Aprecie o Silêncio Seguir história

thekatsukishiro Theka Tsukishiro

Vamos fazer uma aposta. Vou perguntar ao seu corpo o que ele quer... se ele me responder que não me deseja eu te devolvo as chaves e te deixo ir. Senão, vou te fazer meu.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#cdz #Camus #Milo
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Capítulo 01

Fic postada originalmente em 09/09/2011 no Fórum Need for fic, fazendo parte do Tributo Dia do Sexo 06/09


Lembretes: A ideia para escrever essa fic surgiu de um RPG o qual Nath, Tay e Christy e eu jogamos. Nessa passagem, tudo foi idealizado por nós duas. Por isso mesmo essa fic pode ser considerada como dela também, pois muitas ideias são dela, incluindo construção de falas.

Nath, obrigado por deixar eu usar nosso RPG como pano de fundo e inspiração e principalmente por você ser minha amiga e fazer um Milo phodastico. Te adoro, fofa!

Dedicado a Patota do RPG. Meninas, vocês são demais! Essa é pra vocês!

Beta-reader: Blood Mary, amiga, vampirinha que nem que eu que ama vampirões dotosos.


oOoOoOo

 

O som alto, a música contagiante. Luzes coloridas espocando em meio a vários efeitos. Os corpos dançantes e amontoados na pista de dança... tudo isso contribuía para que até mesmo o mais casto dos monges deixasse toda sua recatada santidade de lado e entrasse no clima do local.

Era exatamente assim que o jovem engenheiro civil se sentia. De temperamento difícil, por vezes distante e até mesmo excêntrico, o frio e recatado ruivo não conseguia entender como se deixara levar por seu amigo até aquele local. A badalada e recém inaugurada boate.

As investidas do pisciano, proprietário de um sexy shop, para que o mesmo fosse com ele à reinauguração haviam sido constantes e incessantes. Afrodite lhe aporrinhara todos os dias de intermináveis três semanas. Talvez devesse congratulá-lo, afinal vencera-o pelo cansaço, mas se o fizesse, não iria aguentar ficar ouvindo a falação do amigo. Ou quem sabe, devesse agradecer ao pisciano por este não ter desistido dele. Fora ele que não o deixara entregar-se por definitivo à tristeza, graças a sua amizade e força de vontade em trazê-lo de volta ao mundo dos vivos. O belo homem que dançava e movia o corpo sedutoramente a sua frente resgatara o ruivo antes que este se fechasse novamente em quatro paredes de gelo puro.

Contagiado pela música e pelos movimentos do amigo dançando a sua frente, finalmente o francês se soltou e começou a mover o corpo. Se não podia vencê-lo, que se juntesse a ele! Sorriu levemente ao ver a empolgação do amigo e um tanto envergonhado, voltou os olhos para os lados. O irmão e seu amigo também estavam entregues à badalação. Dando de ombros continuou a dançar. Um voltei, mais uma requebrada, nem mesmo Afrodite poderia acreditar que veria seu velho amigo soltar-se daquela forma.

“Camus não dançava assim desde... bem, desde que o grego loiro o deixou.” – Pensou o pisciano, mas preferiu deixar esse pensamento de lado para não estragar a noite. Também não queria que o amigo percebesse que tal pensamento havia lhe ocorrido.

- Está quente aqui! – Comentou o francês ao parar a milímetros do amigo. Os rostos muito próximos. Queria fazer-se ouvir em meio aquela multidão toda e ao som alto.

– Sim está, mas vai dizer que não está gostando? – Perguntou para logo abrir um sorriso matreiro ao vê-lo concordar com um movimento de cabeça. - E você não queria vir. – Falou alto para que o aquariano pudesse lhe ouvir melhor.

O ruivo deu de ombros e deixou um pequeno sorriso envergonhado surgir nos lábios. Afrodite tinha razão. Sair para dançar estava lhe fazendo muito bem, ainda mais que naqueles dias, se Milo ainda estivesse presente, estariam completando seis anos juntos. Porque fora lembrar do ex-namorado? Balançou a cabeça e tocou o brinco de pedra tão azul quanto a cor dos olhos do loiro que um dia fizera parte de sua vida.

