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floragois Flora Gois

Aos 15 anos, Sakura, Sasuke e Naruto decidiram juntos que deveriam trilhar caminhos diferentes na carreira ninja, desfazendo, assim, o amado time 7. Oito anos depois, o destino volta a entrelaçar as vidas deles, principalmente por causa da sobrinha do Uchiha que desenvolve leucemia. Sakura é designada como sua médica no hospital de Konoha para testar um novo método de cura experimental, e isso a aproxima cada vez mais do antigo amor de infância.


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

#Homofobia #Shiita #Sasusaku #Naruto
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River

O time sete estava se reunindo no conhecido campo treinamento, local usado muitas vezes por eles durante os antigos treinos em equipe. Sakura olhou melancólica para o velho lugar enquanto Sasuke e Naruto se aproximavam devagar.

Todos sabiam o motivo daquela reunião: O time 7 seria finalmente desfeito.

Agora, cada um deles, com seus quinze anos, havia escolhido ingressar por um caminho diferente na carreira ninja. Sakura havia se tornado aprendiz de Tsunade Senju, e como tinha desenvolvido uma grande habilidade com ninjutsu médico, quis se aprofundar ainda mais na área, na qual não se sentia inferior ou desesperada para alcançar os companheiros de time. Sasuke, como esperado, havia escolhido seguir os passos de todos do seu clã na força policial de Konoha. E Naruto com seu sonho de ser Hokage, treinaria com o pai a partir daquele dia.

A rosada respirou fundo tentando se recompor. O time sete, de alguma forma, tinha se tornado sua família e, agora, essa família seria desmanchada, convertendo-se apenas em uma lembrança feliz da infância.

— Sakura-chan! — Naruto acenou animado enquanto caminhava.

Sakura o respondeu com um sorriso e desviou sua atenção para o moreno que vinha mais atrás, sentindo as mãos suarem por dentro das luvas e o coração traidor acelerar.

Era sempre assim que se sentia quando o via.

Como era de se esperar, ele mantinha o rosto inexpressivo, mas Sakura conseguia entendê-lo mesmo assim enquanto fitava aqueles orbes negros. E para sua surpresa, Sasuke desviou o olhar de si, deixando-a constrangida.

A Haruno estava sentada perto dos troncos em que anos atrás Naruto fora amarrado em um teste de Kakashi. Ela sorriu doce com a lembrança, refletindo sobre como era tola na época.

— Do que está sorrindo, Sakura-chan? — O loiro hiperativo questionou após sentar-se ao seu lado.

— Lembranças.

Ele acenou com a cabeça, olhando para o mesmo lugar que a rosada. No fundo, nenhum deles queria o adeus, mas sabiam que era uma medida necessária para evolução de todos. Sasuke manteve-se de pé de frente para ambos, sem dizer nada, apenas observando os dois amigos atentamente.

— Fico feliz que já estejam aqui.

Kakashi se pronunciou atrás deles chamando a atenção. Sakura revirou os olhos, como sempre seu sensei estava atrasado. Até mesmo em uma dia como aquele o platinado chegava depois de todos.

— O que acham de um último treino? — Kakashi pronunciou-se novamente.

Naruto e Sasuke trocaram um olhar sugestivo. Mesmo após anos juntos como amigos, eles ainda eram rivais e sempre iriam querer superar um ao outro, e quando tinham a oportunidade de lutar, aproveitavam-na ao máximo.

Assim, não demorou muito até que ambos estivessem no meio do campo trocando socos e chutes. Sakura analisou como haviam melhorado significativamente em taijutsu, porém retorceu o rosto desgostosa ao perceber que mais uma vez estava sendo deixada de lado durante o treino, por algum motivo que ela nem ao menos compreendia.

A rosada chegou a se questionar se seus amigos não a consideravam digna de suas atenções em um campo de batalha, mas sempre que se machucavam, Naruto e Sasuke procuravam-na a fim de assistência médica.

Ela os observou lutarem por mais alguns segundos. Sasuke havia acabado de acertar um clone de Naruto com seu chidori enquanto o loiro original estava um pouco mais atrás formando um rasengan. Sakura suspirou ao perceber que aquilo iria longe, então levantou-se e caminhou até ficar próxima a eles, não o suficiente para ser notada, fechou os olhos e concentrou seu chakra na mão direita.

Kakashi observava à distância, puxou seu livro do icha icha paradise e começou a folheá-lo, se divertindo com o que estava por vir.

— SHANNARO! – Sakura gritou ao acertar o chão com toda sua força.

O soco foi forte o suficiente para fazer o chão se abrir, debaixo dos pés deles. Sasuke e Naruto, que estava trocando socos, olharam assustados na direção da rosada, e em segundos foram atingidos pelas pedras soltas decorrentes do soco potente, fazendo que caíssem ao chão gemendo de dor.

Sakura ajeitou sua luva e se aproximou de ambos, sentando-se do lado deles. Estavam esgotados pelo uso excessivo de chakra e, agora, doloridos pelo golpe da amiga.

