poético (bastando comparar a Carta do pai contrastada às mensagens de celular do filho). - Quis também mostrar que Jasmine não sacrificou seus objetivos PROFISSIONAIS em prol de um casamento precoce. E isso também é uma forma de amor (próprio). Os lírios têm papel fundamental e símbolico. - Murchos (pai) - Comprados (casamento apressado) - Na água (tratamento paliativo da Julia) - Despetalados, mas vivos (Jasmine seguindo a vida profissional, mas, ao ter aceitado o presente, possivelmente poderá ter um novo amor com Henry Júnior). É isso hahaha. Me alonguei. Obrigado de novo, Maga. December 31, 2023, 04:10
  • Le Loustic Hop Le Loustic Hop
    Putz, falei a beça e me esqueci do mais importante: PARABÉNS PELA VITÓRIA NO EVENTO. Acho que você conseguiu a classificação #1 no ranking geral, e isso é demais. Parabéns, Maga! December 31, 2023, 04:12
  • Amanda Kraft Amanda Kraft
    O amor Tb é sacrificar-se pelo outro. Inclusive deveria virar um romance, amigo. Eu gosto de estórias com datas marcando presente e passado. Pensa nisso. Adoraria saber os motivos com minúcias dos casais não terem ficado juntos. E mto obrigada. Li seu comentário antes de saber da classificação. December 31, 2023, 10:55
  • Le Loustic Hop Le Loustic Hop
    Muito obrigado, Maga! Qual casal? Henry pai e Julia: O Henry voltou da guerra com traumas. Era introvertido também, e a mistura fez com que ele não conseguisse se declarar. A carta do início é um pedido de desculpas (e declaração) dele para a Julia Henry filho e Jasmine: a Jasmine não quis se casar precocemente para dar azo às suas aspirações educacionais/profissionais. Obrigado de novo, Amanda! December 31, 2023, 15:17
  • Amanda Kraft Amanda Kraft
    Lê, um livro, romance sobre os dois casais. O primeiro encontro, o primeiro beijo, seus pensamentos sobre a guerra, medos, conflitos, esperanças... enfim, um romance daqueles enormes que a ente não tem vontade de largar. Ficaria maravilhoso explorar a relação deles a fundo. December 31, 2023, 16:42
Giovanni Turim Giovanni Turim
"Uóoooo-ummmmm-uóooooo" eu racho o bico com essas tiras onomatopaicas! Fico imitando o som na cabeça, e pra tirar depois? kkkkkkkkk Como sempre muito criativo com os temas, Hop. Narrativa impecável, todo um trejeito próprio.
December 30, 2023, 01:23

  • Le Loustic Hop Le Loustic Hop
    AHUAHAUAHU Muito obrigado, meu irmão. Obrigado também pela avaliação, de coração mesmo. Turim, as coisas vão dar certo para todos nós. Eu sinto isso. Ouvi um amém? Heheh Fica com Deus, irmão. December 30, 2023, 01:56
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