(2018) O calor que queima minha alma Seguir história

alicealamo Alice Alamo

Tinham pouco tempo. O local estava longe de ser adequado e não havia hora pior do que no meio da festa de aniversário de Hanabi para se encontrarem. Mesmo assim, era impossível impedir que o olhar de um não acendesse o desejo no outro e que os corpos então clamassem por alívio, por qualquer coisa que contivesse o desejo que agora lhes queimava até a alma...


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#ua #nejihina #Neji-Hinata #neji #hinata #hentai #pwp #incesto
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Capítulo Único


— Molhada. — Neji sorriu de canto, e Hinata fechou as pernas inutilmente. — Meu Deus, como eu queria poder te chupar...

Os dedos dele percorreram a vulva, circundaram o clitóris fazendo com que ela endireitasse a postura e prendesse o ar, e então deslizaram com facilidade para dentro dela.

Não tinham tempo...

A festa organizada pela família ainda acontecia, podiam ouvir as risadas e a música alta apesar do horário, mas, ali, naquela sacada, protegidos apenas por uma cortina escura que os separava do salão, nada importava. Hinata mordeu os lábios, a respiração quente de Neji em seu pescoço fazia a arrepiava e deixava seus mamilos endurecidos, marcando o vestido fino. A língua dele arrancava-lhe gemidos baixos, convenciam-na a rebolar contra a ereção que se esfregava em seus quadris. De olhos fechados, ela ignorava o vestido erguido, a mão ousada que tinha descido sua calcinha até os joelhos e que agora a masturbava com experiência.

Lambeu os lábios, excitada, o calor entre as pernas não era apenas uma ilusão, ele escorria por suas coxas, melava os dedos que agora a estocavam com vontade, entrando e saindo de seu corpo como bem queriam. A mão livre de Neji apertava sua cintura, mas subiam ao seio para apertá-lo com vontade enquanto chupava seu pescoço.

De olhos fechados e corpo rendido, ela apoiava-se na sacada, as mãos trêmulas buscando apoio, mas empinando os quadris propositalmente, a intimidade pulsando em desejo, carente por ser preenchida por mais do que os dedos que a faziam gemer.

Arqueou as costas, Neji puxava seu cabelo para trás, a boca dela buscou a dele para um beijo molhado que abafava o gemido que ela soltou em alívio ao ouvir o cinto dele sendo aberto e perceber a movimentação para livrar a ereção das calças.

Os dedos a abandonaram, a sensação de vazio a fez se virar afoita, os braços jogaram-se ao redor do pescoço do primo, os dedos bagunçaram as mechas tão bem alinhadas da mesma forma que os toques dele em seu corpo faziam com sua mente. A calcinha desceu ainda mais, ela a chutou para longe, o sorriso ladino de Neji foi acompanhado pelo descer das alças do vestido até que seus seios ficassem expostos.

— Neji... por favor... — ela gemeu, baixo.

A boca quente marcou seu colo, chupou um seio depois do outro enquanto a mão voltava a percorrer sua intimidade. Os dedos brincaram com os grandes lábios, espalharam a lubrificação até o clitóris para poderem massageá-lo, e Hinata agarrou-se aos ombros de Neji quando as pernas fraquejaram.

Seu corpo tremia, o desejo a deixava quente a ponto de a brisa fazer sua pele se arrepiar e os bicos de seus seios tornarem-se mais pronunciados. Os olhos lacrimejavam pela voz sufocada, não podia fazer barulho, havia duas pessoas paradas do outro lado da cortina. Já tinham se arriscado demais, seu tio a tinha olhado desconfiado de algo quando Neji se aproximou de sua cadeira no jantar e se inclinou para sussurrar-lhe que precisavam se encontrar. Além disso havia os olhares, os toques... era pedir demais coloca-la ao lado do primo na mesa de jantar e esperar que ele não fosse deslizar a mão por sua coxa, acariciar seu ventre sobre o tecido, provoca-la com os dedos entre suas pernas! Comiam-se com os olhos durante todo o banquete, e Hinata só soube o quanto precisavam de um momento a sós quando Neji guiou a mão dela por baixo da mesa até a ereção já formada.

