Querido Pai Seguir história

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Sakumo percebia os pequenos olhos do filho a mirar sua face em dúvida, sem compreender o motivo de tamanha comoção. Mesmo que Kakashi fosse um gênio não deixava de ser uma criança, e certos assuntos ainda lhe soavam como uma incógnita.


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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O peso do Amor


Essa fic orignalmente era para ser fluffy, mas eu fui tragada pelo angst e acabou que dando nisso. 

Para minha Mama Terezinha que se apaixonou pela ideia de ter uma fic com o Sakumo. Espero que curta, minha linda!

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Meu pai é um homem incrível.

Sério, não há ninguém no mundo melhor, mais astuto, confiável e poderoso que ele. Um ninja de primeira qualidade, um homem de índole indubitável.

Meu pai, Hatake Sakumo, também é o melhor pai do mundo. Eu espero um dia poder ser como ele. Na verdade, eu não só espero por isso como me empenho para sê-lo, ao menos poder me equiparar em destreza, agilidade e poder. Mas não quero apenas ser um ninja valoroso e requisitado que ama a nossa vila com todo o coração. Também desejo ser gentil e companheiro como ele.

Meu pai é meu maior exemplo e eu vou ser como ele.

Após ler a carta, Sakumo não tinha palavras para descrever o tamanho da emoção que sentia. Limpou as lágrimas teimosas que se empoçaram nos cantos de seus olhos esfregando-os rudemente com a palma das mãos. Se pegou imaginando o que sua esposa diria se lesse aquela carta junto a ele. Certamente o abraçaria daquela maneira terna e aconchegante tão única -da qual sentia falta imensurável- com os olhos faiscando de amor e contentamento. Ambos ririam juntos, de maneira cúmplice, e se regozijariam naquele pequeno ato, sentindo a plenitude advinda daquele instante de partilha e orgulho.

No entanto ela não estava mais ali havia anos. Partira antes dele, subitamente, sem tempo para um último beijo ou adeus, e aquilo havia o ferido de maneira descomunal. Não fosse o filho, certamente teria seguido a amada sem titubear.

Não era fácil criar um filho sozinho. Havia dias em que se sentia exaurido a ponto de se pegar duvidando da própria capacidade, desejando acordar e reencontrar a esposa ao seu lado. A vida como Shinobbi por vezes lhe consumia um tempo precioso, e era uma luta constante conciliar a profissão e a paternidade.

Sorte sua que tinha Kakashi.

Não podia ter pedido por um filho melhor. Ele era esperto e consciente do mundo ao seu redor. Lidava com as tarefas e missões do pai com maturidade e compreensão superiores ao esperado para uma criança de sua idade. Sakumo se orgulhava da genialidade tenra do filho, mas temia que toda essa ânsia em demonstrar sua habilidades e evolução influenciasse em sua personalidade, fazendo-o se perder no fútil sentimento de soberba.

—Seu filho é igual você, Sakumo. Não há o que se preocupar. Seria de estranhar se não o fosse. — um de seus amigos lhe acalmou certa vez ao ouvir seu desabafo.

—Temo que ele acabe se tornando uma pessoa arrogante.

—Isso não vai acontecer, porque se tem algo do qual tenho certeza nessa vida é que genialidade e humildade são características impregnadas nos genes dos Hatake, meu amigo. Pare de se preocupar à toa.

Mesmo que o amigo estivesse a um passo do coma alcoólico e pouco se lembrasse daquela conversa no dia seguinte, Sakumo aceitou suas palavras, concordando que talvez estivesse realmente preocupado por pouco.

Quando encontraram Might Duy e seu filho, ele realmente se preocupou com a atitude pouco amigável e humilde do filho para com o pequeno. Ele não havia sido nem um pouco camarada com Gai, por isso aconselhou-o sabiamente a não desprezar o menino que poderia no futuro ser um “poderoso oponente”.

E como ele se orgulhava de seu filho. Kakashi ponderou e aceitou as palavras do pai, reconsiderando.

Como ele disse, não podia ter pedido um filho melhor.

Por mais difícil que fosse lidar com a paternidade e a vida como Jounin requisitado, Sakumo estava verdadeiramente grato por estar conseguindo amarrar suas obrigações sem deixar que nem um acabasse sendo negligenciada em prol da outra.

Até que chegou a missão onde ele falhou.