— Vocês dois nunca aprendem — Naruto começou a rir, e Sakura prendeu seu olhar em Sasuke que a observava atentamente.

— Bom soco, Sakura — Ela acenou com a cabeça em agradecimento e começou seu trabalho de cura.

Kakashi fechou seu livro e se aproximou dos alunos.

— Acho que essa foi uma boa despedida.

Sakura sentiu uma dor tomar conta do seu coração naquele momento, mas foi firme para não demonstrar na frente deles e apenas deu um sorriso falso, afirmando com a cabeça. O moreno, por sua vez, a observava atento e notou a falsidade em seu sorriso animado. Ele a conhecia bem o suficiente para saber isso e, por fim, fechou os olhos esgotado, sabendo que na hora certa resolveria aquilo.

Após serem curados, combinaram de se encontrarem à noite no Ichiraku para comerem juntos. Sakura assistiu a seus amigos e seu sensei tomarem rumos diferentes ao irem embora, deixando-a só, sentada no campo de treinamento por horas. Parecia basteira, mas a cena havia lhe marcado, então permitiu-se só então chorar. A despedida havia arrancado uma parte do coração de Sakura, porque mesmo que soubesse que ainda encontraria Naruto ou Kakashi em missões, uma parte de si sabia que naquele dia estava dando adeus ao amor juvenil que havia nutrido por Uchiha Sasuke durante anos.

E a partir daquele dia, havia prometido para si mesma que mudaria sua vida e que seria uma grande médica-nin.

8 anos depois....

— Haruno Sakura!

A rosada foi arrancada dos seus devaneios. À sua frente uma maca era empurrada às pressas em direção à sala de cirurgia. Especialmente naquela noite o hospital parecia estar um caos, porque vários shinobis haviam dado entrada após uma missão mal sucedida no país da neve.

Sakura estava no corredor central em uma pausa de cinco minutos quando escutou seu nome ser chamado nos alto falantes. Suspirou, mas seguiu apressada em direção à sala anunciada. Era uma emergência, então não poderia se atrasar.

Andou apressada pelo corredor movimentado, olhou para sua esquerda e notou que Haruki se aproximava já de máscara e toca escondendo os longos cabelos negros. Ela e o Hyuuga geralmente sempre pegavam os mesmos turnos, consequentemente, às vezes, os mesmos pacientes, o que acabou desenvolvendo uma grande amizade entre os dois. Além disso, era bom ter alguém como um doujutsu tão poderoso a ajudando em momentos cruciais.

— Sabe o que aconteceu? — Sakura perguntou aproximando-se dele.

— Talvez o mesmo que você. Mas, sei que esse em questão foi envenenado e é por isso que estão solicitando você.

— Tsunade-sama foi quem mandou me chamar? — O moreno confirmou com a cabeça em resposta.

Ele tirou uma toca de seu jaleco e lhe estendeu, a Haruno acenou com a cabeça e prendeu os longos fios rosados sobre a toca. Essa era a pior parte de ter decidido deixar o cabelo longo novamente.

Entraram na sala de emergência, o jovem shinobi estava estendido sobre uma cama agonizando de dor, Sakura olhou para a parede oposta onde notou Tsunade encostada, esmagando algumas ervas.

Mesmo que Haruno já tivesse completado seus vinte e três anos e fosse uma médica-nin experiente e tão boa quanto a própria Tsunade, sua mestra sempre mantinha-se por perto em casos mais difíceis. Então sua presença ali indicava a Sakura que a extração do veneno não seria uma tarefa fácil.

Haruki caminhou na sua frente pondo-se ao lado do shinobi, ativou seu byakugan e o observou.

— O veneno está espalhando-se rapidamente.

Sakura afirmou com a cabeça e aproximou-se do paciente. A rosada concentrou seu chakra na mão e olhou para sua mestra, que apenas acenou positivamente com a cabeça. O processo de extração foi longo e demorado, exigia uma concentração perfeita de Sakura e Haruki manteve-se ao seu lado usando o doujutsu para guiá-la sempre que necessário.

Quando terminou, Sakura suspirou exausta, e Tsunade aproximou-se limpando o shinobi que agora estava desmaiado.

— Ele vai dormir por algumas horas. Acho que pode ir para casa por hoje, Sakura — A loira se dirigiu a aprendiz — Bom trabalho.

A jovem sorriu para a mentora e alongou os músculos rígidos e doloridos. Haruki se aproximou da amiga e colocou uma mão em seu ombro, fazendo a rosada olhá-lo cansada.

— Porquê você não vai para casa? Tenho certeza que podemos cuidar de qualquer emergência aqui sem você.

Ela olhou para Tsunade em busca de uma confirmação.

— Ele está certo, você já fez mais do que turno extra. Estou lhe liberando por hoje.

— Tudo bem, só vou na sala de descanso antes.

