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pandora_imperatrix Pandora Imperatrix

Universo Alternativo. Apesar de correr a fofoca de que o Príncipe Naruto havia sido contaminado pela loucura do Imperador Sasuke, seu primo, e assim como ele iria executar sua noiva na manhã seguinte às núpcias, Hinata decide tentar sua sorte, afinal, ela tem um plano.


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#romance #fantasia #fanfiction #fanfic #naruto #naruhina #universo-alternativo
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A Noiva Com Destino Traçado

N/A: Naruto não me pertence, muito menos As Mil e Uma Noites.


“O amor nada dá, senão de si próprio
E nada recebe, senão de si próprio
O amor não possui nem se deixa possuir
Pois ao amor basta-se a si mesmo”


Eles haviam coberto o rosto dela com um véu. Completamente desnecessário na opinião de Hinata, pois seu futuro marido não havia demonstrado a menor intenção de ver seu rosto. Seria aí um sinal de humanidade, perguntava-se ela enquanto caminhavam juntos seguidos pela mais alta corte em direção ao templo, ou seria apenas covardia? Não. Não era isso. Hinata não conseguia acreditar que o Príncipe Naruto seria covarde, era dito que ele não conhecia covardia, chegando até mesmo em transformar a virtude em defeito com sua falta de bom julgamento, sempre desafiando o Imperador Sasuke para treinos violentos de espada. Mas ela também não acreditava que ele ou o Imperador fossem assassinos, embora a morte da Imperatriz Karin provasse o contrário e predizia o lúgubre futuro que a aguardava.

O casamento havia sido arranjado por seu avô, que via naquela aliança a única coisa que Hinata poderia contribuir de útil para a família. O senhor seu pai havia sido contra aquele casamento, fato que a surpreendia muito, afinal ele nunca escondeu o quão decepcionado com o fato de que ela não era o filho homem que ele esperava.

Eles haviam tido a conversa em sua presença, mas a ignorando por completo, como se ela não tivesse ali, algo com que ela havia se acostumado.

— Isso é completamente desnecessário – seu Lord pai havia dito. Embora houvesse anos desde que havia se tornado líder do Clã Hyuuga, enquanto seu avô ainda estivesse vivo não passaria de um título ilusório.

— Ela já está na idade de se casar – os olhos leitosos do homem mais velho que ela havia aprendido a temer lhe dispensaram um breve olhar, visivelmente não impressionado com o que via, como se a utilizasse como prova de seus argumentos – e você não vai encontrar nenhuma outra melhor combinação.

— Você ouviu o que estão dizendo, Chichi-ue, ele pretende fazer como o Tennou Heika e cortar-lhe a cabeça na manhã seguinte.

— Isso são fofocas da Ooku, eu esperava que você não desse ouvidos a esse tipo de coisa, Hiashi.

— Deixou de ser simples fofoca depois do que aconteceu à Chuugu Heika.

— Eu não sei porque está com tanto medo de perder sua filha, Hiashi, essa pode ser a chance dela de trazer honra ao clã. Você deveria ser orgulhar. Se é para ouvir fofocas, você deveria dar ouvidos a que dizem que ela pode ser mãe do futuro Imperador... É claro, se sobreviver.

— Isso seria traição!

— Não levante sua voz para mim, insolente!

— P-por favor! — ela havia se jogado entre os dois, sua testa contra o chão.

— Levante-se, Hinata – seu pai havia dito, mas ela não obedeceu até ver pelo canto dos olhos seu avô recuar um passo, ainda assim ela só levantou o tronco e continuou a manter o olhar baixo.

— Eu me caso, Chichi-ue.

— Veja, até a menina sabe melhor seu próprio lugar e onde suas responsabilidades residem que você, Hiashi. Estou decepcionado, achei que você colocasse os interesses de seu Clã em primeiro lugar.

— Hinata, não se meta.

— Me desculpe, Chichi-ue, mas se o assunto é meu casamento eu acho que eu deveria ter algo a dizer.

— Eu sempre a julguei fraca, minha filha, mas não estúpida, estive errado todo esse tempo?

— Eu sei que trouxe desonra a esse Clã no momento em que Hizashi-ji-sama morreu para que minha vida ordinária fosse salva, se eu puder fazer isso e trazer glória ao Clã, eu farei, com a sua benção.

Ele demorou para responder, o coração de Hinata batia loucamente seus dedos estavam brancos tamanha era a força que faziam contra o chão.

— Faça o que quiser – ela ouviu-o dizer secamente antes de seus passos denunciarem que ele havia abandonado a sala.

