They got nothing on you. (Scorbus) Seguir história

Lolaway Paola Britto

[Scorbus – AU – Short Fic] Após as férias os dois amigos voltam a Hogwarts com a certeza de que aquele ano seria diferente. Ninguém pode evitar ser atingido pela adolescência e suas incertezas. Descobrir-se, entender seus sentimentos, lidar com seus hormônios e os dos outros, preencher um vazio que até então não existia. Nenhum dos dois conseguiria ficar imune às mudanças que atingia a todos que eles conheciam, e em meio a uma nova realidade onde os outros alunos prestavam atenção neles com outros olhos, a novidade de um baile na escola só tornaria tudo mais difícil. Será que Albus conseguiria lidar com todas aquelas tensões?


Fanfiction Livros Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#Scorbus #Harry-Potter
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Parte I

    Havia uma agitação estranha na mesa da Grifinória, reparei enquanto deslizava para meu lugar de sempre no almoço. Algumas pessoas visivelmente irritadas, outras faziam um círculo ao redor de alguém. Quando se dissipou a confusão, vi Scorpius sair de perto de onde Lily, minha irmã, estava e se encaminhar para a cadeira ao meu lado como de costume.

— O que estava fazendo lá? — perguntei quando se sentou, mas ele deu de ombros casualmente.

— Estava só falando com a sua irmã, esses grifinórios que são muito estressados.

— Hum... — Senti vontade de perguntar o que ele estava conversando com a minha irmã, mas acabei deixando pra lá. Eu e Scorpius éramos amigos desde que entramos em Hogwarts, mas por algum motivo estávamos um pouco distantes esse ano.

    As coisas realmente ficam diferentes quando você atinge certa idade, nós nunca fomos muito populares aqui, eu era o Potter desajeitado, intruso na Sonserina; ele, por outro lado, era bem aceito na casa e ia bem nas aulas no geral, mas o resto da escola o olhava torto, e o jeito meio distante e polido que portava não o ajudava muito, sempre soava para o outros como um ar soberbo. Talvez ele até fosse um pouco soberbo, mas o conhecendo de perto dava para perceber que, na verdade, só tinha manias diferentes e uma educação muito refinada. Ele odiava que o tocassem e às vezes demonstrava isso de forma bem incisiva, mas eu o abracei umas três vezes ao longo de nosso tempo aqui e ele acabava aceitando, apesar de estranhar um pouco.

    De fato, nunca nos importamos com o que os outros falavam ou em sermos aceitos, nós tínhamos um ao outro e até pouco tempo isso bastava, mas esse ano tudo estava muito diferente. As pessoas estavam tentando se aproximar mais de nós dois, ou talvez fosse só dele. As fofocas sobre a família Malfoy haviam se dissipado com o tempo e devo dizer que a adolescência caiu muito bem ao meu amigo.

    Scorpius estava mais alto, esguio e sua postura elegante agora chamava mais atenção. Seus cabelos louros quase brancos e escorridos pareciam ter um caimento melhor em seu rosto fino, e acho que ele percebia isso já que havia deixado de lado a mania do deixar o cabelo sempre milimetricamente alinhado, vez ou outra permitia uns fios de cabelo despretensiosos caírem sobre seu rosto, por vezes ao invés de ajeitar neuroticamente como antes, apenas passava a mão jogando para o lado. Ele estava amadurecendo de uma forma que eu talvez não alcançasse tão cedo.

    Não havia nada demais em mim. Não mudei tanto durante as férias, dei uma engordadinha, talvez, o que parecia ótimo, mas continuava desajeitado, meu cabelo como sempre bagunçado, e eu continuava não ligando para as pessoas, embora sentisse falta de algo que nunca tive, e que também não sabia identificar o que era.