Haruki sorriu, sabendo que a amiga ficaria ali pelo menos um pouco para ter certeza que não seria necessária.

— Então vou acompanhá-la.

O moreno a seguiu silencioso pelos corredores até chegarem à sala de descanso. Era uma sala simples, uma mesa com cadeiras central, uma poltrona na parede oposta à janela, uma geladeira com fogão e bancada.

Sakura sentou-se exausta na poltrona devido ao uso de chakra, que havia lhe deixado um pouco mais cansada que o normal. Haruki pegou duas canecas e colocou uma chaleira no fogão para esquentar água para o chá que faria.

— Mesmo trabalhando ao seu lado nesses dois anos ainda fico surpreso com seu controle de chakra, Sakura.

Sakura sentiu o rosto corar e deu um sorriso tímido.

— Obrigada, eu acho.

— Ino já voltou de sua missão? — O Hyuuga aproximou-se com as canecas, puxando uma cadeira da mesa para sentar de frente à amiga.

Ino e Sakura dividiam um apartamento perto do hospital desde que completaram seus vinte e um anos. Isso as havia ajudado a conquistar um pouco mais de liberdade, e facilitava suas locomoções após missões e turnos no hospital. No início, os pais de ambas ficaram receosos por essa decisão, mas após longas conversas e insistência das meninas, aceitaram suas escolhas.

E Ino havia saído recentemente em missão, há exatos cinco dias estava em Suna com o time Ino-Shika-Cho. A rosada deu uma risadinha fraca.

— Espero que ela volte logo, não é a minha vez de limpar o apartamento — Haruki sorriu e continuaram trocando assuntos supérfluos durante algum tempo até que Tsunade adentrasse o cômodo.

— Ainda está aqui?!

— Já estava saindo, só recuperei um pouco das minhas energias — Sakura gesticulou com a caneca.

— Vá para casa descansar. Amanhã no início do seu turno tenho uma paciente em particular que eu gostaria que você cuidasse.

Sakura franziu a testa diante as palavras de sua mentora, mesmo assim olhou para o relógio na parede que marcava meia noite e suspirou se pondo de pé.

— Estou indo, estarei aquilo logo pela manhã — A loira acenou com a cabeça e tomou seu lugar na poltrona fechando os olhos.

— Eu adoraria uma garrafa de sake. — Ela pressionou a mãos nos olhos — Esse hospital estava uma bagunça hoje, Shizune ainda está atendendo alguns shinobis feridos.

Sakura tirou o jaleco e pendurou em um cabide no armário dos funcionários ao passo que Haruki discutiu com Tsunade sobre “não se pode beber em hospitais”. Quando a rosada estava se retirando da sala o Hyuuga a chamou.

— Tem certeza que vai embora sozinha? Eu poderia...

— Não precisa, mas fico agradecid. — Ela sorriu para o amigo e se retirou do cômodo.

Ao chegar na porta do hospital de Konoha, Sakura se encolheu. O tempo estava frio, e como ela estava em um turno de mais de trinta horas não havia levado um agasalho reforçado. Olhou para a rua com uma iluminação um pouco fraca e vazia, abraçou o próprio corpo e seguiu seu caminho. Morava a 1 quarteirão dali, se seguisse um ritmo bom até lá ainda teria sete horas de sono.

Com isso em mente apressou seus passos, logo à frente havia um Uchiha da força policial de Konoha e ela sentiu um aperto no seu coração ao olhar para o homem. Odiava o fato de todos os Uchihas terem traços similares, isso a lembrava dele.

Virou o rosto irritada consigo mesma, embora houvesse se passado tantos anos... ainda sentia alguma coisa. Não sabia definir bem o que era, mas sabia que algum sentimento ainda era nutrido dentro de si, mesmo contra sua vontade.

— Não acha arriscado andar por essa rua deserta desacompanhada? — Sakura travou ao ouvir essa frase, mas não por temor e sim por felicidade.

Virou-se animada para encarar o loiro que sorria para ela.

— Não sou uma garota indefesa, sinto desapontá-lo — Ela acertou um soquinho no braço do Uzumaki que ria.

— Eu não estava preocupado com você, meu medo era de machucar algum shinobi desavisado.

— Ora, seu... — Ela fechou o punho para o amigo que se encolheu rindo.

— Também senti saudades Sakura-chan.

— Você que escolheu passar um ano longe!

Naruto caminhou ao seu lado, acompanhando a amiga.

— Eu precisava treinar com o Ero-sennin — A rosada revirou os olhos.

— Achei que treinar com o Yondaime sama fosse o suficiente.

Naruto revirou os olhos e suspirou fazendo careta.

— Meu pai consegue ser um tirano durante os treinos.

— Se sua mãe escutar você falando isso...

Os dois continuaram conversando sobre os treinos de Naruto, durante seu tempo longe da vila, e de como Sakura seguia com sua carreira.

Uma rua antes do seu apartamento o loiro parou olhando o céu, que mesmo com o tempo frio, continuava estrelado.

