The Red Throne Seguir história

pealruniverse

Há muito tempo atrás, a terra era habitada por todos os tipos de seres; desde elfos até trolls. Dragões viviam em harmonia com elfos, fadas conviviam em harmonia com outras espécies, até tudo desmoronar. Durante séculos fora convivida assim. Em eterna paz. Até que os humanos, espécies inferiores, começarem a sentir inveja das espécies superiores. Guerras foram travadas. Sangue fora derramado. As profecias obscuras foram esquecidas... Mas ninguém nunca esqueceu o menino da profecia. Aquele que salvará o mundo da eterna sombra. A luz que tecerá o mundo a sua vontade.


Fanfiction Medieval Para maiores de 18 apenas.

#estupro #magia #romance #morte #guerra
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Momentos de Tensão

The Red

Throne

Corria desesperado entre os becos de Fairsty.Entre seus braços segurava a carne gordurosa que mais tarde,seria sua refeição.Finn,conhecia cada beco de Fairsty,por ser uma cidade pequena,era fácil se esgueirar-se evitanto uma possível briga.Os gritos do açougueiro o impulsionava para ir mais rápido,virou um beco e depois outro,passando pela Cerveja & Cia de Larrye.Virou os calcanhares passando por um pequeno desfiladeiro e alguns barris de cerveja perfeitamente posicionados.

Finn sabia que se não correse,isso significaria seu fim.Sua respiração estava acelerada,a adrenalina corria por suas veias entorpecendo seus sentidos.Virou-se deparando com Fionna.

Um sorriso debochado crescia em seus lábios.

- Ora,ora,ora,se não é minha cópia mal feita? –Falou sarcástica.Finn estremeceu.Os passos do açougueiro estava se aproximando e,Finn sabia que se não conseguisse sair dali,estava encrencado.

- Fionna,eu preciso passar... – Disse tentando soar firmemente.

Ela arqueou a sobrancelha.

- Oh,é por causa desse verme? – Disse.Como se fosse um passe de mágica um homem gordo apareceu.O memso,trajava um avental de açougueiro ensanguentado e,em uma das mãos,segurava um facão manchado de sangue.

- Agora você vai pagar,seu verme imundo! – O homem avançou com tudo,mas já era inútil.Sua cabeça fora separada de seu corpo,sangue espirrava para tudo que é lugar,e seu corpo,caiu num baque no chão.

Finn arregalou os olhos surpreso.

- Agora,podemos conversar... – Disse Fionna.Finn estremeceu,sabia onde a “conversa” de Fionna iria dar.

Finn estremecia a cada toque,suas feridas recém abridas ardia,sangue manchava sua roupa azul esfarrapada.Sua respiração estava descompassada,seu coração falhava uma batida,a carne que levará havia sido deixada no beco.Lágrimas inundavam sua visão,ele não queria voltar para casa,porque sabia que se voltasse,seria espancado e o pior,iria encarar o olhar de decepção de sua mãe.

Tudo era melhor do que aquilo.Levantou-se meio cambaleante,apoiou-se entre a parede,levantou o olhar para seu braço,onde um pequeno filete de sangue escorria.Ele trincou os dentes,um ódio que nunca sentirá se apoderou sobre seu corpo.ódio por Fionna,ódio por ele mesmo,e ódio por sua vida miserável.Finnn nunca quisera aquela vida,pelo contrário ele queria proporcionar uma vida decente para sua família.Após limpar suas feridas e enfaixá-las,caminhou cambaleante até a colina chata.

Ao chegar ao topo,mirou uma pequena casa de madeira onde sabia que encontraria Caroço.Andou alguns passos antes de ser jogado na terra úmida por ninguém mais,ninguém menos que,Caroço.O impacto com seu corpo na terra úmida,fez seus dentes rangerem tentando engolir seu gemido de dor.

- Oi,Finn!Finalmente veio-me visitar... – Disse Caroço levantando-se.Seus cabelos roxos desciam pelas suas costas,um sorriso doce surgiu em seus lábios.

