carolina718f Carolina Pires

E se no meio do natal, de um dia de neve, você encontrasse uma música que mudasse a realidade? Muita coisa pode mudar e com isso muita gente vai querer o poder que você tem. No final uma escolha difícil mas a mais acertada é feita.


Fantasia Todo o público.

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Sinfonia das estações

Num dia tal como os outros, talvez mais frio que os demais olho a janela lá fora, pequenos flocos de neve caindo e tornando tudo branco. Apesar do frio me sinto tentada a abrir a janela e logo o faço, a brisa gélida faz o meu corpo tremer.


Olho tudo à volta e sinto quando a água congelada gela ainda mais o meu corpo. Mas ainda como hipnotizada fico olhando a neve e sem pensar recuo, vou até á porta e a abro. Nos pés tenho umas pantufas e umas meias grossas e logo estou caminhando vendo crianças ao longo da rua, elas estão com casacos grandes e bem quentes no seu corpo.

No chão fazendo anjos de neve.


Me lembro como se fosse ontem quando era criança e fazia o mesmo, já não sou mais. Sou uma mera garota loira com 20 anos, mas ao vê-las felizes quero fazer o mesmo, quero ir para o meio delas e fazer o mesmo.


Saio de casa, retirando o casaco de trás da porta o visto e caminho, vendo os sorrisos das crianças ao longe. Ao chegar perto delas me atiro devagar para o gelo e com cuidado por causa das baixas temperaturas começo fazendo o mesmo que elas, mexendo os meus braços as minhas pernas. Noto os anjos feitos pelos demais á minha volta e até noto quando crianças vem para perto de mim faze-los.


Sinto o cheiro a pinheiro, a neve cair no meu cabelo. É o natal. Cheiro a rabanadas que estão sendo cozinhadas em alguma pastelaria. Mas há algo mais. Um som que destoa de tudo. Tal como se fosse uma flauta. Ouço a melodia, parece que mais ninguém a ouve, mas eu ouço.


Me levanto num momento, sei o que fazer, quero seguir, procurar de onde vem. Então caminho e caminho, perto de uma esquina, uma casa ou algo que se assemelha a tal, parece muito simples com pouca cor, uma porta feita em metal talvez, uma cor verde. Levo a mão até ela, mas a porta se abre antes mesmo de a empurrar.


Por um momento o som para e me pergunto se estava errada se realmente o som vem de lá, mas sou surpreendida com a resposta. Vejo um homem, ele está vestido tal como um elfo e nas suas mãos uma flauta. Sim uma flauta, é de lá que vem o som, a sinfonia que antes ouvi, é estranho, tal objeto pequeno parece ter dentro de si vários instrumentos, mas não, é apenas um que tem um som imenso.


— Use com sabedoria — o elfo na minha frente me fala e não entendo o que quer dizer, tento ir até ele perguntar o que ele quis dizer, mas o mesmo se esvai desaparece, deixando apenas a flauta, e um pedaço de papel ao que parece.


Percorro o pequeno espaço que me afasta da flauta e a pego. Um pedaço de metal cinzento, prateado. Vejo o papel ao lado e sei o que é, como se eu conseguisse ler ele sei que são notas, e servem para tocar nela.


Ainda me sinto hipnotizada tonta até e tal como se fosse magia, a minha mão está levando aquele objeto á boca. O som é maravilhoso. Um som agudo, mas suave ao mesmo tempo. Lento, mas rápido em alguns aspectos. Os meus dedos percorrem o metal, os buracos dele e como se eu tivesse estudado música há muito pareço profissional.


Agora algo dentro de mim me diz para ir lá fora e o faço. Caminho á procura da saída, ao abrir a porta e ao observar o ambiente que me envolve não acredito no que vejo. Se antes o chão estava coberto de neve, de anjos, agora já não.


Árvores com folhas, amarelas, laranja e vermelhas existem. Todo um ambiente de outono. As crianças com roupas mais frescas, brincando em amontoados de folhas.


Quando os meus lábios saem da flauta me questiono se é isso mesmo, se fui eu que fiz isto. Ao longe vejo algo que destona. Mas que faz parte do cenário que anteriormente vi. Parece alguém vestido de verde quase o Grinch e ele faz parte do natal. O vejo por breves instantes, mas logo ele some da minha linha de visão.


Sem pensar os meus lábios se movem até á flauta, e quando a toco tudo muda. Uma nova visão, um novo cenário. Agora consigo dizer que é verão. O sol quente, as roupas de manga curta, as piscinas nos quintais e os gelados nas mãos das crianças.


Ao que parece sou eu que o faço. Que mudo as estações. Toco e toco até voltar ao normal. Quero a estação que antes havia, o inverno, o natal.