— Sakura-chan. Você sente falta? — Ele continuava a olhar as estrelas, a rosada sentiu um aperto no peito.

— Do que eu deveria sentir falta?

— Do time 7.

Ele olhou para amiga e ela sentiu sua frase implícita naquela sentença, mas manteve-se calada.

— Às vezes sinto, mas ainda vejo você e o Kakashi sensei.

— E ele?

— Naruto...

— Sabe que pode ser sincera comigo — Ela negou com a cabeça e voltou a andar.

— Eu não quero falar sobre isso, não o vejo há cinco anos de qualquer forma...

A rosada apressou os passos pela rua, Naruto correu para alcançá-la, mas quase trombou em Sakura quando a viu parada no meio da rua.

— Sakura-chan!

Ela não lhe respondeu, o que fez com o que o loiro seguisse seu olhar. Na frente do apartamento de Sakura, ele pode notar que havia uma jovem de longos cabelos escuros encolhida, abraçada contra o próprio corpo chorando. Naruto não identificou quem era por causa do cabelo tampando a face da jovem. Ao ouvir a voz alta do loiro a morena levantou o rosto, revelando os olhos brancos que ele bem conhecia, mas não foi isso que prendeu a sua atenção e a de Sakura.

Um fio de sangue escorria da testa da jovem Hyuuga.

— Sa-Sakura-chan? — A morena fungou olhando na direção da amiga, passou a mão nos olhos limpando as lágrimas.

Antes que Sakura pudesse ir em sua direção, o Uzumaki apressou-se para ficar ao lado da morena. Ele colocou a mão nos seus ombros, a fazendo olhar para si, e Sakura notou o quanto a amiga corou.

— Hinata! O que aconteceu? Porque você está machucada? — Ele passou a mão na testa dela levantando sua franja para ver o machucado.

Sakura balançou a cabeça, tinha alguma ideia de onde vinha o machucado da amiga, e então aproximou-se de Naruto colocando a mão em seu ombro, o que chamou sua atenção.

— Eu vou cuidar dela, você pode ir Naruto — Ele não gostou do que ouviu e abriu a boca para contestar — Por favor, Naruto.

Sakura sabia que a Hyuuga não conseguiria pronunciar uma frase completa enquanto o loiro continuasse ali. Nesse exato momento a amiga estava com o rosto tão avermelhado de vergonha que a Haruno começava a realmente se preocupar com o efeito que o amigo tinha sobre ela. Ela e Ino sabiam perfeitamente sobre os sentimentos da morena pelo Uzumaki, na verdade boa parte das pessoas sabiam...

Menos Naruto.

— Sakura-chan... — Ele hesitou, mas acabou afirmando com a cabeça. — Tudo bem. Amanhã eu volto aqui.

Saiu sem dar tempo para que Sakura contestasse essa decisão. A rosada aproximou-se da amiga com um sorriso gentil, abaixou-se à sua frente e fez com que ela lhe olhasse.

— Que tal entrarmos? Faço um chá quente e enquanto curo esse machucado você me conta o que aconteceu.

A morena chorou em silêncio enquanto acenava positivamente com a cabeça. Sakura ajudou a amiga a se levantar, entraram no prédio e seguiram para a escada. A Haruno e Ino haviam escolhido um apartamento no segundo andar. Não era grande ou exagerado, mas sim pequeno e aconchegante.

Hinata sentou-se no sofá negro de três lugares. A sala e a cozinha eram um espaço aberto, separados apenas por uma bancada. Sakura colocou uma chaleira no fogão enquanto separava uma xícara para si e outra para a morena.

Ouvia silenciosamente a respiração da outra se acalmar, enquanto ela parava de chorar. Tirou a água fervente do fogão e misturou com as ervas de camomila nas xícaras, isso acalmaria Hinata.

Seguiu para o sofá, apoiou as xícaras sobre a mesa de centro e virou-se para a Hyuuga.

— Enquanto eu curo esse machucado, me conte o que houve.

— O mesmo de sempre, Sakura-chan — A morena suspirou, e Sakura começou o processo de cura — Meu outosan me forçando além dos meus limites no treino.

— Você realmente não se vê como uma ninja, não é?

— Não, eu só quero ter a minha família um dia e cuidar deles — A Hyuuga deu um sorriso gentil — Eu te admiro pela grande medica-nin que é... Mas, meu coração não está nisso.

— Eu entendo você, Hinata — A rosada lhe sorriu em retorno — Você deve ser feliz onde quiser, não importa se é dentro do seu clã, o comandando, ou em uma casa cuidando de seu futuro marido e filhos.

A morena corou, Sakura achando a cena extremamente fofa lhe abraçou.

— Vai dormir aqui esta noite?

— Eu espero que sim, ainda mais agora que cheguei — As duas olharam na direção à porta, onde Ino as observava com as mãos na cintura.

