Vida de Músico Seguir história

lady_giovanni Lady Giovanni

"Como começar… Certo. Quem sabe me apresentando primeiro? É, talvez funcione. Como minha história vai ser contada através de meu diário, aviso-lhes que se ficar ruim, não sou nenhum escritor. Longe disso. Contarei a vocês sobre minha jornada rumo ao meu sonho que é a de ser um músico renomado, entre outras coisas."


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 21 anos apenas (adultos). © Todos os direitos reservados.

#cavaleirosdozodiaco #universoalternativo #afrodite #mu #saintseiya #saint-seiya #cdz #lemon #yaoi #romance #saga
5
5.5mil VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo A cada 10 dias
tempo de leitura
AA Compartilhar

Beggining

Como começar… Certo. Quem sabe me apresentando primeiro? É, talvez funcione. Como minha história vai ser contada através de meu diário, aviso-lhes que se ficar ruim, não sou nenhum escritor. Longe disso. Contarei a vocês sobre minha jornada rumo ao meu sonho que é a de ser um músico renomado, entre outras coisas.

Sei que ainda não me apresentei (e peço desculpas por isso), mas me chamo Mu e tenho vinte anos. Sou de uma pequena província chamada Jamiel. Moro em Nova Iorque há dois anos e estudo em um dos mais renomados conservatórios de música do mundo.

Sempre adorei música e meu primeiro contato, segundo meu tio Shion, foi com um pianinho de brinquedo que ganhei de minha mãe quando aida era pequeno. Ele sempre conta o quanto eu era ciumento com o tal brinquedo, chegando até mesmo a dormir com ele.

Uma de minhas paixões, descobri graças ao meu tio. Fomos até o centro para comprar um pianinho novo e vi uma vitrine contendo vários instrumentos musicais. Apontei para ela e meu tio me colocou no chão para que eu pudesse chegar mais perto. Conforme dava os passos, ouvi um som diferente vindo de dentro da loja. Me senti instigado e aproximei devagar com um certo receio de descobrir o que era, mas ao mesmo tempo fascinado com a melodia.

Olhei e fiquei surpreso ao ver uma garotinha tocando aquele instrumento (estranho para mim, até aquele momento) e me aproximei curioso. Ela devia ter a mesma idade que eu, porém, era diferente. Sua pele era branca e os cabelos claros dourados como ouro refletido a luz do sol. Continuei olhando sem fazer o mínimo de barulho e vi o quanto estava concentrada. Assim que tocou a última nota, abriu os olhos devagar e encarou os meus, assustada. Ela correu até um homem que atendia atrás do balcão e o abraçou, escondendo o rosto em sua perna. Olhei para o homem e ele me cumprimentou com um sotaque diferente. Certamente era estrangeiro, assim como a garotinha que não se parecia em nada com ele.

Meu tio se aproximou e tocou meu ombro, o que fez com que eu o olhasse.

– Você gostou do violino…

Lembro de achar a palavra engraçada, mas como vi o pai da garotinha me olhar com cara feia, fiquei quieto, buscando proteção no meu tio. Saímos dali e dias depois, comecei a frequentar aquele lugar e aprender boa parte do que sei hoje. Lembro também dos melhores momentos de cada aula, que eram os intervalos. Mita, a filha do senhor Shijima e eu, criamos um forte laço de amizade tendo alguns momentos inesquecíveis, como o que ela me levou até uma sala que entendo hoje como o escritório do pai dela e me deixou pegar seu violino.

Quando ela me ensinou a tocar uma nota naquele instrumento, a observei e tive certeza de que estava gostando dela cada dia mais. Foi meu primeiro amor de infância e até hoje lembro com carinho. Lembro também do dia em que foram embora porque seu pai iria se mudar para outro lugar que não me recordo o nome. Ficamos um bom tempo abraçados antes dela partir e deixou seu rosário comigo com a promessa de que um dia voltaria a me ver. Chorei muito nesse dia.

Pouco tempo depois, acabei perdendo meus pais. Eles não eram músicos e estavam longe de terem uma vida boa. Tudo foi conseguido com muito sacrifício e faziam de tudo para que eu não passasse o trabalho que passaram quando tinham minha idade.

Me lembro do meu primeiro violino. O ganhei um mês antes de perdê-los e prometi a mim mesmo que não o tocaria mais, pelo menos por tempo. Era o meu bem mais precioso. Doía em minha alma olhar para aquele instrumento – do qual mais pais economizaram tanto para comprar. – e não pensar no que passaram para me deixar feliz.