Nunca em sua vida ele havia abandonado uma missão, mas daquela vez ele faria a exceção por considerar a vida e integridade física de seus companheiros mais importante do que a conclusão da tarefa que lhe fora incumbida pelo próprio Hokage. Imaginou que os motivos que o levaram a abortar a missão eram mais do que plausíveis e comandou a retirada. Se soubesse o quanto iria amargar aquela decisão talvez houvesse pensado duas vezes.

De volta a Konoha ele sofreu o preconceito de ser considerado um tolo, fraco, sentimental e covarde. Até mesmo seus amigos -pelos quais havia abdicado de sua reponsabilidade em prol de assegurar suas vidas- o repreenderam com asco em escárnio a sua conduta acovardada.

A gente teria completado a missão, não fosse o nosso capitão medroso. – um dos supostos amigos acusou-o com raiva e desdém.

Vocês poderiam ter morrido se eu mantivesse a formação e continuássemos. Não entende isso?- retrucou irado pela falta de raciocínio do homem.

— Que morrêssemos então!— o homem vociferou ganhando o apoio dos demais. – Nós somos ninjas, nossa vida é perigosa! Assumimos o risco de não voltar para casa quando aceitamos uma missão.

— Acham mesmo que valem tão pouco assim?

Sim! Nossas vidas comparadas ao nosso dever não é nada! A missão é a prioridade e você sabe disso mais do que ninguém Hatake! Quando aceitei participar do mesmo esquadrão que você, o fiz porque acreditava que era um ninja de elite, que valorizava as missões e as cumpria independente dos riscos. Mas olha como estamos agora, fugindo do inimigo como ratos.

—Não há vergonha em reconhecer que nem sempre é possível ganhar.

— Há sim! Talvez para você não haja, mas eu sinto vergonha sim. Dei minha palavra ao jurar lealdade a Konoha. Mas agora olhe para nós! Estamos fugindo acovardados por sua causa! É assim que você serve lealmente a sua vila?

— Minha lealdade para com a minha vila é incontestável. Eu jamais a trairia. Entretanto não vou ser culpado da morte de vocês. Não os levarei para o abatedouro.

Acha que não damos conta? Que é o único que tem capacidade e peito para enfrentar dificuldades?- o homem se aproximou de maneira desafiadora e perigosa. – Nós também somos ninjas de elite como você Shiroi Kiba, não nos diminua.

— Para mim parecem apenas fantoches. Não prezam pela vida dos companheiros.- encarou o homem nos olhos destemidamente. – Eu me recuso a sujar a minha mão com o sangue dos meus por causa de uma missão que pode ser executada com mais perícia.

— Para mim isso soa como uma desculpa!

—Não me importa como soa a você.- cortou-o secamente —Vamos voltar e nos reagrupar. A missão está cancelada.

Você é um covarde Shiroi Kiba. Um covarde, sem honra!— o sujeito se alterou e tentou aplicar um golpe do qual Sakumo habilmente desviou. Com uma mão deitou o homem ao chão, pressionando suas costas com um pé enquanto puxava seu braço direito com uma das mãos, travando-o em uma posição da qual não podia escapar sozinho. Seus olhos atentos perscrutavam os rostos dos demais em busca de algum sinal de insubordinação por parte deles. Encontrou olhares estupefatos, atônitos e até mesmo irritados, porém nenhum deles parecia disposto a avançar.

Eu vou repetir uma última vez: Vamos voltar e nos reagrupar. Entendido?— torceu o braço do homem que urrou ao sentir as juntas reclamarem e os músculos estirados.

Por sua causa eu vou ter o meu registro sujo por abandono de missão, seu covarde desprezível!- vociferou entredentes.

— Entendido?- repetiu a pergunta. O homem ainda teimou por algum tempo até ceder.

Levantando-se com o olhar colérico ele cuspiu no chão e olhou com desprezo para o líder.

— Entendido, capitão.

Sakkumo não compreendia como eles podiam comparar o valor de uma vida a conclusão de uma missão que poderia ser executada em momento mais oportuno. Ao seu ver era absurdo aplicar uma sentença de morte a homens que poderiam ter mais valia se sua vida fosse preservada.

Estava em paz consigo mesmo, crente de ter decidido sabiamente ao optar pela segurança dos companheiros.