A loira aproximou-se das amigas e as abraçou, depois sentou-se no meio delas e suspirou exausta.

— Essa missão foi tão... cansativa.

A Haruno deu uma risadinha e se levantou.

— Eu adoraria ficar aqui conversando com vocês. Porém, amanhã tenho um turno logo cedo. — A rosada espreguiçou-se.

— Pode ir, estaremos aqui pela manhã.

Sakura seguiu para o seu quarto, sabia que Ino seria uma companhia melhor para Hinata do que ela mesma, porque naquele momento seu corpo protestava pelo cansaço e exaustão. Tomou um banho quente para relaxar os músculos do corpo e depois se jogou na cama, permitindo-se relaxar.

Sakura entrou no hospital apressada, havia se distraindo no café da manhã, conversando com as amigas. Como ela e Ino já esperavam, Neji apareceu logo cedo na porta do apartamento procurando por Hinata. Na pressa de chegar ao local de trabalho Sakura havia esquecido sua presilha, agora os longos fios a irritavam caindo sobre o rosto. Andou a passos largos até a sala da diretoria, que pertencia a Tsunade.

Encontrou a mentora de pé com uma pasta na mão e com um olhar cansado.

— Vamos para o consultório 2A.

Sakura franziu a testa, mas concordou.

— É o caso que você me falou?

— Sim, como você é a melhor médica com controle de chakra nesse hospital, é a única que poderia ajudar essa paciente.

— O que ela tem? — A rosada sentia-se ansiosa, não tinha um bom pressentimento.

Ao adentrarem o consultório, Tsunade caminhou-se para a mesa. Colocou a pasta sobre ela.

— Leucemia.

Sakura sentiu o aperto no coração. Era uma doença descoberta recentemente, é um tipo de câncer que afeta as células brancas do sangue. Só havia uma forma de tratamento, e ainda estava em estado de experimento, porque o equipamento das sessões de terapia exigia um grande nível de concentração de chakra vindo do médico.

— Quantos anos ela tem? — A rosada sentou-se à frente da loira.

— Apenas 6 anos. Eu vou dar a notícia aos pais e oferecer o tratamento experimental, por isso preciso de você aqui.

Mesmo sendo médica-nin durante anos, Sakura ainda se sentia emocionalmente afetada quando os casos envolviam crianças, e só piorava quando era uma doença com poucas chances de cura e reações.

— Na família tem mais casos da doença?

— Não sabemos — Tsunade suspirou — Yuli foi gerada em uma “barriga amiga”. E sua mãe biológica faleceu após o parto.

Sakura ficou surpresa, eram poucos casos que conhecia sobre pessoas que se ofereciam para “gerar” crianças para casais que não podiam ter filhos de forma biológica ou não eram adeptos à adoção.

Ouviram uma batida à porta.

— Pode entrar — Haruki apareceu, deu um rápido sorriso para a rosada e em seguida voltou sua atenção para Tsunade.

— Os pais da paciente chegaram.

— Pode deixá-los entrar.

Sakura levantou-se e se pôs ao lado da mentora. Olhou ansiosa para a porta enquanto eles entravam. Precisou de todo o seu profissionalismo para esconder a surpresa que sentiu ao notar que os pais da paciente eram Uchiha Itachi e Uchiha Shisui. Claro, todos na vila haviam ouvido os rumores sobre o primogênito de Uchiha Fugaku ter se assumido como bissexual e estar em um relacionamento com outro homem. Porém, como era sobre essa família em questão, Sakura decidiu não saber se era verdade o rumor, ou o que aquilo havia gerado depois.

Itachi e Shisui estavam desnorteados, haviam marcado aquele dia para buscar os exames da filha, que havia apresentado sintomas graves de anemia. Mas, ao chegarem ao hospital foram diretamente dirigidos para àquela sala, com as instruções de conversarem Tsunade. Sentiam-se ansiosos e nervosos.

A mão do mais velho segurava a trêmula do marido.

Tsunade acenou para que sentassem nas cadeiras à sua frente, e eles izeram isso de forma mecânica.

Shisui foi o primeiro a se pronunciar.

— A-aconteceu alguma coisa?

Itachi apertou sua mão com mais força. A ansiedade tomava conta de ambos, mas tentavam deixar seu lado racional guiá-los até que soubessem o real porquê de estarem ali.

— Vocês na semana passada trouxeram Yuli para um exame de sangue, havia a suspeita de anemia pelo excesso de sono e cansaço em que ela estava apresentando, mas quando fui retirar o material para o exames pude perceber que ela estava com problemas de coagulação.

Os homens trocaram um olhar nervoso.

— E isso significa que? — Tsunade os olhou de forma triste. Para Shisui, a filha só estava mais cansada que o normal, esperava pelo melhor.

— Não há uma forma fácil de contar isso, então prefiro ser direta: os enjoos, o cansaço, a falta de ar e as dores ósseas me levaram a cogitar a hipótese que Yuli estar com Leucemia.