Voltou os olhos para o amigo a sua frente e percebeu que conseguira deixá-lo preocupado. Balançou a cabeça sem nada dizer e continuou dançando. Milo já era um caso esquecido, ou não? Bem, na cabeça do ruivo era sim um caso esquecido. Afinal, o loiro fora embora terminando o namoro sem dar-lhe maiores explicações, então não merecia todo o seu sentimento.

Deixando o passado em seu lugar, Camus voltou a curtir a noite. Tinha de viver e Afrodite tinha mesmo razão. O mundo continuava a girar, então por que não seguir a vida e deixar que novas pessoas surgissem?

Novo volteio, mais gingados. Talvez o ruivo pudesse até dizer que estava feliz. Não reparou no amigo de olhos arregalados, na realidade estava tentando ser o que não era. Sentiu quando sua cintura foi arranhada por alguma coisa e braços fortes passaram por seu corpo puxando-o de encontro a um tórax definido. Uma das mãos deslizando pela lateral de seu corpo, esquadrinhando, o deixando sem ação. Os cabelos sendo afastados de seu pescoço. O brinco ficando a mostra. O corpo reconhecendo o que a mente queria negar-lhe.

- É incrível o que podemos encontrar no meio dessa multidão toda! – A voz baixa, sexy e meio rouca. – Coincidência encontrá-lo aqui, Camie.

Sem ação, o ruivo não sabia o que fazer e muito menos o que dizer.

oOoOoOo

Andando pelas ruas do frio inverno parisiense, o lindo loiro trajando jeans Armani preto, coturnos escuros como a calça, cinto de corrente despojado, uma blusa de lã vinho com gola role e o sobre tudo de couro que lhe ia até abaixo dos joelhos, parecia nem se importar muito por ter de caminhar uma quadra até a tal boate.

Os longos cabelos ao sabor do vento gelado. As mãos nos bolsos para proteger do frio. Não conseguia entender por que carga d’água se deixara levar pelo convite de seu amigo, o também grego, Aiolia.

Parou na esquina, bem a sua frente a nova boate em tons escuros e neons piscantes surgia majestosa. Sorriu, um lindo e malicioso sorriso. Muita coisa já havia aprontado ali dentro antes da reforma e, não teve como conter a nostalgia que o abateu. Fora ali que dera seu primeiro beijo sem ser roubado no ruivo. Muitas outras coisas. E também o final de tudo. Realmente ele havia sido um cachorro, mas Kardia, seu primo, seu irmão, havia ido embora por conta de uma grave doença. Milo não conseguia ficar e deixar o outro ao sabor de uma doença que poderia ceifar-lhe a vida. Deveria ter confiado em Camus. Ele não contaria ao irmão... Dégel seria poupado e eles poderiam estar bem e, juntos... Um suspiro. Não fora bem aquilo que acontecera.

Balançou a cabeça para tentar espantar os acontecimentos passados. Voltou seus olhos para o relógio de pulso. Passava um pouco da meia noite. Havia perdido a inauguração. Deu de ombros, não tinha saco e muito menos paciência para ouvir as palavras do dono e a lenga lenga que deveria ter sido.

Queria chegar sem chamar atenção de ninguém. Atravessou a rua devagar, esperou por sua vez para poder entrar. Deixou o sobretudo no guarda volumes e seguiu para uma dos andares da nova boate. Caminhou lentamente a esmo. Parou em um dos tantos bares que havia em cada uma das pistas (uma por andar) e tomou logo uma dose de tequila.

Voltou seus olhos pelo local. Nunca iria encontrar Aiolia ali dentro. Deveria ter marcado de se encontrar com ele antes, mas não tinha vontade de chegar tão cedo como o amigo gostava de fazer. Tirou o celular do bolso e checou se havia antena. Sorriu de canto e tentou novamente contatar o amigo, mas o celular do mesmo só caia na caixa postal. – “Droga, Aiolia! Por que fui acreditar que talvez o ruivo estaria por aqui?” – Pensou. Recostou-se na parede observando o local.

