carolina718f Carolina Pires

Muito longe daqui, num lugar que pouca gente sabe onde fica , o natal... Foi destruído por uma criatura deveras horrenda, quem será que vai conseguir derrotá-lo e salvar o... Shiu, " Natal"? Em meio a feitiços, lutas aliados serão feitos.


Fantasia Para maiores de 18 apenas.

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A destruição do natal

Numa cidade longínqua onde as casas eram construídas numa base a representar casas de gengibre. Elas eram exatamente castanhas, com bordas brancas e até havia decorações que imitavam os doces com os quais se costuma decorar as mesmas. Uma lenda existia. A lenda do demónio vermelho, um ser não muito diferente do Grinch, um ser que abominava o natal, mas se dizia que haviam algumas diferenças. As pessoas afetadas, neste caso exclusivamente adultos, eram enfeitiçados e não se lembravam de nada, enquanto as crianças, elas sim viam o natal sendo destruída pouco a pouco, começando na destruição de decorações, de doces até à erradicação total, onde nunca mais ninguém se lembraria desta quadra tão importante.


Depois da destruição do natal, da passagem do krampus


Era um belo dia, tinha amanhecido, tudo coberto de neve, desde caminhos a árvores e até casas…. A realidade não é bem essa, para os adultos que existiam na casa e faziam a sua vida normal, sim o dia parecia normal, mas a realidade era outra.

As crianças que estavam na mesa ou mesmo no quarto o viam, o krampus, o demônio. De dia um ser antropomórfico com chifres na cabeça, pelos no seu corpo, uma feição de macaco e ainda uma língua enorme. Ele rondava as casas, via se ninguém nunca mencionava o natal e se alguém ousasse o fazer, vamos dizer que haviam castigos …

A sua imagem era horrenda, não apenas pelo seu corpo antes descrito, mas pelo que ele causava, a sua mão, o indicador indo até aos lábios em sinal de silêncio, apenas aquele gesto era suficiente para que qualquer criança não ousasse o contrariar.

Ele entrava, saia, comia e até destruía objetos e ninguém podia fazer nada para o impedir.

A realidade era, os adultos enfeitiçados nada viam, pensava que era um dia de inverno normal, mas as crianças eram as que sofriam mais. Se alguém ousasse dizer algo, falar no natal ou mesmo da criatura, eram considerados " mal comportados ", atiradas para quartos e em casos extremos, maltratados fisicamente.

À noite era diferente, os pais eram remotamente controlados pela besta e seguiam até um lugar onde o demónio colocando a sua enorme língua azul e áspera em cima da cabeça deles os fazia continuar hipnotizados/ enfeitiçados e numa realidade completamente diferente.

Durante meses até ao dito natal, o qual nunca podia ser mencionado eles tinham tentado de tudo, aquelas crianças, um grupo de mais de 30 crianças, juntas tinham tentado o derrotar, usando facas tentaram cortar a enorme língua da criatura, mas duas coisas aconteciam uma, a sua língua tal como a cauda de alguns lagartos se auto regenerava e até se tornava maior, segundo, isso só o enfurecia ainda mais fazendo ele os perseguir, se fosse só isso….mas não.

Crianças vinham a desaparecer, restos de corpos, carne putrificada apareciam pelas ruas e era óbvio. Aquele ser, aquele demónio, uma versão muito mais macabra do Grinch se alimentava das crianças.

Tinha de acabar. As crianças estavam cansadas disso.

Através de um código e de uns telefones que nada mais eram que fios e copos de plásticos, Mica, Rick e Luca formaram um plano. A próxima vez que eles vissem os pais saírem de casa os iam seguir, pegar em todas as armas que pudessem e iam lutar até à morte se fosse preciso.

Então quando numa noite, após uma criança tentar alertar os pais, ser colocado num quarto de arrumações e ser espancado pelos adultos eles decidiram que era hora de agir. Aquela criança alertou Mica que alertou o resto. Eles não iam apenas usar armas, mas magia também.