- Ah,olá Caroço... – Disse meio constrangido.Seus olhos roxos analisavam seu corpo de cima à baixo,seu sangue que outrora encharcava suas vestes,estavam secas,sua blusa azul continha vários cortes,um corte atravessa sua sobrancelha até seu queixo.

- Meu Deus Finn!O que aconteceu com você? – Disse enquanto o levava até a pequena casa.Havia alguns pastos para ovelhas e vacas,embora a primeira raramente o tinha.Adentraram à pequena casa,o ar de repente ficará quente o que era muito incomum.

- Sente-se,prepararei um chá com ervas... – Falou.Finn apenas assentiu.

A água fervia ferozmente e Caroço precisou enrolar um pano na alça da chaleira para tirá-la do gancho.O calor atravessou o tecido imediatamente.Finn já havia a visitado antes,duas vezes por semana,Caroço sempre o ajudava com que podia e,em uma das ocasiões, sempre acabava ficando mais do que deveria...

- Foi a Fionna,não é? – Perguntou enquanto servia o chá.Seu rosto ficou vermelho com a pergunta.

Quando Finn ficou em silêncio,Caroço trincou os dentes.

- Aquela desgraçada... – Disse apertando a mão em punho.Caroço respirou fundo. – Pensei que eu tivesse dado um jeito nela...mas parece que eu estava enganada.

O silêncio tomou o lugar,a vergonha atingiu Finn como uma faca cega no peito.

- Você sabe,não preciso que me proteja.- Não preciso que mulher alguma me proteja.Caroço franziu o cenho entendendo o recado.

- Você sabe,Fionna gosta de você... – Disse como forma de mudar o assunto. Finn revirou os olhos.

- Bela forma de dizer que,gosta de mim... – Falou.Foi a sua vez de franzir o cenho. – A Guilda está reunindo membros.

Caroço parou de cuidar de suas feridas.

- Você já tem idade Finn,era para ter feito os exames há alguns meses...- Disse suspirando,voltando a cuidar de suas feridas.

- Nunca que recrutariam um ladrão.E tem minha família.- Falou tentando se convencer.Ele sabia que não era só isso,aqueles recrutados pela Guilda nunca mais voltavam para sua família,embarcando na guerra que acontecia do outro lado do Reino.Há probabilidades de mortes e,ele sabia,que se fosse recrutado como um soldado,nunca mais seria o mesmo.No fundo ele sabia que era um covarde.Sempre foi.Caroço era sua única amiga em toda Fairsty.A única que o compreendia de verdade.

- Do jeito que as coisas estão,a Guilda está recrutando qualquer um.- Disse.

- Ah,e beba seu chá,está esfriando! – Falou em tom de ordem.Finn sorriu,enquanto bebericava seu chá.

Respirou fundo,enquanto as aias preparavam seu vestido de celebração de seu 17º aniversário.O farfalhar de tecidos entorpecia sua audição,as aias andavam em círculos apressadas com o evento mais importante de todo o reino.Phoebe sentia que não deveria estar ali,mas sim na guerra que estava acontecendo.Agora,como rainha,havia de lidar com o Conselho da Rainha e toda a política do reino.Os dias em que ficará na Academia para príncipes e Rainhas,princesas e Reis a havia ajudado.

Quando as aias finalmente terminaram,levantou o vestido longo e pesado passando por vários corredores,alguns guardas aguardavam nos corredores caso,alguém ou algo,tentasse algo contra a rainha.Por meio de saudações,Phoebe intensificou a caminhada.Quando se viu no topo da escada,respirou fundo.Desceu lentamente as escadas sendo acompanhada por olhares de toda o público.O salão de festas estava lotado,observou ela.

Todos os olhares estavam voltados para ela.A rainha de todo o reino de fogo.A última de sua família.A cerimônia fora lenta e dolorosa,a rainha do leste estava lá,com um vestido elegante e cabelos presos em joias.A mesma andou calmamente arrastando seu vestido longo e pesado sobre o chão de carvalho.Seus olhos miraram os seus numa pequena luta e,como uma cobra peçonhenta um sorriso falso cresceu em seus lábios pintados de rosa.

