wesleydeniel Wesley Deniel

Krampus, o lado sombrio do Natal, o monstro que assume o que nosso Bom Velhinho não pode fazer: castigar as crianças malvadas. Mas, seria ele mesmo tão mau?


#9 em Conto Todo o público.

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Não tão mau

Ingrid enxugou o creme da boca no guardanapo e sorriu. A torta estava realmente uma maravilha. Segundo o Sr. K, não era para tanto. Fizera-a depressa, sem muitos recursos, na noite anterior, depois de ouvir Ing e uma amiga conversando a respeito da saudade da comida que as mães preparavam naquela época do ano.

— Sério — disse Ing —, o senhor tem um excelente dom para a culinária!

— Em meu terra, comida ser muito importante. Nós dar valor a cada grão, cada fruto e aprender cedo a preparar tudo para o inverno. Esse obstkuchen ser antiga receita de família, meu mutter, Hel, me ensina.

— Por que não come comigo? — disse Ingrid, levantando-se para ir buscar um prato. — Tem o bastante para umas cinco pessoas!

O Sr. K a deteve, com delicadeza. As garras assustavam à primeira vista (algo em seu toque e calor), mas logo que se começava a tratar com o homem, todo o medo sumia. A despeito de quão ameaçadoras soassem, só faziam parte de uma fantasia, por Deus!

A mulher não insistiu. O gesto fora educado, mas decidido. Ing Claus voltou a sentar-se.

— Ser pra você. E pra seu família e amigas, se quiser. Eu já cheio. Por favor, servir-se mais.

— Oh, eu já comi três pedaços!

— Comer até arrotar — e então ele soltou um sonoro BURP!, para dar ênfase à ideia — ser significado de grande apreço em meu terra.

Quando percebeu que a mulher o olhava com estupefação, mas com humor, ele se desculpou, baixando os olhos muito negros.

Ingrid riu com gosto.

— Isso foi inesperado! — disse, com lágrimas quase escorrendo. — E o que mais?

— Nós dar socos na mesa e gritar, uivar, em honra ao anfitrião — respondeu o Sr. K. E então, meio sem graça: — Mas não fazer aqui.

Quase anoitecia e todo o alvoroço do intervalo da tarde havia sido resumido a uma das cozinheiras cantando alguma canção de sua terra natal, entre assobios chiados e murmúrios. Falava sobre o fogo que ardia em sua lareira, nalgum lugar dos Alpes suíços.

O balde e o esfregão de Ingrid, no final eram as únicas testemunhas daquele... Era um encontro? Podia vir a ser?

— Mas estamos só nós dois! Deixe que seus costumes venham! — Ela passou uma mão por cima da travessa de torta de frutas, das trufas e a pousou sobre a do novo amigo. — Aqui: deixe que eu demonstre minha satisfação por sua comida.

Ela abaixou o queixo, empinou com teatralidade o peito e… RÉÉÉ!

Não foi lá um arroto muito bom. Mas o Sr. K sorriu e bateu palmas com as mãozorras desengonçadas.

— Eu estava mesmo precisando — confessou a mulher, ruborizada. — Uau! Três pedaços! Acho que não comia tanto desde menina.

— Eu grato!

— Foi muita gentileza sua. A torta, os chocolates.

E então veio aquele momento que a todo custo tentamos evitar; vocês sabem... o silêncio embaraçoso.

— Precisar voltar, Senhora. Muito a fazer ainda. Noite longa.

— Ah, não sou senhora — disse Ing com um gesto vago de mão. — Sou a faxineira, e só.

— Ser muito mais que isso. Ter um coração nobre. Eu ver. Ser bom em ver pessoas.

— Minha filha também me diz isso o tempo todo, mas ficaria surpreso com como é fácil esquecer ser uma mulher quando se é ignorada pela maioria.

— Saber bem.

— Sr. K... Tem algum tempo que nos conhecemos – uma semana? Mais?

— Desde que ele chegou.

— Sim. Vocês foram contratados no mesmo período. — Ingrid tinha o ar pensativo. — Mas já vi ele fora do... — Talvez pensasse em como chamar a coisa — do personagem, acho. Mas nunca vi o senhor assim.