Sakura observou a mestra em silêncio. Sabia que Tsunade já tinha certeza do diagnóstico, mas que sua esperança a obrigava a exigir todos os exames para concluir isso. Olhou para os Uchihas, Itachi estava a encarando com os olhos cheios de água, o homem parecia que desmoronaria à sua frente. Shisui não estava diferente, ele aproximou-se mais da mesa.

— Le-leucemia? Não pode ser, ela só estava cansada — A voz dele estava elevada. Aquilo não podia ser possível, não com sua estrelinha.

— O exame de sangue nos levou a concluir isso, claro que para ter uma resposta definitiva precisaria de uma biópsia de medula óssea.

— O que é essa doença? — Itachi olhou na direção de Sakura quando perguntou.

— Leucemia é caracterizada pela produção excessiva de células brancas anormais, superpovoando a medula óssea. A infiltração da medula óssea resulta na diminuição da produção e funcionamento de células sanguíneas normais. Dependendo do tipo, a doença pode se espalhar para os nódulos linfáticos, baço, fígado, sistema nervoso central e outros órgãos e tecidos, causando inchaço na área afetada. — Ela viu quando os dois desabaram, mas lutou contra si própria para continuar a explicação — Danos à medula óssea podem resultar na falta de plaquetas no sangue, que são importantes para o processo de coagulação. Isso significa que pessoas com essa doença podem sangrar excessivamente. As células brancas do sangue, que estão envolvidas no combate a agentes patogênicos, podem ficar suprimidas ou sem função, colocando o paciente sob risco de infecções.

Itachi colocou a mão na frente do rosto quando começou a chorar compulsivamente, Shisui abraçou o marido. Ele precisava ser forte naquele momento, precisava ser o alicerce dele e de Itachi. Eles haviam feitos diversas missões na vida, como ninjas ANBU haviam enfrentado todos os tipos de shinobis e bestas, mas nunca sentiram um medo real como o que estava sentindo naquele momento.

— Tem cura? Só precisamos saber disso.

Precisavam de uma centelha de esperança, apenas uma.

— Sim, mas antes precisamos da biópsia para saber se ela tem Leucemia Crônica ou Aguda.

Shisui olhou confuso.

— Ainda tem isso?

— Leucemia aguda é caracterizada pelo crescimento rápido de células sanguíneas imaturas. Esse apenhamento torna a medula óssea incapaz de produzir células sanguíneas saudáveis. A forma aguda de leucemia pode ocorrer em crianças e adultos jovens. O tratamento imediato é necessário na leucemia aguda devido à rápida progressão e acúmulo de células malignas. Já a leucemia crônica é distinguida pelo acúmulo de células sanguíneas relativamente maduras, porém ainda assim anormais. Geralmente levando meses ou anos para progredir, ela geralmente ocorre em pessoas idosas, mas pode afetar qualquer faixa etária. Enquanto a leucemia aguda deve ser tratada imediatamente, a forma crônica alguma vezes é monitorada por algum tempo antes do tratamento, para assegurar a eficiência máxima da terapia.

— Então esse exame vai dizer se ela corre riscos de vida ou não? — Itachi perguntou com a voz fraca e entrecortada.

— Se ela tiver leucemia aguda, há um tratamento baseado de sessões de terapia a base de chakra — A loira olhou para a pupila, que continuava em pé ao seu lado — Por isso Sakura está aqui, ela é a melhor kunoichi com controle de chakra, e se Yuli realmente tiver leucemia aguda, Sakura é a pessoa ideal para o tratamento.

Itachi olhou na direção da rosada. Ele a conhecia, havia ouvido falar muito dela na sua casa. Sabia que se pudesse confiar em uma médica-nin, Sakura era a essa médica. Ele balançou a cabeça afirmativamente.

— Quando teremos que trazer Yuli para o exame? — Shisui olhou para o marido. Se existia uma forma de tratamento, eles recorreriam a ela, faria o possível e impossível por ela.

— Poderia ser na sexta- feira. Teriam três dias para preparar Yuli para o procedimento.

— Prepará-la?

— Vocês tem que explicar pra ela sobre a doença e sobre o exame. Não tem como esconder algo desse tamanho de uma criança de 6 anos.

Itachi levantou-se, sentia uma vontade enorme de abraçar a filha. Haviam deixado Yuli na casa de seus pais para buscarem o exame. Apenas isso. Ele acreditava fielmente que seria apenas uma anemia...

Precisava sair dali, aquele lugar o deixava com falta de ar. Seu coração estava acelerado, seu peito doía, sua cabeça girava e os olhos ardiam pelas lágrimas presas.

— Agradeço às duas — ele deu as costas e apressou-se para sair da sala.

Shisui suspirou frustrado.

— A traremos para o exame, obrigado.

Sentia-se realmente grato pela forma que haviam direcionado seu tempo para eles, como haviam lhe explicado. Mas sabia que o marido precisava mais dele naquele momento, assim saiu da sala para alcançá-lo.

