Anjo de Vidro Seguir história

ayzu-saki Ayzu Saki

Ele lembrava de olhar a si mesmo no sol, sua pele ofuscando como vidro. As cores dançando como as asas dos anjos nos vitrais de igreja. A mulher ruiva um dia o chamara de meu anjo. Hoje em dia ele só se sentia um monstro, Até o homem de braço de metal. Fic escrita para o desafio CrackShip Betado por Miss_Geleia


Fanfiction Filmes Para maiores de 18 apenas.

#vemprocrack #james-bucky-barnes #Edward-Cullen #twilight #Avengers
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Capítulo Único

Algumas notas iniciais

Em 1926 Edward se rebela contra os ideais de Carlisle e vai em busca de sangue humano. Ele caça apenas vilões, e como consegue ler a mente das pessoas, ele sabe exatamente quem são essas pessoas. Sua primeira vítima foi o marido abusivo da Esme quando ainda era humana.

Nessa fic, a suposição é que a Hydra já existia na época da primeira guerra mundial e não apenas da segunda. Edward foi capturado nas ruas quando observaram que não era humano. 


...............................................................................................

Anjo de Vidro

Por Ayzu Saki


Ele foi antes o filho de alguém.

Havia uma vaga lembrança de cabelos vermelhos como os seus, e olhos verdes, palavras suaves e conforto. Elas sempre vinham junto com o perfume de tulipas e o som do piano.

E uma voz o chamado de “meu anjo” enquanto dançavam na cozinha.

Ele foi antes um pianista que queria ser um soldado.

Lembrava da vontade da glória e lutar pela pátria, e da hesitação de deixar a mulher de cabelos vermelhos para trás.

Ele morreu um dia.

E a sensação de morrer era a mais viva em sua mente.

Pouco lembrava da febre, tudo o que vinha era o fogo. E a sensação de estar no inferno. E então, vozes.

Vozes que nunca se calavam. Uma sede que nunca passava.

Ele lembrava de Carlisle.

Não havia como esquecer de Carlisle depois de todos esses anos. Da sensação de querer odiá-lo, mas era impossível odiar Carlisle. Ele era a única coisa que lhe deixava na dúvida sobre sua teoria sobre eles não terem uma alma.

Ele lembrava de Esme.

E de como tinha a certeza que o coração dela, mesmo morto, parecia ter se partido quando foi embora.

Ele lembrava das pessoas que matou.

Ele lembrava do rosto deles. De cada um. O primeiro foi Charles, o ex-marido abusivo de Esme. Lembrava como parecia uma boa ideia ser o justiceiro, o anjo da morte na escuridão, punindo os injustos. Lembrava da sensação do sangue deles, e de como com o tempo, sentia-se tão contaminado quanto.

Ele lembrava de olhar a si mesmo no sol, sua pele ofuscando como vidro. As cores dançando como as asas dos anjos nos vitrais de igreja.

Ele não era mais o anjo dela.

Era um monstro.

Ele lembrava do cheiro ruim nos becos, da sensação de noites que nunca acabavam. Da vontade de ir pra casa, de pedir perdão, de tentar tirar toda a sujeira que parecia impregnada dentro dele.

Ele lembrava de quando descobriu que aquilo não era o inferno, o inferno ainda estava por vir. De se sentir impotente, desde que morrera. Capturado, indefeso. Saber que no fim das contas, nunca fora o predador mais forte.

E vieram outros como ele. Os gritos em corredores brancos demais. O cheiro do sangue, as vozes angustiadas. Um por um, eles acabaram sumindo, até que só restou ele.

E de repente, ele se sentia como se via. Como o vidro dos vitrais que recordava. Como se fosse se quebrar facilmente. As vezes conseguia imaginar que fosse inteiro de vidro, esperando apenas a pancada certa, para cair e se partir em pedaços demais.

Ela já se sentia em pedaços demais. Desconectado. Sem razão, sem saída.

Ele lembrava de cada segundo.