Todavia não estava preparado emocional e mentalmente para lidar com a repercussão que sua decisão teve, tampouco com todo aquele sentimento negativo ao seu redor. Já vivia sufocado pelas responsabilidades de criar um filho sozinho em um mundo comandado pelo cruel sistema shinobi, agora ter que conviver sendo acusado injustamente por fazer a coisa certa era absurdo demais.

A culpa e os dedos em riste minaram aos poucos sua autoconfiança, tragando-o para um abismo do qual sentia cada vez menos disposição para sair. Percebia os pequenos olhos do filho a mirar sua face em dúvida, sem compreender o motivo de tamanha comoção. Mesmo que Kakashi fosse um gênio não deixava de ser uma criança, e certos assuntos ainda lhe soavam como uma incógnita.

Até porque para ele o pai não estava errado.

Sempre o vira colocar a vila e a vida de todos ao redor em primeiro lugar. Era um ninja de elite, leal a seu Hokage e prezava pelos seus. Não merecia ser tratado daquela maneira. Era injusto.

Percebeu-o cada vez mais acanhado e cabisbaixo. A personalidade exultante dele parecia ter sido extirpada de sua alma. Já não sorria com tanta frequência e preferia passar longas horas em silêncio, muitas vezes em meio ao breu do quarto ou a fitar o céu sem contemplar nada em particular.

Lembrou-se de como o pai ficara feliz com a primeira carta que lhe deu e resolveu fazer outra. Passou alguns minutos deitado na sala, concentrado em selecionar as melhores palavras enquanto escrevia de modo cuidadoso, caprichando na caligrafia.

Surpreendeu-o em um de seus momentos de muda contemplação. Absorto em balançar uma kunai entre os dedos sem de fato prestar atenção ao objeto. Entregou-lhe a carta e sentou-se a sua frente esperando que ele lesse. Os dedos languidos tatearam demoradamente pela superfície do papel antes que Sakumo de fato o desdobrasse.

Meu pai é um homem incrível, o melhor Shinobi que eu conheço. Ele sempre coloca a segurança de seus companheiros acima de tudo. É gentil e devoto e um dia eu serei como ele.

Mas ultimamente ele tem estado tão triste.

Eu faço de tudo para animá-lo, mas não sei se estou fazendo certo. Gostaria de poder fazer mais por ele, mas não entendo muito bem como funciona a cabeça dos adultos, mesmo sendo mais inteligente que a maioria das crianças da minha idade.

Acho que ele está triste por causa do que andam falando dele por aí. O chamam de covarde, mas eu sei que ele não é. Meu pai é gentil e quis proteger os amigos. Mesmo que eles não entendam isso eu entendo, e acredito que meu pai fez a coisa certa.

Meu pai é o ninja mais corajoso e habilidoso do mundo e um dia eu vou ser como ele.

As lágrimas começaram a correr quando ele estava na metade da leitura, assim como como os dedos que se moviam inquietos aparentemente incapazes de segurar o papel sem deixa-lo trepidar.

—O-Obrigado, filho. – agradeceu emocionado com a voz baixa e embargada.

Com a inocência e leveza de uma criança de cinco anos, Kakashi levantou a abraçou o pai que o segurou com força, apoiando o rosto nos ombros pueris. Era tão companheiro e carinhoso quanto a mãe dele fora em vida. Se ao menos ela estivesse ali para ajuda-lo a lidar com todos aqueles sentimentos negativos que estavam consumindo-o, Sakumo talvez estivesse melhor.

—Eu amo o senhor, pai. Não se preocupe com o que estão falando, você sempre vai ser o ninja mais corajoso do mundo para mim.— afastou-se secando com carinho as lágrimas do rosto do pai, observando tristemente quão maltratado estava.

Acho que precisamos sair para nos divertir um pouco. O que acha de visitarmos o Gai?

Os olhos do pequeno brilharam de excitação, mas ele tratou de esconder a animação envergonhado.

—Pode ser.— o pequeno fez pose de quem não se importava muito. Gostava de estar com o menino estranho do cabelo esquisito, mas jamais admitiria.

A despeito da manhã que havia começado infeliz, ambos passaram uma agradável tarde em companhia dos amigos. Os adultos conversaram enquanto os dois meninos treinavam, entrando em uma série de disputas aparentemente infindáveis.

Então, como está lidando com tudo isso?— Duy perguntou sem tirar os olhos dos dois que pareciam disputar um melhor de três aparentemente arremessando kunais em um alvo em comum.