Naquela noite, seu avô que nunca havia sequer lhe dirigido a palavra afável em seus dezoito anos de vida, havia a convidado para se sentar ao seu lado na mesa se jantar e a tratado com mimos e a coberto de elogios. Hinata não se deixou impressionar e enjoada com toda a falsa demonstração de afeto, não havia conseguido digerir nenhum grão de arroz. Havia mentido quando havia dito que estava fazendo aquilo pelo Clã, ela estava sendo egoísta.

Apesar do que diziam todos na corte do que aconteceria a ela naquela noite, um casamento com o príncipe colocava o Clã Hyuuga mais próximo da família real e da linha de sucessão, mesmo que não houvesse a menor possibilidade de que ela gerasse um herdeiro, afinal, ninguém esperava que ela passasse daquela noite.

Mas ela não era uma das pessoas que acreditavam que a loucura do Imperador havia contaminado o príncipe. Ela aliás achava que toda essa estória estava muito mal contada. Ainda estava em Suna quando recebeu as cartas de seu pai e de sua amiga de infância Sakura. Uma carta contradizia a outra, mas tinham em comum que a Imperatriz havia desaparecido depois da noite de núpcias e declarada morta. Fofocas sobre as circunstâncias da morte dela haviam se espalhado por todo o País do Fogo e chegaram até mesmo na casa de sua tia na capital do País do Vento onde era hóspede. As pessoas diziam que o Imperador havia descoberto uma traição da noiva e, enlouquecido de ciúmes, havia matado a Imperatriz com as próprias mãos. Hinata nunca havia sido próxima do Imperador Sasuke, mas não conseguia imaginar que uma pessoa tão querida pelo homem que ela mais admirava e por sua melhor amiga pudesse ser um monstro. Muito menos que sua loucura pudesse ter contaminado Príncipe Naruto.

Por anos ela havia observado Príncipe Naruto de longe, ela via como as pessoas no palácio o tratavam de modo diferente. Obviamente ele nunca receberia o mesmo tratamento que o Príncipe Coroado Sasuke, mas ela nunca entendeu porque todos sempre insistiram não só em deixar claro de que Príncipe Naruto não era somente diferente do “verdadeiro” príncipe como inferior a ele em todos os aspectos. Desde antes do Príncipe Itachi renunciar o trono para se casar com seu amante Shisui no País das Aves; quando a febre levou o Imperador Fugaku e sua esposa Imperatriz Mitoko quando os príncipes ainda eram muito crianças – Príncipe Sasuke só tinha seis anos – e o irmão do antigo imperador Minato e sua mulher Kushina ascenderam ao trono, as pessoas já tratavam o filho dos monarcas regentes como um intruso. Eles apontavam suas faltas por ele não aprender tão fácil quanto o herdeiro do trono; zombavam da ascendência de sua mãe que era estrangeira, princesa de uma país que havia sido conquistado e anexado ao Fogo pelo avô de Naruto; chamavam de vulgar a personalidade expansiva do jovem príncipe e faziam tudo isso de modo claro, mas sutil de forma que não pudessem ser punidos.

Ainda assim, Hinata nunca o via baixar a cabeça, sempre entrando em brigas com os filhos dos outros nobres e até mesmo com Príncipe Sasuke que, embora respondesse a altura a rivalidade proposta pelo primo, parecia ser entre as crianças nobres, o único que não era cruel com o filho do Imperador Regente. Ele nunca desistia quando diziam que uma tarefa era impossível para alguém como ele, ela nunca havia o visto deprimido em um canto ou se lamentando. Diferentemente dela que era nas palavras de seu avô “uma coisa opaca e sem virtudes”, Príncipe Naruto era radiante como o sol e tudo que ela sempre havia desejado era banhar-se e sua luz.

Quando eles eram crianças costumavam a brincar juntos no palácio apesar de ter personalidades são diferentes, ela era uma das poucas que tinha paciência com ele que gostava que ela lesse em voz alta para ele os livros que ele tinha dificuldade de compreender, mas quando cresceram, foram naturalmente separados, ela foi aprender a como ser uma esposa e ele como vencer guerras.

Ela não fingia não estar com medo e agradecia imensamente a presença das damas que a ajudavam a caminhar aquele percurso que parecia tão longo sem cair por se atrapalhar com as getas altas e o shiromuku kimono pesado, mas embora elas pudessem impedir que o tremor em suas pernas lhe fizesse causar uma cena, nada podiam fazer quanto ao suor frio em suas mãos. Ela só queria que aqueles fossem os sintomas do nervosismo normal que uma noiva sente ao casar com o homem a quem ama há anos em segredo, ela queria que aquelas fofocas não existissem, ela não queria que seu casamento tivesse sido nesses termos tão sinistros.