Desmembramento, para testar velocidade de regeneração. Quanto tempo um vampiro poderia sobreviver sem sangue? O que poderia ferir mais? Quanto do veneno poderia ser removido sem que sucumbisse? As perguntas estavam na cabeça deles todo o tempo. E a cada momento, mais e mais se refugiava na própria memória. No rosto de Carlisle e Esme. Em uma lembrança longínqua de uma mulher de cabelos ruivos. Em anjos em vitrais da igreja, e o som do piano na cozinha.

Um dia, veio a câmara. Pela primeira vez sentiu o frio novamente. Parou de se mover, e fechou os olhos para o mundo. Sabia que não poderia dormir, e aquilo era o máximo que conseguia. As vozes aos poucos sumiram. Não sabia se havia sido esquecido, ou haviam apenas descoberto o que precisavam. Perdido o interesse.

Não sentia necessidade de se alimentar, de se mover. Tudo se tornou um nada.

Não era nada.

Além de uma estátua de vidro dentro de uma câmara gelada.

.....

“É só uma criança.”

“Não há batimento cardíaco. Ele está morto.”

Abriu os olhos. As vozes o atingiram como um soco e gemeu. Eram muitas, e altas.

E logo veio a sede, sua garganta parecia arder de forma insuportável. Tudo foi um vulto, nublado. Gritos. Um peso forte demais em suas costas, o prendendo contra algo.

“O segurem!”

Ouviu um som animalesco, doentio. Um grito de desespero de um animal ferido.

“Não é seguro...O que estão fazendo?”

O grito era seu.

-Edward.

Isso o fez parar de forma momentânea. Conhecia aquele nome.

-Abra a boca, vai se sentir melhor.

O cheiro o fez obedecer. E logo alivio. Agarrou algo frio, de metal em sua mão. Seus dentes apertaram forte no que o nutria e abriu os olhos semicerrados, vendo que era uma bolsa plástica de sangue.

-Mais devagar, não vai a lugar nenhum.

“Isso é estranho, a coisa mais estranha que já vi.”

“Vampiros são reais. O que vai ser a próxima? Lobisomens?”

“Bucky tinha razão.”

Talvez ficasse confuso com a mão de metal que a segurava – e que provavelmente por isso não havia nenhum grito de dor com o aperto que dava nela -, mas no momento: alívio.

Até que acabou.

“Ele é só uma criança.”

Outra bolsa lhe foi entregue antes que pedisse, e a perfurou, dessa vez mais devagar. Percebendo aos poucos seus arredores. Estava nos braços de alguém. Sentia uma mão em sua cabeça, suave.

Fazia tanto tempo que alguém não o segurava dessa forma, que não se importou em se mexer dali. Estava sendo alimentado.

“Ele é só uma criança.”

Pela primeira vez, em não sabia quanto anos, sentia-se seguro.

...........

Eram todas pessoas muito estranhas, mas nenhum deles queria lhe fazer mal. Podia ouvir que a mulher ruiva não confiava nele, mas pelo o que conseguia entender, ela não confiava em ninguém realmente, além do homem pássaro.

Passara dias em uma cela de vidro, até vierem o buscar. O homem com o braço de metal e um passado triste foi quem veio, e ficara aliviado por ser quem mais confiava entre os estranhos. Talvez por o ter alimentado. Talvez por ver em sua mente imagens de si mesmo na câmara, e uma resolução que não conseguia entender.

O homem o pegou o olhando sentado do seu lado no carro. Sabia que era estranho, não parecia humano. Seus olhos estavam vermelhos, sabia, mesmo que não tivesse se olhando no espelho há anos. E havia desaprendido os hábitos humanos. Provavelmente tinha que lembrar agora de piscar e respirar. Ainda assim o homem não pareceu se importar.

Queria muito perguntar, e talvez tenha sido óbvio, pois o outro respondeu sua pergunta muda. A voz um tanto robótica, mas a mão de ferro dele continuava em seu ombro desde que saíram da cela.