Sim, apesar de os adultos estarem enfeitiçados, existia magia naquela cidade, magia do bem. Facas, ferramentas e feitiços, as crianças estavam prontas.

A meio da noite com a cidade completamente deserta, os pais tendo sido raptados, eles decidiram seguir o krampus. Após verem o último dos adultos seguir hipnotizado, eles saíram cada um por si das suas casas e seguiram os seus pais até ao centro da cidade.

Os adultos lá estavam cada um sendo " lambido" pela criatura, Mica seguia com espadas na sua mochila, espadas que não apenas eram afiadas, criadas por um monge muito forte, elas também impunham magia. Rick, o garoto da mesma idade que ela um pouco mais baixo talvez, tinha de tudo, desde facas a matracas e por fim Luca ele apenas tinha a magia nas suas mãos. Outras crianças seguiam com o que podiam.

Indo por trás da criatura Mica a garota ruiva que não tinha mais que 13 anos desferiu golpes nas costas do demónio que apenas desviou o olhar da mulher onde tinha a língua.

A sua cara era de fúria, irritação.

Depois foi a vez de Rick, com várias lâminas, navalhas entre os dedos ele tentava cortar a pele forte da criatura, mas como ela era forte de nada podia, mal estragos eram feitos. Já Lucas ao proferir as palavras " Isbituriuns,spartks, tutunium" que devia fazer com que a cabeça da criatura começasse aquecendo até explodir, numa enorme gosma verde, isso não aconteceu, apenas a criatura abriu a boca demonstrando os pequeníssimos vapores saindo da sua língua.

Mas do nada, todos pensando que seria difícil derrotar a criatura, algo aconteceu. Algo parecia voar em direção ao ser. Em câmara lenta, talvez não fosse tão lento assim, mas era o que parecia visto de longe. Parecia uma bola. Mas ao tocar o corpo do krampus algo aconteceu, era tinta, sim tinta, mas não apenas ela, ela estava dentro de algo. E isso tinha sido lançado. Mas por quem?

Quando as três crianças, as que estavam à frente da operação enquanto outras tentavam lutar, desprender os adultos, os pais que estavam amarrados, amordaçados, eles olhavam a criatura vendo rasgos serem feitos. Não eram bem rasgos, era mais como se a pele do seu corpo estivesse sendo destruída por ácido, só podia ser a tinta estando fazendo estragos.

Eles sabiam que precisavam de mais se queriam vencer. Apenas uma pequena bolinha não seria suficiente.

Vendo uma criança mais pequena que as demais eles correram até ela que lhes mostrou logo de seguida balões, pequenos balões tal como balões de água cheios de tinta.

Merida, uma garotinha lhes explicou que a mãe tinha um atelier e como elas sempre foram contra violência não havia armas em casa então a única coisa, ou " arma" que ela tinha era a tinta.

Enquanto outras ao longe tentavam lutar saindo machucadas, eles tinham de formar um plano, rapidamente conferenciaram e logo chegaram a uma conclusão. Eles iam retirar por apenas breves segundos ou minutos até, todas as crianças iriam se abastecer com muitos balões que continham tinta e cercando a criatura eles iam tentar vencê-lo.

Então eles fizeram com um assobio eles chamaram os outros que colocando os balões, tanto na mochila, como nas mãos e até nas camisolas seguiram com força de vencer.

Mica foi a primeira atirando alguns balões para a cabeça, para os olhos tentando cegar o krampus, enquanto os demais à volta o tentavam irritar com pequenas bolas ao seu corpo. Eles sabiam que tinham que conseguir afastá-lo dos pais para os salvar. Tinham de tentar atraí-lo para longe onde o conseguiriam matar.

Três bolas em simultâneo foram lançadas para a criatura, fazendo ela se virar, a boca com a língua de fora, os dentes afiados que antes não se tinham reparados e até às presas o faziam um ser não só assustador como perigoso.

