Paroxismo Histérico Seguir história

cephex Stolas

Durante o período Vitoriano era comum que algumas mulheres fossem acometidas de uma doença crônica denominada "Paroxismo Histérico", patologia esta que lhes causava grandes aflições, levando-as recorrentemente ao médico. Baekhyun podia até não ser mulher, mas foi esta a explicação para seus males que o Dr. Kim lhe deu e ele não podia ter gostado mais daquela forma de tratamento incrivelmente convencional.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#exo #baekai #baekhyun #jongin #kai #slash #yaoi #lemon #kaibaek #pwp
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O que te acometes?

Caminhei ao lado de minha mãe pelas ruas da cidade, era a quarta vez seguida naquela semana que ia ao médico pelo mesmo motivo: insônia. Eu não saberia informar desde quando estava assim sem conseguir dormir direito, comer ou realizar qualquer atividade. Um cansaço me abatia sempre, sem que eu pudesse compreender o motivo.

Meu pai, vendo tudo aquilo resolveu que eu estava com "problemas de homem", afinal já estava com dezessete e era hora de virar macho — como ele mesmo disse —, e eu sempre ingênuo acreditei que qualquer que fosse a ideia dele daria certo, já que como um homem inteligente ele sempre sabia a resposta para tudo.

Meu progenitor me levou à um bordel afastado da cidade, ele era grande e de nome conhecido (apesar de todas as tentativas das mães de família para que fechassem o estabelecimento). Claro, minha mãe foi totalmente contra o recurso sugerido por ele, mas já havíamos tentado de tudo e ela, mesmo que contrariada, se resignou.

Devo dizer que foi inútil. Ao chegar lá fui jogado dentro de um quarto com uma mulher seminua muito bonita. Era uma boa pessoa entretanto, nada do que fez — e devo ressaltar que foram muitas tentativas— surtiu efeito, resultando em uma senhora frustrada e compadecida do meu problema enquanto eu, já imaginava que devia ser alguma doença crônica. Por fim e pela quarta vez seguida voltamos ao médico da família que já havia passado desde pílulas até mesmo consultas com uma mulher que se dizia capaz de curar qualquer doença que afetasse a alma. Minha doença já afetava toda a família, já que minha mãe se encontrava com olheiras profundas e meu pai estava estressado, descontando sua raiva nos meus irmãos mais novos.

Por fim minha cabeça doía sempre, uma enxaqueca horrível que levava a família a pensar que eu me encontrava com alguma doença letal que me levaria à qualquer minuto, coisa que obviamente me apavorava mais do que deixava transparecer.

Chegando ao consultório do nosso médico já que ele não poderia fazer a consulta na nossa casa como de costume, fomos surpreendidos pela figura de um jovem rapaz atendendo um paciente com um dedo decepado. Pelo cheiro do local eu desconfiava que fosse algum aprendiz de peixeiro ou algo parecido.

— Agora você precisa tomar cuidado —, alertou o jovem homem com calma e um sorriso gentil na face — não deixe o curativo se molhar e não permaneça com ele por mais de vinte e quatro horas. Terá de voltar aqui todos os dias até que esteja curado.

O outro apenas assentiu, concordado com a prescrição calmamente e levantando-se para ir embora. O jovem médico o acompanhou para deixá-lo na porta e acenou educadamente quando nos percebeu ali, voltando rapidamente e instruindo que sentássemos confortavelmente no sofá.

— Bom dia, meu nome é Kim Jongin — ele disse, estendendo a mão para minha mãe e logo depois para mim. Sua pele era tão macia que quase parecia a mão de uma mulher, não fosse pelo tamanho. — Meu avô não se encontra muito bem hoje e me deixou responsável pelos pacientes mais urgentes. Espero que possa ajudá-los.

Ele pontuou a frase com um sorriso bonito e pude ouvir um suspiro vindo de minha mãe. Imaginei que ela provavelmente estava chateada por nosso médico pensar que poderia nos satisfazer com alguém tão inexperiente, mas quando a olhei ela se encontrava com um pequeno sorriso no rosto.

— Bem, eu sou a Sra. Byun e esse é meu filho Baekhyun — Ela nos apresentou e me senti como uma criança pequena. Ainda mais quando o homem que ia me consultar parecia mais jovem que eu. — Talvez você tenha olhado nos registros de seu avô e tenha alguma sugestão para que possamos encontrar a razão e a cura dessa doença horrível que abate meu filho.

Senti os olhos negros como o breu sobre mim e o encarei de volta, ganhando um sorriso simpático.