Neji não se importou com a chance de serem pegos, era sempre assim. Beijou-a com fome enquanto a prensava contra a sacada, as mãos abriram as pernas dela, e Hinata choramingou quando sentiu o pênis se esfregar em suas coxas. A língua de Neji deslizava na sua, o beijo não era bonito de se ver, era desesperado, cortados pelos ofegos e gemidos ou pela simples vontade que as bocas sentiam de sentir a pele um do outro.

— Segure-se — ele mandou, rouco, exigente.

E Hinata não hesitou em obedecer. Acomodou o rosto da curva do pescoço dele, marcando-lhe enquanto deslizava a mão pelo peito que a camisa aberta deixava à vista, subindo para os ombros onde se segurou ao ser erguida. Suas pernas se cruzaram ao redor da cintura dele, e ela o mordeu quando finalmente se sentiu ser preenchida até o fundo.

Foi sentada na sacada, uma queda daquela altura poderia matá-la, mas não pensavam naquilo, e Hinata sabia que Neji nunca a deixaria correr qualquer perigo.

— Vem, forte, vem... — pediu, as mãos tirando os cabelos que caíam no rosto dele, os lábios partidos enquanto gemia e sentia a língua dele voltar para sua boca para sorver de cada grito de prazer que ela desejava soltar.

Seu corpo reclamava, a excitação que a dominava cobrava-lhe mais, e ela via Neji sorrir malicioso toda vez que ela verbalizava tal pedido. As mãos dele seguravam seus quadris, com vontade, chocando os corpos num frenesi que fazia Hinata revirar os olhos enquanto arqueava as costas.

Descruzou as penas, queria abri-las o máximo possível, queria que Neji fosse cada vez mais fundo, que o corpo dele não tivesse que se afastar por tanto tempo do seu, queria montá-lo, como havia feito no escritório do pai durante as férias, queria poder esfregar-se nele até aplacar a luxúria que a dominava quando se encontravam.

Haviam dançado juntos durante a festa mais cedo, os parentes todos achavam bonito como se davam bem e como pareciam unidos, e ela se sentia até um pouco mal por eles nem imaginarem a quantidade de obscenidades que Neji havia lhe sussurrado durante aquela valsa.

— Ah, Hina... — ele gemia, o sorriso canalha no rosto, aquele que ela só conheceu durante o sexo e que nunca tinha imaginado na face tão séria do comportado Neji.

— De costas... — ela pediu, desesperada, os beijos de Neji em seu colo a fazendo repensar a ideia.

Neji concordou, ergueu Hinata sem querer parar de mover-se e foi um sacrifício doloroso sair de dentro dela enquanto a virava de costas para si. Apertou-lhe as coxas, o corpo colou-se ao dela com pressa enquanto erguia de novo o vestido e a penetrava. A mão cobriu a boca dela, abafando o gemido que ela soltava enquanto se apoiava na sacada e colava as costas ao peito dele.

— Sh.. quietinha... empina, vai...

A voz dele fazia seu corpo se contrair em desejo, podia jurar que se sentia ainda mais molhada toda vez que Neji colava a boca em seu ouvido para sussurrar o que quer que fosse naquelas horas. A mão livre dele apertou seu seio, os quadris se chocavam a ponto de fazerem barulho, e Hinata fazia força nos braços para se equilibrar nos saltos que ainda calçava.

Sentia-o por completo, duro, dentro de si, abrindo caminho e roubando sua razão a cada investida. Pulsava, o corpo todo sensível por cada toque. Mordeu os lábios, as penas queriam se fechar pelas contrações que já a arrebatavam, o coração batendo tão forte que a mão em seu seio era capaz de sentir. Virou o rosto para trás, não precisava dizer nada para que a boca de Neji encontrasse a sua, para que ele a dominasse por completo enquanto o corpo dela fervia em um ápice que o apertou por completo, tornando as investidas ainda mais deliciosas.