Eles se afastaram vendo também o vermelho que parecia irradiar dos seus olhos, eles não estavam preparados para o enfrentar realmente, mas de novo foram surpreendidos. Merida a garotinha pequena corria para longe fazendo os olhos da criatura a seguir. Era uma presa, caça que estava escapando-lhe e ele não podia deixar.

Passando por entre as crianças krampus corria pela cidade, ainda assim a criança com a agilidade parecia correr mais depressa, num momento estavam lá, apenas os dois, Merida e a criatura, agora o pavimento debaixo dos pés já não era mais terra ou alcatrão mas algo gelado, talvez um lago, sim parecia um lago. Mas havia um problema que nenhum deles estava à espera, o gelo era quebradiço.

Não estava sólido, se fosse só Merida, mas não, krampus era pesado, era provável que o seu corpo pesasse toneladas e a qualquer momento o gelo se quebraria.

Merida andava, pé ante pé para trás ao ver a criatura se aproximar dela, a baba caindo pela boca, a língua azul se estender e ir até meio do caminho que os separava, mas num instante, " splash" o gelo se quebrou e ambos caíram na água.

A pobre criança minúscula lutava por tentar nadar, se agarrar à superfície a um local onde o gelo fosse sólido e ela conseguisse subir. Já a criatura não aparecia, era como se ela se tivesse afundado no lago e não vinha á superfície.

Num instante quando Merida pensava estar perdida e que se ia afogar, quatro mãos estavam ao redor do seu corpo a puxando e ela abriu os olhos para reparar que já estava em terreno sólido. Tinha sido mica e Rick eles a tinham salvado.

Quando de novo voltaram para a cidade uma surpresa os esperava, os adultos, eles estavam meio desnorteados mais pareciam bem e desamarrados. As crianças que ficaram para trás os desamarraram e como a criatura fugiu o feitiço foi quebrado. Os dias passaram e o natal voltou a ser o que era, decorações natalícias, doces, canções e presentes. O maior presente de todos foi eles terem voltado ao normal.

Mas há quem diga que a criatura ainda anda por aí, talvez no fundo do mar, apenas esperando uma oportunidade para voltar….


19 de Dezembro de 2023 às 17:01 2 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Carolina Pires Ao lerem o que escrevo podem conhecer um pouco de mim...mas não tudo. Uma pequena escritora com gostos peculiares e extravagantes. Amante de terror e hot. Escrevo de tudo um pouco, mas a minha especialidade são as minhas poesias e hot🔞🔥. Viciada em supernatural, Harry Potter e ressaca.

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Tomas Peralta Tomas Peralta
Espero que estas dicas te ajudem a melhorar.
May 04, 2024, 11:55
Tomas Peralta Tomas Peralta
Eu vou direto ao assunto. Eu gosto da ideia geral da história, mas a concessão não a favorece. Tudo se passa tão rápido que o leitor não tem tempo de processar. Falta profundidade na narrativa. É muito superficial e desprovida de sentimento. A personagem do Krampus podia ter sido mais bem explorada. O seu background...Ele é o mau da fita, o bicho papão das histórias infantis, o oposto da essência natalícia. Ele incita terror nas pessoas, e é esse terror que devias tentar transmitir. E as outras personagens? Que sentimentos exibem perante a sua presença? Sentem a garganta seca, os cabelos em pé, o sangue a gelar-lhes nas veias? E qual é o ambiente? Onde se passa a história? Como são as casas, as pessoas? Falta muito a descrição do cenário. Eu acho que por si só iria enriquecer muito mais a história. E aquele final é péssimo, para dizer a verdade. As crianças vão atrás dele para o matar e ele simplesmente cai no gelo e desaparece? E o confronto final? E a ação? E a luta quase até à morte acompanhada da sensação final de alívio por estar tudo terminado? Ainda tens um longo percurso a percorrer, mas eu sei que com o tempo e treino, vais melhorar imenso as tuas capacidades narrativas.
May 04, 2024, 11:54
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