- Sinto muito por sua família,vossa graça...- Sua voz era doce,mas por trás era como uma armadilha letal.

- Agradeço por sua condolência,rainha do leste...- Disse secamente,apertando a banha do vestido.

- Apenas me chame de,Bonnibel. – Falou gesticulando com a mão.

- Então, deves me chamar de Phoebe. – Disse graciosamente,forçando um sorriso para seus lábios.Antes que Bonnibel possa dizer alguma coisa,Phoebe se afastou arrastando o vestido pelo caminho.Seus pés a levaram para Micah Foresty,um nobre das ilhas altas.Seus cabelos eram castanhos,e seus olhos num tom castanho escuro.Ele sorriu ao sentir sua presença,o que acontecia raramente pelo peso da responsabilidade.

- Olha,se não é minha Phoebe – Falou sedultoramente.Seu sorriso nunca deixava seu rosto.Phoebe sorriu verdadeiramente naquela vez.Ao se colocar ao seu lado,um beijo foi depositado em sua mão.

-Feliz aniversário,alteza...- Disse com ar divertido.Phoebe apenas riu.A primeira vez naquela semana.

- Me chame apenas de Phoebe,seu bobo... – Disse alegremente.A conversa chamou a atenção de seus possíveis pretendentes.Mas Phoebe ignorou,ou fingiu ignorar.Ela,sabia que não podia ignorar a sucessão para um novo rei,mas até lá,ela apenas iria continuar sua vida normalmente sendo uma rainha do norte.A música começou,a mesa estava farta de comida e petiscos do mar e frutas,o salão estava lotado.

Assim como um enxame de abelhas,logo veios os pretendentes.Micah,não deixava de ser um aos olhos da família,como sendo um bom rei para o reino.Em seguida veio os Lannister, Je e Jiyan.Ambos ,eram irmãos gêmeos,de cabelos ruivos e olhos escuros.Tinham poucas diferenças entre si.Os dois competiam eternamente sobre quem iria chamar a atenção da futura rainha.Haviam outros como Millanox,que vem das terras médias.

Mas nenhum a chamava a atenção e,se fosse para escolher,preferiria Micah,como sendo seu amigo há algum tempo,tinha plena confiança nele.O padre Joseph também estava ali,seus cabelos cinzentos complementavam seu rosto redondo,o mesmo trajava uma túnica fina e elegante com algumas joias aqui e ali.O ritual começou.

Finn lutou contra o cansaço e a espada de Caroço.Os ferimentos ainda estavam lá,mas a dor diminuiu para um leve desconforto.Desviou de um ataque que poderia cortar seu braço direito.Vendo o quanto a coisa estava ficando séria,balançou a espada para um ataque horizontal fazendo um leve corte em seu quadril,Finn sorriu.Caroço franziu o cenho se jogando contra o loiro num movimento ágel,cortou o rosto de Finn,fazendo um corte superficial.

Um soco na clavícula, outro soco no estômago e um chute no tornozelo,foi o suficiente para mandar Finn para o chão.O loiro bufou sobre a risada estridente de Caroço e levantou-se.Bateu suas mãos sobre a roupa tirando a sujeira.Olhou para o céu alaranjado,o sol já estava se pondo então,respirou fundo colocando a espada no seu lugar.Olhou para Caroço que tinha um sorriso triste no rosto,talvez por vê-lo ir embora.

- Ei,eu vou voltar...- Disse suspirando.Arregalou os olhos ao sentir lábios macios contra o seu,ele ficou ainda mais surpreso ao ver Caroço ali,puxando-o para um beijo gostoso.

- Volte logo,cabeça de trigo...- Sussurrou.