    Eu sentia a agitação hormonal ao meu redor, as meninas estavam se arrumando mais, andavam pelos corredores mais sorridentes, o que talvez fosse o motivo da mudança entre meu amigo e eu. Meu desinteresse pelas pessoas e às novas necessidades dele provavelmente estavam entrando em conflito. Não que eu fosse completamente imune a isso, eu só não me interessava tão fácil, eu não sabia identificar ainda o que queria, embora no momento eu quisesse voltar a me conectar com o loiro, mesmo que não soubesse exatamente como. Por sorte foi ele quem tomou a iniciativa em puxar assunto.

— Ficou sabendo dos novos eventos em Hogwarts? — Disse se servindo com um refinamento que eu nunca teria.

— Não exatamente — Sorri sem graça, mas ele respondeu com o sorriso amigável de sempre, sabia que eu era bem aéreo às novidades.

— Depois daquela reunião que fizeram pedindo sugestões para a escola e tentando incentivar as casas a se unirem, mais algumas decisões foram tomadas baseadas no que os alunos depositaram na urna de sugestões. — Ele se referia a reunião de volta às aulas no começo da semana, a professora Minerva fez um discurso sobre como seria melhor a convivência se as casas parassem de se odiar e os alunos pudessem interagir melhor ao invés de arrumar confusão. Ela também deixou uma urna no meio da escola onde todos deveriam colocar sugestões de como melhorar a convivência e as aulas.

— Já anunciaram as decisões? — Perguntei interessado enquanto meu amigo mastigava satisfeito seu bife.

— Não oficialmente, mas a professora Minerva já conversou com os monitores sobre as casas terem representantes oficiais, e a criação de um baile feito para que todos possam interagir uma vez por ano de forma descontraída e sem a pressão das obrigações de aulas.

— Hmm... — eu não sabia o que comentar sobre, nem o que pensar, parecia legal ter um tempo descontraído, mas um baile não era exatamente minha ideia de diversão.

— Vamos, se anime — O loiro riu batendo seu ombro contra o meu, aquela atitude me pegou de surpresa, ele parecia mais solto esse ano.

— O que aconteceu com você durante as férias? — ri.

— Nada demais, e foi esse o problema. Eu estava louco para voltar às aulas e ao mesmo tempo cansado da rotina aqui, não sei explicar. — Balançou a cabeça frustrado.

— Acho que sei como é — Concordei desanimado.

— Um baile deve ser legal — Tentei analisar seu rosto atrás de qualquer inquietação ou talvez ironia, mas ele parecia normal, talvez um pouco ansioso.

— Definitivamente você mudou — O olhei falsamente assustado e ele riu.

— Não exatamente, mas acho que precisamos de alguma diversão por aqui — deu de ombros — e se você pensar bem nós dois podemos nos divertir bebendo ponche batizado e rindo dos micos que os outros pagam — novamente um sorriso amigável se formava em seus lábios e aquilo me deixava confortável de um jeito que eu não sabia explicar.

    Tentei analisar a situação como meu amigo descrevia, parecia legal daquele ponto de vista, poderíamos nos divertir juntos e rir dos outros secretamente como sempre fizemos, mas pelo que eu entendia de bailes, o que não era muito, parecia implicar em outras coisas.

— Falando assim parece divertido — confessei — mas provavelmente terá toda aquela pressão para arrumar um par para o baile, dança e essa coisas... — não consegui controlar a careta incômoda que se formava em meu rosto. Scorpius riu.

— Você não é obrigado a convidar ninguém — me tranquilizou com o mesmo tom de voz doce que falava comigo sempre que eu estava apreensivo com algo. Talvez as coisas não tivessem mudado tanto quanto eu imaginei —e de qualquer forma você pode ir comigo.

— Você vai querer ir ao baile comigo? — ri.

— Nunca precisamos de mais ninguém para nos divertir — falou com naturalidade como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, e de fato deveria ser, eu nunca precisei de mais ninguém além dele.


-x-


— Al, você fez a pesquisa de defesa contra a arte das trevas? — Scorpius pulou da cama como se tivesse sido picado por um inseto venenoso.