Sakumo sentiu o coração encher-se de pesar com aquela pergunta.

Se não quiser falar sobre isso, tudo bem.— emendou ao perceber o silêncio do amigo como um indicativo de que ele não queria tocar no assunto. – Quero que saiba que eu não o julgo. Talvez no seu lugar eu houvesse tomado a mesma decisão.

—Pena que nem todos pensam assim.— sua voz saiu quase inaudível e Duy percebeu que ele agora olhava para um grupo de genins que apontavam para ele a distância. A julgar pelos movimentos dos olhos e braços era possível perceber que estavam fazendo troças com o Hatake.

Canino branco? Só se for um dente de leite!— um deles gritou alto em zombaria sendo seguido pelos demais que riram com sua provocação.

Duy se levantou enfurecido com aquele comentário impertinente. Ia repreendê-los quando sentiu Sakkumo segurar seu braço para que se contivesse.

—Não vale a pena. Ignore-os. – aconselhou ainda olhando para o chão.

—Mas é claro que não! Isso é um desrespeito com você, um ninja que já sacrificou tanto pela vila.

— Eles tem o direito de pensar o que quiserem.

—Vai aceitar essas ofensas gratuitas?— perguntou em descrença.

Eu manchei meu nome quando decidi abortar a missão. Não posso obrigar ninguém a entender meus motivos.

Diante do olhar condescendente de Sakkumo, o ninja parou percebendo que seria um trabalho em vão tentar convencê-lo do quão injusto era aquilo. Desistiu desapontado pelo Hatake aceitar resoluto aquela situação vexatória.

—Você não merece ser apontado como covarde.— desabafou descontente. – Mas se é a sua decisão, eu vou respeitar e não vou mais tentar dissuadi-lo.— suspirou pesado e bateu de maneira camarada nas costas do amigo- Mas pense no seu filho. Se não der um jeito nesse problema isso vai acabar afetando ele também.

Sakkumo sabia dessa verdade. Embora não fosse desejo seu sabia que, mais cedo ou mais tarde, seu filho sofreria com aquela situação e o peso daquelas provocações. Mas não havia mais saída. Seu nome estava manchado, para sempre irrecuperável. Em todas as cinco grandes nações e além delas ele já não era mais conhecido por suas habilidades e esforços passados, mas era lembrado pela sua única falha. Seu apelido antes sinônimo de orgulho e admiração estava atrelado aquela falha. Um erro que cometeu pensando no bem de seus companheiros.

Por isso não suportou mais.

Quando Kakashi voltou para casa naquele dia cinzento, tudo o que encontrou foi o corpo do pai, inerte no chão em meio a uma poça de sangue. Ele era jovem demais para entender a dor que sufocava o coração do Hatake mais velho, então se resignou a chorar a perda de seu único familiar, o homem que amava, respeitava e admirava.

No entanto, passada a comoção e desespero dos primeiros dias após aquele encontro que lhe renderia pesadelos pelo resto da vida, Kakashi se ressentiu daquele ato e escreveu mais uma carta que enterrou sob o túmulo dele.

Meu pai era o ninja mais poderoso que conheci. Ele era destemido e valoroso, habilidoso e dono de um coração do tamanho do mundo.

Mas ele foi fraco e covarde. Ele me deixou sozinho, pensou apenas na dor dele.

Já não quero mais ser como ele.

Eu o odeio. Odeio os amigos que ele salvou e todos os que o maltrataram por sua escolha. Se ele tivesse completado aquela missão eles provavelmente estariam mortos, mas com certeza eu não estaria aqui sozinho, escrevendo essa carta que ninguém vai ler.

Agora entendo que as pessoas são egoístas e que o que realmente importa para um ninja ser reconhecido e respeitado é cumprir a missão, sem se importar com sentimentos ou amizade, pois se você fraquejar pensando no bem-estar dos outros, vai ser taxado de covarde e escorraçado pelos que ajudou, como meu pai foi.

Não vou ser como meu pai. Cumprir a missão será sempre o objetivo mais importante, vai ser a prioridade. Não importa quantas vidas precisem ser sacrificadas, eu vou levar até o fim e a cumprirei sem hesitar.

Eu nunca vou deixar ninguém me chamar de covarde e serei o ninja que meu pai deixou de ser.