— Você tem sentido mais alguma coisa nos últimos dias Sr. Byun? — por algum motivo meu estômago borbulhou quando pronunciou meu nome. — Me conte qualquer coisa que você suponha estar relacionada ao seu estado. Quantos anos tem?

Olhei para minha mãe de esguelha e ela tinha os olhos brilhando de animação, a esperança renovada pelo profissional à nossa frente.

— Eh, bem eu completei dezessete há dois dias. — Olhei para ele, estava anotando algo em um caderno de capa escura e eu me perguntava se estava ficando louco ou ele realmente tinha um dos lados da boca arrebitado em um sorriso. — Eu tenho estado meio impaciente esses últimos tempos, além de que também sinto dores de cabeça.

Ele assentiu, ainda anotando concentrado e mesmo assim sorriu para minha mãe ao erguer a cabeça.

— Entendo, acho que já sei qual o problema do seu filho senhora. — Disse, olhando para mim com um brilho nas orbes negras que enviou um arrepio desde a base da minha coluna até os pelos de minha nuca. — A senhora já ouviu falar de Paroxismo Histérico?

Olhei para minha mãe, ela parecia surpresa. Nos seus olhos havia uma curiosidade incontida que o doutor provavelmente também devia ter percebido.

— Sim. – Respondeu com as orelhas levemente avermelhadas, sinal claro de quando ela estava envergonhada.

— O princípio é mais ou menos o mesmo. — Ele explicou, a voz calma e simpática — provavelmente ele deve ter passado pela puberdade há pouco tempo, não? Claro, esse é um caso comum entre mulheres, mas também pode acontecer com homens jovens. Esse é o caso do seu filho.

Minha mãe assentiu, parecendo surpresa e aliviada também. Ela sorriu para o médico e me encarou com uma expressão determinada.

— Certo, querido quando vocês terminarem por aqui ligue para que eu venha buscá-lo.

Franzi a testa e encarei meu médico, sem entender o que minha mãe quis dizer com "terminar". O doutor Kim estava ainda no sofá, as pernas longas cruzadas e a atenção ainda voltada para o caderno de capa preta.

— Baekhyun você já gozou?

A pergunta dele foi displicente o suficiente para que eu imaginasse que havia entendido errado, mesmo que o sangue tivesse fugido do meu rosto assim que escutei a pergunta.

— Se eu fiz o quê?

Ele me encarou, soltando o caderno de anotações sobre o sofá.

— Alguma vez você já teve algum sonho que fez você acordar sujo com um líquido branco e uma sensação de relaxamento? — ele explicou, me fazendo engolir em seco — ou talvez tenha se tocado até atingir o ápice?

Franzi a testa com a segunda opção, mas não respondi de imediato, muito menos estava disposto a dar aquele tipo de informação à ele.

— A primeira opção, — falei com má vontade. — A segunda não sei.

Ele assentiu, parecendo pensar um pouco.

— Quantas vezes isso aconteceu?

Desviei o olhar de seu rosto, sentindo uma vergonha estranha me invadir. Não entendia o porquê de tanto nervosismo já que ele era meu médico e precisava das informações.

— Ah, er... U-uma vez. — Gaguejei, e quando o olhei ele estava sorrindo. — Mas Por que isso é importante?

— Faz parte da consulta senhor Byun. — Respondeu, acenando para que eu o acompanhasse. — o que você sonhou quando gozou?

Engoli em seco, eu não podia contar à ele que sonhei com meu melhor amigo nu, ele me mandaria embora e ainda por cima espalharia para toda a cidade coisas horríveis sobre mim. Eu seria enforcado!

— Eu sonhei com uma amiga. — Menti, a voz tremendo com insegurança.

Ele entrou no cômodo, havia apenas uma poltrona estofada de cor amarelo berrante, um banquinho e uma cadeira ao lado, mas por mais que as cores fossem um pouco extravagantes, não era um conjunto feio.

— No sonho o que vocês estavam fazendo? — Ele perguntou, indo até um armário que eu não havia notado no local e tirando uma caixinha de madeira, mais ou menos do tamanho de uma caixa de sapatos. — Tire a roupa e sente-se na poltrona.

Tremi com aquela ordem, mas acreditando que seria para o tratamento fiz o que ele pediu, de costas, evitando que ele olhasse demais o meu corpo. Nunca gostei de ser observado, ainda mais por estranhos. Assim que terminei de tirar as roupas sentei no lugar que ele indicou, me encolhendo um pouco devido ao seu olhar atento.

— Ela me penetrava. — Respondi, desviando o olhar e quando o observei novamente ele me encarava com uma expressão de dúvida.