— Esqueci — respondi tirando os olhos do livro de criaturas mágicas e observando seu olhar assustado — mas não é para semana que vem? — perguntei sem dar muita importância.

— Não, é para amanhã, como pude me esquecer disso? — levou a mão na testa de forma dramática levantando em seguida.

— Onde você vai? — sentei na cama observando o garoto abrir a mochila e pegar seus cadernos. — Já está tarde, daqui a pouco já começa o toque de recolher — tentei não rir do desespero do loiro.

— Vou ver se alguém fez e pode me dar uma luz, você não vem? — lancei um olhar desanimado me jogando na cama em seguida.

— Você não cansa de ser nerd? É só um dever, podemos dizer que achamos que era para semana que vem. — pude ouvi-lo bufar e sair do quarto resmungando.

— Certo, vou atrás de ajuda para nós dois.

Eu permaneci deitado lendo meu livro, não demorou muito até que os outros começassem a entrar no dormitório e se ajeitassem em suas camas. Os rumores do baile já estavam deixando os alunos agitados fazendo planos sobre como batizar o ponche ou convidar as meninas.

    Desliguei-me rapidamente do assunto voltando a atenção pro livro até que Scorpius retornou com uma cara desanimada e uns pergaminhos na mão.

— Não conseguiu? — perguntei preocupado com a expressão em seu rosto.

— Consegui — deu de ombros — Rosa derramou tinta no pergaminho da Lily sem querer enquanto brigava com seu irmão e ela teve que passar a limpo, mas dá pra entender tudo que ela fez, então ela nos deu para que a gente possa fazer baseado no dela. — eu o olhei confuso — melhor do que ter que fazer uma pesquisa toda do zero no meio da madrugada, não acha? — concluiu — de qualquer forma vamos passar a noite toda fazendo isso.

— Espera — balancei a cabeça — você pediu ajuda para a minha irmã?

— É — me olhou como se não entendesse a pergunta — qual o problema?

— Desde quando vocês ficaram tão amigos?

— Não somos tão amigos, Albus. Mas é sua irmã, sempre foi próxima de você aqui, e como nós dois sempre fomos grudados acabei me aproximando dela também — ele me olhou impaciente e eu tentei analisar as coisas. — Vai fazer o trabalho ou não? — me olhou irritado. Eu quase disse que não, mas eu acabava fazendo tudo que ele queria no final das contas, e não deixaria meu amigo acordado a noite toda sozinho fazendo um trabalho estúpido.

— Você me paga por isso. — bufei levantando da minha cama e deitando no canto da cama de Scorpius de barriga para baixo. Puxei o pergaminho de sua mão analisando o estrago da tinta derramada sobre o mesmo.

— Deixe de ser preguiçoso — ele pegou tudo que precisaríamos para escrever e se deitou ao meu lado na mesma posição que eu. Passamos metade da noite acordados fazendo o trabalho com dificuldade pela pouca luz. Eu quase cochilava algumas vezes, mas o loiro me cutucava todas elas.


-x-


— Silêncio, por favor. — professora Minerva falava pela terceira vez, dessa mais irritada. As pessoas começavam a se calar e acalmar toda a inquietação. — Certo, vamos aos comunicados — pigarreou — primeiro eu analisei todas as sugestões de vocês e escolhemos um representante de cada casa, esses representantes serão responsáveis por se reunirem uma vez por semana e discutirem problemas cotidianos, assim como promover aconselhamento dentro de sua própria casa a respeito do comportamento com os outros alunos. — algumas pessoas começaram a falar ao mesmo tempo e a diretora elevou a voz novamente fazendo com que os murmurinhos ficassem mais baixos. — Por último, teremos um baile para celebrar a união e o respeito em Hogwarts, e para que vocês possam ter um momento relaxado entre amigos — sorriu observando os rostos animados com a novidade — Todos os anos participarão da abertura do evento, entretanto após a dança de abertura e a mesa principal ser servida, os alunos do primeiro ao terceiro ano terão que se recolher deixando a festa apenas para os mais velhos — algumas pessoas resmungaram, outras estavam satisfeitas, mas a agitação eram geral. Faltava um mês para o baile e a escola promoveria uma aula de dança para quem tivesse interessado em participar. Eu com certeza não estava, não pretendia dançar.