Finn voltou para casa silenciosamente,ao adentrar o cômodo escuro,sentiu um alívio por sua mãe não estar ali.Respirou fundo,tirou seus sapatos desgastos,e lentamente subiu à uma pequena escada de madeira gasta rangindo sobre seu peso.Olhou para os lados e abriu relutante para a porta de madeira que dava acesso ao “quarto” de sua mãe.Lá estava ela,dormindo tranquilamente sobre uma pequena cama de madeira velha e palha.Os cabelos loiros bagunçados estavam desgrenhados numa pequena trança.Havia mechas brancas aqui e ali.

Saiu lentamente não querendo acordá-la,seus passos foram vacilantes contra o rangido da madeira sobre seus pés.Foi até o quarto de seu pai,abrindo lentamente a porta.O corpo imóvel do homem enchia-se de ar a cada tosse.A garrafa de cerveja velha,estava na mão esquerda repousada no chão de madeira. Finn suspirou.Pegou alguns panos velhos que daria para um cobertor,jogou-o sobre o corpo com bastante cuidado,e quando viu que ele não iria acordar,saiu com as pontas dos dedos do pé,tentando fazer o menor barulho possível.

Saiu do quarto, mas deteve-se ao ouvir um barulho do quarto de sua mãe.

- Finn? – Sua mãe perguntou atravessando a porta.

- Mãe... – Sua voz saiu num sussurro quase inaldível.Mas ela ouviu.-Pensei que estivesse dormindo.

- E estava,mas vi que você chegou... – Disse mirando um lugar qualquer. – Trouxe algo,para nós?

Quando a resposta não veio,ela suspirou.

- Estamos numa era de grandes mudanças,Finn...- Sua voz se tornou cansada,todo seu corpo estava rígido,como se lembrasse de algo à muito tempo esquecido.

- As Rainhas estão prontas para uma traição,para uma guerra.- Falou.

Seus olhos finalmente alcançarão o de Finn.

- A Guilda está reunindo o máximo de pessoas,possível... – Falou.Quando Finn se virou,encarou os olhos de pesar de sua mãe.

- Você já é um homem Finn,temo por sua vida.Embora seu pai esteja disposto à sua entrada na Guilda,ainda não concordo totalmente.A chacina é inevitável,agora que a rainha e o rei estão mortos e,a princesa Phoebe se tornou rainha,temo mais ainda por nossas vidas.Sua vida.

Finn só ouviu,não demonstrando alguma feição no rosto.

- Eu vejo um caminho tortuoso, você vai encontrar amigos,mas também inimigos.Escolha bem seus amigos Finn,á aqueles que farão de tudo por poder,e outros, quererão sua morte.

- O que isso quer dizer? – Perguntou finalmente,sendo tomado pela curiosidade.Sua mãe o fitou fixamente,antes de desaparecer na escuridão,mas não antes de ouvir;

- Tome cuidado,filho.

Acordou com o corpo impregnado de suor.Tinha sido uma noite difícil desde a morte do Rei das Terras Geladas. Sua suposta morte fora causada por um veneno letal,que destruía os órgãos no corpo e as células lentamente.Tinha sido uma morte horrível,mas o verdadeiro culpado ainda não fora descoberto.Marceline queria estar lá na hora de sua morte,pois,além de um pai,Simon era seu amigo.Mesmo anos depois de sua loucura,ele ainda tinha resquícios do antigo Simon que conhecia.

Seu funeral aconteceu ontem,e Betty não dava sinais que iria aparecer tão cedo.Juntou seus cabelos negros e o amarrou num rabo-de-cavalo desengonçado.Marceline Abadeer,é a rainha do sul.O castelo se localizava no centro das Terras Sombrias,que ligava vias de comércio.Marceline é adorada pelo povo todo,sendo conhecida por uma rainha justa,era óbvio que tal reputação chamasse a atenção.Levantou-se e chamou sua criada,Ester para que lhe preparasse seu banho.

A água foi fervida e colocada numa larga banheira,seus sais foram preparados e alguns produtos de beleza que Marceline não conhecia.Tirou a única roupa e se afundou na água,permitindo que seu corpo descansasse.Todo o cansaço foi repelido,dando a sensação de relaxamento.Todos os problemas foram trancafiados no canto mais escuro.Mas algo estalou.