— Isso a incomodar?

Ela curvou os lábios.

— A mim, só com a curiosidade, por não... você sabe, não ter ideia de quem está aí por baixo de toda essa maquiagem. Mas fico pensando mesmo no senhor. Faz frio lá fora, mas está quente aqui e deve ser desconfortável...

— Nem um pouco — interrompeu o homem. Contudo, não podia ser tão verdade, pois a fera de látex arfava (ainda que tentasse esconder), como alguém num terno três números menor ou da maneira que imaginava as pobres mulheres de outrora naqueles espartilhos de cintura finíssima.

— Nem essas próteses nas pernas? Aliás, deve insuportável passar o dia todo se equilibrando sobre um par de cascos. Já me incomodam os scarpins quando preciso usá-los nas reuniões da escola de Betha.

Então ela parou. Deve ter notado que tagarelava e a fera somente a acompanhava com atenção.

— Mama Me deu água da primeira chuva do ano quando nasci. — Ing correu um dedo por uma das três trufas, tentadoras, enroladas em palha seca de milho que o Sr. K também lhe tinha trazido. Passou a desembalá-la. — Agora falo pelos cotovelos.

— Ser bom ouvi-la. Resto dos dias, eu nunca ouvir nada interessante.

— De todos aqui, só o senhor e a Loreta me tratam assim.

— Guardar torta para ela, então.

— Guardarei, pode ter certeza!

O Sr. K puxou as mãos em garras para junto do colo quando Ingrid fez menção de tentar tocá-las outra vez. Coçou o rosto de grosso couro curtido quase como um cão faria. Aquela indumentária sem dúvida devia ser difícil de usar.

— Por que não sai do papel? — quis saber a mulher. Ela tirou o próprio boné do uniforme e deixou o cabelo castanho rolar solto pelos ombros por um instante. — Sabe que pode, né? Veja só: até eu posso ser Ing aqui, durante o descanso.

— Ter trabalho demais para ficar... tão feio de novo. E Sra. Claus não estar perdendo nada. Não ser muito melhor por baixo de todo esse pelo.

— Não pode ser mais feio que esta fantasia! — exclamou Ingrid, rindo com vontade. Entretanto, parou ao perceber que o exótico colega ficara desconfortável e não a acompanhava.

— Guardar sua obstkuchen. Eu ter mesmo que voltar. Crianças demais hoje.

Com seus quase dois metros, o ator, conhecido pela equipe do shopping Yule Plazza como Sr. K, e pelas criancinhas de muitas partes do mundo apenas por 'O terrível Krampus', levantou-se com cuidado e deixou o refeitório.

Olhou para trás rapidamente e viu que Ingrid o estudava. Parecia meio perdida, sem saber se tudo estava bem ainda. A fera sentiu-se mal por ela; achava ter estragado tudo. Ing agora se afastaria, quem sabe com vergonha.

Por bem pouco não bateu com seus enormes chifres caprinos no limiar da porta. Arrebentaria com tudo se o fizesse. Chamaria atenção, gente riria dele, de seus modos estranhos de besta criada além do norte.

Como se já não bastasse falar feito um estrangeiro ignorante.

Mas o que poderia fazer? Tinha os olhos marejados, embora quase não desse para notar, e ela veria que ele estivera prestes a chorar.

— Sr. K! — disse Ingrid, erguendo-se na cadeira. — Eu disse alguma coisa errada?

— Não... Não! Nada errado. Eu só ir. Pressa, sabe? Você ficar, comer.

— Sr. Krampus!

Àquilo ele não aguentou. Cobriu o rosto com as mãos peludas e correu para a primeira saída de incêndio.

Nicolau (Noel, nas paragens onde se encontravam agora) estava lá, como se saído do nada. O velho tinha esse costume furtivo.

— Por que se esconder, Krampus?

— Doer. Doer muito!

— Ela não fez de propósito — disse Noel. Havia tirado seu gorro e tinha a careca reluzente na luz laranja da baia de carga e descarga. — Você é o que é. Como ela poderia saber?