— Isso, isso, isso, vem, goza, Hinata, goza... — ele sussurrou, as duas mãos nos quadris dela enquanto o corpo de Hinata pendia para frente e ele acelerava as estocadas.

Acariciou as costas dela, a mão se fechou num punhado de cabelo, obrigando-a a olhar para trás enquanto o orgasmo a fazia chorar e prender a voz na mão que ela debilmente forçava contra os próprios lábios. Ele lambeu os lábios, a ereção sendo comprimida, não precisando se arremeter mais que três ou quatro vezes para acompanhar a prima e grunhir ao tentar segurar o gemido aliviado quando gozou dentro dela com força.

O silêncio caiu, as respirações barulhentas entregavam o pecado cometido sob as estrelas, mas eram a risada deliciada de Neji e o sorriso satisfeito de Hinata que denunciavam a gravidade do crime: não havia arrependimentos.

Neji esfregou o rosto contra o pescoço dela, um gemido contrariado arranhou sua garganta ao sair do corpo dela, e Hinata suspirou, virando-se de frente para ele. Os corações batiam acelerados, a cumplicidade no olhar expunha o segredo que os corações guardavam desde os dezesseis anos quando aquele jogo perigoso começou.

As mãos dele desceram a saia do vestido enquanto os lábios se arrastavam contra os dela e depositavam breves beijos. Ela sorriu, arrumou o membro dele dentro da calça e a abotoou enquanto os dedos dele deslizavam por seus seios e subiam as alças de seu vestido novamente. Arrumou-lhe a camisa, ajustando o colarinho enquanto a língua de Neji ainda a instigava a beijá-lo.

Separaram-se. Neji arrumou os cabelos dela e deixou que ela ajeitasse os seus. Hinata pegou a gravata esquecida no chão, deu um nó perfeito e complicado e arregalou os olhos quando percebeu Neji guardar sua calcinha no bolso.

— Neji...

Ele a beijou, uma última vez, sussurrando contra os lábios dela a verdade que os fazia cometer aquele tipo de loucura. Ela sorriu, segurando-o e o beijando de novo, enquanto o coração movia os lábios para que a declaração fosse devidamente respondida.

Sorriram, como todos os tolos que caíam na armadilha que era se apaixonar por quem não devia, e Neji se aproximou das cortinas, pronto para voltar ao salão onde a festa de aniversário da caçula, Hanabi, acontecia.

— Sua calcinha vai estar comigo, no meu quarto. É só passar lá depois para pegar de volta. — Ele piscou, divertido, e Hinata o viu voltar à costumeira seriedade antes de deixá-la sozinha.

Ela balançou a cabeça, descrente, enquanto tocava os lábios. Respirou fundo e olhou para o céu estrelado. Ficaria mais um tempo ali, o corpo ainda não tinha se recuperado da bagunça que o primo tinha lhe causado, e ela deixaria que o vento frio carregasse para longe o calor que ainda sentia. Bem, pelo menos, por enquanto... mais tarde, ela procuraria Neji para que ele lidasse melhor com aquilo que queimava em seu peito e decidia escorrer por entre suas pernas...  

12 de Maio de 2018 às 22:35 8 Denunciar Insira 11
Fim

Conheça o autor

Alice Alamo 23 anos, escritora de tudo aquilo em que puder me arriscar <3

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Azarashi Onna Azarashi Onna
Cara, eu tô apaixonada por esse ship. Que one maravilhosa. O Neji é um homão da porra, adoro essa visão sensual dele também! Chorei, não disse por onde...
19 de Setembro de 2018 às 18:34

  • Alice Alamo Alice Alamo
    Olá! O shipp é uma graça, ainda mais se você lembrar do quanto os personagens se aproximaram no canon <3 O Neji é minha fraqueza, meu Deus, como eu amo um homem! Muito obrigada pelo comentário! Beijoss 22 de Setembro de 2018 às 20:49
Inko Sazana Inko Sazana
Admito que não shippo nada NejiHina, mas MEU DEUS que pwp foi esse?? Você escreve muito bem, consegui imaginar e sentir a emoção de cada cena narrada, amei a personalidade que Neji mostra pra Hinata, falando coisas obscenas e dando sorrisinhos para, talvez ate comece a reconsiderar o ship, é muito louco para mim ver a Hinata tendo coragem de fazer isso tendo tanta chances de alguém pegar os dois. Foi citado durante um momento que eles se relacionaram no escritório do Hiashi durante as ferias, bem que você podia fazer uma fanfic contando mais sobre isso.
8 de Setembro de 2018 às 13:28