Bonni.

Bonnibel,a rainha do leste,era sua amiga quando a conheceu.Embora fosse de reinos diferentes,o laço de amizade que surgiu entre as duas,era mais forte do que tudo.Mas a responsabilidade que um reino trazia era acima de tudo.Até de sua amizade.Naquele tempo,Marceline não conseguia compreender,até ser coroada a rainha do sul.Tudo parecia tão perfeito aos olhos de uma criança.Um mundo sem dor.Sem lágrimas,sem ressentimentos.Mas ela foi ingênua demais para acreditar em tais coisas.

Sua amizade com Bonnibel fora só passageira,algo fútil.Sem se dar conta,já estava vestida e devidamente arrumada.Sua criada Estar,já fora embora deixando o quarto devidamente arrumado.marceline se perguntou quanto tempo ficou entorpecida por seus pensamentos tão triviais.Tudo que se relacionava a Bonnibel,fazia do seu corpo uma bagunça.Porque ela sabia,que nunca poderia esquecer ela.Por mais que tentasse,aquela amizade tão verdadeira e bonita talvez,nunca tenha ido,talvez estivesse adormecido em algum lugar.Mas ela sempre esteve ali.

E só agora ela compreendeu que,amava Bonnibel Bubblegum,a rainha do leste.

Os Conselheiros da Rainha estavam aglomerados numa mesa em forma de quadrado.O Grande Conselheiro estava ao lado de Marceline,vestia trajes elegantes e joias nos dedos nus.Seu corpo era pequeno comparado com a maioria,mas ele exercia grande pulso firme ao se tratar de palestras e comando.O Grande Conselheiro Emidark acompanhou desde o primeiro rei das Terras Sombrias,Calik Abadeer,até os dias e hoje.O segundo conselheiro era Malaner Ken,que ocupava o acento ao lado.Malaner Ken veio das terras baixas,sendo o Duque das terras baixas,filho do melhor amigo do rei,que descansava em paz em seu leito de morte.

Ao seu ver,Malaner é jovem,com apenas 17 anos e meio,entrará para O Conselheiro da Rainha.Mas,por baixo do rosto jovial e a idade,Malaner era conhecido em toda terras baixas como um gênio,e foi essa genialidade que ele ocupou o cargo de seu falecido pai.

- Bem,que comece a reunião. – Disse o Grande Conselheiro.A conversa se desenrolou,a notícia de que haveria de estourar uma guerra entre a rainha do leste e a rainha do norte ocorreu pelos Quatro Reinos,e todos estavam agitados com a fofoca.Bem,em parte era verdade,a tensão aumentava a cada dia entre a rainha do leste e norte.Há notícias que a rainha do norte estava se preparando para uma guerra,recrutando soldados e aliados para seu lado.Marceline não pode negar,ela mesma estava pronta para entrar numa guerra,caso fosse necessário.

- Há relatos de uma possível guerra civil estar acontecendo no Reino Bubblegum.O exército da rainha está caindo num nível lastimante,e possível que a rainha do leste aproveite isso e mande seus soldados.

Marceline ponderou o assunto.

- O que você acha,Grande Conselheiro? – Sua voz soou calma e tranquila como um córrego.

Grande Conselheiro suspirou.

- Creio eu,que a rainha do leste irá assinar um contrato com o reino Mar Vermelho.Como o Rei das Terras Geladas morreu recentemente,a rainha do leste fará aliados com outros reinos,assim expandindo seu exército não dando chances para a rainha do norte.Mas há a possibilidade da rainha atacar indiretamente reduzindo o comércio que liga o Reino Bubblegum de o Mar Dourado.E há a possibilidade de....

Malaner completou;

- Ela se aliar com a gente. – Disse calmamente.

A possibilidade de uma possível aliança com Bonnibel,fez seu estômago revirar.E uma sensação nova dominou seu peito de vê-la novamente.E mais uma vez,naquele dia,Marceline suspirou.