Anos mais tarde, agora adulto, ele retornou mais uma vez ao local onde jazia o corpo do pai com uma nova carta em mãos. Abaixou-se com cuidado e remexeu a terra compactada pelos anos com a ponta dos dedos, revirando-a pacientemente. Encontrou parcos vestígios do papel que um dia fora a última carta que escrevera para o pai. Moveu os dedos com cuidado, afastando os poucos pedaços visíveis para longe e colocou ali a nova epístola. Lembrar-se da última carta, escrita com tanta amargura o deixara cabisbaixo e envergonhado. Seu pai merecia mais do que aquelas palavras ásperas, recheadas carregadas de ressentimento. Ele merecia uma carta que fizesse jus ao grande homem que foi em vida.

Querido pai

Desculpe pelas últimas palavras que lhe dediquei. Eu estava amargurado e triste e acabei me expressando mal. Desconsidere aqueles sentimentos, por favor, pois eles não são decisivos e foram escritos em um momento de muita dor, em que minha mente estava entorpecida pelo sentimento de perda.

Na época eu era muito jovem e não entendia o porquê de você ter tomado a decisão de interromper a própria vida. Hoje eu entendo. Não digo que concordo, mas também não o julgo mais. Queria ter tido mais tempo com você, que jamais tivesse partido e me deixado sozinho, mas houve algo de positivo em sua partida. Eu me fortaleci. E a cada nova queda eu me reerguia convicto de que não deixaria ser a derradeira que poria fim aos meus dias.

Quando nos reencontramos eu queria ter dito muito mais do que o tempo nos permitiu, mas não importa. O que quero dizer é que eu ainda acredito que você é o maior e melhor ninja que eu já conheci e independente de como tenha terminado sua missão aqui na terra, aos meus olhos você ainda é o homem mais corajoso que esse mundo já viu.

Sinto saudades

Com cuidado, o Hatake cobriu a carta com o punhado de terra revirado, sorrindo satisfeito por debaixo da máscara por finalmente ter conseguido se despedir de maneira adequada de seu pai, exorcizando de uma vez por todas aquele sentimento amargo que o compelira a escrever sua penúltima carta.

Fechou os olhos ao sentir uma leve brisa soprar pelo local tendo certeza de era um sinal de que o pai, o grande Canino Branco de Konoha havia apreciado seu ato de carinho. Os olhos umedeceram e ele se permitiu derramar alguma lágrimas enquanto se recordava dos momentos em que passara ao lado do pai, da gentileza de seu toque, sinceridade de seus olhos sempre ternos para com ele, e espontaneidade de seu sorriso.

—Obrigado, pai, por me ensinar a valorizar a vida dos meus amigos.— murmurou e a brisa se intensificou em resposta. Aquela havia sido o maior legado de Sakumo e nunca seria esquecido.

“Meu pai é um homem incrível, meu maior exemplo e eu vou ser como ele.”

19 de Abril de 2018 às 22:51 2 Denunciar Insira 3
Fim

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Políbio Manieri Políbio Manieri
Ai amiga eu to feliz demaaaaaaais. Devo admitir que, com o drama das meninas, eu cheguei aqui preparadissima para ser esfaqueada no coração, mas em vez disso fui recepcionada com uma bela história sobre esclarecimento dos sentimentos. Me pegou totalmente de supresa que você citasse uma amizade mais intima com o Dai e até detalhes da missao que o desgraçou, então eu to que não caibo em mim. Morri quando li que você dedicou à minha pessoa, porque essa história do sakumo com o kakashi tem um peso um tanto pessoal na minha vida, e realmente é uma delicadeza que eu aprecio muito você ter retratado isso de uma forma tão bonita! Eu agradeço muito, eu simplesmente amei esse presente!
May 02, 2018, 03:08
Ariane Munhoz Ariane Munhoz
Aiai, o que dizer dessas minhas amigas que vivem destroçando o meu coração, mas que eu tanto amo? Acho que essa fic foi um dos tributos mais lindos que já vi ao nosso Canino Branco, e que ele merecia muito mais do que ter sido tratado como um traidor. Mas eu tenho pra mim no meu coração que a morte dele criou um precedente onde, a partir desse dia, o companheirismo foi visto com mais importância do que concluir a missão. Gostei muito da sua narrativa e o toque das cartas de Kakashi tornou tudo muito pessoal. Parabéns por mais um incrível trabalho!
April 20, 2018, 11:01
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