-Um dia me colocaram na mesma cela que a sua, a câmara do lado. Foi o primeiro momento de clareza que tive em muito tempo. Ao ver uma criança congelada, na mesma situação que eu. Eu prometi que vinha te buscar. Desculpe a demora, problemas de memória.

Sorriu levemente ao ouvir isso, vendo as imagens claras em sua mente. Missões, memórias removidas. Tortura como a sua. Seu sorriso morreu e olhou para o braço de metal.

“Apenas uma criança.”

E então fez sua primeira expressão humano. Franziu a testa. Tentou usar sua voz, depois de tanto tempo. Ela lhe soou estranha aos próprios ouvidos.

- Que ano?

-2018. – o outro respondeu sem hesitar, sem que precisasse explicar mais.

-Mais de 100 anos. Não sou criança.

A risada do outro era muito agradável. Talvez por saber que não devia ser comum. Via na mente dele um homem loiro. Ele parecia ser o único motivo de sorrisos.

-E agora?

-O que quer fazer?

Pensou em Carlisle. Sua vontade maior era ir procura-lo. Parecia um sonho se realizando. Mas não conseguia. Sabia que não poderia o olhar nos olhos, pelo o que tinha feito, pelo o que fizeram com ele.

Não agora.

Talvez não nunca.

-Não tenho pra onde ir.

-Você tem, se quiser.

Na mente dele veio um compound, com paredes de vidro e arvores ao redor. Veio pessoas estranhas, alguns das que já havia visto. A mulher ruiva que parecia outra mulher ruiva em sua lembrança. O homem loiro – Stevie – e armaduras de metal. Tanta coisa que não sabia o nome ainda. Parecia um grande caos.

Parecia uma família.

Parecia...bom.

-Okay.

........

Ler seu próprio prontuário parecia estranho. Fichas e fichas com arquivos sobre o projeto da criação de uma arma. Ele. Agora entendia também porque tudo acabou de forma repentina. Lembrava sobre os volturi, Carlisle lhe explicou sobre eles. Parece que até mesmo a Hydra sabia quando não ir contra a realeza.

Todos os espécimes haviam sido destruídos, exceto ele.

Era estranho e engraçado pensar que as agencias do governo sabiam sobre a existência deles, mas fazia sentido. Seria impossível viver em harmonia por todos esses anos se não soubessem da existência um dos outros, se não cumprissem regras. E era estranho porque o governo sabia que haviam pessoas sendo mortas e virando comida, e não havia já começado uma guerra por isso. Podia ouvir essas questões na cabeça de Steve todos os dias desde que entregaram os arquivos.

Edward sabia que era um pouco...insano – anos de tortura faziam isso com alguém -, mas conseguia pensar racionalmente o bastante pra saber que em uma guerra assim causaria mais mortes do que o necessário. Oh, não duvidava que eventualmente eles fossem destruídos, mas quando era a questão.

Ou talvez fosse apenas muito cínico. Steve era a boa pessoa.

Enfim, era estranho ver os experimentos pelos os quais passara.

Lembrava de cada um deles.

E quando lera sobre o processo de remoção do seu veneno em uma máquina de dialise, conseguia entender o porquê de ao se olhar no espelho pela primeira vez em anos, via um olho vermelho vivo e outro verde.

Do porquê não sentia mais tanta necessidade de sangue quanto lembrava.

Do porquê havia conseguido entrar em hibernação na câmara.

Do porquê haviam conseguido o imobilizar tão facilmente na base quando o resgataram.

De porquê os volturi não haviam ido bater na porta ainda. Ele não era mais um deles.

A Hydra em tantos anos tivera sucesso em pelo menos uma coisa afinal.

Haviam criado seu híbrido.

.........

Quase quatro meses. Esse foi o tempo que resistiu até pesquisar sobre eles. Mesmo que não fosse voltar pra casa, precisava saber se Carlisle estava bem.

Olhos claros, sorriso calmo, compaixão.