    A diretora anunciou mais algumas recomendações e chamou a frente um aluno de casa casa, apresentando como os representantes. O da Sonserina era Andrew, um dos atletas de quadribol, um ano mais velho que nós. Para minha total surpresa a representante da Grifinória foi minha prima Rosa, eu sabia que ela havia ficado mais tolerante ao longo do tempo, até aceitava Scorpius bem agora, mas com certeza ela não era a escolha adequada para o cargo.


-x-


    Eu estava me concentrando mais em ser menos desastrado esse ano, funcionava a maior parte do tempo, mas não dá para fugir do inevitável. Eu estava girando em torno da cama procurando pela minha pena. Recuei alguns passos quase chorando de raiva quando mãos seguraram meus ombros me impedindo de colidir com seu corpo.

— Está procurando por isso? — Scorpius sorriu gentilmente me entregando a pena perdida.

— Obrigada — suspirei sentado na cama, metade derrotado, metade aliviado.

— Hey, acontece, estava do lado da cama — sentou-se ao meu lado me olhando de forma gentil.

— Gostaria de ser menos atrapalhado — suspirei chateado.

— Por quê? — ele perguntou como se fosse algo impensável — É isso que faz de você quem você é, e apesar de seus esforços diários para esconder isso, você é um garoto incrível, com todos as suas peculiaridades — eu o olhei incrédulo, mas aos poucos minha expressão se tornava encantada — é sério, eu não mudaria nada em você. — sorri incapaz de estar infeliz depois de todas aquelas palavras.

— Eu também não mudaria nada em você — passei meus braços por seus ombros e dessa vez ele não recuou.

— Agora vamos antes que a gente se atrase mais. — o louro me puxou pela mão me arrastando para fora do dormitório.

  As aulas foram chatas como de costume, eu era muito ruim em poções, e Scorpius como sempre me ajudava para que eu não explodisse a sala de aula. Tenho que confessar que às vezes era divertido essa aula em particular, nós ríamos dos desastres evitados, mas ultimamente eu me incomodava com os olhares dos outros alunos me censurando como se eu fosse o maior desastre da Sonserina.

— Hey, Scorpie... — uma das alunas da Corvinal se aproximou um pouco mais sorridente do que deveria, e do que ela tinha chamado o meu amigo? Até onde eu sei não tinha essa intimidade, eu nem sabia seu nome. — Você poderia me ajudar também? O professor está um pouco ocupado e eu estou com medo de explodir poção na sala toda — riu de forma irritante, o louro a olhava intrigado, mas fui eu quem respondi.

— Os alunos da Corvinal não tinham a fama de serem inteligentes? — a garota de cabelos encaracolados cor de mel me olhou ofendida, algumas pessoas ao redor riram sem cerimônias e meu amigo me encarava levemente boquiaberto.

— Olha quem fala, o filho do grandioso Harry Potter que mal consegue levantar uma vassoura. — Talvez aquilo me afetasse muito a algum tempo atrás, mas agora só me deixou com mais vontade de colocar aquela enjoada para correr. Scorpius tentou falar algo, talvez com medo de como eu me sentia, mas eu retomei o controle rapidamente.

— E você é quem mesmo?

    Algumas pessoas, principalmente os sonserinos riam e faziam sons zombando da menina. Antes que ela pudesse me responder o velho professor Slughorn gritou para que todos fizessem silêncio e pediu para que a “srta. Como é mesmo seu nome?” se sentasse. A falta de memória do professor era geral, mas o esquecimento rendeu mais algumas zoações e a garota saiu raivosa da nossa mesa batendo os calcanhares até seu lugar.