— Ela? — Arqueou uma sobrancelha.

Meu sangue gelou quando percebi o que tinha dito e no impulso me coloquei de pé, sacudindo os braços histericamente.

- Não! ele... quer dizer, eu! isso! eu penetrava ela!

Quando finalmente terminei de falar minha respiração estava rápida, o desespero realmente tomou conta do meu corpo. Me joguei de volta na poltrona e passei as mãos pelo rosto. Eu sabia que ele não tinha acreditado naquela desculpa esfarrapada.

— Seu sonho foi bem interessante sabe -, ele disse se recostando na cadeira, o corpo levemente inclinado e o olhar penetrante em mim. Ele ficava bastante lascivo naquela posição, mesmo que aparentemente não fosse intencional. - Você sabia que existe um grupo de sacerdotes que acreditam que a penetração tem uma relação direta com os deuses? - Ele me perguntou e eu sacudi a cabeça negativamente imaginando se aquilo seria real. - Apoie os pés no banquinho.

Antes mesmo de me dar conta já tinha feito o que ele havia me pedido, apenas depois percebi que o banco era afastado demais e eu estava bastante exposto.

— Não se envergonhe, — ele disse quando fiz menção de voltar para a posição que estava inicialmente. — Sabe, esses sacerdotes por não terem nenhum contato com o sexo feminino faziam isso entre eles mesmos.

-Oh! —Exclamei surpreso, nunca tinha visto qualquer religião que encarasse aquele tipo de coisa um contato com deus. Ainda mais entre dois homens, sendo que no regime atual esse tipo de relacionamento era passível de morte. — Eles ainda existem?

Ele negou com a cabeça, reduzindo um pouco meu interesse.

— Os romanos também faziam isso, — ele disse calmamente, retirando alguns materiais da caixinha que havia pego. — Mas não havia qualquer relação com religião. — revelou, me olhando com os orbes penetrantes. Kim Jongin parecia uma espécie de encantador, tudo o que ele fazia era belo e atraente. — era apenas por prazer próprio. Mas também pode ser usado como método de tratamento, como agora.

Arregalei os olhos, sentindo meu corpo pulsar apenas por pensar em uma penetração, lembrando do sonho que tive com Chanyeol. Era completamente involuntário, mas aquilo me deixou ansioso.

— Como assim prazer próprio? — Perguntei depois de um tempo com ele me olhando interessado, provavelmente por causa da minha reação mal disfarçada. — Mas o prazer do homem não está no órgão sexual?

Ele sorriu, não algo simpático como em todas as outras vezes. Naquele momento seu olhar brilhava com algo a mais.

— Eu não saberia te explicar muito bem com palavras. — Respondeu, apoiando os cotovelos nas pernas e me encarando com malícia. — Mas eu poderia te mostrar. — abri a boca para recusar, aquilo devia ser algum tipo de pegadinha certo? — claro, isso também seria parte do seu tratamento.

Estremeci em imaginar o que ele faria, o doutor parecia sempre adivinhar o que eu estava prestes à dizer e então apenas confirmei com a cabeça seja lá o que ele fosse fazer. Será que eu estava fazendo certo em apenas concordar com o que ele queria?

— Abra as pernas. — Mandou, se pondo de pé e sentando no banquinho onde eu estava apoiado, entre meus calcanhares.

Senti meus músculos tencionarem quando ele olhou atentamente para mim e teria me encolhido se ele não tivesse segurado minhas pernas, os polegares fazendo movimentos circulares que me deixavam arrepiado.

— Você é lindo e não precisa ter medo de mim, eu vou cuidar bem de você.

Aquilo surpreendentemente me acalmou, sua expressão também parecia verdadeira e por fim colei as costas ao estofado da poltrona, o observando passar as mãos quentes e macias pelas minhas pernas tentando fazer com que eu me acalmasse. As carícias estavam sim me deixando mais calmo, mas ao mesmo tempo elas me faziam ter uma reação inusitada, meu pênis antes adormecido agora se encontrava começando a ficar rígido.

Me arrepiei quando sua mão direita caminhou até meus testículos, massageando suavemente enquanto com a outra ainda acariciava minha coxa. Seu toque ardia na minha pele como brasa, eu nunca tinha sentido nada como aquilo. Meu interior queimava querendo alguma coisa, eu só não sabia exatamente o que era.