Não demorou tanto em se adequar as ferramentas modernas. Quando foi capturado, não se havia nem a ideia de o que um computador seria, quando mais uma ferramenta de busca. Havia vantagens de se morar com um gênio.

Tenho orgulho de você, filho

E embora agora descobrisse que precisava dormir uma vez por semana, ainda tinha muito tempo livre.

Estaremos aqui quando retornar, Edward.

A família havia aumentado. Agora eram seis. Pelo o que lembrava, isso era um clã grande.

Eu sinto muito

Ele continuava mudando de cidade, lugares frios. Continuava sendo médico, ajudando as pessoas.

Aquilo não o surpreendia.

......

Demorou mais duas semanas até se pegar com o telefone na mão as vezes, os números na cabeça. Ele sabia que não deveria, mas...sentia falta de Carlisle. Mesmo que gostasse de onde estava.

Um braço de metal em seu ombro, um abraço repentino. Sensação de segurança na madrugada. Tudo vai ficar bem.

Mesmo que se pegasse falando que estava indo pra casa sempre que chegava na porta. Que gostasse de ouvir a conversa barulhenta, os pensamentos caóticos ao redor.

Cabelos vermelhos, frases em russo o tirando de algum flashback. Perfume de tulipas.

Mesmo que um dia houvesse chegado e tivessem colocado um piano na sala de estar. Sem comentários, sem nada.

Ele sempre acabava fechando o celular.

........

Um dia o telefone tocou.

-Você vai voltar?

Era uma voz desconhecida, feminina, alegre demais. Ficou em silêncio, confuso.

-É Alice. Alice Cullen.

Queria correr, jogar o celular pela janela. James veio até onde havia ficado paralisado sentado no piano, o metal em seu ombro fez perceber que estava tremendo.

-Como.

-Eu consigo...ver coisas. – a voz dela era alegre, mas também hesitante. – Estão todos esperando.

Confuso. Estava tão confuso. James virou sua cabeça em sua direção e entregou o celular a ele. Esperava que ele desligasse, mas ele não o fez. Não se ateve a conversa, sua mente um turbilhão.

Quando deu por si estava sentado no sofá, o braço de metal em seus ombros.

-O que você quer fazer?

Era a mesma pergunta.

Edward não tinha ideia da resposta.

......

Sabia que não estava sozinho.

James estava no carro do outro lado da rua, e por mais que quisesse o conforto do metal em seu ombro, pediu para entrar sozinho. Sabia que Natasha devia estar em algum lugar por perto também, e Clint em algum prédio. Havia pedido para ninguém vir, por isso sabia que todos deviam estar lá.

Chovia, o que era previsível. Eram sempre as cidades mais chuvosas. Correu em velocidade humana, atravessando a rua, até a calçada de pedras. Os prédios ainda eram antigos. Uma cidade em que não chamariam tanta a atenção.

Entrou no café, ouvindo o barulho do sino tocando, tirando sua jaqueta molhada e olhando ao redor, mesmo que tivesse sentido o cheiro deles de longe.

Carlisle foi o primeiro que viu. Ficou paralisado na porta, como uma estátua por um instante. Não conseguiu caminhar mais de dois passos. Não com os olhos dele nos seus. Não viu surpresa nos dele, mesmo vendo um olho verde e o outro dourado. Podia ouvir os pensamentos dele dali. Preocupação, o orgulho ao ver que havia retornado...a dieta dele. O alivio era quase demais para aguentar.

Não havia raiva, ressentimento, nada.

Não conseguia entender Carlisle. Nem mesmo quando ele se levantou da mesa e veio até ele, o envelopando em um abraço paterno. Sem se importar que tivesse se encolhido. Sentia-se entorpecido pelos pensamentos dele enquanto ele o guiava até a mesa.

E então Esme.

Esme parecia chorar se pudesse, o abraço forte, os pensamentos se misturando as palavras rápidas.

-Oh, Edward...

A garota quase pulando no banco, os cabelos arrepiados, algo de insano – pensou divertido que nisso eles realmente se pareciam – e vago no olhar dela, o fitando com um grande sorriso.