Sou grato por ter meu tio ao meu lado até hoje. Ele me deu forças para continuar e acreditou no meu sonho, assim como meus pais, que enxergaram que eu tinha aptidão para a música. Me ensinou todos os valores que sei até hoje. Ele é como meu segundo pai e o amo mais do que tudo no mundo.

Vivi em Jamiel até os onze e nos mudamos para Lhasa, pois na capital meu tio teria mais condições de arrumar um emprego melhor. Eu ainda dependia dele e as vezes isso me incomodava. Não gostava de ser um peso, mas não havia nada que eu pudesse fazer, a não ser estudar e enchê-lo de orgulho. Meu tio sempre dizia que faria de tudo para eu ter um futuro que ele não pode ter. Não entendia o porquê dele pensar assim, mas com o tempo descobri que ele havia largado a faculdade para ajudar meus avós.

Quando havia completado um ano que estava lá, meu tio conheceu minha tia. Lembro das noites que ele chegava sorrindo em casa feito bobo. Não tinha noção do que era o amor, mas quando ele mostrou uma foto dela na carteira, tive o leve pressentimento de que era para valer. Meu tio estava “de quatro” por ela, como dizem por aí.

Não levou muito tempo para que se casassem. Ela veio morar conosco e apesar de nunca ter me tratado mal, achava que ela não gostava de mim. Na verdade, ainda acho.

Quando passou um mês que ela estava morando com a gente, soube que estava grávida de meu tio. Não vou nem dizer o quanto isso o deixou feliz. Confesso que senti ciúmes, mas isso logo passou quando tive meu primo em meus braços pela primeira vez. Olhei para os sinais de nascença (os mesmos que meu tio e eu temos) e sorri.

– Ele é como nós… – eu disse e ele concordou.

Seguimos sendo a família mais feliz do mundo pelos próximos três anos. Meus tios, então do nada, começaram a se estranhar por motivos que eu desconhecia e brigavam quase todo santo dia. Sempre que eu via que algo poderia gerar alguma discussão, pegava Kiki e o levava para meu quarto.

Certa noite, meu tio entrou em meu quarto e disse para eu arrumar minhas coisas, pois sairíamos dali para outro lugar. Não questionei e apenas o obedeci. Nunca o vi tão bravo quanto naquela noite e tinha medo de perguntar qualquer coisa para ele. Não queria que ele se chateasse mais.

No dia seguinte, ele me contou por cima que decidiram se separar e que Kiki ficaria com ela. Chateado com tudo aquilo, resolvi me resignar por uns dias em meu quarto. E foi no mesmo dia, quando pensei que não poderia ficar pior, recebi um e-mail do conservatório. Quase caí da cadeira quando li que as inscrições para o próximo vestibular estavam abertas e vi que teria que tomar uma decisão. Logo, me veio à cabeça outra questão que não havia parado pra pensar até aquele momento: eu teria que deixar tudo para trás, até meu tio.

Passei algum tempo pensando em como falar para ele sobre o assunto e acabei chegando à conclusão de que não teria escapatória. Então, quando terminamos o jantar, o ajudei com a louça e comecei a falar:

– Tio, o que você faria se tivesse uma oportunidade de ouro na sua vida? – perguntei e vi que ele havia ficado desconfiado.

– Depende. Depende muito…


– Do que tio?

– Se fosse algo que pudesse prejudicá-lo, eu recusaria.

Olhei para ele e abaixei a cabeça, pois no fundo não queria deixá-lo sozinho naquele momento, mas como ele me conhecia bem, acabou notando que havia algo de errado.

– Tem algo pra me dizer?

Levantei o rosto e olhei para ele, sentindo um enorme pesar.

– Tio, fiquei sabendo que abriram as inscrições para o vestibular.

– Isso é ótimo, filho…

– Sim, mas…

Senti sua mão em meu ombro e olhei para ele.

– Tio, é para entrar no conservatório de NY. – eu disse e vi que havia uma certa tristeza em seu olhar, apesar do sorriso que abriu com a novidade.

– Isso… isso é ótimo, filho.

– É… mas se eu passar, terei que ir pra lá. — baixei o olhar. — Eu não queria…

Sem que eu precisasse continuar, ele me abraçou forte e fechei meus olhos, pois sabia o que significava. Meu tio faria de tudo para me fazer feliz, nem que isso significasse viver longe de mim pelo meu bem.