Soltei um gemido involuntário quando ele tocou meu membro, a mão grande e macia parecia pegar fogo e minha pele se arrepiou, uma sensação de ansiedade se instalando acima de meu estômago enquanto minha respiração ficava mais rápida. Ele fazia tudo com uma lentidão monumental, acariciando desde a base do meu membro até o topo sensível e quando ele finalmente aumentou a velocidade da mão que me tocava e soltei um choramingo. Parecia que algo se acumulava abaixo da minha pele, como se borbulhasse prestes a explodir.

Arfei quando seu polegar raspou a cabeça rosada e meu corpo estremeceu ao mesmo tempo que eu respirava apenas superficialmente. Olhei para seu rosto, algumas gotas de suor se formavam enquanto mordia o lábio bonito de uma forma que poderia muito bem ser interpretada como a reprodução do pecado. Como ele podia ser tão lindo?

Senti minha poltrona ser puxada e logo eu estava mais perto dele que o recomendado, sentido sua respiração quente contra mim.

—Doutor?! — Exclamei quando ele ergueu uma de minhas pernas e posicionou sobre seu ombro.

—Jongin. — Ele pontuou com a voz grave. — quando estiver gemendo para mim fale meu nome.

Sua voz era tão confiante e possessiva que apenas isso poderia ter feito eu me desfazer. Logo senti minha outra perna ser erguida e logo suas mãos quentes agarraram minhas nádegas e ao mesmo tempo que sua boca macia tocou meu membro eu gritei. Urrei seu nome tão alto que mais parecia uma das mulheres da vida que trabalhavam no bordel em que meu pai me levou.

Meus gemidos não cessaram um instante, eu não conseguia. Cada gemido que soltava parecia motiva-lo ainda mais e ele aumentava a velocidade de sua boca, me enterrando até o último centímetro naquela cavidade morna e gostosa. Minha pele parecia borbulhar e com a cabeça jogada para trás senti algo estranho se apoderar de mim. Meus dedos dos pés vc se se sese curvavam devido àquela sensação divina e com ele abraçado ao meu tronco enquanto me sugava eu sentia como se fosse explodir. Seus dedos vieram em direção à minha boca e a única coisa que pensei em fazer foi lambe-los e chupá-los assim como estava fazendo comigo.

Agarrei com força os braços da poltrona quando meu mundo sacudiu e fechei os olhos com força quando um gemido gutural vibrou no meu pênis fazendo com que eu estremecesse e me desfizesse em sua boca ao mesmo tempo que ele tirava os dedos da minha e me penetrava com um único dedo, provocando um prazer estranho que eu não imaginava existir, o precipício se estendendo à minha frente infinito.

Kim Jongin não parou com seus movimentos, todo o meu corpo estava sensível e pequenos espasmos faziam eu me contorcer quando ele batia em algo dentro de mim. Agora não era mais um dedo, ele adicionava outro e outro de acordo com a frequência dos meus gemidos e logo eu já estava descontrolado, me segurando em qualquer lugar onde pudesse me agarrar e mordendo o lábio com força, tentando não gemer tanto quanto havia feito antes.

O médico não deixou de me tocar um segundo sequer, agora com a mão que eu tanto amava ele me masturbava, olhando para o meu rosto com um sorriso malicioso que fazia minha face corar, aparentando gostar demais do que estava fazendo. Eu já não sabia se aquilo era mesmo uma consulta.

— Eu vou morrer... — Chiei quando não podia mais suportar aquela pressão em todo o meu corpo. O sangue corria forte pelas minhas veias e eu sentia meus batimentos nos ouvidos tão alto que imaginei que ia ficar surdo.

Me despejei novamente sobre meu abdômen, comprimindo as pálpebras que eu nem lembrava ter fechado enquanto minha respiração desacelerava lentamente. Senti lábios contra minha bochecha e abri um dos meus olhos, dando de cara com a pele amorenada do meu médico. Dessa vez ele não sorria, mas tinha um brilho manso nos olhos.

— Você é tão fofo quando goza. — Falou simplesmente, como se dissesse que a tarde estava amena e sem querer, me apaixonei um pouquinho por aquilo. — Agora fique quietinho aqui, certo?

Ele levantou e saiu da sala, assim que a porta se fechou atrás dele eu me senti desamparado, como se apenas a presença dele ali pudesse me salvar. Me encolhi contra o estofado da poltrona — dessa vez não por vergonha —, e esperei que ele chegasse logo.

Ele não demorou muito, trazia uma bacia com água e um lenço branco. Assim que chegou ele se pôs a me limpar, seu rosto tão perto do meu que não deixei de notar o quanto sua boca era linda e carnuda. Os olhos dele pareciam pedras preciosas tamanho o brilho e me perguntei como ele ainda não havia se tornado modelo de quadros famosos.