-Finalmente! Pensei que nunca ia aparecer!

-Alice! – Esme ralhou.

Edward gostou dela de imediato.

Não sabia o que pensar dos outros. Jasper parecia cauteloso, por Alice. Ele era um desconhecido. Haviam ouvido falar dele pelos volturi, ao que parece não haviam o descartado totalmente, mas não podiam se envolver. Agora, ele era fora de alcance.

Por enquanto.

E Jasper achava isso perigoso.

Emmett parecia um sujeito legal. Apesar de estar certo de que ele havia retornado para ficar. Seus pensamentos eram puros para um cara tão grande.

Rosalie era desagradável, mas conseguia entende-la, embora não fosse admitir. Viu na mente de Carlisle que parte da razão de ela ser criada era para Edward. Ele tinha esperança que ele voltaria, e Rosalie e ele seriam um par. Em parte ele não estava errado, se não tivesse sido capturado, ele teria voltado.

Mas nunca teria se interessado em Rosalie. Mesmo que achasse nobre a preocupação dela com a família.

A dinâmica toda deles era incrível. Conseguia ver o amor no pensamento de todos eles. Conseguia ver o amor de Carlisle por ele, mesmo depois de todos esses anos. Em Esme, que sempre teve certeza que retornaria. E incrivelmente em Alice, que mesmo nunca tendo o encontrado até aquela noite, todas as visões em todos esses anos fez com que ela acreditasse que ele estava lá todo esse tempo.

Mesmo que ela soubesse também da verdade.

-Você não vai ficar. – ela disse tristemente ao fim da noite. Os outros o olharam, alguns surpresos, outros nem tanto.

-Não.

Alice fez um bico engraçado, mas sorriu: - Mas ainda vamos nos ver. Muito.

-Vamos?

Riu quando ela quase pulou da cadeira para o abraçar. Jasper quase pulou junto, pronto para agir caso fizesse algo que julgasse agressivo.

Edward apenas abraçou a criatura estranha de volta. Se apenas todos fossem tão fáceis de lidar como a lunática do grupo.

........

Quando saiu na calçada, havia parado de chover, mas ainda estava nublado. James o esperava do lado de fora, a mão de metal estendida de forma natural. A pegou com um sorriso.

-Tudo bem na missão?

Tentou não rir da fala robótica.

-Missão realizada com sucesso.

-Edward!

O grito o fez se virar. Alice veio correndo do café, em um passo quase...não humano. Jasper, claro, logo atrás.

Ela quase empurrou um papel na sua mão.

-O que você faria sem mim, hn?

Ela ralhou com o garoto confuso, que, pelo o que já sabia da criatura lunática, apenas concordou sem perguntas.

Pareceu o certo, ela sorriu largo, e então olhou para as mãos juntas deles e assentiu.

- Finalmente, estavam me deixando com dor de cabeça.

Antes que pudesse perguntar – porque só havia tanto que podia aguentar – ela o abraçou novamente, Jasper acenou – o que era um grande sinal – pedindo desculpas com os olhos, e os dois sumiram.

-Não compreendo a situação atual. -James falou calmamente.

-Nem eu na verdade.

Tony estava esperando no carro, como se estivesse ali desde o começo. Natasha acenou do outro lado da rua em uma moto, Steve na garupa pedindo desculpas com os olhos, como Jasper havia feito

Apenas já a caminho abriu o papel que Alice havia lhe entregue.

Era o desenho de um uniforme. Com asas como do falcão, mas totalmente negro, exceto pelas asas. Eram de um material transparente, como um diamante. Coloridas, como os vitrais de que lembrava. Nas suas lembranças mais obscuras em todos esses anos, era o que trazia alguma cor em seus pensamentos.

“Ouça a música meu anjo.”

Sorriu, e notou que havia até mesmo um nome embaixo. Alice realmente era uma criatura peculiar.