Phoebe contemplava a visão do reino de fogo.O ritual havia acabado,e Phoebe se encontrava na torre mais alta do castelo,onde ela sabia se sentir segura.Ela sabia que,em breve,ela iria entrar numa guerra,e ela lutaria com todas as forças com unhas e dentes para proteger seu reino.Logo,o conselho da Rainha a chamaria.Lufadas de ar acertavam seu rosto,fazendo seus cabelos ruivos dançarem ao vento acariciando-lhe a pele.Phoebe se viu no tempo em que,brincava animadamente com seu irmão Mika no templo.Sua mãe trançando seus cabelos longos,enquanto cantava uma bela música.

E seu pai....

Ela não tinha nenhuma lembrança feliz com ele.Talvez porque,ele estivesse muito ocupado com o cargo de rei,ou a odiasse.Phoebe preferiu ficar na primeira sugestão.Agora,sem tranças,sem brincadeiras...

Agora,seu reino era sua família,e ela tinha a obrigação de protege-lo.Respirou fundo e em seguida,virou-se para a porta onde sabia que Micah sairia.A porta foi aberta,e de lá saiu Micah vestido formalmente.Seus cabelos foram bem produzidos,com maquiagem básica no rosto.

-Você veio... – Sussurrou.

-É claro que eu ia vir,não deixaria um amigo com cara de bobo...- Começou – A não ser que ele esteja atrás da minha cabeça...

Disse com um sorriso pateta.Phoebe riu com descrença apertando a túnica branca que vestia.Seus dedos pálidos apertava a muralha da torre de tal maneira que,seus dedos ficaram azuis com a força do aperto.

-Então,a guerra vai mesmo acontecer? – Perguntou Micah mirando no chão.

Phoebe suspirou.

- Infelizmente sim... – Disse. – Nossas tropas estão prontas para uma chacina.Eu não queria ter que fazer tal ato,mas o reino do leste tem que aprender que,nosso reino não é qualquer um.Á milênios o reino do norte e leste teve uma disputa de poder,fiquei chocada ao saber que,não começaram uma guerra.Eu não queria ter que fazer isso,Micah.Espero que entenda-me.

Micah ficou calado absorvendo a informação.

- Que tal um tratado de paz? – Perguntou esperançoso.

Phoebe suspirou.

- Mesmo que fizéssemos isso,a tensão entre nosso reino,e o reino do norte se estenderá, até o ponto em que os dois reinos terão que lutar.Bonnibel está inquieta, ela sabe que meu reino é o mais forte.

- Eu queria saber,como isso começou... – Disse bagunçando seus cabelos.Phoebe sorriu.

- Bem,vou te contar uma história.

“Há séculos,o primeiro rei das terras do leste fez um tratado com o reino do norte.Antes mesmo do reino ser formado,os dois povos Mister e Bubblegum estavam num eterno conflito que durou mil anos.A primeira filha do rei Jess,era uma menina de 5 anos,seu pai a amava muito que,sacrificaria qualquer coisa por ela.Numa tarde ensolarada,Jessy,a filha do rei,passou dos limites da terra dos Mister entrando na terra dos Bubblegum,que sem ela saber,causou um grande conflito.Um caçador das terras do Bubblegum a viu,e à sangue frio a violentou e a torturou até a sua morte.O rei dos Bubblegum imediatamente ficou sabendo disso e,então,mandou um dos seus criados embrulharem o corpo e mandarem para o rei Jess como se fosse um presente.O rei Jess,ficou em fúria diante á tal crueldade,e mandou seus homens incendiarem as terras de Bubblegum não poupando ninguém.Desde então o ódio crescente entre os dois povos seguiram em eras e eras,geração em geração.”

Micah ficou em silêncio mirando seus olhos castanhos escuros no chão.

- Mas,isso já passou.Isso....Foi á séculos... – Micah se calou diante do olhar em fúria de Phoebe.

- Então você aprova o que aconteceu com Jessy?Os Bubblegum tiveram o merecido,agora eles vão pagar com sangue.