Pessoas, perfumes, falação... música alta. Não se incomodava, não era de se abalar, mas também não gostava de ficar em um local como aquele e não estar com apenas uma pessoa. Lembrou-se da chave com uma plaquinha de metal com o nome da boate e um número. O bilhete do leão, como sempre nada discreto e sempre direto. Não pode conter um pensamento insano e nada casto com seu ruivo.

Desencostou da parede e caminhou pelos tantos corpos dançantes que esbarravam nos dele. Prestou melhor atenção ao DJ em seu posto e somente ai entendeu por que não encontrava o amigo. – “Filho da puta! Aiolia já está de olho no DJ! Safado! Por isso não me atende!” – Pensou. Deu de ombros e continuou andando. Talvez conseguisse achar um dos amigos que também se encontravam em Paris, mas nem mesmo Asmita estava visível. O loiro talvez já estivesse atracado nos braços de algum deus nórdico, ou mesmo algum francês empoado. Bufou fazendo a franja levantar.

Voltou a caminhar e em pouco tempo, após algumas informações com pessoas que trabalham na boate, achou um corredor cheio de portas, todas elas pintadas de vermelho sangue. Achou a correspondente ao número do chaveiro e entrou para conhecer o local. Coçou a cabeça e tentou não pensar em nada. Uma sala pequena, mas aconchegante se descortinou a sua frente. Um sofá de couro negro a um canto, uma mesa de madeira escura e algumas cadeiras. As paredes revestidas de tecido, algo como proteção acústica, ele tinha certeza e, ao voltar seus olhos para a porta, reparou em sua grossura. Sim, proteção acústica.

Sua libido aumentou e teve de controlar-se. Idéias insanas e nada castas envolviam seu francês e ele ali dentro. Saiu fechando a porta atrás de si, mas ainda com os pensamentos corroendo-lhe a alma. Teria de encontrá-lo, mesmo que tivesse de esquadrinhar a boate todinha como um cão perdigueiro. Do contrário, baixaria na casa do ruivo, de madrugada mesmo, fazendo sua melhor cara de cãozinho pidão.

Novamente sem rumo, o loiro segue seu caminho. Novos ares, andares, baladas e gente, muita gente dançando e se esfregando. Mas do que adianta ter tudo isso às mãos se não tinha quem queria? Milo havia percebido que mesmo estando um tanto ‘acabado’ (sim, ainda tentava se recuperar da perda do primo) percebia certos olhares cobiçosos para cima de si. O melhor seria sumir daquele local escuro e convidativo e seguir para outro andar. E assim o fez.

Estava se sentindo entediado. Sem Camus sua vida não tinha sentido. Novo bar, nova dose de tequila. Aquilo não lhe fazia mais mal. Enfiou uma mão no bolso e apalpou o saquinho de lenços de papel. Sorriu de lado. Dentro uma coisinha especial que havia trazido da Grécia. Sua ‘balinha.’ Algo fraco, apenas para lhe dar um barato, pois nem mesmo uma garrafa de tequila o derrubava de tão forte que havia tornado-se ao ‘veneno’ da bebida.

Recostou ao fundo da pista de dança. De onde estava tinha uma visão perfeita. No escuro podia observar a todos sem ser notado. Esqueceu-se do que tinha no bolso e pegou novamente o celular. O cristal liquido se acendeu e seu ruivo surgiu no fundo de tela, uma foto única, visto que o bonito francês lhe sorria. Um sorriso que até pouco tempo atrás Milo sabia ser só seu. Suspirou e buscou o nome do amado. Passou a mão livre pelos cabelos e bufou. Nunca demorava em tomar uma decisão, mas em seu ser, bem lá no fundinho travou. Não era de ser acometido por coisas desse tipo. Tudo o que queria, fazia. Não era de ter medo, mas ali estava... travado. Balançou a cabeça afastando os pensamentos que tomaram conta de sua mente. Não tinha medo. Não iria levar um fora de Camus. Tinha certeza. Poderia aguentar a indiferença, as palavras ásperas e o modo frio dele.