-Bem. – Tony olhou o desenho do banco da frente, os óculos escuros abaixados para o nariz, um sorriso preguiçoso no rosto. - Acho que devo dizer agora... - Edward viu curioso ele tapar um dos olhos e o olhar seriamente. – Bem-vindo a iniciativa vingadores.

No banco da frente alguém – provavelmente Clint – caiu na gargalhada.

Edward apenas se recostou mais no braço de metal, e sorriu.

Anjo de vidro. Não era um nome ruim.

..........


Notas finais

Quando Hydra descobriu que existiam vampiros, eles capturaram mais e estavam fazendo experimentos, planejando um exército. Os Vulturi descobriram, e com o risco de acabaram destruindo uns aos outros, chegaram a um acordo de acabar o experimentos. Porém, a Hydra nunca cumpriu totalmente o acordo. Nunca destruíram todas as espécimes, pois acreditavam que ainda iriam usar Edward.

James 'Bucky' Barnes, como soldado invernal, em uma situações em que é colocado na câmara, vê Edward.
Anos depois da guerra civil e guerra infinita - vou imaginar que nenhum deles morreu aqui - ele consegue recuperar essa memória, e com ajuda dos vingadores invadem a base da hydra, pegam todas as informações sobre Edward - por isso sabiam o que ele era - e o resgatam



14 de Abril de 2018 às 00:26 15 Denunciar Insira 6
Fim

Conheça o autor

Ayzu Saki Detesto o tempo, sempre adianto meu relógio para nunca me atrasar, e ainda assim me atraso. Detesto o tempo, porque ele não cura as coisas, só passa. Queria domar o tempo mesmo, para viver todo o que quero viver e não pode caber na minha vida. Essa é a minha sina, e um monte de histórias não terminadas no fundo da gaveta.