Apesar de ser algo incrívelz mudar as estações, sei que não é certo. Não posso viver apenas dentro de uma tenho de viver todas. Algo dentro de mim me avisa se existe alguém que tem este poder, também existe alguém que o quererá roubar.


Sem saber como, corro, corro pra casa, sei que tenho de esconder o objeto e não só, a pauta com a letra da melodia, da sinfonia que está no meu bolso.


Chego em casa, abro a porta, sendo olhada por todos. Pelos meus pais e irmãos que parecem desconsiderar o porquê de parecer cansada. Abro o meu quarto, e logo o fecho á chave, tenho de encontrar um local para esconde-los. Abro gavetas e cómodas, olho debaixo da cama, mas lugar algum parece ser suficientemente capaz de aprisionar algo tão poderos.


No fim me lembro do meu diário. De uma caixa grande em forma de livro, com um fundo falso e um pequeno cofre. Lá dentro tenho o meu diário onde escondo os meus maiores segredos. Retiro tudo de dentro da gaveta apenas ficando a caixa, retiro o fundo, giro três vezes o cofre metendo os número, 5, 8 e 7 consequentemente coloco a pauta primeiramente e no fim a flauta e volto a colocar tudo como antes.


Agora estou na cama, o meu coração batendo rápido, devia estar dormindo, mas não consigo sei que algo vai acontecer.


Quando ouço barulho, finjo dormir. Mas ouço os passos, não sei quem é nem sei como lutar contra ele. Sem saber como viro a cabeça de lado e abro os olhos. Espiono e vejo.


Meu pai, minha mãe e os meus dois irmão mais novos, crianças, eles parecem enfeitiçados, os seus olhos quase baços e os vejo se dirigirem á gaveta onde guardei as coisas.


Ainda que o meu quarto esteja escuro, consigo ver a figura que nenhuma pessoa é da minha família. É o Grinch aquela figura verde é ele que está ao pé da porta, quase como por magia o meu cérebro me dá uma resposta.


Aquela pauta, é uma música, uma sinfonia, antiga, uma melodia, referente ao natal, por isso o Grinch a quer. É óbvio como não percebi? Ele odeia o natal, iria usar a música para seu proveito para irradicar o inverno, a estação onde o natal se passa.


Não posso deixar que ele o faça o que a minha família a mando dele o façam. Ainda que ninguém perceba de mim, devagar mal me mexendo ponho os pés no chão, forço o meu corpo a se arrastar na cama e logo ele está no chão, engatinho, mesmo sem ver nada e um arrepio toma parte do meu corpo.


Quando a minha visão parece se aprimorar não sabendo como eu o vejo. O Grinch aparecendo talvez debaixo da cama. Não sei se é debaixo da cama, mas pouco andei apesar de estar escuro sei que é debaixo da cama. O sorriso dele parece me querer assustar.


Me mexo, me movo com as mãos no chão e vejo quando a flauta é pega pela minha mãe, tento agarrar as suas mãos, mas sou impedida. Tento esperniar, mas a pessoa está detrás de mim é óbvio que é o Grinch.


Me mexo e quando vejo a boca da mulher que poucas horas era minha mãe perto da flauta. Todo o meu corpo grita, as forças são reforçadas e me lanço, me desenvilhico do monstro. Apesar de saber que não devia tocar a flauta, levo ela á boca, na minha cabeça ordeno que prendam o ser verde e logo eles o fazem.


Mas a música sai, envolve os meus ouvidos, apesar de saber ser noite, vejo claridade sei que é o sol. Grinch parece tapar os ouvidos como se ela os ferisse e não paro.


As minhas mãos doem, se passam horas que estou tocando a música e num momento ele some. Aquele pequeno ser raivoso que odeia o natal, sumiu, desapareceu.


Não volto a colocar o instrumento num cofre, prefiro a destruir. Na rua no meio de uma fogueira colocando, três ingredientes. Sal, avelã e cravinho coloco a flauta e a pauta.


Vendo tudo sendo consumido pelo fogo, a magia se transformando em pequenas partículas douradas e flutuarem pelo céu.


Apesar de o poder ajudar pessoas, da magia ajudar na vida. Existe magia que não é feita para este mundo…


5 de Dezembro de 2023 às 13:59 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Carolina Pires Ao lerem o que escrevo podem conhecer um pouco de mim...mas não tudo. Uma pequena escritora com gostos peculiares e extravagantes. Amante de terror e hot. Escrevo de tudo um pouco, mas a minha especialidade são as minhas poesias e hot🔞🔥. Viciada em supernatural, Harry Potter e ressaca.

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