— E não ser justamente por isso? — Krampus o encarou; amigos de anos sem fim; adversários. — Conversar comigo só por achar que eu usar...

— Você não parece um ator, velho companheiro. Isso não é roupa de borracha. Pensa que não aguento a minha cota também?

— Todos o amam.

— Ora, amam aqueles coitados que ficam com as crianças no colo. "Eu quero um tanque de guerra, Papai Noel!", "Eu quero que leve embora o meu irmãozinho, Papai Noel" — O velho imitava as vozinhas finas de dar enxaqueca dos pequeninos. — Duvido que me amariam agora. Se me vissem assim, sem o gorro, eles ririam por mil anos.

— Poder ser. Já teve mais cabelo.

— Ah, que audácia a sua! Não é culpa minha uma empresa ter recriado minha imagem com uma cabeleira de algodão. Os tolos que me pensaram assim, que decidiram que eu devo usar esse agasalho vermelho, ficaram carecas também, sabia? E já se foram todos.

— Mas você ainda ser humano.

— Sou? Certeza? Um homem pode fazer o que fazemos numa única noite? — Noel o fitou com alguma culpa. — E deixaria que você cuidasse de alguns deles, os desobedientes?

— Eu só os assustar.

— Com um chicote? Metendo-os em um saco, ou deixando um peixe podre no lugar do presente que queriam?

— Eu fazer o que você não poder.

— Não sei. Acho que no fim, ficam melhores sem nós, quando chega a idade em que viramos bobagem de bebês.

Que cena aquela. E como seria interessante se alguém concebesse que ali, num estacionamento qualquer, Krampus e São Nicolau discutiam os efeitos de sua influência nas crianças. Não dois atores bêbados, mas as figuras em carne o osso!

— Vou voltar para dentro. Preciso explicar a um garotinho que virá que nunca poderá correr como sonha, mas darei a ele o celular que quer. Onde já se viu? Hoje não aceitam mais os cavalinhos de madeira ou ursinhos de pelúcia. Tudo tem que ser cheio de fios e circuitos eletrônicos!

Krampus o olhava, enfiando o gorro na cabeça (um gorrinho de couro e costuras grosseiras que, assim que posto no lugar, tornou-se vermelho e felpudo) e ajustando o cinturão.

— Estar ficando rabugento, Nicolau.

— É? E você tem dois espertinhos para lidar — disse Papai Noel, e entrou.

Krampus ouviu um choramingo não muito longe, após uma curva que levava à um depósito com placas de CHÃO MOLHADO, cones e caixotes.

Num instante, sumiu de perto dos condensadores de ar onde estivera escorado, conversando com o bom velhinho (Krampus assim o achava, apesar de Nicolau mesmo às vezes duvidar) e surgiu diante dois garotos de oito ou nove anos. Eles seguravam uma menina mais nova – talvez a irmã caçula ou uma priminha – forçando-a a tocar numa taturana verde e gosmenta. Ambos rindo feito macacos.

Quando viram a criatura aparecer numa nuvem negra, ficaram lívidos de pavor. As crianças de hoje não temem muita coisa – muito menos seres de culturas que nem sabem existir –, mas um demônio marrom, chifrudo e peludo, fedendo a bode, ainda era assustador.

Um chicote brotara das garras do monstro e ficava incandescente e maior conforme ele se aproximava.

— É Natal, diabinhos! Noite de paz, noite feliz. Me dizer: O que estão fazendo com ela?

Um dos garotos urinou nas calças e caiu no choro; o outro, mais velho, passou a gaguejar um monte de "Eu não fiz nada!", e a menininha fugiu para dentro do shopping igual a... bem, a quem tivesse visto um monstro.

O chicote estalou e sua ponta fez o ex-valentão saltar com um silvo, segurando as nádegas.

Mijão se encolheu e enfiou o dedão na boca como um neném. Krampus riu e pareceu dobrar de tamanho. A sombra da criatura cobriu tudo, os olhos negros e estreitos ganharam um contorno de chamas.

— VAI SE LEMBRAR DISSO, CERTO, GAROTO TRAVESSO?!

— Vou! Vou! Ah, meu Papai do Céu, eu vou!