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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Escrevo a você por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para ajudar os leitores a encontrarem boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. A Verificação não é necessária caso não tenha interesse em obtê-la, então, se não quiser modificar sua história, pode ignorar esta mensagem. E se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através do Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada em revisão pelos seguintes apontamentos retirados dela: 1)Observar construção da oração: "e de como com o tempo, sentia-se tão contaminado quanto" — a vírgula deve ser retirada ou "com o tempo" deve ficar entre vírgulas; "saber que no fim das contas, nunca fora o predador mais forte" — "no fim das contas" deve vir entre vírgulas. Vírgula indevida em "a pancada certa, para cair e se partir". Uso indevido da vírgula para separar conjunção aditiva "e" em algumas partes da história. Vírgula indevida em "esquecido, ou haviam apenas descoberto". 2)Falta de acento em "As vezes conseguia imaginar" em vez de "Às vezes". 3)Uso de "Ela" em vez de "Ele" em "Ela já se sentia em pedaços demais". Uso de "deles" em vez de "dele" em "estavam na cabeça deles todo o tempo". Observar construção de "Não era nada" — acredito que queria dizer "Era nada", mas fica a seu critério ver o que é melhor e faz mais sentido para a passagem, a mesma observação deve ser feita em "Fazia tanto tempo que alguém não o segurava" — acredito que o "não" deva ser retirado, e logo após, em "e não se importou em se mexer" — acredito que devia ser "e não se importou em não se mexer". Os erros acima são apenas exemplos, há alguns outros de natureza similar. Aconselho que procure por um beta reader; é sempre muito bom ter alguém para ler nosso trabalho e apontar o que podemos melhorar e no que acertamos, assim como ajudar-nos com a gramática e ortografia. Caso se interesse, esse serviço também é disponibilizado pelo Inkspired através do Serviços de Autopublicação. Quanto à história, gostei muito da forma que a construiu, as emoções que foram expostas através dela; você mostrou o personagem com uma profundidade mágica. O ship foi construído de forma muito cativante também, o que favoreceu muito o conto. Bom... Basta responder esta mensagem quando tiver revisado a história que farei uma nova verificação.
26 de Fevereiro de 2019 às 18:24
Camy <3 Camy <3
Ayzu, quer me matar, mulher? Pega meu coração, ele é teu! Que crossover foi esse? Não, não, que escrita é essa? Você melhorou tanto do seu primeiro texto do desafio pra este que estou assustada! Sério, eu tô muito feliz! A sua primeira história estava ótima, mas teve alguns problemas gramaticais grandes, e aqui você tomou todo um cuidado com a sua escrita que me deixou boba, de verdade. Eu tô muito feliz, sério. O seu crossover tem lógica, sabe? Eu vou falar o que a Alice disse no outro comentário: você pegou o que havia em comum entre dois universos e juntou isso, o que é demais. Era o que nós queríamos! Você pegou o Bucky e pegou o Edward e conseguiu manter os dois aqui. O Edward tem toda essa coisa de se culpar, então ele não conseguir se reaproximar do Carlisle logo de começo foi muito canon. Essa coisa toda de ele sentir saudade e pensar neles é tão lindo, porque no livro fala sobre isso e eu lembro do Edward falando sobre a família dele pra Bela e de como depois, quando ela fazia parte daquela família, ela percebeu o que ele falava em relação ao carinho do Carlisle e da Esme por eles. Nossa, eu tô muito soft. A forma como você desenvolveu o romance do Bucky com o Edward foi ótima também, porque você focou no principal de um relacionamento, que é a segurança. Sério, eu não consigo nem pensar direito. Eu amei, amei, amei, AMEI muito mesmo. Admito que não esperava muito da fanfic antes de lê-la e fui agradavelmente surpreendida. O que mais me encantou foi a maneira como você conseguiu misturar os dois universos. Ah, daria para fazer uma long tão bacana com o Edward como super-herói! Nossa, eu quero mais! Você deixou um desejo na nossa boca que é incrível, é o que faz os leitores voltarem para você. Obrigada por participar com tanto empenho do desafio e por ter nos trazido esta obra incrível. Um beijo no seu coração <3 *Dica de gramática: quando o verbo lembrar vem junto de "de", se exige a preposição "se". Se vem sozinho, não. Por exemplo: "Lembrava-se de ver aquelas pessoas". "Lembrava que aquelas pessoas eram bacanas". "Lembrava-se de que aquelas pessoas eram bacanas". "Lembrava o poema inteiro". "Lembrava-se do poema inteiro". Na maior parte das vezes pode-se escolher. Em alguns casos é mais complicado evitar o uso do "se".
10 de Maio de 2018 às 00:42

  • Ayzu Saki Ayzu Saki
    AHHHHHHHHHH, surtando um pouco. Eu agradeço muito pelo comentários, pelos conselhos na melhoria da fiz, e mais ainda pela oportunidade que o desafio me deu de criar algo totalmente fora do que estava acostumada <3 11 de Maio de 2018 às 06:52
  • Ayzu Saki Ayzu Saki
    Pelos comentários*, fic* Fiquei tão nervosa que até errei aqui heuheue, mas sério, fiquei muito feliz <3 11 de Maio de 2018 às 06:52
Bárbara Maria Bárbara Maria
Cara, isso foi tão bem arquitetado e escrito! Tô impressionada com o quão bem você conseguiu casar os dois universos. Não sou uma das grandes fãs de crepúsculo, mas até Edward me pareceu interessante e profundo nesse enredo que você criou! Parabéns pela fic! <3
4 de Maio de 2018 às 17:58

  • Ayzu Saki Ayzu Saki
    Muito obrigada! Olha, confesso que li todos os livros quando era mais nova haha, e sempre tive um amor por Alice, e achei que Edward tinha tanto potencial para ser um personagem tão mais complexo...Enfim, achei gostoso criar isso, e provavelmente estarei criando mais sobre esse universo. Peguei certo gosto por maltratar Edward por assim dizer ^^' 4 de Maio de 2018 às 19:58
Isis Isis
Que história sensacional. Eu fico de cara com sua criatividade, sua capacidade de criar relações entre personagens de universos tão distintos. Bucky, eu te amo, sério. Lembrar e voltar pelo Edward <3 Alice melhor pessoa ever. Olha, eu leria mais se tivesse! adorei!
4 de Maio de 2018 às 04:22