  • Alice Alamo Alice Alamo
    Olá!! Nossa, eu sou multishipper, junto todo mundo hahahaha. Ahhhh muito obrigada! Fico muito contente (mesmo) que tenha gostado da minha escrita! Ah, às vezes eu gosto de mostrar que as pessoas podem se soltar mais quando estão a sós <3 Eu acredito que, desde que a Hinata se sinta segura, ela tenha coragem para fazer algo assim. Olha, não me dê ideias porque eu amo o ship hahahaha. Muito obrigada pelo comentário! Beijoss 22 de Setembro de 2018 às 20:45
Ariane Munhoz Ariane Munhoz
Aiai, como não gostar desse ship cheiroso e um bom pwp? Fico imaginando aquele Neji todo sério evoluindo sen Kishimoto ter matado ele e o que teria se tornado, mas tenho dificuldade em imaginar ele vulgar assim. Mas já dizia o ditado, entre quatro paredes... Nesse caso, entre uma cortina ne? AHAUAHAU Adorei a premissa da história, o lance de que o que é proibido é mais gostoso e como eles dois se envolveram de maneira tão intensa. Isso daria fácil uma long cheia de intrigas onde eles lutam pra ficar juntos! Adorei a fic, Allie! Ótimo trabalho aqui!
13 de Maio de 2018 às 02:18

  • Alice Alamo Alice Alamo
    Olá, moça linda! Eu amo NejiHina, você não tem noção. Eu olho para esse casal e me derreto toda. Eu não acredito que o Neji morreu, o Kishimoto nos prendeu num genjutsu, só isso. Ah, eu não sei por que, mas eu tenho uma visão muito sensual do Neji, algo que casa justo com o que você falou, sabe? Entre quatro paredes, eu vejo ele podendo ser o que não é fora. Por exemplo, no clássico, ele só era arrogante e frio, mas, quando luta com a Hinata, você vê ele sendo cruel de uma forma que não imaginava que era capaz. Por isso eu acho que ele entre quatro paredes podia dar esse sorrisinho aqui (http://4.bp.blogspot.com/_044N5CaQCXA/TQBN22m6frI/AAAAAAAAAKA/M9yB-Xomr-M/s320/hyuga-neji.jpg) Nossa, como eu queria uma long deles. Eu vou usar eles como casal na minha long GaaIno, só preciso de tempo para escrever hahahahaa. Enfim! Muito obrigada pelo comentário! Fico muito feliz que tenha gostado <3 Beijoss 14 de Maio de 2018 às 20:12
Isis Isis
Ai eu amo NejiHina! Neji sem se importar se alguém vai ouvir... os sorrisos dele... o "empina vai"... eita que homem. Eu tenho sempre um pouco de dificuldade em ver a Hinata entregue numa situação sexual, mas aqui eu senti muito a personalidade dela com alguns momentos em que se soltava mais. Gostei muito! 😚
12 de Maio de 2018 às 21:53

  • Alice Alamo Alice Alamo
    Oii! Eu amo Neji/Hina, nossa, você não sabe como eu olho para esse ship e fico "meu deus, quero, muito, pra ontem!". Eu tenho uma visão muito sensual do Neji, não sei por que exatamente, mas eu consigo muito ver ele sendo o típico cara que entre quatro paredes tira a máscara, sabe? E a Hinata! É, eu não podia colocar muito ela solta por causa da personalidade dela, mas acho que até mesmo ela se entregaria em certos momentos e deixaria o Neji conduzir, afinal, é o Neji, ele nunca faria mal a ela (como eu amo esses dois, meu deus). Enfim! Muito obrigada pelo comentário! beijoss 14 de Maio de 2018 às 20:02
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