Quando finalmente me olhou nos olhos a curiosidade me consumiu, como seria beijá-lo? Sua boca era tão suave e macia quanto aparentava?

Me impulsionei para frente quando ele estava distraído e capturei seus lábios. Sim, ele era tão macio quanto eu esperava e até mesmo mais. Eu nunca havia beijado antes — a não ser alguns beijinhos com primas distantes — logo, não tinha muita prática e me senti inseguro ao lembrar que ele já era um homem com diploma e tudo mais.

Afastando-me rapidamente olhei para o lado envergonhado, minhas orelhas queimando quando ouvi uma risadinha fraca da sua parte. Por que eu tinha feito aquilo?

— Você é realmente fofo quando fica corado. — Me disse tão perto do ouvido que senti minha pele arrepiar. — O que eu precisaria fazer para te deixar todo vermelhinho assim mais vezes?

Novamente ele plantou um beijo na minha bochecha, seguido por mais um atrás da orelha que fez com que eu soltasse um suspiro resignado. Ele podia fazer o que quisesse comigo desde que fosse tão bom quanto aquilo.

Por último ele colou nossas bocas, mas a experiência dele era claramente diferente da minha e logo me vi querendo me agarrar em seus cabelos assim que sua língua tocou meus lábios. Era uma sensação tão boa que pensava em engolir ele por inteiro, principalmente quando ele fazia tão lentamente quando eu queria que ele me devorasse. Quando eu achei que ele finalmente ia me beijar com mais vontade ele se afastou, a respiração acelerada e os cabelos bagunçados deixando ele completamente sensual.

— Agora você deve se vestir, — ele sorriu quase parecendo triste, e eu retribui da mesma forma. — eu vou deixá-lo em casa.

Naquele momento me perguntei se pular de alegria seria errado, mas eu estava realmente feliz, e mais feliz ainda ficou minha mãe ao vê-lo comigo, parecia uma criancinha ao ganhar doces. Neste dia ele jantou conosco, coisa que logo se tornou natural quando meu pai se afeiçoou à ele e ao seu sorriso bonito e caloroso — Kim Jongin podia até ser médico, mas era mestre em cativar pessoas. Meus irmãos também pareciam idolatra-lo, coisa que não me era estranha quando ele sempre lhes trazia presentes caros.

Mamãe assim como tinha se acostumado com a companhia dele se acostumou também em lhe mandar comidas caseiras quase duas vezes por semana dando-me oportunidade para que pudesse vê-lo com mais frequência, entretanto dessa vez sem consultas no meio da tarde. Algumas vezes ele me convidava para jantares e outras para pequenos passeios, naquela época eu achei estranho que nunca me tocasse como da primeira vez, coisa que entendi rapidamente no dia do meu aniversário de vinte e um quando completei a maioridade e ele parecia faminto. De nada me surpreendeu quando percebi que estava pior que ele.

Naquela mesma noite ele pediu para que eu fosse embora da cidade com ele, colocando uma aliança dourada no meu dedo e sonhos demais na minha cabeça. A aliança teve de ser retirada assim que fui para casa contar a grande novidade para meus pais. Eles amavam Jongin tanto quanto eu, porém não da mesma forma e também não possuíam tanta compreensão. Jongin lhes disse que era um estudo que desenvolvia e queria levar-me como aprendiz. Como o esperado eles não tardaram a me incentivar a ir, agradecendo-o como se fosse o novo messias.

Claro que fui e nunca me arrependi de ter acompanhado o amor da minha vida. Desenvolvi um estudo sobre o Paroxismo Histérico também e Jongin nunca cansava de ser minha cobaia, por final descobrimos seus princípios, mas era cômico demais que ninguém tivesse percebido antes para que eu pudesse publicá-lo.


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Sabem em quê consistia o tratamento do Paroxismo Histérico? Os médicos descobriram que massagens nas partes íntimas femininas aliviava os sintomas da doença, mas eram tantas mulheres com essa aflição que um dia alguém inventou o massageador (cof cof) para que os pobres coitados médicos não se exaurissem tanto. Depois de um tempo essa doença ficou tão famosa que as mulheres ja tinham o vibrador em casa à vista de todos e claro, para fins terapêuticos kshsksnsl (o pessoal ainda tem né? mas é escondidinho).



uh falei demais?

6 de Maio de 2018 às 03:02 0 Denunciar Insira 2
Fim

Conheça o autor

Stolas Gosto de escrever, criar personagens ou enredos diferentes, porém não tenho disciplina e grande parte das minhas histórias acabam se perdendo no mar do esquecimento.

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