  • Ayzu Saki Ayzu Saki
    Obrigada <3 Olha, eu quebrei a cabeça para criar essa conexão, e que bom que deu certo haha Alice sempre foi minha personagem favorita <3 Estou preparando uma spin-off dessa estórias, alguns capítulos extras em uma outra fic, sobre o passado, sobre os laços que Ed formou, e sobre a relação dele com o Bucky depois do fim dessa one. Eu acho que peguei um gostinho por um fazer sofrer também :( 4 de Maio de 2018 às 19:55
  • Ayzu Saki Ayzu Saki
    Só passando para avisar que os extras foram lançandos com o títulos de asas de vidro, caso tenha interesse sobre mais da estória :) 6 de Maio de 2018 às 12:24
  • Ayzu Saki Ayzu Saki
    Lançados* 6 de Maio de 2018 às 12:25
LiNest LiNest
Juro que não achei que iria gostar tanto dessa fic quanto gostei. Não, não gostei, mas AMEI! Eu fiquei curiosa com o fato de alguém ainda querer escrever algo envolvendo Crepusculo, mas hey vc conseguiu a proeza de tornar o Edward um personagem realmente profundo e interessante em uma única shot, algo que a autora não fez em 6 livros, isso foi incrivel! O ship é adoravel mesmo a relação deles sendo bem sútil, deu muita vontade de ler mais com eles, tmb amei a forma como vc juntou os universos, crivel no contexto e ainda criou um interessante herói, tão complexo quanto o Bucky, mas por motivos bem diferentes. Edinho corrompido é TU-DO tmb, adorei a moral cinzenta dele e como ele se culpa, mas não se faz de vitima ou arranja desculpas para seus atos, deuses Ed está maravilhoso aqui. E EU AMO A FAMÍLIA CULLEN OK? TIPO ALICE É MARAVILHOSA! E Carlisle e Esme melhores pais adotivos vampiricos do universo, vc fez outra coisa maravilhosa ao fazer Ed tmb encintrar uma familia dentro dos Vingadores, adoro como dá pra ver que ele se dá muito melhor com pessoas como o Bucky e a Natasha, é entendivel após o que passou. E nem me deixe começar sobre como eu amei a forma como vc introduziu o trauma e as lembranças na narrativa urgh incrivel apenas. Amei muito srsly amaria ver mais nesse universo
19 de Abril de 2018 às 12:21

  • Ayzu Saki Ayzu Saki
    Obrigada <3 Eu sei que [e um crossover bem pouco usual - e um ship menos usual ainda - por isso fico feliz que tenha gostado! Nunca tinha escrito uma fic de crepusculo antes também, mas sempre quis ler algo mais sobre Edward, acho ele um personagem com tanto potencial em complexidade! E fazer um Edward um pouco insano...era meu sonho haha 21 de Abril de 2018 às 08:34
Nathy Maki Nathy Maki
Puxa vida, que tapa na cara. É possível fazer tanta coisa e encaixar tudo em um mundo só e ainda fazer sentido! Parabéns pela história, deve ter sido necessário muita criatividade pra encaixar todos os fatos. Eu sempre gostei mais de entrar nos pensamentos do Edward do que os da Bela, é você conseguiu pegar a essência dele muito bem. Mas a Alice continua sendo a melhor personagem maluquinha :v Beijinhos ♡
18 de Abril de 2018 às 10:33

  • Ayzu Saki Ayzu Saki
    Obrigada! Eu também sempre achei mais interessante focar nos pensamentos de Edward, ele sempre pareceu um personagem tão complexo. Alice, no entanto, sempre foi minha favorita <3 Rapaz, com um jeitinho tudo se encaixa. hahaha 18 de Abril de 2018 às 11:13
  • Nathy Maki Nathy Maki
    18 de Abril de 2018 às 11:43
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