O monstro sacudiu o chicote e o fez estalar no ar, soltando faíscas.

— É melhor lembrar — disse. — Ou eu voltar.

Sem esperar por permissão, mijão saltou e voou para dentro no rastro dos outros. Por ora, bastava de travessuras.

A ilusão se desfez, o ser era de novo só alguém muito grande, mas nada sobrenatural. Seus olhos e o chicote perderam o fulgor.

— Para mim, sempre a parte ruim.

— Eu não acho — disse uma voz, e o demônio buscou de onde vinha. — Se eu fosse você, teria esquentado o traseiro do outro também.

— Sra. Claus? — O chicote sumiu. A fera tentou cobrir o rosto.

— Não precisa se esconder de mim, Sr. Krampus — pediu a mulher, e se aproximou.

— Não chegar perto.

— Mas eu não me importo. — Ingrid veio devagar, até que o ser deixou que ela lhe tocasse o braço, grosso como um tronco.

— Não me olhar.

— Por quê? Por não ser humano? Se bem vi, você acabou de ensinar aos dois pirralhos muito mais que seus pais sobre humanidade.

— Eu vilão para eles.

— Ele deixou os garotos para você, não foi? O velho.

— Nicolau não os pune. Então ser o meu trabalho. Ele cansado, mas eu mais ainda.

— Eu sei. Ninguém é muito popular quando se trata de ensinar, né? Mas o que seria do mundo sem alguém para fazer isso?

Seria um lugar cheio de moleques mimados fazendo o que quisessem. Mais tarde, eles deixariam de lado as taturanas, o fogo nas tranças dos cabelos das meninas, as pedras que lançavam contra os animais e suas travessuras de adultos seriam mais terríveis.

— Quis vir pedir desculpas — disse Ingrid, entendendo melhor que ele seu papel na formação de mentes e almas. — Eu o magoei com minha piada lá dentro.

— Eu ser o que ser.

— Ainda assim, sua aparência não deve contar. Eu o conheço por seu coração. O da fera que me fez uma torta.

— Eu gostar de agradar. Você tem sido boa menina desde sempre. Ter luz. Achar bom recompensar um pouco alguém, para variar.

— Eu deveria ter notado. A fantasia estava bem feita demais.

— Foi o que me entregar?

— Não — disse Ing, sorrindo. — Se quer saber, foi o cheiro de bode.

Krampus cheirou sob as axilas e fez cara de desentendido.

— Seu cheiro, sua aparência... Não são nada. Você é meu amigo. Queria saber por quanto tempo, mas acho que não pode me dizer, não é?

— Mundo grande. Muita travessura para evitar. Mas poder aparecer de vez em quando, se quiser.

— Faça isso, Sr. Krampus. Eu terei muito prazer em comer torta com você. Se seu amigo também desejar se juntar a nós...

— Ele ser mais ocupado. Eu agradecer aos Céus, haver muito mais bondade que gente para ser visitada por Krampus.

— Demos graças pelos pequenos favores — disse Ingrid. — Podemos entrar? Está frio aqui, e tenho toda uma ala ainda para limpar.

— Depois da Senhora.

E assim seguia a vida. Um Noel sob as luzes de Natal, e um Krampus, para sempre necessário, à espreita.

24 de Dezembro de 2023 às 00:00 12 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Wesley Deniel Meu nome é Wesley Deniel, e tenho uma mente cheia de fantasmas. Pelos últimos 20 anos eu tenho vagado pelos recônditos mais escuros deste e de infinitos outros mundos e trazido desses lugares de insondáveis terrores os pesadelos que compõe minhas obras. Embora escreva todos os gêneros e esteja aberto a qualquer desafio, é no horror e no terror que permito que alguns desses fantasmas ganhem força o bastante para atravessar para o nosso mundo.