— O que foi isso? — Scorpius ainda me olhava assustado.

— O que? — o olhei como se não tivesse entendendo o espanto.

— Não sabia que você tinha problemas com ela.

— Por acaso vocês são amigos? — questionei com o tom mais inquisidor do que eu gostaria.

— Não... — ele respondeu meio sem graça, sua expressão dando lugar a confusão.

— Então o que? Até parece que você é uma pessoa gentil com os outros alunos.

— Hey — ele me olhou ofendido — eu não saio por aí arrumando confusão não.

— Não arrumei confusão, fiz um comentário e ela se ofendeu, até parece que ela tinha problemas mesmo com a poção — revirei os olhos. Pude sentir o olhar confuso do meu amigo me analisando, mas não voltei a encará-lo.

    Quando acabou a aula seguimos para o almoço juntos como sempre fazíamos, ele falando animado sobre os feitiços novos que tinha lido no livro de defesa, alguns sonserinos comentavam amenidades ao nosso redor. Normalmente era assim, nós dois conversando e ignorando os outros e os outros nos ignorando, mas aparentemente esse ano seria um pouco diferente.

    Antes que alcançássemos a mesa um dos garotos da nossa casa se aproximou. Andrew, o representante, tinha os olhos verdes contrastando com a pele morena e o cabelo curto ondulado. Abriu seu sorriso largo dirigindo-se a Scorpius.

— Eu fiquei sabendo que vocês dois colocaram a corvinal para correr hoje — riu olhando diretamente para meu amigo que retribuiu com um sorriso sem graça — ela era até bonitinha, Scorpius, dizem que ela estava a fim de ir com você ao baile. — O loiro arregalou os olhos e eu bufei.

— Andam dizendo muitas coisas — a frase saiu mais alto do que eu gostaria e eles me olharam de forma estranha, o garoto logo se distraiu voltando a falar, mas pude sentir o olhar do meu amigo novamente me analisando durante o caminho.

— Aparentemente você é uma opção bem cotada para as meninas — riu dando um soquinho de leve nos ombros do meu amigo que pareceu levemente incomodado, mas não reclamou.

— Não acredito que isso seja verdade — respondeu sem graça.

— Ahh vocês eram meio estranhos, mas depois de certa idade o mistério se torna atrativo — poderia jurar que ele sorriu de lado como se quisesse dizer mais do que realmente estava dizendo. — Não sei qual é a de vocês dois, mas você tem opções bem amplas, tem muitos garotos que também aceitariam seu convite — Scorpius arregalou os olhos assustado e minha boca abriu levemente de susto, mas eu estava sem palavras. — Você também, Potter, as meninas da lufa-lufa adoram você — falou, voltando a direcionar seu olhar para meu amigo que ainda parecia assustado com o rumo da conversa — pensa nisso — piscou saindo para sentar com seus amigos quando alcançamos a mesa.

    Seguimos para nossos lugares sem falar nada depois daquela conversa constrangedora. Scorpius parecia muito sem graça e não levantou o olhar de seu prato nem uma vez durante a refeição. Eu pensei em falar alguma coisa, mas estava ocupado tentando entender todos os sentimentos estranhos que me invadiam naquele momento.

    A ideia de Scorpius namorando ou levando alguém para o baile me fazia ficar enjoado, revirei a comida no prato algumas vezes antes de desistir de comer. Era sempre eu e ele juntos, eu não queria que isso acabasse. No começo das aulas senti que estávamos nos afastando e foi horrível, mesmo agora as coisas não eram mais como antes, mas ainda éramos nós dois apenas acompanhando um ao outro em tudo, não estava preparado para ver outra pessoa monopolizar o tempo do meu Scorpius.

28 de Março de 2018 às 02:47 0 Denunciar Insira 2
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