Depois das provas, fiquei sabendo que eu havia passado com uma nota relativamente alta. Meu tio, como sempre, me surpreendeu ao me entregar um cartão com uma quantia de dinheiro para a viagem e me manter por lá por alguns meses. De primeira recusei, visto que ele tinha que pagar pensão para Kiki, fora outras coisas, mas não tive escolha. Eu não tinha dinheiro e se não aproveitasse aquela oportunidade, não estaria onde estou hoje. Devo tudo a ele.

Ao chegar, tratei de arrumar um empregoconsegui um de meio turno em uma das maiores livrarias daqui. Aos finais de semana tenho ensaio com a orquestra da universidade e toco cielo e violino, tendo um bom conhecimento teórico e prático com piano também.

Meu melhor amigo se chama Shaka e o conheci ao ingressar na mesma universidade. Somos colegas de quarto, junto com mais dois amigos que fazem cursos diferentes. Eles não estudam no conservatório, apesar de gostarem de música.

Angel, mais conhecido como Angie, tem vinte e dois anos e é o mais velho de nós quatro. Há quem o chame de Afrodite por causa de uma piada interna que aconteceu onde ele estuda. Eu não sei até hoje direito sobre essa história, só sei que ele odeia que o chamem assim. Ele deveria estar se formando esse ano, mas acabou tendo alguns problemas com sua família e teve que trancar o curso por dois anos. Pelo que sei, não possui um bom relacionamento com seus pais, mas raramente costuma comentar algo com nós, exceto Milo. É muito culto, inteligente e talentoso. Nunca vimos ele namorando ninguém, mas é constantemente assediado e não falo só de mulheres.

Milo tem vinte anos, é grego e herdeiro de uma das famílias mais ricas de todo o país. Apesar de todo luxo, ele é uma pessoa humilde. Nunca nos tratou diferente por sermos de classes sociais diferentes, o que é raro entre alguns universitários. Muitos fazem questão de esbanjar dinheiro e pisar naqueles que consideram “inferiores”. Milo cursa advocacia e é colega de classe de Angie. Ele namora uma garota italiana chamada Shina. Muito temperamental, ela vive botando as meninas pra correr, pois apesar de todo dinheiro e influência, ele também é um rapaz muito bonito.

Shaka tem a mesma idade que eu, é indiano e estuda no mesmo curso de música. Diferente de mim, ele toca piano. Dos três colegas que moram comigo, Shaka é o que mais tenho afinidades. Posso dizer que nós somos os mais pobres dos quatro também, já que temos que trabalhar para pagar o aluguel. Shaka trabalha em um Pub à noite. Assim como Milo, ele também atrai muitas mulheres, porém, não namora ninguém. Nos conhecemos no primeiro dia de aula e desde lá, somos grandes amigos.

Ah, já ia esquecendo de mencionar o reitor da faculdade, Saga. Ele é considerado um gênio. Com quinze anos era tido como um garoto prodígio. Hoje, aos vinte e oito, é reitor de onde eu estudo. Possui vários troféus, os quais exibe com orgulho em sua sala. O que também chama muita atenção dos outros, é o fato de como se comporta com os alunos. Volta e meia, sabemos que ele pega no pé de algum e essa pessoa passa por um bocado até conseguir se livrar dele. Tomara que ele nunca me note.Em geral, não tenho muitos amigos, pois não sou uma pessoa popular. A maioria me procura somente para me perguntar sobre dúvidas à respeito das cadeiras, já que sou muito estudioso e costumo sempre tirar as notas mais altas da turma.Sei que me acham estranho por meus costumes e pela minha aparência, mas não dou a mínima pra isso. Quase todo final de semana, os veteranos promovem festas para reunir o pessoal da universidade, diga-se de passagem, as pessoas que consideram mais importantes o que não inclui minha pessoa. Os “nerds” nunca se dão muito bem com esse tipo de coisa, mas também não ligo para isso. Não me sobra tempo mesmo e não gosto de agitação. Prefiro a companhia de meus livros, e é claro, do meu violino.Falando de relacionamentos, nunca tive tempo para namoros, pois sempre fui muito envolvido com meus compromissos.O que mais posso dizer? Bom, esse é apenas o começo do que ainda estão descobrir. Sejam bem vindos a conhecer mais a fundo sobre minha vida… a vida de Músico.

6 de Abril de 2018 às 19:52 0 Denunciar Insira 1
Leia o próximo capítulo Party comes...

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 7 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!