Guardou o celular. Não iria ligar, na realidade havia descoberto o que estava lhe perturbando. Perder Camus o deixava inseguro. Ao voltar seus olhos para os lados, o loiro desencostou da parede rapidamente. Parado ali, não havia percebido que seria uma presa fácil para qualquer um que quisesse, e não estava disponível para qualquer um. Ele queria um só... uma única pessoa, e esta ele não sabia se estava por ali. Os céus e os deuses do Olimpo estariam de muito bom humor para deixar que uma coisa boa dessas acontecesse com ele.

De volta ao bar, uma nova dose de tequila. O grego tomou em um gole só e voltou-se para a pista de danças. Alguma coisa deveria ter acontecido, pois havia poucas pessoas agora dançando. Ora, ele havia apenas se virado por segundos. Impossível algo assim acontecer, mas também poderia ser hora para algum show. Sabia que após a meia noite um show de Streep Tease seria feito na área de shows no último andar da boate. Deu de ombros. Não estava a fim de ver homens e muito menos mulheres despindo-se. Tinha em mente quem ele queria fazendo aquilo e, novamente, ficou tentado a ir embora e procurar pelo ruivo em sua cobertura.

Deixou o copo sobre o balcão e seguiu para a pista de dança. O DJ daquele local era muito bom. Naquele exato momento ele anunciara que iria tocar algumas velharias. Desviou de homens e mulheres que o secavam com os olhos e tentavam retê-lo com abraços e passadas de mãos. O último fora até um tanto violento, lançara a mão do individuo para longe. Ninguém além de seu ruivo poderia fazer aquilo.

Afastou-se com passos rápidos e quando estava já do outro lado do salão, diminui o passo e voltou a observar os dançantes. As músicas o faziam lembrar de uma época em sua vida em que realmente fora feliz. E onde seu ruivo era tudo o que tinha de melhor... seu maior e melhor tesouro. Já começava novamente a ficar entediado quando o gingado e o balançar de fios rubros lhe chamam a atenção.

“Não pode ser!” – Pensou Milo arregalando os olhos e parando no lugar. A cor dos cabelos daquele homem que dançava a poucos metros dele era muito parecida com a de seu amado aquariano. Esquadrinhou o corpo do outro descendo o olhar pelas costas e nádegas. Sorriu de lado, um riso safado. Lambeu os lábios. Talvez devesse tirá-lo para dançar, mas ao reparar melhor na calça e no modo como os quadris se moviam, algo dentro de si despertou. – “Os deuses são bons demais! Eles só podem estar me dando algum tipo de presente! É ele... eu nunca esqueceria essa bunda...” – O loiro voltou a andar. Um andar felino. Sem se preocupar com nada ao seu redor.

Ao avistar o amigo grudento do ex-namorado teve certeza de que se tratava mesmo de seu ruivo. Sorriu lascivo e rapidamente, antes que o outro avisasse ao ruivo, colocou um dedo sobre os lábios pedindo silêncio. Novo sorriso demoníaco ao perceber que o sueco nada diria. Parecia estar em choque, ou mesmo talvez tivesse algum interesse de saber o que ele iria fazer.

Sem delongas aproximou-se colando o corpo nas costas do ruivo e raspando as unhas de ambas as mãos na cintura deste e o abraçando fortemente em seguida. O perfume delicioso vindo do outro tomou-lhe todo o sentido. Não poderia fraquejar e não iria. Deslizou uma das mãos pela lateral do corpo do francês, sentindo, apalpando. Queria deixá-lo sem ação. Percebeu o corpo colado ao seu estremecer e regozijou-se internamente. Afundou a mão nas madeixas lisas e rubras e afastou-lhe o cabelo para facilitar sua investida.

Sorriu satisfeito ao ver o brinco que haviam trocado como forma de compromisso. Isso devido ao loiro não gostar de usar uma argola prateada no dedo. O brinco seria o anel de compromisso de ambos e, até fora fácil fazer o ruivo furar a orelha.