Sakura olhou para Tsunade, sentia de certa forma uma tristeza pela criança, que tão nova passava por isso. Decidiu ir atrás deles, andou apressada antes que fosse repreendida pela mestra.

— Senhores Uchiha! — Ela os chamou no corredor, andando a passos largos para alcançar o casal. Eles pararam e a observaram se aproximar.

— Se Yuli precisar, quero que saibam que eu darei o meu melhor para curá-la — Shisui mostrou-se afetado pelas palavras dela e sentiu, de certa forma, alívio por elas. Algo naqueles olhos verdes o faziam ter certeza de que Sakura realmente cumpriria a sua palavra.

Ele segurou as mãos da mulher e deu um sorriso contido.

— Eu confio em você, Haruno Sakura.

Abraçou o marido e lhe deram as costas. Sakura ficou parada no corredor observando-os se afastarem, e seu coração palpitou ao notar que, um pouco mais à frente, estava o moreno que tentava esquecer, esperando o casal.

Sasuke usava o uniforme da força policial de Konoha e a olhava com o cenho franzido, estava surpreso ao vê-la falar com seu irmão e cunhado. Iria até cumprimentá-la, mas ao perceber o estado em que os dois estavam, se alarmou. Ele nunca havia visto seu irmão chorar e isso era um péssimo sinal.

— Itachi? — O outro negou com a cabeça, mas foi Shisui quem o respondeu.

— Conversamos em casa.

O caminho até o distrito Uchiha foi silencioso, Shisui se sentia tão quebrado que ignorou os olhares reprovadores que eram dirigidos a ele e seu marido. Sua filha era mais importante que todos ali.

Entraram na casa de Fugaku e Mikoto Uchiha, que estavam em pé na sala, esperando ansiosos por eles. Mikoto sentiu o coração pesar quando notou que seu primogênito estava com os olhos inchados, algo que indicava o recente choro, sabendo que isso nunca era um bom sinal.

Fugaku olhou de forma amarga para o filho abraçado a Shisui. Quando seu primogênito, seu orgulho, havia assumido seu amor por Shisui ele não aceitou, até negou. O expulsou de sua casa, porque na sua cabeça aquilo estava errado, afinal, como um Uchiha forte e grandioso como Itachi havia se apaixonado por outro homem? Fugaku levou quase dois anos para aceitar o retorno do filho à sua casa. As insistências e lágrimas de Mikoto haviam rachado as barreiras que criou e o nascimento de sua adorada neta havia as desmoronado. Porém, ele ainda sentia-se incomodado pelos comentários que rodavam o distrito Uchiha por causa disso ou as demonstrações de afeto entre o filho e o seu marido.

— Agora me digam o que aconteceu — Sasuke quebrou o silêncio que rondava a sala.

Itachi não conseguia falar, assim apertou a mão do marido para que ele entendesse sua mensagem muda. Shisui fechou os olhos.

— Yuli tem leucemia.

— Yuli tem suspeita de leucemia — Itachi corrigiu.

Ele ainda não havia aceitado isso, ele nunca aceitaria.

Mikoto arquejou e apoiou-se no marido, não acreditando que sua pequena e delicada neta estava com algo tão devastador. Ela já havia visto de perto uma amiga definhar em uma cama de hospital por causa daquilo e por isso não lutou com as lágrimas, soltou-se de Fugaku e se jogou nos braços de Itachi, que também chorava desoladamente.

Sasuke olhou para o pai, ainda processando aquela informação. Ele sabia o que era a doença, sabia que havia tratamentos, mas o que ele não conseguia aceitar era que alguém tão doce como sua sobrinha poderia ter aquilo.

— Isso é tudo culpa sua! — Fugaku falou, a voz demonstrando toda sua raiva.

Itachi olhou assustado para o pai.

— Como isso seria a minha culpa, otou-san?

— Fugaku-san, você está sendo irracional... — Shisui tentou intervir.

— Isso é culpa sua e dele — Ele apontou para Itachi se alterando — Deve ser um castigo por todas essas malditas escolhas que fizeram.

— Fugaku... – Mikoto disse receosa, com medo da possível discussão.

— O senhor não sabe a porra que está falando! — Shisui se alterou dando um passo à frente.

— Olha como você fala com meu pai — Sasuke se intrometeu, mesmo sabendo que o pai estava errado, ele ainda era seu pai e merecia o devido respeito na própria casa.

— Quem você pensa que é para falar comigo assim? — Fugaku elevou a voz.

Mikoto tentou intervir a discussão que se iniciava.

— Por favor, parem! Esse não é o momento para...

— NÃO! A culpa é deles, essa gravidez anormal que escolheram para gerar a criança. Essas escolhas que fizeram para a vida deles, esse relacionamento... — O patriarca olhou com raiva para o filhos, ele no fundo sabia o quanto irracional estava sendo, mas essa era sua forma de lidar com a dor que esmagava o peito — Se algo acontecer à minha neta, eu irei repudiá-lo e nunca mais vou aceitar sua presença diante de mim.