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Marcelo Farnési Marcelo Farnési
O surreal, no meu conceito, é o real contado sem filtros. Uma maneira de nos vermos em outras realidades que são camadas daquela que entendemos como nossa. O surreal talvez seja a luneta, ou o microscópio que usamos para olhar de longe para bem dentro de nós. Deniel, você sabe disso. Você nos contou isso de maneira genial agora. Uma estória surreal, que pra mim é aterradoramente real quando você nos permite olhar pelas lentes de sua interpretação! Parabéns, meu amigo. Genial!!!!!
February 15, 2024, 13:31
Alessandra Santos Alessandra Santos
Migo, você sempre encantando!! Lições importantes aqui, passadas com um bom humor e destreza sempre fora de série!! Parabéns! Merecido. ❤️
December 31, 2023, 19:26
Le Loustic Hop Le Loustic Hop
Novamente, dando aula de escrita, Deniel. Quem não escreve, às vezes tenho a impressão de que não sabe o quanto é difícil fazer isso que você faz; mas é muito difícil, e sabemos! Conduziu a história com maestria, cara. Por isso, torço para que você receba logo os reconhecimento de que merece para além das paredes dessa plataforma. Parabéns, meu velho. Ah, e parabéns pelo resultado do evento!
December 26, 2023, 13:42
Daniel Trindade Daniel Trindade
Olá, Wesley! Um ótimo Natal a você e todos a sua volta. Seu conto transmite mensagens importantíssimas e nos faz refletir. Um ponto que fez pensar foi que “ninguém é muito popular quando se trata de ensinar”. Não apenas impopular, mas tidos como chatos, rigorosos, exigentes… Porque é isso: ensinar, principalmente uma criança, que está se desenvolvendo, não é dar presente material, passar a mão na cabeça, fechar os olhos para os erros. Sem contar a questão da aparência. Enfim, vários e vários ensinamentos! Parabenizo-lhe pelo excelente conto e pela vitória no desafio. Forte abraço!
December 25, 2023, 21:03
Mario Miyamoto Mario Miyamoto
Muito inusitado esse!! Simpático, indo contra a maré. Como disseram, você sempre surpreende. Gostei. Parabéns! 👏🏻
December 25, 2023, 08:52
Samuel Araujo Palmeira Samuel Araujo Palmeira
"Não tão mau" é uma história que dá um tapa no mito do Krampus, sabe? Tipo, ao invés de ser só a versão trevosa do Noel, ele tem seus dramas, mostrando que até o monstro do Natal tem seu lado suave. A Ingrid e o Sr. K trocam uma ideia que vai do cômico ao profundo. A estória toda é uma viagem sobre não julgar pela capa e tal, com um toque de cultura e uns diálogos que te fazem pensar. No fim, é aquela história que te deixa com um quê de reflexão e um sorriso maroto no rosto.
December 24, 2023, 13:59
Amanda Kraft Amanda Kraft
Um Krampus bonzinho! Só mesmo vc para sacudir tudo, amigo. Sempre pensamos que crianças são boazinhas, contudo nem sempre é assim. Talvez um reflexo do que encontram em casa. Lendo sua estória, infelizmente lembrei de meus filhos na escola e do que passaram nas mãos de alguns "amigos". Uma pena que Krampus não exista de verdade. Para esses, uma visitinha dele teria resolvido os traumas que deixaram. Parabéns, amigo!
December 24, 2023, 11:46
Aparecida de Fátima Aparecida de Fátima
Adorável! Fez do Krampus um cavalheiro. ❤️
December 24, 2023, 06:45
Giovanni Turim Giovanni Turim
Ótimo conto, Deniel. Nunca deixa a desejar.
December 24, 2023, 04:28
Francisco de Assis Francisco de Assis
Que surpresa cara!! Você sumiu. Aquela história do hotel foi a última, eu já tava pensando que tinha desistido de nós kkkkkkk Ai vc vem com uma história curtinha mais bem simpática...... q também me surpreende por não ter gente morrendo pra todo lado kkkkkkk Zoera. Ficou muito boa!! Some não cara.
December 24, 2023, 02:08

  • Giovanni Turim Giovanni Turim
    "Me surpreende por não ter gente morrendo pra todo lado", como eu ri disso. Mas que é verdade, é. kkkkkkkk December 24, 2023, 04:29
Maria José Gal Maria José Gal
Que inesperado Wesley rsrsrsrs vim esperando algo macabro seu e saio com o coração quentinho!! 🥰
December 24, 2023, 01:28
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