Antes que o outro pudesse reagir, o ataque feito um felino, ou se preferir, como um escorpião letal. - É incrível o que podemos encontrar no meio dessa multidão toda! – A voz baixa, sexy e meio rouca. – Coincidência encontrá-lo aqui, Camie. – O ruivo parecia perdido entre os braços másculos que o cingiam a cintura. Milo abriu mais o sorriso e aproximou os lábios do lóbulo da orelha do outro. – Faz alguns dias que cheguei da Grécia e já deveria ter baixado em sua cobertura para lhe fazer uma visita numa dessas madrugadas, mas vejo que não será necessário. – Sedutor, o grego a cada palavra proferida deixava seus lábios roçarem no lóbulo causando arrepios em seu amado. Brincando com o brinco o segurou entre os dentes para logo prosseguir com sua linha de raciocínio. – Vejo que também sentiu saudades.

- Mi... Mi... Milo... Solta! – A voz alta o suficiente para o loiro ouvir. O rosto levemente voltado na direção do escorpiano. As mãos fechando-se sobre ambos os pulsos dele. A tentativa frustrada de ver-se livre daqueles braços... daquele corpo másculo que tanto desejava ter de volta.

- Ora, não faça assim, Camie. Você é meu ‘prisioneiro’... – Sussurrou bem próximo ao ouvido dele e mordiscou-lhe o lóbulo. Conteve os movimentos dele e prosseguiu. – Eu também estou usando o meu. Aliás, eu nunca deixei de usá-lo. – Um riso baixo. A língua deslizando pela pele alva próximo ao pavilhão auditivo. O cheiro que tanto sentira falta.

O francês estremeceu novamente. Milo abriu um sorriso sacana e voltou os olhos para Afrodite. O pisciano tinha os olhos vidrados sobre o casal a frente. Aquilo acabou por dar uma boa ideia de como tirar seu ruivo do sério. O que ele mais queria depois do sexo, afinal, o loiro adorava ver Camus enraivecido. Sabia plenamente que somente uma boa foda faria com que ele se acalmasse e, fazer sexo com o ruivo enraivecido era terrivelmente delicioso.

Voltando os olhos novamente para o sueco, o grego sustentou-lhe o olhar. – O que foi, nunca viu? – Perguntou. Com uma das mãos virou o rosto do amado e pela primeira vez naquela noite pode ver-lhe as feições bonitas. Sorriu e passou a língua pelos lábios. Estava provocando sim e Camus que aguardasse.

Ao liberar-lhe o rosto deixou que o ruivo olhasse para o amigo. Sabia que ele iria pedir que outro não fizesse nada e preferiu apenas acompanhar e vê-lo ficar vexado por não poder fazer alguma coisa. Pelo canto dos olhos consegue ver a movimentação ao seu redor. Dégel e Misty estão presentes. Precisava sair dali antes que o ex-cunhado quisesse tirar a limpo muitas coisas. Voltou a atenção para seu ruivo e tornou a fazê-lo olhar para si.

- Vem dançar comigo, ruivo... esquece o resto. – Pediu ao aproximar mais o rosto do dele e acariciar a face macia, louco de vontade de beijá-lo.

- Non sei se percebeu, mas eu estou acompanhado por meus amigos... – A voz alta o suficiente para que ele pudesse ouvir. O tom frio e desprovido de sentimentos.

- Hmm... e qual o problema, roux (ruivo)? – A pergunta feita com a maior cara de pau. A pele alva do rosto do ruivo começando a ficar rubra alerta Milo que o mesmo já está ficando mais nervoso. Uma ideia se forma em sua mente. – Me deixa te fazer esquecer... – Os olhos azuis parecendo labaredas incandescentes perdidos nos rubros parecendo duas geleiras.

Antes mesmo que Camus pudesse responder seus lábios foram selados por um beijos casto, apesar do loiro querer muito aprofundá-lo. O medo de não ser perdoa calando fundo na alma do grego, do contrario já teria agarrado o francês há muito tempo.

O corpo retesado do ruivo era um aviso para Milo, ele não cederia tão facilmente, mesmo desejando muito isso. Conhecendo muito bem o loiro, Camus esperou pelo momento certo e antes do grego terminar o beijo, ele mordiscou o lábio inferior do ex-namorado. Havia aprendido como lidar com aquele escorpiano. Sabia que ele amoleceria e o ruivo teria uma brecha para escapulir do abraço. Ao sentir os braços afrouxarem um pouco e as mãos deslizarem em sua cintura, Camus segurou fortemente nos pulsos do grego. Liberou o lábio de seus dentes e soltou-se. Nos olhos o brilho enraivecido e apesar da surpresa de Milo, ele tinha nos lábios um sorriso cínico.