Ele deu as costas saindo da sala, Shisui fez menção de ir atrás – adoraria dizer tudo que pensava sobre a atitude asquerosa que veio de Fugaku – mas Sasuke o segurou, apenas negando com a cabeça.

— Onde ela está? — Itachi perguntou com a voz baixa e fraca, ele precisava abraçá-la.

— No seu antigo quarto.

Ele soltou a mãe e seguiu pelo corredor. Ouviu quando Shisui começou a falar de forma alterada com Sasuke sobre as palavras do pai e consecutivamente os palavrões que o marido soltava. Ignorou aquilo, abriu a porta do quarto com cuidado e não se sentiu surpreso ao ver a pequena figura encolhida na cama dormindo.

Aproximou-se com um sorriso no rosto, Yuli era o grande amor da sua vida. Há sete anos, ele e Shisui aviam decidido adotar uma criança, mas a burocracia era grande e duvidosa por eles serem um casal gay. Tinham ficado tristes e inconformados com isso, mas para sua grande surpresa, Izumi, uma amiga de infância dele e do marido, ofereceu seu útero para um gerar um bebê para eles, assim aderiram ao processo de inseminação artificial.

Ele se lembrava perfeitamente da felicidade que sentiu ao saber que a amiga carregava dentro de si uma parte dele e de Shisui, já que haviam escolhido não saber qual dos espermatozoides haviam-na fecundado. Porém, a gravidez fora complicada, e a cada dia que se passava Izumi ficava mais fraca, a hipótese do aborto foi apresentada, mas ela recusou-se e foi até o fim da gestação, mesmo com deslocamento de placenta.

Ela faleceu doando tudo de si para que Yuli pudesse nascer, e o último rosto que viu antes de morrer foi o da filha. Sim, filha, porque mesmo que a garotinha fosse de Itachi e Shisui, eles sempre a ensinaram que também tivera uma mãe que a amou até seu último momento.

Itachi sentou-se ao seu lado na cama, a garotinha mexe-se deixando os fios negros que chegavam até seu ombro tamparem seu rosto.

— Minha pequena estrelinha — ele sussurrou passando as mãos nos fios soltos de modo que saíssem do rosto da filha.

As lágrimas desciam silenciosamente por seu rosto enquanto ele observava aquele rostinho frágil. Passou a mão em sua franjinha com cuidado para não acordá-la. Lembrou-se de quando ela deu os primeiros passos em sua direção, do dia em que seus pais a viram pela primeira vez – naquele dia todos choraram no hospital, tanto pela vida que era levada quanto pela vida que era trazida.

Fugaku era o menos emocional dos Uchihas, pelo menos o que menos demonstrava emoções, mas Yuli era como um raio de sol em sua vida, chegava a fazê-lo sorrir e seu amor pela neta era imensurável. Por isso Itachi não conseguia sentir mágoa pelo desespero do pai. Com o tempo Fugaku aprenderia, ninguém nascia desconstruído e livre de tabus, a vida era quem abria os olhos das pessoas aos poucos...

Sentiu quando seu marido entrou no quarto, Shisui sentou-se atrás de si, passando os braços em volta do seu corpo e colocando a cabeça em seu ombro.

— Eu amo vocês dois, mais que a minha vida – ele declarou, choroso.

— Eu também os amo mais do que minha vida – Itachi respondeu.

O casal continuou a chorar silenciosamente enquanto observavam a criança adormecida. Na cabeça de Itachi, as coisas que Sakura havia lhes explicado começavam a se encaixar e o desespero tomou conta de si. Puxou a filha para os braços apertando de forma protetora, ele não podia perder sua estrelinha.

— Papi...

A voz meiga e baixa quase não pode ser ouvida, os soluços de Itachi tomavam conta do quarto. O coração de Shisui estava cada vez mais apertado, levantou-se e abraçou a ambos, abraçou apertado como se ao mantê-los ali, pudesse protegê-los do mundo, dos olhares tóxicos nas ruas de Konoha e das palavras felinas de Fugaku.

E, principalmente, da doença que ameaçava sua pequena estrela.

20 de Março de 2018 às 18:12 4 Denunciar Insira 4
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Biurifu Chan Biurifu Chan
13 de Maio de 2018 às 23:39

  • Flora Gois Flora Gois
    Não sei se deu erro aqui, mas o comentário está em branco. 14 de Maio de 2018 às 14:43
Danielle Botelho Danielle Botelho
Oi, esse primeiro capítulo já foi um arraso. A história tem um enredo e uma premissa incríveis e eu irei acompanhar porque eu amei. Parabéns Bjosssss Dani
20 de Março de 2018 às 18:19

  • Flora Gois Flora Gois
    Aaaaah muito obrigada Dani, fico feliz que a história despertou seu interesse assim. 20 de Março de 2018 às 18:47
~

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