- Eu sei,eu não aprovo a atitude deles com a princesa Jessy,mas isso foi á séculos.

- Eu não importo,o sangue sujo do rei primeiro rei de Bubblegum corre nas veias de Bonnibel.Você não a conhece como eu,Micah.Ela é uma cobra peçonhenta, fará de tudo pelo poder!

Desta vez,Phoebe estava em êxtase com seu ódio tanto que,chamas de fogo a circulavam-a.

- Por que tanto ódio Phoebe,ela não tentou nada ainda...- Falou suavemente.

- Você não sabe de nada,a muito tempo,Bonnibel tentou contra mim. Na minha festa de 15º anos,ela apareceu com aquele sorriso que odeio,ela tentou me matar Micah!

Desta vez,Phoebe já estava gritando,lágrimas desciam por seu rosto,enquanto ela apertava sua túnica.Micah estava com o rosto pálido,a boca aberta denunciava seu choque com a informação.

- Isso só fora mantido entre a família real.Este é o motivo de eu odiar tanto Bonnibel Bubblegum.

Disse se virando para a saída dando as costas para Micah.

- Agora,se não se incomodar,tenho uma reunião para ir...

Bonnibel se acomodou em seu assento enquanto esperava pacientemente o seu chá.Não demorou muito para ser servido,seus lábios rosados sopraram levemente o líquido esverdeado,saindo uma pequena fumaça branca.Observou seu reflexo no chá,pensando o quanto miserável estava aparecendo com o cabelo bagunçado,olheiras debaixo dos olhos,como prova das noites mal dormidas.

Ficou a noite toda pensando na guerra que estava por vir,Bonnibel sabia que seu povo não estava preparado para uma guerra.Mas,havia uma solução,uma solução que,aos olhos dos outros transformaria seu reino em um reino fraco.Não lhe agradava,mas era a única solução.A única solução para salvar seu povo,seu reinado,seu trono.Suspirou.Tinha saudades do dia em que,ela era apenas uma princesa.Uma princesa rebelde e imatura,que mantinha seu amor escondido que não era aceito pelos olhos dos outros.O dia em que,era só ela e Marceline.

Mas ela sacrificou esse amor pelo bem do seu povo.Quantos dias ela se perguntava,se isso era certo?Se ela tinha errado em deixar seu amor,sacrificar uma amizade de anos?Isso a atormentava todos os dias,e o pior era pensar se Marceline pensava nela,se sentia sua falta.

Mas uma parte dela a torturava todos os dias...

Quem ia ficar com você?Um ser tão mesquinho e egoísta?Uma assassina que tentou matar a Rainha do Norte?

Isso era verdade.Mas ela fez pelo bem do seu povo,ela não era egoísta,ela era uma heroína.Que pelo bem do seu povo,sacrificou seu único amor.


Há muito tempo atrás, a terra era habitada por todos os tipos de seres; desde elfos até trolls. Dragões viviam em harmonia com elfos, fadas conviviam em harmonia com outras espécies, até tudo desmoronar. Durante séculos fora convivida assim. Em eterna paz. Até que os humanos, espécies inferiores, começarem a sentir inveja das espécies superiores.

Guerras foram travadas. Sangue fora derramado. As profecias obscuras foram esquecidas... Mas ninguém nunca esqueceu o menino da profecia. Aquele que salvará o mundo da eterna sombra. A luz que tecerá o mundo a sua vontade. Fora assim, durante mil anos, até os humanos dominarem o mundo, os dragões se tornaram quase extintos, fadas se transformaram em bruxas malévolas.

Agora, o menino da profecia fora jogada ao esquecimento. Mas, no coração daqueles que ainda acredita, ele sempre permanecerá.

“Quando o mal se erguer, o herói irá nos salvar,

Quando tudo estará perdido, ele será a luz,

Venha! Meu grande guerreiro!

Erguerá tua espada e com ele salvarás!

Venha meu grande guerreiro para tua redenção!”

12 de Maio de 2018 às 00:54 0 Denunciar Insira 0
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