- O que lhe dá o direito de chegar assim e achar que pode ir se apossando do que non é mais seu? – A pergunta sendo feita apenas para que ambos ouvisse. Sem escândalos.

- Você estar usando esse brinco é mais do que o suficiente para me dar esse direito, Camie... – A resposta rápida e certeira. Milo sabia que Camus entenderia. O brinco... o compromisso assumido. Usá-lo era o mesmo que dizer que o aceitava de volta.

De olhos arregalados o francês se viu em uma armadilha. Uma armadilha do destino e, como esse poderia ser tão cruel. Tanto tempo sem nem lembrar da existência do brinco escondido em meio a suas coisas e, por que justamente no dia que cismara em usá-lo o loiro tinha de voltar? Os céus estavam conspirando contra ele.

Bufando o ruivo voltou-se para o amigo que estava de carona consigo, e sem muitas palavras despediu-se. Não queria ficar por ali e muito menos ter de enfrentar a verdade... A verdade de que ainda amava Milo com todas as forças de seu coração.


Continua

oOoOoOo

Momento Aquariana no Divã:

*barulho de água correndo. O vapor tomando conta de todo o banheiro. Relaxando na banheira cheiinha de espuma, a aquariana loirinha faz seu relax. Os olhos fechados, um sorriso bobo nos lábios. Sorriso de felicidade, quem sabe, talvez, por ter terminado o primeiro capítulo de fic tão sugestiva. Despreocupada, leva um susto enorme ao escutar a porta ser aberta com um estrondo.*

Kardia: – Você!

*olhos arregalados. Íris castanhos claro encarando as azuis em labaredas* - Kardia... esse banheiro é meu! Saiiii... *puxando mais espuma e bolhas para frente do corpo*

Kardia: – Não... de jeito nenhum. *olhar arguto, a unha vermelha despontando* Que história é essa de dizer que vai escrever uma fic de pegação minha e de Dégel e faz uma de Milo e Camus?

*suspiro* Eu mereço... *revirando os olhos* Você foi mexer no meu note? Eu não acredito... Por que não se preocupa com Dégel. Sabia que ele pode estranhar se o pegar em meu banheiro?

Kardia: – Ele tem plena confiança em mim... *arqueando a sobrancelha*

Hmm... *fazendo cara de descrente* Não é bem isso que eu penso. Sabe... um dia ele pode se cansar, afinal, você vem me aporrinhar nos momentos mais inusitados. Um dia ele se enche disso tudo e te troca por algo bem melhor!

Kardia: – Ora sua...

Sem ameaças, sabe muito bem que sou eu a dona do note, da caneta e do caderno de fics. Posso muito bem deixá-lo afundar sozinho no Titanic... ou quem sabe deixar seu gelinho com qualquer outro e você vendo de camarote... *sorriso demoníaco nos lábios*

Kardia: – Apelação... *a voz baixa. O olhar desenxabido.* Dégel... largue já esse livro, eu preciso de colo!

*vendo o bichinho sair rapidamente do banheiro e bater a porta.* Mas ein? Vai entender esse escorpiano. Uma hora é belicoso, me torra a paciência e no outro se dá por vencido e quer colo? Talvez seja meu charme.  hihihi Se é que me entendem, né? E puxa vida... ele saiu tão rápido... eu ia pedir para que ele esfregasse minhas costas.

hihihih

Bem, deixa pra lá. *dando de ombros* Então... agora que ele já me estragou o relax, quero agradecer a quem chegou até aqui. Peço que tenham um pouco de paciência, pois o próximo capítulo eu promete tentar colocar até domingo no ar. E... oh! Quem gostou, please... faça esta ficwriter feliz, deixe um comentário.

Beijos a todos
Theka Tsukishiro

30 de Março de 2018 às 22:19 0 Denunciar Insira 0
Leia o próximo capítulo Capítulo 2

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