Mas talvez ela tivesse feito algo para ofender os deuses, ainda, havia algo bastante errado em como as oportunidades de casamento em sua vida haviam se tornado tão sombrias. Afinal, ela havia passado o último ano se enlutada pela morte de um noivo que havia sido lhe roubado poucos dias antes da data marcada para a união.

Não importa que ela amasse outro homem, ninguém deveria partir do modo que seu noivo havia partido.

Mas não era certo pensar em outro homem enquanto caminhava em direção a uma vida com outro. Ainda que não soubesse se tal vida realmente viria.

Ela queria acreditar que estava certa, havia apostado sua vida naquilo, o problema é que não tinha nada que lhe desse garantia. Apenas se sentia grata pelo véu e pelo wataboshi8 que a protegiam do olhar das pessoas que presenciavam o casamento real e de que ela visse as lágrimas que com certeza estavam a marcar o rosto de Hanabi. Ela havia sido a única mãe que sua irmã havia conhecido e com esse casamento, tendo ele um desfecho feliz ou não, aquilo havia terminado.

Ao chegar ao topo da escadaria do templo, ela tropeçou e, para sua surpresa, o homem que havia a ignorado durante todo o percurso, havia a segurado pelo braço. Ainda assim, ele não havia olhado para ela e, tudo que Hinata conseguiu ver através do véu havia sido a linha dura de sua mandíbula que a fez pensar nos lobos e em como ela não passava de uma presa. Entretanto, durante todo o resto da cerimônia ela não conseguiu pensar em mais nada além da sensação da mão grande e quente que havia lhe poupado da vergonha da queda. Seria aquela mão que lhe tiraria a vida?

Sua mão ainda tremia quando teve que tomar seus tradicionais nove goles de sakê e ela quase derrubou mais do que bebeu, mas foi quando eles finalmente ficaram frente a frente e as mãos de seu, agora, marido levantaram o véu que os separava que o coração de Hinata parecia saltar de seu peito tal era a velocidade que batia, especialmente quando ela viu o horror na face do Príncipe ao se deparar com ela.

— Hinata?


 Chichi-ue: modo respeitoso de se referir ao próprio pai.

 Tennou Heika: algo como "sua majestade". Ou o modo como se deve se referir ao Imperador.

Ooku: lugar onde o imperador mantinha as mulheres ligadas a ele, Imperatriz, concubinas e a mãe dele etc.

Chuugu Heika: o tratamento respectivo à Imperatriz. Pode ser traduzido como "sua alteza".Ji-sama: Ji = tio, sama = honorífico respeitoso dado a um superior.

Geta: sandália tradicional japonesa.

Shiromuku kimono: kimono tradicional todo branco que as noivas japonesas usam em cerimônias tradicionais.

Wataboshi: uma espécie de chapéu utilizado pela noiva que mantém seu rosto visível apenas para o noivo.

San-san-kudo: parte da cerimônia de casamento em que os noivos tomam três goles de três copos de sakê.


N/A: Eu dei o braço a torcer e vim também. E meio que já estou me arrependendo porque este site não me deixa colocar notas de rodapé.

Eu começo pedindo desculpas pela quantidade de termos estrangeiros, isso aqui ficou parecendo um mangá da panini haha. Mas como eu sempre digo, nesse mangá de ninjas mágicos os honoríficos são importantes para a caracterização dos personagens e achei que nessa versão “histórica” seria algo no qual eu poderia me apoiar para manter todo mundo in character, o maior desafio de todo ficwriter, especialmente quando se trata de AU.

E sim, essa pessoa que não é a maior amante de AUs, resolveu começar uma longfic AU! Onde estou com a cabeça?? Não sei. Mas vamos ver no que isso vai dar.

Já vou avisando que atualizações não vão ser frequentes, eu vou fazer o meu melhor pra não deixar vocês esperando tanto e a fic já está com o roteiro todo planejadinho o que já é um enorme adianto, mas, eu estou terminando a faculdade, eu não sou uma pessoa que goza de muito tempo livre e não posso sacrificar compromissos reais pra escrever fic, mas olha, comentários super me animam e podem ser o que me farão escolher entre assistir um episódio de série e escrever um capítulo.

No próximo capítulo:

Príncipe Naruto reage ao descobrir que sua esposa é ninguém menos que sua amiga de infância, mas porque isso não é algo bom? Hinata pede ajuda à uma amiga para conseguir sobreviver a seu casamento e a história da mulher que se recusa a ser concubina do Imperador.

8 de Abril de 2018 às 21:40 0 Denunciar Insira 1
Leia o próximo capítulo A Primeira Noite

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